sexta-feira, 30 de abril de 2010

A vitória da derrota

Eu já disse que odeio os jogos que começam tão tarde? E também odeio os primeiros cinco minutos de jogo que eu sempre perco enquanto procuro uma transmissão decente.

Os Sharks começaram a amarelar antes mesmo do jogo começar. Patrick Marleau, um dos três grandes do ataque do time, pediu pra sair. "Eu desisto", ele gritou. Com febre, talvez ele tenha tomado a vacina contra H1N1 e ficado doentinho. Ui.

Tudo ia bem no primeiro período, o jogo estava equilibrado, até que chegamos aos piores 79 segundos da história da humanidade. Os Red Wings erraram um passe no ataque, outro no centro do gelo e Valtteri Filppula cometeu uma penalidade na linha azul para impedir que Joe Thornton tivesse uma clara oportunidade de gol.

Com cinco segundos de vantagem numérica, os Sharks fizeram o primeiro gol do confronto. Apenas 56 segundos depois, marcaram o segundo gol do confronto. E 23 segundos mais tarde, marcaram o terceiro gol do confronto.

Tudo o que aconteceu, da extinção dos dinossauros até a erupção daquele vulcão na Islândia, aconteceu por causa da penalidade de Filppula, que aconteceu por causa dos passes errados, que aconteceram porque os jogadores dos Red Wings não conseguiram trocar passes de um metro sem fazer cagada.

Após o terceiro gol, Mike Babcock poderia ter substituído Jimmy Howard por Chris Osgood, mas isso seria o equivalente a jogar a toalha. Howard está quente, Osgood está frio. Além do mais, Jimmy não falhou em nenhum dos gols. Babcock nem olhou pro lado e o jogo seguiu.

Menos mal que Jonathan Ericsson fez a jogada que Pelé não fez, relembrando os seus tempos como atacante na Suécia, dando um passe preciso para Dan Cleary marcar o seu primeiro gol nos playoffs 2010.

Os Red Wings tiveram duas oportunidades de vantagem numérica após o gol e não conseguiram sequer pressionar os Sharks. Não chegaram perto do gol, não ameaçaram de forma alguma.

O segundo período foi vermelho e branco. Johan Franzen marcou o seu segundo gol nos playoffs, acertando um belo chute enquanto Cleary cobria toda a visão de Evgeni Nabokov.

Pena que isso foi tudo. De novo a equipe teve duas chances em vantagem numérica e não conseguiu ficar mais do que meio segundo no ataque. Pior: a melhor chance de gol foi dos Sharks, que quase marcaram mesmo com um jogador a menos no segundo período.

Apesar de continuar atrás no placar, o segundo período foi bom para os Wings porque eles se mostraram plenamente capaz de derrotar os Sharks. Lembrando que os favoritos são eles, não nós, vide a campanha de cada um na temporada.

Uma aula sobre os tubarões... os Sharks têm um ataque muito bom e o estilo de jogo é basicamente o mesmo dos Red Wings, privilegiando a posse do disco. O time joga e deixa jogar, ao contrário do Phoenix. Outra grande diferença em relação aos Coyotes, e isso vai favorecer o Detroit, é que os defensores dos Sharks não são tão rápidos e não atacam tanto quanto.

Só que o time é mortal, absurdamente fatal em vantagem numérica e se protege como poucos em desvantagem numérica. Ou seja, se os Wings quiserem aumentar as suas chances de vitória, é melhor ficarem longe do banco de penalidades.

Há um jogador chamado Joe Thornton, conhecido como Grande Joe, mas ele não é grande, não. O Joe grande é o outro, o Pavelski, que marcou dois gols, incluindo o da vitória, em 5-contra-3 no começo do terceiro período.

O Detroit ficou a um chute do empate depois do gol de Brian Rafalski, que aproveitou o belo passe de Datsyuk.

Os Wings poderiam ter vencido o jogo 1. No 5-contra-5, eles até fizeram mais gols (3-2). No entanto, os times especiais tiveram uma atuação vexaminosa e custaram a partida.

Não foram os Wings do jogo 7. Também não foram os Wings que passaram aperto durante a temporada regular e levaram surra até do New York Islanders. Dá pra vencer o confronto, só é preciso caprichar um pouco mais.

Tubarão que amarela não morde.

Sharks 4 - 3 Red Wings

Red Wings claramente cansados, mas jogaram bem por 58:43 minutos. Esqueça os outros 1:17.

Aproveite os dois dias de folga, divida os dois primeiros jogos, se resolva em casa. E claro, finja que não se importa com o jogo.

Alguém com menos sono fala mais sobre a partida depois.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Esqueça o passado. 12 para as 12

Os Sharks exisetm há 19 anos. Os Red Wings alcançaram a pós-temporada nos últimos 19 anos.

Os Sharks tem os amarelões Joe Thornton, Dany Heatley e Evgeni Nabokov. Os Red Wings tem Henrik Zetterberg e Nicklas Lidstrom, que já foram MVPs em playoffs passados.

Os Sharks perderam o Jogo 1 das últimas quatro séries de playoffs que começaram em casa. Os Red Wings não começam uma série com duas derrotas desde 2003.

Pelos próximos 15 dias, o que isso significa? Nada.

Tudo muda em algum momento. Qualquer hora dessas, os Red Wings vão ficar de fora de uma final de conferência. Qualquer hora dessas, o time de San Jose vai conseguir apagar a fama de perdedores. Qualquer hora dessas, Thornton vai marcar 10 pontos em uma série decisiva, e Nabokov vai parar qualquer borracha vulcanizada ao seu alcance.

