Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

segunda-feira, 30 de abril de 2007

Homer liberado para o jogo 4. Rapidinha.

Depois de visitar o oftalmologista, esta tarde, ainda em Detroit, Tomas Holmström, o Homer, recebeu a liberação para o jogo 4.
Ele deve viajar com o Sr. e a Sra. Illitch para pescar tubarões em São José do Time Alto.

Isso é positivo? É. Isso é bom? Tenho minhas dúvidas. Vai voltar aquela putaria de Crash-the-net e tudo mais.
Isso é positivo? É. Isso é bom? Tenho minhas dúvidas. Com aquela putaria de Crash-the-net de volta a gente encara 2 problemas: 1. PPPN; 2. PPPE.

1. Power Play Pra Nós. Isso é um problema, porque a gente não é grande coisa em vantagem numérica.
2. Power Play Pra Eles. Isso é um problema, porque a gente não é grande coisa em desvantagem numérica. Se bem que temos dado umas cacetada, né?

GO WINGS!

zeh.

Lang na balanga. Ops, balança.

A última história de que tive notícia foi de que Marinete está preocupado com seu Ice Time.

Mike Babcock, o louco, parece que está, realmente, querendo ganhar a série e ouvindo os conselhos dos torcedores brasileiros da equipe de Detroit. Até eu deixei de falar do Marinete aqui. E olha que eu tentei.

Depois do gol decisivo no jogo 6 contra o Calgary Flames, o central do Red Wings tem sido seguro no banco pelo nosso ilustríssimo, caro e nobre, treinador. Depois de jogar 14'30" no jogo 1 contra o Seu José, Marinete teve 12'20" no jogo 2 e, pasmem, menos tempo que Kyle Quincey no terceiro período deste jogo.

Marinete, que no primeiro confronto teve 3'38", 4'39" e 6'13" (respectivamente em períodos), no segundo amargou a ira rebelde do alcoólatra, com 5'17 ", 4'59" e 2'04" - com apenas 2 shifts no terceiro período.

"A coisa não é mais particular. Agora é vencer", afirmou, categoricamente, Babcock. E continuou com o cagaço público, claro como aquela nuvem que passa, lá em cima... "Quando você tá bem e ajudando a vencer, você vai; se você não tá bem, você não vai. Simples assim.". A esperança era que com a vinda de Tuta Bertuzzi e Quero Caldo, Marinete formasse uma segunda linha batedora e marcadora de gols com ambos. Mas o plano foi por água a baixo.

A verdade sobre Zetta é que o bichinho tava se recuperando de um resfriado e, por isso, não estava treinando. Digamos que não bem um resfriado, mas, como Humbertuzzi colocou bem, reflexos de sua lombalgia. Eu já disse e repito. Ele está bem há muito tempo. Seguraram o cara antes dos POs, mas ele deve estar com frescura.

Hoje o jogo promete. Primeira visita ao "Aquário das Loucas", como bem disse nosso leitor Cauê.
Estejamos preparados pra muita emoção.

GO WINGS!

zeh.

Os problemas dos Red Wings

Antes de mais nada, quero deixar registrado o seguinte:

Os Red Wings não são apenas um time de hóquei, eles são um símbolo de superioridade.


Dito isso, vamos aos problemas para o jogo 3 e os demais da série contra o San Jose Sharks:

- Henrik Zetterberg nunca mais treinou após o último jogo da primeira rodada. Ele joga mais de 20 minutos por noite, mas não treina. Não tenham dúvidas: o problema nas costas que o afastou por 19 partidas na temporada regular ainda o incomoda.

- Brett Lebda está liberado apenas para praticar exercícios na bicicleta. Ele ainda sequer patinou desde que se machucou, mas pode retornar ao time a qualquer momento. Porém, o próprio Lebda afirmou que se estivéssemos na temporada regular, sua contusão o impediria de atuar por quatro a seis semanas.

- Tomas Holmstrom será examinado por um especialista hoje para verificar como está o seu olho, atingido por um taco alto. Ele não viajou com o time para San Jose, indicando que está fora das duas partidas, embora a imprensa diga que há uma chance mínima de que ele atue no jogo 4.
EDITADO (19h10): Holmstrom está liberado para atuar no jogo 4, por incrível que pareça.

Humbertuzzi.

domingo, 29 de abril de 2007

Em time que tá ganhando não se mexe. Em time que tá perdendo, então, se mexe.

Não levou mais que um jogo para nosso treinador alcoólatra perceber que sem Homer no time não dá pra jogar com crash-the-net.

A especialidade da primeira linha do Red Wings, com a saida do melhor atrapalhador-de-goleiros da NHL, não é mais ser tiros da baixa da égua esperando que alguém se meta na frente da bala e matar o goleiro. Tanto é verdade que ontem, felizmente, a tática de ataque mudou. Vimos nossa equipe fazendo coisa que não fazia desde 2002. Exagero? Não.

Acontece que naquele playoff a gente tinha muita gente boa, que fazia muita coisa boa e tinha uma eficácia realmente boa. O jogo de ontem me fez pensar que Bowman estava no banco, alternando jogadores nas linhas e mudando o modo de jogar da equipe.

O ponto negativo do jogo 2 foi Hasek, que voltou com as mesmas frescuras-de-rabo de antigamente, saindo do crease quando não precisa, e acabou dando uma assistência para um dos gols duzômi.

Daniel Cleary, nosso MVP das quartas contra o Calgary Flames, mais uma vez foi o destaque da partida. Ele, Chelios, Quincey, Zetta, Quasimodo e Lidstrom, que ganhou um presentão na noite do seu aniversário: um suspiro de alívio com a vitória.

O que esperar para a próxima partida? Shark Tank. No link abaixo da imagem o texto narrado diz, "um dos tratadores decidiu por um polvo gigante num tanque com tubarões, assumindo que a força e a camuflagem do polvo o manteria a salvo. Acontece que ele errou feio. O que acontecia no aquário era um mistério. A cada semana eram encontrados 'cadáveres' de tubarão no fundo do tanque. (...) até que alguém ficou acordado pra ver o que estava acontecendo. (...) aprendendo algo sobre esta espécie que nunca imaginavam. Pra ser breve, foi uma grande surpresa que tubarões fossem mortos por um polvo, um mero invertebrado. Isso dá um novo significado para 'o maior predador'".

Como muita gente já disse, o Seu José Sharks é favorito à conquista da Stanley Cup.
Mas com o novo sistema de jogo que vimos ontem, apesar do susto, estamos bem camuflados para foder os desgraçados.

Shark Tank uma ova de peixe!

GO WINGS!

zeh.

doOb - The Detroit Red Wings Playoff Disc - Are You Ready Hockeytown?!

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Fudeu!

De acordo com a CBC, o Detroit Red Wings tem apenas três jogadores na média ou acima da média de tamanho e peso do elenco do San Jose Sharks.

E ainda querem vencer essa série?


No primeiro jogo pouco mais de 18 mil pessoas estiveram presentes na Joe Louis Arena. Os ingressos custavam acima de 70 dólares, em lugares ruins, e 90 dólares em lugares não-tão-ruins. Sem contar a taxa de conveniência de 6 dólares.

Os ingressos estão 10% mais baratos que em 2002. De lá pra cá: os Wings deixaram de ser o melhor time pra ser apenas um bom time, houve o locaute, Steve Yzerman se aposentou e nós fizemos vergonha ano após ano nos playoffs.

E eles descontam apenas 10% do preço?


Ainda sobre a torcida, quem viu o jogo percebeu que era possível escutar até o barulho do disco no gelo. A mídia descreveu a torcida como "em um jogo no meio de janeiro". Para um time que jogou como se estivesse no meio de janeiro, não foi menos do que o merecido.


Mike Babcock escalou Valtteri Filppula no lugar de Robert Lang na segunda linha de ataque, "promovendo" o tcheco à quarta linha. Viram só que nem tudo está ruim?


Humbertuzzi

quinta-feira, 26 de abril de 2007

"Deixa o homem trabalhar"! Não é o Lula não! É o polvo. O homem com quatro braços e quatro pernas. Dominik Hasek.



Hasek quer pegar mais. Tomara que pegue.

A notícia que corre em Detroit é que Dominik Hasek disse que gostaria de encarar mais tacadas que as 20 de média que teve contra o Flames.

Porém esse baixo número de tacadas (129 em seis jogos) se deve ao péssimo, sim, péssimo, ataque do do time de Calgary. Mas isso vai mudar dentro de 30 minutos, quando jogarem a rosquinha no gelo e a segunda rodada dos POs começar.

Como já foi dito, redito e está sendo dito de novo, o San Jose Sharks é, sim, o favorito ao título. São quatro linhas capazes de fazer Hasek realizar seu sonho e trabalhar mais. Mas é disso que ele gosta. E é isso que ele gosta. Com certeza ele não vai mais ficar brincando só pra não ficar parado - não vimos, mas ele fez isso em alguns jogos contra o Flames.

