Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Bruins (1) vs Red Wings (8)

Primeira rodada
BostonEstatísticasDetroit
117Pontos93
54Vitórias39
19Derrotas28
9OT/SO15
3.15Gols pró/jogo2.65
2.08Gols contra/jogo2.70
21.7PP (%)17.7
83.6PK (%)83.0

Calendário

18/04 - Sexta-feira - 20h30 - Boston
20/04 - Domingo - 16h - Boston
22/04 - Terça-feira - 20h30 - Detroit
24/04 - Quinta-feira - 21h - Detroit
* 26/04 - Sábado - 16h - Boston
* 28/04 - Segunda-feira - A definir - Detroit
* 30/04 - Quarta-feira - A definir - Boston

* Se necessário

Histórico em temporada regular
  • Total: 252 vitórias de Detroit, 236 vitórias de Boston, 95 empates
  • Desde o locaute 2004: oito vitórias de Detroit, três vitórias de Boston
  • Em 2013-14: três vitórias de Detroit, uma de Boston
  • Séries de playoffs: três vitórias de Detroit ('42, '43, '45), quatro vitórias de Boston ('41, '46, '53, '57)

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Vinte e três

Vinte e três
Em 4 de abril de 1991, em St. Louis, o Detroit Red Wings entrou no gelo pelos playoffs da NHL. E de lá não saiu. Com o ponto conquistado na derrota nos pênaltis para o Pittsburgh Penguins hoje, os Red Wings se classificaram para a pós-temporada pelo 23º ano consecutivo.

Em abril de 1991, Nicklas Lidstrom ainda não havia estreado por Detroit. Hoje seu número está eternizado na Joe Louis Arena. Em abril de 1991, Riley Sheahan não havia nascido. Nem Tomas Jurco, autor de dois dos gols de hoje, que ainda esperaria um ano e meio para chegar ao mundo.

Em abril de 1991, Tomas Tatar tinha cinco meses de idade. Brian Lashoff tinha nove meses, Danny DeKeyser havia acabado de completar um ano. Gustav Nyquist tinha um ano e meio, Luke Glendening havia nascido em Grand Rapids há pouco menos de dois anos, somente dois meses mais novo que Joakim Andersson ou Brendan Smith.

Em abril de 1991, antes de Mike Babcock ou Dave Lewis ou Scotty Bowman, Bryan Murray treinava a equipe. Naquela noite, o goleiro era Tim Cheveldae. Chris Osgood seria recrutado poucos meses depois. Brad McCrimmon estava na defesa, Steve Yzerman tinha 25 anos, Sergei Fedorov era calouro.

E, é claro, em Chicago, Chris Chelios já era um veterano de 29 anos, em sua oitava temporada na NHL e primeira pelos 'Hawks.

Vinte e três anos. Mais do alguns de nós já vivemos. As únicas certezas na vida? A morte, os impostos, e os playoffs. Aqui em Detroit é assim.

terça-feira, 8 de abril de 2014

414, só mais 1, e quase 23

Nessa temporada de números, os realmente inesquecíveis serão o aposentado #5 de Nicklas Lidstrom e o eventual 23, número de participações consecutivas nos playoffs, que pode ser garantido com um ponto amanhã contra o Pittsburgh Penguins.

Mas hoje o número é 414, número de vitórias conseguidas pelo Detroit Red Wings sob o comando do treinador Mike Babcock, agora o maior vencedor entre os 26 técnicos que já treinaram a equipe.

Babcock ultrapassou as 413 vitórias de Jack Adams, que treinou a equipe por 20 temporadas, mesmo com 263 jogos a menos. Adams dá o nome ao troféu de melhor treinador da temporada, ao qual Babcock pode ser um dos candidatos no fim deste ano.

Detroit foi acometido por uma onda de lesões ainda mais forte que as das últimas temporadas, teve que usar jovens em funções normalmente reservadas aos veteranos, e ainda assim está em bom caminho para alcançar os playoffs. Após a vitória desta noite, por 3-2 em cima do Buffalo Sabres, o site sportsclubstats.com nos dá 98,9% de chances de classificação, sendo necessário apenas um ponto em alguma das três partidas finais para a confirmação.

Babcock fez um de seus melhores trabalhos na carreira durante esta temporada, e posiciona o time na rota para o número mais importante de todos, a 12ª Copa Stanley da franquia.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Um grande fim de semana

Os Red Wings não têm nada a reclamar dos últimos dias, em especial desse fim de semana.

Além de ter vencido os dois jogos que disputou, contra Toronto Maple Leafs e Tampa Bay Lightning, o Detroit assistiu às derrotas dos principais adversários na luta pelas duas últimas vagas nos playoffs da Conferência Leste.

Os Maple Leafs, com 80 pontos em 76 jogos, perderam na sexta-feira e no sábado e já somam oito derrotas consecutivas, com chances mínimas (4,9%) de ir aos playoffs.

O Washington Capitals, com 81 pontos em 75 jogos, perdeu no sábado e conquistou apenas um ponto com uma derrota nos pênaltis no domingo e tem 20,2% de chances.

