quarta-feira, 22 de abril de 2009

Jogo 3: eficácia + eficiência = produtividade

A estréia do Charlie Brown Júnior (CBJ... hãm hãm?) mandando um jogo de playoff foi bonita. O público estava alucinado, a produção da festa foi legal, muita emoção na Nationwide Arena e bla bla bla, mas a alegria do povo de Ohio terminou assim que o puck foi ao gelo, às exatas 1 hora da manhã do dia 22 de abril em Zagrebe, a peculiar capital da Croácia.

Sabe aquele dia em que você está empolgadaço para fazer algo bacana, como por exemplo sair com aquela cocota que há tempos você amola e, ao acordar, descobre que teve seu vergalhão cirurgicamente removido por uma quadrilha de roubo de órgãos pequenos? Foi mais ou menos assim que todos os torcedores da banda de skaterock de Santos se sentiram ontem a noite, pois foram precisos apenas 67 segundos para o pipi do seu time ser arrancado com um gol do impregnador de goleiros Tomas Holmstrom.

Então, estreando no mata-mata, os Jackets já começam com um singelo handcap de 1 gol equivalente a uma chuveirada gelada. Mas ainda havia quase 59 minutos de jogo, tempo suficiente para empatar, virar e deflagar a primeira vitória da franquia em playoffs.

Como bons brahmeiros (guerreiros? travequeiros?), os jaqueteiros foram a luta e batalharam durante todo o primeiro periodo, ganhando momentum e exigindo de Osgood mais uma atuação irretocável. A confiança que havia desmilinguido no primeiro gol do Detroit foi recobrada e o time dos canhões (não estou falando do Arsenal) vislumbrava uma partida com chances de final feliz. Mas, faltando 46 segundos para o fim do período, Dan Cleary girou na frente do gol, dando um tapa no puck pro fundo da rede. 2x0 Red Wings e dois tapas na cara do anfitrião: um no começo e um no fim do período.

A tragédia parecia se anunciar mas, sem desistir, o time de azul voltou para o segundo período disposto a reverter a desvantagem. Punindo os jogadores de vermelho com trancos e mais trancos, a torcida que não parava um minuto gritava com mais ênfase ao ver a confiança do time sendo recobrada mais uma vez. Foi quando aos 7:03 do segundo período aconteceu isso:



A arena ficou silenciosa. Eu já vi videos de colisões entre betoneiras carregadas serem menos danosas do que esse tranco defenestrador (e, a quem se pergunta, me refiro à janela do planeta Terra pela qual RJ Umberger foi arremessado) aplicado por Brad Stuart.

Logo em seguida, Mike Commodore AKA "em busca de respeito" tentou vingar o amigo suculento indo como um maluco para cima de Dan Cleary, que dava sopa na borda bem em frente ao banco do Detroit. Ao passar lotado, Commodore voou para dentro do banco e causou certo nojo nos jogadores do Detroit, como pode ser conferido no video abaixo:



Reparem aos 45 segundos de vídeo que Marian Hossa, com asco do pimp branquelo, coloca até a luva com medo de algum contato pele-a-pele com o indivíduo. Após essa tentativa patética de check os Jackets foram castigados levando o terceiro gol. Teoricamente ainda restavam 26:05 de jogo mas, depois que cada tentativa de superação e cada esforço extra foram punidos com gols, a partida já havia terminado.

As cobranças de Mike Babcock com relação a seriedade da equipe, evitando assim o que houve no playoff passado contra o Nashville, surtiram efeito. O time não jogou um hockey divino, mas foi extremamente eficiente em podar qualquer tentativa de animação por parte dos calouros de Ohio. Que seja assim também amanhã e a varrida se complete, sem sustos e com tempo de descanso para acompanhar se os Ducks frustram novamente o sonho dos Sharks ou se teremos que peitar Luongo e sua trupe nas semi-finais de conferência.

4 comentários:

Everton disse...

Varrida! Varrida!

Se Deus quiser!

Jazz disse...

Cara, na boa, o Sharks que se foda, eu tenho vontade de vingar nos Ducks.
Eles que venham!!!

Gustavo disse...

Stuart é outro que começou a jogar de verdade nos PO's!!!!!!


Belo HIT!!!


Go Wings Go

Everton disse...

Também tenho uma vontade imensa de fuder os Patos!!!

Vamos ver no que da

Abraços!