sexta-feira, 31 de outubro de 2008

IRMÃOS! DAI GRAÇAS, ORAI E VIGIAI! Só tem uns quatro ou sete times que nem o Sharks

Nós temos um problema. A Red Wings Bakery Shop está a todo vapor.


Pela primeira vez na televisão vimos nosso time levar um vareio de puck. Fomos out shooted: cinco, oito e 14, contra 12, 15 e seis do Sharks, respectivamente por período.

- Tio zeh, isso vai fazer o dólar subir?
- Não, definitivamente, mas vai baixar. E muito.

Eu não lembro quando foi o último jogo que o Detroit deferiu menos de 30 tacadas e, mesmo assim, venceu. Mas as bolsas de valores do mundo todo vão subiir, o dólar vai cair e esse time vai tomar jeito de gente.

Mas, como é melhor falar besteira do que ser mudo, vou falar algo que muitos de vocês vão dizer: "tio zeh, o senhor está obnubilado". Mas como eu não aliso cu de peruano, lá vai:

O que aconteceu ontem, meninos e meninas, não foi uma travada do Red Wings, mas uma amostra grátis do que a soberba dos nossos fofuxos vai ter pela frente. Se continuar com essa viadagem de achar que ganha de qualquer um, em qualquer lugar, no período que quiser, vão se foder de verde e amarelo.

O San Jose Sharks estava total e completamente preparados para o jogo de ontem.

Digam que é por conta do Todd McLellan, ex- treinador assistente do Red Wings, podem dizer. Acontece que não é SÓ por causa dele.

Há alguns anos o San Jose Sharks vem crescendo, e muito. As partidas entre esses dois times não são mais novidade e pode-se, sempre, esperar uma derrota do Wings.

Desde o tempo que o cu era quadrado que eu não vejo um jogo pinto como o de ontem (feio, grosso e cabeludo). Eu vi meu time totalmente desbaratinado no gelo. Mais parecia um bando de emo num show de emo-core (feito égua, vendo as coisas acontecerem e, quando faziam alguma coisa, fazendo mal feito).

O orgulho de papai foi pro saco. Nem o sanduiche de queijo que meu amor fez pra mim me salvou do desgosto.

Eu não vi o primeiro período, mas, com cinco tacadas, só perdi o gol.

O que eu sei, e tenho muito claro no meu quengo, é que esse time tem de se organizar.

Até agora, sinceramente, só vi a linha um jogando. E jogando separado. A única coisa que vejo funcionando como engrenagem é o Powerplay e, ainda assim, contra times que não têm boas defesas.

Parabéns e obrigado, Todd McLellan e San Jose Sharks. Vocês nos acenderam a luz no fim do túnel para ganhar jogos e sermos campeões da temporada.

Resta saber se... "Há uma luz no fim do túnel. E depois do túnel e antes da luz tem uma pedra". Ou não. Porque "mais valem duas pedras no meio do camim, que uma no rim".



zeh.

P.S.1: MATEM O SAMUELSSON. TIREM ELE DO TIME, MANDEM PRA BAIXA DA ÉGUA E SUBAM UM DOS YOUNG GUNS!
P.S.2: O título Edir Macedo-like é porque quando loguei para postar vi um troço que dizia: 10 seguidores. Isso tá esquisito.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Patos quebram OS Asas

Nos pouco mais de cinco minutos de duração do vídeo do jogo entre Red Wings e Ducks, é possível destacar duas coisas:
a) os três gols iguais marcados pelo Detroit, que pareciam repetecos em modo infinito;
b) a agressividade do Anaheim, que destruiu os Wings com trancos esmagadores.

Darren McCarty brigou com Brad May, a primeira briga do time na temporada — e o último time a brigar.

É o típico jogo que os Wings jogariam dez vezes e perderiam oito, porque não estão preparados para combater a força do adversário.

Se tivéssemos um goleiro para roubar o jogo, poderíamos vencer. Não foi o caso.

Hoje à noite contra o San Jose, derrota certa. Tudo para candidatar os Sharks ao título, antes de caírem em abril ou maio como em todos os anos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O ruim, o médio, o bom e o excelente do final de semana.

Depois que tirou o dedo, fazendo o gol da vitória sobre o Rangers, Hossa está fazendo o que - ou mais quê - se esperava deve. Parece que ter desencantado mexeu com ele e com o time. Eu admito que não achava que ele fosse esse freezer cheio de picolé de cajá da Kibon. Pra mim, ele não passava de uma Coca-Cola - que é, mas não é muito, uma Pepsi.

Porém, depois de não ter feito nada no jogo seguinte, contra o Blues, tendo ínfimas 2 tacadas e uma assistência, Hossa me calou a boca com uma jogada que não via um jogador do Detroit fazer havia algum tempo. Sem desmerecer Datsyuk, Zetterberg, com seus toe-drags, e Franzen, Hudler ou Filppula com seus espasmos epilépticos de grandes jogadores.

Vejamos:


Calo-me, doravante, e torço por ele.

Mas, como nem tudo são Hossas, Chris Osgood está me deixando desapontado.

Nosso Messias da temporada passada não é sombra do paredão dos Playoffs e de boa parte da temporada regular, dando muitos rebotes e tomando gols e mais gols conferindo-lhe, apenas, 89% de defesas. É muito? É, mas não comparado com o que fizera antes, ainda mais se considerarmos que os adversários não chutam tanto.

Na sexta-feira passada eu conversava com um dos nossos queridos leiteiros (Henrique Leite - o Lechero) sobre o Conklin, depois da vitória sobre o Blues. Eu dizia que esse cara, que não é novidade na liga, tem tudo pra ser o Osgood da temporada passada, fazendo bem mais do que se poderia esperar e, de fato, depois do que ele tem feito, não podemos negar que Jimmy Howard está onde merece.

