terça-feira, 28 de abril de 2009

Ducks na segunda fase

O Anaheim Ducks será o adversário do Detroit Red Wings na segunda fase dos playoffs 2009.

É o confronto que os fãs desejavam, por três motivos:
1) possibilidade de revanche;
2) evitar o Vancouver Canucks;
3) representa a eliminação do favorito San Jose Sharks.

A série começará na sexta-feira, em Detroit.

Wings em 5.

Se a vingança é um prato que se come frio, com um pato eu abro uma exceção


Está aberta a temporada de caça aos patos!


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Griffins na segunda fase

O Grand Rapids Griffins, nosso afiliado na AHL, também se classificou para a segunda fase dos playoffs.

Na série contra o Hamilton Bulldogs (afiliado do Montreal Canadiens), os Griffins venceram os jogos 1 e 2 fora de casa, apenas para estragar tudo nos jogos 3 e 4 em casa. No jogo 5, também em casa — o formato de playoffs da AHL é diferente —, a equipe fez uma ótima partida e recuperou a liderança na série.

Domingo à noite, no jogo 6, os Griffins voltaram a Hamilton e derrotaram os donos da casa por 4-1, fechando a série.

Ville Leino é o artilheiro dos playoffs, com 12 pontos. Darren Haydar, o Sr. AHL, fez 11. A nova jóia da coroa, Justin Abdelkader, marcou seis gols e oito pontos. Não vai demorar para Abdelkader vestir o uniforme vermelho e branco principal da organização.

Vamos ver até onde os Griffins vão sem Jonathan Ericsson e Darren Helm, ambos em passagem pelo Detroit.

Na segunda fase a equipe enfrentará o Manitoba Moose. A série começa na sexta-feira, em Manitoba.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Blue Jackets rumo a Tóquio



Ao contrário dos três primeiros jogos, o jogo 4 não foi fácil. Os Blue Jackets por duas vezes eliminaram a diferença de dois gols no placar. É o suficiente dizer que no segundo período do jogo de ontem marcaram mais gols que no restante da série.

O maior destaque do Detroit no confronto foi a profundidade do time. Ao todo 11 jogadores diferentes marcaram gols. O tal do "secondary" scoring — no nosso caso, já beira o "terciary" (?) scoring.

O jogo 4 foi uma aberração. Os Wings jogaram como se fosse uma noite de quarta-feira de novembro. O suficiente para concluir a aniquilação, que é mais do que a varrida: os Blue Jackets não lideraram a série por um segundo sequer. Em todos os quatro jogos o Detroit abriu o placar e os jogos no máximo estiveram empatados.

Aquela penalidade por homens demais no gelo no penúltimo minuto evitou que a série tivesse prorrogação. Abençoado seja o burro que pulou no gelo antes da hora (Fredrik Modin).

Preocupação somente com Chris Osgood, que nitidamente jogou machucado do segundo período em diante, depois de um choque com um atacante do Columbus. Mas ele terá pelo menos uma semana de descanso até a próxima rodada, contra Anaheim Ducks ou Vancouver Canucks.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Jogo 3: eficácia + eficiência = produtividade

A estréia do Charlie Brown Júnior (CBJ... hãm hãm?) mandando um jogo de playoff foi bonita. O público estava alucinado, a produção da festa foi legal, muita emoção na Nationwide Arena e bla bla bla, mas a alegria do povo de Ohio terminou assim que o puck foi ao gelo, às exatas 1 hora da manhã do dia 22 de abril em Zagrebe, a peculiar capital da Croácia.

Sabe aquele dia em que você está empolgadaço para fazer algo bacana, como por exemplo sair com aquela cocota que há tempos você amola e, ao acordar, descobre que teve seu vergalhão cirurgicamente removido por uma quadrilha de roubo de órgãos pequenos? Foi mais ou menos assim que todos os torcedores da banda de skaterock de Santos se sentiram ontem a noite, pois foram precisos apenas 67 segundos para o pipi do seu time ser arrancado com um gol do impregnador de goleiros Tomas Holmstrom.