Apenas um ponto à frente está o Columbus Blue Jackets, com 82 em 74 jogos. Na sexta-feira o time foi derrotado, mas no sábado conquistou uma vitória na prorrogação, aumentando suas chances para 78,8%.

Os Wings têm 84 pontos em 75 jogos e suas chances são de 80,9%, segundo o Sports Club Stats.

Fala-se em 92 pontos como o número mágico para conquistar a classificação. Para o Detroit, isso representa 4 vitórias nos 7 jogos restantes.

O primeiro critério de desempate é o número de vitórias no tempo normal e na prorrogação, a coluna ROW, em inglês. Neste quesito, os Wings perdem apenas para os Blue Jackets, 33 a 30, e levam vantagem contra os demais concorrentes.

Os próximos jogos do time serão contra Boston Bruins (quarta-feira) e Buffalo Sabres (sexta-feira), em Detroit, e Montreal Canadiens (sábado).

No momento em que as vitórias valem mais do que dois pontos, contar com jogadores retornando de contusão faz toda a diferença. Nos últimos jogos, Darren Helm, Tomas Jurco e Justin Abdelkader reforçaram o time.

Outro dia mesmo a quarta linha era formada por Teemu Pulkkinen, Cory Emmerton e Landon Ferraro. Hoje não há lugar nem pro Todd Bertuzzi.

sábado, 29 de março de 2014

Se vai torcer pra perder, nem torça

Uma tendência tomou conta da liga americana de cestobol recentemente, o "tanking". "Tanking" é a prática de perder jogos de propósito, jogando temporadas no lixo na esperança de conseguir bons atletas no recrutamento. Na temporada atual, estima-se que 10 dos 30 times da liga estejam seguindo tal prática.

No cestobol isso faz algum sentido, embora especialistas se apressam a dizer que não é uma garantia de sucesso. Os atletas recrutados já estão prontos para a NBA, em um esporte em que um jogador faz muita diferença.

E no hóquei? Os atletas recrutados tem 17 ou 18 anos, vão chegar à NHL no mínimo aos 20 anos, quando não mais tarde, e um atleta sensacional não quer dizer muita coisa. Ainda assim, tem gente querendo que o Detroit Red Wings não chegue à pós-temporada, para pegar uma boa escolha no próximo recrutamento.

Na manhã deste sábado, o site sportsclubstats.com estima que os Red Wings tem 51,3% de chance de classificação. Isso vai mudar com a partida desta noite contra o Toronto Maple Leafs, podendo chegar num máximo de 66,7% e num mínimo de 35,7%.

Ou seja, estamos muito perto da zona de classificação. Se a equipe não alcançar os playoffs, vai ficar com a 13ª ou 14ª escolha no próximo de recrutamento. Mas, caso a classificação aconteça, mesmo com uma derrota na primeira rodada, Detroit fica com a 15ª ou 16ª escolha. Vale a pena abrir mão da classificação (ou seja, renda de no mínimo mais duas partidas em casa, a manutenção da sequência de playoffs consecutivos, e a chance de surpreender a todos e chegar nas Finais) por causa de uma ou duas escolhas no recrutamento?

Mais do que isso, boas escolhas significam sucesso? Claro, todos apontam para Chicago e Pittsburgh e concluem que sim, passar algumas temporadas na parte de baixo da tabela é uma receita para títulos.

Mas e o Buffalo Sabres, pior time da liga, que nos últimos seis anos teve cinco escolhas entre as 14 primeiras (a faixa que Detroit ocuparia se não fosse aos playoffs)?

E o incrível caso de Edmonton, que teve três primeiras escolhas no geral consecutivas, e cinco entre as 10 primeiras nos últimos seis anos? Eles tem hoje a segunda pior campanha da liga, e as manchetes recentes são "Eles recrutaram os jogadores errados". Somente dois jogadores recrutados pelos Oilers desde 2001 tem plus-minus positivo (+2 e +12). Leia essa frase de novo.

O terceiro pior time da liga é o Florida Panthers, mesmo com suas 10 escolhas entre as 10 primeiras nos últimos 13 anos, e só uma seleção fora das três primeiras nos últimos quatro anos.

Na frente deles, quarto pior da liga, está o New York Islanders, com suas seis escolhas entre as 10 primeiras nos últimos oito anos. E em sexto, o Carolina Hurricanes, que tiveram oito escolhas entre as 10 nos últimos 12 anos.

Mas você pode falar que esses times são mal gerenciados, então é claro que seus resultados são ruins. Talvez analisando os melhores grupos de prospectos de cada equipe fique realmente provado que o tanking traz resultados. Para isso, vamos ao Hockey's Future, site especializado em prospectos, e descobrir que franquias tem os melhores grupos de promessas. Do ranking deles:

1º Tampa Bay
2º Buffalo
3º Anaheim
4º Dallas
5º NY Islanders
6º Florida
7º Minnesota
8º Columbus
9º Detroit
10º Chicago

A lista nos traz três dos piores times da liga. Também tem Anaheim, Chicago e Detroit, equipes com presença constante nos playoffs e títulos recentes. Exceto pelos três fracos, todos estão classificados, ou brigam por vaga, neste ano.

