O calendário: porque dessa vez importa
Alô a todo mundo. Como prometido, aí vai a análise da nossa tabela de jogos. Ela pode ser encontrada aqui, e eu trago algumas informações interessantes (?) e os jogos que não podem passar em branco.
Mas antes disso, esclareço uma coisa: a tabela merece um post próprio? Não podemos ir olhando os jogos à medida em que acontecem, pensando nos próximos 3 ou 4? Sim, seria o normal, ainda mais considerando que a nossa temporada de verdade só começa lá pra abril, mas dois fatores me obrigam a falar sobre o assunto.
O primeiro é a falta de notícias. Pouca coisa acontece, e o que acontece pode (e vai) ser colocado basicamente em notas de rodapé de posts mais completos. O segundo fator é o mais preocupante: simplesmente jogamos na melhor divisão da NHL. Por pouco todos os times não se classificaram para os playoffs na temporada passada, e os times se reforçaram para a próxima. Além disso, Detroit vem sofrendo uma das piores férias da era-Holland, entre Hossa, Sammy, e Jorge já perdemos 82 gols, e isso é muita coisa.
Bom, agora para o post em si, começando por alguns dados aleatórios:
-que sentido faz começarmos a temporada na Suécia? No dia anterior à nossa estréia vão acontecer 2 jogos nos EUA, e no dia do segundo jogo todos os times vão jogar. Isso lá é marketing?;
-não gosto da ideia de enfrentar Philadelphia duas vezes na pré-temporada. É muito Pronger pro meu gosto;
-vamos enfrentar três times do Leste duas vezes (Buffalo, Pittsburgh e Washington);
-a folga das Olimpíadas vai nos parar entre 13 de fevereiro e 1º de março;
-nossa tradicional queda de rendimento em fevereiro vai passar despercebida, serão apenas 6 jogos nesse mês; e
-teremos três sequências de 5 jogos como visitante.
Agora os jogos "imperdíveis":
2 e 3 de outubro, St. Louis Blues (Suécia). Na teoria é um jogo com mando de cada time, mas não tem como ignorar que vamos ter a torcida a favor por 120 minutos.
8 de outubro, Chicago Blackchickens (Joe Louis Arena). Abrindo a temporada em casa contra os maiores rivais, reeditando a Final da Conferência: boa receita, pena que não vai ser a volta da Mariana Rosa à Detroit (mais a seguir).
7 de novembro, Toronto Maple Leafs (Air Canada Centre). Se tiver dinheiro sobrando, vá para Toronto. E não se engane, o jogo é o menos importante. A parte legal é que antes do jogo acontece a cerimônia de inclusão no Salão da Fama de Steve Yzerman, Brett Hull e Luc Robitaille.
26 de dezembro, Columbus Blue Jackets (Joe Louis Arena). É num sábado, em casa, contra Columbus. Medo.
31 de dezembro, Colorado Avalanche (Joe Louis Arena). A rivalidade morreu, principalmente com a aposentadoria de Joe Sakic, mas é o nosso especial de Ano Novo, então tudo bem.
31 de janeiro, Pittsburgh Penguins (Mellon Arena). Ganhamos uma Copa lá. Eles ganharam a deles aqui. A festa é dos visitantes, então é melhor ver o jogo fora do que em casa (22/mar)
Em algum dia de fevereiro, Suécia e Canadá (em Vancouver). Não vou ganhar nada com isso, mas estou louco para ver Zetta anulando o Crosby em um jogo internacional.
11 de abril, Chicago Blackchickens (United Center). Começamos em casa contra eles, terminanos fora contra eles. Será que vai valer alguma coisa na briga pela Divisão Central?
Notícias muito inúteis para um post isolado:
-Marian Hossa vai perder dois meses da temporada para se recuperar de uma cirurgia no ombro. Estranhei ver essa lesão, pela maneira que ele jogou nas Finais parecia que o problema era na perna ou pé, mas a diretoria de Detroit disse já saber da existência da lesão desde que Hossa assinou conosco ano passado. (Boa, Chicago, 12 anos para um cara sem ombro por apenas US$ 62 milhões!)
-Hudler e Holland não vão mais tentar negociar antes da arbitragem. Os Wings querem assinar com o jogador mesmo que não o utilizem no time (ou seja, pode ser trocado ou suspenso enquanto estiver na Rússia, a la Alex Radulov com Nashville)