Então, estreando no mata-mata, os Jackets já começam com um singelo handcap de 1 gol equivalente a uma chuveirada gelada. Mas ainda havia quase 59 minutos de jogo, tempo suficiente para empatar, virar e deflagar a primeira vitória da franquia em playoffs.

Como bons brahmeiros (guerreiros? travequeiros?), os jaqueteiros foram a luta e batalharam durante todo o primeiro periodo, ganhando momentum e exigindo de Osgood mais uma atuação irretocável. A confiança que havia desmilinguido no primeiro gol do Detroit foi recobrada e o time dos canhões (não estou falando do Arsenal) vislumbrava uma partida com chances de final feliz. Mas, faltando 46 segundos para o fim do período, Dan Cleary girou na frente do gol, dando um tapa no puck pro fundo da rede. 2x0 Red Wings e dois tapas na cara do anfitrião: um no começo e um no fim do período.

A tragédia parecia se anunciar mas, sem desistir, o time de azul voltou para o segundo período disposto a reverter a desvantagem. Punindo os jogadores de vermelho com trancos e mais trancos, a torcida que não parava um minuto gritava com mais ênfase ao ver a confiança do time sendo recobrada mais uma vez. Foi quando aos 7:03 do segundo período aconteceu isso:



A arena ficou silenciosa. Eu já vi videos de colisões entre betoneiras carregadas serem menos danosas do que esse tranco defenestrador (e, a quem se pergunta, me refiro à janela do planeta Terra pela qual RJ Umberger foi arremessado) aplicado por Brad Stuart.

Logo em seguida, Mike Commodore AKA "em busca de respeito" tentou vingar o amigo suculento indo como um maluco para cima de Dan Cleary, que dava sopa na borda bem em frente ao banco do Detroit. Ao passar lotado, Commodore voou para dentro do banco e causou certo nojo nos jogadores do Detroit, como pode ser conferido no video abaixo:



Reparem aos 45 segundos de vídeo que Marian Hossa, com asco do pimp branquelo, coloca até a luva com medo de algum contato pele-a-pele com o indivíduo. Após essa tentativa patética de check os Jackets foram castigados levando o terceiro gol. Teoricamente ainda restavam 26:05 de jogo mas, depois que cada tentativa de superação e cada esforço extra foram punidos com gols, a partida já havia terminado.

As cobranças de Mike Babcock com relação a seriedade da equipe, evitando assim o que houve no playoff passado contra o Nashville, surtiram efeito. O time não jogou um hockey divino, mas foi extremamente eficiente em podar qualquer tentativa de animação por parte dos calouros de Ohio. Que seja assim também amanhã e a varrida se complete, sem sustos e com tempo de descanso para acompanhar se os Ducks frustram novamente o sonho dos Sharks ou se teremos que peitar Luongo e sua trupe nas semi-finais de conferência.

terça-feira, 21 de abril de 2009

21 de Abril, dia histórico

Como de costume, dia 21 de Abril comemoramos, brasileiros que somos, a morte do mártir da inconfidência mineira Tiradentes. Ele, que muitas vezes é confundido com Jesus e só queria independência para comer seus pães de queijo numa boa, acabou sendo fatiado em cubos e amaldiçoado até sua sétima geração pela ousadia de pregar a liberdade.

"Ae Cauê, que bonito, falando da história nacional. Agora diz ai o que isso tem a ver com hockey e com os Red Wings, seu arrombado!".

Calma, eu falo.

O fato é que 217 anos depois da degola do mais famoso dentista do Brasil, podemos ter outro acontecimento histórico nesse mesmo dia do ano.

Aos que ainda se perguntam, será em 21 de Abril de 2009 a primeira partida de playoffs que o Columbus Blue Jackets joga em casa. E mais: poderá ser a primeira vitória em playoffs da história da franquia!