Embora tenha tomado cinco no jogo de sábado, contra o BHawks, Conklyn e seu estilo acrobático tem sido o goleiro que me faz dizer que se tivesse dois cus daria um pra ele.

O jogo supra citado foi um jogo atípico. Não só pelo número de gols, mas pelo time de Chicago ter assinalado apenas 2/8 powerplays, dos quais dois foram 5-on-3.

Por mais absurdo que possa parecer, o alto número de gols contra nós não foi absurdamente alto. Claro, todos nós achamos que um time como o nosso tomar dois gols é motivo do Obama desistir da candidatura, mas não podemos esquecer que não estamos jogando contra barris de Gatorade.

Quando escrevi meu primeiro post desta temporada, disse acreditar que o Red Wings teria média de 3 a 4 gols por partida. Não me enganei, até agora. A média do esquadrão alvirrubro é de 3.75 gols/partida. O problema é que se fizer 10 e tomar 11 é melhor acunhar a mãe no tanque. Nossa média de gols sofridos é de 3.12.

Eu só vou sossegar quando tivermos um SO - e o primeiro vai ser do Conklin. E, do jeito que a coisa vai, 1 a 0 é goleada.


Por hoje é só. Não acompanharei o jogo desta noite. Portanto, nada falarei sobre o 4 a 1 (gol do Quincey, from the point) que enfiaremos no Kings hoje.

zeh.

domingo, 26 de outubro de 2008

A terceira baixa

Encontrar o joelho de um outro jogador pelo caminho não deve ser nada agradável, ainda mais quando a parte do seu corpo atingida também é o joelho.

E choques desse tipo geralmente causam estrago, tanto que as joelhadas geralmente são notícia liga afora.

No jogo de ontem, Johan Franzen e Brent Sopel se encontraram no gelo. Não houve maldade, foi pura falta de sinalização no cruzamento. Eles não se viram, até que caíram um para cada lado.

Franzen levou a pior e ficará de 3 a 4 semanas fora de ação.

Para o seu lugar os Red Wings convocaram Ville Leino, que finalmente fará sua estréia na NHL. Em quatro jogos pelo Grand-Rapids Griffins, Leino marcou quatro gols e seis pontos.

Se é verdade a máxima que diz que tudo tem seu lado positivo, nesse caso é a ascensão de Leino. Uma prova da organização que ele tem futuro em Detroit.

Por alguns dias os Wings vão gastar além do que gostariam, até Franzen estar apto para ingressar a lista dos afastados por contusão (injured reserve). Dali em diante a equipe economizará uma grana, porque o salário diário de Leino é inferior ao de Franzen.

Serão 384 dólares salvos por dia e menos de 10 mil após 21 dias. Uma mixaria.


ATUALIZADO (26/10, 22h54)


Leino não foi convocado, ainda. Parece que os Griffins se apressaram um bocado em divulgar a (falsa) notícia.

Os Wings terão 12 atacantes no time amanhã, em Los Angeles, contando com Kirk Maltby e Darren McCarty.

Até o meio da semana Leino deverá ser chamado. Os Wings querem economizar cada dia de salário no elenco.


ATUALIZADO (27/10, 8h23)

Os Red Wings vão esperar a recuperação inicial de Franzen nos próximos dois a três dias para estabelecer uma possível data de retorno. Se a Mula mostrar sinais de progresso, a equipe não vai subir ninguém dos Griffins — a menos que outro atacante se machuque, claro.

Jogadores colocados na lista de contundidos de curto prazo têm seus salários contados contra o teto salarial. E os Wings não têm tanta folga para subir Leino, conforme anunciado erroneamente pelos Griffins ontem.

Apenas jogadores despejados na lista de contundidos de longo prazo não contam contra o teto salarial. Nessa situação, Franzen perderia no mínimo 10 jogos ou 24 dias.

Então resta aos Wings esperar. É um sentimento curioso torcer ao mesmo tempo pela rápida recuperação de Franzen e pela aparição de Leino em Detroit. As duas situações são mutuamente excludentes. Ou uma ou outra.

Torça pelo que quiser.

sábado, 25 de outubro de 2008

Querem que um novo capítulo de uma velha história comece com o nome de Joel

Joel…

Não existe nada pior para um time e sua pseudo-torcida, do que ver seu maior rival escalar o Himalaia, enquanto sua realidade pútrida apenas permite descer os íngremes degraus do purgatório.

Nesse glorioso período (1997-08) em que conquistamos quatro copas Stanley, quatro troféus do Presidente e oito títulos de divisão, o máximo que o Chicago Blackhawks conseguiu foram duas curtíssimas passagens pelos playoffs.

Mas eis que a equipe que mais vezes enfrentamos na história (766 vezes e contando) faz algum uso de sua ruindade extrema e constante e recruta ótimos valores. Um derramamento de dólares também acontece. E agora eles acham que já podem nos remover do topo do planeta hóquei.

Mas eis também que esse mesmo Chicago, insatisfeito com, seu agora ex-treinador Denis Savard, resolve apostar em ninguém mais, ninguém menos que o insolúvel Joel Quenneville para tentar tirar a Heineken de nossas bocas; a Scarlett Johansson de nossas camas; a supremacia da divisão Central, etc...

Hei, Joel não é aquele que treinava o Hajalanche na última temporada, quando varremos a choldra não só na temporada regular, mas também nos playoffs?

Não é o mesmo Joel que, treinando o St. Louis Blues foi eliminados pelos Red wings nos playoffs de 1997, 1998 e 2002?

Enxergam o que todas essas quatro pos-temporadas em que Joel esteve em nosso caminho nos reservaram em seu final?

Muito obrigado Chicago por dar emprego ao homem. Mesmo que hoje escutemos milhares gritando “Detroit Sucks”, algo muito profundo e original, por sinal. E mesmo com todas suas intenções sórdidas e mesquinhas, nós, torcedores do time 11 vezes campeão da copa Stanley estaremos torcendo por sua presença nos próximos playoffs.

