Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O calendário: porque dessa vez importa

Alô a todo mundo. Como prometido, aí vai a análise da nossa tabela de jogos. Ela pode ser encontrada aqui, e eu trago algumas informações interessantes (?) e os jogos que não podem passar em branco.

Mas antes disso, esclareço uma coisa: a tabela merece um post próprio? Não podemos ir olhando os jogos à medida em que acontecem, pensando nos próximos 3 ou 4? Sim, seria o normal, ainda mais considerando que a nossa temporada de verdade só começa lá pra abril, mas dois fatores me obrigam a falar sobre o assunto.

O primeiro é a falta de notícias. Pouca coisa acontece, e o que acontece pode (e vai) ser colocado basicamente em notas de rodapé de posts mais completos. O segundo fator é o mais preocupante: simplesmente jogamos na melhor divisão da NHL. Por pouco todos os times não se classificaram para os playoffs na temporada passada, e os times se reforçaram para a próxima. Além disso, Detroit vem sofrendo uma das piores férias da era-Holland, entre Hossa, Sammy, e Jorge já perdemos 82 gols, e isso é muita coisa.

Bom, agora para o post em si, começando por alguns dados aleatórios:

-que sentido faz começarmos a temporada na Suécia? No dia anterior à nossa estréia vão acontecer 2 jogos nos EUA, e no dia do segundo jogo todos os times vão jogar. Isso lá é marketing?;
-não gosto da ideia de enfrentar Philadelphia duas vezes na pré-temporada. É muito Pronger pro meu gosto;
-vamos enfrentar três times do Leste duas vezes (Buffalo, Pittsburgh e Washington);
-a folga das Olimpíadas vai nos parar entre 13 de fevereiro e 1º de março;
-nossa tradicional queda de rendimento em fevereiro vai passar despercebida, serão apenas 6 jogos nesse mês; e
-teremos três sequências de 5 jogos como visitante.

Agora os jogos "imperdíveis":

2 e 3 de outubro, St. Louis Blues (Suécia). Na teoria é um jogo com mando de cada time, mas não tem como ignorar que vamos ter a torcida a favor por 120 minutos.

8 de outubro, Chicago Blackchickens (Joe Louis Arena). Abrindo a temporada em casa contra os maiores rivais, reeditando a Final da Conferência: boa receita, pena que não vai ser a volta da Mariana Rosa à Detroit (mais a seguir).

7 de novembro, Toronto Maple Leafs (Air Canada Centre). Se tiver dinheiro sobrando, vá para Toronto. E não se engane, o jogo é o menos importante. A parte legal é que antes do jogo acontece a cerimônia de inclusão no Salão da Fama de Steve Yzerman, Brett Hull e Luc Robitaille.

26 de dezembro, Columbus Blue Jackets (Joe Louis Arena). É num sábado, em casa, contra Columbus. Medo.

31 de dezembro, Colorado Avalanche (Joe Louis Arena). A rivalidade morreu, principalmente com a aposentadoria de Joe Sakic, mas é o nosso especial de Ano Novo, então tudo bem.

31 de janeiro, Pittsburgh Penguins (Mellon Arena). Ganhamos uma Copa lá. Eles ganharam a deles aqui. A festa é dos visitantes, então é melhor ver o jogo fora do que em casa (22/mar)

Em algum dia de fevereiro, Suécia e Canadá (em Vancouver). Não vou ganhar nada com isso, mas estou louco para ver Zetta anulando o Crosby em um jogo internacional.

11 de abril, Chicago Blackchickens (United Center). Começamos em casa contra eles, terminanos fora contra eles. Será que vai valer alguma coisa na briga pela Divisão Central?

Notícias muito inúteis para um post isolado:

-Marian Hossa vai perder dois meses da temporada para se recuperar de uma cirurgia no ombro. Estranhei ver essa lesão, pela maneira que ele jogou nas Finais parecia que o problema era na perna ou pé, mas a diretoria de Detroit disse já saber da existência da lesão desde que Hossa assinou conosco ano passado. (Boa, Chicago, 12 anos para um cara sem ombro por apenas US$ 62 milhões!)

-Hudler e Holland não vão mais tentar negociar antes da arbitragem. Os Wings querem assinar com o jogador mesmo que não o utilizem no time (ou seja, pode ser trocado ou suspenso enquanto estiver na Rússia, a la Alex Radulov com Nashville)

terça-feira, 21 de julho de 2009

Estreia e suspense

Olá a todos os alvirrubros do Brasil. Faço agora minha estreia como escra..., opa, estagiário do Red Wings Brasil, cobrindo a equipe durante as férias.

