Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Nem Franzen, nem Hossa

Foram 20 votos e 15 comentários em uma semana no post "Hora do debate: Franzen ou Hossa?"

O blog agradece aos leitores pela participação.

Por sua vez, o autor do post também prefere que o Detroit assine com Marian Hossa, por tudo o que foi escrito (acredito que a opinião esteja impregnada naquele post, porque foi difícil desvencilhar disso para escrever).

Mesmo que Johan Franzen seja mesmo uma Mula, no melhor sentido da palavra, e que a organização seja feita de classe. Muita classe.

Mas o que eu vejo hoje é que o Detroit não vai assinar nem com Franzen, nem com Hossa. Simplesmente porque não cabe no orçamento.

Como planejado, encerro a discussão com uma análise da folha salarial dos Red Wings para a próxima temporada.

Ainda não se sabe qual será o valor do teto salarial em 2009-10, mas é fato que não será muito maior que o atual, existindo até um pequeno risco de decréscimo. No entanto, para a análise vamos considerar que o teto se mantenha igual ao desta temporada: US$ 56,7 milhões.

O Detroit tem sete atacantes assinados para o ano que vem: Pavel Datsyuk, Henrik Zetterberg, Valtteri Filppula, Dan Cleary, Tomas Holmstrom, Kris Draper e Kirk Maltby. Some-se ao grupo Darren Helm, que também tem contrato e finalmente deve ser incorporado ao elenco. Ao todo eles consomem US$ 23,9 milhões do orçamento (42,2% da folha).

Toda a defesa do time tem contrato para pelo menos mais uma temporada, exceto Chris Chelios, de quem a gerência deve finalmente abrir mão. Nicklas Lidstrom, Brian Rafalski, Brad Stuart, Niklas Kronwall, Andreas Lilja, Brett Lebda e Derek Meech demandam US$ 22,6 milhões aproximadamente (ou 39,8% do orçamento).

No gol, apenas Chris Osgood está contratado, por US$ 1,4 milhão. Esqueça Ty Conklin, porque ele vai receber propostas irrecusáveis liga afora, muito acima do que o Detroit poderia pagar e que Ken Holland realmente pagaria por um goleiro.

É provável que Jimmy Howard enfim faça parte do time. Seu contrato é de US$ 717 mil. Então com os goleiros os Red Wings gastarão pouco mais de US$ 2 milhões.

Jonathan Ericsson também será titular? Se sim, acrescente mais 900 mil à conta dos defensores.

Já se foram mais de US$ 49 milhões (87,3%).

Holland terá US$ 7,2 milhões para completar o ataque com pelo menos quatro jogadores.

Ville Leino provou que está pronto para a NHL. É um atacante bom e barato. Em nossa simulação ele assinará por US$ 1,5 milhão, praticamente o dobro do que recebe hoje.

A gerência já demonstrou interesse em renovar o contrato de Tomas Kopecky. Seus US$ 500 mil atuais sobem para US$ 850 mil.

Finalmente, Jiri Hudler. O tcheco continua marcado pela sua pontuação estupenda para quem atua poucos minutos por noite. Hudler faz nítido progresso a cada temporada e não faz sentido abrir mão de seu talento agora. Vamos imaginar pra ele um contrato de mesmo valor do Cleary, US$ 2,8 milhões. Espere... ele também tem que conceder um desconto para continuar no melhor time da liga. Então que seja US$ 2,5 milhões e a promessa de um contrato lucrativo no futuro.

Para Mikael Samuelsson, obrigado, adeus e um abraço!

Sobraram dois atacantes sem contrato: Franzen e Hossa.

Sobraram US$ 2,3 milhões no orçamento.

Não cabe nem Franzen, nem Hossa.

Holland tem poucas opções. Negociar Hudler? Relegar Leino, Ericsson e Helm novamente ao Grand Rapids Griffins (esta hipótese precisa ser verificada, porque de imediato não sei se eles estão isentos da Desistência)? Desistir dos dois grandes e assinar com Samuelsson para completar o ataque? Romper com Draper e Maltby, dois veteranos nitidamente em fim de carreira?

Como de costume, em Holland nós acreditamos. Mas ele não é mágico.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Hossa brigando por seu contrato

Marian Hossa literalmente brigando por seu contrato:

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Hora do debate: Franzen ou Hossa?

Desde que o Detroit Red Wings renovou o contrato de Henrik Zetteberg, uma pergunta ficou no ar: quem será o próximo? Johan Franzen ou Marian Hossa?

