Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

O professor no Hall

Antes mesmo de estrear na NHL, Igor Larionov já tinha uma carreira digna do Salão da Fama do Hóquei.

Mas o professor foi além. Atravessou o Atlântico e engrandeceu ainda mais nossa história. Honrou com maestria e Fair Play (?) nossas cores. O homem dos passes milimétricos foi valente em 1997; instrumental em 1998; decisivo em 2002. Foi também o tutor de Pavel Datsyuk, assim que a jovem estrela do Dynamo chegou na América. Gênio no gelo e, no sentido literal, fora dele. Uma bandeira do hóquei bem jogado.

Após acumular medalhas olímpicas e campeonatos mundiais com a seleção soviética, e vencer toneladas de copas domésticas e continentais com o CSKA de Moscou, Larionov fez parte da primeira grande leva de atletas russos a cruzar o continente. Êxodo que aconteceu em especial pela coragem dele ao enfrentar o regime do ditador-treinador Viktor Tikhonov.

Com quase 30 anos aportou no Vancouver Canucks, onde atuou ao lado de seu companheiro da linha KLM, Vladimir Krutov. Mas não era sua casa.

Cruzou nosso caminho quando defendia os Sharks. O time da Califórnia acabou eliminando os Wings nos playoffs de 1994, em uma das mais brutais zebras da história do esporte. Mas ainda não era seu destino ideal.

Pelo menos Scotty Bowman viu o suficiente para correr atrás do russo um tempo depois. Em Outubro de 1995 o próprio treinador ligou para Igor. Ray Sheppard para San Jose. O professor para Hockeytown. Muchas Gracias Tiburones (?)!

Larionov. Sergei Fedorov. Slava Kozlov. Slava Fetisov. Vladimir Konstantinov. Sim, The Russian Five. Outro capítulo notável de nossa amada história começava a ser escrito.

Desde aquela época Detroit era conhecido por uma equipe que gostava de ter a posse do disco. E o tratava bem. Em vez de jogar o rifar e correr atrás, Larionov se via em um sistema parecido com o que cresceu em solo europeu. Pela primeira vez na carreira o central se dizia feliz dentro e fora do gelo.

Em 1997 – ano em que chegou a sair no braço (?) com Peter Floppsberg, no inesquecível Bloodybath – veio a Copa Stanley. Foi chamado por Fetisov para festejar a conquista a bordo de uma limousine – sim, aquela. Acabou preferindo ficar em casa, com a família...

Veio o emotivo bicampeonato em 1998. Dedicado a Konstantinov e Sergei Mnatsakanov.

Depois de algumas pos-temporadas esquecíveis para os Red Wings, Larionov atendeu o chamado do Florida Panthers, onde foi centrar Pavel Bure. Infelizmente para os Panthers e felizmente para os Wings, o casamento não foi feliz. Em dezembro de 2000 ele retornou ao seu lar. No ano seguinte uma traumática eliminação frente aos Kings nos playoffs fez com que Illitch abrisse a carteira.

A chegada de estrelas veteranas como Dominik Hasek, Luc Robitaille e Brett Hull fez com que a horda invejosa zombasse da média de idade do time. Para a infelicidade dos bastardos de corpo e alma, o menos jovial do grupo colocou o time no trilho para a a primeira conquista do novo milênio.

As finais contra o Carolina Hurricanes estavam mais complicadas do que o esperado. Com a série empatada, Raleigh era um mar de confiança no jogo 3. Hull anotou quando restavam apenas dois minutos, forçando a prorrogação. Dramático? Yep.

Tempo extra n.º 1. Tempo extra n.º 2. E...terceira prorrogação. Perder aquele jogo não apenas jogaria um dos dois times para uma desvantagem incômoda, como também significaria um drinque de Schincariol no ânimo.

