Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Com vocês, Mitch Albom.

Senhoras e senhores do meu Brasil varonil.

Desta vez venho trazer a tradução autorizada do "reprint" da coluna de Mitch Albom no Detroit Free Press (www.freep.com) de 27 de março de 1997, sobre um dos maiores, melhores, mais marcantes e inesquecíveis jogos do Detroit Red Wings de todos os tempos.

Dado o interesse na comunidade Detroit Red Wings Brasil pelo 4o. jogo entre Detroit Red Wings e Colorado Avalanche naquela temporada regular e, coincidentemente, a coluna tendo sito "repostada" no site, no último dia 27, além de todos os rumores sobre a volta do BigMac ao Wings entrei em contato com Mitch Albom e pedi sua autorização para traduzí-la.

Prontamente fui respondido. Com uma humildade incrível, Mitch pediu que os creditos fossem dados à Freep.com, e assim está feito.

Aproveitem.

"Flashback de Mitch Albom: A maior briga de McCarty e a maior revanche do Wings.

Darren McCarty nunca mais vai pagar por uma refeição em Detroit. Em dois momentos explosivos que encarnam tudo o que há de certo e errado no hockey, McCarty fez uma inesquecível diferença nesta temporada do Detroit Red Wings.

Comecemos pelo começo, no final do primeiro período de quarta-feira (26 de março de 1997), quando ele se afastou do juiz de linha e nocauteou Claude Limeux, do Colorado.

Lemieux caiu de joelhos, os fãs pularam, e você poderia dar adeus a qualquer possibilidade de um jogo normal nessa noite. Era Noite de Luta na Joe Louis Arena. E McCarty não se deu por satisfeito. Ele surrou Lemieux de novo com o punho esquerdo e, quando Lemiux se agachou, segurando seu rosto ensangüentado, McCarty o segurou pela nuca com uma mão e bateu repetidamente com a outra, dando socos que pareciam ter a força de todo o estádio.

Antes de terminar, McCarty ainda arrastou Lemieux, tonto e ensangüentado, até o banco do Wings – como um homem das cavernas arrastando sua presa para a porta da caverna, mostrando para os parceiros. Só faltou McCarty bater no peito e fazer o grito do Tarzan.

Mas, com isso tudo, quem perceberia? O jogo se transformou em ataques que fizeram o gelo da JLA parecer as eliminatórias de um campeonato de brutamontes.

Além de Peter Forsberg e Igor Larionov – dois dos mais não-violentos e criativos jogadores do hockey – estarem rolando como em brigas de colégio, além das estrelas Brendan Shanahan e Adam Foote dançando tango com músculos, mas – e isso não é um exagero – os dois goleiros estavam se matando no centro do gelo.

Os goleiros? Sim. Patrick Roy e Mike Vernon, possuídos pelo espírito violento, agora estavam dançando sob camadas dos seus equipamentos, pads desajeitados, calças frouxas e molhadas enquanto eles batiam, socavam, apertavam, empurravam e arranhavam um ao outro. Estranho? Era como assistir a uma luta de sumo numa pilha de roupa suja.

Os goleiros?

Hockeytown, certo?

Isso foi o que a quarta-feira foi a maior parte da noite, não uma exibição entre os dois melhores times do hockey, não uma nova partida entre os finalistas da Conferencia Leste, mas um jogo em que você não conseguia ver dois minutos de patinação sem ver cinco minutos de pancada, giros, juramentos, sangramentos, tapas, gritos e um número sendo levado para o penalty box.

E, é claro, o jogo foi totalmente mudado. Não é por acaso que um gol foi marcado antes de McCarty socar Lemieux e seis gols foram marcados nos 21 minutos seguintes. Você tende a se desconcentrar quando seu rosto está cheio de curativos.

“Nos dois primeiros períodos, ganhar o jogo parecia totalmente irrelevante”, admitiu o capitão do Red Wings, Steve Yzerman.

Mas dá pra alguém ficar surpreso? Fãs em Detroit esperavam pelo jogo da quarta-feira como adolescentes esperam pelo próximo “A Hora do Pesadelo” estrear. Eles queriam a revanche pela noite sangrenta na temporada passada, quando Lemieux pegou Kris Draper e o “apunhalou pelas costas”, jogando contra a parede, quebrando sua mandíbula. Isso não tem nada a ver com hockey e tudo a ver com força bruta, presunção e sentimento de ninguém pode com a gente, bicho, não se meta com a gente, bicho, a gente vai te quebrar, bicho.

