Malditos círculos no calendário
Um dos grandes desafios pos-copa Stanley é manter o foco quando temos pela frente a choldra. Estímulo contra sub-equipes praticante do hóquei não é vendido em cada esquina desse planeta, como se fosse um diploma de médico ou algumas centenas de tabletes de crack(?). Não é fácil manter a motivação contra Predators, Blues e Avalanches da ingrata vida. Um dia você fornica com a Scarlett Johansson e, algumas semanas depois, tem a sua disposição Elizabeth Christina(?). Sujeitos varões que somos, traçaremos(?) ambas, mas não é a mesma coisa.
E é bem normal ter essa atitude 'We're Too Sexy For Your Party'. Humildade é para fracos. Nossa soberba está bem fundamentada em anos de glórias. Temos subsídios para sermos arrogantes e tratar com desdém e desrespeito o inimigo - o que potencializa zebras ocasionais.
Porém, esperávamos que, diante de certos desafios, nossa esquadra voltasse a ter aquele instinto assassino que fez inúmeras vítimas na última temporada. Para o primeiro quarto da campanha circulamos no calendário algumas datas em que teríamos interessantes embates. Até agora a dor(?) vem dominando:
09/10 Toronto Maple Leafs. Não pelo adversário em si - apesar de ser um rival original. Era noite de banner na JLA. Estragaram nossa festa. Nem a rústica magia de Tomas Holmstrom foi suficiente para evitar o 3-2 adverso.
29/10 Anaheim Ducks. Enquanto existir memória, existirá Andreas Lilja entregando o jogo 5 das finais do Oeste de 2007. Más lembranças de 2003 também contribuem para que cada vitória sobre os Ducks seja ainda mais doce. Infelizmente as derrotas são multiplicadas por amargura. Construímos uma vantagem de 3-1. Um gol ilegal de Beauchemin fechou a conta para os patos na prorrogação.
30/10 San Jose Sharks. Pintavam como principais rivais já na entre-safra. Os Sharks também eram um grande desafio porque ocupavam a primeira colocação geral. O fator Todd McLellan também aumentava o cartaz do prélio. Um segundo período digno de castração coletiva fez a diferença para o time do nosso ex-treinador assistente. O 4-2 final começou a despertar dúvidas até mesmo entre a ala talibã extremista da torcida dos Red Wings.
11/11 Pittsburgh Penguins. O jogo estava ridículo de tão fácil para os Wings, no reencontro entre campeão e o primeiro dos últimos. Em certo momento do período final abrimos 5-2. Óbvio que uma vantagem de dois homens logo apareceu para o time do comissário. E foi o começo da desgraça. Jordan Staal, em noite de capa e glória, ainda ganhou um presente de Datsyuk na prorrogação. Ele serviu a Ruslan Fedotenko, que empacotou(?) nossa noite e mandou para a caixa postal do capeta – logo alí, no Capão Redondo. Alimentamos um pequeno grupo de escarnecedores, zombeteiros e mesquinhos adeptos da ave.
Tempos felizes...
26/11 Montréal Canadiens. Clássico superlativo. Estávamos confiantes em tirar uma lasca(?) do centenário Habitant. Mas o sistema deles superou o nosso com sobras. Esperaram nossos erros e, como estamos cometendo muitos, faturaram. Tomas Plekanec ainda fez um daqueles gols onde parecia que apenas um time estava no gelo. Troca de passes e a chorar na igreja. Todos putos? Não, porque a Mula Franzen amenizou o sofrimento ao marcar um tento para a posteridade.
Cinco jogos em que esperávamos ver os Red Wings valentes e audazes. Cinco datas em que nos postamos mais cedo frente ao mundo mágico proporcionado pela Internet na espera da felicidade. Cinco noites de derrotas.
Hoje temos pela frente os líderes da conferência Leste. O Boston Bruins é o time mais quente de Novembro. Será nosso terceiro jogo em quatro dias e o prélio é na Nova Inglaterra. Alguns nobres colegas alvi-rubros estão preocupados com o que acontecerá com nosso quadro. Apesar do time ter muito crédito na praça, está mais do que na hora de vencer um grande desafio.
Sem dúvida será um grande teste de caráter para o grupo. Um teste onde a única opção é a vitória.
