quarta-feira, 31 de março de 2010

H2H: os Wings, a Joe e o Deus

A Joe Louis Arena

Torcedores de Montreal podem reclamar, mas para mim não há atualmente uma arena na NHL tão cheia de história quanto a Joe Louis Arena.

Por isso, entrar no ginásio e olhar para cima é inevitável. São muitas e muitas histórias para contar.

Na quinta-feira um grupo sortudo pôde dar uma volta pela Joe Louis quase vazia, exceto pela parte administrativa e alguns garotos da liga Little Caesar. Nós entramos pela porta dos jogadores, e foi lá que começaram as surpresas.

A primeira foi a camisa de Darren Helm que o pessoal do H2H me deu de presente. Logo em seguida, a "ex-blogueira-que-agora-trabalha-para-o-time" Christy Hammond me entregou a placa autografada por todo o elenco e me disse que depois do jogo eu conheceria deus Helm.

De lá, fomos passear pelo ginásio. As paredes internas comemoram as conquistas da equipe, tanto as Copas Stanley quanto prêmios individuais. Pudemos entrar no vestiário dos visitantes, mas naquela hora o dos Wings estava trancado. Como uma boa franquia nunca esquece suas raízes, lá estava a placa que ficava próxima à antiga arena, o Olympia Stadium.

Entrando nas arquibancadas, uma história curiosa: quando a arena foi construída, em 1979, esqueceram de construir a parte reservada a imprensa. Assim, tiveram que destruir parte das arquibancadas para fazer aquela que é a pior cabine da NHL. O espaço da Fox Sports Detroit é mínimo. Também pudemos ver onde ficam, durante os jogos, Ken Holland, Steve Yzerman, Jim Nill e Derek Meech.

Saindo do gelo e indo para os corredores, o que chama a atenção são as estátuas de alguns dos maiores Wings da história. Lá estão Ted Lindsay, Alex Delvecchio e Gordie Howe (que, por sinal, hoje completa 82 anos).

Tivemos acesso a um local super-restrito, o Olympia Club. Este é basicamente um pub para os poucos que podem pagar 850 dólares por ano para não pegar filas no banheiro ou nos restaurantes. As paredes estão forradas com fotos de jogadores de Detroit de todas as épocas.

No dia do jogo

Tudo começou no treino da manhã (que já comentei anteontem), e a festa do pré-jogo foi no Hockeytown Café. Eles foram muito gentis e escreveram "Welcome to Hockeytown, Herm" ("Bem-vindo a Hockeytown") no luminoso. Na festa estavam cerca de 150 pessoas.

Pegando o ônibus para ir à Joe Louis, chegamos e fomos direto para o banco de penalidades, andando pelo gelo, para acompanhar bem de perto o aquecimento. "Roubamos" um puck e fomos para nossos lugares, que eram muito próximos do gelo apesar de serem no anel superior. Quando eu fui à cabine da Fox, um funcionário da NHL me entregou um disco usado no 1º período.

No vestiário com Deus Helm, #43

A idéia era me levar até a porta do vestiário, onde Christy iria levar Darren Helm. Mas Jim Bedard, técnico dos goleiros, me chamou para entrar. Passei ao lado de Mike Babcock mas não o vi, e quando cheguei no vestiário vi Nicklas Lidstrom dando uma entrevista.

Jonathan Ericsson passou ao meu lado, me pedindo licença para guardar seu taco junto com o dos outros. O defensor é imenso. Ao longe, na academia privativa, vi Pavel Datsyuk fazendo uma dança bizarra com as mãos na cintura.

Enquanto eu tirava fotos e mais fotos, Darren Helm chegou. Nas entrevistas ele sempre foi tímido, no pré-jogo disse que estava surpreso por ser o jogador preferido de um brasileiro, então achei que poderia ser uma conversa bem silenciosa.

Mas assim que ele chegou foi muito legal, perguntou o que eu achei do jogo, como foi o voo e não estranhou eu apertar sua mão uma vez a cada 12 segundos. Quando Christy lhe entregou a caneta para que assinasse minha camisa, ele mesmo ofereceu o taco utilizado no jogo. Depois disso, ele pareceu ficar um pouco envergonhado (e feliz) quando eu tive a coragem de contar que o chamo de Deus. Darren Helm é o cara.

Quando saí do vestiário ele estava brincando com os filhos de Kris Draper, e mais uma vez eu não pude acreditar que aquele cara tão legal é só dois anos mais velho do que eu.

Depois disso eu a Jen McRostie, que organizou o H2H, pudemos sentar no banco de reservas. Indo embora do ginásio ainda falei por 8 segundos com Paul MacLean, técnico assistente responsável pelo ataque e power-play.

Os Red Wings me receberam muito bem, com surpresas atrás de surpresas neste que foi um baita fim de semana. Fico feliz que eles sejam tão legais quanto parecem, principalmente Darren Helm (tive uma experiência ruim com um ídolo quando era pequeno, então conhecer Deus foi muito legal).

No final, saí de lá com uma camisa, um puck de treino, um puck de jogo e um taco autografado. Sensacional.

Precisava de tudo isso?

Obs.: Não vi o jogo e a internet atrapalhou até para ouvir.

Começo ótimo, tudo certo, 3 a 0 no placar. Depois ampliamos para 4-0. Depois deixamos empatar, e matamos o jogo a 77 segundos do final.

Desnecessariamente dramático, mas foi uma vitória, a 10ª em 11 jogos. Se um jogo ruim nos dá 2 pontos, não podemos reclamar.

(como teria sido ver esse time jogar desde Outubro?)

terça-feira, 30 de março de 2010

H2H: a mídia

Tem jogo hoje, então essa é a mais básica das postagens sobre o Herm to Hockeytown. Resumindo, falo sobre a cobertura do evento pela mídia de Detroit.

Vou falar, foi cansativo... Para começar, eu não sei muita coisa de inglês, e tanta gente por perto até assusta.

Já na quinta-feira, chegando em Detroit, fui à Joe Louis Arena. Lá recebi uma camisa de Darren Helm e fui avisado que conheceria Deus após o jogo de sexta. Eu estava tremendo feito um bezerro malnutrido e tinha esquecido o que sabia do idioma, mas isso não impediu os Wings de me gravarem com uma cara de imbecil.

No dia seguinte, mais calmo, fui ao treino. Provavelmente para evitar outro colapso, ninguém me avisou que Trevor Thompson, da FSDetroit, me entrevistaria ao fim do treinamento. Foi dessa entrevista que saiu o pré-jogo da FSD.

Mais tarde fomos ao Hockeytown Café, onde fui recebido logo de cara pelo pessoal da Fox 2, que também falou com mais blogueiros. A repórter, Ronnie Dahl, admitiu que não conhecia nada de hóquei, o que foi bizarríssimo. Se você é o diretor de um canal de TV de Detroit e um louco do Brasil vai assitir um jogo, você escala uma repórter que nunca viu nada do esporte? É, faz sentido.

Durante o jogo Dahl me seguiu algumas vezes, tentando perguntar mais alguma coisa. Foi complicado, já que eu já tinha mais algumas coisas marcadas.

Ainda no Hockeytwon Café eu conversei com mais um pessoal da FSD, numa entrevista que deve ir ao ar no programa Wingspan, na semana que vem. Eu aviso quando souber, e me disseram que por causa do tema do H2H o programa deve ser transmitido online.

Eles também me seguiram pela Joe Louis Arena, acompanharam minha chegada e entraram no banco de penalidades. O programa promete.

No 2º intervalo (eu acho, me perdi um pouco. sério, tinha muita gente falando) também fui entrevistado por Glenda Lewis, do canal WXYZ, o canal 7 local. A repórter até que foi legal, mas um câmera do canal tinha sido enviado ao Café mais cedo e me fez umas perguntas estranhas, como "o blog é escrito em espanhol?"

E no segundo período eu fui para o outro lado da Arena para falar ao vivo no placar da Joe Louis. No começo apenas as nossas seções da arquibancada sabiam quem era "aquele cara", mas aos poucos a torcida se juntou nos gritos de "Herm, Herm, Herm", num momentos mais legais do fim de semana.

Foi bastante gente, mas uma coisa foi meio irritante: as perguntas. "Como começou a gostar de hóquei", "quem é seu jogador favorito"? Só o cara do Wingspan perguntou algumas coisas diferentes. Mas depois do jogo, num bar que eu esqueci o nome, um repórter da revista Michigan Hockey me fez perguntas de verdade ("Howard ou Osgood" e coisas parecidas), no que acabou se tornando a mais longa conversa sobre os Wings na minha vida.

E hoje Paul Kukla falou sobre o H2H no NHL.com, e eu só tinha lido a coluna até que os ótimos leitores do blog falarem que está na página inicial do site da Liga. Fantástico.

No geral, a cidade e a mídia de Detroit me receberam muito bem, e ajudaram a divulgar o evento e mostrar que o hóquei poderia ter lugar no Brasil.

Amanhã tem mais.

Voltando ao ritmo

(se essa postagem fosse de Chris Osgood, seria péssima e trocariam de escritor no segundo parágrafo)

Hoje às 20:30 tem jogo, em casa, contra Edmonton, o pior time da Liga. Lembrando que Dan Cleary está de fora por conta de uma lesão na virilha. O time vai ao gelo com:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Cleary Bertuzzi
Miller-Draper-Williams
Eaves-Helm-Meech (2 Corvettes e 1 fusca)

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Ericsson-Lilja

O goleiro é James Howard, que foi escolhido o segundo melhor jogador da semana passada (4 vitórias, 1.22 gols sofridos, 95.8% de defesas, 1 shutout com 10 deefsas de pênalti).

À noite, provavelmente antes do jogo, a segunda parte do H2H (Cobertura) vai ao ar. É basicamente um catado de tudo que foi gravado sobre o evento.

E uma nota a mais: os Wings estão em 6º na conferência, apenas 3 pontos atrás de Nashville, com dois jogos a menos. Estamos a 9 pontos (em 14 a disputar) de 100 pontos. E essa é uma temporada fraca!

segunda-feira, 29 de março de 2010

H2H: O jogo

Dividirei o fim de semana em partes. Começo pelo "Jogo", amanhã tem a "Cobertura", seguida pelos "Amigos" e os "Wings e a Joe".