Vocês me desculpem se eu não estou impressionado. A noite toda eu fiquei vendo zooms no telão, de crianças na arquibancada assistindo a essas lutas, vibrando e rindo. E vivendo numa cidade onde, nas últimas duas semanas, nós enterramos meia-dúzia de crianças por conta de uma violência sem sentido, eu não me impressiono mais com derramamento de sangue. Eu perdi o gosto de ter orgulho de ver alguém brigar e dizer que isso é um tipo de vitória pra mim.

Mas se é isso que a turma da NHL quer, é o que têm. Isso sempre foi onde o hockey cai de jeito da montanha dos grandes esportes e aterrissa em algum rink de Saskatchewan. Faça o que McCarty fez na NBA, na NHL ou na MLB, e será suspenso imediatamente.

No hockey? McCarty estava de vota brigando no segundo período. Bem como todo mundo. Quando o jogo acabou, haviam 39 penalidades e brigas demais pra listar, quem quiser que se lembre. Em um ponto, Aaron Ward e Brent Severyn brigaram, Severyn foi despido até a cintura, peito nu, parecendo um lutador de 1890.

Ah, sim. O Wings ganhou na prorrogação.

Precisei de todos esses parágrafos pra chegar aí.

A melhor revanche

Mas não deveria. Porque aqui está a melhor parte da noite de quarta-feira, quando o jogo voltou à sanidade, quando as brigas pararam e o sangue secou, voltou a ser sobre patinação, passe, checks legais e defesas. E isso foi sob a luz dos holofotes mais altos que o Wings reagiram de um déficit de 5-3, empataram o jogo num wraparound, e encurralaram, perseguiram e levaram o Avalanche ao limite.

E finalmente, aos 39 segundos da prorrogação, McCarty veio direto pela esquerda, Shanahan o viu, fez um passe perfeito atravessando o gelo, na frente do gelo até o taco de McCarty. Instintivamente ele atirou o puck para atrás de Roy, a luz vermelha acendeu, a torcida explodiu e o Wings teve sua primeira vitória sobre o Colorado desde o jogo 5 das finais da temporada passada, 6-5.

Agora essa é a melhor revanche.

“É uma grande rivalidade, não é?” McCarty jorrava no vestiário, cercado por repórteres. “Todo mundo envolvido... cara, isso é hockey do bom!”

McCarty tinha saltado nos braços dos seus companheiros de equipe depois do gol. E, quando viu Draper, deu um abraço longo.

“Mac é um jogador da equipe e ele queria mostrar isso pra mim,” disse Draper. “Eu nos considero melhores amigos e eu fiquei feliz por ele ter feito o que fez por mim.”

“Então você considera que o caso Lemieux está encerrado?” perguntaram a Draper.

Ele parou. “Claro. Eu gosto de encerramentos. Se isso é um encerramento, então foi perfeito.”

O leitor honesto vai admitir que o quê McCarty fez com Lemieux foi tão feio quanto o que Lemieux fez com Draper. Mas os esportes, raramente, giram em torno da honestidade e sim da parcialidade. Então, você vê Draper e McCarty e talvez, mesmo sem querer, você sorri.

“Cara, isso é hockey do bom,” McCarty disse novamente.

Você não pode esconder a emoção, mesmo que você argumente com a metodologia. Em uma noite, McCarty lutou contra demônios e ouviu anjos cantarem.

Fique com o que achar melhor."


zeh.


Go Wings!

Subindo aos céus!

Os jornais de Detroit informam a notícia do ano: Ken Holland ofereceu a Darren McCarty um contrato de 25 jogos com o Grand-Rapids Griffins.

Isso significa que McCarty subirá da International Hockey League, uma espécia de terceira divisão, para a American Hockey League, ou segunda divisão, e estará MUITO mais perto de voltar a vestir a sagrada camisa branca e vermelha do Detroit Red Wings.

Espere pela arena dos Griffins lotada para ver o eterno ídolo em ação.

McCarty ainda não respondeu, mas tudo leva a crer que ele aceitará a oferta.

