Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Asas Vermelhas 3ª edição



Henrik Zetterberg (Zetta, Hank, Z-Man, Z, ZettaBurger, Zäta, Sasha)
Central/Asa esquerdo (assistente de capitão)
28 anos (8/10/1980), 1.80m, 88kg
Recrutado em 1999, estreou em 2002

Loiro, rico, comprometido com um mulherão e, segundo minha namorada, bonitão. Como a NHL prefere Sidney Crosby para garoto-propaganda da Liga?

Zetterberg foi escolhido na 7ª rodada do recrutamento de 1999, uma das poucas escolhas da franquia no ano, quando o time teve sua primeira escolha apenas na 4ª rodada. De lá pra cá Zetta já foi o 2º lugar do Troféu Calder em 2003, jogou na linha dos "Dois garotos e um bode velho" ao lado de Pavel Datsyuk e Brett Hull, centrou a linha dos "5 Suecos", ganhou o Conn Smythe em 2008 e anotou 405 pontos em 432 jogos de temporada regular. Nada mal para a última escolha do time no recrutamento que teria colocado o futuro da equipe na hipoteca, como diziam os críticos.

O sueco é versátil, e se adapta bem aos diferentes jogadores ao seu redor. No ano passado Dan Cleary, Johan Franzén e Marian Hossa se beneficiaram da criatividade e inteligência de Zetta durante a temporada. Habilidoso com o disco, sabe chutar passar e se posicionar muito bem. Dá mais liberdade aos companheiros com sua fantástica capacidade defensiva; pergunte a Crosby, que nos dois últimos anos foi anulado por Henrik nas Finais da Copa Stanley.

Ele também é um exemplo de regularidade. Temporada passada não ficou mais de 3 jogos seguidos sem marcar pontos, e liderou o time em gols em vantagem e desvantagem numérica, além do número de chutes.

Em 2008-09: 31 gols e 73 pontos em 77 jogos
Projeção: pode ser utilizado como arma ofensiva na 1ª linha ou defensiva na 2ª, revezando com Datsyuk ou Filppula entre as funções de asa esquerdo de central
Como celebrar: Rénrrric (caipira) Zéterbãrg

Justin Abdelkader (Gator, Abby, AbdelVader, Yabadabadu e derivados)
Central/Asa esquerdo (Grand Rapids Griffins)
22 anos (25/02/1987), 1.85m, 98kg
Recrutado em 2005, estreou em 2008

O prata-da-casa definitivo. Nasceu em Michigan, pescava com o vô no lago Michigan, estudou na universidade Michigan State e foi recrutado pelos Wings na 2ª rodada em 2005. E com 22 anos ele já fez mais do que muito veterano. Marcou o gol da vitória de Michigan State faltando 18 segundos para acabar a final do campeonato universitário. Fez dois gols na última Final da Stanley.

Mas gols não são seu principal instrumento de trabalho. O atacante é intenso e forte, rápido e bem-disposto, ganha faceoffs e é responsável com o disco. Seu ponto fraco é psicológico: a vontade de ajudar muitas vezes o leva a cometer erros e penalidades desnecessárias.

Esse é um fator que ele irá trabalhar esse ano, é um dos motivos que o farão permanecer em Grand Rapids. Também trabalhará suas capacidades de liderança, e inclusive será "treinador" de Detroit na competição de prospectos no início de setembro.

Em 2008-09: 3 pontos em 9 jogos nos playoffs por Detroit; 24 gols e 52 pontos em 76 jogos por Grand Rapids
Projeção: vai começar a temporada em Grand Rapids, mas é a primeira opção em caso de lesão no elenco principal
Como tentar falar: Djãstin Ébdelkêider

Valtteri Filppula (Wally, Flip, Fils, Finlandês)
Central/Asa esquerdo
25 anos (20/03/1984), 1.83m, 88kg
Recrutado em 2002, estreou em 2005

É o jogador mais importante de Detroit no que diz respeito a substituir Mairan Hossa. A produção de Fils vai ser determinante na montagem das linhas, principalmente no debate sobre juntar ou separar Datsyuk e Zetterberg.

Filppula tem uma consciência defensiva apurada, baseada na colocação e roubos de disco, devido a seu pequeno porte. Deve anotar muitos pontos ao jogar ao lado do artilheiro Franzén, já que seu forte é a criação de jogadas. Nos últimos 40 jogos da temporada passada marcou 24 pontos, mostrando que tem cacife para jogar na 2ª linha.

Sua produção ofensiva vem crescendo a cada ano, mesmo que ano passado tenha perdido tempo de jogo para Hossa.

Em 2008-09: 12 gols e 40 pontos em 80 jogos por Detroit
Projeção: pode centrar ou ser asa da 2ª linha dependendo da opção de Babcock quanto à Datsyuk e Zetterberg
Como falar "Vai!": Váuteri Fíupula

Brian Rafalski (Raffy, Mike Wazowski)
Defensor
35 anos (28/9/1973), 1.78m, 87kg
Chegou como agente-livre em 2007

Certas coisas não dá pra entender... O nativo de Michigan foi um montstro na faculdade. Na sua última temporada em Wisconsin anotou 45 pontos em 43 jogos, e mesmo assim não foi recrutado. Só chegou à NHL aos 26 anos, depois de passagens por Suécia e Finlândia, acumulando prêmios e honras na Europa.

Raffy (péssimo apelido...) causou impacto rapidamente em New Jersey, time que defendeu por 7 temporadas, e aos 33 anos voltou para seu estado natal. Como qualquer defensor mais baixo, Rafalski compensa com a inteligência de seu jogo. É muito bom ofensivamente e tem bom equilíbrio para patinar rapidamente, mas tende a ser afastado do disco à base da força.