Para que tal momento único ocorra, os jaqueteiros terão que superar uma série de dificultades ao longo dos 60 minutos de jogo. A primeira delas é encontrar uma forma de atacar algum ponto fraco do Detroit. Na verdade, a primeira mesmo seria encontrar algum ponto fraco pra depois poder pensar em como usufruir dele.

Nos dois primeiros jogos da série, tirando o primeiro período do jogo 1, tivemos 100 minutos de academia de hockey para os novatos de Ohio. Placar agregado de 8x1, 73 a 46 chutes a gol e o pior: a maior arma do time, seu diferencial, seu goleiro-calouro-maravilha sodomizado com um vexatório GAA 4.00 e porcentagem de defesas 0.890. A coisa parece nebulosa para o time debutante.

Mas eles ainda tem uma vantagem: o mando de gelo. A torcida em Columbus está mais na fissura que adolescente virgem com passe livre na Rua Augusta. A certeza é de casa cheia e muito barulho por parte dos anfitriões mas... opa... o que? O próprio treinador dos Jackets Ken Hitchcock declarou hoje que o barulho da torcida não intimidará os Red Wings, time veterano e calejado em playoffs. Aliás, é comum nos jogos da temporada regular a Nationwide Arena estar repleta de camisas vermelhas e uma torcida visitante barulhenta quando os Red Wings aparecem por lá.

Como diabos os Blue Jackets farão para reverter esse quadro hediondo que se apresenta então?
Saberemos logo mais, às 20h horário de Brasila, a cidade eterna, e talvez presenciemos um momento tão histórico quanto a chegada do homem à Lua e o resultado final do 14º BBB de Papua Nova-Guiné.

PS: na ausência de Zeh, que teve seus 37 dedos das mãos esmagados por um contâiner de pistache, estou quebrando o galho como o designer junior do blog, atualizando o calendário e o banner. O contador luxuoso com 16 mini-SC ficou por conta do Beto. Assim que Pintagui resolver dar um trato nos tocantes do nosso designer sênior, teremos mais atualizações gráficas por aqui.

domingo, 19 de abril de 2009

Alguém viu o jogo 2?

(imagem: fórum LetsGoWings.com)

Diga o que você viu do jogo 2.

Infelizmente eu não pude assistir ao jogo. No máximo vi os gols no vídeo da TSN carregado a duras penas na conexão razoável de onde estou.

Tomas Holmstrom fazendo o que fez a vida toda no primeiro gol, um passe espetacular de Marian Hossa no segundo, bela finalização de Henrik Zetterberg no terceiro e Jiri Hudler afundando Steve Mason no último gol — um chute sem ângulo, defendido a princípio pelo goleiro, mas que acabou dentro da rede.

Se no jogo 1 os nomes de Pavel Datsyuk, Nicklas Lidstrom, Hossa e Zetterberg não apareceram no placar — exceto por uma assistência de Zetterberg no último gol —, no jogo 2 a máquina funcionou perfeitamente.

Os Wings mostraram que não têm problemas para fazer gols em Mason. Quatro por jogo é uma boa média.

E Chris Osgood... quem diria, shutout. O goleiro tem 97,8% de defesas e 0,50 gol sofrido por jogo. Mas seu número mais importante é um 2: duas vitórias.

O lance do jogo foi protagonizado por Jakub Voracek. Nunca vi ninguém jogar com dois tacos!

Sobre o jogo 2, é tudo o que eu tenho. Aguardo os comentários do que vocês viram.

sábado, 18 de abril de 2009

Especulando sobre o jogo 2

Ken Hitchcock é o famoso macaco velho. O treinador dos Blue Jackets assistiu ao jogo 1 e declarou à imprensa que "Os Wings roubam nos faceoffs".