Ele adoraria jogar pelos Red Wings novamente. O prazer seria todo nosso.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

McCarty: imortal

Há alguns dias acrescentamos a foto de Darren McCarty no menu lateral.

Também estão presentes os números de McCarty na temporada, em seu retorno ao hóquei no gelo, atuando pelo Flint Generals da IHL.

É a nossa forma de apoiar o eterno ídolo de Detroit.

O Detroit Free Press trouxe um especial com o jogador, que o blog reproduz os links.

Sugestões de leitura:

FROM GRIND TO GRACE: Ex-Wing Darren McCarty tries to find himself and his career again
O retorno de McCarty como homem, pai de família e jogador

MITCH ALBOM FLASHBACK: McCarty's greatest fight and the Wings' greatest payback
A história noite de 26 de março de 1997

MAC'S LETTER: McCarty's letter to fans as he left Detroit: Don't shed a tear
A carta de despedida e agradecimento de McCarty

TOP FIVE: The Red Wings' best all-time enforcers
Os cinco maiores brigões da história dos Wings; McCarty é o segundo.

Darren McCarty: O #25 do Detroit.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Fuuuuum... Que cheiro é esse? É um caminhão de merda que tá vindo!

Bem, senhoras e senhores do meu Brasil varonil,

é com imenso desprazer que trago até vocês uma notícia mal-cheirosa: daqui a pouco a gente vai ter problema de dinheiro!

Sim! A crise econômica que tem tirado os torcedores da Joe Louis Arena e forçado promoções mirabolantes para o preço dos ingressos se está alastrando para os escritórios dos dirigentes! Não! Eles não estão lisos como nós, aí é que está o problema. É tanto dinheiro pra tanta gente que tem gente que merece mais e não vamos ter como dar.

Vamos direto ao assunto? Vamos.

Até a temporada de 2003-04, antes da pausa para o teto salarial ser imposto na NHL, o Detroit Red Wings dava-se ao luxo de gastar toneladas de dinheiro para que fossemos a grande potência que fez-nos apaixonar por ele. Por toneladas de dinheiro entendam 28 milhões de verdinhas para Sergei Fedorov na temporada 97-98.

Porém, crianças lindas do meu coração, tá chegando a trade deadline e a gente precisa saber o que fazer com Dan Cleary.

O bravo jogador de 29 anos está prestes a virar UFA (unrestricted free agent), o que significa que ele pode ir pra onde bem entender. Acontece que o coitado recebe 662,5 mil dólares por temporada e está com 37 pontos (19 gols) em 49 jogos. Qual o tamanho da merda? Um toletão de mamute!

Patrick Televisores Sharp, do Blackhawks, de 26 aninhos, renovou contrato por mais quatro temporadas pela bagatela de 15,6 milhões de dólares. Um argumento em tanto para o cara que apita nos contratos do Danny.

A questão é que, além do Cleary, Lilja — que admito estar um tanto menos ruim que temporada passada — também vai virar UFA. A intenção do Jardineiro é que ele renove por mais duas temporadas por um salário na casa de 2 ou 2,5mi.

"Tio zeh, ainda não entendi o problema. Dá pra ser mais claro?"

Dar eu não dou, mas serei mais claro: renovando, por exemplo, com esses dois carinhas, a gente vai ficar sem teto. O que isso significa? Adeus Marian Hossa! Seja feliz, nem que seja na puta que te pariu!

Em outras palavras: se for pra trazer Marian Hossa, Big Mac de volta e ficar com Cleary e Lilja, alguém vai rodar.

Tudo bem, Hasek, Drake e Chelios (não tenho tanta certeza) vão sair do time, mas, mesmo assim é uma situação meio indigesta.

O caminhão tá chegando. Vamo ver se o Jardineiro consegue arborizar nossa rua e que o fedor passe longe.

Go Wings!

zeh.

-

EDITADO: (por Humberto)

A pedido do zeh, complemento o post.

Os Wings ainda estão cerca de $ 5 milhões abaixo do teto salarial, o suficiente para trazer no dia limite de trocas qualquer jogador da liga — quando, proporcionalmente, restará pouco salário a pagar.