Ou seja, a relação entre bons prospectos e fracasso na NHL não é clara. Se você é bem gerenciado, vai saber recrutar e montar um bom time. Senão, não importa quantas boas escolhas você tenha, vai continuar por baixo. Edmonton, com todas as suas boas escolhas está na 20ª posição no ranking.

O que me traz à pergunta: por que alguns torcedores acham que Detroit deve ir mal para Ken Holland e cia. selecionarem bons jogadores? Todos conhecem os casos de Pavel Datsyuk, Henrik Zetterberg, Tomas Holmstrom e Johan Franzén. Mas você sabia que Gustav Nyquist era selecionável no recrutamento de 2007, e ninguém o recrutou? E que ele foi selecionado apenas na 4ª rodada de 2008?

E olhe na lista dos melhores prospectos que Detroit tem para o futuro. Anthony Mantha foi pego com a 20ª escolha, Tomas Jurco na 35ª, Xavier Ouellet na 48ª, Ryan Sproul na 55ª, Alexei Marchenko na 205ª, Riley Sheahan na 21ª, o trocado Calle Jarnkork na 51ª, Teemu Pulkkinen na 111ª, Petr Mrazek na 141ª, Tomas Tatar na 60ª, Mitch Callahan na 180ª e Adam Almquist na 210ª. Sem contar que alguns desses vieram após Detroit trocar sua 1ª escolha por duas de 2ª rodada.

Obviamente, nem todos esses vão se tornar jogadores de alto nível, e já falamos muito sobre como Detroit conta muito com a sorte no caso de Datsyuk e Zetterberg, por exemplo. Mas é inegável que as escolhas de 3ª ou 4ª rodada de Detroit são melhores que as de Edmonton nas cinco primeiras escolhas. Ken Holland e, principalmente, Hakan Andersson, esses caras não precisam de escolhas altas para encontrar jogadores de talento.

Mas, mesmo se fosse o caso, alguém já parou para analisar que o recrutamento deste ano é fraco? A queda de nível depois das quatro primeiras escolhas é muito grande, e mesmo essas quatro primeiras escolhas são piores que qualquer das cinco primeiras do ano passado, e não sou eu que falo isso.

Nunca faz sentido torcer para seu time perder. Alguns acham que a eliminação é o "chacoalhão" que a gerência de Detroit precisa para deixar de utilizar veteranos e começar a dar chance aos garotos, talvez não percebendo que os veteranos já estão sendo deixados de lado e os garotos já estão carregando o time nas costas (o que por vezes parece ser pressão demais para eles, que precisam de uma presença veterana para acalmar os ânimos).

Se a sua torcida este ano é por noites tranquilas no fim de abril e começo de maio, se quer desistir de um time que brigou o ano todo por uma classificação que essa molecada merece... Então pode ir jogar golfe agora, você não vai fazer falta.

Àqueles que ficam? Let's go, Red Wings. Mais um "jogo do ano" esta noite, em Toronto, 20h de Brasília.

sexta-feira, 21 de março de 2014

É isso aí!

No futebol brasileiro, dizem que há coisas que só acontecem com o Botafogo. Pois nesta temporada da NHL, definitivamente há coisas que só acontecem com os Red Wings.

O jogo extraordinário contra os Penguins nesta quinta-feira exemplifica isso.

Com um elenco digno de AHL contra um dos melhores times da Liga, os Red Wings se esforçaram bravamente durante (quase) toda a noite e mereceram a vitória por 5-4 na prorrogação, mas os detalhes é que contam a história desta noite já inesquecível para os torcedores do Detroit.

Os Wings abriram 2-0 no placar com Daniel Alfredsson, no primeiro período, e Gustav Nyquist, nos minutos iniciais do segundo, em chute que desviou em um defensor dos Penguins antes de entrar.

A vantagem se manteve até os minutos finais do segundo, quando o Pittsburgh marcou dois gols em 25 segundos para empatar o jogo. Se os Wings se perderam completamente após o primeiro gol, depois do empate eles sumiram. Em vantagem numérica de 5-contra-3, os Penguins viraram o jogo para 3-2.

Enquanto mantiveram a liderança no placar, e mesmo antes do gol de Alfredsson, os Wings demonstravam uma raça poucas vezes vistas na Joe Louis Arena, hoje com muitos lugares vazios. A vontade de ganhar era tamanha que fazia do nosso elenco de AHL um Time das Estrelas.

No hóquei no gelo é assim: muitas vezes um time com mais vontade de ganhar supera um adversário mais talentoso. Quantas vezes o próprio Detroit não perdeu confrontos nos playoffs desta maneira?

Playoffs. Jogamos pelos playoffs, ainda que seja 20 de março, para que sejam 23 anos consecutivos competindo pela Copa Stanley.