Sim, qualquer hora dessas.. Mas não hoje. Que leve 19 anos, mas não neste.

Eu e o Humberto apostamos em 6 jogos para fechar a série. O zeh foi corajoso e cravou em 5. Com certeza, eu o Beto pensamos em até 7 jogos, mas a minha grande dúvida foi "5 ou 6". Seria falta de respeito ou arrogância apostar em 5? Pois que seja.

Vamos sair de San Jose empatados. Ganharemos as em duas casa. Afogaremos os Sharks em seu próprio aquário. Arrogante? Pelas últimas duas décadas, meu time conquistou o direito de ser arrogante.

Começa agora, 22hs de Brasília. Acaba Sábado que vem. 12 vitórias para 12 Copas.

Let's go Red Wings!

San Jose (1) vs. Detroit (5)

Segunda rodada
ImageHost.org

SharksEstatísticasRed Wings
113Pontos102
51Vitórias44
20Derrotas24
11OT/SO14
3.13Gols pró/jogo2.72
2.55Gols contra/jogo2.52
21.0PP (%)19.2
85.0PK (%)83.9

Histórico contra San Jose em temporada regular:
  • Desde 1991-92: 48 vitórias, 19 derrotas, 4 empates. 274 gols marcados, 186 sofridos
  • Desde o locaute: 12 vitórias, 8 derrotas. 70 gols marcados, 58 sofridos
  • Nesta temporada: 3 vitórias, 1 derrota (nos pênaltis). 12 gols marcados, 7 sofridos.
Nesta pós-temporada:
  • San Jose bateu Colorado (8) por 4 a 2.
  • Detroit bateu Phoenix (4) por 4 a 3.
Opinião

Sportsnet (Mark Spector): Wings em 6
ABC: Wings em 7
Sports Illustrated: Sharks em 7
SportingNews: Wings em 6
ESPN.com (Pierre LeBrun): Wings em 7 (com três prorrogações)
USA Today (Kevin Allen): Wings em 6
Toronto Star: Wings em 7
Versus: Sharks em 7
NBC: Wings em 6
zeh: Wings em 5
Humberto: Wings em 6
Guilherme: Wings em 6

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Entre rodadas

A pausa entre as duas primeiras rodadas é ridícula, mas dá tempo de falar sobre algumas coisinhas.

Calendário da semi-final de conferência

Sabe o motivo do intervalo de apenas um dia entre as duas séries? É porque o inferno congelou. Para quem se perdeu: a banda norte-americana The Eagles, do sucesso (e música fodona) Hotel California, tinha se separado, e falaram que só se juntariam se o inferno congelasse. Uns anos depois a grana acabou, e eles inventaram que o inferno tinha congelado para fazer algumas turnês caça-níqueis.

Uma dessas turnês vai passar por San Jose neste fim-de-semana, na sexta e no sábado. Sabe-se lá porque cargas d'água a diretoria do Sharks marcou os shows para esses dias (acharam que iam amarelar na primeira rodada?) (comentário nos comentários. ?), mas o fato é que o HP Pavillion estará ocupado, e por isso, os jogos 1 e 2 serão na Quinta-feira e no Domingo.

ATUALIZADO. O calendário é: Qui., Dom. (fora), Ter., Qui. (casa), Sáb. (f), Seg. (c), Qua (f).

Troféu Ted Lindsay

O troféu atualmente chamado de Lester B. Pearson, dado ao melhor jogador da temporada de acordo com os jogadores, terá seu nome alterado para Troféu Ted Lindsay.

O "Terrível Ted", um Red Wing por treze temporadas, foi um dos grandes responsáveis pela criação da Associação de Jogadores da NHL (NHLPA), por isso dará o nome ao troféu presenteado por seus membros. Numa época em que a maioria dos jogadores tinha que trabalhar durante o verão para poder sobreviver, Lindsay procurou advogados de jogadores de outras ligas para estudar melhores condições, concluindo que a melhor maneira para assegurá-las seria com um sindicato.

Ele comprou briga com muita gente, um dos motivos para sua troca para os Blackhawks (depois de informações falsas "vazarem" para a imprensa), mas voltou para os Red Wings ste anos depois para se aposentar com uma Roda Alada no peito. Seu número 7 foi aposentado pelos Wings em 1991.

Jiri Hudler

Ele voltará ano que vem. Seu time, o Dynamo Moscow, está falido, e o jogador voltará para os Red Wings, dando início a seu contrato de $2,875 milhões por temporada, com duração de dois anos. Rumores dão conta que Jason Williams e Kirk Maltby seriam as vítimas do teto salarial.

Prêmios

Pavel Datsyuk, como de costume, foi indicado para o Selke (melhor atacante em termos defensivos) e Byng (espírito esportivo). James Howard foi indicado para o Calder (melhor calouro).

Mike Babcock não concorre ao Jack Adams (melhor treinador) apesar de levar o Detroit Red Griffins aos playoffs, e Nicklas Lidstrom não vai buscar o décimo-terceiro Norris (melhor defensor), apesar de ter sido votado o melhor "defensor-defensivo" pelos jogadores em pesquisa da Sports Illustrated.

Idoso

Nicklas Lidstrom completa hoje 40 anos. Não entendo o que um cara velho desse ainda faz na NHL, uma liga de garotos e... Vida longa ao rei.

Muito, muito mais no segundo período do jogo 7

Esse texto poderia ficar pra amanhã, mas quem tem sono depois de um jogo 7? Eu.

Porque Mike Babcock nos ensinou, antes do jogo: não façam disso algo maior do que é.

