Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

sábado, 31 de outubro de 2009

Horror em Amity-Ville Leino

Então Ken Holland está satisfeito com o elenco dos Red Wings apesar das contusões de dois dos seis atacantes principais, Johan Franzen e Valtteri Filppula.

É um fanfarrão.

Ninguém pode ficar satisfeito com um time que vai ao jogo de hoje assim:

Bertuzzi-Datsyuk-Holmstrom
Cleary-Zetterberg-Williams
Draper-Helm-Eaves
May-Abdelkader-Maltby

Não há uma linha forte, um trio capaz de levantar o torcedor do sofá. Todd Bertuzzi na linha 1? Jason Williams na linha 2? E quem são esses nas linhas inferiores?

Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg simplesmente não funcionam sozinhos. E talvez John Buccigross tenha razão: eles já passaram do auge. Dats e Zetta não são Alexander Ovechkin ou Sidney Crosby ou Evgeni Malkin, jogadores que jogam com uma alface na ponta-direita e um ovo frito na ponta-esquerda e disputam o Troféu Art Ross.

Ville Leino não está ali porque Mike Babcock o barrou para o jogo de hoje. E com palavras carinhosas:

"Ville não está funcionando em nenhuma linha. Isso está claro. Ele vai ter um dia para assistir. Ele não tem se esforçado o suficiente, então vai assistir ao jogo e os outros caras vão jogar."


Muito bem, Babcock. Se funcionou para Darren Helm, talvez funcione para o finlandês também. Aliás, sobre Leino, artilheiro da liga finlandesa um ano desses aí, era ele quem deveria suprir os gols perdidos com a saída de alguns atacantes e a contusão dos outros, mas até agora não foi nada mais do que um fiasco. A liga finlandesa deve ser tão fácil quanto o NHL 2009 da EA Sports.

A gerência se diz satisfeita, mas no fundo sabe que isso aí não é o Detroit e não há perspectivas de melhora no curto prazo. Dois meses sem Filppula, quatro meses sem Franzen. E até lá vamos com esses Mays, Abdelkaders, Eaves da vida. Um horror.

Pelo menos com a queda dos dois atacantes o teto salarial, que antes não cabia um colunista fajuto de blog brasileiro, agora comporta até um fardo de Skol. Por enquanto podemos contratar um jogador de US$ 3 milhões, mas daqui a dois meses esse número será muito maior.

Se ainda tivessémos um goleiro capaz de roubar jogos (Craig Anderson) ou então um que não perdesse jogos (qualquer um menos Chris Osgood e Jimmy Howard), poderíamos arrancar mais algumas vitórias com essa defesa maravilhosa — no papel, porque no gelo também está um horror.

É uma pena. Tudo isso é uma pena.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Completando esse ótimo mês (2)

Ótimo, Pavel Datsyuk jogou depois de bloquear um chute com um pé contra os Canucks. No gol estava Jimmy Howard, que estranhamente está bem melhor que Chris Osgood. Parece que o time já tinha deixado o mês de outubro para trás, certo?

Errado. Em Edmonton, aos 21 minutos de jogo, 4 a 0 para os Oilers, gols marcados em 13 chutes, com erros da defesa, em desvantagem numérica, contra-ataque e rebotes estúpidos. Howard não falhou em nenhum deles, mas ainda assim fica a questão: Babcock confiou em Howard ou não confiou em Osgood? Fato é que depois do 4º gol Howard parou 19 de 20 chutes, dando chances para uma improvável virada.

Foi então que eu ganhei meu presente de aniversário, com Deus Darren Helm, #43, puto da vida depois de ficar de fora terça-feira, marcou o seu primeiro gol de temporada regular na carreira. Com 6 gols em 41 jogos de pós-temporada, Helm só anotou o seu primeiro na temporada regular depois de 27 partidas. Três minutos depois Edmonton marcou o 5º gol, mas eu já não ligava. Mais três minutos e Henrik Zetterberg fez o seu, diminuindo a vantagem para 5 a 2. Fim de 2º período.

O 3º período foi dominado pelos Wings. Pressão na marcação, poucos erros e uma possível acomodação (ou medo) do adversário possibilitaram uma galeria de chutes contra Nikolai Khabibulin. Jonathan Ericsson, Todd Bertuzzi e Patrick Eaves (com assistência de Helm) empataram o jogo faltando 8 minutos para o final, e embora só tenha visto 6 chutes, Howard foi muito bem no 3º período, principalmente numa chance de Gilbert Brule.

Prorrogação, Red Wings chutam apenas 2 vezes contra 4 de Edmonton, e The Jimmah! apareceu novamente muito bem, com boas defesas nos segundos finais. Prefiro pensar que ainda estamos em 2003 e a NHL não tem disputa de pênaltis, por isso não vou comentar o resultado. 1 a 0 nos pênaltis, 6 a 5 no jogo para os Oilers. Foi a primeira vez desde 1989 que Detriot ganhou um ponto numa partida em que esteve em 4 gols de desvantagem.

Ah, mas é claro que isso não é tudo, afinal estamos em Outubro, mês das 4 vitórias e 7 derrotas (3 depois do tempo normal), e tudo (de ruim) pode acontecer com a equipe. Valteri Filppula, com o pulso direito quebrado, ficará fora de 6 a 8 semanas. O central vinha fazendo um ótimo trabalho, tendo boa química com basicamente qualquer um que jogasse ao seu lado, e sua saída deve forçar Babcock a separar mais uma vez Datsyuk e Zetterberg (a não ser que o Professor Pardal tente colocar Ville Leino no meio da 2ª linha).

O próximo jogo é contra o Calgary Flames, no sábado, dia 31 de outubro, Fuck, esse mês não acaba?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Completando esse ótimo mês

A campanha é ruim, o time não é convincente e perdemos a Mula no começo do mês.

Agora uma notícia que, em comparação às outras, é ótima: Pavel Datsyuk, não treinou hoje, com uma lesão no pé. Quando ele se machucou? Bloqueando um chute com a extremidade inferior do corpo. A expectativa é que ele esteja pronto para a partida de amanhã, contra o Edmonton oilers.

Pelo menos é o que dizem. É o mesmo que disseram na última pós-temporada, em que sempre diziam que Pavel poderia jogar a "próxima partida", sendo que no final ele se ausentou de 7 jogos e foi revelado que a lesão era na verdade em sua coxa. E aí, podemos confiar nos relatórios médicos do Tio Mike?

Além disso, a preocupação em Edmonton é com a gripe palmeirense suína, que já tem um caso confirmado e um suspeito no elenco dos Oilers. Bizarramente, o caso suspeito (Lubomir Visnovsky) provavelmente não joga, enquanto o confirmado (Jaroslav Smid) deve jogar

Em uma notícia não relacionada, o jogo acontece na data do 80º 21º aniversário da Terça-Feira Negra deste escriba. Nos 21 anos anteriores, o Detroit Red Wings jogou 6 vezes em minha data natalícia, com 3 vitórias e 3 derrotas.

Wings 2008-09 (modelo 09-10)

Osgood mal, tiroteio no placar, reserva bem, bom 3º período e vitória fora de casa. Mais uma vez, para o bem ou para o mal, jogando exatamente igual na temporada passada, esses são os Red Wings que eu conheço.

Num jogo que reunia aproximadamente 96% da seleção sueca, Detroit veceu o time das Orcas por 5 a 4, o que parecia pouco provável após Vancouver abrir o placar aos 30 segundos e ampliar a vantagem aos 7 minutos de jogo.

Depois disso Mike Babcock decidiu tirar o goleiro (provavelmente algum torcedor que ganhou uma promoção "Seja O Titular Do Gol Dos Red Wings") e colocar Jimmah! Howard, que dali em diante defendeu 20 de 22 chutes, boa parte com altíssimo nível de dificuldade. Ainda no 1º período Tomas Holmstrom cortou a vantagem pela metade, com seu 6º gol em 10 jogos (e como é lindo ver O Circo Voador no gelo).

O 2º período só é digno de nota pela briga de Brad May. Por isso uso o espaço dedicado a esse tempo para falar de Darren Helm. Em primeiro lugar, sim, Helm é Deus. Mas é óbvio que ele não vai pontuar muito, e é impossível um ser humano normal aguentar o ritmo de Helm-nos-playoffs. A função dele é acordar o time, dar alguns trancos e agitar a torcida, e isso ele está fazendo muito bem. Veja essa declaração do Onisciente:

Eu acho que estou jogando bem fisicamente, mas a adrenalina não é a mesma dos playoffs, e é isso que me impulsiona. Eu tenho que achar um jeito de me agitar todas as noites.
Por um lado, ótimo, ele admite que é outro jogador na pós-temporada, mas por outro é meio preocupante. É normal ser mais calmo na temporada regular, mas não num ponto em que afete o jogo por comlpeto. Ainda assim, é de se estranhar que Helm e Patrick Eaves tenham ficado de fora enquanto Justin Abdelkader (que ao que sabemos nem tem lugar no time direito) joga 8 de 10 partidas.