O treino

"Per beat writer and RW scout @GuiCalciolari 'Eaves looking good I think he plays tonight'" - 10:51 de Brasília

"Patrick Eaves returns to lineup for Red Wings" - Ansar Khan, 11:36 de Brasília

Assim começou o dia 26 de março em Detroit. No dia anterior fiquei sabendo que poderia assistir ao treino da manhã do jogo contra Minnesota, e logo no meu primeiro dia de "trabalho" eu já fui mais rápido do que Ansar Khan (!).

Foi engraçadíssimo chegar na Joe Louis Arena e ver, logo de cara, Todd Bertuzzi. Não por ser ele, mas por ver que ele estava na frente do gol, com seu filho a poucos metros de distância, rodando feito um Bertuzzi maluco. Sim, meus amigos, Todd Bertuzzi treina o spin-o-rama.

Um a um, os Red Wings foram saindo do vestiário. O seguinte foi Jim Howard, com exercícios para melhorar a agilidade. Foi um treino calmo, apenas 15 minutos de atividade intensa com muitos momentos de relaxamento.

Devo admitir, é sensacional acompanhar as linhas treinando. Os trios de ataque seguiam em direção aos gol seguidamente, davam a volta e repetiam o movimento, quase uma dança coreografada. O asa passa o puck para um defensor, que devolve para o central, e dali vão em direção ao gol em movimentos e passes rápidos, culminando em chutes a gol. Incrível.

Também presenciei treinos de vantagem numérica (com Tomas Holmstrom ou Johan Franzén devidamente estacionado na frente de James Howard) e treinos de faceoff. É curioso ver Drew Miller ser o central da 3ª linha após vê-lo perder todos as disputas contra Jason Williams.

Os últimos no gelo foram Derek Meech e Brett Lebda, que não participariam do jogo da noite. Por sinal, Meech levou uma bronca estrondosa após errar em seu exercício.

O jogo

Eu e mais cinco pessoas chegamos bem antes do início do jogo para acompanhar o aquecimento do banco de penalidades. Na saída do vestiário, Kris Draper derruba os discos de treino como sempre faz.

Daí fomos para nossos lugares na arquibancada. O primeiro período foi um tanto fraco, com os Wings dominando mas sem pressionar. O time de vantagem numérica foi horrível, e fiquei surpreso ao saber que o time chutou a gol 13 vezes no período, tive certeza que não tinham sido mais do que cinco.

Um gol foi assinalado para os Wilds, mas foi corretamente anulado pois o disco nunca entrou no gol. (na verdade, esteve bem longe de entrar) O jogo foi para o primeiro intervalo com 0-0 no placar.

Durante o intervalo eu subi até a cabine de transmissão da Fox Sports Detroit. No caminho, o jornalista Paul Kukla me apresentou aos homens responsáveis pelas estatísticas do NHL.com, e um deles me deu de presente um puck usado durante o 1º período. Além disso, cumprimentei Kenny Holland, que passava por mim para chegar a seu lugar. Cumprimentei o melhor gerente-geral do mundo, que estava comendo pipoca (!).

Durante os primeiros minutos do 2º período eu fiquei junto com Ken Daniels e Mickey Redmond, e pude ver como eles sabem tanto sobre todos os jogadores adversários: pequenos cartões com dados sobre cada jogador. Além disso, assistentes passam a noite conversando entre si para descobrir mais informações sobre o oponente.

Eu estava lá em cima quando os dois primeiros gols da noite aconteceram, e me segurei para não comemorar em voz alta (regras da casa). O primeiro foi de Franzén, em bela jogada após passe de Williams. Logo em seguida a lendária conexão Lidstrom-Holmstrom aconteceu, resultando no segundo gol, desta vez em vantagem numérica. Não sei se os gols saíram por eu estar lá em cima ou se foi porque os torcedores assumiram a mania de perseguição e se uniformizaram em seus chapéus de papel alumínio.

Só sei que voltei para meu lugar temendo que os únicos gols da noite fossem aqueles dois e eu não tivesse comemorado nada do jeito certo. Jonathan Ericsson corrigiu isso, num lance que ainda não tenho certeza se ele participou. Desviar o disco meio milímetro vale um gol. Datsyuk fez a Joe Louis Arena explodir ao fazer o quarto gol do time em 10 minutos, e a festa era completa. Andrew Brunette descontou para Minnesota.

Depois de um intervalo bem cansativo (esperem por amanhã) voltamos para o 3º período desejando faliz aniversário para Jim Howard. Provavelmente emocionado, Jimmy deu um gol de graça para o Wild e olhou diretamente para nossa parte da arquibancada. O time não se deixou abater e logo em seguida marcou o quinto gol da noite, no segundo gol de Franzén (que também teve duas assistências). Menos de dois minutos depois foi a vez de Drew Miller fazer um belo gol e aumentar a alegria dos 20066 torcedores na arena lotada.

Daí para frente o jogo foi tranquilo, com poucas chances. Howard fez uma boa defesa com a luva (que por sinal está melhorando muito) e só. E tem um detalhe: Darren Helm é rápido mesmo. Falando sério, o jogo é bem mais rápido ao vivo, quando vemos a distância que os jogadores percorrem em tão pouco tempo. Mas teve um momento, faltando 5 minutos para o fim do jogo, que Helm pareceu sair voando. Ele estava muito, mas muito atrás do defensor, e mesmo assim conseguiu alcançar o disco antes. Foi absurdamente fantástico.

Fim de jogo, Detroit 6-2 Minnesota. Muita festa, torcida alegre e mais 2 pontos na classificação.

Não sei exatamente como encerrar isso aqui, então vou começar os agradecimentos que vou fazer toda hora: obrigado EA Sports, André José Adler, Marco Alfaro e Regis Nestrowski por me apresentarem o hóquei no gelo, tudo começou com vocês.

Amanhã tem mais.

Estou vivo

Oi, povo. Só para vocês saberem, estou inteiro e logo posto sobre o H2H. E como tem muita coisa para falar, vou fazer uma "série" de postagens, a primeira delas será sobre o jogo (já que ele foi ates de ontem. passou rápido).

Foi mal pela falta de postagens, hoje à noite tem mais

sábado, 27 de março de 2010

A peregrinação!

Já dizia Zeh, mentor etílico de dezenas e fundador desse veículo blogueril: se fordes um bom torcedor e postardes incessantemente, ser-te-á reservada a recompensa maior.

Muitos duvidaram, porém os depravados hoje assistem o quão longe um de nós chegou. Guilherme Calciolari caminhou pelos corredores da Joe Louis Arena com confiança extrema, chegou a ignorar a presença de um treinador campeão olímpico e três vezes finalista da copa Stanley, dividiu protagonismo numa fotografia que também continha o atual e futuro capitão de nossa amada instituição. Como se fosse pouco, passou um tempo na morada que já foi de Bob Probert, Joe Kocur e Dennis Polonich.

Pense que, enquanto buscávamos fontes dignas - chegando a usar o glorioso Ultra S. para driblar a nefasta segregação hoqueística do Yahoo Sports - para acompanhar o prélio contra o Minnesota Wild, nosso correspondente(?) internacional fazia parte da mesma, dividindo o microfone com o duo Ken Daniels e Mickey Redmond !

Emoções diversas que quase sempre estiveram acompanhadas de uma feição incrivelmente sisuda e inabalável. Porém, a antes inexorável face do nosso audaz peregrino alvirrubro, cedeu diante de seu ídolo:



Até mesmo no noticiário da Fox 2 nosso estelar blogueiro apareceu. Os âncoras deixaram de lado - por breve momento - a crise nababesca que agride Michigan para falar da paixão de Herm pelos Red Wings.

Ele, que nunca havia dividido um mesmo m² com outro de sua espécie, pode usufruir de toda a juvenilidade de alguns dos mais ilustres membros do mais desafiador e desmedido blog que se tem notícia, o A2Y - os ativistas que fizeram com que tudo isso fosse possível, além de terem praticado o bem, coletando cerca de 5 mil pilas verdes para o hospital infantil de Michigan.

Óbvio que é imperativo que toda essa experiência se transforme em postagens. Muitas postagens por parte de Calciolari. Quiçá também um livro, uma minissérie e uma linha de artigos esportivos. Exigimos isso. Começando com nosso primeiro recap acompanhado In integrum e In Loco . O que de melhor aconteceu no jogo que nos deixa mais perto da pos-temporada.

E fica a dica: lembrem-se de como tudo começou. Calciolari transbordou esse recinto com comentários e postagem desde que descobriu essa intrépida URL. Portanto postem, comentem até vossos dedos sangrarem. Até que as 14 falanges de vossas mãos diluam-se. Todos merecemos a dádiva de pisar nos mesmos caminhos percorridos por Yzerman, porém apenas os perseverantes poderão chegar lá.

Postai-vos!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Dia santo

Aaaaaaaaaaah! 26 de março, dia sagrado.
Uma oração para Santo Darren McCarty, padroeiro do Detroit Red Wings.

Aniversário de Jimmy Howard, nascido em 26 de dezembro de 1984. "O cara é abençoado de nascença!", escreveu Marcelo Constantino.

O maior goleiro da história do Detroit Red Wings (alguém discorda, depois do que ele fez com Claudesby?) completa 26 anos.

Hoje é dia do grande evento Herm 2 Hockeytown, que levou o nosso companheiro Guilherme Calciolari para Detroit. A essa altura (19h15), Herm está a caminho da Joe Louis Arena para assistir ao jogo contra o Minnesota Wild.

Os Red Wings terão time completo (Patrick Eaves de volta), com Howard fazendo sua 21.ª aparição consecutiva. O último goleiro novato a iniciar tantos jogos em Detroit foi Roy Edwards, em 1967-68, com 23 partidas.

Com 30 vitórias, 92,2% de defesas e 2,35 gols sofridos por jogo, Howard está entre os dez melhores da liga em todos esses quesitos, o que o coloca como um dos fortes candidados ao Troféu Calder. Desde 1965, os Red Wings não elegem o calouro do ano.

Nossos parabéns a McCarty, Howard e Calciolari, os heróis do 26 de março.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A 2 é a 1

A linha 2 é a linha 1.

Desde que Mike Babcock reuniu Valtteri Filppula e Henrik Zetterberg na segunda linha de ataque, seja com Dan Cleary, seja com Todd Bertuzzi, esse se tornou o principal trio ofensivo dos Red Wings.

