quarta-feira, 30 de maio de 2007

Período de inatividade

Amigos:

O blog não morreu, embora o Zeh Ferreira beba exageradamente noite sim, noite também.

Com a eliminação dos Red Wings, não há mais nada para ser publicado aqui até o fim da Copa Stanley.

O blog será atualizado quando as notícias da próxima temporada surgirem no horizonte: renovações de contratos, rumores de novas contratações, aposentadorias, etc.


Para quem quer acompanhar a cobertura das finais, sugiro as edições especiais de TheSlot.com.br, publicadas na noite seguinte após cada jogo.

Humberto.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Aos torcedores, jogadores e comissão técnica do Detroit Red Wings: Muito obrigado!

Quem vir o título deste post pode achar que é irônico, mas não é, nunca foi ou será.

Eu sei que muitos, talvez, estamos frustrados com a atuação do time no jogo de ontem, quando fomos eliminados pelo Anaheim Ducks.
Porém, vamos aos miúdos, ou fatos, se preferirem.

O time que vimos atuar esta temporada é praticamente o mesmo que foi eliminado na primeira rodada do PO passado pelo Oilers. Claro, tivemos algumas melhorias, como Dominik Hasek, Markov, Bertuzzi e Calder, de veteranos, e algumas surpresas como Kronwall, Quincey, Filppula, Kopecky, Hudler e uma atuação fenomenal do Daniel Cleary (principalmente no PO).

O time veio meio que cambaleando na temporada. Ganhava oito, perdia duas; ganhava duas, perdia oito. Talvez não com essa freqüência exata, mas um tanto inconstante, até que terminou a temporada regular empatado como líder geral da liga, ficando em segundo por critérios de desempate.

Mesmo assim, ninguém botava fé na equipe.

Pavel Datsyuk, com fama de "amarelão", pelas atuações em POs anteriores, era o mais retaliado, embora tenha carregado o time nas costas depois da contusão de Zetterberg. Mesmo assim, ninguém botava fé nele e acabou computando 16 pontos em 18 jogos.

Começaram os POs e pegamos o oitavo time da nossa conferência - Calgary Flames - liderado por dois jogadores que são referência em suas respectivas posições - Jarome Iginla e Miika Kiprusoff - e com algumas outras estrelas. Resultado? Vencemos. O Detroit Red Wings conseguiu passar pela primeira prova de fogo.

Depois, com a eliminação do Dallas Stars pelo Vacouver Canucks, veio o San Jose Sharks, considerado por muitos o favorito aos títulos da conferência leste e da Stanley Cup. Resultado? Vencemos. Anulamos (Lidstrom) Joe Thorton e sua patota. Viramos os jogos 2 e 4, depois de estarmos perdendo por dois gols, e vimos que ainda tínhamos cartas na manga. O Detroit Red Wings conseguiu passar pela segunda prova de fogo.

Vieram os Ducks. Um time completo. Jogando quatro com linhas, como nós começamos os POs, e sendo agressivos.

A essa altura - e desde bem antes - já não contávamos com jogadores-chave na escalação, tendo perdido Niklas Kronwall em março e Mathieu Schneider na série contra o Sharks. Era hora de gente nova - nova mesmo - mostrar do que era capaz.

Kyle Quincey, um moleque de 22 anos, fez sua estréia em POs (jogo 6 contra o Flames - substitundo Lebda) e disse: eu vim para ficar. Kyle Quincey recebe de mim a mesma ovação que usei pra Kronwall: "Ele joga como quem joga uma pelada com amigos. Ele joga sem compromisso, sem pressão". O primeiro taco que Kyle Quincey segurou na vida foi seu cordão umbilical. O Detroit Red Wings não pode se dar ao luxo de mandá-lo embora tão cedo. Esse menino-véi-amarelo-do-buchão vai ser tão importante quanto Chelios, tamanha a calma e precisão nos passes, dribles atrás do gol e posicionamento ímpares para um calouro.

Não vou falar mal do Andreas Lilja, embora tenha dado o gol da vitória no jogo 5 para o Selanne.
Não vou falar mal do Robert Lang, embora tenha feito pouco - mas o pouco que fez foi muito - no PO, permitindo-nos vencer dois jogos decisivos (um em cada série antes das finais da conferência).
Não vou falar mal do Todd Bertuzzi, embora não tenha feito absolutamente nada de útil desde que chegou na equipe, afinal saía de cirurgia.
Não vou falar mal do Dominik Hasek, embora não tenha jogado o melhor que sabe no jogo 6 contra o Anaheim Ducks, permitindo três gols em rebotes que, caso tivesse tentado jogar como deveria - tentando acabar as jogadas -, tem seu estilo e foi assim que foi campeão da SC conosco e tem seis vezina na estante de prataria da sua casa.
Não vou falar mal de Mikael Samuelsson, embora não tendo chutado quase que em empty net na prorrogação do jogo 5 contra o Ducks e não tenha tido uma atuação condizente com seu talento no jogo 6.
Não vou falar mal de Pavel Datsyuk, embora não tenha sido o que esperávamos - mesmo tendo sido quase isso.
Não vou falar mal de Henrik Zetterberg, embora não tenha sido o que esperávamos - mesmo tendo sido quase isso.
Não vou falar mal de Kris Draper, embora não tenha jogado aquele cara que todos nós cansamos de ver batendo e armando jogadas como poucos na liga.
Não vou falar mal de Kirk Maltby, embora não tenha sido o jogador que deveria ter feito jus à sua renovação de contrato e não tenha marcado gols que, para ele, eram fáceis de marcar.
Não vou falar mal de Mike Babcock, embora tenha tido a oportunidade de tirar Bertuzzi do time para o jogo 6 contra o Ducks, colocar Hudler e voltar a jogar com quatro linhas.

A esses e a todos os outros - principalmente a Nicklas Lidstrom, Chris Chelios, Daniel Cleary e ao dono de uma das próximas camisas a serem penduradas na Joe Louis Arena: Tomas Holmstrom - tenho apenas uma coisa a dizer: Muito obrigado.

Muito obrigado por terem mostrado-nos que esse fanatismo que nos faz ficar em casa às sextas-feiras, brigar com namorada, beber sozinho, comentar com gente que não entende bulhufas de hockey no gelo não é em vão.

Muito obrigado por terem mostrado-nos que com os que vão sair (quase certo que Robert Lang e Kyle Calder) e alguns outros que vão entrar (Igor Grigorenko e Jimmy Howard - caso Hasek não volte), teremos muitas - e boas - emoções na próxima temporada.

Muito obrigado.

zeh.

GO WINGS!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Desespero?!

Ele tem apenas dois gols e oito pontos em 17 jogos nos playoffs. Não é confiável nem pra disputar faceoffs e às vezes consegue a façanha de se colocar em impedimento, mesmo tendo o disco dominado.