E cuidem bem de Patrick Kane e Jonathan Toews, pode ser que um dia eles tenham que vir para cá, como fez seu ex-capitão Christos Kostas Tselios, para poder ver a Stanley de forma mais íntima.

Meus irmãos em Wings, hoje, a partir das 22:30h de Brasília; 21:30h de Fortaleza; 20:30h de Manaus; 19:30 de Rio Branco, teremos o clássico de número 767. E mesmo que a zebra dite as regras no United Center e nosso belo esquadrão mantenha o péssimo hábito de tornar as coisas bizarramente tensas nos períodos finais de seus jogos, deveremos manter nosso irrestrito apoio ao campeão. Hoje é um belo dia para vencer.

PS: esse post é de autoria de Eduardo Costa. Dizem que ele esqueceu seu login após quase entrar em estato catatônico após o primeiro gol de Hossa contra os Trashers ontem.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Novidades

O blog Red Wings Brasil agora conta com dois mecanismos para facilitar a vida de nossos leitores.

Inscrevendo-se no nosso feed RSS o leitor será informado sempre que o blog for atualizado. Eu recomendo o Google Reader.

O botão está logo ali à direita, abaixo das Jogadas Anteriores.

Outra ferramenta é a opção Seguir blog, que eu não sei exatamente qual a utilidade, mas você vai ter sua foto entre os seguidores do Red Wings Brasil. Um privilégio ímpar!

Não é feitiçaria, é tecnologia.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Movimento oficial de apreciação de Andreas Lilja (na medida do possível)

Aviso: post longo.

Como informado por Beto Fernandes logo ali abaixo, Big Mac limpou a desistência sem ser chamado por nenhum time e ganha 1 mês de "saída livre da prisão" para os Griffins.

Além disso, Lillypads sofreu apendectomia (retirada do apêndice), fica fora do jogo de amanhã e talvez volte na sexta-feira.
Essa afirmação gerou certo frenesí instantâneo em boa parte dos torcedores alvirubros e o porquê disso é facilmente compreensível.

Para quem não lembra/sabe, Lilly é um dos nossos defensores mais grossos. Não tem bom senso de posicionamento, não lê bem as jogadas e definitivamente não tem bom controle de puck nem bom passe. Por esse motivo ele muitas vezes origina giveaways e turnovers bizarros que, vezes sim vezes não, tem como consequência um gol do time adversário (leia-se WCF 2007 contra os Ducks).

Essa combinação acabou dando origem a um fenômeno curioso: o efeito Lilja.

Uma renomada instituição de pesquisas norte-americana (cujo nome não vou me lembrar mas juro que é uma instituição extremamente relevante) realizou uma pesquisa durante as últimas duas temporadas junto às medições do ibope e constatou um fato estarrecedor: quando Lilja domina o puck na zona defensiva ou neutra, há uma aumento de 4% no número de telespectadores que acompanha o jogo do Detroit em questão!
Apenas para comparação, durante um shutout (a menina dos olhos da televisão em termos de ibope), a média de acréscimo de telespectadores é de 2,7%.
Lillypads é o fator "imprevisibilidade" do time. Mais que Datsyuk. Mais que Hossa. Quando ele toca no puck, QUALQUER COISA pode acontecer.

Enfim, piadinhas a parte, vamos ao jogo sério. Nesse começo de temporada, Lilja não tem feito jús à fama de defensor escroto. De olho nos fatos:

1- Quem assiste os jogos ou pelo menos lê a respeito, sabe que nesse começo de temporada nossa defesa toda vem atuando abaixo da crítica. Com excessão do Mr. Norris (e mesmo assim ele tem feito algumas jogadas duvidosas), o posicionamento da defesa tem deixado muito a desejar (tomar jogo contra Rangers como exemplo).

2- Apontei acima várias coisas que Lilja não é. Porém, é justo dizer também o que Lilja é: um bom defensor do tipo comumente conhecido como "stay at home", bom matador de penalidades, bloqueia chutes, desfere trancos e tem tamanho. Quando ele se presta a jogar o feijão-com-arroz, dentro de suas capacidades, não faz feio.

3- Lilja na temporada 2008/2009 é:
- 3º do time no ranking de hits (1º entre os defensores)
- 3º entre os bloqueadores de chute (3º entre os defensores)
- 8º em giveaways (empatado com Mr. Norris, Rafalski é o campeão nesse quesito)
- +/- de zero (Kronwall tem -3, Stuart e Lebda tem -4 cada um)
- 5º TOI entre os defensores

4- Muitas vezes dá pra sentir que a reputação precede os feitos do jogador no gelo. Lilja ganhou fama de atrapalhado e virou um dos alvos preferidos de depredação verbal nas últimas temporadas. Isso é natural e já aconteceu/acontece com outros jogadores (Ozzie, Samuelsson, Happy Hudler, etc etc etc). Porém é interessante acompanhar o desempenho de cada jogador pelo que ele anda fazendo atualmente, não pelo que ele já aprontou no passado (seja para o ruim ou para o bom). Sendo razoável e franco, Lilja não é nosso pior defensor no momento. Não é sequer nosso pior defensor sueco (cof cof Kronnie cof) no momento. Não há mal nenhum em ser justo e reconhecer que ele vem jogando (espero muito não queimar minha lingua) bem, para o que dele é esperado.

Como diriam aqui no meu bairro, em meados da década de 1990, "o que é justo é justo" e dessa forma inicio minha cruzada a favor do sueco menos favorecido do elenco dos Red Wings.

Por esses motivos fica aqui meu apelo para que o coro robótico de "fora Lilja" temporariamente cesse (pelo menos até a próxima cagada do Gigante Epaminondas).