Ai o professor, que já havia marcado no tempo regulamentar, recebeu de Tomas Holmstrom e, no alto de seus 41 anos de vida, decidiu. Paciência. Visão. Humilhou Bates Battaglia com uma finta épica. Esperou Mathieu Dandenault eclipsar(?) Arturs Irbe, e abriu de vez o caminho da 10ª copa com um chute lirico. Fazendo valer sua volta. Fazendo valer os seis dentes perdidos por Steve Duchesne naquele mesmo prélio. Colocando em prática nosso favoritismo.



Um dos maiores gols da centenária história da copa Stanley. Feito por um dos melhores jogadores de todos os tempos.

Antes mesmo do HHOF reconhecer, nós já sabíamos que Larionov faz parte do seleto grupo dos imortais do hóquei.

sábado, 21 de junho de 2008

Recrutamento: a última escolha

Eu não sei nada sobre ele. Na verdade ninguém sabe nada sobre ele.

E provavelmente ninguém esperou sua vez de ter seu nome chamado.

Entretanto, ele é mais uma das escolhas de Hakan Andersson, o número um entre os descobridores de talento da NHL.

Jesper Samuelsson, central sueco, foi recrutado com a 211.ª escolha geral, também conhecida como última escolha.

Daqui seis anos alguém vai escrever que Andersson garimpou uma jóia na última rodada do recrutamento de 2008.

Recrutamento: a primeira escolha

Em seu ano de calouro no Guelph Storm, da OHL, em 2006-07, ele estabeleceu o recorde do time com cinco shutouts em uma temporada, participou do Jogo das Estrelas da liga e foi nomeado o goleiro do ano na OHL.

Ele representou os Estados Unidos no Campeonato Mundial Sub-18 em 2007 na Finlândia e é um dos quatro goleiros convocados para o campo de treinamentos da seleção.

Na última temporada, foi o único jogador três vezes nomeado como goleiro da semana na OHL.

Era o goleiro norte-americano mais bem ranqueado nas listas do recrutamento.

Tom McCollum, 18 anos. Goleiro do Detroit Red Wings.


ATUALIZAÇÃO:
McCollum é torcedor do Buffalo Sabres, fã de Roberto Luongo e convidaria Patrick Roy para jantar (e ainda usa o número 33).

Suas preferências são bastante suspeitas, já que seu grupo musical favorito é o Nickelback (!) e sua página preferida é o orkut dos ricos, o facebook.com.

Ele lê Harry Potter e ouve Eminem. Pelo menos gosta de Os Simpsons.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Superioridade!

Responsável pela hecatombe que vitimou pingüins e simpatizantes há poucos dias, o Detroit Red Wings está no topo do planeta hóquei. Aclamados pela imprensa especializada – ou nem tanto. Elogiados à exaustão pelos neutros. Invejados pela horda herege anti-Wings, que, mais do que apoiarem suas nauseantes cores, vivem para agourar as nossas. A copa Stanley está em casa e nós, fiéis seguidores dos monarcas do gelo, estamos igualmente em posição de destaque. Se antes já olhávamos o mundo de cima, hoje devemos nos esforçar para enxergar, lá embaixo, no ralo do infinito, o Himalaia. Ontem mesmo tropecei no Aconcágua e o monte levou a pior(?).

Quando as câmeras da CBC encontraram Scotty Bowman, Steve Yzerman, Gordie Howe e Ken Holland no mesmo camarote, no jogo cinco da série final, seguindo a mesma corrente que cada um de nós, tivemos mais uma prova que temos uma sorte imensurável em seguir o alvirrubro de Michigan. Havia ali mais conhecimento sobre o esporte que no resto da civilização.

Temos a Copa Stanley, o troféu dos Presidentes, o troféu Clarence Campbell, a divisão central – todas último modelo, 2007-08. Coletivamente foi uma varrida. Individualmente alguns de nossos atletas receberam prêmios importantes que enriquecem ainda mais nossa já épica existência.

MISTER NORRIS!