Digamos que o Sharks e o Wings jogam semelhante. Com velocidade e lançando seus defensores para o ataque. Só que, infelizmente, estamos sem três jogadores chave, diferente deles.

Um outro meio ponto positivo para nós é o estilo de Evgeni Nabokov, que sai do gol para desafiar o atacante. E tento tanta gente leve na frente, talvez, fique menos difícil. Por que meio ponto? Porque, repito, estaremos sem Homer, talvez o melhor jogador da liga a fazer o que ele se propões a fazer, segundo a imprensa sueca, por mais quatro jogos, pelo menos (no que eu não acredito). Se bem que Babcock pode ter dito que ele estava day-to-day para acalmar os ânimos. Mesmo assim, dou mais uma semana para sua volta. O que significa a previsão sueca estar certa e eu me contradizendo.

doOb - The Detroit Red Wings Playoff Disc - Are You Ready Hockeytown?!

Tomas Holmstrom fora da série

Essa é a minha aposta: Tomas Holmstrom está fora da série contra o San Jose Sharks.

Segundo Helene St. James em seu blog no Freep, Holmstrom teria dito a um jornal sueco que não jogaria antes do jogo 4, no mínimo.

Por se tratar de uma contusão no olho e os riscos inerentes, eu me arriscaria a dizer que não teremos o sueco no gelo nesta série. Pra dizer o mínimo.

Quando levou o taco alto de Craig Conroy, Holmstrom patinou até o banco de reservas e disse a Piet Van Zant, da comissão técnica: "Eu não consigo ver, eu não consigo ver!"

Quem sabe quando retornar ao gelo ele adote o visor no capacete, como todo jogador inteligente deveria fazer.


O treinador Mike Babcock deve escalar Kyle Calder na linha 1 ao lado de Henrik Zetterberg, que não treinou dia nenhum dessa semana, e Pavel Datsyuk.

Humbertuzzi.

O que foi e o que vem por aí

Na edição de ontem de TheSlot.com.br, Marcelo Constantino escreveu sobre a série entre Detroit Red Wings e Calgary Flames:

Série estranha. Não exatamente por cada time prevalecer jogando em casa, com a natural exceção do derradeiro jogo 6. Mas sobretudo pela forma como cada time prevaleceu.

Quando o jogo era em Detroit, os Wings sobravam, dominavam amplamente, arrasavam os Flames, que simplesmente apagavam. A tal ponto que, no jogo 5, o time canadense perdeu a cabeça e começou apelar para lances característicos de frustração, bisonhas de tentativa de criar confusão — cujo auge foi a patética aparição do goleiro Jamie McLennan na série.

Porém, quando o jogo era em Calgary não era exatamente o inverso, os jogos eram equilibrados. Esqueça a quantidade de disparos a gol que os Wings realizaram, a maioria expressiva deles não eram chances reais de gol. Os jogos eram equilibrados simplesmente porque os Flames jogavam. Fora de casa os Flames eram tão patéticos que acabou ofuscando qualquer análise sobre se os Wings pioravam ou não ao jogarem em Calgary. Eu não sei. Achei que no jogo 4 os Flames efetivamente demonstraram mais garra que os Wings, mas essa talvez tenha sido a única vantagem dos canadenses na série.

Você pode ler o artigo na íntegra clicando aqui.

Também na edição n.º 154 da revista os colunistas opinaram sobre as séries da segunda rodada dos playoffs. Dos nove membros da equipes, apenas três apostaram nos Red Wings como vencedores do confronto contra o San Jose Sharks.

Destaque para os comentários dos torcedores do time:

Eduardo Costa — Desde o guia da temporada digo que os Sharks são os favoritos do oeste, mudar de opinião agora seria um disparate. O time possui mais juventude, tamanho e profundidade. Milan Michalek continua sua jornada rumo ao estrelato. Já os Wings terão a seu favor o fato de que não será considerado o favorito dessa série, mesmo tendo mando de gelo. Isso é bom, a pressão estará com os Sharks. Mais uma razão para apostar no time californiano? Minha turva, para não dizer inexistente, visão "hoqueística" quase sempre se equivoca nos palpites, apostando nos Sharks estarei ajudando (?) os Red Wings. San Jose 4-3.

Humberto Fernandes — Dessa vez o Detroit Red Wings não amarelou, embora tenha repetido alguns erros do passado. A primeira rodada exigiu muito do time, que superou as adversidades e provou sua força. Porém o fim da linha chegou: é impossível apostar contra o San Jose Sharks. O time de Thornton é mais confiável, mais duro e mais veloz. O goleiro Nabokov não deve nada para Hasek e os Sharks venceram a guerra (literalmente) contra o Nashville Predators. Os Red Wings entram no confronto com a lembrança das duas humilhações sofridas em San Jose durante a temporada regular. San Jose 4-2.

Marcelo Constantino — Os Wings cumpriram sua missão nesses playoffs, que era espantar uma nova eliminação precoce. Agora enfrentam um time claramente superior: o San Jose é mais rápido, mais forte fisicamente e mais goleador. Se o Detroit conseguir manter suas características boas — controlar o disco e fuzilar o gol dos Sharks — a série chega a seis jogos. Mas os Sharks vencem. San Jose 4-2.

A capa da edição é justamente o confronto entre Red Wings e Sharks. O artigo de capa é assinado por mim, uma humilde análise dos Sharks...
Não é segredo a forma de jogar do San Jose: rolando as quatro linhas de ataque, balanceadas com muita força, talento e velocidade. Contra o Nashville Predators a linha com menor tempo de gelo atuava em média por 11 minutos por jogo e a maior por cerca de 20. Wilson confia que um de seus atacantes decidirá a partida a seu favor, não importa qual. Ele conhece muito bem o material humano que tem em mãos.

... e também dos Red Wings:
O que o Detroit pode fazer é manter a simplicidade. Não abrir mão do ataque e metralhar o goleiro Evgeni Nabokov, se possível — Nabokov não tem um bom histórico contra os Red Wings. A essas alturas, alterar o estilo de jogo da equipe custaria caro, até porque seria adotado outro esquema, diferente do que os jogadores estão acostumados a desempenhar. É melhor manter o que deu certo na primeira rodada e em toda a temporada. E ficar longe do banco de penalidades.

O conteúdo integral do artigo está disponível aqui.

Humbertuzzi.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Nadando com Tubarões. Uma olhadela na segunda rodada.

Tá complicado, negada.

Não vou dizer que as coisas já estão perdidas, mesmo porque ainda temos mais de um dia para começar a série e, daqui pra lá, muita coisa pode acontecer. Mas, a esperança é a última que morre. Ela e a sogra. E se a sogra se chamar Esperança, aí que demora mesmo. Então... vamos aos fatos, falando do Sharks e do Wings. Mais deste que daquele.

Muitos podem ter achado que foi uma surpresa o que acoteceu na primeira rodada entra a equipe de San Jose e a de Nashville. Mas, será que foi? Eu não creio. Melhor colocando, a única surpresa que tive foi o 4 a 1. Eu cria que esta série iria até o jogo sete, no mímimo.
Isso mostra que as contratações de Curtis Brown e Mike Grier para o início desta temporada, e Bill Guerin na trade deadline, realmente serviram para alguma coisa: vencer.

Nós mesmos já conhecemos seu poder de fogo (embora sem Guerin). O Detroit Red Wings enfrentou o Sharks quatro vezes na temporada regular e venceu apenas uma. "Nóssa! Que horrível!" Não. O horrível vem agora: levamos duas doidinhas deles. Um sonoríssimo 9 a 4 (com 6 gols em PP) e 5 a 1. Ambas doidinhas no HP Pavilion (a.k.a. The Shark Tank).

O Sharks foi, simplesmente, o segundo melhor time em PP na temporada, com 22,4% de aproveitamento (contra 17,1% dos Wings). Porém número pavoroso não se repetiu na primeira rodada dos POs, tendo aproveitado apenas 6,7% (2/30). Nós fizemos 5/38 (13,2%). Sem falar que temos dois gols SH e eles nenhum.

E, para dar ainda mais esperança pros que gostam de história, Evgeni Nabokov, goleiraço titularzaço do Sharks, não ganha do Wings desde a temporada 03-04. De lá pra cá vem com 0-3 e 4,52 GAA, em 5 inícios. Porém o reserva Toskala tem 4-0 contra nós.

O que mais me preocupa é a falta de Homer e Lebda. Um com o olho furado e outro com o tornozelo baleado.
Homer é o que precisa de mais cuidados, pois uma contusão dessas não é todo dia que se tem e o tratamento é bem mais complicado que no tornozelo, por exemplo.
Lebda já está andando, mas, ainda, não patinou. Talvez o faça hoje. Mas, para seu lugar, temos Kyle Quincey que, embora tendo jogado pouco, jogou muito bem na partida passada.