Ele também disse que seria muito importante marcar o primeiro gol. Bom, os Red Wings foram à luta com esse objetivo, mas no primeiro período os 17 chutes foram defendidos por Ilya Bryzgalov. Do outro lado, Jimmy Howard viu o disco apenas seis vezes.

Se não conseguiram marcar nos primeiros 20 minutos, os Wings trataram de cortar toda a empolgação que os Coyotes poderiam trazer do jogo 6 e isso pode ser tão importante em um jogo quanto marcar um gol.

No segundo período, mais domínio dos Red Wings.

Em vantagem numérica, aos 2:01 Pavel Datsyuk marcou o desejado primeiro gol do jogo. Pouco depois, Patrick Eaves cometeu uma penalidade infantil e foi para o banco de castigo. Mesmo com um jogador a menos, Darren Helm teve uma ótima chance para marcar em contra-ataque, mas foi puxado por um defensor inimigo e não conseguiu a melhor finalização. O árbitro não marcou pênalti (penalty shot), apenas uma penalidade de dois minutos.

Foi melhor assim. Tivesse sido marcado o pênalti, Helm tropeçaria no disco e sequer acertaria a luva de Bryzgalov na cobrança. Em contrapartida, no 4-contra-4, Babcock colocou no gelo o que havia de melhor. Então Henrik Zetterberg lançou o disco para Datsyuk, que esboçou um chute de esquerda antes de driblar pra direita e marcar o segundo gol do jogo.

Sofrer um gol de faceoff, chutado por Vernon Fiddler, não estava nos planos do Detroit. Aquele gol poderia ter complicado o jogo, mas quem tem Nicklas Lidstrom nunca se complica. O capitão dos Red Wings restabeleceu a liderança por dois gols com seu chute indefensável, aproveitando outra vantagem numérica.

Ninguém pode dizer que o Phoenix não teve suas chances. Graças a penalidades de Drew Miller e Brad Stuart, os Coyotes tiveram 2min48s de vantagem numérica, incluindo 72 segundos com dois jogadores a mais no gelo. Com Lidstrom, Niklas Kronwall e Datsyuk (depois Zetterberg), os Wings anularam as ameaças e ainda capitalizaram quando Stuart deixou o banco de penalidades, aproveitando-se de sua posição favorável no gelo e marcando um gol como se fosse atacante.

Quatro gols no segundo período em resposta à provocação deste blogueiro: "Se quiserem ganhar o jogo 7, os Wings vão precisar de muito mais no segundo período."

Perdendo por 4-1, não havia muito o que os Coyotes pudessem fazer. Bryzgalov fazia uma partida impecável, mas o prejuízo era enorme. Vencendo por 4-1, o terceiro período tornou-se um treino de luxo para os Red Wings.

Para coroar sua atuação formidável ao longo da série, Todd Bertuzzi marcou o seu primeiro gol nos playoffs, aproveitando o rebote de grande jogada de Valtteri Filppula, outro que encheu os olhos da torcida. Mais tarde, Lidstrom derrubou a coruja anotando o seu segundo gol, o terceiro dos Wings em vantagem numérica.

Durante toda a temporada, nós falamos que os grandes nomes do time no papel têm que ser os grandes nomes do time no gelo também. Os dois gols de Datsyuk, os dois gols e a assistência de Lidstrom, as três assistências de Zetterberg e de Rafalski e as duas assistências de Filppula não deixam dúvidas.

Red Wings em 7. O jogo 7 foi mais fácil do que a gente imaginava porque os Red Wings jogaram pra valer desde o primeiro turno, impondo o seu melhor hóquei durante sessenta minutos. O confronto foi mais longe do que a gente gostaria porque em outras noites eles não se esforçaram o suficiente.

E rumo à segunda rodada, com a palavra de ordem:

É RED WINGS, PORRA!

Coyotes 1 - 6 Red Wings


Jogo 7? Chame de "hora certa para o melhor jogo da temporada". Pavel Datsyuk dominante. Nicklas Lidstrom sensacional. James Howard parando tudo. O time matando penalidades, o time marcando em vantagem numérica, o time castigando os Coyotes.

Por sinal, chupa Coyote! Sabe o que "white-out"? São as pessoas de camiseta branca saindo do ginásio mais cedo. Agora faz um favor e vai pra Winnipeg.

Agora é a segunda rodada, a partir de Quinta-feira, em San Jose.

E sobre o jogo, alguém que não só ouviu, mas também assistiu (Humberto, zeh?), completa isso aqui daqui a pouco.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Jogo 7

Não é dia de relógio, de ofensas e piadas. Um só jogo, uma última chance, duas horas e meia que vão definir nossa saúde mental pelos próximos 12 meses.

Os Coyotes são bons? Sim. 107 pontos na temporada regular, 5 a mais do que os Red Wings. Ilya Bryzgalov é bom, o grupo defensivo é competente, os atacantes estão, no mínimo, acima da média. Mas não há dúvida, esse time é maior do que a soma das partes. Eles chegaram até aqui como um grupo, e devem ser derrubados como um grupo.

Os Red Wings são bons? Sim. 102 pontos numa temporada fraca, 34 deles depois das Olimpíadas. Jimmy Howard superou todas as expectativas, a defesa é capitaneada por um dos maiores da história e o ataque tem figuras lendárias à disposição. Para superar as adversidades, o grupo trabalhou duro, mas os talentos individuais devem aparecer.