Voltando ao jogo, o 3º período foi um capítulo a parte. 6 gols, 4 deles de Detroit, 2 deles do Pavel Datsyuk que conhecemos e amamos. Pav terminou o jogo com 3 pontos. Nicklas Kronwall e Jason Williams marcaram os outro gols, a experiência Cleary-Filppula-Bertuzzi queimou feio minha língua funcionou bem no ataque. O finlandês parece estar mais rápido do que em tempos passados, e Todd Bertuzzi está surpreendendo muita gente.

No geral, a defesa não foi muito bem de novo, ficamos 2-em-4 com a desvantagem numérica, o goleiro reserva segurou o rojão e ganhamos a partida. Sim, estamos em 2009, eu juro.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Sossega, tio Mike!

Já tem gente querendo ver Babcock longe de Detroit. Um maluco já questiona a aposentadoria da camisa 5. Todo mundo quer matar Brad Watson e achincalhar Brad McCrimmon. E Brett Lebda tem que ir disfarçado no Wal-mart. Belo começo de temporada, não acham?

Meses ruins acontecem. Fevereiro de 2008, 14 jogos, 4 vitórias e 10 derrotas. A diferença é que naquele mês já tínhamos um time definido, quatro linhas na ponta da língua e uma vantagem de 25 pontos na divisão, enquanto este ano a sequência horrível é no começo da temporada e ninguém sabe quem faz parte da equipe.

Brad May, Justin Abdelkader e Patrick Eaves eram candidatos a ir para a AHL, mas os três estão jogando. May e Eaves estão indo bem, mas Abdelkader ainda não está ronto para jogar na NHL, e mesmo assim participou de 7 dos 9 jogos até agora. Derek Meech e Brett Lebda se alternam na equipe titular, sempre fazendo besteira. Andreas Lilja estaria disponível para voltar ao time depois da partida de amanhã contra Vancouver, a 10ª da temporada, mas hoje sua volta é mais questão de "se" do que de "quando".

O líder em pontos do time é Henrik Zetterberg, com 9, mas só 1 deles veio por gol. O único jogador com mais de 2 gols por enquanto é Tomas Holmstrom, os veteranos Kirk Maltby e Kris Draper ocupam a vice-liderança em gols, dividindo a posição com Ville Leino (um novato de 25 anos) e Jonathan Ericsson (que, apesar de ter sido ótimo na pós-temporada passada, hoje é o pior do time com -6, e parece só funcionar quando joga com Nicklas Lidstrom).

Na temporada passada o time dava 36.2 chutes por jogo, e hoje a média está em 32.3, não muito a menos. O time ganhava 55,1% dos faceoffs disputados, e nesse ano ganha apenas 50,2%. Até agora Zetterberg marcou gol em 3% dos chutes, Jason WIlliams em 3,8%, Dan Cleary em 4,7%, e Pavel Datsyuk ainda não marcou em seus 12 chutes. Maltby balança a rede em 50% de seus chutes.

Essa temporada está um horror, é um mês de outubro pra esquecer, o pior início de temporada desde 1991, o último ano em que Detroit não foi aos playoffs. Agora por favor, leiam de novo tudo aí em cima e diga: vai continuar assim?

É óbvio que não. Maltby e Homer não vão competir pelo Maurice Richard, Zetterberg e Datsyuk não vão seguir nessa zica e em algum momento Brad Watson vai ser proibido de entrar em Michigan. Os erros diminuíram, a equipe de desvantagem numérica melhorou depois da volta da Suécia e o time voltou a criar chances, só falta acertar o chute. E chute só envolve dois elementos, o jogador e o disco.

Por isso quero entender as razões que fizeram Mike Babcock mexer de novo nas linhas durante os treinos. A melhor linha do time vem sendo, de longe, a formada por Leino, Filppula e Williams. Mesmo assim, nesta segunda-feira os Wings treinaram com Filppula centrando Todd Bertuzzi e Cleary, com Leino e Williams sendo rebaixados para a terceira linha, com Draper no meio.

Tio Mike, de novo, as chances estão sendo criadas, só falta concluir. É razoável imaginar que Cleary vai começar a acertar os chutes só porque Valteri Filppula está no gelo ao mesmo tempo? Faz sentido colocar Leino, com seus 2 gols e 16% de aproveitamento de chute, ao lado de Kris Draper, um central que não é de armação? Essa vai ser a diferença dos dois chutes (em jogos seguidos) que Bertuzzi acertou na trave?

Enquanto isso a defesa continua uma festa. Lebda ainda está no time, ainda que Meech erre tanto quanto ele, mas pelo menos distribui trancos. Ericsson está decepcionando, e precisa jogar ao lado de um jogador mais experiente (e que fale sua língua, que seja inteligente, tenha nascido em Vasteras e use a camisa 5). Claro que marcar 2.78 gols por jogo não vai levar Detroit a lugar nenhum, mas uma defesa que cede 3.33 gols não ajuda muito.

Para o jogo desta terça, contra Vancouver (e um Roberto Luongo em boa fase), Babcock não sabe as combinações para a 2ª e 3ª linhas, mas está confirmado que Chris Osgood volta ao gol.

Fora de casa, Luongo contra Osgood, Lebda e Ericsson juntos... Não me empolgo de novo.

domingo, 25 de outubro de 2009

Agora vai (?)

Resultado do jogo de ontem: Denver 3-1 Detroit. E está ótimo! Foi uma derrota típica de Red Wings, com o dobro de chutes do adversário, um goleiro fervendo do outro lado e milhões de oportunidades desperdiçadas.

E nem dá pra creditar a derrota a Jimma! Howard, que defendeu 20 dos 22 chutes disparados contra ele, boa parte ótimas defesas (Denver aparecia pouco, mas assustava quando atacava).

Claro que o jogo não foi bom, não dá pra falar isso numa partida que fomos ridículos com a vantagem numérica (0 de 8), com três power-plays seguidos nos minutos finais, e embora tenham sido 49 chutes, muitos destes foram sem pretensões, e o (ótimo) Craig Anderson quase não deu rebotes aproveitáveis.

Esses são, para o bem ou para o mal, os Wings que eu conheço. O próximo jogo é só na terça-feira contra Vancouver, e em temporadas normais nós descarregaríamos a raiva no time das Orcas e faríamos um placar lindo, tipo 8 a 1 ou coisa parecida. Mas parei com as previsões esse ano...

sábado, 24 de outubro de 2009

Ódio, ódio, ódio

Mais um sábado, mais um jogo contra Denver, dessa vez na caverna que eles chamam de "casa". Ah, eu adoro enfrentar esses caras, saber das possibilidades (tirar sarro ou ser tirado sarro é realmente muito bom). E eu odeio esse time, ô se odeio. Aqui vão apenas algumas razões para se juntar à meu grupo.

História

Sabe quando os Red Wings viraram Red Wings? No outono de 1933, quando a NHL aprovou a compra do Detroit Falcons pelo empresário James Norris. Sim, é o James Norris que deu o nome ao Troféu Lidstrom, e que dava o nome à nossa antiga divisão. Nosso primeiro treinador foi Jack Adams, aquele que dá o nome ao Troféu de melhor treinador da temporada.

Já Denver... Em primeiro lugar, o time saiu do Canadá, a verdadeira terra do hóquei (por sinal, Detroit é quase Canadá). A mudança ocorreu com a aprovação do carrasco da NHL, Gary Bettman. O time tem nome no singular, uma coisa que eu desprezo em esportes americanos (Avalanche, Wild, Jazz, Heat... que?), mas pelo menos não é tão ruim quanto um dos outros possíveis nomes: Extreme. Sim, Colorado Extreme, só por cause das montanhas, do esqui e tudo mais. Péssimo.

Uniforme

Detroit tem um dos dos uniformes mais simbólicos do esporte. A camisa vermelha é a mesma desde 1932, e a branca não muda drasticamente desde 1961. O blusão listrado utilizado em 1991-92 para partidas contra Chicago e o do Winter Classic do ano passado são fantásticos, e a adaptação para o novo corte da Rbk foi a mais bem feita na Liga. Alguns pseudo-entendidos disseram que mudar as letras de capitão para o lado direito quebraram a tradição, mas parece que esse não conheciam Alex Delvecchio.