Na metade do terceiro período, Tomas Tatar empatou o jogo, depois de passe de Riley Sheahan. Os juízes haviam marcado uma penalidade contra James Neal por jogar pra longe o taco de um defensor do Detroit, o que aparentemente não existe no livro de regras, transformando a então vantagem numérica dos Penguins em 4-contra-4 e abrindo o gelo para os jovens dos Wings.

Menos de três minutos depois, o veterano Todd Bertuzzi lançou o disco em direção ao gol, o disco bateu em um defensor dos Penguins e entrou, recolocando os Wings à frente no placar.

A torcida já flertava com a improvável vitória, até que Craig Adams marcou seu primeiro gol em 64 jogos. Justamente nesta noite.

Quando o jogo parecia caminhar para a prorrogação, o que asseguraria ao menos um ponto, David Legwand, de 33 anos e 963 jogos na carreira, agrediu Evgeni Malkin com a ponta do taco, acertando o russo com uma espetada.

Restavam 3:46 no relógio e Legwand foi expulso da partida, deixando o Detroit com um jogador a menos pelos 5 minutos seguintes.

Os Penguins pressionaram em busca da vitória, para afundar os Red Wings e impedir aquele que pode ser o confronto de primeira rodada nos playoffs. De alguma forma, Jimmy Howard e seus defensores evitaram o gol, mas nunca conte com Landon Ferraro quando o seu time precisar rifar um disco.

O jogo foi para a prorrogação. Um ponto assegurado, sensação de dever cumprido. Nas circunstâncias atuais, muito para o elenco de novatos (e de veteranos estúpidos que cometem penalidades estúpidas), pouco para o esforço do time no primeiro e no terceiro períodos.

Nos primeiros 74 segundos da prorrogação os Wings mataram o restante da penalidade e, quando o número de jogadores se igualou, o time tentou a vitória.

Quando faltavam 10 segundos para o fim do jogo, em seu último ataque, os Penguins tentaram com Chris Kunitz um passe no campo de ataque, o disco foi desviado por Kyle Quincey e ganhou altura. Malkin saltou para tocá-lo com a mão, mas foi atrapalhado por Nyquist, que ligou o contra-ataque lançando Alfredsson na direita. O ex-capitão dos Senators recebeu o disco faltando 5,6 segundos, deixou a torcida toda de pé em um 3-contra-1 e, em vez de passar, chutou, quando faltavam 2 segundos para o apito final. Marc-Andre Fleury defendeu, mas pela terceira vez na noite o disco procurou um defensor dos Penguins para achar o caminho da rede. Faltava meio segundo.

Os Red Griffins venceram o jogo, somaram dois pontos na classificação, continuam vivos na luta para chegar aos playoffs e não perderam nenhum jogador por contusão.

E se esse for o tom daqui em diante, contem com os 23 anos.


quarta-feira, 19 de março de 2014

Porrada neles

Os Red Wings venceram os Maple Leafs na noite de terça-feira, não se sabe como, mas o que importa são os dois pontos contra um adversário direto por uma das últimas vagas da Conferência Leste.

Enquanto digerimos a notícia de mais um jogador contundido (Jonathan Ericsson, 10 a 14 dias, dedo quebrado), o que mantém a média de uma baixa por jogo nas últimas 6 partidas, comemoramos os 7,2% a mais na probabilidade de classificação aos playoffs, agora em 42,4%.

[ATUALIZAÇÃO: foi-se o tempo em que um jogador do Detroit sofria uma apendicectomia e não perdia um jogo sequer, ou levava uma tacada na boca, cuspia meia-dúzia de dentes e voltava no turno seguinte. Ericsson operou o dedo e vai desfalcar o time pelas próximas 4 a 6 semanas]

Os Wings têm 75 pontos, um a menos que Blue Jackets e Capitals, cinco a menos que os Maple Leafs. É contra eles que temos que torcer, mas também ajudaria secar os Capitals e os Rangers, além do Lightning, e do Avalanche, só pra sacanear.

O herói do jogo de ontem foi Gustav Nyquist, que marcou dois gols.

E ainda que o elenco tenha mais jogadores dos Griffins que dos Red Wings, que sete calouros já tenham experimentado a sua primeira vez nesta temporada, que um monte deles não sirva para amarrar os patins de Niklas Kronwall, cabe a crítica a Ken Holland e Mike Babcock, em letras garrafais:

Os senhores deixaram Nyquist fora do time em 22 jogos no começo da temporada. 

Nyquist, 19 gols, 35 pontos em 43 jogos. Goleador do time na campanha.

Se os Red Wings não se classificarem para os playoffs, a caveira de Dave Lewis enterrada na Joe Louis Arena terá sua culpa, por tantas contusões, mas Holland e Babcock também serão culpados, porque são eles os responsáveis por tomar decisões (erradas) em relação ao elenco.


segunda-feira, 17 de março de 2014

Red Wings versão 2015

Talvez devêssemos falar sobre a atual temporada, embora isso provavelmente cause uma lesão na virilha deste blogueiro. Por isso, vamos falar sobre o futuro, já que parece que a atual temporada está indo por ralo abaixo.

