Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fim de férias

Sim, estávamos de férias.

Na(s) Olimpíada(s) de Inverno, o Canadá levou o ouro. Não era segredo que eu torcia para os Estados Unidos, seria impossível torcer para Crosby, Pronger, Perry e Getzlaf. Num jogo tão bom quanto o da primeira fase (diria "melhor" se não fosse pelo placar), o Canadá ganhou por 3-2 na prorrogação, com os EUA empatando o jogo no minuto final.

O gol da medalha foi a única coisa decente que Sidney Crosby fez no campeonato inteiro, o que obviamente não evitará a felação midiática em cima do Pinguim. Mas não tem como ficar tão revoltado com a vitória do Canadá, por causa desses caras:



Parabéns a Steve Yzerman e Mike Babcock pelo ouro. Também a Brian Rafalski pela prata (e um baita campeonato) e Valtteri Filppula pelo bronze.

Amanhã?

Amanhã tem Detroit Red Wings.

Bônus track (?): (por Humberto)
Vou me intrometer no post do Calciolari para finalizar o assunto "Red Wings em Vancouver", com os números dos nossos jogadores em suas seleções.


Red Wings em Vancouver
Nome J G A P PIM +/- GWG PPG SHG Sh IT/G
Brian Rafalski 6 4 4 8 2 7 0 1 0 11 21:16
Valtteri Filppula 6 3 0 3 0 1 0 0 0 8 15:29
Pavel Datsyuk 4 1 2 3 2 2 0 0 0 7 17:51
Johan Franzen 4 1 1 2 2 -1 1 0 0 14 15:25
Henrik Zetterberg 4 1 0 1 2 0 0 0 0 7 17:26
Nicklas Lidstrom 4 0 0 0 2 -1 0 0 0 8 21:22
Niklas Kronwall 4 0 0 0 2 0 0 0 0 3 18:16
Ole-Kristian Tollefsen 3 0 0 0 25 -1 0 0 0 2 18:48
Sergei Kolosov 4 0 0 0 0 -2 0 0 0 2 13:42


É meio óbvio apontar Rafalski como o melhor jogador dos Wings no torneio, afinal de contas ele disputou a final, ganhou a medalha de prata e foi eleito o melhor defensor do torneio.

Mas é preciso ressaltar que sua atuação na final, no jogo que valia a medalha de ouro, foi um horror.

Rafalski errou o passe no lance que originou o primeiro gol canadense e não marcou a Galinha #87 de perto no gol de ouro. Atuação nível Brad Stuart no jogo 7 da Copa Stanley 2009...

Enfim: Wings em Vancouver, um fiasco. Combina em cheio com a temporada que tivemos até aqui.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Censo Red Wings Brasil - Resultado

Nunca antes na história deste blog... O Instituto de Pesquisas Red Wings Brasil realizou nos últimos 10 dias a maior pesquisa sobre a torcida da franquia de Detroit no Brasil. Foram 52 entrevistados respondendo questões relativas ao time, ao blog, e a si mesmos. Não foi calculada a margem de erro, mas lembrem-se que torcedores que não visitam o blog não estão representados.

Esses são os resultados:

1. Qual a sua idade?

Mais respondida: 21 a 25 anos (37%)

Outros: 26 a 30 anos (23%), 16 a 20 anos (19%), 31 a 35 anos (13%), acima de 35 anos (6%), menos de 15 anos (2%)

Comentário: não surpreende que a fatia maior da torcida esteja nos "20 e poucos anos". Considerando as maneiras com que o hóquei invadiu o Brasil (cartuchos de videogame e fitas de vídeo), é natural que essa seja a maioria. Mas é triste ver que a nova geração não goste (ou, provavelmente, nem conheça) do esporte.

2. Onde está no Brasil?

Mais respondida: Sudeste (62%)

Outros: sul (12%), nordeste (12%), centro-oeste (10%), fora do Brasil (4%), norte (2%)

Comentário: mais uma vez, nenhuma surpresa, visto que a maior parte dos brasileiros vive na região sudeste. Interessante notar a representividade acima do esperado de fãs de fora do país.

3. Como conheceu o hóquei no gelo?

Mais respondida: Videogames (56%)

Outros: por jogos na TV (17%), filmes (12%), amigos (8%), morou/esteve em países com hóquei (8%)

Comentário: então temos razão ao louvar a EA Sports e André José Adler por catequizar torcedores no esporte mais rápido do gelo. Fiquei surpreso com a baixa representatividade dos filmes, e pela pouca quantidade de bons amigos que disseminassem hóquei no Brasil.

4. Como acompanha os Red Wings?

Mais respondida: Vejo/ouço todos os jogos, busco notícias e conheço todos os jogadores (65%)

Outros: vejo/ouço alguns jogos, não sei tudo o que acontece e conheço os principais jogadores (33%), só procuro os resultados, não sei de nada e meu jogador atual favorito é Steve Yzerman (2%)

Comentário: A torcida não é grande, mas é fiel. E quem disse que o jogador que o jogador favorito atualmente é Steve Yzerman?

5. Como conheceu o blog?

Mais respondida: Pelo Orkut (44%)

Outros: Google (21%), SlotBr (17%), amigos (13%), links (4%)

Comentário: Esta é, provavelmente, a maior contribuição do Orkut para a humanidade. Reconhecimento aos malucos que se dispuseram a digitar "Red Wings+Brasil" no melhor site do mundo.

6. Com que frequência visita o blog?

Mais respondida: Todo dia (33%)

Outros: mais de uma vez por dia (25%), 1 a 3 vezes por semana (17%), 4 a 6 vezes por semana (13%), quae nunca (12%)

Comentário: parabéns aos 25% e puxão de orelha aos outros. Que feio. (falando sério, muitas vezes o blog é atualizado mais de uma vez num dia, vale a pena dar uma olhada)

7. Quando comenta as postagens?

Mais respondida: Quando tenho qualquer opinião sobre o tema (50%)

Outros: nunca (46%), sempre (4%)

Comentário: sempre recebemos comentários, alguns deles valendo mais do que o post em si. Mas meus queridos "46%", lembrem daquele professor horrível de história que dizia que a aula só é boa se todo mundo opina.

8. Para você, a postagem ideal:

Mais respondida: não tenho exigências, o que vier está bom (38%)

Outros: longa com opinião expressa (37%), curta, objetia e direta (23%), pode divagar entre vários assuntos e não ser levada tão a sério (2%)

Comentário: que bom que a maioria prefere posts longos ou não liga para o tamanho. Sinceramente, metade das minhas postagen começa com o intuito de ser breve, mas em algum momento eu me perco no caminho e escrevo alguns tratados sobre qualquer coisa. Mas 23% não são facilmente ignorados, e vamos tentar encurtar o embromation.

9. Qual sua opinião sobre o uso de apelidos nas postagens?

Mais respondida: Sou a favor, desde que o nome real também seja utilizado para não alienar novos leitores (62%)

Outros: a favor, usem o quanto quiser (33%), contra (6%)

Comentário: Estou feliz que concordamos.

10. Atualmente, qual é o maior rival do Detroit Red Wings?

Mais respondida: Pittsburgh Penguins (43%)

Outros: Chicago (31%), Anaheim (10%), Colorado (8%), San Jose (4%), Todd Bertuzzi (4%), Toronto (2%), Calgary (2%), a zica (2%)

Comentário: Pittsburgh? Sério? Mesmo? Um time do leste? Claro, os Leafs estavam entre as opções, mas procurem por "Probert vs Clark" que vocês vão entender porque. Mas os Penguins? Fuck...

(Chicago, te odeio)

Esse é o retrato do torcedor/leitor dos Red Wings aqui no Brasil. A pesquisa é informativa e também uma diretriz para o futuro do blog, que não vai mais aceitar comentários, já que ninguém quer falar nada. Obrigado a quem respondeu, e aumentem a interatividade do site participando do Concurso Pós Olimpíada. As inscrições só podem ser feitas até a meia-niote de Domingo (28/2) para Segunda (1/3).

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

21 jogos, 42 dias, 1 objetivo


Um baita clichê para começar: agora é a hora da verdade.

O Detroit Red Wings tem 21 jogos até o fim da temporada regular. Vinte e um jogos para decidir se a equipe estará nos playoffs, como de costume, ou se humilhará todos os seus torcedores com a desclassificação ao fim de 82 partidas.

A seguir, a tabela com as 21 finais que o Detroit disputará entre 1.º de março e 11 de abril. Serão 42 dias para comprovar a supremacia da franquia.