Mas ele será o herói do dia. Robert Lang nos salvará. Em Lang nós acreditamos.


Na primeira rodada, contra o Calgary Flames, Lang marcou o gol de empate no segundo período do jogo 6, permitindo a vitória dos Red Wings na segunda prorrogação.

Contra o San Jose Sharks, na rodada seguinte, Lang foi ainda melhor: empatou o jogo 4 faltando 34 segundos para o fim, sendo fundamental naquela histórica virada.

Então, hoje, quando nós mais precisamos de um herói, em quem vamos acreditar? Em Lang!


Não seja você o responsável pela derrota dos Red Wings hoje. Se todos nós torcermos por Lang, vamos garantir a vitória.

Hoje à noite, assistindo ou ouvindo o jogo, abrace a campanha, torça por Lang. Demonstre a sua torcida usando uma das imagens abaixo em seu MSN. Ele nos salvará. Acredite.



Quem quiser pode comprar luvas usadas por Lang, com certificado de autenticidade emitido pelos Red Wings. Custa apenas cem dólares. Segundo o zeh, as do Tomas Kopecky devem custar 500...


Humbert Lang.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

A Onda Vermelha chegou ao Brasil: um agradecimento a Terry Foster.

Caros meninos e meninas do meu Brasil varonil. Esta é uma tradução da coluna Terry's Town, de Terry Foster, no Detroit News Online.

"Vocês sabiam que Fortaleza, Ceará, é uma Hockeytown?

"A cidade litorânea brasileira, com mais de 3 milhões de habitantes¹, é conhecida por sua vida noturna e praias. Mas, também, tem a maior concentração de fãs do Red Wings na América do Sul². Mais de 430 torcedores brasileiros visitam o redwingsbrasil.blogspot.com para pegar novas notícias e debater. Vários deles também escutam às transmissões dos jogos pela WXYT via internet.

"Como se tornaram torcedores do Red Wings?

"Mega-Drive e Super Nintendo, claro.

"De acordo com a pessoa que coordena o site, os torcedores se apaixonaram pelo Red Wings jogando video-games com os amigos.

"Mesmo que a maioria só fale português, eles também se apaixonaram pelas transmissões de Ken Kal e Paul Woods.

"'Ken Kal e Paul Woods são sensacionais', disse Flávio de Moura, que atualiza o site.

"'Atualmente a gente acompanha os jogos ao vivo por transmissões na internet. Não se sei se isso é legal. Então, nem comenta, por favor. Nós precisamos dos jogos.'

"Não se preocupem. É legal. Vocês estão a salvo."


É isso aí, galera. Pra frente e avante! Isso mostra que não somos um bando de doidinhos. Somos torcedores do Detroit Red Wings. Por isso estamos com este blog. Por isso estamos tocando pra frente esta idéia. Por isso acreditamos em mais duas vitórias em dois jogos.

zeh.

GO WINGS, PORRA!

Notas:
1 - Na verdade são 2,4 milhões, eu exagerei.
2 - Eu não disse isso, deve ter sido erro de comunicação.

Você quer acreditar?

Torcer, todos nós iremos. Acreditar, nem todos.

Se você quer acreditar na virada dos Red Wings na série, lembre-se de 2002.

Cinco anos atrás, quando Red Wings (1) e Avalanche (2) se enfrentaram nas finais de conferência, os Red Wings venceram o jogo 1 e o jogo 3, perdendo os demais, inclusive o jogo 5 em Detroit. Exatamente como agora.

No jogo 6, os Avs jogaram em casa para fechar a série... e perderam. Nós jamais nos esqueceremos da defesa "Estátua da Liberdade" de Patrick Roy.

Os Red Wings confirmaram a classificação para a Copa Stanley no jogo 7, vencendo por 7-0.

Portanto, se você quer acreditar mas não sabe como, já é um (bom) começo. Principalmente em uma segunda-feira de manhã.


Humberto. (não foi o zeh, porra! !@#$%¨&*)

domingo, 20 de maio de 2007

Pra mau fodedor, até os ovos atrapalham.

A gente fala, a gente baba, a gente grita, a gente vibra, mas a gente esculhamba também.
Suecos? A gente tem de sobra. Tem tantos que eles acabam nos atrapalhando.

Antes de ir à Europa, falemos, mais uma vez, da porcaria da arbitragem, que levou o jogo pra prorrogação e quase fez com que o Detroit ganhasse esta noite. Pavel Datsyuk não fez interferência na jogada que resultou no gol de empate do Patos e não houve tripping no Samuelzim, que quase marcou o gol da vitória do Wings.

Enquanto isso, na Suécia...

Johan Franzen (sueco) teve chance de mandar o disco pra casa da senhora sua mãe de primeira, mas segurou um pouco mais e fez o lob muito em cima do jogador da equipe californiana que mandou o disco pra frente do crease.

Nicklas Lidstrom (sueco), um monstro no jogo, fez uma monstruosidade e os monstros malvados do pântano escuro deram uma ajudinha para a tacada de S. Niedemeyer subir depois de encontrar o taco do defensor e entrar no gol e dando ainda mais emoção (eu chamo de tensão) à partida, faltando 47 segundos para acabar o jogo.

Na prorrogação, Power Play Detroit. Adianta? Não, claro que não. Samuelzim, o sueco, espera, espera, espera, espera, espera, (...), espera e... espera mais um pouco, daí chuta e o goleiro pega. Se ele tivesse esperado umas três vezes menos seria, mais uma vez, o herói.

Na prorrogação, disco dominado com Lilja (sueco); lado esquerdo livre; lado direito com Andy McDonald; lado de trás com TTeemmuu SSeellaannnnee. O que ele faz? Econtra um jeito de esquecer o disco em sua diagonal traseira direita, ou seja: onde não podia.
Brett Hull disse, depois da partida, uma frase linda: "ele não jogou de forma besta e simples, como se deve fazer nos playoffs". Lilja terminou o jogo com um gol e uma assistência.

O jogo foi bom? Não. Foi ótimo.
O Wings foi mal? Não. Foi ótimo.
O Patos foi bem? Não. Foi péssimo.
O Wings merecia ter perdido? Não. De maneira alguma.
O Patos merecia ter ganhado? Sim. E ponto final.
Por que? Porque Carlyle e seu time nunca deixaram de acreditar no que é impossível. E, sem saber que era impossível, foi lá e fez.

Agora, finalmente, vamos ver do que somos (ou podemos ser) capazes.

zeh.

GO WINGS!

sábado, 19 de maio de 2007

Chance desperdiçada

Os Red Wings não aproveitaram a enorme vantagem de enfrentar os Ducks sem Chris Pronger. Perderam o jogo 4 e viram o adversário empatar a série, mesmo sem seu melhor jogador.

