Puta que pariu, que merda!
Agora é oficial: este é o time bipolar.
Enquanto assistia ao jogo nesta tarde, imaginava o que escrever para o blog. Queria elogiar a linha formada por Holmstrom, Draper e Maltby, justamente aqueles que boa parte da torcida queria ver aposentados — com honras, claro. Então Mike Babcock reuniu 12 Copas Stanley e formou a linha dos dejetos. É um trio que me agrada
Pensei em destacar o jovem Justin Abdelkader. O garoto parece ter estrela. Não é qualquer um que sobe para o profissional e no começo da carreira faz gols regularmente. Abdelkader fez três, se não me engano, e não é candidato ao Rocket Richard. Mas Matt Duchene, badalado calouro, só fez o seu primeiro ontem. Abdelkader já havia marcado dois gols na final da Copa Stanley.
(Faltou escrever, quando publiquei o post, que ele tem estrela pra marcar gol, mas é uma merda inútil pra segurar um disco no centro do gelo ou marcar um atacante adversário... ou seja, defensivamente é um lixo).
Na linha de novos talentos, estou confortável com Jonathan Ericsson. Não acredito que ele seja tudo aquilo que Babcock sempre falou, porque não vejo isso nele, mas seguramente é um bom defensor e que está se destacando nos aspectos ofensivos. Podia ser mais rápido, podia ter mais agilidade, mas seu tamanho certamente dificulta dar um duplo twist carpado no gelo.
E o último pensamento individual vai para Todd Bertuzzi. Finalmente eu entendi qual é a dele. Bertuzzi não é mais aquele atacante de força, não é mais uma máquina de marcar gols e não vai dar assistências mirabolantes. Ele é mais um que muda o foco para a defesa. Nesta linha, gostei do que ele fez no sábado. Estou de acordo e já sei o que esperar dele nesta temporada.
À medida que o terceiro período avançava, sabia que nada do que eu queria escrever seria realmente escrito. Até então o jogo entre Detroit e Colorado era um desafio de homens contra meninos, de profissionais contra amadores, a mesma coisa que pegar um time de futebol profissional — não do Brasil, é claro — e colocá-lo contra o time de casados do bairro.
Mas o abismo entre os fodões e os merdinhas diminuiu quando Jason Williams tomou uma porrada na cara e os Red Wings tiveram quatro minutos de vantagens numéricas. Nós até pressionamos, atacamos com vontade, mas a penalidade foi o divisor de águas. A partir dali os merdinhas voaram no gelo e os fodões andavam/amarelavam a la Rubinho Barrichello.
Os Avs só venceram o jogo porque tinham um goleiro decente. Craig Anderson fez uma defesa espetacular em chute de Henrik Zetterberg, impedindo que os Wings abrissem uma goleada. Chris Osgood não defendeu o chute de Duchene.
Quatro dias de folga, quinta-feira enfrentam os Coyotes em Phoenix, o primeiro de cinco jogos consecutivos na estrada para encerrar o mês de outubro. Um péssimo mês independentemente do que acontecer até dia 31.
FRUSTRAÇÃO.
Um comentário:
Os apagoes esse ano estao mais constantes e maiores... preocupante.
Acordaaaaaaaaaa Wings!
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