Detroit Red Wings - 21 jogos
# Mês Dia Local Adversário Adv. % Confronto Devaneio
1 Março 1 Fora Colorado 62% 1-1-1 V
2 Março 3 Casa Vancouver 62% 2-0-0 OT
3 Março 5 Casa Nashville 58% 2-1-0 V
4 Março 7 Fora Chicago 71% 1-2-1 D
5 Março 9 Casa Calgary 56% 1-1-0 V
6 Março 11 Casa Minnesota 52% 1-1-0 V
7 Março 13 Casa Buffalo 63% 0-1-0 V
8 Março 15 Fora Calgary 56% 1-1-0 D
9 Março 19 Fora Edmonton 36% 0-1-1 V
10 Março 20 Fora Vancouver 62% 2-0-0 D
11 Março 22 Casa Pittsburgh 61% 0-0-1 OT
12 Março 24 Casa St. Louis 52% 1-3-1 V
13 Março 26 Casa Minnesota 52% 1-1-0 V
14 Março 27 Fora Nashville 58% 2-1-0 D
15 Março 30 Casa Edmonton 36% 0-1-1 V
16 Abril 1 Casa Columbus 48% 2-0-1 V
17 Abril 3 Casa Nashville 58% 2-1-0 V
18 Abril 4 Fora Philadelphia 56% 0-0-0 D
19 Abril 7 Casa Columbus 48% 2-0-1 V
20 Abril 9 Fora Columbus 48% 2-0-1 V
21 Abril 11 Fora Chicago 71% 1-2-1 D
Média/Soma 56% 11-12-7
DET % 48%


A coluna "Adv. %" indica o aproveitamento do adversário do dia na temporada.
"Confronto" é a campanha do Detroit contra o time em questão na temporada.
"Devaneio" é o resultado do jogo que eu considero possível e que garante a classificação para os playoffs, como indica a tabela publicada mais abaixo.

Ainda sobre "Devaneio", para determinar o resultado considerei que o Detroit tem que derrotar os times pequenos (Edmonton, Columbus, Colorado), obrigatoriamente tem que vencer em casa (exceto contra Vancouver e Pittsburgh) e vai perder o segundo jogo em noites seguidas (Vancouver e Philadelphia).

Dos 21 jogos, 12 serão em Detroit, o que é um bom sinal. Em casa, os Red Wings têm quase 64% de aproveitamento, contra 48% como visitante.

Os times que o Detroit ainda vai enfrentar têm aproveitamento de 56% na temporada. Em 30 jogos, os Wings venceram apenas 11, com 12 derrotas e 7 derrotas no desempate. Assim, o aproveitamento da equipe é de apenas 48% contra os adversários dos 21 jogos.

A tabela a seguir indica possíveis cenários para a classificação final do Detroit.


Detroit Red Wings - 21 jogos
Campanha Pontos Aprov. % Total Situação
10-8-3 23 56% 91 Golfe
11-7-3 25 60% 93 Quem sabe?
13-6-2 28 67% 96 Playoffs


Na primeira situação, a equipe mantém o mesmo aproveitamento da temporada, vencendo 56% dos pontos. Assim, terminaria com 91, o que não deve ser suficiente.

Na segunda hipótese, o Detroit vence apenas um jogo a mais, mas esses dois pontos podem ser suficientes para garantir a classificação. O time teria 93 pontos, que pode ser o mínimo necessário, mas o risco é grande aqui.

No terceiro cenário, os Red Wings tomam vergonha na cara e jogam como Red Wings, vencendo 13 dos 21 jogos, somando 28 pontos. Com 96, o time estará nos playoffs, para o nosso alívio e felicidade.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

De volta pra casa

Esse, que foi o time dos russos em meados da década de 1990, hoje é o time dos suecos.

E embora o torcedor dos Red Wings simpatize com a seleção das três coroas, não dá pra esconder o sorriso no canto da boca ao saber que a Suécia foi eliminada nas quartas-de-final, o que significa que 85% do time está a caminho de Detroit.

Quinta, sexta, sábado e domingo. Nicklas Lidstrom não tem um descanso de quatro dias desde os 12 anos de idade.

Valtteri Filppula e Brian Rafalski estão nas semifinais e vão se enfrentar na sexta-feira. Ou seja, um Red Wings vai disputar o ouro e o outro o bronze.


Red Wings em Vancouver
Nome J G A P PIM +/- GWG PPG SHG Sh IT/G
Pavel Datsyuk 4 1 2 3 2 2 0 0 0 7 17:51
Johan Franzen 4 1 1 2 2 -1 1 0 0 14 15:25
Henrik Zetterberg 4 1 0 1 2 0 0 0 0 7 17:26
Nicklas Lidstrom 4 0 0 0 2 -1 0 0 0 8 21:22
Niklas Kronwall 4 0 0 0 2 0 0 0 0 3 18:16
Ole-Kristian Tollefsen 3 0 0 0 25 -1 0 0 0 2 18:48
Sergei Kolosov 4 0 0 0 0 -2 0 0 0 2 13:42


Não há um nome nesta lista em que você possa apontar o dedo e dizer: "que Olimpíada!"

Os jogadores dos Red Wings decepcionaram, exceção feita a Filppula e Rafalski — curiosamente, os finalistas, mas não por isso.

Que voltem com o tanque cheio para brilhar no restante da temporada onde realmente importa: Detroit.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Querer não é poder

Kirk Maltby não queria parar agora. Sua vontade era de jogar no sacrifício, tantou que preferiu tomar a terceira injeção de cortisona, o máximo possível para um atleta em um ano, a sofrer uma cirurgia no ombro.

Aos 37 anos, ninguém pode criticá-lo por isso. O fim da linha se aproxima pra ele. Talvez esta seja a sua última temporada.

O eterno atacante dos Red Wings sabia que a gerência já havia se decidido. Para abrir espaço no teto salarial, era ele quem deixaria a folha de pagamento "oficial", seja como contundido ou pela Desistência.

A primeira notícia do dia informava que Maltby não seria operado, mas depois do primeiro treinamento do time no período Olímpico, foi confirmada a cirurgia, que vai afastá-lo por até um mês e meio. É o suficiente para voltar a tempo de disputar os playoffs — se os Wings conseguirem uma vaga.

Uma forma menos humilhante de provavelmente encerrar sua longa e inesquecível passagem por Detroit.

Andreas Lilja está confirmado no jogo de segunda-feira, o seu retorno ao hóquei depois de um ano e um dia afastado. Tomas Holmstrom e Patrick Eaves também vão jogar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Terno e gravata


Momento Gazeta Mercantil: Vocês devem saber que o dono do Detroit Red Wings é Mike Ilitch, por meio da Ilitch Holdings, empresa proprietária dos Red Wings (NHL), dos Tigers (MLB) e da rede Little Caesar's (pizza), entre outros.

Pois bem, o ex-presidente da Palace Sports and Entertainment (PSE), Tom Wilson, foi contratado pelos Ilitch para gerenciar os negócios relativos às franquias esportivas, e principalmente para tratar da construção de uma nova arena para o Red Wings.

Há tempos os rumores indicam que a Joe Louis Arena está a ponto de se aposentar, especialmente neste ano, quando acaba o contrato de utilização do ginásio pelos Red Wings. Tom Wilson foi o presidente que construiu o Palace of Auburn Hills para o Detroit Pistons, o que garante credibilidade às futuras negociações.

Vale lembrar que, durante o exercício de Wilson, as franquias Pistons (3 vezes), Lightning (NHL) e Shock (WNBA) foram campeãs, todas propriedades do PSE.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A Noite Em Que Torci Para Os Estados Unidos (e outros tópicos)

Não sabia para quem torcer. Babcock e Yzerman estavam com Crosby e Pronger. Rafalski estava com Kane. E aí?

Torcendo simplesmente para um bom jogo, vamos começar. O gol de Rafalski, desviando em Crosby, ajudou a dissolver o dilema. Os problemas para Brodeur controlar o disco também. Mas tomei minha decisão faltando 4 minutos para o fim do 2º período, placar ainda empatado em 2 a 2.

Lindo não? Estou pouco me lixando para Eric Staal, mas ver Chris Pronger e Corey Perry trombando no meio do gelo, foi sensacional. Só faltou Sidney Crosby cair em cima de um deles.

Sim, Chris Pronger trombou com alguém do próprio time. Lembram da "Física segundo Pronger"? Foi em 2006, quando deu uma cotovelada na cabeça de Tomas Holmstrom, e disse que "foi culpa da física, pois sou mais alto do que ele". Será que se aplica nesse caso?

Por sinal, sabem por que eu nunca poderia ser comentarista na TV? Não sei ser imparcial. Durante a transmissão eu provavelmente chamaria Dany Heatley de assassino, daria risada por Crosby ainda morar com Lemieux, faria piadas de 20 centavos sobre Patrick Kane, explicaria a física de Pronger, gritaria "HELM É DEUS" a cada gol (mesmo os da Letônia), e por aí vai...

A partir daí, eu virei mais um torcedor norte-americano, amante de Coca-Cola e pizza (São Paulo, Nova Iorque, é tudo igual). No exato momento em que enviei "U-S-A" no live chat do Abel to Yzerman, no meio do 3º período, os EUA fizeram o 4º gol.

Como torcedor de Detroit, me preocupo um pouco. Que efeito esses jogos terão na cabeça de Mike Babcock? Mais uma vez seu time chutou milhões de vezes e manteve o disco por muito mais tempo, mas saiu derrotado. Brodeur estava muito mal e Babcock o manteve no jogo. Mais tarde, tirou Brodeur no momento errado, e o Canadá sofreu gol. Espero que ele esqueça Vancouver em março.

Mesmo sem torcer no início, foi impossível não se empolgar com a partida. Muitas chances, um goleiro sobrenatural para o time de branco, nenhum intervalo, intensidade palpável, tudo que a gente ama no hóquei. Tivemos sequências de três breakaways em 10 segundos, defesas com o goleiro de bruços, confusões depois do apito mesmo numa partida olímpica. Facilmente entra na lista de melhores jogos não-Wings que já vi.

O que Babcock pensava ao colocar Heatley-Thornton-Marleau nos últimos minutos? Sim, é a linha mais consistente do Canadá, Heatley fez jogos em todas as partidas. Mas, com o jogo na linha, os segundos mais importantes da competição até agora, a melhor idéia do tio Mike é colocar a linha de ataque do time mais amarelão da Liga? Confiar no ataque de San Jose é o fim da picada.