Segundo ele, os pontas dos Wings avançam antes do disco cair, largam antes da hora, pulam na piscina primeiro que o tiro, enfim, eles queimam a largada. E que se o Detroit faz isso, o time dele também vai fazer.

É a típica declaração para incomodar o adversário e para entrar na cabeça dos árbitros. Um leitor norte-americano imaginou as outras coisas que Hitchcock também viu no vídeo:
1) seu time não consegue jogar melhor do que jogou;
2) o treinador já tinha esgotado suas idéias no meio do segundo período;
3) o time de camisa vermelha é bom pra cacete;
4) os playoffs são mais difíceis que temporada regular.

Vá te catar, Hitchcock!

Um ponto do jogo 1 que os Blue Jackets adorariam mudar para o jogo 2 é a marcação de Nicklas Lidstrom a Rick Nash. Toda vez que o capitão bluejacketiano está no gelo, lá está o Sr. Norris, geralmente com Brian Rafalski e a linha de Henrik Zetterberg (com Johan Franzen e Dan Cleary). Enquanto o jogo for em Detroit e Mike Babcock tiver o direito de decidir qual linha mandar ao gelo conhecendo os jogadores do adversário que lá estão, Nash terá que enfrentar o melhor defensor do mundo. E sem choradeira.

O DetNews publicou um texto afirmando que a terceira linha diferencia o Detroit do resto dos times. Andei vendo alguns jogos nestes playoffs e eu não poderia concordar mais (na verdade eu comentei isso antes do jornal, mas como não publiquei, então perdi o crédito).

A terceira linha do Anaheim não é grandes coisas (Miller-Marchant-Niedermayer). Na verdade a segunda já não ameaça ninguém (Christensen-Ebbert-Selanne). A quarta (Brown-Nokelainen-Parros), então, se passar na principal avenida de Los Angeles ao sol do meio-dia, ninguém reconhece.

Os Sharks têm duas boas linhas ofensivas. A terceira (Moen-Goc-Cheechoo) seria equivalente à nossa quarta. A quarta deles (Shelley-Roenick-Grier) é comparável à quarta dos Griffins.

Curiosamente, em nossa terceira linha estão dois jogadores em seus últimos dias ou semanas ou meses como jogadores dos Red Wings: Jiri Hudler e Mikael Samuelsson. Ambos afirmam a vontade de ficar, mas isso é impossível no mundo do teto salarial.

Babcock repetirá a escalação que venceu o jogo 1. Kris Draper permanece fora do time e vai procurar um especialista na segunda-feira. Que continue por lá.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Quem é Pavel Datsyuk?

Para conhecer Pavel Datsyuk de perto, Mitch Albom precisou entrevistá-lo em russo, com a ajuda de um tradutor.

E foi assim que o mais premiado jornalista esportivo dos Estados Unidos descobriu quem é Datsyuk, um russo tímido e franzino que chegou a Detroit em 2001, ganhou a Copa Stanley em seu primeiro ano, encantou os torcedores, tornou-se o melhor jogador do time e recebeu um longo contrato da gerência.

Datsyuk conta tudo: sua vida na Rússia, o começo de sua carreira, a morte de sua mãe, como conheceu sua esposa, a transição para a América e seu amor pelo hóquei no gelo.

A matéria está disponível no Free Press. Leitura obrigatória.

ATUALIZAÇÃO: (17/04 - 16h31)
Nosso colega Guilherme traduziu o artigo sobre Datsyuk. Está disponível aqui.

A primeira de muitas

(foto: fórum LetsGoWings.com)

Antes de mais nada, muito obrigado ao cara que serviu o jogo via Sopcast. O sinal era da FSN Ohio, agora com a alcunha de FS Blue Jackets, e o narrador tinha a voz do Dr. Taub de House M.D., mas esse é o preço que se paga para assistir ao vivo aos Red Wings nos playoffs.

O jogo 1 não poderia ter sido melhor para o Detroit.