Nicklas Erik Lidström, um imortal do esporte. Está milhas à frente de qualquer atleta em vários quesitos. Colocação, tempo, leitura da jogada. Cérebro privilegiado. Não é o mais bruto, o mais veloz, o mais hábil, mas sobra entre os defensores. Não surpreende que tenha vencido seu sexto troféu Norris em sete temporadas. O que causa estranheza é que tenha sido “eleito” o melhor por apenas 127 dos 134 membros da imprensa com poder de voto. Sete indivíduos assinaram o atestado de incompetência. Bacharelados em inaptidão.

Não, a unanimidade não seria burra nesse caso. Três jagunços acharam que Zdeno Chara foi o melhor – o eslovaco do mal, de muitos acertos e de muitos erros nessa temporada. Chara é certeza de irregularidade dentro de um mesmo prélio. Melhor que nosso capitão? Provavelmente foram votos dos três que previram antes da temporada que o gigante tiraria a hegemonia do sueco. Mantiveram-se na ignorância. Dion Phaneuf, Sergei Gonchar e Brian Campbell também possuem fãs ardorosos entre os consultados. O defensor dos Flames um dia vencerá o Norris. Ainda não é sua vez. Gonchar? Muito bom. Mas imaginem a cara de quem apostou no russo ao compará-lo na série final com Lidström. Campbell? Sério? Norris agora vai para melhor patinador da liga?

Lidström deixou para trás Ray Bourque e só vê Doug Harvey (7) e Bobby Orr (8) à sua frente. Igualar o lendário defensor dos Canadiens é questão de tempo. Mas Orr é tão, ou mais, amado no Canadá, quanto Wayne Gretzky. É uma instituição por lá. Mesmo que Nick faça por onde, após a temporada 2008-09, ele será proibido de vencer o Norris. Basta esperar para ver quem será o frestão (?) que usurpará o Norris de seu legítimo dono em 2010.

O capitão foi também o quarto mais votado para o Hart e só ficou atrás de Datsyuk em +/- (+41/+40).

Pavel Datsyuk. O colecionador!

Selke. +/- Award. Lady Byng. Além da 2ª copa Stanley de sua carreira, Pavel Datsyuk terminou a temporada com três troféus a mais no currículo. Mesmo sendo tricampeão do Byng, o russo está longe de ser um atleta “soft”. Foi uma força constante durante toda a temporada nas bordas. Trancos poderosos, porém leais. Como ser um atleta extremamente limpo é o que vale para receber esse indefectível prêmio, Datsyuk fez por onde.

Muito mais valioso que o Byng, o Selke é um troféu que ainda possui as impressões digitais de Steve Yzerman e Sergei Fedorov. Melhor ladrão de discos da temporada, melhor +/-, membro de uma das melhores equipes de desvantagem numérica. Assim Datsyuk desbancou o próprio companheiro de linha, Z-man, nessa disputa.

Z!

Jogo 4. Vamos que empatamos! Aguante los Pinguinos! A LCDTM! Dois homens a mais no gelo, é agora... passe para Crosby e .... a chorar na cama NBC! A rezar na igreja Versus! Entre Crosby e a glória estava Z-Man. Ele não só interceptou a reação das aves antárticas naquele momento crucial da série, como também interceptou o Conn Smythe. Zetterberg é o jogador mais completo de toda a liga. Na pos-temporada foi co-goleador, co-artilheiro. Como bônus o gol vencedor, não só do jogo seis, como da copa Stanley.

Como se não fosse o bastante, Z-Man ainda foi o primeiro vencedor do TSNNHLPOTYA!!! Yeeehaw Silver!!! Ok, sem problema, TSN NHL Player of the Year Award – dado para o melhor atleta da liga somando temporada regular e playoffs! Pouca coisa? O painel, de 30 personalidades que elegeu Henrik foi composto por Wayne Gretzky, Martin St. Louis, Joe Sakic, Joe Thornton, Marty Turco, Guy Carbonneau, Tom Renney, nosso inimigo #4 Brian Burke, entre outros.


Zetterberg recebeu 13 votos como primeiro, um a mais que Alexander Ovechkin - de temporada regular fantástica, mas de curta viagem dentro dos playoffs. Completando o pódio, Lidström. Além do reconhecimento ímpar, nosso MVP irá repassar a uma instituição de caridade de sua escolha, $5,000 (Cdn.) fornecidos pela emissora esportiva canadense. Entre as instituições favoritas está o blog Red Wings Brasil – Hey Hank! We need food!

