Abracadabra
(imagem: fórum LetsGoWings.com)
Don Cherry comentou após o jogo que não importa quantos chutes o Pittsburgh Penguins deu a mais que o Detroit no jogo 2. O importante é a qualidade do chute, o que envolve tanto a precisão e a potência de quem chuta quanto a habilidade de quem está à frente do goleiro para encobrir sua visão ou desviar o disco para dentro do gol.
Não faltou essa combinação no gol de Jonathan Ericsson, que empatou o jogo no começo do segundo período. Marc-Andre Fleury não viu o disco até que ele estivesse dentro do gol, porque Darren Helm estava lá o atrapalhando. De novo os Wings conseguiram um gol após um icing da defesa dos Penguins.
O goleiro dos Penguins também não tinha a menor chance de impedir o segundo gol porque Tomas Holmstrom estava lá causando um terremoto na área. O disco sobrou para Valtteri Filppula encaixar um chute de backhand inexplicável. Méritos para Marian Hossa, que roubou o disco no ataque, e Niklas Kronwall, que manteve a posse ofensiva na linha azul.
Momento da confissão: foi falta de Hossa em Pascal Dupuis (ou em algum outro pinguim qualquer). Como se não bastasse segurar o adversário, Hossa ainda quebrou seu taco. Se fosse contra os Wings, eu arrancaria meus cabelos.
Exatamente um segundo mais tarde que no jogo 1, desta vez aos 2:47, Justin Abdelkader marcou o gol do 3-1, o que vai se tornando um hábito na Joe Louis Arena.
Aliás, o placar da série aponta Abdelkader 2 x 1 Crosby + Malkin. E ninguém vai derrotar o Detroit enquanto o cara da quarta linha, ou melhor, o cara da AHL for o goleador da série.
Evgeni Malkin deixou o jogo com -2. É a mina de ouro. Sua linha foi a que mais sofreu gols nos playoffs pelo time de Pittsburgh. Sua briguinha com Henrik Zetterberg no fim do jogo apenas demonstra sua total frustração diante da incapacidade de derrotar os Red Wings.
O impacto dos jogos em dias consecutivos ficou nítido na segunda metade do primeiro e do segundo período. O Detroit dominava os dez, doze minutos iniciais para se segurar no restante, quando os Penguins aceleravam o jogo e passavam com facilidade pelas pernas cansadas vestindo vermelho e branco.
É melhor começarmos a nos acostumar com a ideia: Chris Osgood vencedor do Troféu Conn Smythe 2009.
Enquanto isso meu relógio marca 2 pras 12...


