Você tinha medo de vantagens numéricas para os Blue Jackets? Eu também. Ainda bem que eles são os piores da liga nisso. Até vantagem de 2 homens e de 4-contra-3 eles desperdiçaram nos primeiros 15 minutos do jogo.

Você tinha medo de Chris Osgood? Eu também. Mas ele roubou a cena e garantiu que todas as vantagens numéricas fossem desperdiçadas pelo Columbus. Duas defesas sensacionais e outras duas muito difíceis. Osgood garantiu o 0-0 no primeiro período. Foi o melhor jogador do time no jogo, ainda que para isso tenha jogado só os primeiros 20 minutos.

Porque os Blue Jackets não existiram nos 40 minutos finais. Depois que Jiri Hudler abriu o placar — observe que ele tira o defensor da jogada, na linha azul, com uma trombada —, o Columbus até esboçou uma reação, empatando o jogo depois de uma bobeada de Niklas Kronwall e Brian Rafalski atrás do gol. Daí em diante, talvez por causa dos dois gols seguidos marcados pelo Detroit minutos depois, os estreantes desistiram, entregaram o jogo.

Eles foram vítimas de seus próprios erros. Primeiro quando Manny Malhotra tentou parar o chute de Jonathan Ericsson com a luva na frente do gol, desviando o disco para dentro. Em seguida quando Antoine Vermette cometeu uma penalidade em Marian Hossa e os Red Wings converteram a vantagem numérica com um chute perfeito de Kronwall, que ainda desviou no joelho de Jan Hejda antes de entrar.

Hejda era o defensor "nível Red Wings" do Columbus, segundo o que eu escrevi aqui sobre o time. Ele foi muito bem na temporada regular, teve uma das menores médias de gols sofridos por jogo entre os defensores de toda a liga e acumulou saldo +23. Mas ontem o defensor estava no gelo nos quatro gols sofridos pelos Blue Jackets. Eduardo Costa afirma que ele é péssimo e que vai terminar a série com -11.

Excepcional a atuação da linha 3 do Detroit. Hudler, Valtteri Filppula e Mikael Samuelsson dominaram as ações ofensivas. Dois gols e quatro assistências pra eles. O mais interessante é que o time vencia por 3-1 sem que Pavel Datsyuk, Henrik Zetterberg, Hossa e Nicklas Lidstrom aparecessem nas estatísticas. Isso se chama "secondary scoring". Zetterberg apareceria mais tarde, na assistência para o gol de Johan Franzen.

Para a estreia nos playoffs a atuação dos Red Wings foi muito boa. Claro, porque eles venceram o jogo. Se tivessem perdido, este blog teria umas quatro páginas de reclamações e críticas ao time. Abrir a série com vitória é uma delícia. Nada como correr na frente.

Louvável o esforço do Detroit para punir os Blue Jackets, desferindo trancos. Datsyuk distribuiu seis, Samuelsson cinco. Darren Helm outros quatro. Aliás, Kris Draper e Kirk Maltby que se cuidem, porque Helm tem vaga entre os 12.

Os Blue Jackets serão outro time para o jogo 2. Mas o que eles podem fazer? Wayne Gretzky, Mario Lemieux e Gordie Howe não estão disponíveis. A lista de reservas do time é respeitável, com alguns nomes razoáveis, como Jiri Novotny, Nikita Filatov, jogadores que se não jogariam nem na linha 2 do Grand Rapids Griffins, pelo menos são muito melhores que Jared Boll.

Sobre Steve Mason, eu passo a palavra para Mitch Albom. Uma ótima comparação entre o gigante Mason e o pequenino porém vitorioso Osgood.

Deixe seus comentários após o sinal...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Para o jogo 1

DETROIT
Kris Draper está fora do jogo de hoje e também do jogo de sábado. Os Red Wings perdem um grande vencedor de faceoffs, mas nada mais do que isso. Draper é ex-jogador. Seu substituto será Darren Helm, que encantou os torcedores nos playoffs do ano passado e tem o taco e o disco na mão para repetir a dose neste ano. Helm traz energia e velocidade.