Para o próximo ano, são aproximadamente $ 13 milhões disponíveis. O que eu vejo como prioridade é a renovação de Valtteri Filppula, que deve receber um módico aumento de uns 200% sobre os 850 mil atuais.

Filppula será agente livre restrito, não irrestrito, o que garante a sua permanência em Detroit — a menos que outro gerente geral retardado como Kevin Lowe, do Edmonton, faça uma proposta indecorosa e espere uma resposta de Holland. Outros na mesma situação são: Jimmy Howard, Kyle Quincey e Jonathan Ericsson.

Entendo que para o lugar de Lilja temos substituto imediato, que seria Quincey ou até mesmo Ericsson. Uma defesa com Lidstrom, Rafalski, Kronwall, Lebda, Meech, Chelios e um dos garotos estaria de bom tamanho.

Vejam que já estou contando com Chelios, porque ele declarou que pretende jogar até os 50 anos de idade, se possível. Então entendo que os Wings vão renovar com ele, para continuar como mentor dos garotos e especialista em matar penalidades.

Neste cenário, Lilja é dispensável.

Quanto a Dan Cleary, esse sim é uma grande incógnita. Porque se almejar o salário nível Sharp, certamente deixará Detroit, cidade onde finalmente demonstrou parte do que se esperava dele quando recrutado na primeira rodada pelo Chicago Blackhawks.

Os Wings simplesmente não podem pagar uma fortuna por Cleary porque Henrik Zetterberg e Johan Franzen serão UFA no ano seguinte. Espere para Zetterberg um salário do calibre de Pavel Datsyuk (ou seja, no mínimo 6,7 milhões).

Então Cleary terá uma difícil escolha a fazer: aceitar a proposta dos Wings, possivelmente abaixo do que o mercado pagaria, ou rumar em direção a algum time de menor potencial que o nosso (ou seja, qualquer um dos outros 29).

Quanto a Downey e Drake, imagino que ambos deixem a equipe, mas o segundo com alguma chance de receber outro ano de contrato. Simplesmente não vejo Downey seguindo carreira em Detroit porque nos últimos anos nenhum intimidador dura tanto tempo por lá.

Em relação a Dominik Hasek, acredito que ele se aposente. E aí teremos uma folga dentro do teto salarial, porque o Dominador tem 2 milhões de bônus além de seu salário.

No fim das contas, tudo isso é especulação prematura, porque ainda estamos em janeiro e o mundo poderá mudar 317 vezes até amanhã. E o teto salarial subirá bastante, em virtude do aumento do faturamento da liga.

Rapidinhas: adoraria, mas duvido muito que Hossa ou McCarty venham para Detroit.

Mas em Holland eu acredito!

Humberto.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Apresento-lhes minha produção reprodutiva.

Jovens mancebos e mancebas do meu Brasil varonil,

não sei quando, por quê, onde ou como li uma matéria em algum desses nossos correspondentes around the world (freep.com, detnews.com, mlive.com, nhl.com, seilaoque.com) e concordo, de certa forma, com o postado pelo estagiário. "O Detroit Red Wings ilude os torcedores". É mais que óbvio, não? Nós temos a certeza que nosso time é como a Dercy Gonçalves: nunca vai morrer.

Em outras palavras: somos os melhores e a gente se acostumou com isso. O que é uma merda! Sim! É uma merda grande. Não tem emoção alguma. A gente sabe que o time vai ser campeão do Presidents de novo e que os Play Offs vão ser uma merda. O que é uma merda!

Como nosso estagiário disse, qual é a graça? Nenhuma!

Olha só... o Todo Glorioso nunca perde e, quando perde, como ficamos? Boquiabertos com tamanha incompetência de 350 jogadores de linha e 54 goleiros se revezando. Não! Ficamos com raivinha e chateadinhos.

É claro, pô. Pensa aí: você tá andando na rua e acha uma foto de sogra. R$ 50,00 sem esforço. No dia seguinte você acha outra. E passa um mês nessa putaria. Aí, de uma hora pra outra, você começa a achar contas. E passa três dias nessa putaria. Aí, quando encontra mais uma foto da onça, não é o bastante pra pagar conta. Sacou?