Jack Adams moral?!

O troféu dado ao melhor treinador da liga geralmente não vai para o melhor treinador da liga. Vai para o que pratica o maior milagre(?). Mesmo com Ovechkin, Nicklas Backstrom e Alexander Semin, o Washington Capitals teve um início de temporada nível Malt 90. No final de Novembro Bruce Boudreau substituiu Glen Hanlon no comando. Com nova direção os Caps mudaram seu rumo com uma ótima campanha (37-17-7) o que acabou resultando em Adams para Boudreau.

Mas todos sabem quem é Ill Capo di Tutti Capo da NHL. Mike Babcock merece cada centavo de seu novo contrato – de três anos. Para desespero de 28 equipes e um sub-time (sim, aquele mesmo), a melhor organização continuará sendo treinada pelo melhor comandante. Hail (?) Babs!

William M. Jennings? Obrigação!

Dentro da mais concreta e indubitável heterosexualidade, podemos dizer que amamos Chris Osgood como o irmão que nunca tivemos. Dominik Hasek? Eternamente gratos pelos serviços prestados. Jamais esqueceremos aquela final do Oeste em 2002! Mas com Lidström, Rafalski, Kronwall, Stuart - ok, esse por curto tempo -, Chelios, Lebda e o inominável (?), ter a meta menos vazada da NHL era obrigação. Cumpriram o esperado e Hasek se aposenta com mais um Jennings.

Mister Hóquei!

A NHL na maior parte das vezes se comporta como uma liga de fundo de quintal, basta lembrar que, na entrega dos troféus em Toronto, Lidström, ao receber seu Norris, deu de cara em pleno palco(?) com um guri usando a camisa dos Red Wings, com o #5, e com um LiNdstrom estampado nas costas. Ignorância In Natura(?).

Mas, se alguém deveria levar pra casa o primeiro NHL Lifetime Achievement Award, esse alguém é o Mr. Hockey. Assim aconteceu. Dono de um discurso que celebrou os novos nomes da liga, a presença de Gordie Howe no oscar hoqueístico abrilhantou ainda mais a temporada perfeita para a organização modelo.

Our Majesty King Dallas James Drake Lion-heart Coolness Player of Millennium Trophy

Pela segunda vez Drake vence o “Our Majesty King Dallas James Drake Lion-heart Coolness Player of Millennium Trophy”. Ninguém poderia desempenhar melhor o papel de Dallas Drake que o próprio Dallas Drake. O troféu que premia o jogador de mais garra e poder conflitivo da NHL foi vencido de forma avassaladora – ainda mais pela óbvia ausência de concorrentes.

....

Todas essas conquistas individuais foram potencializadas pela conquista coletiva maior. Que essa união permaneça forte na temporada 2008-09. Conjunto.

Mea Culpa Blogueril!

Como o imperecível orgulho de sua torcida também é visto nessa expressão blogueril(?), era esperado que esse veículo transbordasse em produtividade após a conquista da 11ª copa Stanley. Mas algo que pode ser descrito como ressaca copeira nos atingiu em cheio. Ainda festejamos e isso deixou o tempo escasso para postagens épicas e inspiradores – Ah, para que mentir?! Na verdade dois membros da trinca alicerce do Blog estão em turnê (?); Cauê Abrão, o John Bonham (vivo) do hemisfério sul, com a Banda Felter; e Zé, que, tal como um Marreco no inverno, migrou para o sul; Já Humberto Fernandes tem projetos paralelos que tornam seu tempo escasso (leia-se jogar Pro Evolution Soccer 2008).

Em breve:

Dominik Hasek's Winged Wheelers Greatest Hits(?). Seus grandes momentos com nossa vestimenta-Sim, eles existiram!

domingo, 15 de junho de 2008

Ah, sim, os troféus...

Prometemos postar novidades no blog.