Alívio máximo

As bolsas de valores caíram, a cotação do dólar disparou, a Ivete Sangalo perdeu o bebê... conseqüências diretas da notícia que abalou o universo nas últimas 24 horas: Darren McCarty foi colocado na Desistência.

FELIZMENTE, antes que morra o Sílvio Santos, nenhum time da liga requisitou nosso ídolo máximo, talvez por causa do discurso de McCarty, na linha do "Daqui eu não saio, daqui ninguém me tira." (Ele não disse isso, é apenas força de expressão.)

McCarty não necessariamente reforçará o Grand-Rapids Griffins. O objetivo de Ken Holland com medida tão polêmica era ganhar flexibilidade. Se, por acaso, Chris Osgood ou Ty Conklin perderem tudo que investiram em ações da Vale (nada) ou da Petrobrás e se suicidarem, os Red Wings poderão subir um jogador da AHL imediatamente, pelo próximo mês.

Darren Helm foi rebaixado hoje, o que significa que Henrik Zetterberg está pronto para jogar amanhã. Se não, McCarty fará sua estréia em 2008-09.

Certo mesmo está o retorno de Brad Stuart e a ausência de Andreas Lilja, que passou por uma apendectomia (é a sua mãe!). Mike Babcock já declarou que o sueco volta na sexta-feira.

Eu já declarei que não precisam ter pressa. Deixa o cara descansar em casa, de preferência em Estocolmo ou no raio-que-o-parta, pelos próximos seis meses.

Apenas três times não brigaram nessa temporada. Um deles é o Detroit. Que coisa feia!

sábado, 18 de outubro de 2008

"...afinal Pavel Datsyuk vai levar o Selk Trophy por mais umas 15 temporadas."

Eu devo admitir. Sempre achei o Datsyuk uma quase farsa. Não achava que ele fosse despontar como o jogador mais importante do Detroit Red Wings, equiparando-se a o que Fedorov era para o time. Quando fiz o banner acima não imaginava que ele, o banner, faria tanto sentido. Quando escrevi o título deste post na entrada anterior, não esperava que fosse usar novamente tão cedo.


É impressionante como esse cara consegue manter o disco no seu stick. É impressionante como ele consegue, tal qual o Mané, driblar em espaços onde um carrapato não conseguiria estuprar uma pulga. É impressionante como esse cara me calou a boca.

Deixando as babações de lado, quantos turnovers tivemos hoje? Uns 90. Quantos gols levamos hoje? Uns 15. Quantos roubos a arbitragem fez? Um. Bastou.

Com as cagadas que o Detroit fez hoje - e uma certa dose de sorte do Rangers - o time de Nova Iorque conseguiu sair de um 3 a 1 pra uma vitória de 4 a 3, que eu achava merecida, dado o esforço do time ianque no forecheck, deixando nossa defesa mais perdida que cego em tiroteio.

Porém, com 15 minutos decorridos no terceiro período, a arbitragem viu uma penalidade do Rangers que eu não vi. Mesmo eu que, sem entender porra nenhuma de regra, achei que o Hossa merecia ter ido pra casinha por ter, num pentelhonésimo de segundo, pensado que ainda era jogador do Pens e jogar-se ao gelo, cavando um penalti.

Gol do Hudler no PP - 4 a 4. Sem PP pra eles com o mergulho do Hossa. 

Prorrogação e Pavel Selk Datsyuk intercepta o passe de um dos melhores jogadores do Rangers na noite - Scott Gomez -, e leva o puck pra passear no parque. O controle que ele tem sobre o disco, eu não tenho sobre meu pinto, pra mijar dentro do vaso. É uma coisa absurda.

Então, depois de um drible da vaca e uma chaleira, tocou pro Hossa. Fim de jogo.

300 gols do Marian e uma ceninha do Lundqvist.

Dats vai fazer com a camisa 13, o mesmo o que Holmstrom vai fazer com a 96, que é o que Yzerman fez com a 19. Raise it to the rafters.

Go Wings.

Dia 22, se Deus quiser, Conklin no gol.


zeh.


Foto: (AP Photo/Jerry S. Mendoza)

"Porque é dando que se recebe"... Sei.

Bem amigos do RWB, é com imenso prazer que venho esculhambar nosso time bonitinho, mas ordinário.


Nem sei por quê vou fazer isso, afinal estamos com 50% de aproveitamento em vitórias e uns cotoquinhos a mais nos pontos, o que não apazigua minha ira.

Mike Babacoco, e toda a nação alvirrubra, sempre pudemos orgulhar-nos da posse de puck e da troca de passes do Detroit Red Wings. Sempre fomos, talvez, os melhores na liga nesses quesitos, com baixíssima média de "giveaways" e altíssima média de "takeaways" - neste, especificamente, ainda temos boa média, afinal Pavel Datsyuk vai levar o Selk Trophy por mais umas 15 temporadas. 

O problema é que, até aqui, estamos dando mais do que recebendo.

O esforço do time para roubar o disco, defender-se com eficiência e eficácia, fazer passes precisos e marcar bem os adversários está bem aquém das cagadas defensivas que temos feito espetacularmente. E quando falo dessas cagadas não entram Brett Lebda ou Andreas Lilja, defensores. Sim, nos quatro jogos eles têm sido defensores. Tanto que com a contusão de Brad Stuart o camisa 3 da seleção foi quem subiu pro segundo par, fazendo linha com Kronie.

Quando falo dessas cagadas me refiro à famigerada linha 3, com Filps, Clears e Sammy, que têm dado cada vez mais oportunidades para os adversários fazerem algo de bom pra eles e, esperançosamente, algo de bom para nós.

Ao final do jogo contra o Canucks (4-3 pra eles no OT), Mike Babcock deferiu mais uma das suas frases antológicas, dizendo "parece que em casa a gente quer jogar bonito". Pois é. Compare os jogos contra o Leafs e o Canucks e os jogos contra o Sens e o Canes. O que o time fez de diferente? 