Seu chute não é muito forte, por isso ele se aproveita de seu tamanho para penetrar um pouco mais nas defesas adversárias. Como tem habilidade isso normalmente não causa problemas, mas de vez em quando leva a alguns contra-ataques perigosos.

Em 2008-09: 10 gols e 59 pontos em 70 jogos por Detroit
Projeção: deve fazer par com Lidstrom na 1ª linha defensiva
Como torcer: Brrráian (caipira) Rafálski

Na próxima edição: Kris Newbury (AHL), Jimmy Howard, Brad Stuart, Kirk Maltby

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Notícias aleatórias

Nada muito importante acontece (ainda), apenas algumas participações especiais de jogadores em eventos beneficentes (ainda).

Mas algumas coisas vem rolando, e merecem alguma nota:

1. A conspiração contra Detroit agora é internacional. A Federação Internacional de Hoquei no Gelo (IIHF) afirmou que não vai emitir o Passe para Transferência Internacional (ITC) de Jiri Hudler. Isso significa que Jorge está banido de toda e qualquer competição organizada por um país-membro da IIHF, exceto Estados Unidos e Canadá, que regulam segundo suas próprias vontades.

Hudler perderia, nesse momento, a possibilidade de jogar pelo Dynamo Moscou ou qualquer time da KHL, e está fora das Olimpíadas. Mas parece que a KHL não dá a mínima para a IIHF. Querendo se firmar como a segunda força no mundo, a Liga Continental pretende bancar a situação de Hudler, numa quebra-de-braço com a IIHF para que esta lhe conceda autonomia semelhante à da NHL.

O que temos certeza: Hudler pode jogar legalmente apenas na América do Norte, mas vai jogar ilegalmente na Rússia. A Republica Tcheca está com um atacante a menos em seu elenco para as Olimpíadas, e pelos próximos meses (ou pelos dois anos de contrato) vamos ouvir histórias contraditórias e suspeitas. Eu não arrisco um palpite.

2. Mais um dos nossos ex-jogadores pode ir para um rival de Divisão. Chris Chelios e o técnico do Nashville Predators, Barry Trotz, admitiram o interesse mútuo, faltando agora apenas uma proposta oficial da equipe do Tennessee.

3. Brendan Morrow descobriu o segredo das vitórias de Detroit durante a seletiva para a Seleção Canadense, dirigida pelo nosso Mike Babcock.

"Sei como treinamos em Dallas, e a intensidade não é nada parecida. Não sei se eles treinam sempre assim, mas se for, provavelmente é o motivo de tanto sucesso".
Não é estranho um capitão falar com tanta surpresa sobre treinamentos?

4. O site Fan House publicou uma lista com os 50 melhores jogadores da Liga atualmente. Temos 5 jogadores no total, 3 deles no Top 10. São eles:

45º Brian Rafalski
39º Johan Franzén
Henrik Zetterberg
Nicklas Lidstrom
Pavel Datsyuk

5. Andreas Lilja deu declarações sobre sua concussão, e disse que sua meta é participar do training camp com todo o elenco a partir de 12 de setembro. Afirmou não poder jogar mais tão fisicamente, falou que provavelmente não brigará mais e também que suas dores de cabeça diminuem a cada dia.
"Antes parecia que tinha levado uma martelada, agora só parece uma ressaca muito forte. Já treinei um pouco recentemente, levei algumas cotoveladas na cabeça e me sinto bem."

Lilja e Hudler são bons jogadores, mas a situação desses dois perante o teto salarial assusta a torcida. E quem diabos dá cotoveladas na cabeça de alguém que está se recuperando de uma concussão?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

De onde viemos?

Não é filosofia, não seria tão cruel com vocês. O Detroit Red Wings tem a honra de ser considerado hoje a melhor franquia da NHL. Desde a compra da equipe pelo Pizzaiolo Mike Illitch, em 1982, a franquia foi à pós-temporada em 23 das 26 temporadas, com uma sequência atual de 17 aparições nos playoffs, a terceira maior da história. Por trás disso estão mentes como a do próprio Illitch, Jimmy Devellano, Ken Holland, Scotty Bowman, Jacques Demers e muitos mais.

Esse é o nosso atual comando:

Mike Ilitch, dono da franquia: é apontado pela mídia especializada como o melhor proprietário da NHL. Comprou a equipe em 1982 por US$ 8 milhões. É dono da rede de pizzarias Little Ceasars, além do time de beisebol Detroit Tigers. Já foi introduzido ao Salão da Fama do Hóquei em 2003.

Ken Holland, gerente geral: o Jardineiro foi goleiro profissional, ainda que medíocre. Como jogador passou 3 anos ligado a Detroit, onde jogou apenas três partidas. Assim que se aposentou como jogador, tornou-se olheiro da equipe, em seguida sendo promovido a Diretor de Recrutamento e assistente de Gerente Geral. Em 1997 se tornou gerente geral, e desde então Detroit é a equipe com mais vitórias na temporada regular e nos playoffs. Seu maior feito foi conseguir passar ileso pelo locaute, mesmo tendo que limar 49% da folha de pagamento da equipe, e ainda assim permanecer entre os melhores da Liga.

Mike Babcock, treinador: Tio Mike é nosso velho conhecido. Ele era a mente por trás de um dos maiores vexames da história dos Wings, a varrida sofrida ante o Anaheim em 2003. Após o locaute ele veio para Detroit, onde comandou 213 vitórias em 328 jogos, com aproveitamento de pontos de 70,7%, o melhor da história da franquia, e uma Copa Stanley. Seu trabalho em Detroit o levou à posição de técnico da Seleção Canadense.

Paul MacLean, treinador assistente: o francês é o responsável pelo ataque do time. Veio junto com Babcock, com quem trabalhou em Anaheim. Foi um grande atacante na Liga, inclusive tendo passado uma temporada em Detroit, onde marcou 71 pontos em 76 partidas.