É a resposta que o blog Red Wings Brasil quer ouvir de seus leitores.


JOHAN FRANZEN
29 anos
4 temporadas
267 jogos, 71 gols, 118 pontos
Playoffs: 40 jogos, 17 gols, 28 pontos

Franzen, "Mula", tem história curiosa em Detroit. Recrutado em 2004 na terceira rodada, foi trazido da Suécia no ano seguinte, aos 26 anos, e imediatamente integrou o elenco titular dos Red Wings.

Central grande e forte, tinha como características, além de sua força, as habilidades defensivas. No entanto, na segunda metade da temporada 2007-08, Franzen assumiu lugar na primeira linha de vantagem numérica da equipe e começou a fazer gols. Muitos gols. Terminou a temporada com 27, entrou quente nos playoffs e humilhou o Colorado Avalanche, com nove gols em quatro jogos, recorde absoluto da NHL.

Foi o artilheiro do time com 13 gols, ao lado de Henrik Zetterberg, porém com seis jogos a menos disputados, graças ao período em que esteve afastado por um coágulo no cérebro.

Na atual temporada, manteve a mão quente, com 22 gols em 46 jogos. Média que, projetada em 82 jogos, resultaria em 39 gols. O mais impressionante foram os seus golaços, alguns dignos de jogada da semana.

Mas disputar 82 jogos numa temporada é algo inédito para a Mula. Em todas os quatro anos com os Red Wings ele sofreu alguma contusão que o afastou de, em média, dez jogos por temporada. Histórico que permite dizer que Franzen é "propenso" a contusões, embora isso possa acabar da noite para o dia.

O grande ponto em relação ao sueco é definir se ele é um goleador ou se está goleador. Ele não era enquanto esteve na Suécia e não foi em dois anos e meio em Detroit.


MARIAN HOSSA
30 anos
11 temporadas
757 jogos, 330 gols, 706 pontos
Playoffs: 75 jogos, 25 gols, 61 pontos

Embora tenha quase o triplo de jogos de Franzen, Marian Hossa é apenas um ano mais velho.

Hossa chegou a Detroit em julho, depois que o seu empresário ligou para Holland e disse: "Marian quer jogar nos Red Wings". O eslovaco recusou fortunas de outras equipes para assinar por um ano com o atual campeão da Copa Stanley. Seu objetivo, claro, era ganhar o Santo Graal do hóquei pela primeira vez em sua carreira.

Recrutado e desenvolvido pelo Ottawa Senators, disputou sete temporadas com a equipe, até ser trocado para o Atlanta Thrashers, onde passou três anos antes de fazer escala no Pittsburgh Penguins.

Hossa é goleador nato. Tem no currículo sete temporadas com mais de 30 gols, sendo duas com mais de 40. Em outras duas ocasiões bateu na trave, com 29 gols.

Em Detroit descobrimos que ele também é um jogador completo, que defende muito bem e até desfere trancos. Está ao lado de Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg, em matéria de excelência nos dois extremos do gelo.

À exceção de uma contusão na temporada passada, logo em sua estreia com os Penguins, Hossa fez seis temporadas seguidas com, no mínimo, 80 jogos disputados.

Com o Detroit ainda não perdeu um jogo seguer, com 31 gols e 58 pontos em 56 jogos, ritmo que pode ajudá-lo a quebrar seu recorde pessoal de 45 gols em uma temporada.


FRANZEN ou HOSSA
É impossível manter os dois atacantes no time, a menos que Holland decida negociar Jiri Hudler e não assinar com Mikael Samuelsson, por exemplo, o que provavelmente ainda não seria o suficiente.

Franzen e Hossa já afirmaram que, se para jogar no Detroit é preciso receber menos, então eles vão receber menos. Se é assim que funciona, eles estão dispostos a comprar a idéia.

Mas partindo da premissa de que cabe apenas um no orçamento, principalmente em virtude da crise econômica que vai derrubar o teto salarial para a temporada 2010-11, quem você contrataria?

Johan Franzen ou Marian Hossa? Vote na enquete e justifique aqui. Vamos promover o debate.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Vingador, Espeto de churrasco e Mula

Você sabe quando o treinador não conta com um jogador quando ele aparece para treinar pela primeira vez em dois meses e o técnico diz que "Eu não sabia que ele estaria aqui".

Graças a uma cirurgia de hérnia, Darren McCarty está fora desde novembro. E hoje, pela primeira vez, pôde treinar com o elenco. "Foi uma boa surpresa," completou Mike Babcock. "Eu estava alegre por vê-lo."