Dan Cleary era dúvida, mas parece que está confirmado. Por via das dúvidas a gerência convocou Ville Leino para o time de cima. Melhor seria escalar o finlandês no lugar de Kirk Maltby, outro ex-jogador.

Marian Hossa vai jogar. Ausente de dois jogos por dores na virilha, Hossa não tem frescura e vai pra guerra.

Jonathan Ericsson vai formar o terceiro par defensivo com Brett Lebda. Com isso, Derek Meech e Chris Chelios são cartas fora do baralho.

Os Wings devem começar os playoffs com:

Holmstrom-Datsyuk-Hossa
Cleary-Zetterberg-Franzen
Hudler-Filppula-Samuelsson
Maltby-Helm-Kopecky

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Ericsson-Lebda

Chris Osgood no gol.


COLUMBUS
Os Blue Jackets também têm suas dúvidas. Fredrik Modin não joga desde o começo de março e Kristian Huselius perdeu os últimos jogos da temporada regular. Ken Hitchcock espera que os dois estejam prontos para a estreia hoje à noite.

Na quarta-feira os Blue Jackets treinaram com a seguinte formação:

Huselius-Malhotra-Nash
Umberger-Vermette-Voracek
Chimera-Peca-Modin
Torres-Williams-Boll

Hejda-Commodore
Tyutin-Klesla
Russell-Methot

Steve Mason no gol.

Se mantidas as linhas ofensivas, a opção de Hitchcock é por espalhar seus atacantes mais ofensivos nas quatro linhas. E cada trio tem pelo menos um jogador de características defensivas (Malhotra, Vermette, Peca).

terça-feira, 14 de abril de 2009

Com vocês, os Blue Jackets!

(foto: fórum LetsGoWings.com)

A temporada regular é passado. Com 51 vitórias e 112 pontos, o Detroit Red Wings conquistou a segunda colocação geral na Conferência Oeste. Nos playoffs, o caminho até a Copa Stanley passa pelo Columbus Blue Jackets, que se classificou em sétimo lugar, com 41 vitórias e 92 pontos.

Apesar da diferença na pontuação, em 2009 o Columbus conquistou apenas cinco pontos a menos que o Detroit (59 a 54) e desde o dia-limite a campanha da equipe é superior, com dois pontos a mais (22 a 20).

Se para contar a história dos Red Wings em playoffs é preciso uma coletânea enciclopédica, no caso dos Blue Jackets uma folha de caderno pela metade já basta. É a primeira vez que a equipe se classifica em seus oito anos de vida.

Na transformação entre time cretino a 'playoffista', os Blue Jackets devem muito ao treinador Ken Hitchcock. O bom e velho Bill foi campeão em 1999, com o Dallas Stars, e é um dos treinadores mais experientes e vitoriosos da liga (em temporada regular).

Quem diria que o time de Rick Nash não seria o time de Rick Nash? Goleador (40 gols) e artilheiro do time (79 pontos), Nash foi superado pelo novato goleiro Steve Mason, que foi convocado em novembro e tanto agradou que assumiu a vaga de titular. Com 91,6%, 2,29 gols sofridos por jogo e 10 shutouts, Mason será vencedor do Troféu Calder (melhor novato), finalista do Troféu Vezina (melhor goleiro) e receberá até alguma consideração para o Troféu Hart (jogador mais importante para seu time).

O elenco dos Blue Jackets não é tão profundo, mas há o que se temer no adversário. Nash nós já conhecemos pelos dois hat tricks marcados contra o Detroit na temporada. Kristian Huselius é um atacante perigoso e R.J. Umberger é o "Tomas Holmstrom" do time: é ele quem faz a parede em vantagem numérica.