Brad McCrimmon, treinador assistente: McCrimmon foi um excelente defensor, considerado por muitos o maior rolo compressor da história do hóquei. Jogou pelos Wings por 3 temporadas. Como treinador assistente é o responsável pela defesa de Detroit, e se espera que em sua segunda temporada tenha um desempenho melhor do que na primeira, quando a defesa e a equipe de desvantagem numérica estiveram entre as piores da NHL.

Ainda fazem parte da diretoria o Vice-presidente Jimmy Devellano, que foi GM do time por 11 anos, e Steve Yzerman, que capitaneou a equipe por 20 anos. Nota-se que o sistema nervoso da franquia é formado por homens identificados com o time. Dos citados, apenas Mike Babcock não jogou pela equipe, mas já havia treinado o Cincinatti Mighty Ducks, na época afiliado dos Wings nas ligas menores. E essa mentalidade "caseira" se relete no elenco.

Dos 23 jogadores considerados do elenco principal, temos:

-11 recrutados por Detroit (Howard, Ericsson, Kronwall, Lidstrom, Meech, Zetterberg, Datsyuk, Holmstrom, Franzén, Filppula e Helm);
-9 que assinaram como agentes-livres (Osgood, Rafalski, Lebda, Lilja, Leino, Williams, Eaves, Cleary e Bertuzzi); e
-3 que chegaram via troca (Stuart, Draper e Maltby).

Uma grande quantidade é cobra criada em Detroit, mas não são apenas os recrutados por nós. Osgood, Williams e Bertuzzi já jogaram aqui; Rafalski é do estado de Michigan; Lebda e Leino não foram recrutados e tem Detroit como o primeiro lar; Lilja e Cleary eram considerados casos perdidos até chegar aos Wings; e Eaves já foi treinado por Babcock em outra oportunidade, além de ser sobrinho de um ex-jogador da equipe, Murray Eaves.

A parte ainda existente da Grind Line veio por trocas, mas Draper (em 1993) e Maltby (em 1996) estão aqui há tanto tempo que não é possível imaginá-los com outra camisa.

O único "forasteiro" é Brad Stuart, mas esse já renovou seu contrato durante essa estada por Detroit, demonstrando que não pretende sair logo da cidade.

E esse clima ajuda a ganhar. Imagine Darren Helm, por vezes comparado a Draper, vendo o veterando ser idolotrado pelos fãs. Imagine Jonathan Ericsson aprendendo com Lidstrom. Imagine Patrick Eaves assistindo à história de sucesso de Dan Cleary, ou Jason Williams vendo um jogador antes contestado, como Chris Osgood, ser defendido com unhas e dentes pela torcida.

A disposição de Holland para assinar longos contratos com Zetterberg e Franzén influenciou Ville Leino a assinar um novo contrato por um valor menor. As declarações de Jiri Hudler ao sair para a Rússia mostram que não há lugar melhor do que Detroit para jogar. Todo jogador sabe que em Detroit ele vai ter condições de ser o melhor que ele puder.

Apesar de, como diria o Humberto, algumas "metidas mal-dadas", Ken Holland sabe o que faz. Por isso dizemos: "In Holland We Trust".

sábado, 22 de agosto de 2009

Asas Vermelhas 2ª Edição




Jakub Kindl (Kinder)
Defensor (Grand Rapids Griffins)
22 anos (10/02/1987), 1.91m, 90kg
Recrutado em 2005

É estranho pensar nos prospectos de Detroit... Temos uns 35 jogadores no sistema, e a maior parte é bem cotada. Por isso devemos pensar aos poucos. Temos dois defensores fantásticos, Lidstrom e Rafalski, acima dos 35 anos, logo é bom pensar no futuro dessa defesa. E se o olheiro Joe McDonnell estiver certo, o futuro é Jakub Kindl.

Enquanto a maior parte dos jogadores desenvolvidos na franquia são considerados "achados de últimas rodadas", Kindl foi o 19º selecionado no geral em 2005. O tcheco impressionou pelo seu tamanho e mobilidade, mas sempre preocupou pela irregularidade.

E mesmo seu tamanho não lhe tem sido muito útil. Jakub não distribui muitos trancos e quando o faz, mostra não entender muito da coisa (algumas vezes foi acusado de caçar cabeças). Seu maior trunfo é mesmo o jogo ofensivo, ainda que por instinto. O GM de Grand Rapids diz que Kindl trabalha melhor reagindo ao ambiente, sob pressão. Quando segura demais o disco tende a pensar em excesso, desacelerando o jogo, e comentendo erros de passe bobos.

A diretoria de Detroit acredita que ele joga melhor com bons jogadores à sua volta, e que seu chute preciso pode creditá-lo como mais uma arma em vantagem numérica. Tem uma tendência desagradável de desaparecer em certos momentos, tanto ao longo de um jogo quanto da temporada, mas seus altos e baixos apresentam altos muito altos mesmo (?).

Em 2008-09: 6 gols e 33 pontos em Grand Rapids
Projeção: Está no último ano de contrato válido só para a AHL, onde vai jogar menos tempo devido às contratações de Janik e Delmore. Deve brigar com esses dois por uma vaga de substituto imediato do time principal
Como perguntar "Quem?": Iácub Quíndou


Brett Lebda (Lebs, Bert)
Defensor
27 anos (15/01/1982), 1.75m, 88kg
Não foi recrutado, assinou como agente-livre em 2004, estreou em 2005

Se você nasceu em Chicago em 1982, e aos 8 anos viu Chris Chelios jogar nos Blackhawks, você tinha uma obrigação: querer ser defensor num time da NHL. E uma coisa Lebda conseguiu emular de seu ídolo, a qualidade do passe.