Jim Howard vai ter que pegar tudo. Nicklas Lidstrom vai ter que roubar discos, cortar linhas de passe e distribuir bem as jogadas. Hank Zetterberg vai ter que jogar como o Conn Smythe de dois anos atrás, enquanto Johan Franzén deve se lembrar que estamos em Abril e Pavel Datsyuk vai ter que desconcertar a defesa e bater a carteira dos atacantes.

Esperem por Tomas Holmstom apanhando na frente do gol, Patrick Eaves bloqueando chutes, Darren Helm dando trancos absurdos para seu tamanho e Niklas Kronwall destroçando algum cão do deserto. Preparem-se para ver Dan Cleary desviando chutes com o maxilar, Brian Rafalski chutando em vantagem numérica, Andreas Lilja matando penalidades. E que, com a graça de deus, Brad Stuart esqueça que é um jogo decisivo.

É às 22hs de Brasília, é na Jobing Arena. É Red Wings, porra!

Há uma luz no fim do túnel...

... e antes da luz tem uma pedra.


E depois da pedra e antes da luz, tem uma ambulância.
E depois da ambulância tem uma catástrofe: anjos perderam suas asas e as rodas das suas máquinas estão espalhadas pela estrada.

Será que o Dr. Gregory Babcock House vai poder resolver este caso?

O problema é de mecânica simples: pegar as rodas, acoplar às asas e fazer com que os anjos tornem-se motoqueiros fantasmas.

Será que, tal qual um fênix (trocadilho necessário) o Detroit vai conseguir sair dessa enrascada?

Na madrugada de amanhã saberemos.

Neste momento, pequenos gafanhotos, junto-me a vocês e digo: Wings em sete.

Que venham os tubarões e depois os baleias, porque os índios sabem pescar.

Tentando ser otimista

Nas sábias palavras de Ferris Bueller, "Cameron é tão tenso que se você colocar carvão na bunda dele vai sair um diamante de lá". Em dia de Jogo 7, parece apropriado que Cameron Frye torça para os Red Wings.

Assim, numa tentativa inútil de acalmar esta nação alvirrubra, aqui estão alguns fatos.

  • Campanha dos Wings em "jogo 7": 12 vitórias e 8 derrotas
  • Campanha dos Coyotes (e Jets) em "jogo 7": em 4 oportunidades, 4 derrotas e apenas 1 gol marcado
  • James Howard sofreu 4 ou mais gols em 13 partidas no ano. Nas partidas imediatamente seguintes, ele tem 92,5% de defesas
  • Nesta temporada, os Wings perderam 10 jogos por no mínimo 3 gols de diferença. Nos jogos imediatamente seguintes, a campanha é de 8 vitórias e 2 derrotas
  • A última vez que os 4 melhores cabeças-de-chave da Conferência Oeste passaram para a segunda rodada foi em 2002 (no Leste, em 2006), e os nºs 1, 2 e 3 já se classificaram
Por enquanto, é o que pensei. Se encontrar mais alguma coisa, atualizo.

E Let's go Red Wings!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Que burro! Dá zero pra ele!

Vou avisar só uma vez, porque não estou de bom humor: acabei de assistir ao jogo 6. Se você já superou o fiasco de ontem, NÃO leia o texto abaixo. Ele vai te derrubar mais do que música (?) dos Los Hermanos. Em vez disso, leia o post logo a seguir, "Não contavam com a minha astúcia?". É tudo o que você queria saber sobre os Red Wings e ninguém nunca lhe contou.

Pense no cenário. Era domingo, 25 de abril de 2010. Era a Joe Louis Arena, em Detroit. Era a primeira fase dos playoffs da Copa Stanley. Era o Phoenix Coyotes do outro lado. Era a chance de vencer o confronto.

Jogue do primeiro ao último minuto. Morra por 60 minutos. Puta merda, se eu trabalho 8 horas por dia, por que esses miseráveis não podem jogar por 1 hora, em cerca de 20 a 30 turnos de 50 segundos?

Tudo que um time pode querer no jogo 6, em casa, vencendo a série por 3-2, é começar a partida tendo 4min50s de vantagem numérica, incluindo 69 segundos com dois homens a mais no gelo. Os Red Wings receberam essa dádiva, mas não conseguiram marcar. Pior: depois desse tempo todo em superioridade, quando o jogo retornou ao tradicional 5-contra-5, os Coyotes venciam por 1-0. Cortesia de Brad Stuart, que tentou sair jogando com o disco na defesa e perdeu o precioso.

O primeiro período foi o único em que o Detroit jogou relativamente bem, apesar de deixar o gelo em desvantagem.

No começo do segundo período, a linha de Darren Helm teve duas chances muito boas para empatar o jogo, mas Kris Draper e Patrick Eaves perderam gols que até minha avó faria.

Antes do segundo minuto, Tomas Holmstrom deu uma machadada no taco do adversário, em seguida o empurrou pelas costas, sendo penalizado por dois minutos. O contador na Joe Louis Arena já mostrava "estamos trabalhando há 19 desvantagens numéricas sem sofrer gols", mas quando a penalidade é imbecil, inútil e desnecessária, o castigo é certo. Mathieu Schneider, o nosso ex, soltou o pombo sem asa.

Vinte e quatro segundos depois, os Wings encaixaram um ataque que forçou o time inteiro do Phoenix a proteger a rede. Mesmo com seis adversários e três companheiros à frente, Stuart encontrou uma brecha e marcou o primeiro gol do time, se redimindo pela cagada anterior.

No lance seguinte, Jimmy Howard fez uma grande defesa que manteve o time no jogo.

