Vaza, São Luís, e que venha Dallas
Sempre que falo no mesmo post sobre o último jogo e o próximo, os Wings ganham. Sim, essa é uma estatística real que eu obviamente não pesquisei.
Contra os Blues no sábado, pode-se dizer que nunca um jogo em novembro valeu tanto para os Red Wings. Vínhamos de dois jogos sem marcar em casa, e uma derrota nos colocaria no absurdo último lugar da divisão Central.
E claro, não foi fácil. St. Louis jogou como Detroit joga faz tempo, com passes rápidos, chutes da linha azul e com um atacante sempre na frente do goleiro adversário. Assim nasceram os 3 gols do time azul, e me surgiu uma dúvida: faz 47 anos que Tomas Holmstrom nos faz este trabalho, será que nunca imaginaram que alguém usaria contra Detroit? Alguém tira o cone de lá, por favor?
O primeiro período foi horrendo. Erros e erros (e erros e erros) de passe, de chute, de marcação. As melhores linhas foram (de novo) a terceira e a quarta. Draper, Helm, Eaves, May, Miller e (principalmente) Abdelkader fizeram o possível e o impossível para manter os Wings na partida. Palmas também para James Howard, cujo nome "sério" já lhes indica que jogou horrores. O primeiro período terminou (graças a deus, apenas) 2 a 0 contra.
Começo de segundo período, vantagem numérica de Detroit, que durou apenas 28 segundos. Lá estava o Circo Voador do Tio bêbado Mike, Holmstrom marcando o gol em assistências de Datsyuk e Zetterberg. As linhas de baixo continuaram sensacionais, Yaba e Helm criando chances a torto e a direito. Abdelkader parou na marcação de interferência no goleiro, e o Tazmania perdeu algumas chances claras. Que seja, Helm é Deus e o período terminou em 2 a 1.
Começo de terceiro período, e os Wings marcam mais uma vez no comecinho: a terceira linha (batizada na internet de Red Corvettes) faz o gol de empate, Kris Draper numa bela trama de Helm e Eaves. Mas aí fomos lembrados de que estamos em 2009-10, e os Blues desempataram o placar. O único gol em que Jimmy poderia ter se acalmado um pouco mais e defendido. A partir daí, sofrimento. A defesa de St. Louis não estava exatamente bem, mas nem o ataque de Detroit. Passes errados, chutes a 58 milhas do gol, até que chegou aquele momento tão temido pela torcida, Babcock tirou Howard no gelo.
Datsyuk, Bertuzzi, Zetterberg, Holmstrom, Lidstrom e Rafalski. Foram 45 segundos sem goleiro, um chute desviado e um bloqueado de Homer, e uma paulada sem direção nenhuma de Henrik Zetterberg. Quer dizer, na direção das costas de Barret Jackman, e dali para o gol. Não fui atrás de informações, mas parece ter sido o primeiro gol com o atacante extra desde 1943. Empate, vamos para a prorrogação.
Bom, a prorrogação foi um saco, só três chutes no total, então já pulo para a decisão por pênaltis. Do jeito que está este ano, óbvio que Detroit iria perder, e Andy McDonald começou marcando para os Blues. Datsyuk empatou logo em seguida, e depois disso tivemos três Blues e dois Wings (Zetterberg e Cleary) desperdiçando oportunidades. O próximo da lista? Todd "Bolha/Besta/Anticristo" Bertuzzi. E o vagabundo faz o gol. Um baita gol. Vitória Detroit, nos pênaltis, 4 a 3.
Ok, nunca mais vou esvrever um post como este. Isto cansa quem escreve e quem lê. Mas que seja, esse jogo mereceu. Repito, o jogo mais importante da história de novembro para Detroit, e por mais que não tenham jogado bem, os Wings jogaram com a força de vontade que este jogo pedia.
------------------------
Detroit x Dallas
Hoje no Joe, com este time:
Bertuzzi-Datsyuk-Holmstrom
Leino-Zetterberg-Cleary
Draper-Helm-Eaves
May-Abdelkader-Miller
Lidstrom-Ericsson
Lebda-Rafalski
Stuart-Meech
Howard
Eaves ainda não é certeza (problema no tornozelo), se não jogar Kirk Maltby vem para o time.