Infelizmente errar passes não é a única forma de prjudicar a equipe. Brett parece em certos momentos se esquecer que é um defensor, tem uma noção de posicionamento bem razoável, e constantemente permite escapadas dos atacantes adversários. É um tanto inconsistente, e não tem a inteligência necessária para um defensor de apenas 1.75m, e apesar de ter um bom tamanho para sua altura não é nada físico.

Lebda está no último ano de contrato. Até a contratação de Todd Bertuzzi era um grande candidato a sair do time. Agora parece que vai ter mais um ano para mostrar serviço.

Em 2008-09: 3 gols e 14 pontos
Projeção: Vai jogar no 3º par de defesa, revezando com Derek Meech. Pode ir embora se Andreas Lilja voltar e seu contrato contar proporcionalmente contra o teto salarial
Como falar: Brrrét (caipira) Lêb-da


Tomas Holmstrom (Holma, Demolition Man, Homer)
Ala (direita e esquerda)
36 anos (23/01/1973), 1.85m, 92kg
Recrutado em 1994, estreou em 1997

Da lista de achados de Hakan Andersson, Tomas Holmstrom é o mais especial. Zetterberg e Datsyuk tem mais prêmios, mas Homer é o resultado da primeira "carta branca" dada pela diretoria ao olheiro. A primeira vez que eles se encontraram foi na seletiva para aa Seleção Sueca em 1993. No ano seguinte, Hakan conversava com seu amigo Niklas Wikegard, treinador da equipe de Boden, que disse que seu melhor jogador era apenas um garoto, Tomas Holmstrom.

Na tal seletiva, Holmstrom se encontrava ao meio de outros bons valores, entre eles Peter Forsberg e Mats Naslund. Foi aí que eele demontrou sua forma de chamar atenção, trabalhar mais que qualquer um. Apesar de ser grande, não é um gigante, e passava a mior parte do tempo se concentrando naquilo que tinha de melhor, sua coordenação motora. Sim, porque ocupar a posição que ele ocupa, com gorilas de mais de 100 kgs te batendo e um disco de borracha vulcanizada voando a 130km/h na sua direção não é fácil, não é só ficar parado na frente do gol.

Reconhecer o momento certo de sair do lugar, copiar a movimentação do goleiro, ler em meio segundo se a melhor opção é desviar o disco ou deixá-lo em sua trajetória original, tudo isso enquanto se preocupa com a perseguição da arbitragem quanto a seu posicionamento, Chris Pronger respirando em seu cangote e goleiros malucos como Jamie McLennan. Esse é seu trabalho.

Seu estilo de jogo cobra muito de seu corpo. Por mais que use proteções extras, 15 anos de esforço contínuo já se mostram ao longo das temporadas. A temporada passada foi a segunda seguida em que perdeu mais de 20 jogos devido à contusões nas costas e no joelho, e o sueco já indicou que, se perceber que não aguenta mais, essa pode ser sua última temporada.

Em 2008-09: 14 gols e 37 pontos em 53 jogos
Projeção: Deve começar o ano na 1ª linha, mas sua permanência depende de sua produção ofensiva e durabilidade; vai continuar sendo parte importante do time de vantagem numérica, mas vai perder espaço para Franzen, Cleary e Bertuzzi
Como torcer: Tômas Rôumistrom


Johan Franzén (Shrek, Mula)
Asa direita
29 anos (23/12/1979), 1.91m, 100kg
Recrutado em 2004, estreou em 2005

Tem como não gostar desse cara? É enorme, é habilidoso, tem um chute assutador e o maior Capitão da história dos esportes profissionais lhe deu o melhor apelido da história dos esportes profissionais. Sério, volte para o começo do post e me fala se você não quer a camisa Mula #93?

A Mula é basicamente um carregador de piano. Sua habilidade com o taco e velocidade anormais para um jogador desse tamanho, aliadas ao seu passe pouco confiável, fazem com que Franzén se sinta melhor chutando a gol. Na defesa ele joga muito bem na pressão na zona ofensiva, marcando a saída de jogo, ou contra um jogo mais cadenciado, dentro da própria zona defensiva.

Franzén é mais do que um power forward, é um artilheiro. Na gíria do hóquei, ele é um grande candidato ao "prêmio Cy Young", dado aos jogadores com mais gols marcados do que assistências. Ele é uma máquina de marcar -- 73 gols nos últimos 123 jogos --, e só dois jogadores recrutados em 2004 tem mais gols do que ele, Alex Ovechkin e Evgeni Malkin. Faz gols com cara de Holmstrom, gols com cara de Datsyuk, gols feios onde o disco desvia três vezes em cada joelho e por aí vai.

E o melhor de tudo: decisivo. Nos dois últimos anos tem 25 gols em 39 jogos de playoff, incluindo os 13 gols em só 16 jogos em 2008, um recorde de gols em um ano de playoffs na história da franquia (empatado com Zetterberg, em 22 jogos). Ele nunca marcou nem 60 pontos em uma temporada, não joga mais de 72 jogos desde 2005-06, mas essa pode ser a temporada que vai estourar.

Em 2008-09: 34 gols e 59 pontos em 71 jogos
Projeção: vai ser o principal jogador da 2ª linha enquanto Holstrom se aguentar na 1ª, e deve ver mais tempo em vantagem numérica
Como pular na frente do monitor: MULA! Quer dizer: Iôrran Fránzein


Na próxima edição: Henrik Zetterberg, Justin Abdelkader (AHL), Valtteri Filppula, Brian Rafalski

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Red Wings 2009-10

DETROIT:
- Patrick Eaves (RW, 25)
1 ano, US$ 500 mil

- Jason Williams (C/RW, 28)
1 ano, US$ 1,5 milhão

- Todd Bertuzzi (LW/RW, 34)
1 ano, US$ 1,5 milhão


GRAND RAPIDS:
- Kris Newbury (C, 27)
1 ano, US$ 500 mil
Two-way

- Jeremy Williams (C, 25)
1 ano, US$ 500 mil
Two-way

- Andy Delmore (D, 32)
1 ano, US$ 500 mil
Two-way

- Doug Janik (D, 29)
1 ano, US$ 500 mil
Two-way


Newbury, Jeremy Williams, Delmore e Janik foram contratados para o Grand Rapids Griffins. Seus contratos são two-way (em português, poderíamos chamar de bi-direcional).