Por pouco tempo. Não demorou muito para que Draper desferisse uma machadada no taco de Schneider, causando outra penalidade. E, você sabe, quando a penalidade é imbecil, inútil e desnecessária, o castigo é certo. No faceoff defensivo, os Wings até ganharam a disputa, mas Stuart esperou demais em vez de simplesmente isolar o disco. Não haveria outra chance nos próximos 67 segundos, em que o time foi encurralado, até sofrer o gol.

Antes do fim do trágico período, os Coyotes fizeram 4-1, logo após um icing. O prejuízo poderia ser maior, porque em outra jogada Stuart perdeu novamente o disco, mas Howard salvou sua pele. Com toda a razão, a torcida vaiou quando soou o apito final.

Terceiro período pra quê? Com três gols a menos no placar, não adianta colocar a Hero Line, como nos jogos da EA Sports. Quando o Phoenix lidera o jogo, o time inteiro fica atrás da linha do disco.

Os Coyotes ainda chegaram ao seu terceiro gol em vantagem numérica da partida, igualando o feito do jogo 1, antes dos Wings acharem um gol para as moscas comemorarem.

O placar foi elástico para o que se viu no gelo. Não que o Detroit tenha feito algo muito melhor para perder de menos, mas os Coyotes se aproveitaram dos erros do adversário.

Ao longo da série, o desempenho no segundo período vem dificultando a vida dos Red Wings. O placar apenas nesse período aponta vantagem do Phoenix por 8-5 em gols e 72-57 em chutes (55-34 nos últimos quatro jogos).

Se quiserem ganhar o jogo 7, os Wings vão precisar de muito mais no segundo período.

domingo, 25 de abril de 2010

Não contavam com minha astúcia?

A última vez que vi o Detroit jogar como o Red Wings foi na temporada de 2007-08 na segunda e na terceira rodada, contra Avalanche e Stars, respectivamente. Naqueles jogos eu vi que NADA pararia o time do nosso coração. Eu diria que aqueles foram as melhores partidas que já vi o Red Wings jogar (e acompanho o time desde 97-98).


Eu não sei o que mudou daquele e desse time, mas sei de um problema que persiste até hoje (salvo por aquelas duas séries): o Detroit não sabe jogar contra um adversário claramente mais fraco, nem resolver carimbar a nota fiscal pra mandar arquivar a fatura.

É impressionante ver que um time que tem tantas estrelas precise apenas de 20 minutos para liquidar um time, como foi feito no jogo 5, cujo terceiro período parecia um treino. Até Howard, que não me engana, estava relaxado e pegou aquele breakaway brincando.

Outro dia tive o seguinte diálogo com o Humberto:
- Como tá o jogo? (Perguntei).
- Chato. O negócio é que o PHX é muito ruim.
- Ruim é um time que joga contra um time ruim e não consegue garantir o home ice.

A resposta dele? Uma risada e uma língua (:P).

Será, então, que eu pego mesmo no pé do Detroit? Será que eu sou hiperbólico demais ao dizer que não chegaremos na segunda rodada? Será que eu sou um mala sem alça por encher todo mundo dizendo que o Howard não é goleiro pro Red Wings? Ou será que eu tenho razão?

Procurem em posts anteriores. Eu já disse: o Red Wings não precisa de treino; o Detroit precisa de vergonha na cara. Vergonha na cara do Amarelão do Datsyuk; atitude do Zetterberg pra roubar o jogo; escrotice do Kronwall pra atropelar o adversário; e bolas (grandes) do James para que eu me cale e diga: Ok, você tem mais 21 jogos para me convencer; melhor usar apenas 15 deles.

Queridos, preparem-se para o pior. Eu, tio zeh, da Defesa Civil, venho prepará-los para não xingarem caso saiamos dos PlayOffs na terça-feira, em horário indefinido. Se continuarmos, devemos tudo ao Holmstrom.

Linhas que acharia interessante ver: 1) Holmstrom - Datsyuk - Cleary; 2) Franzen - Zetterberg - Filppula.

Quem sabe nosso espião na capital mundial do hockey não vê isso e conta comenta com o Babcock? Porque, até agora, a única coisa perfeita no Red Wings são seus cabelos.

Red Wings 2 - 5 Coyotes

Não sei se procurei direito, mas me parece que os Wings tem uma campanha de 2 vitórias e 8 derrotas quando jogam antes das 16hs.

A resposta simples seria: "o time está desacostumado a jogar tão cedo". Ok, é a resposta simples, mas é estúpida. Afinal, nesta tarde, Detroit funcionou por 20 minutos, os 20 primeiros.

Mas é claro, nesta temporada bisonha, os 40 minutos restantes foram no mínimo nojentos. Jim Howard foi um goleiro apenas comum, tendo culpa no 1º gol e sendo vítima de uma defesa preguiçosa nos outros. Niklas Kronwall deve estar com medo de ser suspenso se acertar alguém, Brad Stuart voltou à forma do jogo maldito jogo 7, e Darren Helm teve sua desvantagem numérica mais passiva desde os tempos de AHL.

Xinguemos também o power(?)-play, que aparentemente não marcou nenhum gol em 47 minutos com um homem a mais. Muitos passes, muitos erros, poucos chutes. Johan Franzén foi substituído por um ditto, Brian Rafalski estava usando um taco de silicone e Pavel Datsyuk foi avisado que os playoffs começaram.

Só mais alguns comentários:

-sim, quero ver os Wings putos por serem humilhados em casa, mas o tranco de Justin Abdelkader foi exagero (antes da primeira "briga"). Já a segunda briga foi o que eu quero ver, uma reação tanto contra um cara chato quanto pela frustração do jogo. E que soco lindo, meu filho!