Mas ninguém quer saber de mim, e sim do time. É simples, não há o que saber.

O time continua amarrado ao teto salarial, em especial ao Caso Hudler. Na última reviravolta da história, a Liga decidiu intervir na saída do jogador para a Rússia, alegando que o pedido de Hudler para ir à arbitragem caracteriza a intenção de ficar nos Estados Unidos, e nessa audiência será definido o futuro das partes envolvidas.

A audiência de arbitragem está prevista para o dia 30 de julho, e Detroit tem 2 dias para tomar uma decisão. Ou seja, no mais tardar, dia 1º de agosto teremos alguma informação concreta. Até lá nada deve acontecer, exceto se Ken Holland e Petr Svoboda (empresário de Hudler) chegarem num acordo antes da audiência.


Isso tudo pode fazer com que fiquemos até 11 dias sem novidades, um tempo precioso demais para este calouro que quer demonstrar seu valor. Dessa forma, pretendo transformar qualquer notícia rotineira em algo bombástico, começando por uma análise do calendário que deve ser postada ainda nesta semana.

Agora um pouco mais (de papo-furado) sobre mim. Vocês já me acompanhavam nos comentários (agradeço pelo apoio), conhecem meu estilo escrachado de pseudo-entendido em hóquei. Tentarei trabalhar da mesma forma nas postagens, mas com um pouco mais de seriedade.

Também já vi muitos blogs que se perdem em apelidos e brincadeiras, alienando um pouco alguns leitores menos familiarizados, por isso vou me conter nesses aspectos. Ninguém é obrigado a saber quem é Nick Jr., Yabadabadu ou SmallVille, pelo menos não por enquanto.

Fiquem atentos a qualquer atualização, o destino do time (e o meu) será decidido nas próximas semanas.

domingo, 19 de julho de 2009

O novo velho blogueiro

O blog Red Wings Brasil esclarece que devido ao intenso volume de e-mails recebidos com currículos e fotos das namoradas dos colaboradores os autores não poderão atualizar o conteúdo da página pelos próximos 30 segundos.

...

Pronto. É com imenso prazer (!!!!!) que declaramos Guilherme Calciolari o vencedor do primeiro concurso para blogueiro do Red Wings Brasil.

Guilherme obviamente será mal tratado e esculachado em nossa redação por ser este o tratamento dispensado aos calouros.

Calçola assinará na manhã de terça-feira o contrato de experiência de 90 dias. A cláusula de direitos e garantias fundamentais de seu contrato é exaustiva. Destacamos uma parte:
1) Não tem direito a nada; e
2) Não pode reclamar dos direitos que têm.

Bem-vindo, Calçola. Você mereceu o castigo de se juntar ao elenco do blog pelo seu desempenho durante os playoffs -- na verdade se somarmos os seus comentários, você já escreveu mais para o blog que o zeh e o Cauê juntos.

Mas agora postando pega leve porque nossos leitores não são um bando de gente à toa.

Agora só falta eu te convidar pro blogspot...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Recrutamento tupiniquim


Agora que a poeira baixou e nada acontece em Detroit, o blog Red Wings Brasil orgulhosamente apresenta o seu plano para as férias.

Durante a reunião virtual da equipe, que não contou com todos os membros do blog e durou cerca de 2 minutos, foi decidido que o Red Wings Brasil precisa de sangue novo.

É por isso que iremos recrutar entre os nossos leitores-colaboradores alguém que queira servir café, lavar a louça e eventualmente atualizar o blog entre julho e setembro. Quando a temporada começar, o novato será tratado como calouro-cabaço, sofrendo os mais diversos trotes.

Enfim, torcedores dos Red Wings interessados em fazer parte do time enviem os currículos através dos comentários abaixo, contendo nome, idade, localização, pontos fortes, pontos fracos e a foto da namorada. As mais gostosas serão selecionadas.

Seja você também um Red Wingo (forma aportuguesada).

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Hudler em vantagem numérica

De acordo com uma reportagem publicada na República Tcheca, Jiri Hudler acertou contrato de um ano e US$ 2 milhões com o Dynamo Moscow da Kontinental Hockey League.

Não sei como funcionam os impostos nos EUA e na Rússia, então é impossível pra mim comparar os eventuais US$ 2,5 milhões de dólares que o Detroit poderia pagá-lo com a grana que ele vai receber no Oriente.