A verdade é que, com Homer fora, duas coisas são certas. A linha 1 deve ficar com Zetta - Quasimodo - Tuta Bertuzzi e a quarta do jeito que deveria ficar, embora Filppula tenha chances de ir para a primeira (nosso treinador é louco, vocês sabiam?). Então, com 1 e 4 definidas, sobra confusão pras 2 e 3. Quero Caldo ao lado de Marinete e do Filho do Seu Samuel na segunda. Na terceira, Cleary (o MVP) Draper e Maltby. Duvido que seja isso, mas esta seria minha escalação.

É de se ter medo? Talvez.
Wings e Sharks não se enfrentam desde 4 de janeiro e nosso próximo adversário já encerrou seus trabalhos do primeiro round há alguns dias. Torço por uma "falta de costume".
Quem sabe jogar os 10 primeiros minutos da série em Trapping e ver qual é e, depois, impor nosso ritmo de jogo, matando o tubarão.

zeh.

doOb - The Slackers - Keep It Simple (em homenagem a Kyle Quincey).

segunda-feira, 23 de abril de 2007

Previstos e imprevistos imprevisíveis.

Meninas, felizmente eu errei. Wings em seis jogos. Com um e alguns jogos emocionantes.

Vamos começar pelo começo.

Jogos um e dois foi tudo como o previsto, com alguns imprevistos. Wings venceu os dois. Isso era o previsto. Jogos três, quatro e cinco, também, foram como previstos. O único imprevisto foi o jogo seis. Felizmente eu errei.

O imprevisto foi o grande número de gols para nós. Por que? Porque o goleiro deles é, simplesmente Miikka Kiprusoff. E, também, a imensa efetividade da linha quatro, com Franzen, Hudler e Filppula. E não vou destacar nenhum deles, pelos números. Primeira vez que joga em playoffs, Hudler tem 2 pontos. Franzen fez o mesmo número de jogos que na temporada passada e marcou dois gols e fez três assistências e nenhum penalti (sem falar no gol da eliminação). Filppula, em sua primeira aparição em POs, marcou dois gols - depois de ter dito que queria mais era se divertir.

Porém temos de fazer algumas observações sobre outros jogadores.
Kyle Calder, a.k.a. Quero Caldo, não fez muita coisa. Essa que é a verdade. Apenas uma assistência. No seu último playoff (01-02) em cinco jogos, com o Blackhawks - mesmo número desta temporada - fez dois gols. Não estou dizendo que uma assistência não vale nada, mas vale menos que dois gols. E um deles poderiam ter empatado o jogo três ou quatro e o outro vencer no OT.

Chris Chelios, aos 45 anos, tem sido um monstro. Até gol fez (e short handed). E a última vez que ele fez gol nos POs o Wings foi campeão.Mas não tem sido um monstro pelos três pontos (1G 2A), mas por ter ido à briga. A gente sabe que é seu estilo. Mas procurar jogadores do Flames pra fazê-los perder a cabeça foi muito bacana. Mostra que, além do jogo, o Wings quer dominar o psicológico.

Danny Markov, sem pontos, sem nada, mas com presença efetiva na defesa.

Brett Lebda, cinco jogos e dois pontos, sendo, talvez, uma das maiores revelações da defesa do Wings, conseguindo se firmar, cada vez mais e dando mais segurança para nós. Sem Kronvall a gente, realmente, precisava que ele se destacasse.

Kile Quincey, um moleque de 22 anos. Jogou um jogo, só. Sim. Um só. Mas substituindo Brett Lebda, recém apresentado, e parecia um veterano. Antecipando os forechecks e dando passes precisos.

Andreas Lilja. O louco. Ele bem que tentou, mas conseguiu ser melhor para o Wings que pro Flames.

Robert Lang, a.k.a. Marinete, finalmente se encontrou. Com seu primeiro gol dos POs, talvez - talvez MESMO - ele mantenha alguma afeição consigo mesmo e continue se encontrando. Foram três pontos na série e uma cagada histórica: pela primeira vez na vida inteira ele pensou rápido e refletiu, durante meio segundo que o separou do passe à tacada: "se eu mandar o disco por cima sou capaz de quebrar o telão no centro da arena". E mandou um 5-hole indefensável, que poderia ser defendido - caso ele não tivesse raciocinado.

Entretanto, dois jogadores do Detroit Red Wings merecem uma postagem para eles somente: Daniel Cleary e Dominik Hasek.

Hasek, que dispensa apresentações, permitiu 10 gols em 129 tacadas (92,2% de defesas), o que é um número invejável para qualquer goleiro. Se comparado com Kiprusoff, então... Kipper ficou com 92,9% (18/255). Kipper permitiu quase o dobro de gols com quase o dobro de tacadas. Digamos que tenham sido iguais (o que não foram), mas isso mostra o quanto a defesa e o ataque do Red Wings foram bons.

Daniel Cleary. Três pontos. Mas não só isso. Quando Quero Caldo chegou ao Detroit, a gente o via por todos os lados do gelo. A gente o via batendo, criando jogadas, fazendo gols e dando assistências. Defesa e ataque tinham a marca do número 17.
Hoje, com a série contra o Flames encerrada, Cleary - que encerrou a temporada regular com 20 gols e 20 assistências, realmente destacou-se. A gente o viu batendo, criando jogadas, fazendo gols e dando assistências. Defesa e ataque tinham a marca do número 11.
Mike Babcock não estava errado em momento algum. Daniel Cleary é, sim, nosso melhor atacante. Se não é, foi no primeiro round.

Não é leviandade, mas se esta série tiver um MVP, a escolha seria difícil entre Hasek e Cleary.
Meu voto é pelo power forward da camisa 11.
Hasek é, talvez, um dos melhores goleiros a atuarem no hockey moderno. Ao lado dele apenas Roy, Kipper e Kirk McLean (que encerrou a carreira em 00-01, no Rangers, após fazer história no Vancouver Canucks).

Por que Cleary e não Hasek? Fácil.
Hasek, sendo quem é, a gente já poderia esperar muito dele. Mas, quem é Daniel Cleary? Sinceramente, não esperava muito dele e, que surpresa. Muito boa surpresa.

Cleary para MVP da primeira rodada.

E agora?
Agora eu torço pelo Dallas Stars esta noite. Por que? Porque, com o Canucks passando, nós entramos pelo cano, pegando o Sharks.


zeh.

doOb - The Ramones - Blitzkrieg Bop

A MUUUUUUUUUULA!

JOHAN FRANZEN, a Mula, vence o jogo na segunda prorrogação para o Detroit Red Wings e o silêncio impera no Mar Vermelho da arena do Calgary Flames.

Jarome Iginla: vá comer merda!

Let's go Red Wings! É DETROIT, PORRA!

domingo, 22 de abril de 2007

Brett Lebda fora; Kyle Quincey dentro

Brett Lebda está mesmo fora do jogo 6, hoje à noite.

Aparentemente o defensor sofreu uma concussão, após o soco de Daymond Langkow. Para quem não viu o lance: Lebda desferiu um tranco em Langkow e ambos caíram. Com Lebda no chão Langkow lhe deu um soco no rosto.

Como o time dos Red Wings é o mais frouxo da liga, ninguém revidou. Saudades de Darren McCarty e Sean Avery!

Quincey, que atuou ontem pelo Grand-Rapids Griffins, jogará no lugar de Lebda.

E assim a defesa do Detroit, já carente de Niklas Kronwall, perde também um de seus mais velozes e confiáveis defensores.

Betozzi

O jogo 5 é nosso

Eu confesso que não acreditava na vitória. E o que vi no primeiro período não me agradou. O Calgary Flames dominou as ações nos primeiros 20 minutos e a minha sensação ao fim do período era "ufa, escapamos de sofrer gol".

No segundo período tudo mudou, em um lance: Dan Cleary, nosso melhor atacante na série, partiu em contra-ataque e foi derrubado por Roman Hamrlik, impedindo a finalização. O juiz marcou pênalti.

Cleary e quase 20 mil pessoas (a arena novamente não estava lotada) contra Miikka Kiprusoff. Cleary carregou o disco, Kipper tentou bloqueá-lo com o taco no exato momento em que o atacante fazia um movimento com o disco e o gol ficou vazio para a finalização. Wings 1-0.

A partir daí a história do jogo mudou, até porque as duas cenas mais raras em Detroit, gol de pênalti e gol em vantagem numérica, se sucederam. Cinco minutos depois, Henrik Zetterberg enfiou um chute de primeira em passe de Nicklas Lidstrom e vazou Kiprusoff. Detalhe: a repetição mostra o trabalho de Tomas Holmstrom à frente do goleiro, impedindo que ele enxergasse a jogada. Fica claro que Kipper não viu o passe de Lidstrom e o goleiro foi atrasado para o disco. Wings 2-0.