É válido pensar que se os Ducks conseguiram vencer sem Pronger eles podem tudo daqui em diante? De certa forma, é um fator motivacional. E é ao contrário para os Red Wings.

No ar fica a piada: volta, Pronger! Com ele no gelo os Red Wings jogavam melhor.

Eu não vi o jogo, então em relação aos 60 minutos fico por aqui.

Porém não poderia esquecer que Dominik Hasek sofreu três gols em oito chutes no primeiro período e quatro gols no jogo. Isso é inadmissível. Eu vi os melhores momentos e realmente ele não falhou nos gols, mas apenas não falhar é muito pouco para um jogo de final de conferência. Nós precisamos do Hasek do jogo 1 e do jogo 3. Ele precisa roubar jogos. Se não roubá-los, que pelo menos nos mantenha na partida. Não foi o caso do jogo 4.

Retirado do meu post após o jogo 3:

Todd Bertuzzi marcou seu segundo gol nos playoffs. Embora ele esteja devendo ao time, ainda acho que o gigante será importante nesse ano.
E não é que Bertuzzi foi um dos destaques do jogo 4? Além de marcar um gol, deu o passe para o segundo de Dan Cleary (sem querer, é verdade, no que ele tentou o gol) e para o primeiro dos Ducks na partida.

De qualquer forma, Bertuzzi marcou gol em dois jogos consecutivos e a linha formada por ele, Cleary e Robert Lang mostrou poder de fogo.

Se os Red Wings aproveitassem as oportunidades em vantagem numérica, até de cinco-contra-três, o resultado do jogo seria diferente. Sem Pronger, era a obrigação do time. E agora o momento é favorável aos Ducks.

Números do jogo:

Total de chutes
Detroit - 66
Anaheim - 55
Pela primeira vez na série os Red Wings chutaram mais.

Trancos
Detroit - 24 (Tomas Holmstrom, sete)
Anaheim - 30

Discos roubados e perdidos
Detroit - seis roubados e 16 perdidos (Hasek, quatro)
Anaheim - oito roubados e dez perdidos
Não se pode perder tantos discos no jogo.

Chutes bloqueados
Detroit - 16 (Danny Markov e Andreas Lilja, três)
Anaheim - 11

Os Red Wings precisam vencer o jogo 5 pra reverter o momento.


Humberto.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Só Jesus salva. Só Hasek salva e não dá rebote.

A gente muito tem falado de Zetta, Samuelzim, Homer, Lidstrom, Tuta Bertuzzi, Chelios então... Mas quem mais tem merecido ovações é um dos caras mais velhos, que tem 42 anos, experiência pra dar e vender, coragem e conhece o jogo como poucos: Dominik Hasek.
Nos 15 jogos até agora, Hasek têm mostrado que sua contratação não foi loucura, que ainda é quem foi e que ainda pode ser muito mais.

Enfrentamos equipe de leões. Grandes, fortes, raçudos, batedores e, o pior, goleadores. Contra o Calgary, talvez a parte mais fácil, contra o Charque e, agora, contra o Patos, São Dom tem mostrado que idade não é documento. São Dom provou que este playoff ia ser totalmente diferente dos últimos tantos em que Curtis Joseph (o CuSuJo - uma das piores desgraças que já vestiu a camisa do Detroit) e Legace (um dos meus ídolos) alternavam atuações primorosas e catastróficas (muitas delas no mesmo jogo).

É impressionante se ver que em 15 jogos São Dom tem apenas 1,52 de GAA e 93,5% de SV%, contra os embaraçosos 2,65 e 88,4% registrados por Manny na temporada passada em apenas seis jogos.

Lembro-me que algum dos nossos jogadores do playoff 05-06 (acho que Shanahan ou Draper) disse: "Não adianta a gente marcar gol se lá atrás a gente leva mais". Essa declaração apenas constatou que não adianta os jogadores de linha passarem confiança para o goleiro, de que estão trabalhando duro e que "essas coisas acontecem" (gols). Essa declaração apenas constatou que Manny Legace não é goleiro de playoff, mesmo depois de ter quebrado recordes na temporada regular. Essa declaração apenas constatou que a gente precisava de um goleiro. Um goleiro bom. Um goleiro muito bom. E quem trouxeram? São Dom.

Hasek não só pega discos como ninguém (vejam aqui), mas sabe sair do gol e matar a jogada no slot ou até isolar bem discos - embora algumas aventuras suas como defensor tenham acabado em gols adversários.
Hasek não só é um veterano que foi campeão da Copa Stanley com o Detroit Red Wings, mas tem sido um veterano que tem permitido com que nós voltemos a ter sonhos doces com o repeteco da proeza.
Hasek não é só um veterano que joga hockey por não saber fazer mais nada da vida. Hasek é um veterano que sabe do que é capaz, que mostra do que é capaz, que prova do que é capaz e que nos deixa com uma certezinha de que somos capazes de sermos campeões novamente.

Obrigado, São Dom.
Amém.

zeh.

GO WINGS!

EXTRA! EXTRA!

PRONGER SUSPENSO POR UM JOGO!

O governador da Califórnia, Chris Arnold Pronger Schwarzenegger, suspenso por um jogo, após a lenhada que deu pelas costas do Homer no jogo 3.

"Aí, a gente tem que usar os 20 jogadores que estão escalados pra linha, jogamos como um time e tão bem quanto pudermos. A gente tem escolha?", ironizou Scott Niedemeyer.

Chris Arnold Pronger Schwarzenegger tem a média de mais de 30 minutos, matando pênaltis e jogando em Powerplay.


Logo mais, mais.

Babcock é o número um, dois, três e quatro

Nós já o criticamos bastante, antes, durante e depois deste blog. Mas agora ele merece os nossos elogios e o reconhecimento de que enfim acertou a mão.

Mike Babcock escalou os Red Wings de maneira inédita para o jogo 3. E foi notável a evolução do time, não sendo dominado como nas partidas anteriores. O placar de 5-0 pode ter sido elástico, mas é indiscutível que dominamos a partida.

Nosso treinador mesclou as linhas do time. Separou Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg, convocou Tomas Kopecky e formou uma linha inteira de suecos. A intenção de Babcock era formar quatro linhas confiáveis, podendo rolá-las no decorrer da partida. E funcionou.

As linhas ficaram assim:
Holmstrom-Datsyuk-Filppula (sueco, russo, finlandês)
Franzen-Zetterberg-Samuelsson (três coroas suecas)
Bertuzzi-Lang-Cleary
Maltby-Draper-Kopecky

No primeiro gol, marcado por Franzen, a dupla de defesa era formada por Nicklas Lidstrom e Andreas Lilja. Não fossem as contusões, Babcock poderia apostar nos "Cinco Suecos" como Scotty Bowman apostou com sucesso nos "Cinco Russos". Uma maravilhosa nostalgia.