(CORREÇÃO: o contrato com o Dynamo é de dois anos e US$ 10 milhões, livres de impostos. Impossível competir com isso. Adeus, Hudler)

De qualquer forma, entendo que poderia ser bem pior, se a oferta asiática fosse muito maior que a dos Red Wings. Não é, e Hudler pode optar pelo reconhecimento e competitividade da maior liga do mundo.

(Agora sabemos que é muito pior e ele não vai optar por Detroit)

O contrato com o Dynamo é uma vantagem, a "carta na manga" para Hudler negociar com o Detroit.

A arbitragem ocorre entre os dias 20 de julho e 4 de agosto.

(O propósito da arbitragem é manter os direitos do jogador presos ao Detroit. Se no futuro ele decidir retornar à NHL, terá que cumprir os dois anos de contrato no valor que a arbitragem decidir no mês que vem)


ATUALIZAÇÃO:
Comentários atribuídos a Hudler sobre a negociação com o Dynamo...

Não havia espaço para ele em Detroit e ele não queria jogar em outra equipe. Então ele não pediu para ser trocado. Aí veio a proposta do Dynamo.

Ele começou a pensar sobre isso e decidiu ir para a Rússia. Foi uma decisão difícil, mas não era uma questão de vida ou morte. É apenas hóquei.

A KHL é uma boa liga. Eu devo ser um dos jogadores principais, então isso deve me ajudar em minha carreira. Eu não acho que fecharei as portas para a NHL. Eu sou jovem e tenho ainda 13 anos até o fim da minha carreira. Quero que minha carreira seja mais exuberante.

Hudler disse que esse é o contrato mais lucrativo de sua carreira e que em dois anos ele poderia retornar.

Ele também disse que muitas pessoas vão questioná-lo sobre a mudança, mas ele pensou muito sobre isso e decidiu assinar com o Dynamo.

O jogador lembrou que o Dynamo o procurou dois anos atrás, mas ele disse à época que não poderia deixar Detroit sem vencer a Copa Stanley.

Hudler informou a Mike Babcock e a seus companheiros sua decisão, mas que pretende levar os Wings à arbitragem.

Será que ele ainda tem alguma esperança de ficar?

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Depenando os Asas

ADIÇÕES:
- Ville Leino

2 anos, US$ 777.325 por ano.

If you're interested in the exact numbers for Leino's contract, it's $778,825 for next season and $775,825 for 2010-11.
— Ansar Khan
- Kris Newbury
1 ano, two-way

- Jeremy Williams
1 ano, two-way

- Travis Ehrhardt

3 anos, introdução

- Doug Janik
1 ano, two-way


NEGOCIAÇÕES:
- Jiri Hudler: Primeiro optou pela arbitragem, depois assinou contrato com o Dynamo Moscow (KHL). Deve deixar o Detroit.


SUBTRAÇÕES:
- Marian Hossa:
Chicago Blackhawks
12 anos, US$ 5,2 milhões/ano

- Tomas Kopecky:
Chicago Blackhawks
2 anos, US$ 1,2 milhão/ano

- Ty Conklin:
St. Louis Blues
2 anos, US$ 1,3 milhão/ano

- Mikael Samuelsson:
Vancouver Canucks
3 anos, US$ 2,5 milhões/ano

terça-feira, 7 de julho de 2009

Fraude?

Ville Leino foi o jogador mais valioso da liga finlandesa em 2007-08. Seduzido pelo "sonho americano", deixou a Finlândia e assinou contrato com o Detroit Red Wings.

Havia uma cláusula permitindo que ele voltasse para casa sem empecilhos se não fizesse parte do time titular.

Leino passou quase toda a temporada no Grand Rapids Griffins e não comprou uma passagem sequer para a terra de Joulupukki. Em duas convocações para o Detroit, disputou 20 jogos, sendo sete nos playoffs.

Então seu contrato expirou.

Aí o MVP da Finlândia, que passou um ano inteiro escondido na pequenina AHL, renovou seu vínculo com os Red Wings por dois anos e salário médio de 777 mil. Quase cem mil dólares a menos do que ele recebeu pela temporada anterior quando era apenas um finlandês supostamente bom de bola.

Não que Leino hoje seja a maior esperança dos Wings, ninguém espera que sua camisa seja pendurada ao teto da Joe Louis Arena daqui dez temporadas, mas todo mundo viu que ele é realmente muito bom de bola.

Leino é uma fraude. Ou então é um homem de humildade franciscana. Porque 777 mil dólares na NHL é salário de fome — é pouco mais da metade do que ganha Andreas Lilja, por exemplo.