-não quero continuar dizendo que os Coiotes não entendem de hóquei, mas por que diabos o Sami Lepisto deu aquela tacada no Helm no fim do jogo? Ganhando por 3 gols de diferença fora de casa, precisava daquilo?

Jogo 7 é em Phoenix, terça-feira. Já estou estressado. O jogo ainda não tem horário definido, mas não se assustem se começar depois do Globo Esporte.

Estamos em casa: matem! 13 para as 12



Jogo 6 em casa, pela primeira vez desde 1999. Com só mais uma vitória, estaremos uma rodada mais próximos da redenção.

É agora.

Chutando as malas

Para não repetir o resultado do jogo 3, Mike Babcock mudou a rotina do Detroit Red Wings.

Ontem, ao retornar de Phoenix, o time saiu direto do aeroporto para um rinque de hóquei próximo. Para treinar.

Babcock não gostou da forma preguiçosa como o time atuou no jogo 3, quando recebeu o dia de folga ao chegar da viagem. Assim, preferiu colocar todos os jogadores para trabalhar ao descer do avião.

Isso me lembrou histórias contadas pelo Bernardinho, maior treinador brasileiro de qualquer modalidade esportiva de todos os tempos.

Durante a temporada irregular, alguns torcedores cometeram a heresia de pedir a cabeça de Babcock. Eu estou extremamente satisfeito com ele e espero que fique mais uma década entre nós.

Jogo 6 às 15h (pra mim, só amanhã à noite). Comemorem por mim.

sábado, 24 de abril de 2010

Detroit na frente

O jogo era às 23 horas, mas o blogueiro manteve-se de pé para assisti-lo. Duro é encontrar um link decente e parte do primeiro período foi perdida enquanto mudava-se de canal. Acontece. Paciência.

Paciência, também, para assistir a um jogo que não empolgou, exceção feita ao terceiro período. Mas nos playoffs até Abacatinho vira Coca-Cola.

Os Red Wings dominaram o jogo durante o primeiro período e tiveram duas oportunidades e meia em vantagem numérica, não convertidas em gol. A diferença entre Detroit e Phoenix na série tem sido os gols em VN. Se os Wings não marcarem os seus, fica tudo igual.

Nos minutos finais do primeiro período, logo após um icing, o Detroit colocou no gelo a linha 4 e se aproveitou do cansaço do adversário. Drew Miller marcou o seu primeiro gol nesta campanha, o famoso "gol de viradinha", termo cunhado por André José Adler. Miller, aquele que foi requisitado na Desistência, que não servia para o Tampa Bay Lightning (!) e que hoje é admirado pelos torcedores do maior time do mundo.

No segundo período, 13 segundos após a penalidade do camisa 13 Pavel Datsyuk, os Coyotes chegaram ao empate com o defensor Ed Jovanovski, que usou todo o seu tamanho para se posicionar à frente de Jimmy Howard. O gol não foi em vantagem numérica, mas nasceu da superioridade do Phoenix nos minutos anteriores.

Com um chute a cada cinco minutos, o Detroit deixou o gelo com apenas quatro tentativas a gol.

Howard fez possivelmente a defesa mais bonita de sua carreira logo após o fim de uma vantagem numérica para os Red Wings no terceiro período. Martin Hanzal deixou o banco de penalidades e partiu em breakaway. Howard defendeu o primeiro chute e também o segundo. Ao longo dos últimos dois jogos, o goleiro pegou 59 dos 60 chutes, elevando seus números para 92,5% de defesas e 2,42 gols sofridos por jogo.

Quando eram jogados redondos 11 minutos do terceiro período e a prorrogação já aparecia no horizonte como uma ameaça àqueles que morriam de sono, Datsyuk ganhou um faceoff pela primeira vez na série, Nicklas Lidstrom chutou e Tomas Holmstrom, embaralhado na área, matou o disco no peito, driblou dois zagueiros, deu um toque e driblou o goleiro... mentira, deu uma vassourada (by zeh) e empurrou pro gol vazio.

O gol derrubou a moral dos Coyotes, porque 69 segundos depois, com a linha 1 reunida novamente, Datsyuk marcou de costas o gol do 3-1.

E para não deixar Mikael Samuelsson se achando o cara mais fodão dos playoffs, Henrik Zetterberg marcou em rede vazia e chegou a seis gols na pós-temporada.

O Phoenix sente a falta de Shane Doan, seu capitão e jogador mais agressivo, tanto que os Wings foram superiores até no número de trancos nesse jogo.

Pelo segundo jogo seguido, o time do Arizona não liderou por um segundo sequer. Ainda assim, o tempo de liderança dos Coyotes na série é superior ao dos Red Wings em 20 segundos (1h11min01s contra 1h10min41s). Os jogos ficaram empatados por 2h38min18s (53%).

Jogo 6 no domingo, para vocês, e na segunda à noite, pra mim. E dá-lhe Red Wings!

Coyotes 1 - 4 Red Wings

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De novo: por que diabos tanto drama? Por que chutar a gol só 4 vezes no 2º período, contra 14 dos Coiotes? Por que não matar o jogo no começo, antes que a zebrada começasse a garfar pra Phoenix?

E eu falei bem depois do jogo passado, mas porque separar Franzén-Datsyuk-Holmstrom? Só ouvi o jogo e não sei exatamente o que aconteceu, mas os dois gols que garantiram a vitória saíram dessa linha. E admito, é uma configuração estranha, parece ser muito pesada, mas eles definitivamente funcionam.