A "virada" do time pós-Olimpíadas começou quando Johan Franzen voltou de contusão e despertou o melhor em Pavel Datsyuk, mas há alguns jogos quem rouba a cena é Zetterberg.

"Os melhores jogadores têm que ser os seus melhores jogadores."

Certo, Babcock?

Também desde que foi promovido à segunda linha, Bertuzzi se destaca ofensivamente, em grande parte porque seu entrosamento com Filppula é notório.

Maaaaaaaaaaaas, e sempre tem um mas, o jogo de ontem foi perigoso. Os Wings venceram porque Ty Conklin estava em uma noite pior do que Chris Osgood com sono (créditos para o Cauê). Os Blues atacaram mais, pelo menos é o que dizem os números.

Ainda sobre o jogo, palmas para o golaço de Paul Kariya, que deu uma caneta em Brian Rafalski e chutou por baixo de Jimmy Howard.

Faltando nove jogos para o fim da temporada regular, precisamos de três vitórias para chegar aos 94 pontos, mas ao que parece, iremos mais longe. Que tal fugir do Chicago e do Vancouver e pegar o San Jose?

E não se esqueçam: amanhã é dia 26 de março. É o dia do Herm to Hockeytown e o aniversário de 13 anos do maior jogo da história do universo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Jogo de hoje e até daqui a pouco

Hoje tem jogo na Joe Louis, contra os Blues.

Patrick Eaves continua de fora, Dan Cleary voltou.

(Mula-Datsyuk-Homer
Flip-Zetta-Tuzzi
Cleary-Miller-Williams
Draper-Helm-Meech)


Não vou ver o jogo porque viajo esta noite, espero poder dar um "alô" nesses dias.

Até mais.

(e gostei da discussão no último tópico)

terça-feira, 23 de março de 2010

Rivalidade

1. Concorrência, competição.
2. Desejo pelo mesmo objeto
3. Ódio mortal entre associações esportivas e seus admiradores

Quem são os maiores rivais do Detroit Red Wings? Numa lista curta, sem ordem nenhuma, podemos alinhar Chicago, Toronto, Montreal, Denver, St. Louis, Anaheim, Dallas, e mais alguns etceteras.

Mas é claro, rivalidade é algo subjetivo. Não vejo os Blue Jackets ou Nashville como rivais, mas eles nos odeiam. O Corinthians não vê tanta graça em ganhar do Santos quanto o Santos vê em ganhar do Corinthians. Mesma coisa, provavelmente, de Flamengo e Botafogo ou Cruzeiro e América-MG.

Para mim, alguns itens são necessários para consituir uma rivalidade.

  1. O rival deve ser bom e conseguir ganhar de vez em quando
  2. O rival deve ter nos enfrentado em séries de playoffs passados, e cada um deve ter pelo menos uma vitória
  3. Pelo menos uma briga ou confusão
  4. Ódio
  5. Os times devem se enfrentar regularmente
Falo isso para tentar avaliar se considero os Penguins nossos novos grandes rivais. Passo a passo, vamos lá.
  1. Sim, os Penguins são um bom time, e já trocamos Copas Stanley. Ok
  2. Novamente, as duas finais de Copa. Ok
  3. Tivemos a confusão de Malkin com Zetterberg nas Finais do ano passado, e os segundos finais de ontem foram ainda mais intensos. Ok
  4. Não confundam o ódio com as brigas. "Ódio" são os Pens babacas comentando nos blogs dos Wings ou a gente querendo degolar Sidney Crosby. Ok
  5. São 17 confrontos desde as Finais de 2008, mais até do que Wings-Blackhawks. Mas só vão manter esse ritmo se chegarem à terceira final consecutiva. E aí?
É esse último requisito que me impede de declará-los inimigos públicos em Michigan, no ABC paulista, e Minas e em Fortaleza.

E, mais do que a rivalidade entre os times, existe a rivalidade entre dois grandes jogadores, Henrik Zetterberg e Sidney Crosby. As estatísticas desde 2005-06, incluindo playoffs, em jogos entre Wings e Penguins:
  • Zetterberg: 19 jogos, 9 gols, 11 assistências, +5
  • Crosby: 19 jogos, 5 gols, 14 assistências, -2
Crosby é muito esnobe para admitir, mas ninguém na Liga sabe defendê-lo como Zetta. E, como alguém disse ontem no twitter, "se você transforma Crosby em ser humano, pode ver que tipo de ser humano ele é".

É um ser humano infantil, que tinha o disco nos pés para fazer um gol mas preferiu dar tacadas despropositadas nas costas de Zetterberg. Mais tarde, Hank declarou que sabia que era Crosby antes mesmo de se virar, pois o canadense sempre faz isso. E meus parabéns a James Howard, que interviu na situação porque, segundo ele, "Crosby faz isso todo hora e estava na hora de parar".

Por enquanto, não sei quem é ou não nosso maior rival. Acho que ainda voto por Anaheim. Só lamento que o calendário da Liga só nos reserve 2 datas por ano para acompanhar Red Wings vs. Penguins, Zetterberg vs. Crosby, aqueles que poderiam ser os grandes duelos da NHL.

segunda-feira, 22 de março de 2010

As mãos de Howard

Um momento inesquecível da temporada 2009-10: Jimmy Howard saindo do gol para "atacar" Sidney Crosby.

Impagável. Inesquecível. O suficiente para ganhar o 0,2% da torcida que ainda não o admirava.

Além dos dois minutos por roughing, Howard fez 26 defesas (algumas muito boas), levou uma joelhada na cabeça e só não foi o nome do jogo porque Henrik Zetterberg marcou dois gols e uma assistência, além de ser o dono do joelho imprudente.

Howard será finalista do Troféu Calder e, a julgar por suas últimas atuações, pode trazer esse prêmio para Detroit — e para o Red Wings Brasil, por que não?!

Bom jogo dos companheiros de linha de Zetterberg, Todd Bertuzzi e Valtteri Filppula. O finlandês definitivamente pertence a essa linha e assim será até o fim. Bertuzzi não cagou o pau e deu duas assistências, além de ter participado do imbróglio final.

Entre um buffering e outro, foi o que eu vi. Diga o que você viu.

O Detroit abriu quatro pontos de vantagem para o Calgary e já está a um ponto do Colorado.

WINGS, porra! HOWARD!

Classe?

Wings vs. Penguins (criativo, né?)

Poderia ficar falando sobre como essa é uma revanche, odeio Crosby e Lemieux é enrustido, mas prefiro xingar essa temporada mais uma vez.

Patrick Eaves e Dan Cleary de fora, Brad Stuart quase não foi para o jogo e Todd Bertuzzi ainda é um dos que jogaram todas as partidas até agora.

Dizem que o time vai usar só três linhas de ataque, mais ou menos assim:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Bertuzzi
Miller-Helm-Williams

Kris Draper e Derek Meech entrariam de vez em quando, e Brett Lebda fica esperando ser chamado. No gol, claro, Jim Howard.

Jogo às 20hs de Brasília, na Joe Louis Arena.

Let's go Red Wings!

domingo, 21 de março de 2010

Wings depois das 10

Com a vitória sobre o Vancouver Canucks na noite de sábado, o Detroit completou dez jogos pós-Olimpíadas.

Para a felicidade da nação alvirrubra, o retrospecto do time é muito bom, com 15 pontos conquistados em 20 possíveis. Com 75% de aproveitamento ao longo de toda a temporada, os Wings estariam na primeira colocação geral da liga, com folga.

Na tabela abaixo, o resultado de cada jogo e o palpite deste modesto blogueiro, publicado no post de 26 de fevereiro. O Detroit superou as minhas expectativas.


Detroit Red Wings - 10 jogos
# Mês Dia Local Adversário Resultado Devaneio
1 Março 1 Fora Colorado V V
2 Março 3 Casa Vancouver D OT
3 Março 5 Casa Nashville V V
4 Março 7 Fora Chicago V D
5 Março 9 Casa Calgary D V
6 Março 11 Casa Minnesota V V
7 Março 13 Casa Buffalo V V
8 Março 15 Fora Calgary V D
9 Março 19 Fora Edmonton OT V
10 Março 20 Fora Vancouver V D
Total 7-2-1 6-3-1


Os Red Wings, com 83 pontos em 71 jogos, precisam de 5-5-1 nos últimos onze jogos para alcançar os 94 pontos. Pela frente estarão Pittsburgh, St. Louis, Minnesota, Nashville (2), Edmonton, Columbus (3) e Chicago.

Com a derrota de domingo, o Calgary Flames tem 81 pontos em 72 jogos e, para atingir a mesma marca, terá que compilar 6-3-1 nos últimos dez jogos. Seus adversários serão Anaheim, NY Islanders, Boston, Washington, Phoenix, Colorado, Chicago, San Jose, Minnesota e Vancouver.

O caminho dos Wings é muito mais tranquilo. Playoffs, aí vamos nós!

Eu amo hóquei

Reciclando: Pisque os olhos. Piscou? Nessa hora da noite, provavelmente, seu piscar levou uns 5 décimos de segundo. Uma piscadela veloz leva 2 décimos. E Brian Rafalski Henrik Zetterberg nos salva em 3 décimos.

Sem Patrick Eaves (dores de cabeça) e Dan Cleary (virilha), com Meech e Ericsson tentando jogar no ataque, com um Luongo absurdamente bom do outro lado, os Wings conseguem mais uma vitória.

Alguns comentários:

  • segundo jogo seguido em que os Wings marcam um gol com 0.3 segundo faltando. Fantástico
  • ganhamos 5 de 6 pontos disponíveis na viagem ao Canadá. Ótimo
  • foi um jogo com intensidade de playoffs, sem dúvida
  • no dia de seu aniversário, Filppula teve 1 gol e 2 assistências. Parabéns
  • Zetterberg está oficialmente "de volta". Ele e Datsyuk pegando fogo, ninguém segura
  • não duvide de James Howard na pós-temporada. O garoto sabe lidar com a pressão
  • não importa se Bertuzzi marcou pela primeira vez em 3 séculos, ele armou contra-ataques para Vancouver toda hora
  • temos 2 pontos de vantagem na briga pela 8ª posição, e não estamos longe do 5º colocado
Próximo jogo na segunda-feira, em casa, contra os Pinguins.