Já o Avalixo... Bom. tenho que admitir que as camisas antigas eram bem legais, principalmente pelas "montanhas rochosas" no ombro e no quadril, mas sinceramente, é muita cor: branco, bordô (?), azul e preto é muita coisa... O terceiro uniforme que eles usaram era péssimo, uma cópia dos Rangers, tentando parecer tradicionais. E o modelo Rbk das camisas atuais é fraco.

Jogadores

Detroit teve Terry Sawchuk, Alex Delvecchio, Gordie Howe, Sid Abel, Ted Lindsay e Steve Yzerman, e esses são só os números aposentados, sem contar Larry Aurie, Vladimir Konstantinov, Nicklas Lidstrom, Sergei Fedorov, Brandan Shanahan, Chris Chelios, Norm Ullman, Chris Osgood...

Agora Colorado. Bom, primeiramente temos que considerar uma coisa: apesar da franquia Nordiques/Avalanche ser muito antiga, eles nos mostraram na cerimônia de aposentadoria da camisa de Joe Sakic que só devemos considerar a história do time depois da mudança para Colorado. Certo, então a partir daí temos Peter Forsberg e Joe Sakic, os dois únicos que eu respeito (apesar de também sentir repulsa pelo sueco). Depois vem os odiados:

-Patrick Roy, o goleiro mais arrogante da história da humanidade, que só foi para Denver depois de levar 9 gols em 26 chutes num jogo entre Montreal e Detroit. Ótimo. E na última partida da real rivalidade entre Wings e Avs, o jogo 7 da Final de Conferência 2001-02, 7 a 0 pra nós. Fantástico.

-Kyle Quincey e Todd Gill, que saíram de Detroit e depois foram para Denver. Uwe Krupp e Anders Myrvold, que tomaram o caminho contrário.

-Ray Bourque, um cara que eu não tenho nada contra, mas a diretoria de Colorado aposentou a camisa 77 do defensor que passou uma temporada e meia (!) no time.

-Ian Laperriere, que em 18 de fevereiro de 2008 atacou nosso capitão Lidstrom (para depois sentir a ira de Aaron Downey), e que nessa pré-temporada, jogando na Philadelphia, já arranjou briga com nosso prospecto Jamie Tardiff. Sim, um cara de 35 anos contra um de 24. Covarde.

-Adam Deadmarsh, 5 pontos em 5 jogos em 2000, 7 pontos em 6 jogos em 1998, e pelos Kings, em 5 pontos em 3 jogos em 2001. E o cara era ruim o ano inteiro, só jogava contra os Wings!

-Claude Lemieux. Dispensa explicações.

O jogo de hoje

O jogo é no Pepsi Center (que a torcida modinha de Denver deve encher), às 23hs de Brasília. No gol dos WIngs estará Jimmy Howard, fazendo sua primeira partida na América do Norte. Brad May vai jogar (e brigar com Cody McLeod, se este estiver no gelo) e Lebda continua na defesa.

Gosto de jogar contra o Avalanche, é sempre empolgante, mas devo dizer que a equação (Wings mal+Avs bem+fora de casa+Howard no gol) não me empolga muito.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Elementar, meu caro Watson

Lembram de Brad Watson? Ele foi o juiz por tras deste lance, no jogo 3 da serie entre Detroit e Anaheim ano passado.

E quem viu jogo de ontem contra os Coyotes, tambem apitado por Watson? Alguem entendeu porque o segundo gol de Phoenix foi validado? Quer dizer que Marian Hossa nao pode chutar um disco parado a 10 cm do patim de Jonas Hiller, mas Petr Prucha pode empurrar Chris Osgood para dentro gol? Como assim?

Fora esse lance bizarro, Osgood foi seguro, com 30 defesas em 32 chutes, mas falhou na hora que nao podia, na prorrogaçao, num lance muito bem explicado por Humberto Fernandes, um recuo de Adrian Aucoin. (mas o maldito lance nao era para ter existido, a maldita prorrogacao nao devia ter existido. Droga)

Quem nao conseguiu se safar foi Brett Lebda. PQP, que cara ruim, consegue fazer um gol (que passe do Datsyuk) e mesmo assim fica com -1 no jogo. Holland, sobe o Janik ou o Delmore (estao arrebentando em Grand Rapids) e se livra do Lebda! Se ningu´´em quiser em troca, poe em waivers, ele nao serve pro time.

Alem do passe para Lebda marcar o gol (que surreal) Pavel Datsyuk ainda deu outra assistencia para Tomas Holmstrom marcar seu 5º gol na temporada. Datsyuk jogou por 18 minutos, provando estar nas melhores condiçoes possiveis apos retornar de uma contusao no ombro.

Merecem destaque as mudancas que a equipe fez ontem. A primeira foi a mudanca de atitude. Finalmente os Wings pararam de jogar pelos primeiros 10 minutos do jogo para depois sumir, dessa vez eles resolveram se esforçar pelos primeiros 8 minutos de cada periodo para depois relaxar. Infelizmente, ja e um avanço.

Outra mudanca tambem era aguardada, a alteracao nas linhas de defesa. Nick Lidstrom formou o primeiro par defensivo com Nicklas Kronwall, e a segunda linha foi formada por Brian Rafalski e Brad Stuart. Ainda nao acho o ideal, ja que a terceira linha continua sendo um buraco, mas tambem e um avanco. Nossa, que temporada horrivel...

Em noticias variadas, Darren Helm e Brad May dividem o 4º lugar do time em trancos desferidos, mesmo com so metade dos jogos disputados; e meu teclado esta sem acentos.

O proximo jogo e sabado contra Denver. Preparem as armas.

#30 nas cabeças

Nos últimos dias a imprensa em Detroit discutiu sobre a possibilidade de se aposentar a camisar número 30, de Chris Osgood, quando o goleiro se aposentar.

Discutem, também, se Osgood tem currículo para o Salão da Fama do hóquei.

A discussão se estendeu aos torcedores, com posts em diversos blogs. E aqui não poderia ser diferente.

A minha opinião é a mesma de Adrian Aucoin, defensor que marcou o gol da vitória do Phoenix na prorrogação no jogo de quinta à noite. Um chute fraco, praticamente um recuo, pois Aucoin só queria se livrar do disco. E Osgood aceitou.

Osgood nunca foi e nunca será goleiro de Salão da Fama, muito menos de camisa aposentada.

Ele pode ter quantas vitórias quiser na carreira, porque no time dos Red Wings, exceto o deste ano, até uma alface ganhava 400 jogos.

Três Copas? Uau, um baita feito. Uma como reserva (1997), uma apesar dele (1998) e outra, agora sim, em que ele foi fundamental (2008).

Não, Osgood não vai pro Salão da Fama, porque não existe categoria para os goleiros de nível baixo.

E se a camisa 30 merece ser aposentada, então a minha camisa e a de qualquer um de vocês já deveria balançar ao lado da #19 há muito tempo.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Excursão


Arrumem suas malas. O Detroit Red Wings inicia hoje uma sequência de 5 jogos fora de casa, enfrentando na maior parte times quentes (e bons goleiros).

A excursão começa esta noite à meia-noite, graças ao horário de verão (e ao fato de jogarmos na conferência errada), contra o Phoenix Coyotes. O futuro time de Hamilton está muito bem na temporada, com 5 vitórias e 2 derrotas, incluindo a única derrota do Pitesburgo Aves-terrestres no ano. O goleiro Ilya Bryzgalov é o destaque da equipe, liderando a Liga em shutouts (2), porcentagem de defesas (95,3%) e gols cedidos em média (1.14).

Enfrentar um bom goleiro sempre é problema para os Wings. Nessa temporada já fomos detonados pelos times de Ryan Miller e Craig Anderson, e já consagramos caras como Jean-Sebastien Giguere e Dan Ellis. Temporada passada, contra os indicados ao Vezina (Mason e Backstrom, não enfrentamos Thomas) foram 3 derrotas e 4 vitórias.

A boa notícia é que a área mais preocupante do time, a equipe de desvantagem numérica, está melhorando muito. Nas últimas duas partidas não sofremos nenhum gols nessa situação, matando 8 penalidades. Na verdade, depois de matar apenas 5 de 9 penalidades nos jogos na Suécia, Detroit só sofreu gols com um jogador a menos em 3 de 20 penalidades, um aproveitamento de 85%.