As três linhas ofensivas do time marcaram gols no cinco-contra-cinco. Outro gol foi marcado em vantagem numérica. Aliás, os Wings passaram praticamente um período inteiro (19:30) com um homem a mais no gelo, graças à frustração do Anaheim Sucks: os jogadores perderam a cabeça e cometeram muitas penalidades.

Quem também perdeu a cabeça foi o treinador Randy Carlyle, ao substituir Jean-Sebastien Giguere no começo do segundo período. Isso é ótimo para o restante da série, a favor dos Wings.

Números do jogo:

Total de chutes
Detroit - 51
Anaheim - 52

Trancos
Detroit - seis (Lilja, três)
Anaheim - 13

Discos roubados e perdidos
Detroit - cinco roubados e 13 perdidos
Anaheim - um roubado e 11 perdidos

Chutes bloqueados
Detroit - 12
Anaheim - 11

Dominik Hasek conquistou seu segundo shutout nos playoffs e parece favorito ao Troféu Conn Smythe caso o Detroit vença a Copa Stanley. O grande concorrente no time será Nicklas Lidstrom, enquanto Chris Chelios, Tomas Holmstrom e a dupla de ouro Datsyuk e Zetterberg correm por fora.

Todd Bertuzzi marcou seu segundo gol nos playoffs. Embora ele esteja devendo ao time, ainda acho que o gigante será importante nesse ano.


E não vou assinar com o nome dele pra não parecer torcedismo.

Fernandesson

terça-feira, 15 de maio de 2007

Novidade nos Red Wings

Nos playoffs é proibido falar sobre contusões. Ninguém no dia-a-dia das equipes sabe realmente quem está saudável e quem tem problemas físicos, porque não se permite conceder essa vantagem ao adversário.

Exceto quando o jogador está gravemente contundido, como o caso de Mathieu Schneider ou Chris Kunitz, esse do Anaheim, que está fora dos playoffs.

Especula-se em Detroit que Kyle Calder tem sido essa negação porque está jogando com a mão quebrada. É um rumor não confirmado, mas é notável a diferença entre o Calder da temporada regular e sua versão playoffs. O quanto nós elogiamos o cara entre fevereiro e abril não está no gibi nem na revistinha número 147 da turma da Mônica. E agora ele é tão ineficiente quanto eu jogando hóquei.

A vida continua, sem Calder. Para o jogo de hoje Mike Babcock confirmou a estréia de Tomas Kopecky. Alguns vão dizer que o certo seria escalar Jiri Hudler, mas o treinador não confia em suas habilidades defensivas. E já que os Wings passam todo o jogo se defendendo, exceto quando atuam em vantagem ou desvantagem numérica, é melhor apostar em um jogador com mais energia, disposto a distribuir uns trancos e perturbar os adversários. E esse é Kopecky, que é da altura de Todd Bertuzzi, Andreas Lilja e Robert Lang — eu não sei o que isso significa, mas se eu pudesse não teria a mesma altura de Lilja e Lang!

Kopecky disputou 26 jogos nessa temporada regular, o último em 14 de dezembro, quando quebrou a clavícula. Há mais de um mês ele já está liberado para atuar e vem treinando desde então. Seu único gol foi marcado justamente contra o Anaheim Sucks.

O tcheco tem 25 anos e treinou com Kirk Maltby e Kris Draper. Se Babcock confirmar essa escalação, significa que Dan Cleary seria aproveitado em outra linha, talvez mais ofensiva. Porém o mais provável é que Kopecky seja escalado na quarta linha, com Bertuzzi e Valtteri Filppula.

Para os desconfiados, é bom lembrar que à época de sua grave contusão, Kopecky era o melhor calouro do time, acima de Hudler e Filppula.


Humbertuzzi.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Arbitragem, que coisa feia. Red Wings, que coisa feia.

Engraçado...

Eu não tenho memória muito boa, mas eu tenho quase certeza de que nestes POs a gente tem visto pênalti atrás de pênalti. É tanto pênalti que têm jogador que nem entra mais no gelo. O treinamento dos times deve ser feito em duas etapas e nada mais: matando pênalti e jogando em pênalti. Tem sido o PO dos times especiais.

Eu lembro que na série contra o Flames, não exatamente em que jogo, tivemos seis hookings seguidos (três contra cada time). Era como se dissessem: "Ei! você marcou errado. Eu vou marcar outro pra ficar tudo beleza". É isso aí, aqui e lá, juiz compensando erro.

O que realmente chateia em pós-temporada é que os jogadores não podem jogar, uma vez que os enforcers - e até os criativos - não podem "enforçar". E há muito tempo eu tenho ouvido essa história de que essa rédea curta é contra os caras que não querem jogar e para deixar o jogo mais rápido e justo. Não quer jogar, bebê? Vai pro pêbê.

Hoje ouvi na WXYT um ouvinte dizendo algo que merece, no mínimo, uma consideraçãozinha pequenininha, foi mais ou menos assim: "você olha pros caras das antigas e vê cicatrizes, buracos na sobrancelha e falta de dente. Você olha pros caras mais novos e não vê nada disso". E o principal foi: "O que faria Bob Probert na nova NHL?". Com certeza estaria aposentado, meu caro. Eu admito que gosto das brigas. Não por diversão, mas pra mostrar quem manda nessa chibata. Quem tem aquilo roxo.

O que está acontecendo nos POs com os Patos, o time que mais teve Major por briga na temporada regualar? Alguém sabe quantas brigas foram nos playoffs até essas finais contra o Wings? Nesta série: 1. Porque o Detroit não tem NINGUÉM boludo pra evitar - ou descontar - as porradas que dão no Hasek - e até mesmo nos jogadores de linha.

Bom, aqui vai um convite a todos: se você não tem nada pra fazer, vá no crease do Hasek, deite ele dentro do gol e o espanque. Tá tudo bem. Você não vai pro PB, você não vai ser suspenso, ninguém com a camisa do Wings vai bater em você e, a melhor parte, você será visto no mundo todo em close, através daquela câmera que fica dentro do gol.

Peço desculpas, meninos e meninas, só estou um pouco chateado.

GO WINGS! Em seis.

zeh.

Final alternativo?

Quando o torcedor dos Red Wings pensar no jogo 2 da série contra os Sucks, certamente se lembrará das revisões de vídeo utilizadas para validar dois gols adversários. Pior: o gol de empate, no terceiro período, foi claramente irregular.

Se o jogo for lançado em DVD, vamos exigir um final alternativo. Até lá, vamos pensar.

O Anaheim dominou o jogo, principalmente o primeiro período e a prorrogação.