Let's go Red Wings!

sábado, 20 de março de 2010

Se não bastasse o Bertuzzi...

O mais novo atacante dos Wings é Jonathan Ericsson.

Patrick Eaves levou um tranco que atingiu sua cabeça na partida de ontem, está tonto e com dores, e não joga nesta noite (pelamordedeus, concussão NÃO).

Assim, para manter a tradição milenar de não jogar com Derek Meech, Mike Babcock pretende usar Sony Ericsson no ataque. O garoto foi central pela maior parte de sua carreira, até que um dia foi obrigado a jogar na defesa. Justo naquele dia, o olheiro Hakan Andersson foi observá-lo, e convenceu Sony a se tornar defensor.

Mas pelo menos por uma noite, Ericsson joga no ataque, não como central, mas como ala. O time não treinou hoje, por isso é meio complicado projetar linhas, mas vou arriscar:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Cleary
Bertuzzi-Miller-Williams
Draper-Helm-Ericsson

(imagino que Sony não esteja no gelo sempre que "sua linha" estiver. assim como com o central da 3ª linha, Babcock deve rotacionar jogadores mais acostumados com a posição)

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Lebda-Lilja

(a não ser que Babcock tenha tomado chá de cogumelo e use Meech no terceiro par)

Jim Howard começa no gol mais uma vez.

O jogo é às 23hs de Brasília, em Vancouver, e se o time não pontuar perde a 8ª posição.

Let's go Red Wings!

Rafalski nos dá o ponto que não merecíamos

Pisque os olhos. Piscou? Nessa hora da noite, provavelmente, seu piscar levou uns 5 décimos de segundo. Uma piscadela veloz leva 2 décimos. E Brian Rafalski nos salva em 3 décimos.

Quer saber como estavam os Oilers?

-o goleiro titular de hoje não tinha nenhuma vitória em 13 jogos na temporada;
-5 jogadores contundidos sem previsão de retorno;
-4 outros contundidos por pouco tempo; e
-é o pior time da Liga, 11 pontos a menos que o segundo pior.

O que fazemos? Jogamos com três linhas desinteressadas, tentamos nos arranjar com os Red Corvettes, chutamos 33 vezes no logotipo do goleiro e jogamos uma vitória no lixo.

Nos primeiros 6 minutos de jogo, 11 chutes de Edmonton, dois gols deles. Jim Howard fez o que pôde, mas o time ainda pensou que estava de férias.

Patrick Eaves diminuiu no 2º período, pouco tempo antes de sair do jogo machucado. Amanhã deve ser examinado. (se ele não jogar, nenhum Griffin cabe no teto salarial, portanto é o Meech no ataque)

O gol de empate, como já disse, foi de Rafalski a 0.3 segundos do fim do 3º período.

Vitória por 3-2 de Edmonton, nos pênaltis. Amanhã é contra Vancouver, e se não ganharmos voltamos ao 9º lugar.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Hudler, Homer, Z-A e o jogo de hoje

Depois de uma boa temporada na KHL, Jiri Hudler e seu time, o Dynamo Moscow, foram eliminados nos playoffs da Liga Continental. A pergunta é, ele fica por lá ano que vem?

Ken Holland deu entrevistas aós conversar com o empresário de Hudler, e indicou que seu contrato com o Dynamo pode ter opção de rescisão ao fim do primeiro ano, e os Wings gostariam de exercer essa opção. Acho difícil, muito improvável que seu agente abra mão desse contrato (e sua comissão).

Quem está quase garantido para a próxima temporada é Tomas Holmstrom. O sueco perdeu alguns jogos neste ano, mas não foram fruto de desgaste, e sim de um acidente de trabalho. Assim, ele está interessado em jogar mais um tempo pelo time, assim como Holland quer contar com ele.

Holland disse que os dois imaginam um contrato entre 1 e 3 anos e podem chegar a um acordo até o início da pós-temporada.

Outro que pode chegar ano que vem é o anão norueguês Mats Zuccarello Aasen, destaque de seu país nas Olimpíadas apesar de sua baixa estatura (1.70m). Jornais europeus indicam que Z-A (não vou escrever de novo) chamou atenção de Steve yzerman e que poderia ser trazido para Grand Rapids na próxima temporada.

Com medo de um Leino 2.0, perguntei para um amigo norueguês o que ele acha de Z-A, e ele afastou a chance de termos outra lesma em gelo, destacando o esforço de Mats.

E claro, hoje tem jogo, e com uma notícia péssima: Jonathan Ericsson no gelo. O time vai enfrentar Edmonton (22h30 de Brasília) com:

Franzen-Datsyuk-Holmstrom
Cleary-Zetterberg-Filppula
Bertuzzi-Miller-Williams
Draper-Helm-Eaves

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Ericsson-Lilja

Howard

Edmonton é o pior time da liga, então uma vitória é obrigação.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Leia-me

O dia 26 de março de 1997 dispensa qualquer comentário. Basta dizer que é o meu jogo favorito.

Mais do que uma sugestão, este link é de leitura obrigatória. E este aqui também.


Aproveitem e me digam quem nunca assistiu ao maior jogo de todos os tempos. Quem sabe eu não faço umas cópias?

quarta-feira, 17 de março de 2010

Contagem regressiva


Aproveitando a folga de três dias entre os jogos, quero lembrar que daqui a 9 dias, na partida contra Minnesota, acontecerá o evento "Herm to Hockeytown". Se você ainda não sabe o que é, aqui está a história.

Resumindo as coisas:

A viagem e o blog

Saio daqui na noite de quarta-feira (dia 24), chegando em Detroit por volta de meio-dia de quinta-feira. O voo de volta sai no começo de noite do sábado, chegando em São Paulo domingo pela manhã.

Durante este tempo, não sei se conseguirei postar. Não tenho laptop e não sei quanto tempo ficarei próximo a um computador. É mais provável que eu apareça de vez em quando no twitter, me sigam aqui (aproveitem e sigam o Humberto).

É claro que, assim que voltar, contarei tudo aqui.

Os eventos

Como eu disse, chegarei em Detroit na hora do almoço. Ryan Michaels, o funcionário dos Red Wings que nos conseguiu os ingressos, vai me levar em um "tour" pela Joe Louis Arena às 16hs. Esperem muitas fotos.

Na sexta, dia do jogo, os 115 participantes do H2H vão se encontrar às 16hs no bar de esportes Hockeytown Café, numa festa reservada . Às 18hs ônibus vão começar a levar esse povo todo para a Joe Louis Arena.

Eu devo estar no primeiro ônibus, já que o Ryan também arranjou para que eu e mais dois sortudos fiquemos sentados no banco de penalidades durante o aquecimento. Na hora do jogo, ficaremos nas seções 225 e 226, com essa vista aqui.

No primeiro intervalo eu serei levado à cabine da Fox Sports Detroit. Não sabem se eu vou aparecer na transmissão ou não, mas sei que vou ficar por lá durante o intervalo e alguns minutos do 2º período. Depois disso, de volta à arquibancada.

Prêmios e doações

Como já disse anteriormente, cada $5 dólares doados valem um cupom no sorteio de vários prêmios. Esses prêmios foram disponibilizados pela Associação de Jogadores da NHL, por editoras, escritores, e pelos próprios jogadores, pelo time e pela NHL. Para ver a lista completa dos prêmios, clique aqui.

Se quiser concorrer, doe pela página inicial do site oficial. Se não tiver conta do Paypal ou cartão de crédito, me envie um e-mail que a gente dá um jeito. Essas doações devem ser enviadas até o dia 23, e tudo o que for doado será encaminhado ao Hospital Infantil de Michigan.

Live chat

A idéia surgiu nos posts "ao vivo" do Humberto, e há algum tempo a gente quer ver se consegue fazer um live chat com mais de uma pessoa pelos comentários.

Com o intuito de comentar ao vivo todos os jogos dos playoffs, o jogo do H2H vai funcionar como um teste para ver se dá certo ou não. Abriremos uma postagem uma hora antes do jogo e esperamos que todo mundo do orkut e do janelão do MSN venha para cá dar pitacos sobre a partida.

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É isso, agora é só esperar e aproveitar.


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Adendo
Jovens mancebos e mancebas do meu Brasil varonil.

Como a maioria de vocês sabe, este blog é internacional já há algum tempo e nada mais merecido do que o reconhecimento real disso.

Nosso estagiário de luxo, Guilherme, está vivendo um momento que nem eu nem o Humberto sonhamos quando brigávamos noite após noite imaginando em fazer este blog. Admito que a vida de quase quatro anos dele só é possível pela participação de cada um de vocês, que torcem, visitam, comentam e, mais que isso, levam o amor pelo hóquei e pelo Detroit Red Wings a instâncias inenarráveis.

Eu não acreditava que chegaríamos até aqui; melhor, que passaríamos por aqui, pois ainda vamos chegar a lugares muito mais distantes e cheios de luz.

Parabéns Guilherme, pela falta do que fazer e a consequente enxurrada de comentários que culminaram com sua chamada para o time profissional deste periódico e sua ida ao Paraíso.

De um jeito ou de outro, sinto-me orgulhoso por -- mesmo que indiretamente -- ter plantado a semente que faz sua visita a Meca possível.

Um abraço, zeh.

terça-feira, 16 de março de 2010

Rindo à toa

("à toa" o caramba)

James Howard e Tomas Holmstrom. Heróis desta noite.

Howard pegou pênalti, não deu rebotes, só deixou passar um de 23 chutes. Homer foi o que a gente conhece, estacionou na frente do goleiro e fez o gol da vitória com menos de 2 minutos para o final. Ninguém faz o que Holmstrom faz.

E claro, destaque para Darren "Deus" Helm, Patrick "Larry" Eaves, Drew Miller Lite, Wally Filppula e Hank Zetterberg, ases em matar penalidades, não importa se jogar 25 minutos com um homem a menos. É passe cortado, é chute bloqueado, é tranco, é pressão. São 10 partidas seguidas sem levar um gol em desvantagem numérica.