Esses jogadores vestirão a camisa dos Red Wings apenas em caso de calamidade pública no elenco principal.

Justin Abdelkader será o reserva imediato, enquanto amadurece na liga menor.

Eaves, Jason Williams e Bertuzzi foram contratados para os Red Wings, exclusivamente.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O Grande

O assunto surgiu no fim de semana, em uma entrevista de Jimmy Devellano.

Ninguém deu muita importância ao que ele disse, mas aos poucos seu comentário foi ficando sério.

E agora é oficial que Ken Holland está conversando com Todd Bertuzzi.

Proposta de 1 ano de contrato por US$ 1,5 milhão.

É óbvio que ele vai aceitar.

Portanto, senhores e senhores, se preparem: "Huge Todd Bertuzzi" estará de volta num piscar de olhos.

ATUALIZAÇÃO:
Ele voltou.

sábado, 15 de agosto de 2009

Asas Vermelhas: 1ª Edição



Jason Williams (Willy, Wilamis)
Central/Asa direita
29 anos (11/08/80), 1.80m, 88kg, chuta com a direita
Chegou a Detroit como agente-livre em 2009

Salada, frango, macarrão e legumes. Se dependesse da alimentação, sua mãe iria adorar ter Jason Williams como filho; é isso que ele almoça em dias de jogo. Vai num restaurante em Royal Oak (o Andiamos), cidade do subúrbio de Detroit onde fica sua casa (que ele não vendeu desde que saiu do Wings em 2007), depois descansa entre às 14 e 16 horas, e vai se preparar para o jogo.

Me baseio numa entrevista concedida em 2003 ao falecido blog Behind the Jersey. Williams falou sobre como é ser um Wing (a resposta básica, "trabalho fazendo o que gosto") e quais eram seus objetivos para a temporada. Nenhum objetivo foi alcançado. A Stanley Cup não ficou em Detroit ao fim da temporada, e Jason não conseguiu se tornar um melhor jogador dentro e fora do gelo, como queria. A evolução de seu jogo veio em 2005-06, quando anotou 58 pontos jogando ao lado de Steve Yzerman e Robert Lang. Já a evolução como homem é uma incógnita. Já são célebres as declarações do jogador ao não ser utilizado em uma partida contra Anaheim, em 2007. As críticas ao treinador Mike Babcock foram claras e diretas, e eventualmente causaram a saída de Williams de Detroit.

Desde então o jogador passou por Chicago, Atlanta e Columbus. Sua melhor fase foi exatamente pelos Blue Jackets, ano passado, onde anotou 29 pontos em 39 partidas. Em 6 de agosto ele assinou com Detroit por um ano, num contrato de US$1,5 milhão de dólares. Apesar de não parecer muito empolgado quando surgiram os primeiros rumores, ao assinar Williams se mostrou disposto a diminuir o impacto da perda de Hossa, Hudler e Samuelsson do elenco.

Em 2008-09: 19 gols, 47 pontos em 80 jogos (Atlanta e Columbus)
Projeção: Deve ocupar a ala direita na 3ª ou 4ª linha, e participar na 2ª unidade de vantagem numérica
Como xingá-lo: Djêizon Uílians.


Nicklas Lidstrom (Nick, Mr. Norris, Super-Sueco, O Ser Humano Perfeito, Lids)
Defensor (Capitão)
39 anos (28/04/1970), 1.88m, 86kg, chuta com a esquerda
Recrutado em 1989, estreou em 1991

"'Continue cavando!' 'Até quando?' 'Até conseguir pegar os prédios'. (...) O homem que muitos consideram o melhor jogador, Nick Lidstrom, defensor all-star, está pensando em voltar para a Suécia. (..) Tenho uma idéia melhor, vamos trazer a Suécia para cá (...)"

Essa é a proposta da coluna de Mitch Albom, grande jornalista americano, no dia 21 de maio de 1999. Na época Lidstrom considerava voltar para seu país. Imaginava que lá seus dois filhos teriam uma vida melhor, melhor estudo e condições de vida. Porque não, então, trazer a cidade de Vasteras para os Estados Unidos?

"É uma tarefa difícil mover um país através do oceano (...) Mas onde mais se encontra um defensor como ele? Alguém que jogue 30 minutos por noite, que saiba manejar seu taco, que raramente se machuque, com tamanha humildade?"

Líderes têm que gritar? Steve Yzerman nos ensinou que não. E ninguém aprendeu melhor do que Nick Lidstrom. Silenciosamente Lids se tornou o primeiro capitão europeu a levantar a Copa Stanley. E mesmo nesse momento teve a serenidade de passá-la a quem estava na sua única conquista, Dallas Drake. Ganhou 6 troféus Norris em 7 anos (foi o primeiro europeu a ganhar este também, assim como o primeiro a ganhar o Conn Smythe) se tornando o terceiro na lista de vencedores, mas nunca escondeu que o verdadeiro prêmio é de prata e tem 90 centímetros de altura. Esse é um líder. Líderes não gritam, falam uma vez e todos o escutam.

Lidstrom não é o mais alto, ou o mais forte, ou o mais rápido. Mas certamente é o mais inteligente. Posicionamento, frieza e um taco certeiro, para passes ou chutes, são seus fortes. Não some nos momentos importantes. Seu gol no jogo 3 da série contra Vancouver em 2002 foi o catalisador daquele título. Marcou gols decisivos pelo seu país, e ano passado só não marcou aos 59 minutos e 59 segundos do jogo 7 das Finais porque havia sido quase esterilizado semanas antes.