Outro atacante digno de nota é Jason Williams, que jogou pelos Red Wings entre 2000-01 e 2006-07. Williams foi contratado durante a temporada para suprir a carência do time por um jogador destro para jogar em vantagem numérica. Outro bom reforço trazido pela gerência foi o versátil Antoine Vermette, dono de 13 pontos em 17 jogos desde o dia-limite de trocas.

Quem deve aparecer bastante é o atacante Raffi Torres. Os torcedores vão se lembrar dele por um tranco que quebrou um jogador dos Wings — eu só não me lembro quem e quando. Torres é durão, agressivo e perigoso.
Obs: a vítima de Torres foi o próprio Williams, hoje companheiro nos Blue Jackets. Graças ao Guilherme podemos rever o lance.

Atacantes defensivos eles também têm, e dos bons. Com Manny Malhotra no gelo, o Columbus sofre pouquíssimos gols. Michael Peca já venceu o Troféu Selke no passado e pode se reenergizar com os playoffs.

Os jogadores de defesa do time não são grandes coisas, mas Fedor Tyutin e Jan Hejda estão entre os melhores defensores "defensivos" da liga nesta temporada. Hejda tem +23, saldo digno de Red Wings. Mike Commodore, o defensor que nadou em dinheiro — para quem não viu a foto, Commodore foi clicado enquanto nadava em dólares numa cama —, também é confiável e muito forte.

Quem pode reforçar o time é o atacante Derick Brassard, que teria tudo para competir diretamente pelo Calder se não tivesse se machucado durante uma briga em dezembro. Brassard pode retornar durante a primeira fase, talvez no jogo 3. Fredrik Modin, ausente desde março, também deve jogar. Com Modin e Brassard, a equipe forma três boas linhas ofensivas.

A maior deficiência do Columbus está no time de vantagem numérica, o pior da liga durante a temporada, com apenas 12,7% de aproveitamento (41 gols marcados). Os Red Wings foram os melhores nesse quesito, com 25,5% e 90 gols marcados. Por outro lado, os Blue Jackets mataram 82,1% das penalidades e os Wings apenas 78,3%.

Resumindo: o Columbus não é time de um jogador só. Há bons jogadores espalhados pelas linhas de ataque e pelo menos duas linhas de defesa razoáveis. A força da equipe está no esquema de jogo implantado por Hitchcock. E tudo que eles precisam é que Mason seja tão bom quanto foi até agora.

Durante a temporada regular Detroit e Columbus se enfrentaram seis vezes. Cada um venceu três confrontos, com destaque para a goleada dos Blue Jackets por 8-2.

Nenhum jornalista internacional apostou nos Blue Jackets nesta série. Todos apontam vitória do Detroit em cinco ou seis jogos. A vantagem do Columbus está no gol. Nas demais posições, os Wings ganham de goleada. Entre os treinadores, os dois estão muito bem servidos.

Esse é o Columbus Blue Jackets. Ou, pelo menos, foi isso o que eu me lembrei. E mais o fato de que é muito melhor pegar os vizinhos de Columbus do que cruzar o país para enfrentar o Anaheim Ducks.

domingo, 12 de abril de 2009

Goleiro: aquele que defende o gol (nem sempre)

RESULTADO da enquete:
Resolvi subir o post para comentar o resultado da enquete.

Os leitores do blog elegeram Chris Osgood como o goleiro titular dos Red Wings nos playoffs. Foram nove votos para Osgood e oito para Ty Conklin. O que demonstra que, no geral, ninguém sabe ao certo quem escalar.

Nem Osgood, nem Conklin são goleiros para esse time. Mas Babcock não tem outra opção, então vai começar como os leitores do blog sugerem: com Osgood.

Post original:
A menos de duas semanas dos playoffs, Mike Babcock deu o seu voto de "confiança" ao goleiro Chris Osgood:

Eu tenho certeza que ele vai começar," declarou o técnico. "Ele fez alguns bons jogos pra nós. Acreditamos que ele pode fazer isso."