Nas duas atuações na JLA, o Detroit Red Wings encarou os adversários como num amistoso de exibição para fotos. Não foram jogos como os da varrida contra o Avalixo no Playoff passado. Não foram jogos que o time estava preparado para atuar como campeões. Não foram jogos. Ponto.

Nos outros jogos (contra o Sens e o Canes) - a despeito dos erros - o time jogou bem, até. No jogo contra o Carolina, especificamente, vimos um time aguerrido, indo pra cima e, o mais importante, um time humilde; um time mentalmente preparado para enfrentar quem fosse.

- Tio zeh, o que falta para o Red Wings, entao?
- Humildade.

Enquanto os nossos fofuxos mela-cueca estiverem achando que abaixo deles está a carne seca, estaremos com o coração na mão minuto a minuto, jogo a jogo.

O que falta para no nosso todo glorioso é entender que ninguém é melhor que ninguém, ainda mais se continuarmos com a estapafúrdia idéia de usar só 50% da tática da padaria: atacando em bolo, sem defender em massa.

Hoje? Sei não. 2 gols do Hossa e 1 do Dats? Eu acho que tá na hora.

Go Wings!

zeh.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A segunda baixa

Na derrota para o Vancouver Canucks ontem à noite, o defensor Brad Stuart foi acertado pelo disco na parte interna do joelho ao bloquear um chute.

Certamente não foi apenas chilique de Stuart. O defensor vai perder alguns dias.

Podia ser pior: se fosse o meu joelho ou o seu.

O que não vai ser de todo ruim. Nosso segundo par de defesa, com Niklas Kronwall e Stuart, é disparado o pior da equipe nesse começo de temporada. Juntos eles sofreram a grande maioria dos gols permitidos pelo time. Mais pela incompetência temporária de Kronwall, é verdade. De qualquer forma, um novo parceiro, menos capacitado, pode fazê-lo despertar.

Derek Meech provavelmente fará sua estréia na temporada. E se alguém subir do Grand-Rapids Griffins (certamente não Jonathan Ericsson, porque não comportamos o salário dele), perderemos mais uns tostões do teto salarial.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A primeira baixa

Henrik Zetterberg está fora do jogo de hoje à noite contra o Vancouver Canucks.

O sueco deve perder até dez dias com dores na virilha.

Os Red Wings convocaram Daren Helm para completar o ataque, em vez de improvisar Derek Meech na linha 4.

Quem mais na liga tem Helm na reserva?!

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

O que é, o que é?

Quando ele nasceu, estava fadado a ser pescador de caranguejos e estrela da série Pesca Mortal, do Discovery Channel.

Quando ele estreou na NHL, Pavel Datsyuk era campeão da Copa Stanley pela primeira vez.

Quando jogou no Winter Classic, venceu o jogo.

Quando estreou no Detroit Red Wings foi o mais impecável, o mais implacável, o mais intransponível, o mais indefectivel, o mais melhor de todos da galáxia.

E, garotas, pelo que vi hoje, graças a Deus e a meu Padim Pade Cíço que Marc-Andre Fleury era o goleiro do Penguins na Stanley Cup da temporada passada. Seu nome é Ty Conklin.

32 anos de idade, 111 jogos, 50 vitórias, 32 derrotas. E sua vitória de número 50 foi hoje, com o Red Wings.

Um jogo, uma vitória e 96,4% de defesas. E o mais importante: esses 96,4% deveriam valer por 100%, porque o que esse cara fez com o Hurricanes esta noite, não se faz nem com um jumento.

Depois de dois jogos duvidosos de Chris Osgood, cuja confiança já estava parecendo desleixo, esse carinha veio com tudo e não está prosa.

Nesta que seria, de fato, a temporada da redenção de Ozzie, teremos na Vale A Pena Ver de Novo a novela Goleiro Tropical, onde o titular (?) e o reserva (?) vão ter 40 jogos cada um e, no final das contas, ninguém sabe quem é quem.

E por não saber quem é quem, estou completa e positivalmente surpreso com meu fofuxo: Tomas Holmstrom. Discorde quem quiser, mas esta temporada está com tudo. Desde posicionamento, força e, o mais surpreendente: domínio do puck.

Se Babacoco conseguir organizar as duas primeiras linhas, uma com Homer e outra com Franzen, e o forecheck (que tá ridículo), teremos, sem dúvida alguma, um time imbatível.

- Ah, tio zeh... Quer dizer que o Red Wings tem o melhor time de sua história?
- Se. Só se. E esse se é excessivamente grande.

Go Wings.

P.S.: Parabéns para Lilja e Lebda.

domingo, 12 de outubro de 2008

Valeu, cara!

ATUALIZADO: (13/10 - 13h50)
Quincey foi solicitado pelo Los Angeles Kings.

Ken Holland declarou que não pretende subir outro jogador para o elenco principal. Assim os Red Wings contam com 13 atacantes (incluindo Darren McCarty), sete defensores (excluindo Chris Chelios) e dois goleiros. No total são 22 jogadores, um abaixo do máximo permitido pela NHL.

A escolha de Holland faz sentido, porque cada dólar economizado hoje poderá significar ter Jonathan Ericsson ou Vile Leino alguns dias ou semanas mais cedo.

Original:
A Kyle Quincey, o nosso obrigado e um abraço!

Como era esperado, o defensor foi lançado na Desistência (waivers), para dar ao Detroit a flexibilidade necessária no elenco.

Caso um goleiro se machucasse hoje, não seria possível subir outro em tempo hábil para segunda-feira, o que causaria um grande problema para os Red Wings.

Se Quincey não for requisitado por qualquer outra equipe na Desistência, ele será enviado para Grand-Rapids, aliviando também o teto salarial da equipe. O aperto é tanto que qualquer milhar é importante.

Essa é a perspectiva otimista.