Detroit fez o que a gente sempre soube que podia fazer. Jogou bem (não aniquilou, mas foi bem) e foi buscar a virada com dois gols nos finais de período. Calgary se aguentou o quanto pôde com Kiprusoff, mas os Wings fizeram aquele jogo ao velho estilo Wings, com todos os jogadores contribuindo (Bertuzzi e Lebda não são jogadores).

A vitória nos deixou na 8ª posição. Encostamos em Nashville (1 ponto a menos) e abrimos vantagem sobre os Flames (3 pontos agora), todos com 69 jogos disputados.

Let's go Red Wings!

segunda-feira, 15 de março de 2010

O jogo do ano (até agora)

Detroit Red Wings, 8º na Conferência Oeste, 78 pontos em 68 jogos (33 vitórias).

Calgary Flames, 9º no Oeste, 77 pontos em 68 jogos (34 vitórias).

Não estamos garantidos nos playoffs, mas esse jogo é quase mata-mata. Apenas a vitória interessa para o time de Detroit, já que mesmo uma derrota no tempo-extra ainda nos tira do G8, no critério de desempate.

As equipes se enfrentaram 3 vezes na temporada, e o time visitante sempre venceu.

Descansando desde sábado, os Wings enfrentam um time vindo de uma derrota ontem à noite, na casa do adversário. O jogo é às 22h30 de Brasília. Detroit está contando com os times especiais para manter a boa fase (5-2 desde as Olimpíadas). O time de vantagem numérica anotou gols em 9 jogos seguidos, com 31% de sucesso, enquanto a desvantagem numérica matou 43 das últimas 46 penalidades (93.5%).

A partida abre uma sequência de 3 jogos no oeste canadense, com jogos em noites seguidas contra Edmonton e Vancouver na sexta e no sábado. Depois dessa viagem faltarão apenas 11 jogos para o fim da temporada regular (7 deles em casa), e o time não pode se dar ao luxo de perder partidas em sequência.

Let's go Red Wings!

sábado, 13 de março de 2010

Alívio

Quadragésimo-segundo sinal de que a temporada está um horror: as vitórias não nos deixam felizes, apenas aliviados. E claro, assim que acaba o jogo, vamos correndo para a tabela de classificação.

Com um jogo a mais, um ponto a mais do que Calgary. Passaremos a noite em 8º lugar. Que nojo deste ano...

A vitória por 3 a 2 na prorrogação foi mais uma epítome (!) do que é esta temporada: alguns minutos inspirados, alguns minutos risíveis, alguns minutos de "quero matar Bertuzzi e Lebda".

Jim Howard jogou o suficiente para vencer, fez algumas boas defesas, foi mal no lance do segundo gol e contou com a sorte num lance de fliperama no fim do jogo, mas se aguentou e continua melhorando após uma volta conturbada no começo do mês.

Gol da vitória marcado por Brian Rafalski versão olímpica, em mais um gol de vantagem numérica. Os times especiais vivem um momento ótimo, o que atrapalha é o 5-contra-5.

Agora os Wings seguem numa viagem pelo oeste canadense, e só voltam para casa na segunda-feira que vem.

SAC Red Wings Brasil

Comentando comentários (rá!) recentes:

Na boa, estou cansado de jogadores que dizem serem importantes, e são pelo que ganham, sumirem em jogos decisívos, 7 milhões por ano prá marcar um golzinho aqui, um golzinho "empty net" ali [sobre Henrik Zetterberg] - Leandro

Fui o primeiro a questionar as atuações do Zetterberg, mas também não vamos forçar a barra. O cara tem um Conn Smythe no currículo e já ganhou muitos jogos para o time. Além disso, continua sendo uma força na defesa.

Zetterberg faz uma temporada muito abaixo do que pode fazer, mas não é "pipoqueiro". Mas é claro que vou cobrar se ele sumir de novo.

Seria ele capaz de suportar ser o próximo capitão do time? - Leandro, no mesmo comentário

É 90% certo que Zetterberg assume o C no momento que Lidstrom pendurar o patim. Fora essa temporada, ele sempre foi um jogador consistente, e sempre deu o exemplo de como funcionar com ou sem o disco. E seu jogo melhora muito na pós-temporada, parte integral do conceito de "liderança".

Só tenho um problema com Zetta capitaneando os Wings: sua fragilidade. Ele vive perdendo joguinhos aqui e ali, tem problemas conhecidos nas costas e na virilha, além da recente contusão no ombro que afetou seu jogo recente e ainda não sabemos o que causará em longo prazo. Sinceramente, prefiro ter um capitão com a menor chance possível de me deixar na mão num momento decisivo.

Mas quando Lidstrom for embora, Zetta é o cara.

Bônus: no futuro, daqui 2 ou 4 anos, C de Zetterberg, A de Datsyuk e A de Helm.

Achava meio perseguição de vocês em relação ao Bertuzzi, mas analisando os últimos jogos, junto a falta de ontem no momento em que mais precisavamos de todos, deixa a camisa e aposenta ele. - Daniel Santos

Admito, por um bom tempo, foi perseguição. Então chegou Dezembro e ele voltou a ser normal, e de lá para cá se tornou um inútil de novo.

Minha internet está péssima recentemente, de modo que só ouço a maioria dos jogos. Um dos nomes menos falados nas transmissões é o de Bertuzzi, e quando é citado, normalmente, a frase tem um desses elementos: "passe errado", "leva um tranco", "chuta para longe". Também tem bastante "penalidade de Bertuzzi", já que ele é sim perseguido pela arbitragem, mas ainda assim continua fazendo jogadas de risco.

E não sei como um cara daquele tamanho perde o disco tão facilmente. Qualquer toque nele faz com que perca o controle do puck, e ele joga como se tivesse 1,50 m. Isso é ridículo.

Pra que serve esse botão? - Dee Dee

Só uma coisa, o Lilja e o Lebda estão em final de contrato, logo estariam eles jogando para permanecer nos Wings? - Leandro

Para ser justo com Andreal Lilja, a temporada passada dele vinha sendo muito boa até a concussão. Ele parece ter continuado na mesma toada, jogando sério e sem errar muito.

Brett Lebda está jogando um pouco melhor do que jogava ao lado de Lilja, mostra certo amadurecimento. Mas não acho que seja por ser o último ano de contrato, afinal ele já fez muitas bizarrices nesta temporada. E é claro que é melhor jogar ao lado de Lilja do que de Jonathan Ericsson.

Quem joga hoje à noite? - Ninguém

Na Joe Louis Arena, 21hs de Brasília, contra o Buffalo Sabres. O mesmo time do jogo passado estará no gelo, mais especificamente:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Cleary
Bertuzzi-Miller-Williams
Draper-Helm-Eaves

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Lebda-Lilja

Jim Howard no gol.

Buffalo jogou ontem, mas utilizou o goleiro reserva para ter Ryan Miller à disposição nesta noite. Merda. Será a terceira partida na temporada entre os irmãos Miller, até agora cada um tem uma vitória.

Quando muda o horário? - Ninguém

A mudança de horário nos Estados Unidos é amanhã, ou seja, apenas um hora de diferença daqui pra frente.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O retorno da múmia

No dia 1.º de março, 366 dias depois de sua última aparição, Andreas Lijla voltou a vestir a camisa do Detroit Red Wings.

A briga com Shea Weber, do Nashville Predators, em fevereiro de 2009, deixou sequelas que afastaram o Gigante Epaminondas do hóquei por todo esse tempo, além de tê-lo obrigado a conviver com a possibilidade de nunca mais retornar ao jogo.

É preciso fazer fazer nosso mea-culpa: nós nunca sentimos saudades dele. Lilja era um bonde, um defensor muito ruim e sonhávamos com seu enforcamento em praça pública ao meio-dia de uma sexta-feira 13.

Mas aí veio a sinistra temporada 2009-10, a campanha irregular do Detroit, uma sucessão de erros, contusões, erros, derrotas, erros e mais erros. Até que alguém enxergou em Lilja a salvação.

Bom, mande esse cara para o oftalmologista. Lilja não é salvação.

Mas, e sempre tem um mas, ninguém pode reclamar do pior camisa #3 da história do hóquei, que tem feitos bons jogos, trazendo uma segurança inédita para o terceiro par defensivo dos Red Wings.

Em seis jogos desde o seu retorno, Lilja tem uma assistência, quatro minutos de penalidades e três chutes a gol, desferiu 16 trancos, bloqueou oito chutes e perdeu o disco quatro vezes. Ele esteve no gelo em três gols marcados e três gols sofridos. Com saldo de 0 no +/-, Lilja é o terceiro melhor da defesa, atrás apenas da dupla principal (Nicklas Lidstrom e Brian Rafalski)

Aos poucos, conforme recupera sua melhor forma, Lilja vai recebendo maior tempo de gelo. Ele já está no time de matar penalidades, ao lado de Lidstrom. Nos quase 12 minutos (11:53, sendo 1:58 por jogo) em que estiveram em desvantagem numérica com Lilja no gelo, os Red Wings não sofreram gols.

Em média, o Gigante Epaminondas atua por 14:31 por partida.

Abaixo, a tabela com os defensores do time e o tempo de gelo por jogo, total e por situação.

Jogador Jogos TG 5-5/J TG PP/J TG SH/J TG/J
N. Lidstrom 67 18:23 4:03 3:06 25:33
B. Rafalski 63 19:02 3:54 1:19 24:16
B. Stuart 67 18:43 1:17 3:34 23:35
N. Kronwall 33 16:52 2:27 2:06 21:26
J. Ericsson 49 14:53 0:09 2:18 17:21
B. Lebda 60 14:51 0:04 0:10 15:06
A. Lilja 6 12:31 0:01 1:58 14:31
D. Janik 13 12:03 0:00 1:24 13:28
D. Meech 42 11:15 1:31 0:04 12:51
J. Kindl 3 10:02 0:47 0:00 10:49

Legenda:
TG 5-5/J: tempo de gelo em 5-contra-5 por jogo
TG PP/J: tempo de gelo em vantagem numérica por jogo
TG SH/J: tempo de gelo em desvantagem numérica por jogo
TG/J: tempo de gelo total por jogo

Não queime a minha Lilja, língua.

Ah,se fosse sempre assim...

Jogo na Joe Louis Arena contra o Minnesota. (eu perdi o voo? não, ainda bem) Vitória por 5 a 1, com ótimas partidas de Zetterberg, Franzén e Howard. Destaque também para o excepcional trabalho da linha de desvantagem numérica, especialmente de Patrick Eaves.

