Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

sábado, 29 de novembro de 2008

Malditos círculos no calendário

Um dos grandes desafios pos-copa Stanley é manter o foco quando temos pela frente a choldra. Estímulo contra sub-equipes praticante do hóquei não é vendido em cada esquina desse planeta, como se fosse um diploma de médico ou algumas centenas de tabletes de crack(?). Não é fácil manter a motivação contra Predators, Blues e Avalanches da ingrata vida. Um dia você fornica com a Scarlett Johansson e, algumas semanas depois, tem a sua disposição Elizabeth Christina(?). Sujeitos varões que somos, traçaremos(?) ambas, mas não é a mesma coisa.

E é bem normal ter essa atitude 'We're Too Sexy For Your Party'. Humildade é para fracos. Nossa soberba está bem fundamentada em anos de glórias. Temos subsídios para sermos arrogantes e tratar com desdém e desrespeito o inimigo - o que potencializa zebras ocasionais.

Porém, esperávamos que, diante de certos desafios, nossa esquadra voltasse a ter aquele instinto assassino que fez inúmeras vítimas na última temporada. Para o primeiro quarto da campanha circulamos no calendário algumas datas em que teríamos interessantes embates. Até agora a dor(?) vem dominando:

09/10 Toronto Maple Leafs. Não pelo adversário em si - apesar de ser um rival original. Era noite de banner na JLA. Estragaram nossa festa. Nem a rústica magia de Tomas Holmstrom foi suficiente para evitar o 3-2 adverso.

29/10 Anaheim Ducks. Enquanto existir memória, existirá Andreas Lilja entregando o jogo 5 das finais do Oeste de 2007. Más lembranças de 2003 também contribuem para que cada vitória sobre os Ducks seja ainda mais doce. Infelizmente as derrotas são multiplicadas por amargura. Construímos uma vantagem de 3-1. Um gol ilegal de Beauchemin fechou a conta para os patos na prorrogação.

30/10 San Jose Sharks. Pintavam como principais rivais já na entre-safra. Os Sharks também eram um grande desafio porque ocupavam a primeira colocação geral. O fator Todd McLellan também aumentava o cartaz do prélio. Um segundo período digno de castração coletiva fez a diferença para o time do nosso ex-treinador assistente. O 4-2 final começou a despertar dúvidas até mesmo entre a ala talibã extremista da torcida dos Red Wings.

11/11 Pittsburgh Penguins. O jogo estava ridículo de tão fácil para os Wings, no reencontro entre campeão e o primeiro dos últimos. Em certo momento do período final abrimos 5-2. Óbvio que uma vantagem de dois homens logo apareceu para o time do comissário. E foi o começo da desgraça. Jordan Staal, em noite de capa e glória, ainda ganhou um presente de Datsyuk na prorrogação. Ele serviu a Ruslan Fedotenko, que empacotou(?) nossa noite e mandou para a caixa postal do capeta – logo alí, no Capão Redondo. Alimentamos um pequeno grupo de escarnecedores, zombeteiros e mesquinhos adeptos da ave.


Tempos felizes...


26/11 Montréal Canadiens. Clássico superlativo. Estávamos confiantes em tirar uma lasca(?) do centenário Habitant. Mas o sistema deles superou o nosso com sobras. Esperaram nossos erros e, como estamos cometendo muitos, faturaram. Tomas Plekanec ainda fez um daqueles gols onde parecia que apenas um time estava no gelo. Troca de passes e a chorar na igreja. Todos putos? Não, porque a Mula Franzen amenizou o sofrimento ao marcar um tento para a posteridade.

Cinco jogos em que esperávamos ver os Red Wings valentes e audazes. Cinco datas em que nos postamos mais cedo frente ao mundo mágico proporcionado pela Internet na espera da felicidade. Cinco noites de derrotas.

Hoje temos pela frente os líderes da conferência Leste. O Boston Bruins é o time mais quente de Novembro. Será nosso terceiro jogo em quatro dias e o prélio é na Nova Inglaterra. Alguns nobres colegas alvi-rubros estão preocupados com o que acontecerá com nosso quadro. Apesar do time ter muito crédito na praça, está mais do que na hora de vencer um grande desafio.

Sem dúvida será um grande teste de caráter para o grupo. Um teste onde a única opção é a vitória.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Sem título, mas rumo ao bicampeonato

Os Wings levaram uma sova do Montreal Canadiens ontem em Detroit.