E não comentamos nada sobre os Troféus da NHL.

Mas o que há de novidade nisso?

Nicklas Lidstrom, Troféu Norris;
Pavel Datsyuk, Troféu Lady Byng e Troféu Selke.

Nenhuma novidade.

Mike Babcock ficou em terceiro lugar pelo Jack Adams e Henrik Zetterberg perdeu o Selke para seu companheiro.

O melhor da festa foram as piadas de Datsyuk. Algo que Eduardo Costa (a.k.a Dallas Drake) trará em detalhes amanhã (ou não) :D

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A primeira perda do campeão

Todd McLellan, assistente de Mike Babcock por três anos, será anunciado como novo treinador do San Jose Sharks.

O gerente geral Doug Wilson deixou claro que procurava para os Sharks alguém com a inteligência e intensidade de Babcock, numa clara demonstração de que vários times buscarão imitar os Red Wings no curto prazo. Afinal, os Wings são os campeões.

McLellan era responsável, entre outras coisas, por organizar a vantagem numérica do Detroit, ele que nunca foi treinador na NHL.

Os Sharks não apostaram nos nomes comuns, os Geninhos e Tites da NHL. Eles buscaram alguém de fora e podem se dar muito bem por isso.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Vamo que vamo, Bab!

O Detroit Red Wings anunciou ontem que chegou a um acordo com Mike Babcock, estendendo o contrato do treinador por mais três temporadas.

Há consenso entre os integrantes deste blog, e acredito que entre toda a torcida, que não há melhor treinador para os Wings que Babcock. E isso já era dito antes do título.

Que Babcock seja o novo Scotty Bowman!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Adeus, Dom!

Dominik Hasek anunciou sua aposentadoria na manhã de hoje em Detroit.

Aos 43 anos, Hasek ganhou tudo que um goleiro pode almejar na NHL: duas Copas Stanley, seis Troféus Vezina, três Troféus William Jennings, dois Troféus Lester Pearson e dois Troféus Hart.

Hasek é o décimo goleiro em número de vitórias na história, com 389.


Para os Red Wings a saída de Hasek é positiva, já que o goleiro não seria titular mesmo no ano que vem, após a performance fantástica de Chris Osgood nos playoffs.

Sua saída abre espaço para Jimmy Howard, o goleiro do futuro, finalmente se desenvolver na NHL. E talvez os Wings assinem com um veterano qualquer para o caso de emergências.

domingo, 8 de junho de 2008

TheSlot.com.br: Edição do campeão

Está no ar a Edição do Campeão de TheSlot.com.br, destacando o nosso Detroit Red Wings, o dono da Copa Stanley 2008.

O blog está representado com seis artigos:

Eduardo Costa
Decisivo na Copa Stanley, Valtteri Filppula é um finlandês jogando num time sueco

Eduardo Costa
Do lanterna da NHL ao título da Copa Stanley: a feliz mudança de Brad Stuart para Detroit

Eduardo Costa
Os deuses do hóquei fizeram justiça ao consagrar Dallas Drake

Eduardo Costa
Todos os 11 campeonatos da história do Detroit Red Wings

Humberto Fernandes
Como e quando foi montado o elenco campeão dos Red Wings

Humberto Fernandes
A Copa Stanley foi conquistada pelo Detroit no recrutamento, maior fonte de gols da equipe


Não deixe de ler também os artigos de Marcelo Constantino e Thiago Leal.

Pela última vez na temporada: leia lá, comente aqui. E ótimas "férias" para todos! :)

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Nós merecemos. Nós e Drake.

Quem mais, senão nós?!