Não seria melhor alternar? Eu acho. Num dia você encontra uma conta, daí acha duas fotos de sogra, depois mais umas três continhas e umas tantas fotos da véia. Resultado? Você chega no final do mês com saldo. Ou seja, chega ao final da temporada regular em quarto ou quinto, todo mundo tá pouco se fodendo pra ti e consegue vencer cada adversário que aparecer. Afinal, o que é um peidinho pra quem já tá cagado? A versão spray.

IRMÃO! O que quero dizer é que não é por termos levados 13 gols em três jogos que o mundo tá perdido. Deixe esses frescos nos fazerem raiva, perder a liderança da Liga e da conferência, chegarem putos das vidas nos Play Offs e destruir com quem passar na frente.

Mas, por favor, contenham seus coraçõezinhos cheios de ódio e dai força pro Timão.

GO WINGS!

zeh.

sábado, 12 de janeiro de 2008

O All-Star Game é hoje.

Sim, senhoras e senhores do meu Brasil varonil, o calendário da temporada está errado e o Jogo das Estrelas será hoje à noite, em Ottawa, Canadá. E se cana dá, imagine o resto.

Hoje, dia 12 de janeiro de 2008 , os líderes das conferências do Leste e do Oeste se enfrentam pela primeira e última vez na temporada regular, na provável prévia das finais da Stanley Cup '08-09.
Os visitantes, Detroit Red Wings, vêm com (33-8-4 e 70 pontos) e os anfitriões, Ottawa Senators, com (28-10-4 e 60 pontos).

Discussões têm sido comuns, entre os torcedores de ambas as equipes, principalmente falando das linhas maravilhosas que cada uma delas têm. De um lado: Henrik Zetterberg - Pavel Datsyuk - Thomas Holmstrom (que já foram divididos, mas serve como referência); do outro: Dany Heatley - Jason Spezza - Daniel Alfredsson (divididos ou juntos, ainda como referência.

E, pra queimar minha língua, quem vai pro Jogo das Estrelas é Dominik Hasek - por conta do rodízio das placas de carro, entende? Um dia joga gente com final 0 e no outro joga com o final 9. Hoje é dia deste, que vem de dois ShutOuts seguidos e, pra torrar minha língua, tá jogando espetacularmente bem.

Não posso falar muito dos oponentes, mas, pelos números, hoje é o grande dia das nossas vidas. E por nossas entendam da gente ou deles.

E que vençam os melhores. E, mais uma vez recorrendo aos números, o jardineiro é Ken Holland e os melhores somos nozes.


Go Wings!



zeh.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Wings no JDE

Eu iria esperar mais uns dias pra tocar neste assunto, principalmente porque o blog está muito movimentado recentemente.

Mas após ler o post de Jamie Samuelsen em seu blog, exaltando a façanha de ter quatro jogadores dos Red Wings no JDE e ainda o treinador, não me contive.

Sinceramente... eu quero que o JDE vá pra puta que pariu. E, acima de tudo, gostaria mesmo que os jogadores dos Wings estivessem em suas casas, descansando, recuperando as energias para o restante da temporada e playoffs.

É óbvio que o risco de contusão em JDE é mínimo, mas sempre existe a possibilidade de um escorregão ou de uma contusão muscular, daquelas estilo Romário.

JDE, pra mim, é um grande risco. E infelizmente teremos quatro representantes na festa, além do treinador.

Que Yzerman cuide da saúde de Henrik Zetterberg, Pavel Datsyuk, Niklas Lidstrom e Chris Osgood!

E você, amigo leitor, o que acha? Comente!

Goleiros e ex-goleador

Este blog é assim mesmo. Às vezes passamos dias e dias sem postar, para de repente vomitar um monte de asneiras aqui diariamente.

O zeh citou o Daniel Larsson, que é goleiro, tem 20 anos e foi recrutado em 2006, com a 92.ª escolha geral. Larsson atua pelo Djurgarden da Suécia e o Detroit enxerga nele um novo Henrik Lundqvist.

Mas falando em goleiros, ontem Chris Osgood foi convocado para o Jogo das Estrelas, atendendo ao pedido — e a previsão — de Cauê Haywire Reymond, nosso ex-postador em atividade. A montanha-russa de novidades na vida de OsGreat incluiu, em poucas horas, um novo contrato de três anos, a convocação para o JDE e uma avalanche (odeio essa palavra) de gols na derrota nos pênaltis para o Minnesota Wild.