Qual será o teto salarial da temporada 2014-15?

As projeções em dezembro eram de um aumento no teto, dos atuais $64,3 milhões para algo em torno de $71,1 milhões. Essas projeções podem não ser atingidas devido à desvalorização do dólar canadense, mas vamos trabalhar com elas por enquanto.

Para a próxima temporada Detroit já tem comprometidos $49,9 milhões em salários, ou seja, espaço de $21,2 milhões.

Quais atacantes tem contrato para a próxima temporada?

Pavel Datsyuk, Henrik Zetterberg, Stephen Weiss, Johan Franzén, Darren Helm, Jordin Tootoo, Justin Abdelkader, Drew Miller, Gustav Nyquist e Joakim Andersson. Esses são os jogadores no elenco atual, onde temos tantos atacantes devido às lesões.

Os contratos que expiram nas próximas férias são os de Daniel Alfredsson, Mikael Samuelsson, Todd Bertuzzi e Dan Cleary. Também serão agentes-livres, porém restritos, Riley Sheahan, Tomas Tatar, Landon Ferraro, Luke Glendening e Cory Emmerton.

Na defesa, como está a situação?

Niklas Kronwall, Jonathan Ericsson, Jakub Kindl, Brendan Smith e Brian Lashoff tem contrato para a próxima temporada.

Kyle Quincey será agente-livre, enquanto Danny DeKeyser será agente-livre restrito.

Tem muita gente cara nesse time. Que salários podemos cortar?

O novo Acordo Coletivo permitiu duas dispensas por equipe, ou seja, Detroit poderia encerrar o contrato de dois atletas sem sofrer penalidades no teto salarial. A primeira dispensa foi a de Carlo Colaiacovo, antes desta temporada.

Tais dispensas só podem afetar contratos assinados antes do locaute. É por isso que Weiss não vai ser dispensado, por mais que a torcida queira. Tudo indica que o cortado será Tootoo, que tem contrato até o final da próxima temporada, com salário de $1,9 milhão, mas que passou a maior parte deste ano em Grand Rapids.

Dos jogadores sem contrato, quem deve continuar em Detroit?

Dos agentes-livres irrestritos, talvez só voltem Legwand e Alfredsson.

A gerência de Detroit precisa que Legwand fique na equipe para justificar a troca que o trouxe (Patrick Eaves + Calle Jarnkrok + escolha condicional de 3ª rodada*). É bem possível que Legwand queira permanecer em Detroit. O veterano central é de Michigan, e para vir para Detroit abriu mão de uma cláusula no seu contrato que o impedia de ser trocado por Nashville.

(* = a escolha condicional? será de 2ª rodada caso Detroit chegue aos playoffs deste ano)

Alfredsson já declarou que seu futuro é nos Red Wings ou em casa. Ou ele renova seu contrato ou se aposenta.

Dos agentes-livres restritos, Tatar e Sheahan tem lugar garantido em Detroit. Ferraro pode renovar também, mas a partir do ano que vem só pode jogar em Grand Rapids após passar pela desistência. Glendening e Emmerton só jogaram em função das inúmeras lesões e dificilmente ficarão no elenco principal.

E os salários, como ficam?

Nessa hora começamos a chutar valores. O atual contrato de Legwand é de $4,5 milhões anuais, e Ken Holland deve pedir um bom desconto, afinal esse era seu salário como o central de 1ª linha em Nashville. Se quiser continuar jogando, Alfredsson também deve sofrer uma redução de seu salário atual de $3,5 milhões.

Chutando? $2,3 milhões para cada

Tatar e Sheahan não devem receber um grande aumento, até porque até hoje receberam salários bem baixos devido ao tempo passado em Grand Rapids. Chutando, algo em torno de $950 mil para Tatar (hoje recebe $630 mil) e $750 mil para Sheahan (atuais $785 mil, mas limitado a $67 mil durante o período em que esteve na AHL).

DeKeyser tem contrato no valor de $925 mil, mas esse valor foi limitado por ser seu primeiro contrato. Atualmente também conta com bônus que aumentam seus rendimentos. Se fosse especular, tendo como base o contrato de Smith, diria que vai receber mais ou menos $1,2 milhão.

Também tem o goleiro Jonas Gustavsson, cujo atual contrato com salário de $1,5 milhão expira este ano. Imagino que renove, provavelmente pelo mesmo valor.

Só nessa projeção malfeita já "gastei" $7,1 milhões ($9 milhões em "novos contratos", descontando $1,9 milhões do corte de Tootoo), sobrando $14,1 milhões para trazer mais alguém.

Ok, então como ficamos?

Algo parecido com isso aqui:

Zetterberg-Datsyuk-Abdelkader
Nyquist-Legwand-Franzen
Tatar-Weiss-Alfredsson
Miller-Helm-Sheahan
Andersson

Kronwall-Ericsson
Lashoff-DeKeyser
Kindl-Smith

Howard (Gustavsson)

Isso ficou horrível...