O time está em nono, mas ainda separado por um ponto da sétima colocação.

Complementando: (por Humberto)
Os Wings não podem reclamar da sorte no jogo de ontem.

A começar pela escalação do goleiro reserva do Minnesota, Josh Harding, já que Niklas Backstrom estava machucado. #Sorte1

Harding "ajudou" no primeiro gol de Johan Franzen, um chutaço da Mula numa jogada em que os Red Wings não estavam em vantagem numérica, mas dominaram o disco no ataque como jogassem em 5-contra-3, graças ao esforço de Tomas Holmstrom.

Homer, aliás, deixou todos os torcedores boquiabertos (!) ao marcar um gol quase da linha azul. Sem dúvida alguma, é o gol mais longe de toda a sua carreira. Com os Wings em PP, ele chutou, o disco desviou no defensor do Wild, depois no taco do goleiro e entrou no ângulo. #Sorte2

Menos de um minuto depois, o Minnesota vacilou na troca de linhas e no posicionamento no gelo, Patrick Eaves deu o passe do jogo para Henrik Zetterberg marcar o seu gol.

Mas também teve o #Azar1, no gol contra de Brad Stuart. O disco bateu no seu patim e entrou.

No segundo período, em desvantagem numérica, Drew Miller roubou o disco, puxou o contra-ataque, lançou Valtteri Filppula e o finlandês perdeu o gol, como de costume. Mas lá estava Miller para aproveitar o rebote. O primeiro gol de peito da história da NHL. Ou não.

Franzen ainda marcou mais um gol, com suas mãos rápidas.

Foi um bom jogo, nada espetacular. Os Wings não jogaram para golear, mas jogaram para vencer e é isso que importa. As linhas funcionaram e Jimmy Howard fez um bom jogo, não tendo culpa no gol que sofreu e não precisando fazer grandes defesas, até porque no lance mais perigoso, lá estavam Darren Helm e Andreas Lilja para impedir o gol do Wild.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mudanças

Faz tempo que Mike Babcock não faz uma mudança significativa na escalação (Bertuzzi por Miller ou Williams... blé), mas dessa vez ele não pode ser acusado de não tentar.

Para amanhã à noite, Valtteri Filppula no lugar de Jason Williams na segunda linha, mudança feita para ver se Henrik Zetterberg volta a jogar bem com um passador ao seu lado. Hoje o time treinou assim:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Cleary
Bertuzzi-Miller-Williams
Draper-Helm-Eaves

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Lebda-Lilja

Brett Lebda volta a ser titular, colocando Sony Ericsson no banco. Jim Howard vai começar jogando pela 14ª vez seguida. Falando nisso, veja a seguinte declaração de Babcock:
"Acho que Ozzie treinou bem, e disse a ele que seu trabalho é aproveitar a hora que tiver uma oportunidade, e ele entende isso. Não sei quando isso vai acontecer, e não prometi nada"
É assim que se fala sem falar nada. Tio Mike foi politicamente correto, mas claramente ainda enxerga Howard como o goleiro que vai levá-lo aos playoffs.

Post sem título... e Wings sem título, provavelmente

Todo jornalista/blogueiro/bêbado fez questão de ressaltar os 19 jogos de seca de Jarome Iginla contra Detroit. Logo, era óbvio que a seca ia acabar. Mas alguém me explica porque diabos Lidstrom estava no banco no 2º gol de Calgary?*

Vantagem de só 2 a 1, o melhor jogador adversário no gelo, e seu capitão/melhor defensor não está grudado nele?

Esse time precisa acordar. Não tem mais tempo, faltam só 16 jogos para o fim da temporada, e alguns jogadores ainda parecem estar em Setembro.

Todd Bertuzzi é o cara mais inútil do planeta. Não importa se ele deu uns 47 trancos logo após sair do banco de penalidades, o que importa é que ele cometeu mais uma falta num momento crítico.

Henrik Zetterberg desapareceu. É o 8º jogador que mais chuta na Liga, e o 377º(não errei, é isso mesmo, 377º) em porcentagem de chutes certos. Tem 1 gol nos últimos 9 jogos (contra Nashville foi sem goleiro), está jogando muito abaixo do esperado faz tempo. Há tempos não ataca o gol adversário, sempre preferindo jogar perto da linha azul ou passar para alguém. Será o efeito de um contrato de uma década? Será uma lesão não divulgada? Será falta de vontade? Seja o que for, inaceitável.

E eu falo bem quando precisa, mas não vou poupar críticas: Mike Babcock, o que houve? Te dei crédito por nos manter em boa posição com metade do time no hospital. Tentei minimizar o fato de ter de se concentrar na NHL e no Canadá. Mas o que houve?? Pelo Canadá, atuações fracas e uma vitória dramática que nunca deveria ter sido dramática. Por Detroit, viradas sofridas de maneira absurda (no 3º período, com 2 ou 3 gols de vantagem). Uma campanha nojenta em casa. Uma rusga desnecessária com um goleiro veterano.

No jogo de ontem, que por sinal foi bem parecido com o de Chicago, os chutes a gol no 3º período foram 15-4 a favor dos Flames. Isso em casa, podendo escolher a linha por último, com a torcida apoiando, com um Pavel Datsyuk carregando o time sozinho. Repito: inaceitável.

Faltam 16 jogos, 9 em casa e 7 fora, onde precisamos de no mínimo 20 pontos. Não é difícil. Mas se jogar igual ontem, em Maio vamos cobrir golfe.

*O gol aconteceu numa troca de linha dos Flames, e Lidstrom não voltou a tempo. Mesmo assim, Lidstrom deveria estar no gelo a cada segundo de Iginla.

terça-feira, 9 de março de 2010

Foda-se

Você, querido leitor, que visitou o blog para ler um relato preciso e objetivo sobre o jogo entre Detroit Red Wings e Calgary Flames.

Aqui está o relato preciso e objetivo:

VÁ TOMAR NO CU, DETROIT!

TIME DE MERDA!

PLAYOFFS? NUNCA SERÃO!


Fim do relato.

Volte amanhã para mais.

Jogo de 4 pontos

Esta noite, 21hs de Brasília, o Detroit enfrenta Calgary. Os Wings estão em 8º na conferência, os Flames em 9º com um ponto a menos. Com uma vitória dos Wings e uma derrota dos Predators, Detroit assume a 7ª posição na tabela, porém uma derrota nos coloca em 9º. Joguinho importante, né?

Ontem o time treinou sem Todd Bertuzzi (lesão no joelho) e Pavel Datsyuk (gripe), mas os dois vão para o jogo. A única mudança acontece na defesa, onde Jonathan Ericsson entra no lugar de Brett Lebda. Mike Babcock disse que essa será uma alteração frequente, e que espera que Ericsson se beneficie da experiência de Andreas Lilja da mesma forma que Lebda.

Assim, essa é a escalação para hoje: Franzén-Dats-Homer, Cleary-Zetterberg-Williams, Miller-Filppula-Tuzzi, Draper-Helm-Eaves; Lidstrom-Rafalski, Kronwall-Stuart, Ericsson-Lilja; Howard no gol.

Para esse jogo com clima de playoff os Wings vão contar com Datsyuk (8 pontos em 5 jogos), Lidstrom (3 pontos em 2 jogos) e Zetterberg (5 pontos em 3 jogos, ainda que não convencendo a torcida). Também vão contar com a má fase de Miiiiiikkkkkka Kiprusoff, goleiro dos Flames que tem 85% de defesas nas duas últimas partidas.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Realidade paralela

E se os jogadores dos Red Wings não tivessem perdido uma tonelada de jogos por contusão? Como estaria a pontuação dos jogadores? Veja na tabela abaixo e compare com a realidade.


Jogador J G A P G/65 P/65 Dif/G Dif/P
H. Zetterberg 57 18 35 53 21 60 3 7
P. Datsyuk 63 19 36 55 20 57 1 2
J. Franzen 10 5 2 7 33 46 28 39
V. Filppula 38 7 18 25 12 43 5 18
N. Lidstrom 65 8 32 40 8 40 0 0
T. Bertuzzi 65 15 22 37 15 37 0 0
T. Holmstrom 51 17 11 28 22 36 5 8
D. Cleary 53 13 16 29 16 36 3 7
B. Rafalski 61 5 27 32 5 34 0 2
N. Kronwall 31 5 9 14 10 29 5 15
J. Williams 27 6 5 11 14 26 8 15
P. Eaves 51 9 8 17 11 22 2 5
D. Helm 58 10 9 19 11 21 1 2
D. Miller 49 7 9 16 9 21 2 5
K. Draper 64 7 11 18 7 18 0 0
J. Ericsson 48 3 8 11 4 15 1 4
B. Stuart 65 2 11 13 2 13 0 0
B. Lebda 59 1 6 7 1 8 0 1

Legenda:
G/65 = Gols em 65 jogos
P/65 = Pontos em 65 jogos
Dif/G = Gols em 65 jogos - Gols
Dif/P = Pontos em 65 jogos - Pontos

Reparem o quanto os Red Wings perderam sem Johan Franzen. A Mula teria 33 gols na temporada, 28 a mais do que ele efetivamente marcou até agora. Que falta ele fez!

Em destaque, também, a pontuação de Valtteri Filppula, Niklas Kronwall e Jason Williams. Sem esses três, os Wings perderam 18 gols e 48 pontos.

Williams, aliás, com 14 gols e 26 pontos, também seria achincalhado por nós?

domingo, 7 de março de 2010

A famíla "Divisão Central"

Detroit é o irmão maior. Faz sucesso na escola, as garotas o adoram, os caras querem ser seus amigos. Chicago é o caçula, um pirralho chato, mas pelo qual temos afeto.

De vez em quando os irmãos jogam hóquei. Mais velho, mais forte e, basicamente, melhor, Detroit passou anos e mais anos ganhando esses joguinhos de brincadeira. Até que se sentiu mal por ver seu irmão chorando, chato como sempre, e decidiu deixá-lo ganhar.

Chicaguinho ganhou uma, duas, três vezes seguidas. Para a vergonha de Detroit, aqueles jogos no quintal foram vistos por alguns vizinhos bisbilhoteiros, e a fama de perdedor estava mudando de lugar.