E desde já fica oficializado este blog como Goleiros dos Red Wings Brasil, porque aqui a gente só fala desses mascarados...

Jimmy Howard foi eleito o goleiro do mês de dezembro na AHL. Em 13 jogos, ele defendeu 93,9% dos chutes e sofreu 1,72 gol por partida, vencendo sete e perdendo cinco, além de uma derrota no OT/SO.

Howard também foi convocado para o Jogo das Estrelas da AHL, junto de Jonathan Ericsson, nosso defensor monstro que dá dois de altura do zeh.

Por último, e menos importante, Igor Grigorenko faz uma temporada de merda na Rússia. Mesmo na melhor equipe da competição (Salavat Yulaev), Grigorenko marcou apenas um gol e duas assistências em 13 jogos. No entanto, ele finalmente está em forma e se diz disposto a retornar a Detroit em setembro próximo para tentar novamente.

Os Wings estão apoiando o jogador e prometem renovar seu contrato. Até quando?

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

A volta dos que não foram. A ida dos que já foram. A estada dos que estão. O regresso do progresso.

Sim, senhoras e senhores: eu voltei!

Não sei até que ponto isso é positivo para vocês, jovens mancebas e mancebos sedentos de informações, impressões e depressões sobre o melhor time da NHL nesta temporada - e de tantas passadas - o meu, o seu, o nosso Detroit Red Wings.

Talvez pela minha longa ausência (por conta de uma viagem que tive fazer às Filipinas, Nicarágua, Índia e Sri Lanka), finalmente nossos corroboradores resolveram sair do armário e postar umas duas ou três baboseiras por aqui. Todavia, porém, contudo, no entanto e, por último, mas não menos importante, EU, zeh, sou o chefe do besteirol e tratarei dos nossos assuntos sérios com a maestria que só eu tenho: absolutamente nenhuma.

Vamos aos lugares comuns? Vamos. E eu não estou falando de cinema, caminhadas no parque ou na casa da vovó pra comer arroz com piqui e lentilha. Estou falando da nossa tão famosa sala de jantar, onde assistimos à emocionante novela mexicana, dirigida por um canadense, estrelada por um tcheco e outro canadense, que se desenrola no meio dos Estados Unidos da América: Goleiro Tropical, que mostra a semi-eterna e duradoura Dominator Risadinha Hasek contra O Mágico de Ozzie.

Nos últimos capítulos vimos que nosso herói tornara-se ex-herói. Hoje, o Risadinha já é futuro-herói de novo. Meio mundo e meio sabe que eu não vou muito com a cara de goleiros titulares. Assim foi com Ozzie, quando o era. Assim foi com Hasek, quando o era. Só não com Manny, mas não falemos dos meus casos de amor platônico. Deixe-mos isso para "www.segredinhosdozeh.com" (onde contarei todas as minhas desventuras).

"Ei, zeh! Hasek é titular!", gritou um pequeno gafanhoto na cadeira enquanto lia o parágrafo anterior.

Já sabendo dessa ansiedade pueril da juventude dos adolescentes quase adultos, eu já me defendo: "Titular é o Lidstrom, o Datsyuk, o Zetterberg, o Holmstrom, o Hudler, o Samuelsson, o Franzen, o Filppula e a puta que te pariu!".

Claro, senhoras e senhores. Claro que o Hasek não é titular. Babcock mostrou isso e já disse isso. Segundo fontes fidedígnas, veremos o número 30 e o 39 alternando-se na área azul a cada jogo. Pode ser exagero, mas é mais ou menos isso.

Ozzie OsGod tem 23 jogos (19-2-1), Risadinha tem 22 (14-6-2). Como que o titular joga menos? Expliquem-me! "Ele se contundiu". Problema o dele. Mesmo porque esquentou banco por uns três ou quatro jogos antes de voltar.

O "reserva", que jogou mais que o "titular", vai pro All-Star Game. O outro não.
O "reserva", que é líder da liga em defesas e média de gols sofridos. O outro não.
O "reserva", está entre os cinco goleiros com mais vitórias na temporada. O outro não.
Por isso não vou com a cara de titulares.