Nick está no último ano de seu contrato. Aproveite e assista, pois em 2 ou 3 anos esse mago irá pendurar os patins. Não na Suécia, como especulou em 1999, mas por Detroit, onde trabalhou e fez por merecer as considerações como um dos melhores defensores da história da Liga

"'Traga aquelas loiras!' 'Quais?' 'As que gostam de hóquei'".

Em 2008-09: 16 gols e 59 pontos em 78 jogos
Projeção: Vai passar menos tempo no gelo em situações normais de jogo, mas vai continuar sendo o principal defensor para se comandar os times especiais
Como adorá-lo: Níclas Lidistrom


Ville Leino (Dr. Evil, eVille, Smallville)
Atacante, qualquer posição
25 anos (6/10/1983), 1.85m, 83kg, chuta com a esquerda
Não foi recrutado, assinou como agente-livre em 2008

Ville Leino começou a jogar pelo SapKo, da sua cidade natal, Savonlinna, aos 17 anos. Nada de destaque aconteceu até seus 23 anos, quando assinou com o grande Jokerit e, no caminho para casa, parou numa encruzilhada para oferecer presentes aos orixás finlandeses. Naquele ano Leino liderou a liga finlandesa em pontos, e atraiu atenção de Detroit.

O jogador mostrou sua ambição ao exigir que em seu contrato constasse uma clásula que o liberaria se passasse muito tempo na AHL. Mike Babcock caracterizou Ville como "o melhor jogador que já tive que enviar para a AHL", e como em Grand Rapids começou com 15 pontos em 14 jogos, a cláusula não precisou ser utilizada, com Leino sendo convocado para Detroit em janeiro. No seu primeiro jogo, contra Washington, em seu primeiro chute, fez seu primeiro gol (por sinal um golaço).

Seu estilo de jogo pode ser chamado de "Red Wing de nascença". Sabe controlar o disco, e apesar de não ser muito veloz com os pés, é muito habilidoso com o taco. Sua versatilidade e força de vontade poderiam transformá-lo rapidamente em um favorito da torcida, mas para isso vai ter de compensar suas deficiências defensivas. O jogador acaba de estender seu contrato por 2 anos, pelos quais vai receber menos do que recebeu nas ligas menores. Isso que é disposição.

Em 2008-09: 5 gols e 9 pontos em 13 jogos por Detroit; 15 gols e 46 pontos em 55 jogos pelos Griffins
Projeção: As dúvidas quanto a seu jogo devem fazer com que comece na 3ª ou 4ª linha, mas ao longo do ano tem condições de brigar por posições melhores
Como gritar para o monitor: Víle Lêino


Jonathan Ericsson (Sony Ericsson, Grande E, Big Rig)
Defensor
25 anos (02/03/1984), 1.96m, 99kg, chuta com a esquerda
Recrutado em 2002, estreou em 2007

Håkan Andersson é incrível. Ele encontrou pérolas na Europa, como Tomas Holmstrom, Pavel Datsyuk, Henrik Zetterberg e outros mais. Mas Andersson não só observa, e esse foi o caso com Jonatahn Ericsson. O jogador era um central grandalhão e valente, mas não se destacava no time júnior do Hasten. Isso até o dia em que seu treinador decidiu colocá-lo na defesa. Em um jogo Andersson se convenceu da verdadeira posição do garoto. Conversou com ele, mostrou que por lá ele teria chances na NHL.

A herança ofensiva se faz presente em seu estilo de jogo. Quem sabe por estar acostumado a ter quem conserte as besteiras, ainda comete muitos erros de passe, especialmente quando ousa além do limite. Seu chute é muito potente, marcando 160km/h na competição da AHL, e se chutar mais pode ser uma grande arma na vantagem numérica. Além disso gosta de brigar, por si e pelos companheiros.

Na temporada passada só não fez parte integralmente da equipe por causa do teto salarial e da quantidade de defensores, mas na próxima pode ser um jogador importante, inclusive se aproveitando dos minutos que Nicklas Lidstrom não vai jogar em situações normais de jogo. Foi a última escolha geral no recrutamento de 2002, mas Mike Babcock projeta que será um jogador de impacto na Liga por uns bons 15 anos.

Em 2008-09: 15 pontos em 40 jogos nos Griffins; 12 pontos em 41 jogos por Detroit (contando playoffs)
Projeção: No começo da temporada deve ficar na 3ª linha de situação normal, ganhando espaço com o tempo; deve revezar com Jason Williams na 2ª unidade de vantagem numérica
Para comemorar as brigas: Djônatan Érikson


A próxima edição trará Jakub Kindl (AHL), Brett Lebda, Tomas Holmstrom e Johan Franzén

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Projeto Asas Vermelhas 2010

Nada acontece em Detroit. Sim, alguns jogadores vão jogar golfe em torneios beneficentes, mas nada realmente acontece. Por isso lhes apresento meu projeto de férias: Asas Vermelhas 2010

Esse nome ridículo é um artifício para tentar incrementar o básico do básico num blog sobre esportes, ou seja, quem é quem. O elenco de Detroit conta hoje com 22 jogadores. A maioria é "Wingiana" de longa data, e quase todos são conhecidos pela torcida. Porém, devido ao fluxo nulo de notícias recentes, pretendo re-apresentar cada jogador à comunidade Red Winga Tupiniquim.

Lhes trarei informações úteis (nem tanto) sobre os jogadores, 4 por semana, por 7 semanas. Começo nesse sábado e só termino na última semana da pré-temporada. Serão os 22 jogadores atuais mais 6 jogadores de Grand Rapids que podem fazer barulho. Os jogadores serão escolhidos aleatoriamente.

