sábado, 26 de abril de 2008

Embalos de sábado à tarde.

Queridos jovens mancebos e mancebas do meu Brasil varonil, enquanto escrevo este recadinho do coração para vocês escuto Take Five, uma das peças mais maravilhosas já compostas por um jazzista norte-americano branco (Paul Desmond), interpretada pelo Quarteto Fantástico: encabeçado por Dave Brubeck no piano, cuja história de vida daira roteiro de cinema, Paul Desmond no sax, Eugene Wright no baixo e Joe Morello na bateria, fazendo um dos solos mais transcedentais da historiografia da música mundial.

- Tio zeh, pra quê tanta informação inútil?
- Pequenos, nenhuma informação é inútil. O conhecimento é a base para a vida.

Portanto, ao falar dessa música com métrica de cinco tempos (por oito contra-tempos) estou introduzindo uma peleja tão complicada quanto. Não tão complicada quanto a vida de Dave Brubeck, que não lia partituras e não gostava dos métodos de ensino e quase foi expulso da escola por isso. Dave era soldado do exército e serviu quatro anos. Um belo dia ele estava numa daquelas tavernas onde as freiras e voluntárias tocavam música para os combatenteses. Foi no dia que a pianista faltou. Então, quando perguntaram se alguem na platéia sabia tocar piano, ele se prontificou a ir ao palco e foi proibido de ir ao front com seu pelotão para ficar entretendo os outros soldados com sua música.

Ao falar deste clássico, senhoras e senhores, estou introduzindo o solo de Joe Morello. Um solo que varia de 5/8 pra 8/5 e você não percebe.

Ao falar deste clássico, meninos e meninas, estou dizendo que a partida de hoje, pautada em toda a história desses dois esquadrões, será uma exibição de alguns dos melhores atores que já atuaram em suas respectivas qualidades.

Teremos Steven Lidstrom Seagal na defesa do Detroit Red Wings, como o mestre da calma e concentração para fazer coisas impossíveis e Rambo Foote na defesa do Colorado Avalanche, dada sua garra e instinto selvagem.

Teremos Alfred Lilja Hitchcock na defensa do Detroit Red Wings, como o mestre dos filmes de suspense, e Joe L. Jackson Sakic no ataque do Colorado Avalanche, dada sua capacidade de atuar muito melhor em thrillers que em comédias.

E, mais importante, teremos Johan Spencer Franzen e Terence Holmstrom Hill, os astros de "Eles Me Chamam Trinity", na frente do gol de Jim Theodore Carrey e Jeff Budaj Daniels, astros(?) de "Debi & Loide".

Hoje o jogo é de Hollywood.

"Bring your children. We have entertainment for all the family".


zeh.

GO WINGS!

7 comentários:

Dallas James Drake disse...

Johan Spencer Franzen e Terence Holmstrom Hill.
Ídolos²²!! ahahha

E esse post mostrou que não entendo porra de nenhuma de música...

DALE WINGS!!

Marcelo Constantino disse...

BELÍSSIMA apresentação dos Red Wings! Como há muito eu não via nos playoffs.

Felipe Marques disse...

grande jogo dos RED WINGS hj!!!!!
isso aew...


pra mim essa série vai ser fechada em 4a0 com tranquilidade ou então nun 4a1 como eu esperava...

GO WINGS GO!!!!!!!

Eduardo Costa disse...

MÁQUINA!
EU JÁ SABIA :)

Rodrigo disse...

Putz Zeh, então vc gosta de Jazz, cara. Jazz é meu nick, é meu som. Quando vi este post seu pensei, caramba, essa história é linda. Eu tenho este cd e tenho tb um cd que adoro, e escrevo ele aqui para continuar sua lista de clássicos. Creio que vc conhece um dos mais lindos do jazz também, Kind of Blues com a maravilhosa formação: Miles Davis, trompete; Julian "Cannonball" Adderley, sax alto;
John Coltrane, sax tenor;
Bill Evans (Wynton Kelly), piano;
Paul Chambers, contrabaixo.
Tocando a inesquecível So What. Caramba, Jazz e Wings, é paixão demais pra um só dia.

Flávio zeh de Moura disse...

infelizmente nao conheço, rodrigo...
quem sabe um dia

TatuMestre disse...

Armando Nogueira não consegue fazer um texto épico destes! \o/

Amem Bud Spencer e Terence Hill! :-D