Em 2008-09 os Wings ganharam 3 de 4 partidas contra os Coyotes, e nas duas últimas temporadas Chris Osgood ficou com a vitória em todos os jogos contra Phoenix. Outros que merecem destaque são os Eurotwins. Nas últimas 3 temporadas Henrik Zetterberg tem 21 pontos em 11 jogos enfrentando os Coyotes, e Pavel Datsyuk tem 28 pontos em 12 jogos.

Datsyuk, por sinal, não está confirmado no elenco. O maldito enigmático Mike Babcock disse que "acha" que Pavs está pronto, para depois completar na mesma frase que "espera" que Datsyuk esteja pronto.

Quem também viaja com o elenco (ou com os médicos) é o defensor Andreas Lilja. O jogador ainda não tem condições de disputar uma partida (e não sei se um dia vai ter), mas disse que é bom viajar com o time, e que "sente falta de andar com esses caras". Esse tipo de declaração, aliada à incompetência de Lebda e Meech, me faz realmente começar a gostar do Gigante Epaminondas.

Atualizado. Pavel Datsyuk está de volta. O time hoje é:

Pav-Zetta-Homer
Ville-Wally-Willy
Tuzzi-Drapes-Cleary
Yaba-Deus-Maltby

Lids-Rafy
Kronny-Stu
Sony-Lebda

Ozzie no gol

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Técnico fast-food



Não sei se é verdade, mas a rede de lanchonetes Subway diz que são possíveis 6 milhões de combinações de recheios para seus lanches. Enquanto as franquias combinam peito de peru, pepperoni e molho barbecue, nosso técnico Mike Babcock tenta descobrir (na prática, sem calculadoras ou fatoriais) quantas linhas diferentes podem ser formadas com o atual elenco.

Para o próximo jogo, contra Phoenix, a expectativa é em relação à volta de Pavel Datsyuk ao time. O central tem apenas 2 pontos na temporada, e parece que emprestou a magia do #13 para Alex Rodriguez, dos Yankees. Sendo assim, em novembro Datsyuk volta a jogar bem.

Até lá, Babcock tenta juntá-lo a Hank Zetterberg e Tomas Holmstrom pra ver se sai alguma coisa boa do time. Zetterberg marcou 4 pontos nos últimos 3 jogos, depois de um começo fraco, e Homer está tendo um começo de temporada sensacional, com 4 gols em 5 jogos. Apesar de gostar de ver Dats e Zetta juntos, prefiro Holmstrom jogando como nas últimas partidas: na 3ª ou 4ª linha de situação normal, e na 1ª linha de vantagem numérica. Parece ser assim que o cone-mor produz mais.

Considerando Datsyuk saudável, as linhas contra Phoenix (na longínqua 5ª feira) seriam:

Datsyuk-Zetterman-Holmstrom
FranzénVille-Wally-Willy
Tuzzi-Draper-Cleary
May-Helm-Maltby

Meu grande problema com Babcock é justamente essa "mexeção" nas linhas. Hóquei é um esporte dinâmico, jogar sempre com o mesmo grupo é importante. Lembrem da capacidade de Dats e Zetta em 2008, se encontrando no gelo mesmo com os olhos vendados na série contra Dallas.

O atual exemplo de manter a mesma linha regularmente? Os Finlandeses e o Williams. Ville, Wally e Willy são os únicos que vem jogando juntos desde o começo dos treinamentos, em Traverse City. Criticada por ser possivelmente fraca na defesa, a linha é a mais eficiente do time. Filppula é o melhor atacante dos Wings no ano, Leino parece um veterano e Williams não parece o banana que era quando saiu do time. A linha faz tanto sucesso que, tendo começado como a 3ª unidade do time, foi integralmente movida para a 2ª posição.

Outras combinações que funcionaram (até o Prof. Pardal/Babcock fuçar) foram as de Maltby-Draper-Holmstrom e Alguém-Helm-Eaves, mas também já foram pro saco.

Contrariando o que eu disse sobre mudanças de linha, eu quero mudanças de linha. Na defesa. A primeira dupla é formada por Lidstrom e Rafalski, defensores que baseiam seu jogo em posicionamento e tem um ótimo passe para iniciar o ataque. A segunda tem Kronwall e Stuart, os dois com eventuais flashes de visão ofensiva e contante jogo físico, mas infelizmente não muito inteligentes (os dois adoram sair de posição para bater em alguém). A terceira dupla tem Ericsson, um bom calouro que comete erros de calouro, e Meech ou Lebda, dois veteranos que cometem erros de sub-15.

A defesa é muito desequilibrada. Falta presença física na primeira unidade, falta inteligência na segunda e a terceira comete erros demais, sem ninguém para consertar. É bizarro, mas no setor que precisamos de mudança (desde o ano passado) Babcock não quer mexer (desde o ano passado), mesmo que a defesa esteja uma peneira (desde o ano passado), com problemas que começaram com a chegada de Brad McCrimmon (no ano passado).

Nos treinos o Tio Mike até tenta agitar as coisas (hoje treinou com Lidstrom-Kronwall e Rafalski-Stuart), mas sempre volta ao ponto de partida na hora do jogo.

Espero que Babcock esgote as opções logo e se fixe em uma formação, para que os jogadores se entendam. Quem sabe com maior química nas linhas também consigamos diminuit o número de erros. No ano passado tivemos média de 6 turnovers por jogo, e hoje essa média é de absurdos 13 por partida. Fuck.

Já com o gol continuamos suando frio. Quinta-feira o titular será Osgood, e a previsão é que Howard comece o jogo seguinte, contra Denver.

Vamos ver no que dá. Ainda estamos na pré-temporada temporada regular, não quero ver Datsyuk no gelo se não for 100%. Não precisamos de um peso- morto ou nos arriscar a mais uma lesão.

domingo, 18 de outubro de 2009

Puta que pariu, que merda!

Agora é oficial: este é o time bipolar.

Enquanto assistia ao jogo nesta tarde, imaginava o que escrever para o blog. Queria elogiar a linha formada por Holmstrom, Draper e Maltby, justamente aqueles que boa parte da torcida queria ver aposentados — com honras, claro. Então Mike Babcock reuniu 12 Copas Stanley e formou a linha dos dejetos. É um trio que me agrada

Pensei em destacar o jovem Justin Abdelkader. O garoto parece ter estrela. Não é qualquer um que sobe para o profissional e no começo da carreira faz gols regularmente. Abdelkader fez três, se não me engano, e não é candidato ao Rocket Richard. Mas Matt Duchene, badalado calouro, só fez o seu primeiro ontem. Abdelkader já havia marcado dois gols na final da Copa Stanley.
(Faltou escrever, quando publiquei o post, que ele tem estrela pra marcar gol, mas é uma merda inútil pra segurar um disco no centro do gelo ou marcar um atacante adversário... ou seja, defensivamente é um lixo).

Na linha de novos talentos, estou confortável com Jonathan Ericsson. Não acredito que ele seja tudo aquilo que Babcock sempre falou, porque não vejo isso nele, mas seguramente é um bom defensor e que está se destacando nos aspectos ofensivos. Podia ser mais rápido, podia ter mais agilidade, mas seu tamanho certamente dificulta dar um duplo twist carpado no gelo.

E o último pensamento individual vai para Todd Bertuzzi. Finalmente eu entendi qual é a dele. Bertuzzi não é mais aquele atacante de força, não é mais uma máquina de marcar gols e não vai dar assistências mirabolantes. Ele é mais um que muda o foco para a defesa. Nesta linha, gostei do que ele fez no sábado. Estou de acordo e já sei o que esperar dele nesta temporada.

À medida que o terceiro período avançava, sabia que nada do que eu queria escrever seria realmente escrito. Até então o jogo entre Detroit e Colorado era um desafio de homens contra meninos, de profissionais contra amadores, a mesma coisa que pegar um time de futebol profissional — não do Brasil, é claro — e colocá-lo contra o time de casados do bairro.

Mas o abismo entre os fodões e os merdinhas diminuiu quando Jason Williams tomou uma porrada na cara e os Red Wings tiveram quatro minutos de vantagens numéricas. Nós até pressionamos, atacamos com vontade, mas a penalidade foi o divisor de águas. A partir dali os merdinhas voaram no gelo e os fodões andavam/amarelavam a la Rubinho Barrichello.

Os Avs só venceram o jogo porque tinham um goleiro decente. Craig Anderson fez uma defesa espetacular em chute de Henrik Zetterberg, impedindo que os Wings abrissem uma goleada. Chris Osgood não defendeu o chute de Duchene.