Dois minutos depois, seguindo a tarde de exceções, os Wings matavam (com louvor, esse foi o grande destaque do time ontem) mais uma vantagem numérica do adversário. E em contra-ataque Johan Franzen passou para Chris Chelios finalizar, sem chance de defesa para Kiprusoff. Chelios, 45 anos, fazendo gol em desvantagem numérica! Inacreditável. Wings 3-0.

O jogo já estava definido no terceiro período, mas havia tempo para mais. Em nova oportunidade de vantagem numérica, Zetterberg marcou seu segundo gol no jogo e na série, um alívio para os fãs que questionavam a performance do atacante. Wings 4-0.

Aos dez minutos, os Flames devolveram o gol em desvantagem numérica, quando Matthew Lombardi chutou e Andrei Zyuzin desviou à frente da rede. Wings 4-1.

Cinco minutos depois, em vantagem numérica, Pavel Datsyuk aproveitou rebote do chute de Nicklas Lidstrom e pegou Kiprusoff fora do gol. Wings 5-1.

Aí entrou em cena a sujeira. Diversos fãs norte-americanos estão se referindo ao jogo de ontem como "um dos mais sujos que já vi". Faltando cinco minutos, o grande Todd Bertuzzi (impressionante como ele se impõe perante os adversários) brigou e derrubou Dion Phaneuf. Depois, Kiprusoff foi substituído pelo goleiro reserva, Jamie McLennan, um veterano que nunca defendeu porra nenhuma. Com 18 segundos no gelo, McLennan desferiu uma tacada em Franzen e foi expulso. Minutos depois, Jarome Iginla agrediu repetidamente Mathieu Schneider.
Segundo Iginla, os Flames apenas estavam tentando arrumar uma briga para esquentar o jogo 6. Que Bertuzzi esquente a noite de hoje com um soco no nariz desse idiota.

Dois momentos preocupantes: no segundo período, Cleary caiu sozinho e chocou a cabeça contra as bordas. A maca chegou a entrar no gelo, mas o jogador se levantou e minutos depois estava de volta ao banco de reservas.

Brett Lebda, após desferir um tranco no terceiro período, teve os joelhos comprimidos contra as bordas e saiu auxiliado por seus companheiros. É bom que Lebda esteja pronto para o jogo de hoje, senão teremos um defensor a menos no gelo ou um jogador do Grand-Rapids Griffins, possivelmente Kyle Quincey, que jogou ontem à noite pela AHL.

Lidstrom marcou quatro assistências, Zetterberg dois gols e uma assistência, Datsyuk um gol e uma assistência.

Mike Babcock ouviu os fãs brasileiros e escalou Jiri Hudler no jogo, mas sacou Kyle Calder. Hudler, no entanto, teve alguns segundos a mais de gelo que Mikael Samuelsson, esse sim nosso atacante com menos participação no jogo. Logo, resta esperança de que o sueco saia do time hoje e Calder retorne.

Dominik Hasek fez 23 defesas e os Wings converteram três de dez oportunidades de vantagem numérica. Mas o número mais interessante da partida: os Red Wings venceram 51 de 72 faceoffs, aproveitamento de 71%.

Betozzi

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Afinal: os Wings amarelam ou não?

Discussão no MSN entre Thomaz Alexandre, amigo, torcedor dos Penguins e fã da NHL de longa data, e eu, para esclarecer a mania dos Red Wings em amarelar (ou não) nos playoffs.

Thomaz Alexandre diz:
Humberto, me confirma uma coisa
Os Wings ganharam três copas em 10 anos, não foi?
Considerando os playoffs 97 a 06. 9 se contarmos que houve a greve

Humberto diz:
97, 98 e 2002.
Exatamente, três em dez.

Thomaz Alexandre diz:
E de onde vem essa paranóia de vocês sobre amarelar? Há anos ouço o Marcelo dizer isso e me dá vontade de bater a cabeça na parede

Humberto diz:
Playoffs 2001: Wings abrem 2-0 na série, amarelam e levam uma "varrida" dos Kings.
Playoffs 2003: Wings são varridos pelos Ducks.
Playoffs 2004: Wings amarelam e perdem do Calgary Flames.
Playoffs 2006: Wings amarelam e perdem do Edmonton Oilers.

Sempre perdendo pra times piores, BEM piores.
Os Wings não têm raça, não jogam com o coração. Aquilo que o Edmonton fez ano passado, por exemplo.
O Detroit é aquele time "pragmático", "burocrático".

Thomaz Alexandre diz:
E aí esquece os títulos? Perderam do genial Deadmarsh em 2001, pro goleiro mais quente de 2003, o mais quente de 2004, o melhor do oeste em 2006
Detroit é um time bom pra kct, vocês torcedores que são malucos

Humberto diz:
Aí é que está.
Nós não perdemos pro Deadmarsh em 2001, até porque ele nunca foi genial. Não fosse o histórico dele de fazer gols importantes contra os Wings, ele nem seria lembrado na vitória dos Kings de 2001.
Os Wings perderam pra eles mesmos em todos esses anos, podemos dizer.

Revelamos Giguere e Roloson pro mundo.

O time não pensa pra jogar, cara. O time "faz", mas não pensa.
Chuta de qualquer jeito, de qualquer lugar. O time não distribui trancos, não bloqueia chutes.
Aquilo que você ou eu faríamos se um dia pisássemos no gelo, os caras não fazem.

O Detroit é um time bom pra cacete... mas não ganha nada.
Não consegue passar da primeira rodada contra times BEM inferiores.

Thomaz Alexandre diz:
Genial porque prejudica(va) os Wings
Ah, isso aí é loucura de fã. Todo anos vocês entram com chance de ganhar. Ganha três títulos e não ganha nada
Três desses times inferiores ganharam a conferência hehe

Humberto diz:
Mas não eram inferiores?
Não é tanta maluquice nossa, é? Você leu os palpites da Slot pra série? Oito Wings, dois Flames. Quais foram os dois Flames? Marcelo e eu.
E o que tem acontecido? Os Wings estão amarelando, de novo.

Tiveram duas horas de PP no jogo 3 no primeiro período e não marcaram. Aí perderam o jogo.
Jogo 4, não mataram um PP dos caras e perderam o jogo.
É sempre o mesmo filme, por isso insistimos em dizer que os Wings são amarelões

Todo ano o goleiro adversário joga melhor que o nosso, o PP do adversário marca e o nosso não, o PK do adversário funciona e o nosso não, as estrelas do adversário fazem gols e as nossas não, os jogadores do adversário têm raça, dão trancos e bloqueiam chutes e os nossos não!

Thomaz Alexandre diz:
E o título no meio da seqüência, foi anomalia?
Eu não creio que seja intrínseco do time jogar bem durante 7 meses que pouco valem e descansar nos dois que contam. Desculpa, mas eu não engulo essa de amarelar

Humberto diz:
É o que se desenha. O título de 2002 é a exceção para esse time. Vale ressaltar que desde então não tivemos treinador. Babcock é ótimo, mas pra treinar o zezinho e o malgunas. Não sabe lidar com estrelas.
É bom ouvir a sua opinião, sempre de bom senso. Mas é o que eu costumo dizer... Marcelo e eu entendemos melhor dos Wings que qualquer outro não-torcedor do time.

Isso que eu falo é o que eu vejo nos jogos, o que leio nos jornais e o que leio dos torcedores... há quatro anos!

O "entendemos melhor dos Wings" não foi um "chega pra lá"... é que nós acompanhamos mais de perto.

Thomaz Alexandre diz:
Ah bom
Enfim, eu acho que se isso fosse um problema real e não uma aleatoriedade, já teria sido solucionado. O próprio Mario depois de um tempo admitiu que ele precisava guardar alguma energia ao longo da temporada, por que não adiantava fazer 199 pontos e aí ver os playoffs acabando em duas semanas. Eu acho que os Wings pegaram times difíceis todo ano, times que foram à final.

Betozzi.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

O jogo 3 e a noite perdida

Sobre o jogo 3, extraído do meu artigo publicado ontem na edição n.º 153 de TheSlot.com.br:

"Em Calgary todo mundo sabia que seria diferente, principalmente porque os Red Wings entraram diferentes no gelo. Mike Babcock promoveu o retorno de Todd Bertuzzi, como deveria mesmo fazer, mas mexeu na linha mais quente do time, formada por Jiri Hudler, Valtteri Filppula e Johan Franzen, sacando Hudler. Consequência: o trio que surpreendia o Calgary pela velocidade e entrosamento e que marcou gol nos dois jogos foi quebrado. O Detroit, que chutava a gol a todo momento, deixou de chutar. E os Flames venceram de virada e voltaram para a disputa da série.