Porque Quincey deve mesmo defender outra equipe ainda nesta temporada. E sua saída está aberta via Desistência.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E aí, tio zeh, este é o melhor time que o Red Wings já teve?

- Não. Decididamente este não é o melhor time que o Red Wings já teve.


Lindo! O banner está no teto. A Copa estava na Joe Louis Arena. Essa foi a parte boa do primeiro jogo da temporada do bi.

Vamos à verdade dos fatos? Vamos.

O primeiro jogo da temporada do bi (segundo o Humberto) foi vergonhoso.

Quando, em sã consciência, alguém imaginaria a terceira linha jogar tanto quanto a primeira e a segunda?

Quando, em sã consciência, alguém imaginaria Andreas Lilja jogar 16'27" e acabar com 0 de +/-?

Quando, em sã consciência, alguém imaginaria que Mike Babcock não mandaria a quarta linha (a terceira real) jogar nos shifts dela - contra uma linha melhorzinha - e deixar a linha três jogar no lugar da quatro (contra, teoricamente, os gordos e os nerds do Leafs)?

Hoje, mais cedo, eu falei do medo que tinha dos egos. 

Hoje, agora, eu falo do pavor que tenho dos egos.

Eu vi um breakaway com o Filps, Cleary e Sammy que foi, na minha opinião, a melhor jogada do time, que, infelizmente, não acabou em gol. A primeira jogada de time não deu gol.

Mas, o que aconteceu? Nada demais, ué. Tudo normal. O bom e velho salto alto voltou. 

O Leafs respeitou o Red Wings e fez o que devia fazer. Se defendeu, atacou e fez gol. Mais gols que o Detroit.

Meu 4 a 2 furou. O emprego do Humberto também. Ele se demitiu. 

O mais novo desempregado disse que o faria se o placar não estivesse 8 a 0 no final do segundo período. Até lá, a única coisa que víamos era a famigerada linha 3 no gelo e Homer mostrando que está em plena forma, marcando o primeiro dos seus dois gols.

Caros ilustres e nobres correligionários, Mike Babcock terá um trabalhão pra arrumar esse time. É muita gente boa jogando muito (muito muito, não muito bem).

Paciência.

Espero que o balde de água fria de hoje sirva para esse time entender que "temos um jeito de vencer e é como um time".

zeh.

(AP Photo/Paul Sancya)

Sonhando...

Começa hoje.

O que você vai fazer nos próximos 186 dias de sua vida?

Termina em 12 de abril.

E recomeça para 16 equipes três ou quatro dias depois.

Não se preocupe, porque o Detroit Red Wings estará entre as 16 equipes.

Oito delas serão eliminadas em até duas semanas.

O que quer dizer que, quando maio chegar, apenas oito equipes estarão vivas.

Claro, os Red Wings e mais sete.

Por pouco tempo. Mais duas semanas e adeus para a metade delas.

Na segunda quinzena de maio restarão apenas quatro das 30 equipes que em outubro de 2008 recomeçaram a jogar hóquei.

Sim, uma delas é o Detroit. As outras três...

As finais de conferência serão o mais próximo que duas equipes chegarão da Copa Stanley em 2009.

Porque apenas duas podem disputá-la. Logo, em junho apenas os melhores ainda estão em atividade.

Quem fará a final contra os Red Wings?

Pouco nos importa.

Então depois de 186 dias de temporada regular e outros 60 de playoffs, o grande campeão será aclamado.

Ou melhor, o grande bicampeão.

Os especialistas não acreditam em títulos consecutivos na NHL.

E daí?

Eles também não acreditavam que um time campeão poderia manter o elenco intacto para o ano seguinte e ainda adicionar um atacante de primeira linha.

Os Red Wings provaram que, em Detroit, não existe o impossível.

- Tio zeh, este é o melhor time que o Red Wings já teve?

- Não sabemos. 

Sinceramente, desde que comecei a acompanhar hockey - há uns... 10, 11 anos - aprendi que ter 23 jogadores no roster que são, potencialmente, hall-of-famers não quer dizer muita coisa.

Nós já passamos por isso antes. Lembram?

  • Temporada: 2001-02;
  • Fodões que estavam e não estão mais: Hasek, Yzerman, Fedorov, Hull, Robitaille, Larionov, Shanahan e mais uns 20;
  • Resultado: Temporada Regular invejável, com uma queda vergonhosa no final dela (próximo aos playoffs), e a Stanley Cup.
Antes do começo daquela temporada, obviamente, havia a dúvida se essa junção de "big shots" ia dar certo, afinal eram monstros de altíssima reputação na história do esporte o que poderia levar a uma luta de egos.

Porém, Shanahan disse uma frase que serve para o Íbis, para a Seleção Paquistanesa de Bilhar e, obviamente para o Detroit Red Wings: "Tinhamos um jeito de fazer e era como um time".

Eu poderei ser preconceituoso no que vou escrever, mas não vejo Dats, Zetta, Homer, Cleary, Huds e Filps, por exemplo, com a mesma cabeça daqueles caras de 6 anos atrás.

Eu não vejo o Red Wings de hoje como um time forte, mas como uma grande seleção de talentos individuais, o que pode atrapalhar. 

Há quem diga que a contratação de Hossa se compara com a do Shanahan em 97; o ponta-pé inicial para a conquista daquele campeonato.

Eu não concordo. Se este fosse a temporada que Dallas Drake estivesse chegando, junto de Hossa, talvez.

Mas há uma coisa que não se pode duvidar: Hossa vai dar tudo de si, do primeiro ao último minuto da TR e do PO tbm.