Quatro dias de folga, quinta-feira enfrentam os Coyotes em Phoenix, o primeiro de cinco jogos consecutivos na estrada para encerrar o mês de outubro. Um péssimo mês independentemente do que acontecer até dia 31.

FRUSTRAÇÃO.

Pra baixo do tapete

Alguma coisa muito estranha aconteceu em Detroit. A partida contra Denver não foi realizada, e o motivo não foi divulgado. A mídia americana procurou abafar o caso, inclusive transmitindo uma demo do jogo NHL10 com as equipes dos Wings e Avs no horário do jogo.

Embora o software seja muito bom e apresente ótimos gráficos, a programação não é lá tão realista. Imagine só, o game da EA Sports chegou ao resultado de 3 a 3, com derrota dos Wings na disputa de pênaltis.

Nossos gols teriam sido marcados por Filppula, Bertuzzi e Abdelkader. Tuzzi e Yaba! A partida fictícia apresentou o que, se fosse real, seria a 3ª vez na temporada que Detroit desperdiça uma vantagem de 2 gols. Além disso, ficaríamos mais uma partida sem levar gol em desvantagem numérica.

É, EA Sports, vocês ainda tem que comer muito feijão se quiserem um jogo realista. Afinal, essas coisas só acontecem em video game.

Esperamos descobrir em breve o que realmente aconteceu na maior cidade de Michigan, e torcemos pela saúde de nossos bravos heróis (menos a de Lebda).

sábado, 17 de outubro de 2009

Chora, Quincey (+18)

Lembram de Kyle Quincey, o defensor que jogou nos playoffs em 2006-07 depois das lesões de Nicklas Kronwall e Mathieu Schneider? Hoje muita gente questiona a decisão de Ken Holland e Cia. de manter Derek Meech e Brett Lebda e colocar Quincey nos waivers. Eu não.

Sim, Quincey jogou bem naquela pós-temporada, e desde ano passado já fez muito mais por Los Angeles e Denver do que Lebda e Meech por nós. Mas e daí? O cara é um chorão. O Denver Post publicou hoje um artigo que revela a motivação do defensor para o jogo de hoje contra Detroit:

Me incomoda um pouco não terem me dado um anel. Detroit faz questão de mostrar que é mais que um time, é uma família. Era uma questão nebulosa, e eles decidiram não me dar um. Isso só me dá mais vontade de ganhar um com esse time.
O "anel" ao que o crianção se refere é o anel da Copa Stanley de 2008. Sim, Kyle Quincey quer ganhar da gente porque a diretoria não deu o anel de campeão a um jogador que disputou 6 jogos na temporada regular. Quê? Explica, Ken Holland:
É, o empresário dele me pediu umas 4 ou 5 vezes, então eu já sabia que ele estava decepcionado. Mas nossa política é essa, ou você fica no time o ano inteiro ou joga uma partida das Finais para ganhar um anel. Ter um anel ou seu nome na Copa é uma coisa especial demais, e se não tivéssemos essa limitação daríamos 1000 anéis por ano".
Quincey quer um anel porque jogou 6 vezes na temporada regular, eu quero um porque torço para o time. Betão, zeh, Dudu e Cauê cobriram a conquista, merecem os seus também. Fica quieto, Kyle.

Se sinta feliz por Detroit ter lhe dado seu Dia com a Copa. E quanto a parte de ganhar seu "anel" em Denver? Esquece. Quem sabe se Claude Lemieux ainda estivesse no time haveria um anel quentinho e confortável para você, mas hoje não. E Kyle, tenha consciência que existem mais uns 50 defensores iguaizinhos a você na NHL, Holland já te dispensou e vai acontecer em Denver se preciso. Acha mesmo que um refugo de Detroit vai dar certo em algum outro lugar?

Quem sabe isso sirva pelo menos para esquentar a morta rivalidade entre Wings e Avs. A data do óbito é 31 de maio de 2002, num ridículo 7 a 0. De lá pra cá, 28 jogos, com 20 vitórias dos Wings contra 8 de Denver (3 depois do tempo normal). Estou realmente com muita vontade de ver Brad May mostrando ao Caio Drag-Queensey o que é preciso para ter reconhecimento em Detroit.

O Denver Avalixo é mais um time jovem que acha que pode nos bater. Assim como Chicago e Los Angeles, que serviram de janta para os Rodas Aladas. (cara, como eu odeio esse time. Vão embora Huá, Sakic, Forsberg, LeTurtle.. Como eu odeio esse time).

A execução está marcada para às 20h00, no último dia onde a maior parte do Brasil vai contar com a mamata de apenas 1 hora de diferença para os Estados Unidos. Meu chute? Vitória por 4 a 1, Helm marca seu gol, May briga com algum mané e Quincey termina o jogo com -2. Aproveitem.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

É rapidinho

Opa! Cheguei primeiro que o Guilherme! :P

- O veterinário confirmou que a operação da Mula foi bem sucedida. Johan Franzen volta a jogar em, no mínimo, quatro meses, embora recentemente tenha comentado que sua meta é participar dos Jogos Olímpicos. Obviamente, eu torço contra.

- Pavel Datsyuk está fora do jogo de amanhã, mas supostamente ele está melhorando e na quinta-feira da semana que vem deve estar de volta no primeiro dos cinco jogos fora de casa da equipe para encerrar o mês de outubro.

- O adversário de amanhã será o goleiro Craig Anderson, a maior surpresa deste início de temporada. Seu time é um dos que menos sofreu gols, apesar de ter uma das piores defesas em chutes sofridos. O ataque do time é o pior da liga em chutes desferidos e o time é péssimo em faceoffs também. É o time de Kyle Quincey, ex-Red Wing.

- Brad May deve retornar ao time amanhã, possivelmente no lugar de Kris Draper ou Kirk Maltby. Eu me arrisco a dizer que Mike Babcock não vai ter a cara de pau de sacar um atacante que marcou dois gols e quatro pontos em quatro jogos. É claro que Maltby não vai terminar a temporada com 82 pontos, mas pra quem não passa de 11 pontos há quatro temporadas, é um ótimo começo.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Para que todo aquele que nele crê não pereça!

Ufa

Não esqueci o que falei hoje de manhã: esse time não me inspira nenhuma confiança. Mas por enquanto vamos aproveitar o bom jogo de hoje contra o Los Angeles Kings (um time cansado, vindo da Califórnia, jogando em dias seguidos. E daí?), na vitória por 5 a 2.

O time voltou a permitir menos de 30 chutes. Osgood jogou bem, não levamos gol em desvantagem numérica (0 de 5), Todd Bertuzzi jogou muito bem e Kirk Maltby está no melhor começo de temporada da carreira.

E parabéns ao capitão Nicklas Lidstrom. O Ser Humano Perfeito anotou seu milésimo ponto, o oitavo defensor a alcançar a marca, todos os 1000 numa camisa do Red Wings. Lids não marcou em casa, na Suécia, mas marcou "em casa", em Detroit. Valeu!

O próximo jogo é contra o Colorado Avalanche, e parece que a partida vai ser relevante pela primeira vez em 2 anos (ou mais).

Post bipolar

Não dá para continuar sendo otimista. Mas também não dá mais para tapar o Sol com a peneira. Detroit tem mais problemas do que eu imaginava, mas menos do que todo mundo diz. Vou tentar falar um pouco sobre tudo, desde o time em si até os comentários que circulam pela internet (na imprensa, blogs ou no orkut).

Mike Babcock

Esse é o cara. É ele que vai nos tirar do buraco ou acabar com nossa dinastia. Por vezes (exageradamente) comparado ao mestre Scotty Bowman, é hora de mostrar serviço.

Sim, Tio Mike olha feio. Sim, Tio Mike fala frases confusas e desconexas, onde repete a mesma palavra seis vezes num espaço de 10 segundos. Sim, Tio Mike não é o melhor amigo dos jogadores. Mas queremos atitude.

Babcock está conosco desde o locaute. De lá pra cá, uma Copa Stanley e todas as temporadas com no mínimo 50 vitórias. E pela primeira vez nesses anos, Babcock precisa fazer alguma coisa para elevar a moral do time, e isso não acontece com discursos bonitos ou frases óbvias como "temos que jogar melhor do que contra Buffalo".

Tio Michael Babacoco, mostre seus cojones. Mexa no time. Questione a masculinidade de seus jogadores. Ponha Datsyuk na defesa. Afaste Stuart e Osgood do time. Mostre que está ciente de que nesse ritmo você não estará em Detroit na próxima temporada (ou em Janeiro).