Dois momentos cruciais no jogo 3: no começo do primeiro período, os Red Wings tiveram seis minutos de vantagem numérica praticamente ininterruptos e não aproveitaram. Tivesse marcado um gol naquele momento os Flames se desesperariam; no primeiro minuto do terceiro período, com o jogo empatado em 1-1, Dan Cleary derrubou Dion Phaneuf com um dos trancos mais lindos que eu já vi. Mesmo sem capacete, Cleary pegou o disco e passou para Kris Draper marcar.

Com 2-0 na série, à frente no placar no terceiro período, após marcar um gol de pura raça e tirando o melhor defensor do adversário por alguns minutos da partida. Não é motivação suficiente para jamais olhar para trás e vencer a partida? Para o Detroit não. Curiosamente, Mark Giordano, ocupando o lugar de Phaneuf no time de vantagem numérica, empatou a partida quatro minutos depois. E coube ao capitão Jarome Iginla, tão questionado nos dois primeiros jogos, a honra de marcar o gol da vitória, em chute que Kiprusoff pegaria, mas que Dominik Hasek não pegou.

E assim os Flames estão vivos na série em que os Red Wings tiveram todas as oportunidades de matar em três partidas. E eu mantenho meu palpite: Calgary em seis."


Também nessa edição, o artigo de Marcelo Constantino questiona qual é o Detroit desses playoffs:
"A grande dúvida que muitos tinham quanto ao Detroit Red Wings era sobre qual time estaria no gelo nesta série contra o Calgary Flames. Não quanto à formação, elenco, não. Quanto ao espírito do time. Seria o mesmo das últimas três decepcionantes eliminações precoces ou seria um time com uma cara nova, com vontade, determinação e empenho incessantes?

Passados três jogos da série ainda não há uma resposta definitiva. Ou melhor, até há: é algo intermediário. Se não é um time com aquela raça que caracteriza um time batalhador e de sucesso em playoffs — como o Edmonton Oilers do ano passado, ainda que não tenha sido campeão —, é verdade que o time está longe daquela apatia e falta de sangue demonstrados nas últimas eliminações.

Se o jogo 1 foi completamente desequilibrado, com os Wings mandando e desmandando no jogo, o jogo 3 já foi bem diferente, mas não o inverso. Foi uma partida equilibrada."


Marcelo credita o placar da série principalmente ao pífio desempenho dos Red Wings em vantagem numérica:

"Aliás, até o momento eu vejo dois fatores diferenciais na série, que a levaram até o placar atual de 2-1 para os Wings: a péssima apresentação dos Flames nos dois primeiros jogos e a deficiência do time de vantagem numérica (VN) dos Wings.

Você eventualmente haverá de perguntar: "Deficiência do time de vantagem numérica dos Wings?!" Sim, exatamente isso. Não é porque o time marcou dois gols nessa situação que podemos concluir que está satisfatória. Porque não está. Os Flames entregaram o jogo 2 logo no começo, quando tomaram várias penalidades consecutivas, ficando praticamente uns dez minutos apenas matando penalidades — inclusive com desvantagem de dois homens algumas vezes. Durante todo aquele tempo em que se alternavam jogadores dos Flames no banco de penalidades, o time de VN dos Wings marcou apenas um gol. Dizer que "ao menos marcou um" é pensar pequeno diante do oceano de oportunidades que surgiam.

Cansei de ver o disco rolar de taco em taco, apenas para serem disparados de longe, sempre por Nicklas Lidstrom e Mathieu Schneider. Estivesse em vantagem de um ou dois homens, essa era a saída principal. E não há dúvidas, eles chutavam várias vezes. E bem, como ótimos jogadores que são. Mas é pouco, como se mostrou no fim das contas.

Isso facilita sobretudo o ótimo time de matar penalidades dos Flames, que já sabe que o disco irá para um dos dois bater. Aliás, como ambos os defensores são canhotos, quando um está no ponto ideal para bater, o outro não está — ou seja, até nisso o trabalho dos Flames é facilitado. Raras foram as vezes em que Pavel Datsyk ou Henrik Zetterberg tentaram bater de mais perto, ao lado do gol, ou ainda cruzar um disco em direção ao gol para o sempre atarefado Tomas Holmstrom tentar cavar um gol."


Você pode ler o artigo na íntegra em TheSlot.com.br.

Betterberg

terça-feira, 17 de abril de 2007

Três já é putaria

Três assuntos num único post, em ordem de importância:


  • Todd Bertuzzi
De acordo com o que disse Mike Babcock hoje de manhã, a decisão sobre utilizar ou não Bertuzzi sairá após o aquecimento da equipe, ou seja, momentos antes do jogo.

Babcock nunca escondeu que quando Bertuzzi estivesse pronto, ele jogaria. E o jogador afirmou que está, portanto é bem provável que vejamos o maior jogador (em tamanho) do time em ação no jogo 3.

Muito interessante o que Bertuzzi declarou ao Freep:

"Obviamente eu não estarei em 100% pelo resto do ano, então é questão de trabalhar o máximo que eu puder."
Com 2-0 na série, os Wings podem se precaver e poupar Bertuzzi, mas pra mim a melhor saída é escalar o que o time tem de melhor (incluindo ele) para roubar o jogo 3 e encerrar a série em no máximo cinco jogos.


  • Grand-Rapids Griffins
Embora tenham perdido as últimas três partidas da temporada regular, os Griffins se classificaram para os playoffs da American Hockey League.

O afiliado menor dos Red Wings enfrentará o Manitoba Moose na primeira rodada.

Os Griffins fizeram campanha irregular durante toda a temporada, encerrada com a campanha de 37 vitórias, 32 derrotas e 11 derrotas entre prorrogação e disputa de pênaltis.

É bastante provável que os Griffins sejam eliminados de cara, mas o importante é estar nos playoffs e a experiência que isso trará para os nossos garotos, como o goleiro Jimmy Howard.


  • Jim Playfair
O treinador do Calgary Flames está sob ameaça de demissão. Bob McKenzie, da TSN.ca, sugeriu que os Flames deveriam imediatamente trocar o treinador, se quiserem reverter a série contra os Red Wings.

Parece futebol. No meio das "finais" o time troca o treinador?

Playfair provavelmente não continuará no cargo na próxima temporada. Os Flames fizeram temporada irregular e ele nunca agradou aos torcedores.

Cá pra nós: um treinador cujo nome é FairPlay, de trás pra frente, não pode treinar hóquei, pode?!

Betterberg.

Kipper mantém os Flames no jogo

Dominik Hasek fez uma "defesa" de Miikka Kiprusoff no Freep de hoje:

Se você enfrenta tantos chutes, muitas vantagens numéricas... você não consegue defender tudo se encara 50 chutes. Houve muitos 2-contra-1, muitas vantagens numéricas, muitos chutes de perto. O que eu posso dizer?"

Kiprusoff defendeu 92,8% dos chutes disparados contra seu gol. E foram 97 em dois jogos, média absurda de quase 50 por jogo. Não havia nada que ele pudesse fazer nos gols dos Wings. Pelo menos é que Hasek diz.

Kiprusoff fez um grande jogo. Os gols, ele não podia fazer nada. O jogo poderia facilmente ser 5-1, eu acho. Ele foi o motivo do placar ficar apertado."

Para os jogos 3 e 4, em Calgary, Hasek não espera trabalhar tão pouco quanto nas duas primeiras partidas da série.

Nós temos 2-0. Entretanto, em Calgary, eu espero um jogo diferente. Eu sei uma coisa: em Calgary, eu não vou sofrer 15 ou 20 chutes. Eu terei muito tráfego na minha frente."


A controvérsia sobre o retorno de Todd Bertuzzi continua. E a minha opinião é a seguinte: a linha 4 (Hudler-Filppula-Franzen) está quente demais para ser quebrada agora. Não se faz isso em playoffs.

O que eu faria é tirar Mikael Samuelsson do time. Foda-se se ele tem um papel importante em vantagem numérica. O time não aproveita as oportunidades que tem, então ele não tem sido tão importante assim.

Saindo Samuelsson, a segunda linha seria a ideal, com Bertuzzi-Lang-Calder. Sinceramente, não dá pra ignorar um jogador de 2,18m e 127 Kg como Bertuzzi. Ele precisa jogar e nós precisamos dele.

Betterberg

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Por mim não. E por vocês?


Hoje, segunda-feira, houve uma celeuma grande em Detroit.
O rapaz da foto ao lado deve ou não voltar no jogo 3?
Muita gente disse que sim. Muita gente disse que não. Eu concordo com a segunda opção por alguns motivos simples:

1. O entrosamento da equipe só não está mais alto que o da seleção canarinha na copa de 70;

2. O jogador a ser penalizado com a volta do TuttaBertuzzi seria Jiri Hudler que, sinceramente, seria injustiçado com a volta da retromencionada Múmia canadense;

3. Finalmente Marinete Lang vem jogando, relativamente, menos mal que na temporada regular; distribuindo bons passes no Power Play (que têm sido muitos) e, claro, é mais experiente que o nosso camisa 26.