E, mais uma vez, James Rookie Howard jogou horrores, nos salvando de uma lavada histórica no 2º período. Não gosto de depender de goleiro (não estou acostumado), mas o garoto sabe se virar na hora que está pegando fogo. Nos dois últimos jogos, 59 defesas em 60 chutes, isso depois de quase colocarem sua cabeça a prêmio.

Também vale lembrar: despeçam-se de Jason Williams. Ah, já até esqueceram dele? Não importa, ano que vem Justin Yabadelkader e Drew Miller são Wings em tempo integral, mesmo que tenham que dividir o crédito por um gol.

Agora é matar a série no Domingo, em casa. Let's go Red Wings!

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Esqueça as tendências. 14 para as 12


Derrota, vitória, derrota, vitória. Sou o único que quer parar com essa besteira?

Mathieu Schneider confirmado, Shane Doan é dúvida. Não importa. Fuck-se quem está do outro lado, aqui é Red Wings.

Não tem tendência, não tem coincidências, apenas uma certeza. Vitória. Virada na série. Jogo 6 será em casa. Wings em 6.

Por enquanto? Às 23hs de Brasília, enfrentamos o time da Liga no quinto jogo da série. Enfrentamos um time que toma nosso dinheiro, quer nossas tradições e anseia por nossa história. Vencedores? Nunca serão.

Ah, que pena de quem não é Red Wings...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um pouco sobre os Coiotes

O time de Phoenix sabe o que é pós-temporada? Vejam só:

-estão enfrentando um goleiro calouro;
-o "goleiro calouro" sempre teve problemas com autoconfiança; e
-apesar da boa temporada regular, o "goleiro calouro" jogou abaixo da média nos três primeiros jogos de playoff.

Sabendo de tudo isso, qual é a única coisa que você não pode deixar? O goleiro calouro ficar um jogo inteiro com a rede vazia. O "zero" no placar do jogo 4 pode ser o divisor de águas desta série.

O terceiro gol de Detroit saiu com pouco mais de três minutos faltando para o fim do jogo, tirando a chance de Phoenix tirar o goleiro. Mas mesmo assim, o último chute coiotense a ser disparado contra James foi dois minutos antes disso. Eles tiveram uma vantagem numérica no fim do jogo, mas não chutaram a gol.

Pô, Phoenix, o jogo estava perdido, mas não deixa o calouro ter um shutout! Só 6 chutes no terceiro período, sério? Muito obrigado.

Preparem-se

A gente sabe o motivo de termos problemas nessa série contra Fínix, o jogo físico e desregrado da galera do deserto. Assim, também é de se estranhar o fato de só um tranco ter sido desferido por um Arizonense nos últimos 10 minutos de jogo.

Não sei se a ausência de Shane Doan foi a razão disso (provavelmente foi), mas podem se preparar para os primeiros 5 ou 10 minutos do jogo 5. Com ou sem Doan, os Coyotes vão querer compensar essas duas falhas (falta de chutes e falta de trancos) logo no começo para tentar desestabilizar os Wings. Não é exagero dizer que esses minutos serão, até agora, os mais importantes da série.

Ninguém pensa nisso?

Phoenix Coyotes, propriedade da NHL. Vocês sabem o que isso significa? Você tem assinatura do Gamecenter? Paga o salário de Doan. Comprou uma camiseta do Lidstrom? Jovanovski te agradece. Um torcedor de Montreal (rá) comprou um bone? Garantiu Bryzgalofskidsd no deserto.

Como diabos um torcedor de outro time pode torcer (ou fazer um blog, sei lá) pelos Coiotes? O time só existe porque a gente o sustenta! Imagina só se essa franquia vagabunda dá sorte e ganha da gente, e depois ganha a Copa. Todos os times seriam "piores do que eles", mas todos teriam sustentado essa podridão. Alguém pensou nisso???

Caridade Winguística

Não, não é mais H2H, mas são torcedores dos Red Wings se unindo por um bem comum (ou não).

Três torcedores de Detroit que moram em Los Angeles foram até Phoenix(!) assistir o jogo 2 da série na Jobing.com Arena (que nome ridículo). No caminho pararam num mercado, mostraram uma foto de um polvo para o atendente (um chinês que não fala inglês(!!)) e receberam um bloco enorme de gelo. Ao derreter o gelo, lá estavam 10(!!!) polvos.

Resumindo, nove desses polvos foram parar no gelo, e um desses torcedores foi preso(!!!!). A fiança foi estabelecida em 500 dólares(!!!!!), que os amigos não tinham em dinheiro vivo. Assim, os amigos foram até um bar para procurar mais torcedores de Detroit (e é claro que acharam. chupa, coiote), e uma galera "Winga" de Phoenix juntou a grana para liberar o cara, que provavelmente ficou bêbado de tanta cerveja que pagaram para ele.

Hockeytown: No Limits.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Time de branco em branco

Sim, sim, sim, esse foi o meu primeiro jogo ao vivo dos Red Wings nos playoffs. Apenas não consegui escrever o post ontem à noite.

E por ter assistido ao vivo, não vi com a clareza de sempre, porque, você sabe, a transmissão ao vivo não é das melhores. Consegui enxergar um time de vermelho e outro de branco, mas o que estava nos uniformes era impossível distinguir. Um monte de borrão. Torci pro time de vermelho.

Apesar de não ter visto com clareza e nitidez, este post é o mais claro e preciso relato sobre o jogo 4 já publicado, derrotando os concorrentes de 25 idiomas, incluindo inglês, francês, espanhol, alemão e italiano.