Eu sei. O ideal mesmo seria:

Zetterberg-Datsyuk-___
Nyquist-Weiss-Franzen
Tatar-Legwand-Alfredsson
Miller-Helm-Albdelkader
Sheahan-Andersson

Kronwall-___
___-DeKeyser
Lashoff-Ericsson
Kindl ou Smith

Howard (Gustavsson)

A primeira coisa que você deve notar é que temos 24 jogadores (21 e os três espaços em branco), um acima do limite permitido. Isso é porque acho que todo mundo já percebeu que Smith e Kindl não se tornaram os defensores que queríamos. Nem Lashoff, aliás, mas ele erra menos. Por mim, um dos dois pode ir embora e não fará falta.

A segunda coisa é a quantidade de pontos de interrogação (ou talvez os itálicos, aqueles que nós "renovamos o contrato" agora há pouco), embora estes sejam bem óbvios. Precisamos de um atacante fazedor de gols, precisamos desesperadamente de um defensor de 1ª linha e eu não quero ver Lashoff ou Ericsson na 2ª linha.

Mas e a garotada, não aparece?

Este é outro ponto que temos que considerar, a quantidade de prospectos que está arrebentando na AHL. Muitos deles não podem permanecer em Grand Rapids ano que vem sem passar primeiro pela desistência. Os principais deles são Sheahan, Ferraro, Mitch Callahan e Adam Almqvist.

Sheahan já faz parte do elenco principal e não volta mais à AHL. Ferraro ainda não teve a chance de aparecer na NHL, mas pode ser pego na desistência. Almqvist é um ótimo defensor ofensivo e provavelmente seria pego na desistência. Callahan é uma mistura mais pobre de Kirk Maltby e Darren McCarty que aprendeu a fazer gols.

A gerência de Detroit não quer perder nenhum desses jogadores, mas pode ficar mais uma vez sem escolha. Vale a pena abrir mão de um jogador do elenco para abrir uma vaga para Ferraro e Callahan? Dá pra confiar em Smith ou Kindl na 2ª linha e deixar Almqvist vendo o jogo da tribuna?

Isso sem contar nos jovens que já subiram de Grand Rapids para preencher as vagas abertas pela inacreditável sequência de lesões em Detroit. Tomas Jurco poderia muito bem jogar na NHL, mas não deve nem ter a chance no começo da temporada. Glendening se tornará agente-livre restrito, mas não cabe mais um central no elenco principal.

Resumindo?

Se Detroit fizer tudo direito nas férias (e infelizmente este é um grande "se"), vai chegar no período de agentes-livres com um bom espaço no teto e pode fazer algum barulho. Se o elenco estiver inchado demais para assinar alguém, temos muitos jogadores "trocáveis" que não farão tanta falta assim (Abdelkader, Miller, Andersson, Kindl, Smith?).

Teria Holland coragem de dizer não a Alfredsson para utilizar Jurco desde o começo da temporada? Ou de dar a Petr Mrazek a chance de dividir as redes com Jimmy Howard, deixando Gustavsson ir embora? Ou Holland vai ser Holland e oferecer contratos idiotas a jogadores em decadência, renovar com Quincey e nomear Cleary como capitão?

Sim, é ridículo pensar na temporada que vem, mas isso não quer dizer que abrimos mão do campeonato deste ano. Mesmo com tantas lesões, ainda temos chances de classificação. Mas não importa o que acontecer, com uma eliminação precoce ou um título surpreendente, as próximas férias serão as mais importantes na carreira de Ken Holland e devem definir o futuro próximo da franquia.

"In Kenny we trust"? Nem tanto. Mas "let's go Red Wings", venha o que vier.

(todos os dados para essa pontagem vieram do capgeek.com, onde você pode ver o resultado de nossa projeção de elenco, e da minha cabeça que inventa salários mais baixos do que os distribuídos por Holland)

(este blogueiro finalmente está saindo de um inferno astral e passou no exame da ordem dos advogados do brasil. o blog deve voltar a ser mais movimentado em breve, quando as coisas realmente se acertarem, e entre lesões, babcock e jogadores decepcionantes, temos muito assunto pra botar em dia)

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Leituras olímpicas: Hóquei universitário

Durante as Olimpíadas, teremos postagens sobre temas variados para passar o tempo.

A primeira é esta, uma entrevista com Michael Petrella, blogueiro no site theproductionline.us, treinador de um time de hóquei colegial e ex-jogador universitário.

Michael Petrella, 10 anos atrás

Jimmy Howard, Dan DeKeyser, Brendan Smith, Justin Abdelkader, Drew Miller, Gustav Nyquist, Luke Glendening e Riley Sheahan todos jogaram na universidade antes de chegar em Detroit, e perguntamos a Petrella qual o motivo para os Red Wings começarem a prestar atenção nas ligas universitárias.

Red Wings Brasil - Olá, Michael. Para começar, você poderia se apresentar aos leitores do Red Wings Brasil?

Michael Petrella - Olá. Meu nome é Michael, tenho 31 anos e fui asa esquerdo do DePaul Blue Demons, de Chicago, da American Collegiate Hockey Association, onde me formei em 2004.