Aí Detroit se enfezou. Revoltado com o irmãozinho que abusou de sua boa vontade, Detroit marcou absurdos 5 a 0 no segundo período do jogo de hoje, disputado no "quarto" do caçula. Resultado final, 5 a 4 para Detroit, depois de ameaçar outro colapso no fim do jogo.

Os Red Wings encostaram no 7º colocado na conferência, o outro irmão menor Nashville. A surpreendente vitória também serviu para manter os Wings na 8ª posição, um ponto à frente de Calgary.

E claro, nesse "ano do sapo", tivemos um contundido. O reforço A lesão foi de Todd Bertuzzi, no joelho, e sua extensão será avaliada na segunda-feira.

Em time que está ganhando...

Na verdade o ditado não serve para Mike Babcock, que vive mexendo nas linhas e só falta usar uma linha defensiva com Bertuzzi e Chris Osgood, mas dessa vez vai continuar com a mesma equipe.

A dupla bizarra Lilja-Lebda teve um jogo sólido na sexta-feira, o tipo de atuação que não é louvada mas é essencial para que as estrelas brilhem. Por falar nisso, consegui assistir o jogo contra Nashville, e é difícil não ficar otimista depois disso.

Pavel Datsyuk acordou. Tem 7 pontos nos últimos 4 jogos, além de ter socado um cara no rosto semana passada e ter demonstrado emoção após marcar um gol. Ele entrou naquela fase "vou ganhar essa porcaria sozinho", e recebeu ajuda de Johan Franzén e Darren Helm nas últimas partidas. Infelizmente, quem não aparece é Henrik Zetterberg, que continua com um jogo pouco agressivo e tentando sempre a jogada mais segura.

Jogo às 14:30hs de Brasília, em Chicago, contra os Blackhawks. As linhas:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom (Mula-Dats-Homer)
Cleary-Zetterberg-Williams (Cleary?-Zetta-Wilamis)
Miller-Filppula-Bertuzzi (Lite-Flip-Tuzzi)
Draper-Helm-Eaves (Drapes-Deus-Larry)

Lidstrom-Rafalski (Lids-Rafi)
Kronwall-Stuart (Kronner-Disco Stu)
Lebda-Lilja (Lebs-Epaminondas)

Jim (James/Jimmy) Howard no gol.

sábado, 6 de março de 2010

Não assisti

Não vi o jogo de hoje. Assim como não vi no meu aniversário, ou em dias que fiquei sem internet, ou na viagem ao Oeste em dezembro, ou no Ano-Novo.

Sabe o que aconteceu nesses dias? Darren Helm aconteceu. Só vi (escutei, na verdade) um dos dez gols que meu jogador preferido marcou nesta temporada. Se isso fosse uma estatística, Helm estaria no primeiro lugar em frustrar seu fã número 1 no hemisfério sul.

Mas eu não ligo. Tendo ou não eu como testemunha, Helm é Deus. Dois gols marcados hoje, um deles em desvantagem numérica. Helm é Deus.

Dizem que o primeiro gol da noite, de Pavel Datsyuk, foi um dos melhores do ano. Dizem que foi o jogo mais físico dos Wings em um bom tempo. Dizem que Jonathan Ericsson foi deportado para a Suécia (não? ah, que pena...)

Creditam isso às palavras duras de Mike Babcock e à vontade de chegar nos playoffs. Mas cá entre nós, foi pela vontade de Helm.

(acho o máximo ser citado nos blogs por aí quando Helm marca um gol. e tenho a impressão que posso não sobreviver se ele fizer um gol no dia 26)

Imagino que o Humberto fala sobre o jogo em si daqui a pouco.

*Lidstrom não é "o Deus", mas é quase um deus. Ele conseguiu sua 800ª assistência pelos Wings, marca alcaçada apenas por Gordie Howe, Alex Delvecchio e Steve Yzerman. Definitivamente, o maior defensor na história da franquia.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Tio Mike, Jimmy/James, e a dupla mais bizarra a ganhar uma Copa

Eu gosto de Mike Babcock. Você também, provavelmente. Ele nos guiou em temporadas de muito sucesso, é altamente "citável" e parece ser um cara legal. Até fiquei feliz por ele ganhar a medalha amassada de ouro, apesar de ser junto com o Crosby.

Mas tem hora que tenho que xingar o Tio. Mexe nas linhas quando precisa continuar, usa as mesmas quando não funcionam, usa a mesma palavra 491 vezes na mesma frase... aí complica. Não tive restrições com sua experiência olímpica (que não se repita), mas os Jogos acabaram e ele tem que se focar em Detroit. Hoje ele deu uma entrevista na Rádio da NHL junto com Ryan Miller, para falar sobre as olimpíadas. Volta pros Wings, caramba!

Ou, pelo menos, não reclame que o time jogou mal ontem por não estar preparado. "Esse time não estava preparado, eu não os preparei, se estivessem preparados não jogariam assim, mas não estão preparados blá-blá-blá". Então prepara!

Bom, alguma coisa ele fez. Finalmente enxergou que Todd Bertuzzi não presta na segunda linha e que Jonathan Ericsson é um buraco negro. Bertuzzi foi rebaixado para a terceira linha e Ericsson fica de fora da partida de amanhã, contra Nashville. O time vai com:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Cleary-Zetterberg-Williams
Miller-Filppula-Bertuzzi
Draper-Helm-Eaves

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Lebda-Lilja

Agora pensem um instante nesse terceiro par defensivo. Brett Lebda e Andreas Lilja. Coisa boa não deve sair daí, né? Pois é, acontece que essa é provavelmente a linha defensiva mais surreal a levantar uma Copa Stanley. Mais estranho que isso, só se Anderson Polga ganhasse uma Copa do Mundo. (2002? Mesmo?)

No gol o titular é Jim Howard. Não sabemos se lá estará Jimmy ou James, mas Howard é certeza. Ele deve ter ouvido poucas e boas de Tio Mike e da torcida, e alguns podem questionar seu equilíbrio mental para a próxima partida. Porém, é válido destacar que algumas das melhores partidas dele vieram depois de jogos horrorosos. Veja só:
  • 19 de dezembro, Howard sofre 4 gols em 21 chutes contra os Stars. Sua próxima partida é uma performance comum de 28 defesas em 31 chutes, mas ele teve 95.8% de defesas nos 8 jogos seguintes
  • 12 de janeiro, Howard é retirado do jogo contra os Islanders após sofrer 3 gols em 20 chutes. No próximo jogo pegou 37 de 38 contra Carolina, iniciando uma sequência de 5 jogos com 92.5% de defesas
  • 6 de fevereiro, 4 gols cedidos em 27 chutes contra os Kings. Na partida seguinte defendeu 42 de 45 contra os Blues, e teve 93.6% de defesas até o jogo contra Vancouver
Assim, como já disse anteriormente, parece que Jim Howard não é tão fraco mentalmente como imaginávamos no começo da temporada. Ele terá mais uma chance para se provar contra os Predators amanhã. A última vez que os enfrentou pegou 42 de 44 chutes.

Dia-limite e paulada na cabeça

Trocas

Que trocas? Não esperava nada muito grande, quem sabe alguém quisesse o Lebda (ou Ericsson, ou Meech) e chamássemos o Abdelkader, mas foi decepcionante. Não só em Detroit, mas em todo lugar. Não aconteceu nenhuma troca interessante na Liga inteira.

Sobre as trocas dos Griffins... sei lá, não posso falar nada. Dizem que Newbury era um Bertuzzi-da-AHL e cometia penalidades estúpidas nos piores momentos, e que foi mandado embora para evitar que influenciasse a garotada. Já Andy Delmore foi por muito tempo chamado de "Any Elmore", por não ter "D" de defesa no nome.

Fuck os Griffins.

Vancouver 6-3 Wings

Fuck os Wings, também.

Sabiam que a maior sequência de vitórias é de 4 jogos? Ridículo.

Pelo que parece, a pausa olímpica congelou Jim Howard (notem que não é "James"). Não teve culpa gritante e absurda em gols ontem, mas não pegou o que deveria. O mesmo vale para Chris Osgood, que estava no gelo nos dois últimos gols.

Agora complicou, Babcock não tem mais desculpas para usar apenas Howard, agora deve escolher um dos goleiros, aguentar alguns jogos horríveis até ele entrar no ritmo (espero), e rezar daí para frente.

E por favor, alguém compra uma máquina do tempo e vai até 2008 buscar o Zetterberg.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Dia sem limite

Quem disse que o Detroit Red Wings não faria nada no dia-limite de trocas?

Os Wings acabaram de trocar o fantástico Kris Newbury pelo sensacional Jordan Owens (New York Rangers).

Owens é ponta-esquerda, nasceu em Toronto e tem 23 anos. Com 1,83 m e 82 Kg, nunca foi recrutado. Nas últimas quatro três temporadas, atuou pelo Hartford Wolf Pack, da AHL. Em 50 jogos em 2009-10, marcou seis gols e 19 pontos.

Newbury, central de 28 anos, estava em sua primeira temporada com os Red Wings, jogando pelo Grand Rapids Griffins na AHL, após ser contratado como agente-livre nas férias. Newbury disputou quatro jogos em Detroit, marcando um gol. Nos Griffins, somou 11 gols e 33 pontos em 52 jogos.

Agora não tenho mais dúvida alguma: estaremos nos playoffs e vamos ganhar a Copa Stanley.

ATUALIZAÇÃO: Owens era um dos jogadores favoritos da torcida de Hartford. Isso quer dizer alguma coisa?

PUTA QUE PARIU: O título deste post não poderia descrever melhor o dia de hoje. Acaba de sair a notícia de que os Red Wings fizeram outra troca no dia-limite: Andy Delmore por Riley Armstrong.

Como este é um blog sobre os Red Wings e não sobre os Griffins e como eu estou de péssimo humor — afinal, o Detroit está levando uma surra do Vancouver —, que se fodam Delmore e Armstrong. E os Griffins.

terça-feira, 2 de março de 2010

Especulações, Maltby e Chelios

Do fim para o começo, vamos lá:

-O ex-Red Wing/ex-Blackhawk/ex-Canadien/ex-apóstolo Chris Chelios assinou um contrato até o fim da temporada com os Atlanta Thrashers, no valor de 700 mil dólares. Ele continuará com os Chicago Wolves, da AHL, torcendo para algum Thrasher se machucar. Se isso não acontecer, deve encerrar a loooooooooooooooooooooonga longa carreira na AHL, mesmo.