4. Outro jogador que tem-se cogitado, pelo menos nos programas desportivos de MoTown é Kirk Maltby que seria impossivel de sair, uma vez que já soma 88 jogos de Play Offs e 27 pontos nas últimas 11 temporadas com o Detroit Red Wings (único time com o qual chegou à Post Season);

5. Por último e não menos importante, Mikael, o Filho do Seu Samuel, vem estudando na mesma escola que o Marinete e aprendendo direitinho a fazer merda atrás de merda.

Fato é que estaríamos sem opções, uma vez que o último jogador que citei joga no Point de uma das linhas do Power Play, mesmo fazendo nada - nem eu nem ninguém entende isso -, e levaria tempo ara que se pudesse treinar uma nova formação. O que não é desculpa, já que o que está em jogo é a Stanley Cup.

Ok. Supunhetamos que de repentelhos nossa grande quarta linha (Hudler - Filppula - Mula) se descabaçasse e que TutaBertuzzi voltasse. Não tenho certeza, mas a formação seria mais ou menos o seguinte:

Linha 1: Homer - Quasimodo - Zetta
Linha 2: Calder - Marinete - TuzziKamon
Linha 3: Maltby - Draper - Cleary
Linha 4: Mula - Filppula - Filho do Seu Samuel

Eu não concordo com essas linhas.
Como pus no comentário do post anterior, dever-se-ia fazer uma New Grind Line Reloaded II The Return 2007 Verson 4.0 Beta A Missão, com Calder - Draper - TutaBertuzzi. Marinete desceria para a três, jogando com o Cleary e o Maltby e não mexeria na quatro que vem atuando.

De qualquer maneira, não creio que amanhã seja o dia para fazer alterações.
O jogo três deverá ser o SWG (Series Winning Game) para que, aí sim, a Múmia volte para pegar ritmo, ainda que não vençamos o jogo quatro. 3 a 1 na série, jogo cinco at The Joe, fica fácil.
Além disso, a negociação de draft picks pra próxima temporada inclui o número de jogos que o Bertuzzi participar. Quanto mais banco ele pegar, melhor.

É possível, ainda, que nesta terça o Flames mude totalmente de estratégia e tente jogar em Trap, uma vez que quando foram pra cima não deu certo e o Detroit está jogando aberto - embora com a defesa bem guardada. Acho que o Trapping seria a melhor saída para o Calgary, já que jogando com força não deu certo.

Agora é esperar pra ver.
Eu não arriscaria. Deixaria para o jogo quatro, tirando quem fosse.
E você?

Zeh.

dO0b - The Skatalites - Ska-Ba

domingo, 15 de abril de 2007

Olha as coisas melhorando.

Acreditem, garotas. Eu estava tenso. A despeito das minhas análises, eu estava tenso.
Porém, e ainda bem, o Flames veio naquela velha tática do desespero. E no que isso resulta? Resulta em pancada. E qual a conseqüência? Penalidades.
Fico feliz por não ter sido o único a ver a distribuição gratuita de cross checkings, hookings e interferências por parte da equipe canadense. Parecia aquele clássico: Açougueiros x Gatos Para Churrasco. Além de mim, quem viu a distribuição gratuita de cross checkings, hookings e adjacências foram os dois árbitros e assistentes da partida.
Embora o Flames tenha dado várias e algumas oportunidades de powerplay para os Wings, só capitalizamos uma. Um 5-on-3 com uma lenhada do Lidström que desviou em alguém, que eu e o Kipper não vimos, mas foi em um defensor.
O jogo do Calgary foi chamado de "ridículo" pela equipe da CBS. E eu concordo.

E o que dizer do Quasimodo Amarelão? Um disco roubado na parede e um wrist shot perfeito sobre o ombro direito do Kipper. Quem dizia que ele não valia o que o gato enterra, estava certo. Ele não valia. Agora vale muito mais que isso. Talvez valha tanto quanto uma Coca-Cola sem gás num momento de sede na madrugada.
Quasimodo está provando que não se pode falar mal dele.

Zetterberg esteve apagado. Não falarei dele.

Quem merece uma consideração até deste que vos escreve é o Marinete.
Devo admitir que, finalmente, começou a me fazer querer ver o que ele faz de bom.
E nem vai-me dar muito trabalho afinal, não é muita coisa. No segundo período ele passou quase 10 minutos indo lentamente em direção ao gol adversário, sem marcação, e recuou para o Kipper. Ainda levou um hit muito bem dado que mereceu comentário com o Betterberg que disse "devia quebrar uma perna". Eu fui mais além. "Devia fraturar a quarta cervical; mas, jogando mal como ele joga, acho que ele é invertebrado".
Mesmo assim, serei justo dizendo que ele fez um bom trabalho no powerplay, embora não tenha feito nenhuma assistência, gol e perdendo o dobro de faceoffs que ganhou.

E o que dizer disso: V. FILPPULA (2) (J. FRANZEN, J. HUDLER).
De novo, negada. Filppula (com 7:30 de icetime) fazendo gol. Mula e Hudler (com 8:31) dando assistência. Infelizmente. Por quê? Porque o TutaBertuzzi volta no próximo jogo e o Hudler está fora. Infelizmente. Por quê? Porque isso eu chamo de injustiça. Por quê? Porque o Filho do Seu Samuel, com 13:40 de IT, não faz porra nenhuma. Pra não ser injusto, também, ele fez um tripping. Por quê? Porque ele é "ruim e burro" (Betterberg) ou porque ele é "burro e lento" (Zeh). O Filho do Seu Samuel, para este reles comentarista, não tem lugar no time. Fora Filho do Seu Samuel. Este já está prestes a entrar na mesma linha do Marinete e do Lilja. Não tem feito porra nenhuma pra merecer estar no time.

O que eu imaginei de serem um time melhor não aconteceu. Não souberam tomar vantagem com a volta do Regehr que jogou pouco, apenas 11,5 minutos - e acho que não joga na próxima terça.

Garotas, não sei. Talvez eu possa mudar meu palpite para o jogo 4. Mas isso só será feito depois do três.

E os Gatos Para Churrasco vencem a partida contra os Açougueiros.

P.S.: E querem saber a razão do título da postagem? É simples. Começamos destruindo tudo no primeiro período. Não jogamos nada na segunda etapa e conseguimos consertar o time no terceiro. Afinal, são 97 a 35 em tacadas (46-20 no 1o. jogo e 51-15 no 2o.) e 7 a 2 em gols. A defesa, que era meu maior medo, tá melhorando. Agora, se um se foder, fodeu!

Go Wings!

Zeh.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

A primeira vitória -- e a próxima (?)

Comentários de quem não viu o jogo, mas ouviu e leu o bastante para opinar:

Os Red Wings jogaram ontem como eu esperava que os Flames jogassem. Com determinação, marcando em cima, distribuindo trancos. Era isso que o Calgary prometia fazer -- e efetivamente fez dois anos atrás.

Mas dessa vez foi diferente. Os Wings combinaram aquele instinto ofensivo de sempre, metralhando o goleiro, com jogo físico e ótimo domínio na defesa. E ao contrário dos outros anos, não tanto com o domínio do disco, mas rifando-o e lutando no gelo do adversário. Estilo que me lembra o Detroit da época de Scotty Bowman.

Outro ponto positivo: marcamos gols "sujos". Um disco que desvia no defensor e entra, um adversário que perde o disco e não desperdiçamos a chance, um passe no meio da defesa. Nos playoffs são esses gols que decidem vitórias.

Hoje a imprensa abordou o jogo não como "o que o Calgary não fez", mas como "o que os Red Wings fizeram de excepcional". A vitória em si não surpreendeu, mas a forma como ela foi conquistada causou certa surpresa.

Foi bom que o time tenha levado aquele gol no final, para que os Wings não tenham a pretensão de acreditar que têm os Flames sob domínio. Dominik Hasek mesmo disse que nos playoffs ele está pouco se fudendo pra estatísticas, o único número que importa é o de vitórias. E ele venceu o jogo.

Para quem lê em inglês, sugiro acompanhar o Detroit Free Press e as colunas de Mitch Albom, o maior jornalista esportivo dos Estados Unidos. Nesse link, por exemplo, Mitch explica que esse não é mais o time de Steve Yzerman. Nossos garotos cresceram.

A boa notícia: Todd Bertuzzi foi liberado e provavelmente jogará no domingo. A expectativa da torcida é a de que se confirme o título do post de George Sipple em seu blog: "Bertuzzi fará a vida mais difícil para os Flames". O treinador dos Flames, Jim Playfair (que ao contrário dá Fair-Play), declarou que "Quem joga contra Todd precisa de ajuda". E a ajuda que ele mais precisa é o retorno de Robyn Regehr, que treinou hoje, mas ainda é dúvida.