O primeiro gol do jogo, marcado por Rob Niedermayer, foi uma grande bobagem da defesa do Detroit, que saiu jogando errado. O terceiro gol foi uma grande bobagem da arbitragem, que mesmo revisando o lance não apontou a interferência de Rob Niiii em Dominik Hasek.

Os Wings empataram em 1-1 com gol de Kirk Maltby em desvantagem numérica. Ou seja: além de matar todas as penalidades, os nossos especialistas ainda encontram oportunidades para atacar mesmo com um jogador a menos no gelo.

Nicklas Lidstrom empatou em 2-2, depois de segurar o disco por duas horas esperando o momento exato para chutar. Qualquer um no lugar dele chutaria de primeira e erraria o gol. Ele não.

A virada dos Wings veio com Pavel Datsyuk, aproveitando vassourada perfeita de Robert Lang quando o time tinha vantagem numérica de dois homens.

Na prorrogação os Ducks sobraram, até Scott Niedermayer marcar o gol da vitória.

Os números do jogo:

Total de chutes (soma dos chutes no gol, pra fora e bloqueados)
Anaheim - 73
Detroit - 51

Trancos
Anaheim - 43
Detroit - 33 (Chris Chelios e Danny Markov com cinco cada).

Discos roubados e perdidos
Anaheim roubou 13 e perdeu 17.
Detroit roubou 18 (Henrik Zetterberg, seis) e perdeu 14.

Chutes bloqueados
Anaheim - 9
Detroit - 24 (Lidstrom, seis)

Kris Draper estava no gelo em todos os gols do adversário. Datsyuk ganhou 13 de 16 faceoffs disputados. Hasek nem de longe repetiu a atuação do primeiro jogo. Os juízes erraram em não marcar penalidades a favor dos Wings, como um soco de Scott Niiii em Datsyuk. E é claro que ninguém do Detroit retribuiu a cortesia; é prática comum apanhar e ficar calado.


E o zeh temia que eu esculhambasse o time nesse post. Peguei leve.

Humbertuzzi.

domingo, 13 de maio de 2007

Panela velha é que faz comida boa.

Na primeira rodada, contra o Flames, eu disse que da últuma vez que fomos campeões, Matusa Chelios marcou gol em mata-mata. E foi um só, a mesma quantidade que marcou nesta pós-temporada.
E tem mais conhecidência além dessa.

Na última vez que fomos campeões, Dominator Hasek era nosso goleiro. E, obviamente, não perdemos nenhuma das quatro séries.

Naquele ano um dos nossos heróis também era um coroa de mais de quarenta. Apelidado de "O Professor", Igor Larionov, aos 43 anos, venceu-nos um jogo na segunda prorrogação contra o Carolina Horrocanes.

Panela. Vinho. Tênis. Lençol. Jogador de hockey. Quanto mais velho, melhor fica.

Então, com Chelios (45) e Hasek (42), além de Schneider (38), Lidstrom (37), Marinete (37), Draper (36), Maltby (35) e Holmstrom (34), a gente pode ter muita, muita coisa boa vindo nesta e nas próximas temporadas. Podem apostar.


zeh.

GO WINGS!

doOb - AC/DC - Givin' The Dog A Bone.

Detalhes do jogo 1

Ontem à noite assisti à vitória dos Red Wings no primeiro jogo da série contra o Anaheim Sucks.

O Zeh Ferreira já descreveu muito bem a partida no post abaixo, mas quero contribuir com alguns detalhes:

Esse time é diferente. Nos últimos anos nós não tínhamos goleiro, embora os fracassos não tenham sido por culpa de Curtis Joseph e Manny Legace. Mas agora percebemos que ter um goleiro que roube jogos é fundamental.

Nos últimos anos nós não virávamos jogos, nós sofríamos viradas. E essa série contra o San Jose Sharks é histórica, é uma prova de entrega do time, é o esforço até o último minuto, é não se entregar enquanto ainda houver chances.

Nos últimos anos nós éramos favoritos absolutos e não ganhávamos de ninguém, e agora somos até zebras e já derrubamos um favorito. Nos últimos anos, e aí pode somar os anos anteriores aos últimos, nós não comemorávamos nas prorrogações, o Detroit sempre perdia. Bom, isso também está mudando.

Definitivamente esse time é diferente.

Qual era a principal reclamação, o que os outros times faziam que nós não? Bloquear chutes! Pois bem. Faltando 1:03 para o fim do jogo, a cena que eu nunca vi em Detroit: Robert Lang e Kris Draper mergulharam à frente de um jogador dos Sucks que preparava o chute. Dois jogadores bloqueando!

Pronto. Agora eu acredito em qualquer coisa que esse time faça. Qualquer coisa. Se eles varrerem o Anaheim e ganharem a Copa Stanley, não será inacreditável, não será um milagre. É fruto do trabalho duro. Se eles perderem hoje e forem eliminados, beleza, perdemos pra um grande time e estamos realmente satisfeitos com a ótima campanha.

Alguns números do jogo 1:

Chutes (somando os chutes no gol, os chutes pra fora e os chutes bloqueados pelo adversário):
Detroit - 41
Anaheim - 65
Raramente vi os Red Wings chutarem menos que o adversário. Com essa diferença de 24 chutes então, nunca vi.

Trancos
Empate em 22, com destaque para Kirk Maltby (seis) e Andreas Lilja (cinco).

Discos roubados e perdidos
Detroit roubou quatro discos (Datsyuk, dois) e perdeu sete (Lilja, dois).
Anaheim roubou sete e perdeu dez.

Chutes bloqueados (segure-se na cadeira, por favor)
Detroit - 16
Anaheim - 14
Os Red Wings bloquearam mais chutes que o adversário! Mas é claro que a ampla vantagem do Anaheim em metralhar o gol de Hasek resultaria em alto número de chutes bloqueados pela nossa defesa. Lilja foi o líder, com quatro, um a mais que Lang.

Para fechar, leiam o artigo de Mitch Albom publicado na edição de hoje do Free Press: "Chelios is an ageless wonder". Uma justa homenagem ao grande defensor grego, com passagens de sua juventude em contraste com a de seus companheiros de time.

Humbertuzzi.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Suecos? Hahahaha! Se precisar, tem sobrando



Nicklas Lidstrom, Henrik Zetterberg, Tomas Holmstrom, Niklas Kronwall e Mikael - O Filho do Seu Samuel -, Johan Franzen.

No jogo de hoje vimos que quantidade não é qualidade. Que tamanho não é documento. E que favoritismo não ganha jogo.

A verdade é que o Detroit Red Wings não jogou dump-and-chase como se previa; que o jogo não foi tão físico quanto se previa; que os Patos não foram tão superiores quanto se previa.
As únicas previsões que valeram foram a de defesa sólida e de poucas chances de gol. Esta nem tanto.
O Detroit Red Wings foi superior e, sinceramente, não vi os Patos tão fodões assim.
Pronger não fez nada. Selanne não fez nada. Giguere fez alguma coisa igual a nada.