Na lista de jogos não-Wings, mas com certeza foi um jogo de Michigan. O estado norte-americano é o estado do hóquei, onde fica a cidade do hóquei. Seis jogadores (Brian Rafalski, Ryan Miller, Jack Johnson, Tim Gleason, Ryan Kesler e Tim Thomas) são de Michigan. E vocês sabem, esse blog é uma filial de Detroit.

Um baita jogo, pena que as TVs não corresponderam. Nos Estados Unidos a partida foi relegada ao segundo canal da NBC, a MSNBC, especialista em política, que teve com o jogo sua segunda maior audiência. No Brasil, ficamos presos com a pior dupla de narradores possível. Alguns momentos brilhantes:

  • "um chute pode chegar a 200km/h" - o recorde é de 167km/h,
  • "Pronger com o A de 'armador' na camisa",
  • "o faceoff acontece no ponto mais próximo", apesar de ter sido logo após um icing,
  • "faceoff é aquele círculo", no pior conceito da história do hóquei no gelo,
  • os nomes: Máyler, Tols, Bródr, Ponger, além das confusões franco-canadenses.
Foi um desastre aquele comentarista, que reclama para si o título de primeiro profissional brasileiro, nunca foi profissional. Uma rápida pesquisa no Google mostra que ele machucou o ombro nas categorias menores de um time (que ele nem cita o nome) e voltou para o Brasil.

Fora isso, grande jogo. Desculpem pelo post enorme, e falei que não ia falar muito da(s) Olimpíada(s) em si, mas o jogo foi muito bom e merece um destaque. 5-3 para os Estados Unidos.

Só lembrando os que chegaram até o fim do texto, já participaram da promoção?

Até mais.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Em Vancouver

Finalmente as Olimpíadas vão esquentar. Hoje é dia de três jogaços, dois dos quais estarão no SporTv, com a pior melhor dupla (rá!) de comentaristas na história da televisão tupiniquim. (lembrem-se, um chute na bola pode atingir até 200km/h. uau) (admito, pelo menos são melhores do que a Record)

A programação:

Rússia x Rep. Tcheca, 17hs, Terra
Canadá x Estados Unidos, 21h40, SporTv e Terra
Suécia x Finlândia, 2h da manhã, SporTv e Terra

Por sinal, sabe como estão os Wings em Vancouver?

-Sergei Kolosov, D (BEL): 3J, 0P, -2
-Valtteri Filppula, C (FIN): 2J, 1G, +/-0
-Ole-Kristian Tollefsen, D (NOR): 2J, 0P, -2
-Pavel Datsyuk, C (RUS): 2J, 1A, +/-0
-Henrik Zetterberg, C (SUE): 2J, 1A, +/-0
-Johan Franzén, LW (SUE): 2J, 1G, +/-0
-Nicklas Lidstrom, D (SUE), 2J, 0P, +1
-Niklas Kronwall, D (SUE): 2J, 0P, +1
-Brian Rafalski, D (EUA): 2j, 2G, +3

E se não participaram ainda, respondam o Censo e se increvam no concurso pós-Olímpico.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Prêmios (post quase-grande)

Em primeiro lugar, prêmios do Herm to Hockeytown. Não sei se vocês viram o site do evento (vejam, eu espero um pouco), mas prestem atenção na página das doações: prêmios serão sorteados, e o "cupom" é uma doação de 5 dólares.

Nunca pedi doações aqui, mas preciso ter certeza que vocês viram o que está sendo sorteado lá:

-uma camisa do Carolina autografada por Ray Whitney
-um anuário, uma mochila e um puck autografado por Ryan Callahan, do NY Rangers
-um boné da NHL autografado por Bryan McCabe, do Florida
-um vale compras no valor de 100 dólares na loja Sports Nook
-um kit com três livros sobre hóquei
-um puck assinado pelo Blue Brad Boyes
-um kit com dois livros sobre os Red Wings
-duas fotos autografadas por Chris Osgood

Repito, não estou pedindo doações (até porque tudo o que for arrecadado daqui para frente vai para o Hospital Infantil de Michigan), apenas lhes dizendo que a cada 5 dólares doados vocês tem a chance de ganhar um baita presente. Interessou? Doe.

Além disso, com um prêmio bem menos interessante, tem o Concurso Pós-Olimpíada(s) do Red Wings Brasil.

É simples, eu vou trazer alguma coisa (não sei o que, não adianta perguntar) de Detroit, pode ser um GM zero-quilômetro ou um chaveiro do time, sei lá, o que importa é que é "made in Detroit" (ou "made in China", o que vale é a intenção).

Como concorrer? Fácil. O Detroit Red Wings vai jogar 21 partidas depois da pausa Olímpica. Obviamente, o time pode ganhar entre 0 (nunca) e 42 (aí sim) pontos. Quem acertar quantos pontos o time vai anotar nessa sequência final, ganha o prêmio.

Claro, temos critérios de desempate. Primeiro e segundo critérios, quem vai liderar o time em pontos nessa reta final, com quantos pontos? Terceiro critério, quantos minutos de penalidade Todd Bertuzzi vai ter no mês de março? Quarto e último critério, quantas partidas Chris Osgood vai começar até o fim da temporada? Se ninguém acertar nem mesmo a pergunta principal, pularei para o próximo critério. Caso ninguém acerte nada, o vencedor será aquele que se aproximar mais dos PIMs de Bertuzzi.

Como participar: pelos comentários desse post. A "ficha de inscrição" deve ser preenchida como neste exemplo:

Nome: O seu, dã
1) Pontos pós-Olimpíada: 43 (eu sei que o máximo é 42, mané. Helm é Deus)
2) Darren Helm, 43 pontos
3) 666 minutos
4) Nenhum jogo
Cidade/Estado
É só isso. Peço que neste post só mandem as "fichas" nos comentários. Amanhã tem post novo e vocês podem discutir outros assuntos por lá. Boa sorte.

(válidas as respostas enviadas até 28 de fevereiro)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Produção por linha (aviso: post enorme)

Duas semanas sem jogos, tempo bom para estatísticas. Dessa vez lhes trago a "produção por linha", estatística utilizada no blog Motown Wings, parecida com o +/- mas um pouco melhor.

Vocês devem se lembrar, na narração de André José Adler, dos termos "pé-frio" e "pé-quente". Para mim, essa é a melhor definição do +/-, já que um jogador pode ser negativado neste quesito sem culpa nenhuma num gol sofrido, ou ganhar um "+" depois de um lance bisonho que leva a um gol a favor (ver Todd Bertuzzi).

Como quase tudo, é mais fácil explicar a "produção por linha" com exemplos. Digamos que, num determinado momento, está no gelo a linha Draper-Helm-Eaves-Lidstrom-Kronwall, e Detroit marca um gol com Patrick Eaves, assistências de Helm e Lidstrom. Nesse caso, os três atacantes juntos, como uma unidade, recebem 1 gol e 1 assistência, e a dupla defensiva recebe 1 assistência. Todos eles ganham um "+". Obviamente, só são computados os gols em 5-contra-5.

Basicamente, a unidade (defensiva ou ofensiva) é creditada pelo que produziu, criando um bom meio de definir quem joga bem junto. Não sei explicar direito, mas é isso.

Agora aos números:

-Melhores unidades ofensivas

Linha de ataque
G A PTS +/-
Draper-Helm-Eaves 10 17 27 N
Holmstrom-Datsyuk-Bertuzzi 11 12 23 (+8)
Holmstrom-Datsyuk-Zetterberg 4 7 11 (+3)
Zetterberg-Datsyuk-Cleary 4 6 10 (+3)
Cleary-Filppula-Miller 4 6 10 (+2)

Não é surpresa ver os Red Corvettes na frente em pontos, considerando que esta é a unidade que passou mais tempo junta na temporada. Levando em conta este tempo juntos, pode-se dizer que esta linha não produz muito ofensivamente, mas seu "+/-" neutro mostra que eles funcionam muito bem defensivamentte.

O destaque fica com Pavel Datsyuk. Mesmo numa temporada muito ruim ele ainda é o catalisador das melhores linhas do time, aparecendo em três das cinco melhores unidades, tendo inclusive a melhor no saldo de gols feitos/sofridos. A linha do +8 foi a que comandou o time no mês de Dezembro.

-Melhores unidades defensivas

Dupla
G A PTS +/-
Lidstrom-Rafalski 2 18 20 (+15)
Kronwall-Stuart 2 7 9 (+2)
Ericsson-Lebda 3 4 7 (-1)

Nenhuma surpresa em ver Lidstrom e Rafalski aí em cima. Jogando juntos por quase toda a temporada, é natural que liderem a defesa em pontos. Mas o +/- é digno de nota, já que o time é o 6º pior na relação gols feitos/sofridos em 5-contra-5.

Além disso, Lidstrom faz parte de 4 das somente 7 duplas que tem "+/-" positivo.

Surpresa mesmo é ver Jonathan Ericsson tão alto na lista. Fica fácil de entender o porque de tantos erros ao vermos que ele se preocupa bastante com o ataque, talvez até mais do que deveria.

Agora, alguém curioso para saber quem são os piores? Para ver isso e tentar descartar aqueles que não passaram muito tempo juntos, vamos classificar pelo "+/-".