- Tio zeh, no que o senhor acredita?
- Acredito que temos a maior vantagem em algumas das estrelas do time, como: Mike Babcock e Ken Holland. Eu também acredito em média de gols entre 3 e 4 por partida. Acredito em 60-65 vitórias na temporada regular. Acredito em 16 vitórias nos Playoffs. Acredito em temporada de 50+ gols para Franzen, Cleary, Dats, Zetta e Hossa. Acredito em 30+ gols para Huds, Filps e Sammy. Acredito em 60+ pontos para Filps e Huds. Acredito em Kronnie batendo recorde de PIM. Acredito em Ozzie como o melhor da liga em vitórias e Sv% e GAA.

Acredito em muita coisa. Em Papai Noel também.

4 a 2 hoje.

zeh.

Go Wings.

Guia 2008-09 NHL — Divisão Central

TheSlot.com.br publicou ontem a primeira edição da nova temporada da NHL, com destaque para o Guia da Temporada 2008-09.

O Detroit Red Wings está lá, claro.

O Guia da Divisão Central, escrito por esse humilde blogueiro, pode ser lido em HTML e PDF.

O Guia completo está disponível em PDF.

Leia lá, comente cá.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

De já já pra daqui a pouco.

Pegue o post abaixo, enrole num papel higiênico, ponha na privada e dê descarga. Esqueça. C'est fini.


Leino foi mandado pro Griffins.

Porém, como quem quer faz, quem não quer manda, isso não quer dizer que ele vá.

- Como assim, tio zeh?
- Pois é. Regina Duarte tem uma cláusula no contrato que permite que ele mande Ken Holland, Babcock e a Copa Stanley de 2008-09 pras cucuia e assinar com o Kings.

Vamos às palavras dos nossos patrocinadores:

"Hoje mandamos Ville Leino para Grand Rapids e mandamos o Jonathan Ericsson para Grand Rapids e mandamos Darren Helm para Grand Rapids", disse Ken Holland.

"Este é o melhor jogador que já mandei pro minors, pode crer". "Ele tem faro de gol, vai pro gol, domina e faz grandes passes. Ele é um típico Red Wing. Leino vai ser uma máquina de pontos", disse Babacoco.


Agora veremos se ele é mesmo um Red Wing e vai ficar em GR ou vai pra casa do caralho.


zeh.

Daqui pra já já.


Parece que a nova temporada, finalmente, está para começar.


Aaron Downey, minha aposta para a vaga que faltava, foi pro Waivers;
Big McCarty está comendo pipoca com Chris Chelios no Injury Reserve;
Darren Helm em Grand Rapids;
E quem, logo quem, ficou - até agora - com a vaga? O novato. Ville Leino, o finlandês de 25 anos aparentemente está no time.

Mais uma vez minha idéia de que "alguém lá de cima" lê este blog se confirma.

A enquete que fizemos aí ao lado, mostrou que Leino é como Regina Duarte de outrora (a "queridinha do Brasil").

Eu, sinceramente, tenho minhas dúvidas com relação a isso.
Não sei se concordo com esse moleque estar no time principal assim que chega da Finlândia, uma vez que Babacoco já disse que Helm é um jogador da NHL. Mas quem sou eu, que nem patinar sei?

Pelo treino desta tarde, as linhas são:
Leino-Datsyuk-Hossa
Franzen-Zetterberg-Hudler
Cleary-Filppula-Samuelsson
Kopecky-Draper-Maltby

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Lilja-Lebda
(Meech-Ericsson - os reservas)
- Tio zeh, cadê o Holmstrom?
- Tá dodói do pé.


zeh.

P.S.1: Provavelmente o defensor em quem eu mais apostava para um dia chegar aos pés de Lidstrom será trocado. Kyle Quincey poderá ser trocado a qualquer momento.
P.S.2.: Logo alguém vai postar algo que se aproveite sobre os assuntos tratados aqui.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

RED WINGS CAMPEÃO DA STANLEY CUP 2009...

... na simulação do jogo NHL09 da EA Sports.
Segundo a simulação feita usando os atuais elencos dos times, derrotariamos os Canadiens em 6 jogos na final da SC e levariamos o bi.

Vale lembrar que em uma simulação semelhante no ano passado, usando (obviamente) a versão 08 do jogo, o San Jose Sharks foi apontado como vencedor do trofeuzaço (e, coincidentemente, sobre o time de Montreal novamente... acho que a AI desse jogo é meio tendenciosa ¬¬). Pelo visto até mesmo os games botam fé (em vão) no time dos tubarões...

Rapidinhas:

- Chelios fora de 3 a 6 semanas: depois de bloquear um disco no jogo contra os Canadiens, Chris "Dercy Gonçalvez" Chelios teve uma fratura na Tibia e deve ficar de molho algum tempo (1 mês mais ou menos). Se por um lado é uma baixa no corpo defensivo do time, por outra é um pouco de tempo a mais para o pastor Ken Holland ajustar os integrantes do time e liberar um pouco de cap para eventuais necessidades (leia-se contusões) durante a temporada. O cap atual, de acordo com a previsão do roster para esse início de temporada, compromete o suficiente para deixar livres apenas ~$300.000. QUEM FOI O IDIOTA QUE CONTRATOU O HOSSA?

- Além de Chelios, Dats e Homer também estão na lista de contundidos e não irão enfrentear os Leafs logo mais na JLA. Nada preocupante, contudo. Dats com dores na região "virilhal" e Homer com um raladinho no joelho.

- Thomas McCollum assinou um "entry-level contract" de 3 anos com os Wings hoje. McCollum foi a primeira escolha do time no Draft desse ano (30ª posição), é goleiro e joga pelo Guelph Storm na OHL. Segundo avaliações, era um dos melhores goleiros disponíveis no Draft desse ano, junto com Jacob Markstrom, e o primeiro goleiro a ser escolhido.