DETROIT RED WINGS
CAMPEÃO DA COPA STANLEY 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cobertura da Copa Stanley: jogo 5

O trágico jogo 5 está nas páginas eletrônicas de TheSlot.com.br:


Alexandre Giesbrecht
Em uma noite que lembrou as últimas dos Penguins em Detroit, Marc-André Fleury garantiu um resultado diferente

Humberto Fernandes
A noite em que a Copa Stanley não foi entregue a quem se julgava campeão

Marcelo Constantino
A espetacular vitória dos Penguins pode mudar o panorama das finais

Thiago Leal
Petr Sykora, o nome do jogo? Não... não é pra tanto

Especial
A torcida que lotou a Joe Louis Arena queria ter visto a entrega da Copa Stanley. Foi pressão demais? Mitch Albom diz que sim


A próxima edição poderá ser trágica ou gloriosa. Depende do que os Red Wings fizerem no gelo hoje à noite.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Trágico jogo 5

Observações sobre o desastroso jogo 5.

Darren Helm: impressionante o ritmo e a energia do garoto. Lembro-me de olhar as estatísticas em determinado momento do jogo e encontrá-lo como líder disparado em trancos pelo Detroit, jogando muito menos tempo que os outros. Helm ainda marcou um gol.

O terceiro gol: resultado direto da pressão de Holmstrom e Zetterberg na defesa dos Penguins, lutando pelo disco nas bordas (o famoso forechecking). Brian Rafalski fez o gol.

Dominante: o Detroit sobrou em boa parte do segundo período, em todo o terceiro período e na primeira prorrogação.

Dominado: em compensação o primeiro período deve ter sido o pior dos Red Wings nos últimos 14 anos. E ainda não sei como escaparam ilesos no primeiro minuto do segundo período, quando entregaram três chances claras de gol para os Penguins.

Chris Osgood: cagou o pau.

Vantagem numérica: inútil, apesar do gol de Pavel Datsyuk.

E tragam Brendan Shanahan para marcar em rede vazia!


ATUALIZAÇÃO:
Liderando uma série de playoffs por 3-2, os Red Wings têm 12 vitórias seguidas no jogo 6. São 12 séries consecutivas vencidas pelo Detroit. Amanhã pode ser a 13.ª.

A 35 segundos.

Ao lado, uma das fotos mais perfeitas desta temporada.

Mais 35 segundos de concentração do nosso esquadrão e o rapaz na Joe Louis Arena poderia estar na mesma posição, no mesmo lugar, mas chorando de alegria e não de tristeza.

Infelizmente, ontem pudemos perceber o quanto nosso time é jovem e inexperiente. O jogo estava ganho, mas nos deixamos levar pela maré de vibração que tomou conta da JLA. Parecia que nada mais aconteceria, salvo a Copa.

Nos últimos 60 segundos de tempoo regular, o Detroit Red Wings jogou como se faltassem seis. Não os culpo. Por mais que já tivéssemos experimentado jogos chave, de vida-ou-morte, nenhum foi como o que daria a consagração a Mike Babcock e sua trupe.

Sobrepujança é uma palavra incomum, mas pode-se aplicar mais que perfeitamente para os quase dois jogos de ontem à noite. Sim, quase dois. E não estou falando da duração, mas das apresentações de ambas as equipes.

Pela primeira vez na série vimos o Pittsburgh Penguins matar pênaltis como deve-se fazer. Todos nós, inclua-os nisso, sabemos onde está a força do Red Wings com vantagem numérica. Não, não está no talento de Zetterberg ou Datsyuk; está na capacidade de tiro dos nossos jogadores de trás e, um tanto, na determinação de Holmstrom.

Quantas tacadas o Penguins permitiu que Lidstrom, Rafalski ou Samuelsson desferissem em powerplay? Poucas. Talvez não poucas, mas consideravelmente menos que normalmente fazem. Foi aí que o Pittsburgh mostrou-se preparado para o jogo de ontem. Domínio mais que total no primeiro período, fechando-o com 2-0.

Depois, no segundo período, o Detroit veio determinado a ganhar o jogo, a série e o campeonato. Quase dobramos o número de tacadas do adversário (12-7) e, mais importante, começamos marcando gol. Tal qual o segundo do Penguins, com uma infelicidade da zaga. Não interessa, o Detroit estava no placar. Estava imprimindo seu ritmo e jogando para erguer a taça.