E aí, você acredita? Apesar da campanha nos playoffs do ano passado, eu não acredito. Pra mim aquilo foi a exceção, não a regra. No geral, Osgood é um goleiro irregular — pra não ser direto e dizer que ele é ruim.

No fundo acredito que Babcock não tem nenhuma certeza disso, muito menos confiança em Osgood. A declaração serviu para recolocar o time e o goleiro no "caminho certo", encerrar as dúvidas, esclarecer a situação e diminuir o nível de insegurança na cabeça de cada jogador.

Os números apontam vitória por nocaute de Ty Conklin ainda no primeiro assalto: 25-10-2, 2,50 gols sofridos por jogo, 91,0% de defesas e 6 shutouts. Muito melhor que tudo que Osgood fez na temporada: 24-8-7, 3,18 gols sofridos por jogo, 88,4% de defesas e 2 shutouts.

Pesa contra Conklin a inexperiência em playoffs. E o fato de que nos últimos jogos ele não teve atuações muito diferentes das de Osgood.

Os Red Wings já venceram duas Copas Stanley com Osgood no gol. Alguma coisa me diz que não haverá uma terceira vez.

Enquete no ar: quem seria o seu goleiro nos playoffs? Vote e comente aqui.

sábado, 11 de abril de 2009

Johan Franzen é do Detroit

Pelos próximos nove ou dez anos, Johan Franzen será jogador do Detroit Red Wings.

É o que a TSN está divulgando agora.

Não há maiores detalhes, exceto que o seu contrato deve ter um formato semelhante ao de Henrik Zetterberg.

Este post será atualizado assim que novas informações forem divulgadas.

ATUALIZAÇÃO (14h53):
O contrato é de 11 anos. É o segundo mais longo vínculo assinado pela organização. O primeiro foi o de Henrik Zetterberg (12 anos).

"Nós estamos satisfeitos por Franzen continuar como membro do Detroit Red Wings," disse Holland. "Sua produção no último ano e meio, tanto na temporada regular quanto nos playoffs, foi extraordinária e nós acreditamos que, aos 29 anos de idade, que ele está entrando agora no auge de sua carreira. Estamos ansiosos por tê-lo no núcleo do time em Detroit no futuro."

Tudo bem, Holland, mas dizer que um jogador de 29 anos está entrando no auge de sua carreira é exagero. Franzen tem mais duas ou três temporadas no tanque, depois a curva aponta para baixo, naturalmente.

Os valores do contrato ainda não foram revelados. Durante a semana uma matéria de um jornal de Edmonton (?) especulou algo em torno de US$ 3,7 milhões por temporada.

ATUALIZAÇÃO: (15h23)
O jornal sueco Aftonbladet informa que o contrato é de US$ 44 milhões.

Ainda aguardamos a confirmação, torcendo para que seja um valor menor.

ATUALIZAÇÃO: (18h26)
Finalmente, o contrato é de US$ 43,5 milhões, por 11 anos. Logo, o impacto no teto salarial corresponde a US$ 3,955 milhões por temporada.

Como no contrato de Zetterberg, a maior parte da grana será paga nos primeiros anos do vínculo. Nos últimos três anos, Franzen receberá apenas US$ 4 milhões. Os Wings poderão despachá-lo para o Grand Rapids Griffins ou comprar o restante de seu contrato.

E agora, o que acontecerá com Marian Hossa?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

A Mula perto de renovar as ferraduras

Como prometido, não falarei do assunto.

Mas a imprensa local destacou que Johan Franzen está perto de assinar novo contrato com o Detroit Red Wings.

Você pode ler no Detroit News, no Freep ou no MLive. Na verdade onde você vai ler é problema seu. O meu problema é indicar o caminho. Estão todos aqui do lado, no menu.

E voltaremos à nossa programação normal quando Franzen ou Hossa ou qualquer outro Red Wing assinar contrato.

PS: Mula usa ferradura?