Reconstrução

"The Wings don't rebuild, the Wings reload" Não fica tão legal em português, mas os Red Wings não se reconstróem, se recarregam. Muita gente, em blogs gringos, orkut e aqui mesmo, pede por uma reconstrução. Já adianto: não vai acontecer (salvo a ida de Brad McCrimmon para o Alaska).

Não nos "reconstruímos" quando perdemos, em pouco tempo, Yzerman, Shanahan, Fedorov, Hull, Schneider e outros baita jogadores. Não vamos fazer agora. Mas estamos próximos.

Parece que quem pede uma repaginada no time não percebe que, no começo do ano passado, o elenco dos Wings não contava com Bertuzzi, Williams, Helm, Abdelkader, Eaves, May, Leino, Ericsson, Howard. São 9 jogadores novos!

Playoffs

Provavelmente não ganharemos 50 jogos. Possivelmente não ganharemos a Divisão. Mas ficar em casa em Abril? Sem chance.

Dizer isso é dizer que Detroit é o nono melhor time do Oeste. Quem são melhores que nós? A NHL é uma mãe no que diz respeito à pós-temporada, com 8 de 15 times passando de fase. Estamos nos playoffs, relaxem.

Começo ruim


Ah, meu Deus, 2 vitórias e 3 derrotas, o mundo vai acabar! Que exagero de todo mundo. A primeira Copa Stanley de nossa Dinastia veio em 1996-97. Nossa campanha nos primeiros 6 jogos? 2 vitórias e 4 derrotas. A decepção de 2005-06 começou com uma campanha de 12 vitórias e 1 derrota.

A Copa Stanley não é ganha em Outubro. Temos tempo para nos ajustarmos, para aprender a jogar contra o marcação forte que a Liga já descobriu que é nosso ponto fraco. São 6 meses até a temporada de verdade começar.

Relaxamento

Datsyuk tem um contrato de 6 anos. Franzén e Zetterberg tem emprego garantido pela vida toda. Lidstrom e Holmstrom já ganharam tudo que um ser humano pode sonhar. Osgood e Howard parece que desistiram de calar os críticos. Bertuzzi é outra pessoa depois do "incidente". Kronwall acerta um tranco bem dado e acha que cumpriu sua cota da partida. May está feliz como o pugilista do time.

Osgood dá rebotes bobos, a defesa não cobre. A defesa também não impede os adversários de darem uma de "Homer" na frente dos goleiros. O PK não funciona porque a entrega diminuiu e ninguém parece disposto a sacrificar o corpo para bloquear chutes.

Os únicos atacantes que se esforçam são Filppula, Helm, Williams e May, com Holmstrom, Abdelkader, Leino e Bertuzzi(?) pouco atrás. Por isso digo, deixem esses caras jogando. Dê a eles tempo de 1ª linha. Use Zetterberg e Datsyuk tempo o suficiente para eles ficarem putos da vida. Tragam Larsson de Grand Rapids, ele tem motivação e não vai fazer pior do que Osgood e Howard. Por sinal, comece com Howard no gol mais algumas vezes. Tire Stuart ou Kronwall e coloque Datsyuk, tire Lebda e Meech e coloque Zetterberg.

Use Eaves e Helm para matar penalidades. Ponha Filppula, Williams e Leino no power play. Mexam no time, comecem boatos de troca, façam qualquer coisa, pelamordedeus.

Falando em Deus, quero Steve Yzerman e Gordie Howe nos vestiários. O melhor jogador sem joelho da história e o maior durão do hóquei podem acordar esse time.

Defesa


Esqueça a defesa. Não importa quem saiu, Datsyuk, Zetterberg, Cleary, Filppula, Leino, Williams e Holmstrom no time. Podemos fazer muitos gols.

Não temos goleiro e nosso técnico de defesa é o Cuca, e as obrigações defensivas estão tirando a liberdade ofensiva dos criadores de jogadas. Ataquem, cazzo, prefiro ganhar por 7 a 6 do que perder por 1 a 0 (ou 6 a 2, claro).

Futuro próximo

Os quatro próximos jogos são contra Los Angeles, Colorado (2) e Phoenix. São times joves que acham que podem ganhar da gente, como Chicago (no Clássico de Inverno, nas Finais de Conferência, e no começo dessa temporada). É desses times que nossos jogadores se alimentam.

Mas não quero 4 vitórias em 4 jogos. Quero 240 minutos de hóquei bem jogado. Menos erros, mais chutes bloqueados, mais paciência da defesa para dar um tranco, melhor concentração para os goleiros ou qualquer coisa parecida. E claro, 4 vitórias.

------------------------

Falei que o post era bipolar. É o time de sensação que se tem ao saber que hoje à noite Brett Lebda volta ao time no lugar de Derek Meech. Isso é bom ou ruim, meu Deus?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ditados são meio bregas, mas estão certos

Um dos maiores clichês do esporte, todo mundo diz isso: "Nossos melhores jogadores tem que ser nossos melhores jogadores". E é verdade.

O Detroit Red Wings perdeu 5 dos últimos 7 jogos, incluindo as Finais da Copa do ano passado. Nesses jogos Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg anotaram 4 pontos cada, todos por assistência. Nicklas Lidstrom também tem 4 pontos, com 1 gol e 3 assistências.

A grande questão desse começo da temporada seria como os Wings iriam compensar a perda de Hossa, Hudler e Samuelsson, e a resposta era sempre a mesma: profundidade. Isso Detroit está mostrando ter de sobra. Quem não está correspondendo às expectativas são os grandes jogadores. A união de Zetta e Dats, por exemplo, não é para ter uma linha matadora, e sim para tentar fazer com que esses dois se encontrem.

Para exemplificar melhor a atual fase do time, podemos montar 3 "times":

3 atacantes e 2 defensores mais bem pagos, nesta temporada

Zetterberg: 0 G, 4 A, 4 Pts.
Datsyuk: 0 G, 2 A, 2 Pts.
Franzén: 1 G, 1 A, 2 Pts.
Lidstrom: 1 G, 0 A, 1 Pt.
Rafalski: 0 G, 3 A, 3 Pts.

Total: 2 gols, 10 assistências, 12 pontos

4º ao 6º atacantes mais bem pagos, 3º e 4º defensores

Filppula: 1 G, 2 A, 3 Pts.
Cleary: 1 G, 2 A, 3 Pts.
Holmstrom: 3 G, 1 A, 4 pts.
Stuart: 0 G, 0 A, 0 Pt.
Kronwall: 1 G, 3 A, 4 Pts.

Total: 6 gols, 8 assistências, 14 pontos

7º ao 9º atacantes, 5º e 6º defensores

Draper: 1 G, 1 A, 2 Pts.
Bertuzzi: 0 G, 1 A, 1 Pt.
Williams: 1 G, 3 A, 4 Pts.
Ericsson: 1 G, 1 A, 2 Pts.
Lebda: 0 G, 0 A, 0 Pt.

Total: 3 gols, 6 assistências, 9 pontos

Resumindo: o pessoal do Porsche e plano de saúde Master não faz quase nada, a galera do carro popular e plano básico carrega o piano e o povão do ônibus e SUS faz bem mais do que o esperado.

Claro que essa não é a tendência para a temporada toda, e assim que o Quasímodo acertar a mão ele pega fogo, mas a grande explicação para o começo horrendo da equipe é essa (além de termos dois goleiros reservas, nosso técnico de defesa ser o Cuca e jogarmos por metade dos jogos. Garçom, passa a Joe Corvo!)

O próximo jogo é contra os Los Angeles Reyes, amanhã. Os Kings pegam hoje o NY Rangers, e esperamos que cheguem cansados para nos enfrentar.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O eterno otimista

Enquanto o Humberto adora falar que os Wings vão perder e tal, eu acho o lado bom de tudo o que acontece com o time.

Por exemplo, a parte boa da derrota por 6 a 2 para os Sabres hoje: só 1 dos 6 gols foi em desvantagem numérica. Opa, quer dizer...

Betão, mais um pro seu time. Taylor Hall 2010!

Ôôô, o Criador voltooou

Sim, Deus está de volta. Depois de um pequeno desentendimento com o taco de Logan Pyett e as bordas tirar Darren Helm de circulação pelas quatro primeiras partidas da temporada, o central retorna ao time hoje, às 20h00, em Buffalo.

Já faz bastante tempo. Não esperava me machucar no training camp, mas acontece e a gente tem que superar. Pelo menos tive um mês a mais para chegar ainda mais motivado agora. Vai ser divertido.