-Piores unidades ofensivas

Linha de ataque
G A PTS +/-
Zetterberg-Datsyuk-Bertuzzi 3 5 8 (-5)
Cleary-Filppula-Bertuzzi 2 3 5 (-3)

Só coloquei duas, até porque temos muitas empatadas com -2 abaixo destas. Mas vemos em uma tendência: Todd Bertuzzi, que está nas duas, as piores do time. Além disso, das oito linahs empatadas com "-2", Bertuzzi está em quatro delas.

-Piores unidades defensivas

Duplas
G A PTS +/-
Stuart-Ericsson
Stuart-Meech
0
1
1
4
1
5
(-8)
(-5)
Stuart-Lebda 0 0 0 (-4)

Opa, mas calma aí, Brad Stuart nas três piores ? E aquele período de "pouco antes" a "pouco depois" da lesão de Kronwall, em que ele parecia o melhor defensor do time? Aparentemente, não foi. Além disso, desde lá Stuart está numa fase horrenda, parece que está preso no jogo 7 das Finais do ano passado eternamente (não, Stu, nunca vou esquecer aquele dia).

E curioso notar Derek Meech tão mal mesmo participando de tão poucos jogos.

Essa é a produção por linha. Para ver os números completos, entre no Motown Wings e chore.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

1º Censo Red Wings Brasil

Na programação olímpica, este é o dia interativo. Mais do que um dia, este é o Censo Red Wings Brasil, com o objetivo de conhecer nossos leitores, e vai ficar no ar até sábado, 27 de Fevereiro. No dia 28 divulgarei os resultados.

Vocês podem responder aqui, e peço para que repassem para os amigos torcedores, para termos o maior retorno possível.

Além disso, qualquer dúvida ou questão sobre o Censo, o blog ou mesmo o time dos Wings pode ser enviada para o e-mail guilherme.zeppelin@gmail.com. Farei o melhor para respondê-las.

Lembrem-se, o Censo estará disponível até 27 de Fevereiro.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Jogos Olímpicos

Não aguentam mais ouvir falar disso, né? Mas vamos lá, começando por uma mudança no elenco da Suécia: Tomas Holmstrom agravou uma lesão no joelho e foi substituído por Johan Franzén.

Assim, esses serão os Wings que participarão dos jogos de Vancouver:

-Mike Babcock (treinador), Canadá
-Steve Yzerman (gerente-geral), Canadá
-Ole-Kristian Tollefsen (D, Grand Rapids), Noruega
-Brian Rafalski (D), capitão alternado dos Estados Unidos
-Pavel Datsyuk (C), Rússia
-Sergei Kolosov (D, Grand Rapids), Bielorrúsia
-Valtteri Filppula (C), Finlândia
-Niklas Kronwall (D), Suécia
-Nicklas Lidstrom (D), capitão da Suécia
-Johan Franzén (LW/RW), Suécia
-Henrik Zetterberg (LW/C), capitão alternado da Suécia

A competição masculina começa no dia 16.

Aqui no blog

Não vamos cobrir as Olimpíadas, exceto claro algum jogo em que Franzén marque 5 gols ou Ryan Miller (G, EUA) sofra 7 gols e eu queira tirar sarro por não convocarem Jim Howard.

Fora alguma notícia relevante ao time (cirurgia de Maltby, recuperação de Holmstrom e Lilja, alguém na desistência) o blog vai ficar pouco movimentado, mas algumas coisas estão programadas. São elas:

-análise da tabela de fim de temporada,
-traduções de artigos,
-traduções da entrevista do Red Wings Brasil ao WInging It In Motown, além das antigas entrevistas para o Snipe Dangle (blogs do Brasil, Noruega e Rússia),
-dia semi-interativo, e
-um concurso relacionado ao restante da temporada.

Fiquem ligados.

A âncora

Todd Bertuzzi está afundando os Red Wings

Por Bruce Mason - Freep.com
Traduzido por Fábio Monteiro, do Red Wings Brasília

Nota: esta coluna foi enviada por um leitor do freep.com e traduzida por um leitor do Red Wings Brasil. As informações apresentadas aqui não refletem, necessariamente, as opiniões do Detroit Free Press e/ou do Red Wings Brasil.


Depois de assistir aos jogos nos últimos 23 anos, eu vi a grandeza dentro da Joe Louis Arena.

Grandeza como Jacques Demers correndo no gelo e bombardeando seu punho depois de bater os Leafs em 1987. Bob Probert trazendo o público à seus pés cada vez que deixava suas luvas cairem. O #19 em um contra-ataque que resultava em gol. Os pom-poms brancos. 62 vitórias em 1996. O gol na segunda prorrogação de Yzerman, no arrepiante clássico para exterminar os fantasmas do jogo 7 dos playoffs anteriores.

Grandeza? Já vi de tudo.

E agora vejo pobreza extrema, que é definido por Todd Bertuzzi.

A perícia do Gerente geral dos Red Wings Ken Holland é muito maior que a minha. É como comparar a capacidade do cérebro de Albert Einstein com Pee Wee Herman. (Nota do tradutor: É um personagem popular nos EUA. Para efeito de comparação, é como comparar a inteligência de Eduardo Costa com a de Carla Perez).

Mas algo precisa ser feito com relação a Bertuzzi. Coloque-o no banco. Corte-o. Negocie-o. Melhor, mande-o pela I-96 (estrada que liga Detroit a Grand Rapids) para os Griffins. Porque, no final, ele vai acabar com essa equipe. Isto é, se ele já não cavou a sepultura dos playoffs.

Bertuzzi, apesar das suas habilidades com seu gols de penalidades "spin-o-rama" e um ocasional talento ofensivo, relamente não tem a inteligência instrumental do hóquei para ganhar jogos. Ele não consegue fazer jogadas simples.

E em um sistema de posse do puck, jogadas simples são essenciais.

Ele frequentemente perde o puck entre os pontos de face-off na zona de ataque (ao invés de usar seus 102 quilos nos cantos para anular os defensores). Quando Bertuzzi perde o puck e deixa a zona de ataque, seus companheiros são forçados a recuar e gastar energia na marcação. Assim, as oportunidades ofensivas são limitadas e a fadiga se torna mais comum.

Você acha que isso é ruim? Sua responsabilidade defensiva faz Petr Kilma parecer um candidato ao Selke.

Bertuzzi é um péssimo asa. Eu estou acostumado a ver Kirk Maltby e Tomas Holmstrom, que, passada uma década, têm feito a jogada certa constantemente, quer se trate de lascar o disco fora de qualquer jeito para evitar o perigo, cruzando a linha vermelha, despejando o disco para mudar linhas ou bater ou bater o Central com um passe no tranco quando ele foge da zona.

Jogadas históricas? Bertuzzi não tem a menor ideia. E sua média +/- da carreira de -46 confirma isso.

Olhe para as combinações de linha do time pós-olímpiadas e me diga onde ele se encaixa em uma mentalidade defensiva no elenco. Ele deve jogar ao lado de nossas maiores armas ofensivas como Valtteri Filppula e Johan Franzen? Não, esse lugar é de Dan Cleary. Que tal com mágicos ofensivos como Pavel Datsyuk e Henrik Zetteberg? Holmstrom pertence a esse lugar. A composição da terceira linha é dos velocistas como Darren Helm e Patrick Eaves, que pode usar as habilidades de Jason Williams, no lugar de 102 quilos se arrastando pelo gelo.

E não me diga que Bertuzzi é jogador de quarta linha, porque esses preciosos minutos pertencem a Kris Draper, Drew Miller e Justin Abdelkader, caras que vão manter o ritmo, mantendo o top das três linhas descansando e apresentando um mínimo de responsabilidade defensiva.

Quando você tem o disco, você dita o jogo. Inversamente, quando um adversário possui o disco, você está perseguindo eles pelo gelo, o que pode quando uma maçã podre estraga a cesta. Bertuzzi é esta maçã podre. Seus vacilos e fracas jogadas refletem em Zetteberg e Datsyuk, que cansam mais rápido. Em vez de gerar oportunidades ofensivas, eles estão ocupados compensando a ineficiência do companheiro incapaz.

Grandeza definiu os Red Wings várias vezes através das últimas 18 temporadas. Grandeza nunca envolveu Todd Bertuzzi e nunca envolverá. Este ano tem sido ruim, mas se Bertuzzi for removido do banco, temos uma consideravél esperança de conseguir outra corrida para a Copa.

Faça a coisa certa, Holland: Se livre do Big Bert.

Com chave de ouro

Esse time saudável é uma maravilha. Jogou mais em dois jogos do que nos últimos 3 meses.

Começando falando mal, o gol dos Senators nunca deveria ter acontecido. James Howard teve mais uma ótima partida, deveria ter anotado um shutout, mas a defesa não faz idéia do que significa "limpar rebotes".

O único gol canadense saiu no terceiro chute seguido, depois de duas boas defesas de Howard, que foi obrigado a ir quase atrás do gol para parar as oportunidades. A defesa não tirou o disco de perto do gol, tampouco marcou o atacante de Ottawa. Tosco.

Fora isso, belo jogo. Marcação pressionando, passes precisos, time de power-play lembrando os velhos tempos. É por jogos como esse que sabemos que otimismo não é ilusão.

Gols de Datsyuk e Cleary em vantagem numérica, Franzén sem goleiro e Maltby abrindo o placar, num gol que pode ter sido o último da carreira.