Fatos: nós não podemos sonhar em perder quatro jogadores: Lidstrom; Holmstrom; Cheliostrom; e Hasekstrom.

Nicklas Lidstrom, além do gol tosco - mais da metade dele foi do Homer -, mostra, cada vez mais, que não é Capitão por acaso. Capitão com cê maiúsculo mesmo.

Tomas Holmstrom, além do screen em todos os goleiros da liga e de comprar a briga pra gente, mostra, cada vez mais, que é, mais que jogador, torcedor do Detroit Red Wings. A idéia de pendurar as camisas 5 e 96 do Detroit, embora o Humbertuzzi tenha tomado para si, é minha.
Homer não é mais aquele jogador que fazia gol derrubando o goleiro até em breakaway. Há uma ou duas temporadas já comentava que era estranho vê-lo marcar sem levar puck, taco, goleiro e gol juntos. A cada dia que passa ele tem-se mostrado mais e mais eficiente. É o melhor no que faz. Smyth who? O cara foi pro Islanders e a única coisa que fez foi dar tristeza ao nosso amigo JJJ, e meu conterrâneo - apesar de ser de Sobral -, Mec.

Chelios leva porrada e volta pro gelo. Chelios lê a jogada e marca jogador que pode fazer algo pegando rebote. Chelios bate. Chelios leva. Chelios está na blue line. Chelios está no point. Chelios mostra-se, a cada jogo que a camisa 24, outrora de Bob Probert, está mais do que em boas mãos. Chelios volta na próxima temporada. Ponto.

Dominator Hasek. O gol que levou não foi sua culpa. O criss-cross dos Patos foi perfeito, deixando dois defensores na frente de Dom, sem que ele pudesse, nem em sonho, ver o passe que foi dado para o gol do adversário. Um snip shot perfeito, quem nem Dida, Taffarel ou adjacencias pegariam. Além do gol marcado, Hasek salvou alguns gols feitos e em varios estilos; NBA; viado quando briga; puta-que-pariu-,-que-porra-é-essa; valhei-me-Cristo; defenda-manch; aqui-não-,-violão; e N outras. Se esse cara não levar o Conn Smythe, a Liga precisa passar por sérias - eu disse sérias - reformas.

Além deles, vimos Lilja, o outrora espurgado defensor, jogando muitíssimo bem. Vimos Zetta com gol. Vimos Datsyuk dando olé e deixando Pronger no chão e, essa eu acho que ninguém viu, Carlyle dizando que se tem alguém pra culpar, esse alguém é o Getzlaf. Coitado. Eu quero mais é que se foda com um cacete de mercúrio cromo.

Próximo jogo domingo. O que esperar? Porrada. Muita porrada de ambas as partes. Depois da "briga" de Markov e Thorton, de Homer se pegando com Niedermayer, de Cleary com uns dois ou três e da vitória de hoje, a única coisa que resta pros Patos é dar porrada. E isso eles sabem dar. E a gente sabe levar, vide as duas séries anteriores e umas três ou 15 porradas que os jogadores deles deram nas paredes.

GO WINGS!

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Asas Vermelhas .vs. Patos

Não importa o esporte, determinados times crescem no decorrer da competição, atingindo o padrão de jogo e a confiança que os impulsionam a grandes campanhas.

É o caso do Detroit Red Wings nestes playoffs. Um time, de certa forma, desacreditado, que sofreu diante do Calgary Flames na primeira rodada, mais por erros próprios que por méritos do adversário — mas não se permite aqui encobrir as limitações dos Wings. Vitória em seis jogos naquela série, para enfrentar na seguinte o San Jose Sharks, inimigo ainda mais perigoso.

Os Sharks eram maiores, mais velozes e também tinham um grande goleiro. Um desafio muito maior que o Calgary. E mesmo atrás no placar por duas vezes na série, os Red Wings buscaram a virada e a vitória em seis jogos. Exceto os torcedores, ninguém apostava no Detroit.

Nas finais de conferência, o Anaheim Ducks. A cada rodada o adversário do Detroit é ainda melhor que o anterior. Os Ducks durante boa parte da temporada dividiram com o Buffalo Sabres a liderança da liga, mas como todo grande time que sobra durante a temporada regular, diminuíram o ritmo, porque pouco importava vencer 50 ou 80 partidas.

Nos playoffs, com o time desenhado para essa fase, os Ducks despacharam a retranca do Minnesota Wild e o defensivo Vancouver Canucks em cinco jogos cada.

O grande nome do time é Chris Pronger, um dos melhores defensores da liga e o maior jogador dos últimos anos em playoffs. Pronger estava no Edmonton Oilers que eliminou o Detroit no ano passado. Ele atua em média mais de 30 minutos por jogo e não é surpresa que seja o maior pontuador da equipe até o momento.

Pronger atua ao lado do veterano Sean O'Donnell, permitindo que o treinador Randy Carlyle escale na segunda linha o excelente François Beauchemin com o monstro Scott Niedermayer. Os dois também atuam por cerca de 30 minutos todas as noites. Ou seja, por praticamente todo o jogo os Red Wings terão um (ou dois) grande(s) defensor(es) pela frente.

Não bastasse a defesa invejável, os Ducks têm o melhor goleiro dos playoffs, Jean-Sebastien Giguere. Jiggy foi o grande responsável pela varrida dos Ducks sobre os Red Wings em 2003, tanto que recebeu o Troféu Conn Smythe por sua atuação nos playoffs. Seus números atuais são de dar inveja: 1,28 gol sofrido por jogo e 95,2% de defesas.

O ataque do time não tem a mesma excelência da defesa. Nesse aspecto possivelmente os Ducks sejam inferiores aos Sharks, por exemplo.

A primeira linha da equipe é formada por Chris Kunitz, Andy McDonald e o veterano Teemu Selanne. Um misto de velocidade, habilidade, força e experiência, que aliás caracteriza também a linha juvenil, composta por Corey Perry, Dustin Penner e Ryan Getzlaf. São duas linhas perigosíssimas que demandarão total atenção dos Red Wings. E como Nicklas Lidstrom é um só e deve marcar Selanne, o outro trio enfrentará possivelmente Chris Chelios.

Na linha defensiva do time está Samuel Pahlsson, finalista ao Troféu Selke, concedido ao melhor atacante defensivo da liga. Ao seu lado estarão Travis Moen e Rob Niedermayer. Pense nos anos gloriosos da Grind Line em Detroit. Esses caras dos Ducks estão nesse ritmo.