Pois é, o Pesadelo da Rua Helm está mais motivado. O líder do time em trancos é Brad Stuart, com 16 em 4 jogos. Um Helm motivado faz isso em um shift.

As baixas do time são o que restou da Grind Line. Pela primeira vez em aparentemente 2000 anos, Kirk Maltby e Kris Draper estarão fora do time mesmo que saudáveis. Maltby está com um hematoma na coxa, mas provavelmente estaria em condições de jogar. Assim, nossa quarta linha será formada por jogadores conhecidos pela pressão no adversário, com Eaves, Helm e May.

O Detroit Red Wings vai para o jogo hoje com:

Zetta-Dats-TuzziKamon
eVille-Flip-Cleary
Homer-Yaba-Willy
Larry-Deus-May

Lids-Rafy
Kronny-Stu
Meech-Sony

Ozzie está no gol (e que continue como titular mesmo que em um andador), Howard é o urubu na reserva.

Sobre o jogo... Bem, está tudo pronto para uma derrota ao estilo Red Wings de ser. Temos um maníaco-psicopata na 1ª linha, a 4ª linha pode se machucar simultaneamente e imagino que o placar dos chutes seja algo em torno de 60 a 10 para Detroit, e Ryan Miller está quente.

Mas essa temporada é bizarra. Wings ganham por 2 a 1, mas vamos suar frio por um bom tempo.

domingo, 11 de outubro de 2009

ôôô... Homer é melhor que Ovechkin!

Manhã de domingo... e você dormiu até a hora do almoço ou acordou cedo para lavar o carro. Eu não. Acordei às 8 horas da manhã para assistir à goleada do Detroit Red Wings sobre o Washington Capitals.

Não mais do que uma vez no ano você pode juntar Red Wings + Alexander Ovechkin. E quando isso acontece, aproveite.

Goleada por 3-2, porque neste ano vitória por um gol de diferença já é muito.

O jogo começou mal quando Chris Osgood falhou no gol de um cara que não se chamava Alexander Ovechkin. E se ele fez uma cagada dessas diante de um cara que não se chamava Alexander Ovechkin, imaginei o que ele faria quando o próprio Alexander Ovechkin chutasse...

O primeiro período foi o pior dos Red Wings no jogo. Logo após desperdiçar duas oportunidades seguidas em vantagem numérica, a linha 2 de Ville Leino - Valtteri Filppula - Dan Cleary, a melhor do Detroit no jogo, marcou o tradicional gol sujo. Bate-rebate na área, Cleary dando tacadas no saco do José Théodore e Leino enxerga o pequenino ponto preto perdido e põe o puck pra dentro.

E então Alexander Ovechkin chutou. Sozinho, cara a cara, frente a frente com Osgood, que estava mal posicionado, mas foi salvo por seu patim direito. Bela defesa do nosso número um (!).

No segundo período os Wings viraram o jogo com Jason Williams desferindo um pombo sem asa em vantagem numérica. Aposto que Théodore sequer viu aquele disco que passou feito um borrão por cima de seu ombro. Quando as câmeras se aproximaram de Williams logo após o gol, flagrei ele gritando: "Chupa, Eduardo Costa filho da #$%($*¨@#$".

Os Capitals empataram em vantagem numérica com gol de outro cara que não se chamava Alexander Ovechkin, mas com assistência de Alexander Ovechkin. Aqui cabe uma observação sobre a estreia de Patrick Eaves. Eu gostei do cara, ele é veloz pra burro e serve muito bem pro time de matar penalidades. Mas o gol foi falha dele, embora o ímã de gols sofridos em desvantagem numérica estivesse no gelo (Brad Stuart, 6 em 6). Eaves tinha o disco no ataque, um contra um. Podia tentar marcar o gol ou podia prender o disco por alguns valiosos segundos. Em vez disso, o animal tentou uma jogada mirabolante, se atirando pra cima da trave adversária sem o disco e que resultou no contra-ataque dos Capitals.

Os Wings eram muito melhores no terceiro período e mereciam a vitória. Os árbitros entenderam da mesma forma e inventaram uma penalidade fantasma contra Mike Green. E assim Pavel Datsyuk achou Tomas Holmstrom e o Demolidor achou o fundo da rede. Um belo gol, o primeiro de Homer em toda a sua carreira a mais do que 50 centímetros distante das traves.

Alexander Ovechkin terminou o jogo com menos gols que Leino, Williams e Holmstrom.

Em resumo: o time dos Wings é competitivo, pelo menos dentro de casa, onde Mike Babcock tem a vantagem de trocar as linhas por último.

E ele é um mistério. Depois de anunciar que formaria a linha 1 com Holmstrom ao lado de Datsyuk e Henrik Zetterberg, preferiu Todd Bertuzzi, que fez um bom jogo, principalmente nos aspectos defensivos.

Já disse que a linha do Fillpula foi a melhor... não disse que Justin Abdelkader dá pro gasto... que Brad May vai ser um dos favoritos da torcida em pouquíssimo tempo (deu uns trancos bonitos)...

Se eu lembrar de mais alguma coisa, escrevo depois. Ou vocês podem me lembrar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mula manca

Depois da saída de Marian Hossa, Jiri Hudler, Mikael Samuelsson e Tomas Kopecky, autores de 88 gols na temporada passada, só faltava mesmo isso:

Johan Franzen está fora pelos próximos quatro meses, no mínimo, após romper ligamento do joelho esquerdo.

É o terceiro ano seguido que Franzen machuca o joelho em outubro, como relembrou Ansar Khan do mLive.com.

Justin Abdelkader, bem-vindo a bordo.

E agora os Wings estão definitivamente na merda.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Aleluia

Começou a temporada. Depois das duas partidas amistosas na Suécia, os Red Wings voltaram a Detroit para começar efetivamente a caminhada à 12ª Copa Stanley.

O jogo de abertura em casa foi contra os pseudo-rivais (só é rivalidade quando tem equilíbrio) Chicago Blackchickens. Ao contrário das partidas contra os Blues, dessa vez Detroit começou muito mal. O 1º período terminou com vantagem de 12 a 7 em chutes para Chicago, e Chris Osgood conseguiu parar bem o ataque dos Hawks.

Quem fez sucesso foi Brad May. Em um dia ele assinou com o time, foi cogitado ir para Grand Rapids, foi cogitado ser reserva, virou titular, herdou a camisa #20 de Lapointe, deu o primeiro chute dos Red Wings no jogo, depois de estar no gelo por 2:19 minutos arranjou uma briga com o obscuro Radek Smolanek e entrou nos vestiários apara trocar de capacete, pois o primeiro se amassou na briga. Jack Bauer teria inveja.

Depois Detroit acordou, tanto que o 2º período terminou com 19 chutes para cada lado e vantagem no placar de 3 a 1, gols de Lidstrom, Draper e Franzén. Kirk Maltby segue no caminho de marcar 82 pontos na temporada, e o capitão chegou ao 998º ponto na carreira.

Claro que os Wings queriam dar emoção ao jogo, e logo conseguiram. Durante uma vantagem numérica nossa Ozzie teve que fazer algumas grandes defesas em chutes de Tomas "vai-ser-bom-ganhar-deles" Kopecky, e no meio do 3º período Chicago diminuiu a diferença para um gol, e os últimos 10 minutos foram de pressão indígena.

Imagino que a diretoria tenha pego um calendário de maio de 2010 e pendurado no vestiário, porque Chris Osgood estava em forma de playoffs, pegando 32 de 34 chutes, inclusive algumas boas defesas nos minutos finais.

O saldo da primeira partida em solo estadunidense é positivo. O goliero jogou bem, matamos mais de 50% das penalidades (isso é pra comemorar?) e ganhamos a primeira no ano. Ainda podemos bater o recorde da história da Liga com 160 pontos, numa bela campanah de 80-2. Go Wings!

Velho brigão

Os Red Wings contrataram o veterano Brad May, de 37 anos, por um ano.

O contrato é "mão-dupla", ou seja, May pode atuar tanto no Grand Rapids Griffins quanto em Detroit. Claro que pra isso ele precisa passar pela Desistência, mas todos os times provavelmente já desistiram dele.

O salário de May será de US$ 500 mil enquanto estiver na NHL e de US$ 105 mil por sua passagem na AHL.

Com o teto salarial tão apertado, May só jogaria no Detroit em condições desastrosas, com a queda de pelo menos três atacantes.

--> Não tão rápido, amigão. Os Wings rebaixaram Justin Abdelkader e May já está no elenco principal. Ken Holland declarou inclusive que em breve ele jogará com o time. Mike Babcock elogiou o jogador e deu a entender que o time precisa de um policial vigiando o gelo.