Wings 4-1 Senators, última partida pelas próximas semanas, Detroit termina o jogo em 8º mas vão perder a colocação até o fim da noite. Mas, jogando bem assim, não temos do que reclamar.

(podemos reclamar de Holmstrom saindo com uma lesão no joelho, mas temos 15 dias para pensar nisso)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Antes das Olimpíadas

Última partida antes da pausa, e os Wings tem problemas, como de costume.

Valtteri Filppula não vai jogar, por conta de um problema na virilha. O time vai para a partida com Kirk Maltby, possivelmente jogando pela última vez antes de uma cirurgia no ombro. Andreas Lilja não foi liberado pelos médicos, o que significa que Detroit ainda está abaixo do teto salarial. Niklas Kronwall volta depois de 4 jogos fora.

Vão estar inscritos na partida 11 atacantes e 7 defensores, e Derek Meech pode jogar no ataque. Jim Howard é o goleiro titular.

Jogo na Joe Louis, 22hs de Ibiúna, contra o Ottawa Suplicys.

P.S: o blog vai ficar menos movimentado durante as Olimpíadas, por motivos óbvios. Nos próximos dias teremos um aviso da programação para o período.

P.S. 2: não é Wings, não é hóquei, mas é no gelo. A equipe do Red Wings Brasil presta homenagens a Nodar Kumaritashvili, o atleta georgiano falecido nos treinos do luge em Vancouver.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Post novo, mesmo assunto

Foi decepcionante o que aconteceu esta tarde: nada.

Repetindo só para situar do que estou falando, Brad May foi colocado na Desistência, e vai para Grand Rapids se não for puxado por ninguém.

Foi divulgado apenas que um outro Red Wing seria colocado na lista de contundios, o que adiaria o papo Lebda/Meech/Williams até depois das Olimpíadas. O que não era claro no momento era se iria Niklas Kronwall ou Patrick Eaves.

Se fosse Kronwall, não haveria necessidade de liberar May, pois o salário do defensor seria o bastante para que Andreas Lilja coubesse no teto. Se fosse Eaves, ainda não seria espaço suficiente.

Eis que Ken Holland surge com a resposta: Kirk Maltby, que desde Junho está adiando uma cirurgia para corrigir um problema crônico no ombro. Ainda não é certeza, mas muito provavelmente Maltby vai passar por essa cirurgia no período olímpico.

A pergunta é: quem joga em seu lugar? Como só resta um jogo antes da pausa, e Eaves está afastado com certeza, provavelmente o defensor Derek Meech deve jogar no ataque amanhã, contra Ottawa.

Aguardem atualizações sobre Maltby e o time.

De plantão

18h05: Não vai acontecer mais nada hoje. Kronwall está melhor e vai jogar amanhã, a menos que tenha uma recaída. Portanto, não é ele quem vai para a reserva por contusão. Sobrou o Eaves.

Porém, a soma do salário de Eaves com o salário de May não chega ao US$ 1,2 milhão necessário para permitir o retorno de Lilja.

Até o meio-dia de amanhã, May pode ser requisitado na Desistência por outra equipe, mas é altamente improvável que isso aconteça.

Enfim, não sei qual é a matemática de Ken Holland, mas diante de todos os exercícios de imaginação que fizemos nos últimos dias, a sexta-feira foi frustrante.

16h52: Nenhuma novidade, nem mesmo a confirmação de quem é o jogador que vai passar as Olimpíadas na reserva por contusão. Deve ser Kronwall, mas pode ser Patrick Eaves.

15h15: May foi realmente colocado na Desistência.

14h20: Bob McKenzie, da TSN, diz que o Detroit vai colocar Brad May na Desistência e um outro jogador na reserva por contusão para abrir espaço para Andreas Lilja.

Esse jogador contundido pode ser Niklas Kronwall.

Suspense

Hoje tem a primeira data-limite para trocas, antes das Olimpíadas. Mas para Detroit essa pode ser a única data-limite, pois o time precisa limpar 1,2 milhões de dólares do impacto salarial para acomodar Andreas Lilja no elenco.

Durante a partida de ontem a FSN Detroit repassou comentários de Ken Holland de que alguma movimentação ocorreria hoje, o que logicamente fez com que os torcedores buscassem alternativas.

Vamos tentar simplificar as coisas por "categorias".

1. Jogadores com cláusula de não-movimento (o jogador deve concordar com a troca que o involva para que esta possa ser realizada)

Dan Cleary
Pavel Datsyuk
Kris Draper
Nicklas Lidstrom
Brian Rafalski
Brad Stuart

Dificilmente algum desses jogadores seria envolvido em negociações. Datsyuk, Draper e Lidstrom são Wings por toda a vida (Draper se fez em Detroit), Cleary é importante para o time (que resgatou sua carreira), Rafalski e Stuart foram para Detroit com a família inteira.

É difícil um jogador abrir mão desta cláusula, e mais difícil ainda disto acontecer no último dia.

2. Jogadores com não-movimento metafórico (aqueles que Ken Holland teria que estar maluco para negociar)

Johan Franzén
Niklas Kronwall
Henrik Zetterberg

De jeito nenhum o time melhoraria sem um desses. Nem precisava comentar.

3. Jogadores com o trunfo da lealdade (não são essenciais ao time, mas prestam serviço há um bom tempo e dificilmente sairão)

Tomas Holmstrom
Andreas Lilja
Kirk Maltby
Chris Osgood

Quase pus Holmstrom na "2", Lilja logicamente não vai embora. Maltby pode até sair, pois está jogando menos a cada ano, mas é útil e não vai embora se não quiser. Chris Osgood não é mais o mesmo, mas recebe tão pouco que não vale a pena se livrar de seu salário.

4. Futuro (os jogadores que devem ser a base dos próximos anos da franquia)

Patrick Eaves
Jonathan Ericsson
Valtteri Fillpula
Darren Helm
Jim Howard
Drew Miller

Eaves e Miller imagino que tenham garantido seus lugares, Ericsson tem potencial, Filppula quase coloquei na "2", Helm e Howard já são indispensáveis ao time.

5. O resto (aqueles que não tem laços tão fortes com a franquia e podem ser objeto de negociação). Prestando atenção nesses aí

Todd Bertuzzi
Brad May
Derek Meech
Brett Lebda
Jason Williams

Não vejo Bertuzzi saindo, ele é de confiança de Babcock. Além disso, sua saída livraria o time do teto salarial, mas deixaria o time com oito defensores e Holland odeia isso.

Imagino que May seja colocado nos waivers, não sei se algum time estaria interessado numa troca por ele. Além disso, é extremamente dispensável, já que só sabe brigar em momentos estúpidos e já tivemos outros caras se defendendo.

A meu ver, ou Meech ou Lebda vai ser trocado. Preferiria manter Meech, que pode jogar em vantagem numérica, é versátil (joga de asa direita se necessário), recebe menos e é agente-livre restrito ao fim desta temporada. Lebda é agente-livre irrestrito.

Também não consigo ver Williams indo embora. Num time que faz poucos gols e é péssimo em pênaltis, ele é razoável nos dois aspectos. Sua saída teria os mesmos efeitos da de Bertuzzi, no que diz respeito à defesa.

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E aí, o que dizem? Quem vai ser trocado, colocado na desistência, e para onde vai? Ontem passamos uma lista de times que enviaram olheiros à Joe Louis Arena, parecem ser os candidatos.

Meu chute é Lebda trocado e May nos waivers, mas e só adivinhação.

É quase impossível pegarmos mais do qe prospectos ou escolhas de recrutamento, mas Holland é Holland. In Kenny We Trust.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Red Wings Hockey ao vivo

1.º período
Puta merda. Eu tinha tanta coisa bacana pra escrever sobre este time hoje.

Até que a bosta do Jonathan Ericsson deixou um quilômetro de gelo pra um atacante anônimo qualquer marcar o gol da virada do San Jose Sharks no finalzinho do primeiro período.

Puta que pariu. Mas nem isso vai me impedir de escrever.

O jogo estava bom, os Red Wings dominaram o período, Jimmy Howard só precisou fazer uma grande defesa (para quem tinha que fazer a todo momento nos outros jogos).

Johan Franzen, que falta você fez! Disco nele, porque o cara chuta feito a Mula que ele é.

O time jogou com vontade, Pavel Datsyuk botou o dedo e o taco na cara de um idiota dos Sharks.

Isso é o mínimo que a gente quer ver. Não é possível que um jogador, vestindo a camisa do Detroit Red Wings, jogando na Joe Louis Arena, não dê o máximo de si ainda mais brigando por uma vaga nos playoffs.

Imperdoável o gol de empate, apenas 35 depois do gol de Franzen. E com os principais nomes no gelo, inclusive Nicklas Lidstrom.

Se o merda do Ericsson não impedir, volto no fim do segundo período.

2.º período
Os Red Wings só estão perdendo este jogo porque Evgeni Nabokov é o goleiro do outro lado. Justo hoje, quando estamos ao vivo, ele não entregou o ouro, pelo contrário, está fazendo defesas improváveis.

Os Red Wings só estão perdendo este jogo por um gol porque Jimmy Howard é o goleiro do lado de cá. Howard fez mais uma defesa sensacional e outra difícil neste período.

Já passei da fase de ter orgulho de Howard para a fase da pena. Eu tenho pena dele. Com os Red Wings atuais, o hóquei não é um esporte coletivo, é individual. É Howard contra dez, todas as noites. Os cinco deles e os cinco nossos, exceto quando Lidstrom está no gelo, aí são dois contra nove.