Típica atuação de quem passou tantos dias fora de casa, viajando de Detroit para Edmonton, de Edmonton para Calgary, de Calgary para Vancouver e de lá para o lar nada doce lar.

Foi por isso que trocaram Darren McCarty por Darren Helm no começo do dia. Para ganhar pernas mais ágeis.

Mas a patética atuação defensiva do time custou o jogo. Atribua um gol a Helm e outro a Kirk Maltby, em erros inexplicáveis na zona de defesa.

Pela primeira vez na temporada os Red Wings perdiam por três gols de diferença. Pela primeira vez na temporada marcaram menos de dois gols. Pelo menos não sofreram shutout pela primiera vez em 61 jogos.

Johan Franzen marcou o único gol do Detroit. E que gol!

Lista de renovações para a próxima temporada, em ordem de prioridades:
1) Henrik Zetterberg
2) Johan Franzen
...
...
3) Marian Hossa (líder do time em gols, assistências, pontos, +/- e chutes a gol).

Dan Cleary retorna na sexta-feira. Chris Chelios não. E McCarty já está de volta.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Post Seinfeld - O Post sobre o nada.

Procedendo, talvez, como Poncio Pilatos, que fez o que fez e ainda entrou na oração, volto aqui, meus queridos e queridas, para falar do nada, lavando minhas mãos no que diz respeito a qualquer tipo de desgraça que aconteça com o Todo Glorioso.


E o que é o nada? O nada é o que a defesa do Detroit Red Wings tem feito nessa temporada.

Nossos lindinhos não têm feito metade de um quarto do que fizeram temporada passada (vide Haywire), e, o pior, sem nenhuma mudança nas linhas.

- Tio zeh, o tio Chelios não tá jogando.
- E o que tem a ver com as calças?

Chelios tem bom posicionamento, mas duvido que segurasse a onda pra pancadaria que a liga tá nessa temporada. O cara já quebrou fora da TR, imagina agora. 

Bom, mas vamos de volta para o que temos no gelo.

Todo mundo fala, fala e fala, sempre reclamando, do Andreas Babcock Lilja.

Sim! Ele é o filho que Babcock não assumiu. Afinal, nada justificaria essa pustema jogar no PK. Outro dia eu dei meu braço a torcer, dizendo que ele estava jogando bem. Agora eu traduzo esse jogando bem como: fazendo menos merda que o normal. Porém, com o passar do tempo e o subir da moral dele no time, o cara poderia ter dado um tapa naquele puck que caiu no pé do Cook, né?

Eu votaria no Lebda, mas por eliminação.

Infelizmente não temos mais profundidade nos fundos. Temos um par bom, um regular e um terrível. Graças a Deus que Meech tem sido sólido até, a despeito do -1 em +/- (não vou culpá-lo pelo gol do Staal (que recebeu o puck que caiu no pé do Cook).

Também, há de se levar em consideração a quantidade estúpida de pênaltis que temos visto. Eu não sei se a regra mudou, se os juízes fizeram cirurgia de correção de miopia ou se, realmente, a cavalaria está à solta no Wings.

Alguns jogos depois da análise do nosso querido Cauê Will Farrell Abrão, já se foram 17 gols contra em PK, o que nos garante a 12ª posição neste quesito, atrás de times(?) como o Kings e o Flyers.

Em outras palavras, palavras que até já usei há um ou dois posts, não adianta fazer 15 e levar 16.

Do jeito que a coisa tá, com jogo apertado (salvo o último) todo dia, "1 a 0 é goleada".

Porém, lendo o que disse o pai do Lilja, parece que agora a coisa engrena. Afinal, tal qual um político candidato à prefeitura de uma cidadezinha da fronteira com o Suriname, ele volta a prometer que o time vai deixar de jogar bonito e jogar pra ganhar. 

Veremos.

P.S.: Kronwall está voltando a ser quem pode ser. Isso é bom, mas ele é do segundo par de defesa, não do terceiro. VOLTA QUINCEY!

P.S.: Ty Conklyn. Alguém duvida que Jimmy Howard deveria estar na Minor League?

sábado, 15 de novembro de 2008

A mula

Do Kukla's Korner Hockey:

Johan Franzen
Nesta temporada: 11 jogos, 8 gols, 4 gols da vitória.
Última temporada, playoffs : 16 jogos, 13 gols, 5 gols da vitória.
Final da última temporada regular: 16 jogos, 15 gols, 6 gols da vitória.