Aí eu me pergunto: ofereceram o mesmo para Darren McCarty e Aaron Downey?


E hoje a peleja é contra o Chicago Blackhawks.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Pânico?

Essa é a palavra mais ouvida nos começos de temporada. Desde aqueles que estão em pânico eterno (Coyotes) a aqueles que se perguntam se já está na hora de começar a chorar (Canucks), a mídia toda fala sobre isso, desde blogs como esse até os grandes jornais de Detroit.

Mas a resposta é simples: é claro que está cedo. Quanto vezes Ottawa começou a temporada bem para sumir no final? Os Pássaros-que-não-voam demoraram para decolar(?) ano passado. Mas essa é a resposta lógica, e torcedores não conhecem essa palavra.

Temos problemas. Não temos nenhum goleiro confiável, não sabemos matar penalidades, jogadores tiram férias durante os jogos, não temos um bom 6º defensor, jogamos lideranças fora e falta vontade. Os jogadores e o comando do time passaram as férias inteiras falando sobre solucionar problemas que acompanhamos nesse fim de semana mais uma vez.

Eu estou em pânico. Me xinguem, mas estou. 15 anos seguindo futebol e uns 10 acompanhando hóquei fazem isso com as pessoas, então sei que não sou o único. Idéias bizarras passam por minha cabeça. Detroit não começava com duas derrotas desde 1989, nennhum time que começa com 3 derrotas ganha a Copa desde muito tempo atrás, Bettman conseguiu nos destruir, o Def Leppard nos amaldiçoou ao colocar a Copa Stanley de ponta-cabeça, estamos realmente velhos, Mike Illitch está procupado demais com os Tigers para lembrar dos Wings...

Cadê nossos goleiros? Osgood é o Osgood de temporada regular. Holland quer que ele jogue apenas 50 jogos, e com sorte ganhamos 30 ou 35 destes. E as outras 15 ou 20 vitórias que vamos precisar para ganhar a Divisão mais difícil da NHL (junto com a do Atlântico)? Howard não ganha 20 de 30 jogos. Larsson não cabe no teto salarial, e mesmo assim, ainda não estaria pronto. Alguns mais alarmistas já dizem que , com Rick DiPietro saudável, Long Island nos ofereceria Dwayne Roloson ou Martin Biron. Agora o que vocês ja sabem: não cabe no teto. Estamos presos com Ozzie e Howie pela temporada.

A defesa é boa. Os primeiros 5 (Nick, Rafy, Stu, Kronny, Sony) formam provavelmente o melhor grupo da Liga (quando querem). Mas nosso 6º homem é Lebda ou Meech. Ai. Incrivelmente Lilja faz falta nesse time, mas também sabemos que ele só volta com alguém caro saindo do time, ou só no meio da temporada.

O time de desvantagem numérica é podre. O time aqui do blog, com o zeh no gol, faz melhor. Brad McCrimmon é o responsável pelo grupo. Nunca vi uma entrevista do cara, nunca vi Babcock falando sobre ele. Será que ele existe? Ano passado ele tinha (até certo ponto) a desculpa de estar no primeiro ano do time. Agora não mais. Além disso, a gerência viu a situação da desvantagem numérica temporada passada, e trouxe agentes-livres que não vão contribuir nessas situações.

Ainda não jogamos o jogo inteiro, como no ano passado. Mas há uma diferença. Ano passado começávamos mal e íamos para cima no final. Isso é falta de concentração. Agora começamos matando e terminamos nos arrastando. Isso é falta de vontade.

Holmstrom não é de agitar nada. Datsyuk é ágil mas lento. Zetterberg continua com Emma Andersson e não se recupera da virilha. Maltby já produziu em 2 jogos sua cota para a temporada inteira, Draper também. Helm vai acordar um pouco esse time, e quem sabe uma linha dele com Yabadelkader seria a ideal, mas os dois não cabem juntos no teto salarial.

Será que Babcock deixou a galera no milho? A Divisão está complicada. Cada jogo contra um adversário direto vale muito. Entregamos dois jogos em casa contra St. Louis, agora recebemos nosso maior rival em um jogo que vale os 2 pontos, o orgulho de Detroit, a esfregada-na-cara-do-Hossa-e-da-mídia, e a recuperação da equipe.

Dois jogos na temporada e estou estressado, mais do que deveria, tenho certeza. O Corinthians me ensinou a super-dimensionar qualquer sentimento, e agora faço o mesmo com Detroit. Nesse ritmo vou ter um infarto aos 30 anos, mas serei recompensado se ganharmos as 10 Copas que faltam até lá. Ou se continuar jogando como agora, a Stanley que nós vamos ganhar esse ano já vai acabar comigo. Veremos.

-----------------------

Derek Meech vai jogar a próxima partida no lugar de Brett Lebda. Darren Helm está treinando com o time mas ainda evita o contato com o ombro.

sábado, 3 de outubro de 2009

A arte perdida de jogar por 60 minutos

Mais uma derrota. Mais lideranças desperdiçadas. Mais uma decepção para o exército sueco de vermelho.

Pelo 2º jogo seguido, o time de Detroit apagou. Até os 12 minutos do 1º período, 2 gols marcados (Holmstrom e Cleary), 1 anulado e vantagem de 12 a 0 em chutes a gol. A partir daí, ainda no 1º tempo, vantagem de chutes de St. Louis, 9 a 3. O período terminou em 2 a 1.

O time vermelho sumiu mesmo no 2º período. Só 7 chutes, cedeu um gol logo no início, achou um golzinho em vantagem numérica (Kronwall) e permitiu mais 2 gols em 13 segundos. O 3º período chato só serviu para que os Blues fechassem o placar em 5 a 3.

O problema desse jogo é nosso conhecido de longa data. Chamem de relaxamento, complacência ou preguiça, o fato é que faz tempo que Detroit não joga uma partida inteira. A temporada passada inteira foi assim, 90% dos playoffs também, na pré-temporada a mesma coisa, e parece que a tendência continua. O time de desvantagem numérica também parece formado por jogadores sub-15, com (des)aproveitamento de 55% nesses 2 jogos.

Agra é voltar para os Estados Unidos e encarar nossos supostos desafiantes pela Divisão (Chicago) e o jogador mais perigoso da NHL (Ovechkin, de Washington). Espero que as duas derrotas "em casa" tenham deixado os suecos nervosos, que eles mostrem quem manda na América do Norte, e que Babcock deixe a galera ajoelhada no milho.

Decepcionante esperar tanto tempo por esses joguinhos. Mas fazer o que, somos Wings... Dia 8 tem mais.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Com o pé direito (na sua bunda)

Dia de estreia dos Red Wings na temporada 2009-10, hora de começar a desfilar o mau humor aqui no blog.

Os Wings enfrentaram o St. Louis Blues em Estocolmo, na Suécia, e foram derrotados por 4-3.

Fundamental para o resultado o desempenho excepcional do goleiro Chris Osgood, que sofreu quatro gols em 23 chutes. Não fosse por ele, os Red Wings venceriam, mesmo jogando tão bem quanto o Fluminense.

Os times especiais não funcionaram — desperdiçamos quase 2 minutos inteiros de 5-contra-3 e só marcamos nos segundos finais de um double minor, além de ter sofrido o tradicional gol com um homem a menos no gelo. Mas nada disso nos surpreende.

Surpresa, mesmo, só o começo voador (?) de Kirk Maltby e Kris Draper, que assistiram o gol de Jonathan Ericsson. Pouco depois, Maltby marcou o seu gol em desvantagem numérica, algo que não acontecia há quatro anos.

Justamente os dois jogadores que boa parte dos torcedores adoraria que fossem esquecidos na Suécia pelo resto do ano. Mantendo esta média, Maltby terminará a temporada com 82 gols e 164 pontos, mas no fundo nós sabemos que em abril ele não terá sequer cinco gols e nove pontos.

Ericsson fez o gol e foi pra galera curtir a família. Fez um turno no segundo período e não retornou ao jogo. Sem o #52, Brett Lebda ficou livre para fazer merda o jogo todo. Definitivamente ele é pior do que o Andreas Lilja.

No geral o jogo não foi bom e os Wings sentaram em cima da liderança no placar, que apontava favoráveis 3-1 até a metade do segundo período. A partir daí os Blues se esforçaram mais, ganharam as disputas nas bordas e contaram sobretudo com um inspirado Osgood.

Ótimo começo de temporada: derrota e péssima atuação. E mau humor.