Os Sharks foram mais velozes na primeira metade do período. Não é estranho que um time que jogou ontem à noite seja mais veloz que o nosso?

Não, não é estranho.

Os Wings dominaram dali em diante, mas o gol não saiu. Mas o caminho é esse, disco pra cima do Nabokov, pressão na frente da rede.

Vamos, Wings, dá pra ganhar esta!

3.º período
52 chutes contra Nabokov. Tudo bem que a maioria foi na barbatana do tubarão ou no meio da luva, mas exigimos do goleiro mais quente da atualidade um monte de defesas acrobáticas.

É isso o que você faz contra um time que jogou noite passada.

Atmosfera de playoffs na Joe Louis Arena e aqui no meu quarto, diante da TV. Uma tensão poucas vezes vista, comum mesmo só em jogos valendo a Copa Stanley, diferentemente de hoje.

Ou não tão diferente assim, afinal, os Wings estão brigando para ter a chance de disputar a Copa.

Que amanhã não seja Jason Williams o escolhido, depois do gol de placa que ele marcou para empatar o jogo.

Muito bom ver Ericsson explodir e jogar fora sua frustração pelo ano difícil. Muito bom ver Datsyuk se engalfinhando com Joe Thornton perto do banco, em defesa de Henrik Zetterberg.

Nada bom vê-lo tentar duas vezes e quase conseguir entregar o jogo (acho que a segunda foi na prorrogação).

Prorrogação
Vantagem numérica de 4-contra-3 graças ao esforço de Datsyuk, que arrancou uma penalidade à força.

Azar dos Wings que o disco não achou a rede.

Pênaltis
É uma pena que jogos como esse sejam decididos nos pênaltis.

Também é lamentável que a porcaria do stream perca o sinal justamente na hora da decisão.

Ah, no fim das contas, não é tão lamentável. Eu odeio pênaltis mesmo.

Queria terminar o jogo com um gigantesco "É Red Wings, porra!", mas ainda não foi hoje. Valeu pelo esforço.

Wings x Atuns

Na Joe Louis, 22:30 de Brasília.

Tomas Holmstrom pode ou não ir para o jogo. Se for, provavelmente joga na quarta linha apenas para avaliar suas condições de jogar em Vancouver. Niklas Kronwall não vai jogar porque ainda não se adaptou à maldita proteção no joelho. Homer está jogando

O time treinou com:

Zetterberg-Datsyuk-Franzen
Bertuzzi-Filppula-Cleary
Draper-Helm-Maltby
Holmstrom-Miller-Williams

Lidstrom-Rafalski
Meech-Stuart
Lebda-Ericsson

Howard

Brad May vai participar do aquecimento para o caso de Holmstrom não poder jogar.

Atualização (por Chris McCosky, Detroit News):

"Os seguintes times tem olheiros na Joe Louis Arena: Florida, Dallas, Vancouver, Washington, Edmonton, Tampa Bay, Montreal, NY Islanders, Ottawa e Chicago.

Não é segredo que Detroit vai ter que se livrar de algum salário para encaixar Andreas Lilja no elenco. Lilja joga pela última vez em Grand Rapids na sexta-feira e, se tudo correr bem, deve estar em Detroit já na partida de sábado.

Os Wings podem torcar alguém até sexta-feira ou desistir até sábado."

Alguma idéia? (já chutei que Lebda e May estão fora)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Crie seu próprio título"

Algumas observações:

-Perguntaram para Mike Babcock esses dias porque começar com Howard no gol. A resposta: "É a decisão certa".

-Agora perguntaram se ele não se preocupa em ter um goleiro calouro e um outro enferrujado nos playoffs: "Primeiro precisamos chegar nos playoffs, e Jim nos dá a melhor chance de ganhar os jogos. A decisão passa por um grupo que tem Ken Holland, Steve Yzerman, Jim Bedard, gente que conhece hóquei há bastante tempo".

-Na sexta-feira entra em vigor o congelamento para trocas, que estará valendo até o fim das Olimpíadas. Holland disse que "jogadores podem ser colocados na desistência até o sábado", e que busca alternativas tanto para trocas quanto para a desistência.

-Niklas Kronwall ainda não joga amanhã. Antes de ontem ele teria ficado de fora por ainda aguardara chegada de uma nova proteção para o joelho, mas dessa vez não inventaram desculpa.

-Tomas Holmstrom é dúvida para amanhã, mas provavelmente não joga, considerando que até mesmo sua participação nos Jogos Olímpicos está sendo colocada em cheque. Caso ele não vá, são boas as chances de Johan Franzén ser convocado em seu lugar.

-Como de costume, Manny Legace James Howard no gol contra os Atuns de São José, amanhã, 22:30hs de brasília.

ESTÁ ABERTA A CAMPANHA!

VOLTA MANNY LEGACE!

Frustrante

James. James Howard vai ganhar o troféu Calder. Vai ficar entre os 5 no Vezina. Vai ser discutido para o Hart. Hoje foram mais 42 defesas em 45 chutes.

Sem James estaríamos em 14º na Conferência. Que pena que ele não tem um time na sua frente. A defesa não se mexe, Brad Stuart só quer dar trancos, Ericsson erra passes a cada 2 minutos, Brett Lebda é pior defensor do que minha sobrinha de 6 anos, e mais ninguém faz nada.

Henrik Zetterberg faz tudo certo, mas não aparece nas estatísticas, além de ser péssimo em pênaltis. Pavel Datsyuk decidiu que só vai jogar 4 minutos por noite. Todd Bertuzzi é um imbecil que comete penalidades imbecis em momentos imbecis (28 segundos? sério?).

Empatamos o jogo quando decidimos que era hora de fazer alguns gols. Mas nunca deveria ser tão difícil contra os Blues.

De novo, peço que dêem atenção a Mike Babcock. Se o time está jogando mal, ou está desmotivado, a culpa é do treinador. Não o demitam, mas quero ver Steve Yzerman descer dos escritórios para o vestiário e falando para esse time o que precisa para ganhar alguma coisa nesta Liga.

Placar final 3-3, vitória de St. Louis.

Fuck it.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

De última hora

Tomas Holmstrom não joga hoje, Patrick Eaves provavelmente não joga antes das Olimpíadas.

As linhas no aquecimento:

Zetterberg-Datsyuk-Bertuzzi
Franzen-Filppula-Cleary
Draper-Helm-Maltby
May-Miller-Williams

Entre mortos e feridos

Saiu no Winging It In Motown e eu republico aqui.

É a lista com o número de jogos que cada jogador dos Red Wings perdeu na temporada, não considerando, é claro, os jogos em que eles estiveram barrados.

Total de jogos perdidos em 2009-10
1. Andreas Lilja - 58
2. Johan Franzen - 55
3. Jason Williams - 38
4. Niklas Kronwall - 31
5. Valtteri Filppula - 26
6. Jonathan Ericsson - 14
7. Tomas Holmstrom - 13
8. Dan Cleary - 12
9. Henrik Zetterberg - 8
10. Darren Helm - 6
11. Patrick Eaves - 4
11. Brian Rafalski - 4
13. Brad May - 3
13. Chris Osgood - 3
15. Pavel Datsyuk - 2
15. Kirk Maltby - 2

São 279 jogos/homem de contusão na temporada, bem acima dos 193 que registramos na campanha passada. E este número ainda vai aumentar.

Dividindo os 279 "desfalques" pelo total de jogos disputados (59), descobrimos que os Wings atuaram com 4,8 baixas por jogo na temporada. São quase cinco titulares a menos por partida!

O que, é claro, não serve como desculpa para ficar atrás de Colorado Avalanche e Phoenix Coyotes.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Ainda não

Não é amanhã que os Wings jogam completos.

Patrick Eaves e Niklas Kronwall continuam de fora, Tomas Holmstrom ainda é dúvida. As certezas são as voltas de Johan Franzén e Drew Miller.

No gol vai estar Jim Howard, começando pela 21ª vez em 23 jogos. Babcock diz que não teme estar sobrecarregando Howard, considerando que ele tem apenas 25 anos e teve dois dias de descanso.

Em outras notícias, Ole-Kristian Tollefsen não foi fisgado nos waivers e vai jogar em Grand Rapids.

Eu desisto.

Em quatro dias começa a Olimpíada de Inverno (vamos ver do que o Sportv é capaz sem a nossa ajuda para transmitir hockey no gelo) e com ela "Maria vai com as ondas. E a onda leva a vaidade, leva o pente a maquiagem, o CPF e a Identidade" (Zéu Britto).


Mas que identidade é essa que este time tem? Eu não consigo ver.

Mantém-se a base do time. Ano após ano você vibra com os mesmos jogadores (até goleiros com mais de uma década de time). Pede por seus números subirem aos rafters. Deixa seu namorado, namorada, rapariga ou bofe de lado para ver um jogo de PlayOff. E... Peraí... Ainda não estamos nos PlayOffs. Nem jogando ou sequer classificados.

Eu não vou falar de metade do time, queridos mancebos do meu Brasil varonil, mas farei uma reflexão. Acompanhem-me.

Há anos e mais anos sonhamos, pedimos, imploramos para ter um goleiro que seja quase tão bom quanto uma manga de vez. Então, a direção manda tampões, como: Donirene Hasek, que voltou bem mas amarelou no PO; Ty Conklin, que poderia ser o camisa 10 da seleção, mas perdeu a vaga para o Wasgood (de novo); e agora: Jimmy Howard, que com 20-13-6 me faz querer Manny Legace de volta (eu amo esse cara).