Obs.: Esse projeto é de responsabilidade minha, sem conhecimento prévio dos outros membros da equipe, o que pode levar à minha demissão. Se for o caso, adeus.


1ª edição: Jason Williams, Nicklas Lidstrom, Ville Leino, Jonathan Ericsson
2ª edição: Jakub Kindl (AHL), Brett Lebda, Tomas Holmstrom, Johan Franzén
3ª edição: Henrik Zetterberg, Justin Abdelkader (AHL), Valtteri Filppula, Brad Rafalski
4ª edição: Kris Newbury (AHL), Jimmy Howard, Brad Stuart, Kirk Maltby

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Na ponta do lápis

40 dias após o início do período de contratações, agora podemos avaliar os danos e remendos pelos quais o time passou.

Foi embora Marian Hossa, um dos melhores jogadores do mundo (sim, mesmo depois dos playoffs), e ele levou seu mascote, Tomas Kopecky, cuja falta não seria notada se eu estivesse no gelo em seu lugar.

Saiu Ty Conklin, que nos salvou de uma implosão causada por Chris Osgood. Saiu Mikael Samuelsson, cara que adora fazer o que não sabe: chutar. E tiramos umas férias de Jorge Hudler, alvo de dezenas e dezenas de incríveis photoshops.

Chegaram Larry Eaves e Jason Wilamis. Deus Helm, Sony Ericsson, SmallVille Leino e Jim Howie serão Red Wings em tempo integral. Vão dar conta do recado?

Uma coisa deve ser lembrada: nem tudo precisa ser recuperado. Sim, ano passado fizemos 38 gols a mais do que no anterior, mas também sofremos ridículos 60 gols a mais. Um trabalho decente da defesa (e do time de desvantagem numérica) vai ajudar a compensar a perda dos jogadores.

Ano passado Hossa, Sammy, Jorge e KoKo somaram 88 gols e 99 assistências. Os três primeiros eram presença constante em vantagem numérica.

Marian Hossa é um caso à parte. Todos sabíamos que ele não cabia no time, mas desde que anunciadas as extensões de contrato de Zetterberg e Franzen fazíamos contas malucas para que tivéssemos os três. Ele foi um jogador de aluguel, e deu certo na temporada regular, onde foi possivelmente o melhor jogador do time. Depois vieram os playoffs, e começaram a surgir os clamores para que Hossa fosse embora. O fato é que a atuação nos playoffs não teve nada a ver com sua saída, mas foi um ótimo consolo.

Samuelsson foi para Vancouver, inteligente. Assinou um contrato típico daqueles jogadores que só dão certo em Detroit. Já Hudler, traumaticamente, foi para a Rússia, mas pode dizer que foi por "empréstimo". O dinheiro que ele vai ganhar em dois anos deixa difícil ficar bravo com o cara (por sinal, com a política tributária norte-americana, se Hudler encontrasse um contrato de 10 milhões de dólares só ficaria com 40% destes).

Jiri e Sammy são jogadores competentes. Nenhum deles é brilhante, mas Hudler era peça-chave do time de vantagem numérica (onde conseguiu mais da metade de seus pontos) e Samuelsson tinha uma incrível capacidade de estar no lugar certo, na hora certa. Para seus lugares se considera que vieram Leino e Williams. Ville Leino é parecido com Hudler (grande capacidade ofensiva apesar de velocidade questionável; jogo defensivo aceitável) e Williams é tão irregular quanto Samuelsson.

Patrick Eaves veio para brigar por um lugar no time. Holland quer 13 atacantes, e esse 13º que chegar (pode ser Abdelkader, Newbury ou algum agente-livre) vai ter como alvo a posição de Eaves. Em sua primeira temporada teve 20 gols em 58 jogos, e quem sabe com um sistema competente em volta ele não repita (ou melhore) esses números.

Perdemos 88 gols. Os jogadores que chegaram podem substituí-los. Helm, Leino, Eaves e Williams tem capacidade para fazer no mínimo entre 15 e 20 gols cada. A saída de Hossa dará mais tempo de ataque a Johan Franzen e Dan Cleary. Um bom trabalho da defesa pode liberar Zetterberg e Datsyuk um pouco mais para o ataque.

Não temos motivo para pânico. O melhor gerente-geral da Liga merece nossa confiança. E somos, como sempre, favoritos à Copa Stanley.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Segundo reforço: Jason Williams

O central está de volta; ainda aguardamos o valor do contrato, que tem duração de um ano.


ATUALIZAÇÃO: (13h10) - por Humberto
Jason Williams está de volta!
Há quem não goste dele. Ou melhor, eu deveria dizer que não há quem goste dele.

No passado eu costumava defendê-lo. Seu ponto alto, pra mim, foi a série contra o Colorado Avalanche nos playoffs de 2002. Eu não me lembro quem se machucou, mas Scotty Bowman escalou Williams na linha principal na ocasião. E ele cumpriu bem o seu papel contra alguns dos melhores atacantes da liga.

Williams é canhoto, então chuta com a direita. Logo, vai fazer o papel que cabia a Mikael Samuelsson na segunda unidade de vantagem numérica.

O central/ponta-direita tem 28 anos e disputou oito temporadas na carreira, seis delas pelos Red Wings. Em 376 jogos, marcou 85 gols e 205 pontos. Foi campeão da Copa Stanley em 2002.

Em fevereiro de 2007, os Wings trocaram Williams por Kyle Calder.

A surpresa pela contratação de Williams foi gerada principalmente pela forma como ele deixou o time na ocasião, reclamando feito uma garotinha. Críticas feitas diretamente a Mike Babcock.

O treinador, no entanto, já conhecia o jogador de outros carnavais. Os dois trabalharam juntos na AHL no começo da década.

