sábado, 31 de outubro de 2009

Horror em Amity-Ville Leino

Então Ken Holland está satisfeito com o elenco dos Red Wings apesar das contusões de dois dos seis atacantes principais, Johan Franzen e Valtteri Filppula.

É um fanfarrão.

Ninguém pode ficar satisfeito com um time que vai ao jogo de hoje assim:

Bertuzzi-Datsyuk-Holmstrom
Cleary-Zetterberg-Williams
Draper-Helm-Eaves
May-Abdelkader-Maltby

Não há uma linha forte, um trio capaz de levantar o torcedor do sofá. Todd Bertuzzi na linha 1? Jason Williams na linha 2? E quem são esses nas linhas inferiores?

Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg simplesmente não funcionam sozinhos. E talvez John Buccigross tenha razão: eles já passaram do auge. Dats e Zetta não são Alexander Ovechkin ou Sidney Crosby ou Evgeni Malkin, jogadores que jogam com uma alface na ponta-direita e um ovo frito na ponta-esquerda e disputam o Troféu Art Ross.

Ville Leino não está ali porque Mike Babcock o barrou para o jogo de hoje. E com palavras carinhosas:

"Ville não está funcionando em nenhuma linha. Isso está claro. Ele vai ter um dia para assistir. Ele não tem se esforçado o suficiente, então vai assistir ao jogo e os outros caras vão jogar."


Muito bem, Babcock. Se funcionou para Darren Helm, talvez funcione para o finlandês também. Aliás, sobre Leino, artilheiro da liga finlandesa um ano desses aí, era ele quem deveria suprir os gols perdidos com a saída de alguns atacantes e a contusão dos outros, mas até agora não foi nada mais do que um fiasco. A liga finlandesa deve ser tão fácil quanto o NHL 2009 da EA Sports.

A gerência se diz satisfeita, mas no fundo sabe que isso aí não é o Detroit e não há perspectivas de melhora no curto prazo. Dois meses sem Filppula, quatro meses sem Franzen. E até lá vamos com esses Mays, Abdelkaders, Eaves da vida. Um horror.

Pelo menos com a queda dos dois atacantes o teto salarial, que antes não cabia um colunista fajuto de blog brasileiro, agora comporta até um fardo de Skol. Por enquanto podemos contratar um jogador de US$ 3 milhões, mas daqui a dois meses esse número será muito maior.

Se ainda tivessémos um goleiro capaz de roubar jogos (Craig Anderson) ou então um que não perdesse jogos (qualquer um menos Chris Osgood e Jimmy Howard), poderíamos arrancar mais algumas vitórias com essa defesa maravilhosa — no papel, porque no gelo também está um horror.

É uma pena. Tudo isso é uma pena.

2 comentários:

Guilherme Calciolari disse...

Bizarro. Ok, Leino não está marcando pontos (ou acertando passes, ou chutes... que horror), mas falar que não está se esforçando? Ele está trabalhando muito mais nas bordas e na frente do gol do que alguns outros atacantes.

Que maravilha, vou viajar e quando voltar já vai ser Novembro.

Vinicius Villatore disse...

é Calciolari, esperamos num novembro com mais flores que foi nosso outubro... (que frase estranha)

Humberto, pensei algo assim sobre Dats e Zetta, mas quando a estrela deles resolve aparecer, dificil segurar...
mas concordo, eles sozinhos nao funcionam...