Os outros contundidos do time encontram-se em etapas distintas da recuperação. Tomas Holmstrom foi operado na virilha com sucesso e deve voltar ao time em um mês, no mínimo.

Johan Franzen, que a cada dia que passa fora do time perde espaço para Marian Hossa na lista de prioridades de Ken Holland, ainda está com a mão direita inchada. Ele se machucou no sábado, quando foi atingido por um disco.

A Mula está treinando, mas sem taco. Uma data possível para seu retorno é daqui a uma semana, no dia 18, contra o Nashville Predators.

McCarty, por sua vez, ganhará uma viagem para Grand Rapids e uma camisa dos Griffins quando estiver pronto para jogar hóquei novamente.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Nosso salão de festas!

Na última vez que estivemos na Mellon Arena festejamos às custas do anfitrião. Hoje retornamos ao iglu e novamente violamos a moral dos Penguins. Menos de 24 horas depois de surrar os Oilers, ditamos o ritmo e vencemos, sem riscos, o fresco - com duplo sentido - inimigo.

Quando Marian Hossa, um intruso eslovaco na linha dos finlandeses Filppula e Leino, pincelou uma obra de arte - o 2º tento dos Wings na partida-, o silêncio foi tão intenso(?) na Mellon Arena que pudemos escutar algo penetrando um certo orifício de cada torcedor dos Penguins presente.

Quando Pavel Datsyuk, que já havia aberto a porteira, fechou a conta com mais uma de suas genialidades, foi a vez de certos músculos esfinctéricos, pertencentes a Mike Emrick, Ed Olczyk e o resto da staff(?) da NBC, serem violado pelo destino. Pouco antes eles falaram que a NHL possui três super estrelas. Obviamente, ignoraram o russo mágico.

Entrou com areia, sem vaselina e sem aviso.

Hossa não foi o único ex-Penguins a brilhar na noite. Ty Conklin, que na temporada passada manteve Pittsburgh bem colocado na tabela ao substituir o lesionado Fleury, foi fantástico quando exigido. Os Pens não tiveram muitas chances, mas as que tiveram foram claras e encontraram em Conklin um paredão instransponível.

Era um jogo que valia bem mais para os Penguins, que brigam com Hurricanes e Panthers pela 8ª vaga aos playoffs no leste. Malkin e seus asseclas vinham de duas vitórias mas encontraram um time superior em todos os aspectos do jogo - mesmo sem Franzen, que se soma a Homer e Stuart no DM.

Nossa equipe de PK também foi um ponto positivo, em especial no período inicial, mas ver Zetterberg anulando Crosby durante um PP dos Pens não é novidade nenhuma.

Aparentemente, nosso mundo voltou a ser um bom lugar para se viver.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Homer down, Wings up

Down: Nosso guerreiro do crease Tomas Holmstrom ficará afastado do time até Março por causa de uma operação de Hérnia, procedimento semelhante ao que ele foi submetido em Junho de 2008. A expectativa é que ele ainda jogue algumas partidas da temporada regular antes do início dos Playoffs. GL homer!

Up: primeiro tempo de gala na JLA contra os Oilers, os Wings fecham o período com uma vantagem de 5x0. Que o zero permaneça no placar até o fim da partida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Blog, goleiro e revista

Vou mudar o nome do blog para Beto Wings Brasil.
Porque a última vez que alguém que não se chame Humberto Fernandes postou nesse blog foi há 25 dias.

E o Chris Osgood está cagando o pau. Nenhuma novidade nisso. A surpresa foi o quase-esporro público do Mike Babcock, que não aliviou a barra do frangueiro.

Cá pra nós, é hora de despachar Osgood e Ty Conklin pro Grand Rapids Griffins e subir Jimmy Howard e Daniel Larsson para o time de cima. Porque os garotos estão defendendo tudo lá onde não vale nada, enquanto os goleiros do time principal não pegam nada onde tudo vale.

Mas o motivo desse post é outro: tem mais Red Wings em TheSlot.com.br.

Humberto Fernandes
A moda dos contratos exagerados chegou a Detroit, onde Henrik Zetterberg assinou por 12 temporadas, até o inimaginável ano de 2021

Marcelo Constantino
Os Red Wings renovam com Henrik Zetterberg e agora sonham até em manter Marian Hossa e Johan Franzen para a próxima temporada

Leia lá e comente aqui. Ou não comente, se você não quiser. Mas leia!