Total nesse período: 43 jogos, 36 gols, 15 gols da vitória.

Na maioria das cidades ele teria o status de super estrela, mas em Detroit nós ainda o chamamos de Mula!

O Jogo das Estrelas

Há poucos dias começou a votação para o Jogo das Estrelas 2009 da NHL.

E o blog Red Wings Brasil pede encarecidamente aos leitores que NÃO VOTEM nos jogadores do Detroit.

Pense bem: melhor que do ver nossos ídolos arriscando suas vidas em um jogo festivo é deixá-los descansar um fim de semana inteiro para recuperar o fôlego e continuar a corrida pela Copa Stanley.

Porque quem vai para o Jogo das Estrelas troca um fim de semana de folga por um fim de semana de putaria e atividades circenses dentro do gelo.

Diga NÃO ao Jogo das Estrelas!

Ou melhor, diga SIM: vote nos jogadores do San Jose Sharks e do Colombrado Avapramerda! Joe Thornton, Evgeni Nabokov, Joe Sakic, Peter Stastny no Jogo das Estrelas!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Desnudando nosso começo de temporada

É eu sei, a derrota de ontem para o Novorizontino Penguins foi dolorida. Nem tanto pelo reencontro dos times finalistas da SC passada, mas pelas circunstâncias do jogo. Liderar a partida inteira para entregar as pontas no último período dói até na minha falecida bisavó. E dói ainda mais nos vivos. E muito mais ainda nos torcedores do Glorioso time da roda alada.

Contudo, tentei através dos números chegar a alguma análise concreta sobre o que estamos assistindo de nosso time nesse começo de temporada. Se você tem problemas com matemática, estatísticas e comparações, talvez esse não seja seu post favorito.

Aproveitamento de pontos

2007/2008 - .701 (média da liga - .555)
2008/2009 - .750 (média da liga - .563)

2007/2008 - 25 pontos em 14 jogos
2008/2009 - 21 pontos em 14 jogos

Sequência de resultados (V=vitória, D=Derrota, VOT/SO=Vitória na prorrogação ou nos pênaltis, DOT/SO=Derrota na prorrogação ou nos pênaltis)

2007/2008 - VSO, DSO, V, V, D, V, D, V, V, V, V, V, V, V
2008/2009 - D, V, V, DOT, VOT, V, V, VSO, VSO, DOT, D, V, V, DOT

Após o começo de temporada passado, avassalador, ficamos mal acostumados a simplesmente trucidar jogos. Comparando os números, nosso começo de temporada atual não é nada catastrófico com relação a aproveitamento dos pontos (atualmente o 3º melhor da liga), contudo, como podemos ver pela evolução dos resultados dos jogos, a nossa pontuação atual exigiu muito mais do time nesses 14 jogos do que a pontuação maior nos 14 jogos iniciais do ano passado (apenas 1 vitória no SO ano passado contra 2 esse ano + 1 vitória na prorrogação).


Ataque

Gols a favor por jogo

2007/2008 - 3.07 (média da liga - 2,72)
2008/2009 - 3.67 (média da liga - 2,89)

Chutes a gol por jogo

2007/2008 - 34,4 (média da liga - 29,1)
2008/2009 - 36,3 (média da liga - 29,9)

PP

2007/2008 - 20,7% (média da liga - 17,7%)
2008/2009 - 33,3% (média da liga - 18,2%)

Razão de gols em ES (even strength - 5 contra 5 no gelo)

2007/2008 - 1,41 (média da liga - 1,01)
2008/2009 - 0,97 (média da liga - 1,04)

O ataque vem funcionando bem, como demonstra o comparativo. A quantidade de chutes a gol continua bastante alta e nosso PP é o melhor da liga com 1 gol a cada 3 oportunidades. Vale lembrar, contudo, que houve um aumento no número de gols em geral, apontado pela diferença da média. Além disso, nosso time teve uma queda brusca no aproveitamento jogando em ES, quesito em que tínhamos um tremendo diferencial no ano passado (nossa razão de 1,41 gols em ES por jogo era acompanhada, bem de longe, pelo segundo lugar, com 1,17). Temos que agradecer ao brutal aproveitamento no PP, que mantém nosso ataque como o mais decente da liga.