Vamos aguardar a divulgação do salário.

ATUALIZAÇÃO: (15h00) - por Guilherme

O Detroit Free Press traz a informação completa, Williams vai receber nesse ano de contrato US$1,5 milhão.

"É emocionante voltar", disse Wilamis por telefone. "Não é sempre que você volta para o time que te trocou". Jason completou ao dizer que espera pontuar para compensar as faltas de Hossa, Hudler e Sammuelsson.

Além das reclamações infantis relatadas pelo Humberto, as declarações de Williams nos últimos dias também não empolgam. Em entrevista ao Columbus Dispatch, dia 30 de julho, Jason deixou claro que gostaria de jogar pelos Blue Jackets, mas apenas Ken Holland havia demonstrado interesse.

Parece que agora sim as férias começaram em Detroit. As chegadas de "Larry" Eaves e Jason "Wilamis" praticamente fecham o elenco, salvo alguma saída de um defensor, e deixam clara a posição da diretoria em relação a Justin Yabadada, que vai realmente passar essa temporada em Grand Rapids.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Red Wings contratam o primeiro reforço

O Detroit Red Wings anunciou hoje que contratou o agente-livre irrestrito Patrick Eaves.

O contrato é de um ano e ainda não foi divulgado o valor, mas em breve esta informação estará aqui. (US$ 500 mil)

Eaves é ponta-direita e tem 25 anos. Em quatro temporadas, marcou 45 gols e 90 pontos em 242 jogos.

Pelo Ottawa Senators em 2005-06, sua estreia, marcou 20 gols. No ano seguinte, anotou 32 pontos, recorde pessoal.

Na temporada passada, vestindo a camisa do Carolina Hurricanes, Eaves fez apenas 14 pontos em 74 jogos.

Eaves pertencia ao Boston Bruins, mas teve seu contrato comprado pela organização.

Segundo Daniel Novais, torcedor dos Senators e membro de TheSlot.com.br, Eaves foi um jogador útil em sua passagem pelos Sens. Porém, desde o tranco sofrido nos playoffs de 2007, não é mais o mesmo. Na ocasião o jogador machucou o ombro e teve uma concussão.

Reconhecendo o talento dos Red Wings em recuperar jogadores (também conhecido como "Pacto com o Diabo"), não ficarei surpreso se Eaves for útil. Mas dado o histórico de Eaves, talvez ele seja a resposta que os torcedores procuravam para a pergunta: "sem Hudler, Hossa, Samuelsson e Lilja, quem vamos xingar?"

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Até daqui a pouco, Hudler

Hoje, perto da hora do almoço, o site Sportsnet.ca liberou o resultado da arbitragem de Jiri Hudler: US$5 milhões por 2 anos. A dúvida então seria matemática, descobrir se eram US$5 milhões por ano (muito) ou US$2,5 milhões por ano (pouco).

Mas acontece que nada disso é verdade. Nem precisamos especular sobre valores, já que o árbitro não comunicou nem mesmo as partes de sua decisão.

Ken Holland já disse o que vai acontecer. "A história acabou, Hudler vai para a Rússia. Estamos esperando a decisão do árbitro para conhecer os termos do contrato para quando (e se) Hudler voltar para a Liga".

Moral da história: se estiver curioso sobre alguma coisa, invente uma notícia sem fundamento; alguém vai te corrigir.

ATUALIZAÇÃO: Jorge "Risadinha" Hudler foi assaltado. O árbitro concedeu um contrato de US$5,75 milhões por 2 anos (US$2,75M no primeiro, US$3M no segundo), com impacto no teto salarial de US$2,875 milhões. Ele vai para a Rússia e, segundo Ken Holland, planeja voltar para a NHL algum dia, e para Detroit.

A explicação para um valor tão baixo é simples. As partes acordaram esse valor. Holland e Svoboda propuseram o mesmo contrato, ou seja, forçaram o árbitro a tomar tal decisão. A decisão poderia ter sido feita sem arbitragem, mas Hudler temia que assinar um contrato em termos "normais" daria justificativa à interferência da NHL na sua saída para o Dynamo Moscow.

Com a decisão de Hudler e a possível colocação de Lilja na lista de contundidos a longo prazo, Detroit agora conta com 11 atacantes (Yabadaba incluído), 7 defensores e 2 goleiros, com pouco mais de US$3 milhões no teto salarial.

domingo, 2 de agosto de 2009

O Gigante Epaminondas

Por Dave Waddell, The Windsor Star - 31 de julho de 2009

Durante as finais da Copa Stanley, o defensor do Detroit Andreas Lilja expressou medo por sua carreira após sofrer uma concussão em 28 de fevereiro que encerrou sua temporada.

Esse medo parece ser bem fundado já que Lilja ainda sofre dores de cabeça.

"Nós não sabemos onde Andreas Lilja estará quando os treinamentos começarem," disse o gerente geral dos Wings Ken Holland.

"Piet Van Zant conversou com ele (quarta-feira) e ele ainda tem os sintomas. Eu realmente não estou certo quanto a ele."

Holland disse que pensou em possivelmente trocar um defensor para abrir mais espaço no teto salarial, mas ele disse que com o futuro incerto de Lilja vai hesitar em fazer isso agora.

Com Lilja fora do jogo, Detroit alcançaria o mesmo objetivo colocando-o na lista de contundidos de longo prazo e retirando seu salário do teto.

Na última temporada, Lilja recebeu US$ 1,25 milhão.

Parece que o futuro não é muito promissor para Lilja. Se é verdade que nós malhamos o defensor, também é verdade que ninguém nunca desejou que ele se aposentasse precocemente sofrendo dores implacáveis.

O alívio salarial de US$ 1,25 milhão será muito bem-vindo, embora com essa grana não seja possível nem patrocinar o blog por 15 dias.