Vamos torcer pela segunda vitória na série no domingo. Dá-lhe Wings, caralho!

Betterberg

Quem quer casar com a Dona Baratinha?

Zetterberg volta, talvez, como uma baratinha tonta. Isso me impressiona? Não. Por que? Isso eu sei: ficou parado pouco mais de um mês, solamente, e não tem metade de massa que nosso amigo egípcio tem. Quando TuttaBertuzzi voltou levou dois jogos e uns três períodos pra jogar alguma coisa. Mas acho que o Zetterberg não vai passar por isso.

Um playmaker teria, teoricamente, menos com o que se preocupar. Teoricamente, porque o que nego vai tentar bater nele nem no nazismo se viu.
É aí que tá a jogada... Fica na blue line, distribui bola, de vez em nunca vai lá cochicar na urêa do Kiprusoff e pronto. Acho que tá bom.


Vocês viram isso ontem? Eu vi.
Zetterberg está melhor de saúde que eu mesmo. Alguém disse ter visto uma expressão de dor depois do gol do Schneider, mas para mim, não foi nada mais que um incômodo ou uma ceninha (a la Romário).
A questão é que o Jardineiro, Ken Holland, continua dando lições e mais lições para nós. Nenhuma lombalgia, como comentei com o Betterberg ontem, não dura um mês e meio. Este calunista que vos escreve maravilhosamente bem já teve duas e não levou 15 dias pra recuperação total. E olha q sou gordo. Muito gordo.
A direção do Detroit Red Wings ouviu um samba-de-breque do Moreira da Silva, "Tira Os Óculos e Recolhe O Homem", que lá pelo meio tem um verso que diz o seguinte:

"Segura o homem, mete lá e coisa e tal, recolhe, tira os óculos perde a comunicabilidade, é isso aí, bicho... ficha e tira um retratinho 18x21, data e bota o número embaixo. Bate no peito, vam'bora".


Ninguem que passa 1,5 mês de molho volta como ele voltou. O que vi no gelo ontem foi o mesmo Zetta do meio da temporada regular. Uma bala. Armando e tentando, só errou chute a gol e, ainda assim, quase fez.

Tocando para frente, Quasimodo marcou gol depois de 3 POs sem marcar, ele marcou. Claro. O cara usa um taco que deve ter até canivete dentro. Lembra da faca do Rambo ou dos Canivetes Suiços? Pois é... deve ser daquele jeito.
Só que o jogo de ontem não foi um jogo de playoff. O Wings jogou como em temporada regular, sem dar a mínima pra quem tava do outro lado. Talvez tenha sido por isso; fez gol achando que era Regular Season. Quasimodo meteu um 5-hole no Kiprusoff que me fez pensar "pqp, porque eu não estou jogando hockey? Isso é tão fácil!". Sem falar nos 2 passes que deu pro Schneider, e um bem aproveitado, o outro também (mas não marcou).

Com os fodões fora, quem marcará gols? Ué... tem um purrilhão de gente pra marcar. Caldo, Hudler, a Mula, o Filho do Seu Samuel e, pasmem, eu até admito a Marinete varrendo pro lado errado.


Acertei em tudo também. As linhas com Hudler, Caldo e Franzen passearam pelo gelo. Calder tava em todo buraco. Hudler e Franzen com assistências e, peço desculpas, acabei esquecendo do Filpulla, belíssimo jogador.
Acertei em tudo sim, porque eu admitiria gol do Marinete, varrendo pro lado errado. O fí-duma-égua não ganhou nem face-off. Peço para nossa equipe contabilista de pesquisa e levantamento estatístico ver os números dele em face-offs. Ah... teve uma tacada que ele foi dar no gol, de frente pro Kipper e nem bateu no goleiro (não digo nem o goleiro defender, é só bater mesmo).
Dos novos, Franzen foi o melhor. Batendo em todo lado - inclusive com Stand-Up Hits (coisa linda) e armando gols e jogadas. Agora é só diminuir o número dele pra começar a marcar gol. Mandar o Marinete lavar roupa no rio Colorado e dar a 20, muito bem usada pelo Lapointe, a alguém que honre o time.

Hasek é o que me preocupa. Não jogou nada. Obrou um ou dois milagres, mas não fez muita coisa. Também, não precisou. Depois de 5 anos sem começar jogos de POs, ganhou o primeiro. Sem oba-oba, olha 2002 voltando.

O cenário é outro. O time é outro. E agora vai.

GO WINGS, PORRA!

zeh.

d(o0)b - Moreira da Silva - De Como O Nego Doido Ficou Na bronca

quinta-feira, 12 de abril de 2007

TuttaBertuzzi fora. Zetterberg de volta. Qual a real situação da primeira rodada.

Eu já falei a historinha da barata tonta?
Pois é... ela volta hoje à noite, com número parecido e tamanho diferente.

TuttaBertuzzi (também conhecido por TuzziKamon - A Múmia) já está todo enfaixado de novo. Isso me impressiona? Não. Por que? Não sei.
Zetterberg volta, talvez, como uma baratinha tonta. Isso me impressiona? Não. Por que? Isso eu sei: ficou parado pouco mais de um mês, solamente, e não tem metade de massa que nosso amigo egípcio tem. Quando TuttaBertuzzi voltou levou dois jogos e uns três períodos pra jogar alguma coisa. Mas acho que o Zetterberg não vai passar por isso.

Um playmaker teria, teoricamente, menos com o que se preocupar. Teoricamente, porque o que nego vai tentar bater nele nem no nazismo se viu.
É aí que tá a jogada... Fica na blue line, distribui bola, de vez em nunca vai lá cochicar na urêa do Kiprusoff e pronto. Acho que tá bom.
"Ok, ok..." (by Nelson Rubens), talvez vocês não lembrem, mas o Datsyuk - o Quasimodo Amarelão - assinou um contrato de 6 milhões e pororó. Isso é um incentivo pro Baratinha esquecer qualquer dor e garantir o dele.

Vamo lá... Em 2002 o Wings montou um time que seria campeão até contra o Ceará Sporting Clube numa final de Castelão cheio. Aquele ano foi o último ano que o Hasek esteve num playoff e o que aconteceu? Wings campeão. Embora hoje ele esteja cinco anos mais velho, ainda é o Hasek. A gente viu isso na temporada regular.

Tem nego dizendo que a Baratinha é a maior esperança do Wings nesses POs. Eu não acho. Eu o chamo de, no máximo, um fator positivo.
Com os fodões fora, quem marcará gols? Ué... tem um purrilhão de gente pra marcar. Caldo, Hudler, a Mula, o Filho do Seu Samuel e, pasmem, eu até admito a Marinete varrendo pro lado errado.

Eu não sei; não sei mesmo. O Flames bate bagaray e, no Wings, 23 + 24 + 39 + 44 = 800. Se botar Schneider - Chelios - Bertuzzi - Hasek juntos, nem que seja no aquecimento, tem que botar uma ambulância atrás de cada um. Não dá nem pra cantar hino americano, tem que rezar uma missa pra tanta alma.

O otimismo e o pessimismo oscilam como minha conta no banco.
Porém, mantenho que o Wings ganha hoje. No jogo três digo em quantos passamos do Flames.

zeh.

A ciência (?) dos palpites

Desculpem, amigos, mas eu não aposto na classificação dos Red Wings sobre os Flames. Meu palpite está publicado na edição n.º 152 de TheSlot.com.br e eu o reproduzo aqui, com comentários adicionais em seguida:

Os Red Wings amarelam nos playoffs. Isso é fato. De 2003 pra cá amarelaram em todos os anos, invariavelmente. E sempre havia uma explicação, ou melhor, havia quem culpar: ora o goleiro, ora a falta de gols, ora o treinador que era camarada demais. Dessa vez os Wings contam com a relativa segurança de Dominik Hasek e com o durão Mike Babcock, mas o ataque não se garante. Já em Calgary está o atacante que todo time queria ter: Jarome Iginla. E nesse ano ele vem acompanhado de Kristian Huselius e Daymond Langkow, ambos em ótima temporada. A defesa impõe respeito e Miikka Kiprusoff é um dos melhores goleiros da liga. Ninguém venceu tantos jogos em casa quanto os Flames. Detroit, ainda não foi dessa vez. Calgary 4-2


Nosso melhor atacante, Henrik Zetterberg, não está totalmente recuperado. O artilheiro do time, Pavel Datsyuk, tem três anos de completa decepção nos playoffs para apagar da memória da torcida. O grande Todd Bertuzzi está fora da estréia e não se sabe quando e como ele estará disponível.

Mais: Dominik Hasek tem 42 anos. E se ele se machucar? Ou seja, depositamos nossas esperanças em um goleiro de 42 anos e um vasto histórico de contusões recentes. Chris Osgood não pode nos levar muito longe. Hasek pode.