-A extensão da lesão no ombro de Kirk Maltby é maior do que a imaginada. Sua recuperação era prevista para 6 semanas, o que o colocaria de volta em ação no começo dos playoffs. Porém, durante a cirugia, o médico encontrou várias lascas de osso (ai) soltas no ombro do atacante.

Dessa forma, Maltby só começará a treinar com pesos em 3 meses, ou seja, durante as finais de conferência. Caso os Wings estejam lá, é difícil imaginar que um Maltby sem ritmo de jogo tire o lugar de Miller, Eaves ou mesmo Abdelkader. Como disse Ken Holland, parece que sua temporada (ou até a carreira) acabou.

-Definitivamente, os Wings tem apenas 12 atacantes no elenco. Não há espaço no teto salarial para chamar alguém dos Griffins, o que pode forçar o time a utilizar Derek Meech como atacante em algumas partidas.

Assim, não é de surpreender que apareçam rumores de trocas para a data-limite de amanhã. O mais persistente é que Detroit iria atrás do atacante Vyacheslav "Slava" Kozlov, que defendeu os Wings entre 1991 e 2001, e hoje está em Atlanta. Slava recentemente pediu para ser trocado, reclamando de falta de espaço no time azul-bebê.

Eu não acredito que ele abra mão de sua cláusula de não-troca para voltar a Detroit, acho que ainda está revoltado por ser trocado. Além disso, não vejo que posição ele pode assumir. Já o Humberto acha que ele esquece e cláusula e vem rapidinho substituir Jason Williams.

Veremos.

Voltando e vencendo, ou empatando, mas ganhando

De volta ao mundo real.

1.º período
E com uma vitória fácil no primeiro período sobre o Colorado Avalanche.

Este jogo marca o retorno de Andreas Lilja. As primeiras impressões? No primeiro lance, ele caiu. No segundo, também. Fora isso e tirando um tombo no terceiro lance, ele foi muito bem.

Se na defesa Brad Stuart é um cone, no ataque ele encontrou sua posição. Se cuida, Ovechkin!

No campo ofensivo, Stuart avançou com o disco, deixou para Pavel Datsyuk e partiu pra cima do goleiro, atrapalhando a vida dos defensores do Avalixo, de uma forma que nem Tomas Holmstrom faria melhor. Datsyuk, então, enxergou Holmstrom do outro lado e lhe deu o disco de presente para marcar o gol.

Um Holmstrom saudável vale mais do que... um Holmstrom machucado.

Homer estava lá perturbando perto da rede e sofreu uma falta. Vantagem numérica para os Red Wings. Ele mesmo batalha pelo disco e passa para Franzen, que parecia jogar no quintal de casa (créditos para o Cauê). Gol.

Franzen faz toda a diferença, embora eu tenha escrito aqui, um dia, que seu retorno não faria este time se tornar um campeão da Copa Stanley. Não faz, mas ter alguém capaz de marcar 40 gols por temporada é sempre bom.

Ótimo primeiro período, nem pensar em queimar outra vantagem de dois gols.

A Suécia não ganhou mesmo o ouro em Vancouver?!

2.º período
Você poderia não acreditar que o relato do primeiro período foi publicado no intervalo do jogo, mas conhecendo bem os Red Wings, sabe que a frase "nem pensar em queimar outra vantagem de dois gols" não se trata de algum poder paranormal do autor do texto.

O que o Detroit mais fez durante a temporada foi queimar vantagens de dois gols.

Tudo ia bem, até que o canalha do juiz anulou um gol de Holmstrom, alegando que ele fez contato com o goleiro adversário. Desconfio que fomos assaltados.

Os Wings desperdiçaram duas vantagens numéricas seguidas, em que eles não conseguiram encurralar o Avacalhado, não pressionaram o suficiente.

E aí o Hajalanche, depois de (1) ver um gol dos Wings ser anulado e (2) matar duas penalidades seguidas, ganhou espaço.

Certas coisas não acontecem quando Nicklas Lidstrom está no gelo. Mas quando a dupla defensiva em ação é Brad Stuart e Jonathan Ericsson, espere pelo pior. É a combinação do mal.

Ericsson, aliás, fica mais tempo caído no gelo do que de pé, algo que eu não consigo compreender.

Com Lilja de volta, temos outra combinação do mal, juntando os dois suecos grandalhões. Não foram eles os culpados pelo gol de empate, um chute miserável que Jimmy Howard aceitou. Mas quem deixou o atacante deles livre para segurar L2 e R1 e apertar o botão de chute e para baixo por duas horas e meia até desferir a tacada?

De positivo, mesmo, só alguma coisa que eu me esqueci, outra da qual não me lembro e a grande jogada de Franzen nos minutos finais do período. Seria mais um daqueles gols incríveis que ele faz. Impressionante como a Mula tem mãos tão ágeis.

E antes que seja tarde, baita presente de grego para Valtteri Filppula jogar com Drew Miller de um lado e Jason Williams do outro. Será que não tem ninguém melhorzinho pra jogar com o finlandês?

3.º período
Antes de mais nada: ganhamos! E tudo é relativo, menos o resultado. Some dois pontos pra nós.

Bom jogo, bem disputado, mas é cruel que chegue tão pouco tempo depois de Canadá x Estados Unidos. É como assistir a um jogo da UEFA Champions League à tarde e outro do Campeonato Mineiro à noite. Não dá pra comparar.

Isso é vantagem numérica, caramba. É trocar passes e deixar o disco com o jogador mais inteligente no gelo (Datsyuk), que ele vai fazer a jogada que ninguém imaginava. Assim saiu o gol de Lidstrom, o gol da vitória dos Red Wings.

Os times especiais decidiram o jogo. Em quatro oportunidades com um jogador a mais, os Wings marcaram dois gols. Já os ex-rivais desperdiçaram as duas chances que tiveram.

O Detroit é dependente químico, físico e psíquico das vantagens numéricas. No 5-contra-5, o time tem o segundo pior ataque da Conferência Oeste, uma informação que definitivamente não vai tirar o meu sono, afinal eu não sou pago pra treinar esses caras, mas é um pé no saco ser o penúltimo em qualquer coisa.

Ah, os Wings até tentaram perder a partida, com Stuart no gelo durante o último turno da noite, ele que é incapaz de limpar o disco. Tanto time precisando de defensor no dia-limite, se liga, Ken Holland! Stuart + uma escolha de segunda rodada em troca de uma escolha de sétima rodada!

Howard foi seguro quando necessário e aproveitou os chutes que perseguiam a sua luva para inflacionar suas estatísticas, diminuindo o tamanho da falha no segundo gol do time pequeno.

Holmstrom foi o nome do jogo. Camisa 96 no teto da Joe Louis Arena já.

E tudo o que eu peço são mais 12 vitórias.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Contra Bettman e Denver

Ah, Gary Bettman, menino malcriado... A NHL pára por duas semanas, o Canadá fica feliz, os EUA surpreendem, e só tem um jogo marcado para o dia seguinte à final. E, claro, é de Detroit.

Brian Rafalski, o melhor defensor das Olimpíadas, está em Denver, mas sua participação é dúvida. O assistente-técnico Paul MacLean nos dá as possibilidades de combinações para hoje:

Com Rafalski: Lidstrom-Rafalski, Kronwall-Stuart, Ericsson-Lilja

Sem Rafalski: Lidstrom-Kronwall, Ericsson-Stuart, Lebda-Lilja

Derek Meech fica de fora de qualquer forma, e provavelmente assim será pelo resto da temporada, exceto quando o time precisar de um atacante quebra-galho. James Howard no gol (óbvio).

Vale contar que agora cada jogo vale muita coisa. Apenas três dos últimos 21 jogos serão contra equipes sem chances de ir a pós-temporada, e serão muitos os confrontos diretos. A campanha de Detroit no mês de Março desde o locaute é muito boa, 36-10-9, 73.6% dos pontos disputados. Considerando os 15 jogos desde mês, esse aproveitamento nos daria entre 23 e 24 pontos. Eu aceito.

Mas claro, jogo em Março contra Denver nos lembra de uma coisa só:



Para quem for assistir, a transmissão é da Versus, com Darren McCarty.

Fevereiro (ou O Mês Que Acabou No Dia Treze)

A campanha

4-2 Sharks (f)
1-3 Ducks (f)
3-4 Kings (f)
3-4 (SO) Blues (f)
2-3 (SO) Sharks (c)
4-1 Senators (c)

Comparativo:

Outubro: 5-4-3, 54,1% aproveitamento, 3,16 gols/jogo, 3,5 gols sofridos/jogo
Novembro: 8-5-1, 60,7% aproveitamento, 2,71 gols/jogo, 2,21 gols sofridos/jogo
Dezembro: 7-5-2, 57,1% aproveitamento, 2 gols/jogo, 1,07 gols sofridos/jogo
Janeiro: 6-5-4, 53,3% aproveitamento, 2,53 gols/jogo, 2,93 gols sofridos/jogo
Fevereiro: 2-2-2, 50% aproveitamento, 2,83 gols/jogo, 2,83 gols sofridos/jogo


Os jogadores

Jogador do mês: Brian Rafalski, 1 ponto por jogo na NHL, escolhido o melhor defensor das Olimpíadas
Gols: empate entre Datsyuk e Zetterberg, 3 gols cada
Pontos: empate entre Rafalski (6A), Datsyuk (3G, 3A) e Zetterberg (3G, 3A)
A surpresa: Brian Rafalski
O mico: Brad Stuart, apenas 1 ponto e +/- de -4 em 6 jogos

Notícias do mês

-volta de Andreas Lilja ao hóquei
-troca de Ville Leino por Ole-Kristian Tollefsen e uma escolha no recrutamento de 2011
-Olimpíadas de Inverno

Em Março

-9 jogos em casa (Van, Nas, Cgy, Min, Buf, Pit, Stl, Min, Edm)
-6 jogos fora (Col, Chi, Cgy, Edm, Van, Nas)
-Lilja volta para a NHL dia 1º, contra Denver
-Herm to Hockeytown, dia 26
-Dia-limite para trocas, dia 3