Hoje, conversando com o Cauê Haywire Abrão, citei nosso amigo e colega Pedro Juán Fernandes, o Beto, nosso maior vibrador quando o assunto é prospectos.

Próxima temporada, se Deus quiser, Nossa Senhora permitir e ele se tocar, Risadinha vai se aposentar e vai deixar o Todo Poderoso. Ozzie (só pra ser chato, vou repetir), que renovou o contrato por mais três anos, vai estar lá, firme e forte, fazendo borboleta no nosso gol. Aí teremos um titular, pois o Molho de Pimenta Jimmy Howard, se jogar 20 jogos na próxima temporada vai ser muito.

Não duvido que Papai Noel me ouça e traga a Copa Stanley esse ano para nosotros. Então seremos, mais uma vez, um back-to-back champions na temporada '08-'09.

Voltando aos goleiros e à citação de Boberto, depoooooooooooooooois, mas assim... umas quatro ou cinco temporadas depooooooooooois, talvez, tenhamos um carinha que nasceu quando eu iniciei minha vida sexual: Daniel Larsson - O Filho do Lars.

Esse moleque, nascido em 1986 (na época eu tinha 5 anos de idade), vem sendo apontado como o futuro Barril de Gatorade do Wings. Nada, ou quase isso, passa por ele. E o que é mais legal? Ele não joga borboleta. Joga em pé. Quantos goleiros fazem isso hoje em dia? Eu não tenho certeza, acho que uns três.

Em outras palavras: estamos bem servidos de goleiros hoje, amanhã e depois. Ah! E depooooooooooooooooooois também. Ou seja, a novela, meus amores, não vai acabar tão cedo. As 10 temporadas de Friends vai perder feio para as, no mínimo, 15 que teremos da novela Goleiro Tropical.

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Justificativa do título deste post: A volta dos que não foram. A ida dos que já foram. A estada dos que estão. O regresso do progresso.

- A volta dos que não foram: Eu voltei, mas não fui pra nenhum dos lugares que escrevi acima;
- A ida dos que já foram: Ozzie foi convocado para o All-Star Game (3a. aparição de Deus no jogo astrológico);
- A estada dos que já estão: A atual situação dos nossos goleiros;
- O regresso do progresso: Nossos vindouros anos e positivas perspectivas sobre nossos carregamentos de isotônicos para por na frente do gol.


zeh.

Uma incógnita e outra certeza

A certeza

O Detroit Red Wings confirmou ontem a renovação de contrato do goleiro Chris Osgood por mais três temporadas. Osgood permanecerá em Detroit até os 38 anos de idade.

Pelo que vem jogando nesta temporada, talvez o melhor hóquei de sua vida, Osgood merecia a renovação, mas eu entendo como um "negócio de risco" a extensão por tão longo tempo.

Veja bem: ele pode voltar a ser aquele Osgood a qualquer minuto. E aí carregaremos um goleiro não confiável de US$ 1,42 milhão por temporada. De qualquer forma, este é o pensamento pessimista. Porque Osgood pode se manter neste nível e confirmar-se como mais um grande "roubo" de Ken Holland, o melhor gerente geral da NHL.

Certo é que Dominik Hasek deve se aposentar ao fim desta temporada e Jimmy Howard seria incorporado definitivamente ao time. Se confirmada toda a expectativa em cima de Howard, Osgood ocuparia a posição de goleiro reserva e mentor do garoto.

A incógnita

Impressionante como a mídia local tem comentado o retorno de Darren McCarty ao hóquei, demonstração clara de que a cidade de Detroit ainda é devota de McCarty.

E mais: uma simples aparição na IHL (terceira divisão, em outras palavras) já é vista como tentativa de retorno à NHL.

McCarty passou semanas em uma academia recuperando a forma física até ser liberado pela NHL para atuar pelo Flint Generals, time de co-propriedade de Kris Draper (o melhor amigo de McCarty nos gloriosos anos).

Em sua estréia ontem, McCarty não pontuou, deu dois chutes a gol e teve -1.

Os Red Wings já anunciaram que através da comissão técnica do Grand-Rapids Griffins (AHL, segunda divisão) estarão observando o jogador e que caso ele seja bem sucedido, será contratado pelos Griffins. O motivo maior, claro, aumentar a venda de ingressos.