Se bem que, conhecendo Mike Ilitch como nós conhecemos, Leino pode ter amanhecido hoje como dono da Lapônia. Uma cortesia de Mr. Ilitch.

Ken Holland às vezes passa dos limites.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

A palavra em Detroit é

Ken Holland foi visto dirigindo a todo posto de gasolina que havia em seu caminho para casa. Aguardando o toque do telefone que ainda não aconteceu.

Os torcedores dos Wings devem se lembrar da história do telefone no último período de agentes livres.

— Paul Kukla, no Kukla's Korner

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Camisa cara

No excelente Red Wings Corner, Bruce MacLeod escreveu sobre o prejuízo que a "experiência Detroit" causou à conta bancária de Marian Hossa.

A tradução do texto está disponível abaixo. MacLeod não dispunha, no momento em que escreveu, de maiores detalhes sobre o contrato de Hossa com o Chicago. Então eu complementei o post, indicando os valores no fim do post.


O acordo de um ano entre Red Wings e Marian Hossa custou ao jogador muito mais do que custou ao time.

Eu acho que Hossa fez um ótimo trabalho nesta temporada — temporada regular e playoffs — em Detroit e fez valer seu salário de US$ 7,45 milhões. Eu realmente queria que houvesse uma maneira de encaixá-lo no elenco dos Red Wings nos próximos anos, mas com o teto salarial subindo apenas US$ 100 mil em relação à temporada passada e os salários de Zetterberg e Franzen inchando, não havia o que fazer.

Mas e quanto à perspectiva de Hossa? Ele não ganhou a Copa Stanley, mas isso é algo muito difícil de realizar mesmo para as melhores franquias. Seu salário de US$ 7,45 milhões parece uma boa compensação pelo ano de trabalho... mas isso se tornou uma grande perda financeira para o eslovaco.

Hossa assinou com o Chicago hoje... 12 anos com US$ 5,23 milhões por ano de impacto no teto. Se não houver rescisão ou mudança no salário de Hossa durante este contrato, nós podemos calcular quanto dinheiro lhe custou vir para Detroit na temporada passada.

Havia um rumor, no qual eu acredito, que um time como o Edmonton havia oferecido a Hossa US$ 9 milhões por ano durante nove temporadas. O agente de Hossa, Rich Winter, disse que ele deixou na mesa US$ 85 milhões ao aceitar o contrato de um ano com o Detroit. Eu não sei ao certo quem ofereceu os US$ 85 milhões e se isso é verdade, mas estou de acordo com a proposta de US$ 81 milhões do Edmonton.

Então, vamos usar os US$ 81 milhões por nove anos como o que Hossa poderia ter em vez dos US$ 85 milhões.

Hossa recebeu US$ 7,45 milhões dos Red Wings na temporada passada.

Usando o impacto no teto de US$ 5,23 milhões (eu estou usando o impacto no teto porque nós não sabemos como os US$ 81 milhões foram divididos por temporada nem como o acordo com o Chicago foi configurado), Hossa vai receber US$ 42,04 milhões pelos próximos oito anos.

Isso dá a Hossa um total de US$ 49,49 milhões por nove temporadas após assinar com o Detroit. Rejeitar o contrato de US$ 81 milhões por nove anos significa que isso custou a Hossa quase US$ 31,51 milhões porque ele assinou aquele acordo de um ano com os Red Wings.

Agora, se o contrato de Hossa está estruturado para ele receber US$ 40 milhões nesta temporada e ser rescindido e então ele receber US$ 9 milhões por temporada após trocar de time... então risque essas contas. Mas se Hossa encerrar a carreira como um Blackhawk, então saberemos que ele custou a si mesmo um pouco mais de US$ 30 milhões para jogar em Detroit.

Eu diria que os Red Wings lucraram muito mais do que Hossa neste acordo de um ano.


Acréscimo do blog:
O contrato de Hossa é concentrado nos oito primeiros anos, em que ele receberá US$ 59,3 milhões. Assim, contando o ano passado em que atuou pelo Detroit e os próximos oito anos, Hossa engordará a poupança em US$ 66,75 milhões.

Caso tivesse assinado com o Edmonton Oilers no ano passado, Hossa faria no mesmo período US$ 81 milhões.

Portanto, o prazer de jogar pelos Red Wings e disputar a Copa Stanley lhe deixou US$ 14,25 milhões menos rico.

Chupa, Hossa!