Eu quero Bowman, eu quero Vernon, eu quero Yzerman. Eu quero um time para chamar de meu.

Até quando nós vamos ter de trocar Leinos e Hossas para deixar Franzén e Lilja no time e não para trazer um goleiro que preste? Sei lá quem... Um Nabokov da vida, um Fleury ou um young-gun desses que possam, de fato, fazer alguma coisa que preste.

Howard sempre foi uma dúvida. Uma interrogação que carregamos como uma cruz. Agora estamos indo para o Calvário. é Nossa vez de sucumbir depois de quase um século participando de todos PlayOffs disputados. Fosse por quatro ou 28 jogos.

Exercício de imaginação

Não basta torcer, tem que participar quebrar a cabeça. Tentando visualizar o futuro, vamos lá:

Cenário para os playoffs

O que sabemos:

  • em 58 jogos, os Wings tem 64 pontos (55.1%)
  • a média projetada para o 8º colocado do Oeste é de 95 pontos
  • os Wings precisariam de 31 pontos (64.6%) em 24 jogos para chegar aos 95
31 pontos em 24 jogos podem ser conseguidos numa campanha de 12-7-7 até o fim. Mas, para ser um pouco mais realista, e melhorar o número de vitórias (primeiro critério de desempate), minha meta seria uma campanha de 14-10-3.

Não é uma meta inatingível (muito pelo contrário), e possivelmente esses 95 pontos nos colocariam em 6º ou 7º na Conferência, pelo simples fato de confrontos diretos diminuírem um pouco a projeção de 95 pontos. Além disso, acredito que daqui para frente teremos uma quantidade um pouco menor de jogos de 3 pontos.

Com o time saudável, depois da folga Olímpica, com jogadores e treinador focados apenas na temporada, não é difícil chegar aos playoffs.

O time completo

Quase todo mundo de volta, possível exceção (por enquanto) de Patrick Eaves. Não vou me preocupar com as linhas para o próximo jogo, mas sempre é divertido projetar as linhas de ataque com todo mundo disponível.

Primeiro o ataque, partindo de algumas premissas:
  • tendo como base as linhas das primeiras partidas (com Helm, Eaves, Miller; sem Leino e Abdelkader)
  • imaginando que Brad May está com dias contados
  • mantendo juntos os "Corvettes Vermelhos" (Draper-Helm-Eaves)
  • o fato de Mike Babcock gostar de ter quatro linhas equilibradas a seu dispor
Meu time seria

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Cleary-Zetterberg-Bertuzzi
Miller-Filppula-Williams
Draper-Helm-Eaves

Colocaria Maltby assistindo os jogos, e não tenho paciência para imaginar como poderia ficar o time nas poucas vezes que ele participasse (mas provavelmente seria no lugar de Miller ou Draper, sendo que Eaves poderia jogar na terceira linha quando Miller ficasse de fora).

Agora a defesa, com as seguintes prerrogativas:
  • Jonathan Ericsson só parece um jogador de NHL quando joga ao lado de Niklas Lidstrom
  • a atual segunda linha (Kronwall-Stuart) é irresponsável quanto ao posicionamento
  • considerando Andreas Lilja de volta
  • considerando que brett Lebda sai do time
Usaria os seguintes pares

Lidstrom-Ericsson
Rafalski-Kronwall
Stuart-Lilja

Meech voltaria ao seu lugar costumeiro fora do gelo, podendo entrar no lugar de Ericsson ou Lilja. Por motivos óbvios, em momentos decisivos deixaria Ericsson e Lilja esquantando o banco (e Stuart também).

No gol eu realmente não sei o que fazer. Jim Howard vem sendo menos brilhante nas últimas partidas, o que pode significar cansaço ou volta à realidade. Chris Osgood é um goleiro de nome em momentos importantes, mas não podemos nos dar ao luxo de perder jogos para que ele volte a entrar no ritmo.

Howard deve continuar a começar a maioria das partidas, mas numa proporção menor. Dos 21 jogos pós-Olimpíadas, acho que vamos ver uma divisão em torno de 13-8 a favor do calouro.

"Pior post do blog" e as chances reais

O post pessimista do Humberto gerou algumas reações explosivas. Um leitor chegou a chamar de "pior post do blog". Outro pediu novamente pela cabeça de Brian Rafalski.

Mas minha gente, foi um post normal. Normal quando o time sofre a 183ª virada na temporada, e dessa vez com três gols de vantagem. Pode ter sido um efeito retardado, afinal fio enviado um dia depois do jogo, mas não é o "pior post do blog". Lembrem-se, nos comentários eu já pedi que demitissem Mike Babcock. Esse sim foi o "pior comentário".

Tenho certeza (ou não) que agora o Humberto está mais calmo, assim como eu não quero ver o Babcock em outro time dando uma surra na gente na pós-temporada.

Costumo chamar Mike Babcock de Tio Mike. Recentemente já disse que nesta temporada ele estava mais para aquele tio bêbado (que todo mundo tem) que envergonha a esposa e os filhos na festa de Natal, enquanto a gente dá risada escondido para a vó não brigar. Podemos ter um pouco de raiva, ou vergonha, ou sei-lá-o-que do tio naquela hora, mas quando a festa acaba, dizemos "adoro aquele cara".

Esse é o tio Mike. A gente ama e odeia Babcock, e tem medo de que tenha ele falado a verdade quando disse que se aposenta junto com Lidstrom. Mike Babcock é quase gênio e, com um time saudável e talentoso a seu dispor, não tem como ficar de fora dos playoffs, nem que seja por erros dos adversários e cheguemos à pós-temporada tropeçando embriagados, cada um apoiado no ombro outro, todos apoiados em Tio Mike.

E vocês, qual a sua opinião (sobre o time, os playoffs, tio Mike e posts imensos e cansativos como este)?

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Voltam quase todos mas não volta nada

Qualquer dia desses, os Red Wings vão jogar novamente. Provavelmente vão sair derrotados, mesmo abrindo dois ou três ou dez gols de vantagem.

Mas no dia em que isso acontecer, Tomas Holmstrom e Drew Miller estarão de volta, Patrick Eaves não.

Niklas Kronwall não está descartado e Johan Franzen fará sua "estreia".

É o mais perto de um time completo que os Red Wings terão em toda a temporada.

O que não muda nada, é claro. Eles vão perder e ser eliminados ainda em abril.

Andreas Lilja, aquele que é tão ruim quanto prender o dedo na porta do carro, mas que já é visto como a salvação, teve seu período de recuperação na AHL estendido. Assim, ele disputará cinco jogos ao todo, em vez de três.

Com isso, os Wings ganham mais uns dias sem problemas dentro do teto salarial. E Jonathan Ericsson e Brad Stuart ganham mais alguns dias como bodes expiatórios.

Ontem, no jogo do Toronto Maple Leafs, havia olheiros do Detroit.

Ao que ele foi assistir, eu não sei. Os Leafs têm três jogadores: Phil Kessel, Dion Phaneuf e Jean-Sebastien Giguere. Nenhum deles está disponível.

Até o próximo jogo, algum dia, contra alguém, em algum lugar, pra perder.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Senhor, eu desisto!

Os Wings venciam por 3-0, com dois gols de Henrik Zetterberg e o outro de Valtteri Filppula.

Aí Brad Stuart errou um passe. Aí Jimmy Howard fez uma cagada homérica. Aí os Kings chegaram ao empate.

O terceiro período começou há um minuto.

Os Red Wings já perderam Tomas Holmstrom, Patrick Eaves e Drew Miller por contusão, apenas hoje. Vão terminar o jogo com três linhas de ataque apenas.


Atualização:
Faltando quatro minutos, persiste o empate.

Zetterberg e Darren Helm acertaram a trave em, sei lá, 40 segundos.


Atualização:
Gol dos Kings. E vamos perder o jogo e a temporada.

Troca - SmallVille nunca mais

O finlandês Ville Leino foi trocado nesta tarde pelo defensor Ole-Kristian Tollefsen e uma escolha de 5ª rodada no recrutamento de 2011 (Philadelphia Flyers).

Tollefsen tem 25 anos, 163 jogos e 12 pontos na carreira, com marca de -6, com 296 minutos de penalidade, jogando uma média de 12 minutos por partida.

É seu terceiro clube na NHL, depois de ser recrutado na 3ª rodada (65º geral) em 2002 por Columbus e assinar com o Philadelphia em julho do ano passado.

Ele vem jogando pouco este ano, e seu salário é de $600 mil dólares por ano, e já foi mandado para Grand Rapids. São consideradas pequenas as chances de alguém puxá-lo dos waivers.

A transação libera $800 mil dólares do impacto salarial dos Red Wings, abrindo caminho para a volta de Johan Franzén na próxima semana. Vale lembrar que mais $1,1 milhão de dólares deve ser "mexido" caso Andreas Lilja volte ao elenco ativo.

É o jeito...

Chega um momento da vida da gente que só podemos fazer duas coisas: sentar e chorar.

Contudo, há ainda uma esperança, pois ainda temos uns 20 jogos pela frente.

Portanto, sem sentar e chorar, queridos mancebos do meu Brasil varonil e de locais longínquos aos quais os Sete Mares da tecnologia nos leva, segue nossa última esperança: Santa Rita de Cássia, a Santa das Causas Impossíveis.