Eu sou admirador irrestrito e devoto convicto praticante de Darren McCarty. Inclusive acredito que este blog deveria ter uma imagem de McCarty em seu menu lateral.

Volta, BigMac!


Atualizado

Ainda não tinha percebido, mas as histórias de Osgood e McCarty rendem um belo paralelo, em que eu poderia forçar um final feliz.

Osgood era muito querido em Detroit (bicampeão da Copa Stanley, reserva em 1997 e titular em 1998) e tornou-se dispensável com a chegada de Hasek em julho de 2001. Os Wings o colocaram na desistência e ele perambulou por NY Islanders e St. Louis Blues, até retornar a Detroit para continuar sua história com a equipe e perceber que boa parte dos fãs ainda o adoram.

McCarty é ídolo em Detroit (tricampeão da Copa Stanley, com o gol da vitória em 1997) e com a adoção do teto salarial tornou-se um peso excessivo na folha salarial da equipe. Teve seu contrato rescindido e acabou contratado pelo Calgary Flames. As contusões o limitaram a poucos jogos na temporada 2006-07 e agora o jogador reinicia sua carreira na terceira divisão do hóquei.

Por que não imaginar o retorno de McCarty, a Joe Louis Arena lotada, um jogo contra o Colorado Avalanche e o gol da vitória? Seria a glória eterna, mais um roteiro que nem Hollywood seria capaz de escrever sobre esse mito!


Atualizado 2

Para quem quiser acompanhar a saga de McCarty pela IHL, acrescentei links para a International Hockey League (IHL) e o Flint Generals no menu ao lado.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

No meio do caminho

O Detroit Red Wings disputou 41 partidas na temporada regular. Venceu 30, perdeu 11 (sendo três na prorrogação/pênaltis), conquistando 76,8% dos pontos disputados. Projetando estes números para a segunda metade da temporada, encerraríamos nossa participação com 60 vitórias e 126 pontos, o Troféu dos Presidentes e todo o favoritismo para a conquista da Copa Stanley em junho.

E não há dúvida de que o Detroit é um dos favoritos, não só pela campanha, mas pela clara diferença entre a equipe atual e aquelas que também faziam sucesso na temporada regular mas sucumbiam nos playoffs.

Os principais atacantes da equipe pontuam constantemente. Henrik Zetterberg (52 pontos) e Pavel Datsyuk (50) estão entre os dez maiores artilheiros da liga. Tomas Holmstrom (17 gols) mantém o oportunismo. E aí vem aquela turma do suporte: Jiri Hudler (27 pontos), Daniel Cleary (26), Valtteri Filppula (22) e Mikael Samuelsson (22).

Os Wings têm o melhor ataque da temporada, com 145 gols, média de 3,54 por jogo.

Do outro lado, a defesa também é a melhor, com 89 gols sofridos, média de 2,17 por jogo.

Brian Rafalski foi para o Detroit a contratação do ano. Mais responsável defensivamente que Mathieu Schneider e ainda eficaz no ataque, tanto que disputa ponto a ponto com Nicklas Lidstrom a artilharia entre os defensores. O sueco tem 38, o americano 34.

Mais abaixo, Niklas Kronwall parece ter aprendido a lição: chute. Chute de novo. E se possível, chute novamente. Nossos atacantes agradecem os rebotes.

A última barreira, o goleiro, também tem sido um ponto forte da equipe, exceto por uma fase ruim (já superada) do titular Dominik Hasek. O tcheco já foi o pior da liga em todas as estatísticas, mas agora seus números já estão quase respeitáveis.

Sorte do Detroit que Chris Osgood vem superando todas as expectativas e lidera a liga em média de gols sofridos por jogo (1,71) e percentual de defesas (93,1%), números de vencedor do Troféu Vezina. Fosse hoje a votação, Osgood levaria essa.

Nos times especiais, o sucesso continua. A vantagem numérica de 23,3% é a segunda melhor da liga. O oposto, a desvantagem, é a quarta melhor, com 86,2%. Até nos faceoffs os Red Wings são os melhores, com 54,4%.

A melhor notícia da temporada também foi nossa: Nicklas Lidstrom renovando contrato por duas temporadas.

Mas todos estes números não terão valor algum se não forem acompanhados pela Copa Stanley em junho. Só a Copa nos interessa.