Prorrogação e Red Wings combinam?
Marcelo Constantino, colunista de TheSlot.com.br e leitor do blog, pesquisou o histórico dos Red Wings em prorrogações nos playoffs desde 1997, ano em que começou a acompanhar a NHL, para confirmar se o retrospecto do time é tão desanimador quanto ele acreditava ser.
A resposta está logo abaixo, em texto de sua autoria.
Os torcedores do Detroit Red Wings devem temer as prorrogações nos playoffs?
Eu acompanho hóquei desde a temporada de 1996-97 e minha lembrança recente do Detroit Red Wings em prorrogações de playoffs não é positiva. Digo, minha cabeça diz que os Red Wings perdem mais do que vencem essas prorrogações. Isso certamente está embasado pelos anos mais recentes, com alguns desastres infelizmente memoráveis. Mas será que isso faz sentido, ou seja, será que isso tem fundamento? Os Wings realmente têm um retrospecto ruim nesse ponto?
Para saber a resposta, fui pesquisar os jogos do time em prorrogações de playoffs desde aquela minha primeira temporada, ou seja, desde os playoffs de 1997. E o resultado, salvo algum engano meu, realmente não é positivo: os Red Wings venceram 43% das prorrogações, 12 vitórias e 16 derrotas.
O que pesa negativamente nesse histórico é o período entre 2000 e 2004, quando os Wings venceram apenas duas de 13 prorrogações, ou apenas 15%. Duas prorrogações em cinco anos. E você certamente há de se lembrar das duas: uma delas é a histórica terceira prorrogação do jogo 3 das finais de 2002, quando o quarentão Igor Larionov colocou o disco para dentro do gol dos Hurricanes. A outra, também importantíssima, foi a de Fredrik Olausson contra o Colorado Avalanche, na também clássica guerra das finais de conferência daquele mesmo ano. Mesmo naquele ano campeão de 2002, o Detroit venceu somente duas de seis prorrogações.
Fora isso, naquele período entre 2000 e 2004 nós vimos Chris Drury nos matar duas vezes -- talvez venha daí o meu conceito de que Drury é um jogador decisivo: em 2000 e 2002 ele foi o responsável pelas duas das três vitórias dos Avs em prorrogações em todo o período pesquisado (a outra veio por Peter Forsberg, também em 2002). Drury, aliás, é o único jogador a marcar dois gols em prorrogações sobre os Wings desde 1997.
Ainda no período negro entre 2000 e 2004, em três anos os Red Wings perderam duas vezes na prorrogação para um mesmo time -- o time que os eliminaria dos playoffs. Em 2001, Eric Belanger e Adam Deadmarsh marcaram pelo Los Angeles Kings, em 2003 foi a vez de Paul Karyia e Steve Rucchin pelos então Anaheim Mighty Ducks e em 2004 Marcus Nilson e Martin Gelinas avançaram com o Calgary Flames playoffs adentro sobre o Detroit.
De 2004 para cá a coisa ficou equilibrada. O Detroit venceu metade das prorrogações, quatro de oito. Johan Franzen é o nosso herói nesse ponto, vencendo duas prorrogações (2007 contra os Flames e 2008 contra o Nashville Predators). Mathieu Schneider marcou contra os Ducks em 2007 e Kirk Maltby (jogador que marcou duas vezes em prorrogações de playoffs para os Wings, a outra foi contra os Avs em 1999) marcou contra o Edmonton Oilers em 2006.
Outro que marcou duas vezes em prorrogações de playoffs para o Detroit foi Brendan Shanahan. Contra os Ducks em 1997, fechando a série que foi uma varrida com três prorrogações, e contra o St. Louis Blues em 1998, consertando uma cagada de Chris Osgood.
Prorrogações de playoffs são momentos do mais alto grau de excitação no hóquei da NHL. Ao mesmo tempo em que péssimas lembranças me vêm à cabeça -- desde o gol de Petr Sykora no ano passado, de Scott Niedermayer no ano anterior até de Forsberg em 2002 --, as boas lembranças fazem frente: o gol de Larionov no épico de 2002, o de Maltby em 99 (adoro aquele gol, sem motivo aparente) e o mais sensacional para mim, o de Kris Draper nas finais de 1998, selando uma das mais espetaculares viradas que eu já vi os Wings protagonizarem em playoffs.
De qualquer forma, minha cabeça segue com receio de prorrogações nos playoffs.