PS: respondendo ao Gustavo Nicola, que outro dia nos comentários perguntou quais eram as chances do sueco Mattias Ritola, lá vai: mais uma vez, Ritola chamou certa atenção no training camp, contudo devido à pouca idade (21 anos) e à falta de spots no elenco, é capaz que Ritola possa ser utilizado pra valer na NHL daqui a 1 ou 2 (mais provavelmente) anos. De qualquer forma, é mais um jovem (sueco) que fará parte do futuro do time.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Bill Clement x Chris Osgood. Quem ganha? Eu aposto no Don Cherry.


Não se deveria ter dúvidas sobre seus números de Hall Of Fame e, absolutamente, deveriam pegar mais leve com ele e se alguém quiser criar caso com isso, me encontre no center ice. Duas copas Stanley, mais de 300 vitórias, eu acho que vimos do que ele é capaz e se alguém disser que ele é o pior goleiro a ganhar a Copa, eu dou um soco na sua boca.

Essas são as palavras de Darren BigMac McCarty sobre Chris Osgood, logo depois da conquista da Copa Stanely da temporada de 2007-08.

Definitivamente, Chris Osgood provou ser o goleiro que o Detroit precisava havia muito tempo. Desde 2002, quando Hasek ainda era quem foi, a gente não teve ninguém que levasse o time até onde chegamos na temporada passada. O que aconteceu?

Osgood decidiu mudar. Treinou mais na offseason e quando esperava a oportunidade de jogar. Não se importava em ser chamado de "reserva" e se preparava para quando fosse chamado. A isso dá-se o nome de atitude.

Porém, lendo os periódicos de hoje, chamaram a atenção os comentários de Bill Clement - comentarista veterano nas transmissões pela TV; dupla, por muitos anos de, talvez, o melhor narrador de hockey que já ouvi: Gary Thorne - sobre o eterno Babyface.

Não se tem certeza de como Osgood vai se portar diante disso. Faz muito tempo desde que ele foi 'o cara'. Sim, ele está muito mais maduro e em melhor forma física, mas, às vezes, quando se é mais jovem e descompromissado, você pode deixar a pressão de lado. Agora vai ser interessante ver se Osgood pode fazer isso como um veterano, defendendo o título.

E em resposta, Osgood manda:

A verdade do fato: eu não me sinto pressionado porque eu gosto de jogar. Tenho 35 anos. Não há nada que não tenha visto. Eu realmente não me abalo com o que dizem. Eu sei o que fiz. Eu realmente não preciso provar para ninguém o que posso ou não posso fazer.

 - Tio zeh, a gente não pode deixar de lado o que as linhas de ataque e defesa do Red Wings é capaz. Muito do trabalho do Osgood foi facilitado, né?

- É, mas vocês estão ficando atrevidos. Esqueceram que as mesmas linhas que jogam à frente do Ozzie jogaram à frente do Hasek?

Pois é. Falem de contusões, mas a verdade é que Osgood era o “reserva dos sonhos” e, para esta temporada, desponta como o “titular dos sonhos”.

Continuando meu passeio pela imprensa de Detroit, deparo-me com outro veterano do Hockey e das transmissões de TV, o caricato, Don Cherry, dizendo:

Eu não vejo nada que os atrapalhe no caminho. E também não vejo fraquezas de jeito nenhum. Se você vai apostar, este ano, aposte no Detroit novamente.

E se quiserem falar mal do Osgood, “eu dou um soco na sua boca”.


zeh.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Recordar é viver.

No dia 14 de março de 2008, neste mesmo periódico, eu, zeh, escrevi o seguinte post: A aposentadoria de Tomas Holmstrom.


Pois é, volto aqui, diante de toda a nação cearense, brasileira e internacional do mundo todo, distribuída por toda a galáxia, que Mike Babacoco e sua gangue estão tentando fazer com que, de fato, nosso cone do Detran-MI se aposente.

- Por que, tio zeh?
- Porque até duas temporadas atrás era só ele na frente do goleiro adversário. Agora, não colocamos mais um cone só, mas fazemos uma blitz na boca do gol. E eu acho é pouco; eu quero é mais.

Temporada passada vimos o Johan Mula Franzen quase desbancar o Homer, mas isso é impossível. Pro pupilo superar o mestre, neste quesito, ainda leva uns 50 anos (do jeito que o Red Wings tá, renovando com Chelios, não duvido que Homer, Mula e Cleary ainda seja os ídolos dos meus trisnetos).

- Cleary, tio zeh?
- Sim, claro. Ele está esteve ensaiando e, nesta temporada, vai atuar como os predecessores no papel de cone. Sabe aquela história de filme americano que o gordinho fica com o papel da árvore ou da pedra nas peças do colégio? Pois é. 

Aqui, o papel da figura imóvel é deixada para o jogador que não sai do time por nada neste mundo, justamente por ser pago pra ser cone; para o primeiro jogador de Newfoundland (o cu do mundo, no Canadá, onde nem cana dá) a levar a Stanley Cup para lá, e para, pasmem: o maior goleador da história dos playoffs.

O que estou dizendo, pequenos mancebos de mente pura, é que, não se enganem, na temporada de 2008-09, veremos mais e mais gols marcados por gente de costas pra rede. Como é possível? Fácil, veja a escalação do time:

Linha 1: Homer - Datsyuk - Hossa (ainda sem apelido - mas estou trabalhando nisso);
Linha 2: Franzen - Zetterberg - Hudler;
Linha 3: Cleary - Filppula - Samuelsson

Linha 1: Cone - Playmaker, Finalizador, Feio - Playmaker, Finalizador, Podre de Rico;
Linha 2: Cone - Playmaker, Finalizador, Comedor de Moldeo Gostosa - Playmaker, Finalizador, Comediante;
Linha 3: Cone (do cu do mundo) - Playmaker (com habilidades para voar, Finalizador que costuma cagar o pau).

Crash-the-net, curos práticos ao vivo, em casa e fora dela.

Go Wings!

zeh.


P.S.: Hoje é dia de corte. Amanhã teremos 30 no time. Até a quinta-feira da proxima semana mais sete caem.