Mas se o Vozão voltou pra 1ª divisão do Brasileirão, o Wings chega em oitavo nos POs (nem que seja no tapetão).

Oração a Santa Rita de Cássia

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita,
eis a vossos pés um alma desamparada que,
necessitando de auxílio,
a vós recorre com a doce esperança
de ser atendida por vós
que tendes o incomparável título
de SANTA DOS CASOS IMPOSSÍVEIS E DESESPERADOS.

Ó cara Santa, interessai-vos pela minha causa,
intercedei junto a Deus
para que me conceda a graça
de que tanto necessito (dizer a graça que deseja).

Não permitais que tenha de me afastar
dos vossos pés sem ser atendido.
Se houver em mim algum obstáculo
que me impeça de obter a graça que imploro,
auxiliai-me para que o afaste.
Envolvei o meu pedido
em vosso preciosos méritos
e apresentai-o a vosso celeste esposo, Jesus,
em união com a vossa prece.

Ó Santa Rita,
eu ponho em vós toda a minha confiança;
por vosso intermédio,
espero tranquilamente a graça que vos peço.

Santa Rita, advogada dos impossíveis, rogai por nós.

Defesa

Niklas Kronwall

Devo dizer que nunca me procupei tanto assim com a aposentadoria de Nicklas Lidstrom. Claro que ele vai fazer falta, afinal é um dos três melhores defensores da história, mas achei que tivéssemos um cara que, se não à altura do atual capitão, ainda fosse bem melhor do que a média da Liga.

Kronwall foi nosso melhor defensor até se machucar da primeira vez. Ao seu lado Brad Stuart jogou muito, e a dupla era razoavelmente sólida. Mas aí Kronwall machucou o joelho, e perdeu muitos jogos. Voltou, jogando decentemente, e se machucou de novo. Ele jogou apenas 26 dos 57 jogos da equipe até agora, vai perder a partida desta tarde e não se sabe quando volta. Além disso, exceto a temporada de 80 jogos ano passado, Kronwall nunca jogou mais de 68 partidas num ano. Preocupante.

Andreas Lilja

Ontem Lilja participou de sua segunda partida no condicionamento em Grand Rapids. Teve um +/- de 0, estando no gelo em 2 gosl sofridos e 2 gols marcados. Dizem que estava visivelmente cansado, o esperado para alguém que não jogava duas partidas seguidas em 11 meses.

Muita gente já especula sobre as movimentações necessárias para encaixar Lilja no elenco principal, em virtude do teto salarial. Não sei se essa é a abordagem mais apropriada, considerando que, antes desse período sem dores de cabeça, o máximo que ele havia passado sem sintomas de concussão foi 5 dias sem dores.

Gostaria de ver Lilja no time, ele não é craque mas é melhor do que Ericsson/Lebda/Meech, mas temo que, após o time abrir caminho para sua volta, o sueco tenha uma recaída e tenhamos nos virar com Janik, Delmore ou Kindl.

O jogo de hoje

19hs de Brasília, em Los Angeles, contra o time mais quente do Oeste, os Kings de 8 vitórias consecutivas e com Anze Kopitar com 15 pontos nesses 8 jogos.

Jim Howard começa novamente no gol (acho que não veremos Osgood antes das Olimpíadas).

O time, que até semanas atrás estava variando entre 4 e 6 pontos abaixo do 4º lugar, hoje tem 11 pontos de desvantagem para o 4º, e 3 pontos a menos (contando os critérios de desempate) do que o 8º colocado.

O time treinou ontem com:

Zetterberg-Datsyuk-Holmstrom
Bertuzzi-Filppula-Cleary
Draper-Helm-Eaves
Maltby-Miller-Williams

Lidstrom-Rafalski
Stuart-Ericsson
Meech-Lebda

Precisamos no mínimo da prorrogação, não sei se podemos esperar mais desse time fora de casa.

(lado bom, Jonathan Quick na carreira contra os Wings: 1-5-0, 3.19 GAA)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lilja de volta, e uma calma no Oeste

O Grand Rapids Griffins perdeu na ontem para o Rockford IceHogs, o afiliado de logo ridículo do Chicago Blackhawks, por 5 a 3.

O motivo de um jogo dos Griffins ser comentado aqui é a volta de Andreas Lilja aos gramados ao gelo, numa partida em que ficou com -1, e é só isso que conseguimos de informações da AHL. Justin Abdelkader marcou um gol.

Numa notícia não relacionada, a comunidade da Conferência Oeste está em festa pela troca de Ilya Kovalchuk, que foi de Atlanta para New Jersey. Rumores davam conta que ele podia ir para Los Angeles, e St. Louis foi efetivamente atrás dele, mas demos sorte e ele continua no Leste (por enquanto).

Perdemos como Wings

Dezessete chutes de diferença (47-30), goleiro quente do outro lado, juiz ladrão. Ingredientes para uma derrota a la Wings '05-09'. Sério, quantas mil vezes isso aconteceu recentemente?

A vantagem numérica ficou em 1-3, a desvantagem matou 3 penalidades. Jim Howard pegou 90% dos chutes, ainda que um gol tenha sido azar de desviar em Stuart e um outro roubado. Gol dos Wings de Pavel Datsyuk.

Agora o juiz. Veja o lance. Desviou na mão, certo? Do livro de regras da NHL 09-10:

Regra 67 - Usar a mão

É permitido ao jogador parar ou "bater" no disco no ar, com sua mão aberta [...] e a jogada não deverá ser parada, exceto em casos em que, na opinião dos juízes, [...] o jogador tenha dado uma vantagem a seu time, em qualquer zona que não a defensiva. A jogada deverá ser parada e um faceoff ocorrerá.

Alguém pode dizer que Kyle Chipchura não atingiu o disco com a mão aberta, e os próprios juízes justificaram a marcação com "o movimento de 'tapa' não se iniciou antes do contato". Então vamos lá:
Regra 39.4 Revisões com auxílio de vídeo [...]

(iv) Disco desviado ou rebatido [propositadamente] para o gol, por uma mão ou por um pé. Se por pé/patim, houve um movimento de chute?
[...]

A regra menciona "mão" e "pé", além de "chute", mas não "tapa". Se pode presumir que todo e qualquer desvio com a mão deve ser considerado não-gol. Mas não na NHL.

Coloca mais um na conta do Bettman. Convencido, Humberto?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Kronwall machucou o... o... a perna

Pode ter sido o joelho. Pode ter sido o tornozelo. O MLive ontem falou sobre o joelho em um parágrafo, o tornozelo no outro, completou com uma citação sobre o joelho e terminou falando sobre o tornozelo. Maravilha. Por isso o Free Press traz a informação de que ele machucou a perna e não joga esta noite.

Jonathan Ericsson volta ao time, e Jim Howard começa no gol. Não sei se é tão boa idéia começar dois jogos seguidos, mas também não acho que Osgood faça melhor do que um Howard cansado.

Linhas:

Datsyuk-Zetterberg-Bertuzzi
Cleary-Filppula-Holmstrom
Draper-Helm-Eaves (ontem jogaram mais do que a segunda linha)
May-Miller-Williams

Lidstrom-Rafalski
Stuart-Ericsson-Lebda-Meech (não faço a mínima idéia)

Se todos fossem iguais a você

Se todos os jogos fossem contra o San Jose Sharks, o Detroit Red Wings certamente estaria classificado para os playoffs. E mais: disputaria o Troféu dos Presidentes.

Os Sharks são nossos fregueses. Evgeni Nabokov odeia Tomas Holmstrom. César Salvater Jr. detesta Humberto Fernandes e Eduardo Costa.

E desta vez quem perdeu o jogo após abrir dois gols de vantagem foram eles, não nós. Como é bom virar o placar!

Ainda que Jimmy Howard seja o MVP do time, depois de Nicklas Lidstrom e de Guilherme Calciolari, é notável que ele não tem coordenação motora (?) para controlar rebotes. Se eu fosse treinador do time adversário, mandaria meus jogadores chutar todas as vezes no símbolo dos Red Wings estampado em seu uniforme.

Mas Howard tem sido o melhor goleiro de temporada regular que os Wings viram em muito tempo.

Quanta falta o Detroit sentiu de Valtteri Filppula! O finlandês dá outra dimensão para o ataque do time. Sua produção ofensiva, em números, não é tão grande assim (ele não tem média de um ponto por jogo, o que seria de se esperar de um jogador com o seu talento), mas Filppula é capaz de mudar a história do jogo com uma jogada sensacional e um passe perfeito para o gol de Dan Cleary.

Gol da nova linha formada por Holmstrom-Filppula-Cleary.

Esse time é bipolar, o blogueiro é bipolar...

Quem não é bipolar é Mike Babcock. Sua metida deu resultado. Tchau, Jonathan Ericsson, seja bem-vindo, Derek Meech.

Em vantagem numérica, chutando por trás da rede, Meech marcou o gol da vitória dos Red Wings.

Isso não quer dizer que ele seja candidato ao Troféu Norris, mas é um tapa na cara de um defensor de dois metros de altura e que não sabe patinar, chutar, passar, desferir trancos, bloquear chutes...

Uma pena que Niklas Kronwall tenha se contundido, como é de praxe nesta temporada, e esteja fora do jogo de logo mais contra o Anaheim Ducks. Ericsson vai voltar. Oh, não!

Detroit em oitavo no Oeste, com 64 pontos e rumo aos playoffs.