Minha descrença não se resume apenas aos problemas dos Red Wings e à mania de amarelar em playoffs. Com esse cenário eu até apostaria no time contra algum outro adversário, mas não contra os Flames.

O que o Calgary vai fazer hoje à noite do primeiro ao último minuto e no restante da série é punir o Detroit fisicamente. E como os Red Wings reagem quando isso acontece? Eles caem no piloto automático, chutando discos de qualquer jeito e melhorando as estatísticas do goleiro adversário. Os Wings revelaram Jean-Sebastien Giguere e Dwayne Roloson para o mundo em duas séries de playoffs recentes.

Esse tipo de atitude não funcionará contra Miikka Kiprusoff, seguramente o melhor goleiro entre os três. E à sua frente ele terá uma defesa grande e muito forte, com Dion Phaneuf, Roman Hamrlik, Robyn Regehr, Brad Stuart e Rhett Warrener, um quinteto pronto para demolir atacantes.

O Calgary sempre se destacou defensivamente, porque o ataque da equipe nunca funcionou. Dessa vez é diferente. Kristian Huselius e Daymond Langkow, dois renegados, marcaram mais de 30 gols cada. Alex Tanguay, ex-Avalanche, fez mais de 80 pontos. O central Craig Conroy, um dos favoritos de Jarome Iginla, renasceu ao retornar para os Flames durante a temporada. E Iginla é o cara, o atacante de força sonhado por todos os torcedores, gerentes gerais e treinadores liga afora. É muito difícil evitar que ele faça a diferença a favor dos Flames.

A saída para os Red Wings é ter paciência. Rolar as quatro linhas de ataque e manter-se ligado no jogo, porque dificilmente o Calgary conseguirá desempenhar seu estilo de jogo ao longo de 60 minutos. O time pode agredir e se impor durante um ou dois períodos, mas isso gera maior desgaste e cansaço. É nessa hora que os Red Wings precisam estar preparados para aproveitar as oportunidades.

Outros oito membros de TheSlot.com.br apostam em vitória do Detroit, a maioria em seis ou sete jogos. Apenas Marcelo Constantino, fã dos Wings, também aposta em vitória do Calgary, em sete jogos.

No Freep, todos os cinco especialistas consultados apostaram em vitória dos Red Wings, mas nenhum deles apontou o time como campeão da Copa Stanley.

Betterberg.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Bertuzzi fora da estréia

Todd Bertuzzi não treinou novamente nesta quarta-feira e está fora do jogo de amanhã.

A grande aquisição dos Red Wings para a pós-temporada terá mais três dias para se recuperar antes do jogo 2, no domingo.

Henrik Zetterberg treinou e deve jogar.

Se os Wings não terão Bertuzzi, os Flames não contarão com o defensor Robyn Regehr, que também não treinou. Regehr tem uma contusão no joelho, e quando saudável será o principal defensor contra a linha de Pavel Datsyuk.

A receita dos Flames e palpites para a série

Robyn Regehr, brasileiro de nascimento e canadense de criação, cita hoje no Freep que o Calgary Flames está preparado para jogar duro contra o Detroit Red Wings.

Pavel Datsyuk é um alvo em potencial. Segundo Regehr, ele é um dos dez melhores jogadores da liga no um-contra-um e tem um grande passe.

Dois anos atrás, foi punindo fisicamente os Red Wings que os Flames venceram a série. E eles não se esqueceram como se faz.

O que nós não gostamos de lembrar: Datsyuk não marca gols há 26 jogos de playoffs, desde maio de 2002.

...

Para Don Cherry e Brett Hull, os Wings devem ter cuidado com o Calgary. Segundo Cherry, os Flames têm jogadores que o fazem lembrar do hóquei dos velhos tempos. Hull vai além:

Se tem um time que me lembra o Edmonton do ano passado, é o Calgary... eu acho é que melhor os Red Wings tomarem muito cuidado, porque esse time tem uma defesa grande, forte e habilidosa e um bom goleiro, e quando você tem essa combinação, qualquer coisa pode acontecer.


Lembrando que foi Hull quem afirmou em rede nacional de televisão que Datsyuk não ficaria em Detroit na próxima temporada. Dias depois a extensão contratual foi anunciada.

...

Todd Bertuzzi não treinou com o time ontem, terça-feira. Mike Babcock disse que ele ainda não está pronto, mas é claro que pode estar disponível até a estréia amanhã.

Sem Bertuzzi, as linhas de ataque ficariam assim:

Datsyuk-Zetterberg-Holmstrom
Calder-Lang-Samuelsson
Maltby-Draper-Cleary
Hudler-Filppula-Franzen

...

Filppula disse esperar "muita diversão" de seu primeiro jogo nos playoffs.

Pela primeira vez o eterno ídolo Darren McCarty enfrentará os Red Wings nos playoffs.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Uma olhadela na primeira rodada.

Claro que não vamos dizer que o Wings não dá nem pra saída. Somos torcedores do Detroit Red Wings até onde der e vamos torcer até onde pudermos; afinal, ainda temos mais 39 anos pela frente até que nos chamemos de sofredores, como os coitados dos Leafs.

Não nego a ninguém que meu palpite é Wings em sete jogos. E vou dizer por quê.
Vejam os números dos dois times nesta temporada.
Jogo 1
O Flames vem com 43-29-10 e o Wings com 50-19-13 (W-L-OTL). Ponto pra nós.
Ok. Wings venceu o primeiro jogo.

Jogo 2
O Flames vem com 13-20-8 fora de casa e o Wings com 21-15-5 (W-L-OTL). Ponto pra nós.
Ok. Wings venceu o segundo jogo.

Jogo 3
O Wings vem com 29-4-8 em casa e o Flames com 30-9-2 (W-L-OTL). Ponto pra eles.
Ok. Flames venceu o terceiro jogo.

Jogo 4
O Wings vem com 68/398 (17,1%) em Power Play e o Flames com 73/401 (18,2%). Ponto pra eles.
Ok. Flames venceu o quarto jogo.

Jogo 5
O Flames vem com 81/414 (80,4%) em Penalty Killing e o Wings com 63/408 (84,6%). Ponto pra nós.
Ok. Wings venceu o quinto jogo.

Jogo 6
O Wings vem com 16,7% de aproveitamento no Power Play nos 4 jogos contra o Wings nesta temporada e o Flames com 37,5%. Ponto pra eles.
Ok. Flames venceu o sexto jogo.

Jogo 7
O Flames vem com +32 gols de saldo e o Wings com +55. Ponto pra nós.
Ok. Wings venceu o sétimo jogo e avanço para a próxima rodada.


Fácil? Não, não é.
O que a gente tem que manter em mente nessa série é que o Calgary Flames, embora não se veja nos números, é um time duro de se bater em casa. E é um belíssimo time fora de casa também.
Além disso, o Detroit, por mais que tenha a potencial volta de Zetterberg, vai ter que se virar sem ele nos dois primeiros jogos. Lembram da volta do TuzziKamon? Pois é... passou dois jogos mais perdido que cego em tiroteio pra conseguir enxergar o puck e começar a atropelar meio time dos outros e o goleiro do próprio.
Pavel Datsyuk, mais conhecido por Quasimodo ou Amarelão, é outra incógnita. O cara resolveu jogar depois que arrumou um taco novo, cheio de leruaite, na segunda metade da temporada, e garantiu um contrato de fazer inveja a qualquer um. Será que ele continua assim? Não sei. Tomara. Porque, se não, torço pro Jardineiro (Ken Holland) dar uma de dirigente de futebol brasileiro e mandar o russo pra China.
Claro, enquanto escrevo vejo que estamos livres do Faxineira, afinal, começou a nova temporada d'A Diarista, e ele deve estar fazendo teste de casting pra entrar fazer um bico no lugar da Solineuza.

zeh.

d-.-b - Basque Dub Foundation - Dub Abstracto

Estréia saudável?

A dois dias da estréia nos playoffs, parece provável que os Red Wings tenham força máxima no gelo. Está no Freep de hoje.

Henrik Zetterberg, ausente desde 24 de fevereiro com uma inflamação nas costas, participou de todas as atividades do treino pela primeira vez na segunda-feira e planeja estar preparado para jogar. Se Hank estiver no gelo, será o central da primeira linha, entre Pavel Datsyuk e Tomas Holmstrom.

Todd Bertuzzi, que sofreu uma contusão no pescoço ao se chocar contra Chris Osgood no penúltimo jogo, não treinou, mas terá condições de jogo. Chris Chelios, que não disputou a última partida, se diz pronto.

Mas o fator crítico de sucesso dos Red Wings nos playoffs passa por Dominik Hasek, e o goleiro parece recuperado e inteiro.

Para avançar nos playoffs, os Wings vão precisar de força máxima. É vital que Zetterberg esteja bem e voando como na temporada regular.