Se o jogo físico vier à tona, os Wings que se cuidem, porque o Anaheim foi o recordista de brigas na temporada, com imensa vantagem para os demais. Aparentemente qualquer um no time é capaz de derrubar as luvas e brigar, ao contrário do que se vê em Detroit.

Dito tudo isso, não há outro veredito: os Ducks são os favoritos.

Mas os Red Wings cresceram durante os playoffs. Sem dúvida jogaram melhor contra os Sharks que contra os Flames. E no ritmo que encerraram a última série estarão mais preparados amanhã do que em qualquer outro momento da temporada.

É certo que o cansaço será um fator a pesar contra os Wings, mas jogando com inteligência e explorando os pontos fortes do time, é possível encarar — e até mesmo derrotar — o adversário.

O grande responsável pela mudança de postura em Detroit é o treinador Mike Babcock, que gradualmente substituiu o estilo de posse do disco (puck possession) para o rifar-e-perseguir (dump-and-chase). Assim o time põe o disco na área adversária e batalha nas bordas por ele. Foi basicamente assim que o Detroit se sagrou três vezes campeão sob o comando de Scotty Bowman.

Ainda há para onde crescer nesses playoffs e o Anaheim é o adversário ideal contra quem o Detroit pode atingir o seu limite. E depois do que os Wings fizeram nas duas rodadas disputadas, não dá pra não acreditar nessa possibilidade.

Amanhã vamos escrever mais detalhadamente sobre o que é preciso para se caçar patos. Lidstrom leu o nosso guia e já começou:





Betterberg, Humbertuzzi, Fernandsson... enfim, um RED WING!

Horários da caça aos Patos.

Todo mundo já sabe, mas vou por também - horários de Brasília.

Jogo 1: 11 de maio, sexta-feira, 20:30h em Detroit
Jogo 2: 13 de maio, domingo, 20:30h em Detroit
Jogo 3: 15 de maio, terça-feira, 22h em Anaheim
Jogo 4: 17 de maio, quinta-feira, 22h em Anaheim

Caso necessário:
Jogo 5: 20 de maio, domingo, 16h em Detroit
Jogo 6: 22 de maio, terça-feira, 22h em Anaheim
Jogo 7: 24 de maio, 20:30h em Detroit

zeh.

GO WINGS!

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Começou a temporada de caça aos Dinos. Aos Patos é na sexta-feira.

"Yeah, baby! Yeah!"
Acho que Austin Powers estaria gritando isso após ler esta notícia: CHRIS CHELIOS VOLTA EM 2008!

Ken Holland anunciou oficialmente que Chris Chelios, nosso vovô de 45 anos, jogará, pelo menos, até os 46. E olha que ele reclama que joga poucos minutos por partida.
A justificativa do Jardineiro é que quer o Tiranossauros Chelios bem para essa corrida das duas finais que se aproximam.
"Eu falo com ele sobre o pouco tempo de gelo e menos trabalho e ele diz que estou errado e que vai mostrar pra mim nos treinamentos. E ele mostra.", afirmou Holland.

E já vimos que ele tem jogado bastantes minutos, principalmente com a saída de Schneider, e que, ao meu humilde olhar, ele é o principal candidato da liga ao James Norris Memorial e ao Conn Smyth, além de meter o cara na corrida pelo Lester B. Person.
Exagerado? Eu? Nada! Nicklas Lidstrom tá deixando a desejar, mas talvez ele roube o Vezina do Hasek, com aquela defesaça do jogo 6 contra o Seu José do Charque.

Voltando aos Dinos, o Jardineiro disse que Chelios é pouco. Ele quer Hasek de volta para a próxima temporada. Nós também.

Creio que, com o nome gravado mais uma vez na Stanley e o Vezina, Hasek não volta. Seria bom, mas... você arriscaria? Se bem que Osgood ainda é novo e dá um ótimo revesamento.

E, além dos Dinos, o Detroit Red Wings traz reforços novos: Igor Grigorenko.
O Central/Right Wing, que sofreu um acidente automobilístico há quatro anos, vem para o Grand Rapids Griffins e terá três semanas para mostrar o que pode fazer após a longa recuperação. Os números mostram que ele foi bom: 14 gols e 13 assistências, somando 27 pontos em 49 jogos na liga russa.

Agora é esperar pra ver o que ainda resta de força e disposição no time mais velho que ainda está na busca da Stanley Cup: o nosso Detroit Red Wings.

zeh.

GO WINGS!

terça-feira, 8 de maio de 2007

Só pra registrar.

Isso precisava de um post. Colocar a imagem ao lado é pouco.
Mas vai pra lá também. Próxima rodada teremos patos no gelo.
GO WINGS!

Sem palavras. Com números. A matemática do Detroit Red Wings.


40+13+44 +11+ 18+13+37+40+39 = 3.
96+5+23+20+51+23+39 = 3.
40+96+5+13+37+40+13+40+13+39 = 4.
37+93+24+37+13+24+39= 2.

12 gols em 6 jogos. 3 vitórias consecutivas. Matados 16 Power Plays seguidos.
2 gols Short Handed. 1 SO.

42 + 45 = 50. Esta talvez seja a conta mais correta do Wings, onde Hasek, 42, e Chelios, 45, somam 50 anos. 25 pra cada e tô exagerando.

Com a saída prematura de Schneider no jogo 5 (principal responsável pela vitória da equipe naquele jogo), o Detroit Red Wings percebeu que precisaria jogar. E jogou. Foi um vareio. 4 a 1 numa série como essa é quase tão humilhante quanto um 2 a 0 fora de casa. E nós sofremos isso, quando podíamos. Holmstrom, naquele jogo, foi o vetor dos gols. Hasek foi o vetor da defesa. Schneider foi o vetor da vitória.

E o que dizer do Samuelzinho? O Filho do Seu Samuel realmente me calou a boca. A pintura impressionista do primeiro gol foi impressionante. A paciência para movimento da última pincelada na tela preparada magistralmente pelo Johan Mula.
No segundo gol lembrei-me de Miró, o pintor espanhol que jogava tinta na tela. Um slapshot perfeitamente indefensável.

Chris Chelios, o melhor jogador no gelo. Aos 45 anos dominando a defesa, fazendo tudo como tem de ser feito e selando sua cartinha para os picas-grossas da NHL que ele não quer só a Stanley, mas o Conn Smyth também. Mostrando que tamanho não é documento e que se barba desse respeito, o bode não teria chifre.

Dominator Hasek. Se escrever algo sobre ele serei leviano. Ele não merece palavras. Merece muito mais que isso.

Foi bom ver Lebda de volta no gelo, mesmo que por pouco tempo, patinando como se não tivera problema algum no tornozelo. Isso nos dá um pouco mais de conforto, ainda mais sabendo que seu estilo é semelhante ao do Schneider e que este deu conselhos àquele, que ouviu tudo e, tomara, deve ter assimilado ¼, o que já é bastante.