Hoje sou o treinador principal da equipe de Pittsburgh Central Catholic High School.

RWB - Vamos começar pelo básico: qual a diferença entre as ligas juniores canadenses e as ligas universitárias norte-americanas?

MP - A primeira diferença que se nota é de idade entre os atletas. Em geral, os melhores e mais cobiçados jogadores preferem seguir o caminho das ligas juniores, que desenvolve os atletas mais rapidamente, a partir de 16 anos de idade (no caso de um atleta excepcional), ou dos 17 anos, provavelmente, até somente os 20 anos, com uma maior ênfase na ofensividade.

Na faculdade, muitos começam somente aos 20 anos. Muitos deles terminam o colégio, passam um ano na NAHL ou USHL e só depois entram na faculdade. Esses jogadores se formam aos 23 ou 24 anos, se quiserem concluir seus cursos.

RWB - Você mencionou a NAHL (North American Hockey League) e a USHL (United States Hockey League). Por que os atletas preferem passar esta temporada nos Estados Unidos, e não no Canadá?

MP - Isso acontece por causa das determinações da NCAA, órgão que rege o esporte universitário nos Estados Unidos. A NCAA proíbe atletas que já jogaram em ligas juniores canadenses ou ligas profissionais européias de jogar por suas faculdades.

Basicamente, se você já ganhou algum salário para praticar esportes, a NCAA não te inscreve em ligas universitárias. Por algum motivo, a NAHL e USHL são tratadas como ligas amadoras, assim como ligas regionais canadenses.

(nota do editor: É essa determinação que impede que atletas universitários participem dos training camps das franquias por quem foram recrutados. Pelo regulamento da NCAA, o atleta só poderia participar se provasse que não recebeu nenhum valor ou benefício da franquia, o que inclui transporte, alimentação, alojamento e equipamento)

RWB - E no desenvolvimento dos atletas, qual a grande diferença?

MP - Eu sou parcial, com certeza, mas acho que o hóquei universitário desenvolve jogadores mais completos, porque o objetivo não é marcar 100 gols, e sim um bom desempenho nas três zonas.

Na maioria dos casos, jogadores universitários se desenvolvem mais tarde. Muitos nem sabem que podem jogar em alto nível até chegar na faculdade, ou nunca pensaram no esporte como uma carreira.

RWB - Quais são as implicações de jogar hóquei na faculdade ao ser recrutado para a NHL?

MP - A principal é o tempo que a franquia ganha para assinar seu primeiro contrato com o atleta. Com jogadores juniores, o prazo é de dois anos, ou ele volta a participar do draft. Para universitários, esse prazo é o de sua graduação.

Em junho, Detroit recrutou o atacante David Pope na 5ª rodada do recrutamento. Pope está jogando na BCHL (British Columbia Hockey League, amadora pelos padrões da NCAA), e em 2014-15 irá jogar hóquei pela faculdade de Omaha-Nebraska. Isso significa que os Red Wings tem cinco anos até oferecer um contrato ao jogador (este ano, mais quatro em que estiver cursando a faculdade).

Compare esse prazo com o de Tyler Bertuzzi, por exemplo, que deve assinar seu primeiro contrato até junho de 2015. Detroit não tem pressa para assinar seus prospectos, então dão todo o tempo do mundo para seus jogadores se tornarem úteis na NHL.

RWB - Esses jogadores normalmente ficam na faculdade até se formarem?

MP - Honestamente, não sei quantos se formam, mas quase todos se tornam profissionais antes de sair da faculdade. Abdelkader voltou para a faculdade durantes as férias e pegou seu diploma, mas Howard, Nyquist, Sheahan, Smith, Nik Jenses, todos esses se tornaram profissionais após três anos na faculdade.

RWB - Alguns jogadores universitários tiveram problemas com a lei. Durante a carreira universitária, Smith e Sheahan foram pegos com bebidas alcoólicas antes de terem idade para beber; Max Nicastro foi acusado de estupro por duas colegas (as acusações foram rejeitadas por falta de provas). Isso é algo comum nas faculdades?

MP - Boa pergunta. Não posso dizer se jogadores universitários se metem em mais problemas, ou se esses problemas só são mais divulgados, mas digo uma coisa: com a exceção de Nicastro, que foi absolvido por falta de provas - mas se houve algum indício qualquer, isso é horrível -, os outros casos foram algo bem normal, garotos sendo garotos. Isso não é desculpa para esse comportamento, afinal consumo por menores é ilegal e deve ser punido - e Sheahan ter dirigido embriagado em Grand Rapids é repugnante.

Uma coisa é clara, são garotos na faculdade, ambiente propício para coisas assim. Provavelmente o foco neles é maior por serem atletas, e por isso foram pegos fazendo aquilo que seu colegas não-atletas normalmente fazem. Quando você larga um bando de garotos junto, muitos deles longe da família pela primeira vez, eles querem se libertar e acabam fazendo besteira. É estressante fazer faculdade, e é estressante ser um atleta, imagine só os dois juntos. Mais uma vez, isso não justifica tal comportamento, mas pode ser uma explicação.