Defesa

Gols contra por jogo

2007/2008 - 2,18 (média da liga - 2,72)
2008/2009 - 3,36 (média da liga - 2,89)

Chutes contra por jogo

2007/2008 - 23,5 (média da liga - 29,1)
2008/2009 - 29,3 (média da liga - 29,9)

PK

2007/2008 - 84,0% (média da liga - 82,2%)
2008/2009 - 80,9% (média da liga - 82,0%)

PIM por jogo

2007/2008 - 11,4 (média da liga - 13,9)
2008/2009 - 11,9 (média da liga - 15,5)

Notamos clara diferença entre os números da temporada passada e da atual. Outrora nosso ponto forte e setor mais distinto, a defesa, como a maioria tem acusado, teve uma queda substancial na qualidade, o que reflete em maior numero de chutes dados ao nosso gol e, consequentemente (no nosso caso), maior número de gols sofridos. Nosso PK também sofre um pouco mais esse ano, demonstrando menor eficiência. Uma constatação curiosa é que, ao contrário do que a mera observação dos jogos apontava, o time continua disciplinado, mantendo uma média de minutos em PK bem parecida com a do ano anterior. Contudo, tem escolhido péssimas horas para acumular suas poucas penalidades. Basta citar que, em apenas 14 jogos, já levamos 6 gols em desvantagem de 5 contra 3 no gelo. Comparativamente, ao longo dos 82 jogos da temporada passada, tomamos apenas 7 gols em situações semelhantes.


Resumo da ópera: ficamos mal acostumados com o time que encheu nossos olhos durante a maior parte dos playoffs passados. Nossas expectativas com um time já campeão e que ainda se reforçou bem subiu lá nas alturas. Por isso, ao nos depararmos com resultados só "bons", não nos contentamos. Contudo, isso é o hockey e essa é a imprevisibilidade que lhe caracteriza. Apesar dos pesares e das contradições (como explicar que nosso PK em casa é muito bom e, fora de casa, é ruim e, ao mesmo tempo, nosso aproveitamento de pontos fora de casa é superior ao aproveitamento em casa?), nosso time continua sendo um dos melhores da temporada. Que as adversidades no percurso dos 82 jogos só sirvam para fortalecer o grupo para que nos playoffs, onde as estatísticas deixam de importar, possamos comemorar mais um bicampeonato.

PS: peço desculpas pelos 2 posts seguidos. O post anterior sobre o Larionov já estava "ma ou menos" pronto mas só consegui postar hoje e pra não perder a viagem...

Ao mestre com carinho


Talvez o resto do pessoal do blog esteja atarefado (eu aposto que com coisas como campeonato de moscas de padaria ou gastando tempo polindo todas as dobradiças das portas de suas respectivas casas) e por isso tenha esquecido, mas hei de deixar uma breve linha sobre a indicação de Igor "Professor" Larionov ao Hall da Fama do Hockey.

Sua história como jogador é uma das mais sensacionais, não só por seus feitos dentro do rink, mas também por sua coragem em peitar um regime totalitário e agressivo em prol do que acreditava ser o mais correto. Larionov foi um dos primeiros russos a jogar na NHL depois da queda da "cortina de ferro", atitude que impulsionou e motivou diversos outros russos, posteriormente, a fazerem o mesmo.

Sua história com os Wings é notável, apesar de ter começado de forma triste (quando jogava pelos Sharks, fez parte da infame eliminação dos Wings nos playoffs da temporada 93/94). Contudo, após mais algumas temporadas pelo time de San José e um rápido retorno à Rússia, em 97 o Professor se junta aos Red Wings para formar o time que seria bicampeão, abocanhando ainda mais uma chance de levantar a Copa Stanley na temporada de 01/02 com papel de extremo destaque na série final.
Dono de uma visão de jogo incomparável e uma capacidade de passar o puck capaz de desmontar defesas inteiras, é uma pena que a NHL só possa ter presenciado seu melhor hockey após a passagem dos seus melhores anos (começou a jogar na NHL com 29 anos).

Uma tremenda barbada na indicação do Hall da Fama esse ano, deixo em nome de todos as congratulações a Larionov.

Aguardo um post mais caprichado sobre o assunto por parte do nosso membro mais russo, aka, Eduardo Costa.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Ah!

NHL, alguém?!

Os Wings jogaram pela última vez no domingo, dia 2. E só voltam ao gelo no sábado, 8.

Quem foi o bastardo que inventou esse calendário?

(se bem que, com o fuso-horário de 3 horas, é impossível acompanhar a equipe).

Palavras de quem não tinha nada pra fazer.


Você segue o blog?
(veja menu à direita, entre Jogadas Anteriores e Capitães e Assistentes)