Agora, pro Ron Wilson derrotar o Red Wings em play offs, só se for treinando nosso time. E isso só vai acontecer quando ele estiver jogando video-game ou algum simulador.

A verdade é que depois de apagar fogo e matar tubarão, encararemos o time mais barulhento da liga.

Acho que todos sabemos, se vocês não sabem saberão agora, que os patos e gansos são os melhores cães de guarda que existem. Nada passa sem que façam alarde. É isso que estão fazendo. Não eles, mas a imprensa e os torcedores. Mas, assim como são barulhentos, não são tão perigosos. Talvez não se aplique ao caso, mas vale a ressalva.
O pior já passou? Não. Parafraseando Kocur, cochicando ao ouvido do Big McCarty, "next one is better" (o próximo é melhor). E isso vale tanto para o time quanto para o doce sabor da vitória.

No mais, vamos descansar nossos corações por mais 72 horas e esperar o jogo 1 da série 3, esperando que façamos 1 a 0 na série.

Zehttebrega.



GO WINGS!

AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHH

Ron Wilson, vá comer merda!!!
Mais um motivo para odiar os Red Wings!

DETROIT RED WINGS, porra!

Camisa e tradição não se compra, se constrói!

Chuuuuuuuuuupa, Sharks!

Fernandesson (em homenagem aos suecos!)

segunda-feira, 7 de maio de 2007

Para fechar a série

A ansiedade é grande para o sexto jogo da série entre Detroit Red Wings e San Jose Sharks.

Até as 22h o dia vai se arrastar.

Enquanto isso, comentamos sobre o time.


Dominik Hasek: É por isso que ele é chamado de Dominador. Depois de aceitar aquele chute ridículo no começo do jogo 5, Hasek se emputeceu e fechou o gol. É impressionante a segurança que ele transmite ao time, mesmo que de vez em quando apronte alguma. Se os Wings vencerem hoje, será a sexta série vencida por Hasek em Detroit.

Chris Chelios: Outro fenômeno da longevidade. Com 22 anos eu não faria o que ele faz aos 45. E agora sem Mathieu Schneider, Chelios terá maiores responsabilidades (por exemplo, jogar em vantagem numérica) e mais tempo de gelo. O grego fez uma partidaça no sábado e nós confiamos 110% nele.

Schneider: A imprensa diz que ele está fora dos playoffs, mas Mike Modano jogou em 1999 com o pulso quebrado. Será que o pulso de Schneider está "mais quebrado" que o de Modano?

Brett Lebda: Lebda se machucou em 21 de abril e há poucos dias voltou a patinar. Segundo ele, estaria de fora por pelo menos um mês se fosse temporada regular. Hoje é 7 de maio. Será que dá?

Derek Meech: Se não der, Meech fará sua estréia em playoffs, possivelmente ao lado de Kyle Quincey, formando a dupla de garotos do Grand-Rapids Griffins. Os Wings costumam se dar bem com os jogadores trazidos do afiliado menor.

Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg: A nossa dupla favorita não marcou sequer um ponto fora de casa nesses playoffs. É hoje o dia da redenção!

Tomas Holmstrom: está lançado o pedido oficial para aposentadoria da camisa #96 em Detroit. É inacreditável o esforço e a dedicação de Holmstrom, o melhor jogador da liga naquilo que ele se propõe a fazer, lutar na frente do goleiro adversário.

Chega. Wings em seis.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Um. Dois. Três. Assuntos. Jogos. O Dois, talvez, seja o mais importante de todos.

Faz alguns dias que não venho por aqui. Na verdade, ninguém vem postar nada aqui. Eu peço desculpas, afinal faço parte da PEA brasileira.
Então, aqui vão umas atualizações para todos nós, fãs, seguidores, devotos, crentes, amantes, amadores, apaixonados, wing-nuts.


Assunto 1:
Há coisas, nós sabemos, que só acontecem no Detroit Red Wings, como Mike Baba Coco desfazer uma das melhores linhas da equipe, deixar Kyle Calder praticamente um jogo todo no banco, não saber o que fazer com Marinete Lang e mais algumas coisinhas.
A última, que veio à tona nesta sexta-feira, foi a renovação de contrato de Kirk Maltby.
O nosso caro e ilustre correligionário, o ex-batedor,
ex-criador-de-jogadas, ex-marcador-de-gols, ex-cara-mais-legal-do-time, renovou por mais três anos com o Wings, num contrato de 2,65 milhões de doletas. Maltby, aos 34 anos de idade e quase free agent, repetiu os números da temporada regular anterior (11 pontos e -9 no +/-) e tem apenas uma assistência no corrente playoff. Muito pouco para merecer tanto prestígio, salvo pela história.

Assunto 2:
Dominik Hasek tem feito uma série extraordinária contra o Seu José do Charque. Com defesas magníficas em momentos decisivos tem garantido que estejamos sonhando com a classificação para a final da conferência. Aos 42 anos, com certeza, ele está fazendo o que a diretoria da equipe esperava que fizesse. Embora com sua mania de defensor frustrado - espelhando-se nas participações de Lilja na temporada regular - Mike Baba Coco não se diz nervoso com suas saídas e completa dizendo que "ele é assim, não tem como mudar". Não tem. Mas é bom que tome mais cuidado.

Assunto 3:
Quem diria, não? Jogo 6 da série contra o Flames, faltando pouco tempo pra terminar em derrota, Marinete Lang empata para o Detroit e permite que Johan Franzen marque o gol da vitória na prorrogação. Ironicamente, o mesmo aconteceu na última quarta-feira, no jogo 4, numa jogada semelhante. Pela segunda vez (quase certeza disso) em todo esse playoff Marinete decidiu dar uma tacada rasteira, conseguiu empatar um jogo praticamente perdido faltando 33 segundos para o final da partida e permitiu que Mathieu Schneider marcasse o gol da vitória na prorrogação. Ironicamente, pensei a mesma coisa quando das duas tacadas "se for por cima, ele acerta o placar no center-ice". Não foi. Foi por baixo. 5-hole perfeito.

Assunto 4:
Conforme anunciado neste blog, por este que vos escreve, Homer voltou no jogo 4 contra o Seu José do Charque. E o que é melhor? Marcou gol faltando 4 segundos para o final do segundo período e deu o "momentum" à equipe entrar com tudo no terceiro. Homer, com certeza, foi o jogador chave no jogo 4, mesmo estando cego de um olho.

Bônus:
Brett Lebda voltou a patinar hoje à tarde. Não se sabe quando volta. Talvez no jogo 1 contra os patos do Ducks, já que não teremos jogo 7 na semi-final.


zeh.

GO WINGS!