RWB - Você acha que a vida universitária influencia na decisão entre faculdade ou ligas juniores?

MP - A vida na faculdade pode ser um fator, seja para atrair ou para afastar potenciais jogadores. Alguns jogadores não querem ir para a universidade e atrasar sua carreira em três ou quatro anos, enquanto outros enxergam neste o único caminho.

Veja o caso de DeKeyser, que foi um jogador relativamente desconhecido em uma faculdade relativamente pequena. Alguns anos depois, todas as 30 franquias lhe enviaram ofertas. Se ele tivesse seguido o caminho dos juniores, se é que recebeu alguma proposta, provavelmente hoje estaria fora do esporte.

RWB - Foi o que aconteceu com você?

MP - Sinceramente, não tive muita escolha. Alguns olheiros da Ontario Hockey League vieram me ver jogar quando eu tinha 16 anos, mas nunca tive nenhuma proposta oficial. Conversando com meu pai, dizendo que queria que uma proposta chegasse, ele deixou claro que preferia que eu fosse estudar.

Meu pai jogou futebol profissionalmente, tinha experiência em como essa carreira pode acabar num instante, e não queria que eu ficasse sem nenhuma corda de salvação. Ele me disse para ir para a faculdade, e se pudesse jogar hóquei lá, ótimo. Ele estava certo, já que aos 22 anos estava claro que eu não iria ser um jogador profissional, mas eu seria profissional em alguma coisa, com um diploma para me lançar ao mundo real.

RWB - Obrigado pela conversa, foi bem legal ter essa visão interna de alguém ligado ao esporte. Falando nisso, e esse time que você treina?

MP - Treino a equipe de Pittsburgh Central Catholic High School, os Vikings, um programa bem forte e conhecido na região.

Tem um garoto no time, de apenas 14 anos, que já atraiu alguns olheiros. Ele com certeza é bom o bastante para jogar em ligas juniores no Canadá quando atingir 16 ou 17 anos, mas ele e sua família preferem continuar na escola e depois faça faculdade. Uma graduação de quatro anos custa em torno de US$100 mil, e se o hóquei pode te dar isso de graça, por que não aceitar?

Ir para a faculdade não vai impedi-lo de chegar à NHL, mas pode significar um ou dois anos a mais até lá. A diferença é chegar na Liga rápido e com um risco de dar errado, ou seguir aprendendo o jogo até os 20 e poucos anos. Ele prefere a segunda opção, mas nem todos são assim.

Michael Petrella, de jaqueta, hoje

sábado, 4 de janeiro de 2014

Adeus, e obrigado pelos polvos

Um mês, uma semana e cinco dias desde a última postagem no blog Red Wings Brasil.

Para não parecer que o blog foi abandonado, escrevo suas eventuais últimas palavras.

À medida em que envelhecemos e encaramos novos desafios na vida, já não temos mais o tempo e a disposição necessários para conduzir o blog da forma como gostaríamos, imprimindo aquele ritmo de publicações que fez do Red Wings Brasil a principal fonte de informação sobre o time entre 2007 e 2012.

Ainda assim, ao digitar Red Wings no google, o blog está entre as dez primeiras opções. Fruto do nosso trabalho e do empenho dos leitores, que fizeram este espaço se tornar uma espécie de ponto de encontro dos torcedores.

O envolvimento dos leitores era tão impressionante que alguns deles foram promovidos e se tornaram membros do blog.

Já não é mais assim há bastante tempo, como se vê no número de comentários. O papel que cabia ao Red Wings Brasil agora é desempenhado pelo Facebook.

Os autores não publicam, os leitores não comentam e o blog vai chegando ao fim.

Contamos com orgulho a história da Copa Stanley 2008, os fracassos nos playoffs de 2007 e de 2010 a 2013, o quase bicampeonato de 2009 e relembramos diversas passagens marcantes dos Red Wings nesses sete anos.

Em língua portuguesa, não há nada mais completo e detalhado do que o material publicado aqui. Nossa lista de tópicos é tão extensa que cita quase todas as equipes da liga e uma infinidade de jogadores. Foram mais de 1.200 postagens.

Até torcedor brasileiro para os Estados Unidos nós mandamos, ainda que indiretamente.

O momento do time é péssimo, a insatisfação com o elenco e seu técnico cresce a cada dia e nem isso nos incentivou a escrever sobre os Red Wings. Aliás, talvez a descrença no potencial desse elenco, o pior das últimas duas décadas, contribua para nos deixar ainda mais impotentes.

Nem mesmo o Clássico de Inverno, o jogo com maior público da história do hóquei no gelo, a partida mais assistida pela televisão na América do Norte, transmitido ao vivo pela ESPN no Brasil, suscitou qualquer publicação aqui.

Então, é isso. Aos futuros visitantes que por aqui passarem, parte da história dos Red Wings, contada em português, está disponível no menu à direita.

Até algum dia, talvez nos playoffs, se lá estivermos.