No terceiro período foi, praticamente, jogo de um só. O Todo Glorioso deu 14 tacadas, vazando Marc-Andre Fleury em duas delas. 3-2, a Copa estava ganha desde a metade do terceiro. Foi passando o tempo. O Pittsburgh não se encontrava e o Detroit não se desconcentrava.

A três minutos, ou um pouco mais, para o final, ela apareceu. A Copa Stanley estava sendo polida, pronta para ter as digitais do primeiro capitão europeu a segurá-la sobre a cabeça, pronta para ser beijada, pronta para aferir ao mundo o que já sabemos: qual é o melhor time de hockey do mundo.

A tensão, o nervosismo, a ansiedade, a pressão, a cobrança, o desejo e tudo mais que possa atrapalhar foram aumentadas enormemente pela tal inexperiência.

Nos momentos decisivos, o Detroit deixou-se levar. Nos momentos mais que decisivos, a 35 segundos do final, o Detroit deixou-se derrotar. O gol de Maxime Talbot foi, exatamente, o que o Red Wings não precisava. Não estou falando do gol do empate. Estou falando do balde de água fria que qualquer time leva ao perder a oportunidade de registrar dois pontos na temporada regular, avançar numa série de playoff e, claro, de ser campeão.

Aquele gol não foi o gol de empate, foi o gol da vitória. Gol da vitória. Leiam bem. Gol da vitória.

Eles são jovens. Eles são determinados. Eles foram capazes de acabar com nossa festa. E não se enganem; eles ainda podem ser capazes de repetir isso amanhã.

Entretanto, se o jogo de ontem foi um teste para nossos corações, garanto a vocês que o jogo 6 será bem menos tenso. Para nós e para nossos ídolos.

- Por que, tio zeh?
- Porque estarão fora de casa.

Mesmo que a obrigação de todos os times de todos os esportes seja ganhar em casa, todo o clima na Joe Louis atrapalhou. O incentivo tornou-se cobrança.

Amanhã, na Mellon Arena, o Detroit não terá, de certa forma, nada a perder. Vai jogar como sempre jogou e, esperamos, sem o salto agulha que calçou da metade para o final do tempo regular de ontem.

Acalmem-se. A pressão e a ansiedade de ontem só voltarão na próxima temporada.

Go Wings!

zeh.

P.S.: Infelizmente Ozzie não levará o Conn Smythe. Ele será do Zetterberg ou Lidstrom.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Homer vai jogar

Babcock confirmou: Homer vai pro gelo hoje a noite.

Independente da extensão da contusão (que não parece ser nada absurdamente grave, já que Homer tem patinado e participou do treino hoje normalmente), nosso violador-da-paz-no-crease-alheio volta para reforçar o time.

Sua presença, além da experiência, é vital durante os power-plays, quesito em que nosso time vem devendo nessas finais (2/22 no PP, menos de 10% de aproveitamento).

Portanto, para o jogo de logo mais na JLA, teremos time completo (bom, o Chelios desencanou de jogar mesmo...) para enfrenter o Novorizontino Galinácius no jogo que pode nos consagrar os campeões da SC.

Boa sorte (para nós).

Go Wings!

Cobertura da Copa Stanley: jogo 4

A edição n.º 200 de TheSlot.com.br não poderia ser mais especial para o Detroit Red Wings: estamos a uma vitória da Copa Stanley!

Confira as matérias:

Alexandre Giesbrecht
Não é culpa dos tabus nem dos árbitros nem (só) dos Wings: é hora de os Penguins olharem para dentro

Eduardo Costa
A caminho do Troféu Conn Smythe, Henrik Zetterberg liderou a vitória dos Red Wings no jogo 4

Humberto Fernandes
Os Red Wings põem fim à invencibilidade dos Penguins e ficam a uma vitória da Copa Stanley 2008

Marcelo Constantino
O sistema defensivo dos Red Wings garantiu a vitória no jogo 4

Thiago Leal
A principal diferença entre os dois times na série está sendo justamente o que ninguém esperava


Tomara que a próxima edição seja a do título!

domingo, 1 de junho de 2008

Chris Osgood Obama'08


Depois de muitos e muitos anos, e de alguns goleiros, estamos de volta às finais da Copa Stanley e a um jogo da consagração. Nunca uma segunda-feira foi tão esperada quanto a próxima, dia 2 de junho de 2008, quando teremos a chance de derrotar o Pittsburgh Penguins pela quarta vez na série e levantar o troféu, talvez, mais difícil de ser conquistado em esportes coletivos.

Ao longo desta temporada, o Detroit Red Wings fez algo que eu nunca tinha visto: rodízio de goleiros. Essa história já está ficando manjada, mas vale a pena lembrar.

Com uma atitude, por muitos considerada, ousada, Mike Babcock alternou Dominik Hasek e Chris Osgood no gol na fase classificatória, mostrando que ambos tinham lugar na equipe titular. E isso não foi totalmente fruto do histórico e reincidência de contusões de Hasek, mas da confiança que nosso treinador depositava em Osgood.

Surpreendentemente ele mostrou-se mais confiável que nunca, mudando totalmente seu estilo de jogo, antecipando tacadas e melhorando seu posicionamento, que antes lhe custara gols aparentemente defensáveis.

Antes dos Playoffs, o goleiro de 31 anos, tido como reserva, fez 43 jogos (mais da metade da temporada regular), registrando 27 vitórias (4 SO), nove derrotas e quatro derrotas em tempo extra. Com média de 2,09 gols tomados e 91,4% de defesas.

Então veio o mata-mata. Hasek no gol. Atuou em quatro partidas contra o Nashville Predators, sendo substituído nas duas últimas - derrotas -, com atuações mais que decepcionantes, permitindo gols atrás de gols.

Quando Osgood assumiu o posto de goleiro titular, admitamos, ninguém acreditava que ele poderia segurar a onda frente ao Predators, que vinha com um apetite de leão pra cima do Red Wings. Batendo e não levando; fechando todos os espaços possíveis e, muitas vezes, anulando o ataque mais que criativo da equipe alvirrubra.

Porém, Osgood provou o contrário. Mostrou-se consistente no jogo 5 e no jogo 6, este vencido em SO.

Na segunda série do mata-mata, Ozzie foi ajudou o Detroit Red Wings a varrer o Colorado Avalanche com 91,2% de defesas. Porém nós ainda não estávamos seguros. No primeiro jogo Osgood levou três gols em 21 tacadas (85,7% de defesas).

Quando enfrentamos o Dallas Stars, já certos de que tínhamos uma parede entre nossas traves, pudemos jogar ainda melhor que na série anterior, abrindo 3-0 diante do time que tinha feito o trabalho pesado para nós e despontavam, talvez, como favoritos para o título da conferência e para a vaga na final da Copa Stanley. Perdemos duas partidas seguidas e no jogo 6 fomos atrás do prejuízo e conquistamos a vaga.

Nossos próximos, e atuais, adversários é um dos times mais falados na temporada. Veio destruindo todos que passavam na frente, aliando graça, força e reclamações.

Como toda a final, claro, criou-se uma neblina densa e tensa. Mas, em momento algum, esta neblina cobriu o sol sobre Osgood. Calmo como um puma que espera o melhor momento para atacar, ele teve atuações brilhantes nos quatro jogos já disputados (sim, incluindo a derrota), especialmente nos dois primeiros, quando não foi vazado uma vez sequer.

Amanhã, segunda-feira, dia 2 de junho de 2008, pode ser o dia em que Chris Osgood, mais que merecidamente, levantará o troféu Conn Smythe logo antes de Nicklas Lidstrom fazer o mesmo com a Stanley Cup. Claro, esta pode não ser a decisão da Liga, mas, com certeza, é o voto de milhares de torcedores que, apesar de reconhecerem o trabalho fenomenal que Henrik Zetterberg vem realizando, sabem que mudar completamente a maneira de jogar e entender o jogo é uma tarefa quase impossível de ser realizada. Ainda mais com frutos.

GO WINGS!

zeh.