Para quem entrava no jogo 4 em desvantagem na série, o começo de jogo não foi o ideal. Onde estava o desespero? Não é o desespero sinônimo de desesperança, mas de ódio, de raiva. Ou você mata ou você morre.

O time de vermelho não teve nenhuma grande chance de gol, nem mesmo em vantagem numérica, apesar dos 17 chutes a gol, todos dominados no peito pelo goleiro do time de branco.

Um desses chutes passou pelo goleiro, quicou em cima da linha e deu um duplo twist carpado antes de ser isolado pela defesa. Eu gritei gol, Valtteri Filppula gritou gol, o narrador gritou gol e 20 mil pessoas na Joe Louis Arena gritaram gol. Mas não foi. E não há nada mais broxante que comemorar um gol que não foi.

Pela primeira vez na série, o time de branco passou um período inteiro sem marcar gol. Em comparação, foi a quinta vez na série (até então, em dez possíveis) que o time de vermelho não marcou em 20 minutos.

O segundo período esteve muito favorável ao time de branco. Foi um tempo de muita disputa física, mas sem nenhuma boa oportunidade de gol.

Até que faltando menos de cinco minutos Henrik Zetterberg, o Sr. Playoffs, desviou um chute de Niklas Kronwall e abriu o placar. Até pra desviar chutes ele é o melhor do time.

Pela segunda vez na série, o time de branco passou um período inteiro sem marcar gol.

No começo do terceiro período, os jogadores de uniforme branco perderam várias chances de empatar o jogo. Muitas. Por diversas vezes estiveram próximos do goleiro de vermelho e chutaram pra longe. Eles me fizeram lembrar de John Mirolha, o piloto da OTAN (um antigo personagem do Casseta & Planeta que, provavelmente, você nunca viu).

Se tem sido duro torcer para os Red Wings, imagine-se como um torcedor dos Coyotes em um momento como esse. Ok, chega de imaginar, ninguém merece tanto sofrimento.

O jogo 4 foi recheado de trancos, alguns de muita força e que faziam a torcida se levantar. Um dos destaques neste sentido foi Darren Helm, que pela primeira vez na série apareceu mais do que um torcedor sentado na cadeira 221B.

Em minhas anotações já estava escrita uma crítica a Pavel Datsyuk. Puta que pariu, o russo queima a largada em todos os faceoffs. E cadê aquela habilidade manegarrinchiana de entortar os adversários com o taco? Há muito não o vejo praticando o que faz de melhor.

Faltando pouco menos de dez minutos para o fim do jogo, o time de vermelho passou 3:42 segundos em desvantagem numérica, incluindo 18 segundos com dois jogadores a menos no gelo. Foi o ponto alto da noite. Inspirada pelo sucesso do time nesse momento complicado, a torcida cantou "Let's Go Red Wings" e deixou dois brasileiros se perguntando, do lado de cá, se o jogo era mesmo em Detroit.

Desde a catástrofe do jogo 1 (três gols sofridos em três ameaças), o time de matar penalidades aniquilou 14 oportunidades do adversário, o que tem feito a diferença nesses jogos apertados.

Então Datsyuk e Zetterberg marcaram dois gols em 25 segundos e definiram o resultado. Créditos para Johan Franzen, que deu um passe preciso para o russo, e Todd Bertuzzi, que não desistiu da jogada, venceu a disputa nas bordas e assistiu o gol do sueco.

Ilya Bryzgalov, que assombrava a mente dos torcedores do time de vermelho antes da série, tem feito uma série bem abaixo do esperado, muito aquém da campanha na temporada regular que o elevou a finalista do Troféu Vezina.

Jimmy Howard, por sua vez, conquistou o primeiro shutout em playoffs de sua vida apenas em seu quarto jogo, mas vamos parar por aqui para não celebrar a estupidez de quem tenta criar polêmica na base da apelação (chupa, zeh).

Jogo 5 na sexta-feira, GO WINGS!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Red Wings 3 - 0 Coyotes

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29 chutes de Phoenix. 29 defesas de James Fucking Howard. Quarto jogo de pós-temporada na vida, primeiro shutout. Um enorme "Zero" no placar, com algumas defesas fáceis, algumas difíceis e algumas que pqp-eu-não-sei-como-ele-pegou, sem máscara e tudo mais.

Créditos ao time de desvantagem numérica, que matou 11 minutos com um a menos.

Créditos a Mike Babcock, que reuniu a linha dos Red Corvettes (ótima) e colocou Cleary com Datsyuk e Holmstrom (bons).

Créditos a rei de Abril/Maio/Junho, Henrik Zetterberg, com dois gols no jogo e 5 em quatro jogos.

Créditos também a Stuart e Kronwall, jogando muito bem precisando ficar um tempo a mais no gelo para compensar o pouco tempo de Rafalski.

Mas pelamordeHelm, porque esse time não consegue dominar um jogo? (ok, estou feliz e fico quieto)

E, de novo, parabéns e obrigado a James Howard. Cara, você é foda.

Agora é melhor-de-três. Let's go Red Wings!

Se não ganhar hoje, esquece os "15 para as 12"


2-1 contra na série, jogo em casa, precisamos ganhar para transformar essa porcaria numa melhor de 3. Gol de canela ou de barriga, gol irregular, vitória por 8 a 7, que seja.

Na Joe Louis, 19h30 de Brasília. 15 para as 12, mas hoje é 1 pelo ano.

Controvérsia? Aonde?

Jim Howard é nosso goleiro. Seja para os próximos 2 jogos, até Junho, ou para os próximos 12 anos, Jim Howard é nosso goleiro. Acostumem-se.

Em 2007-08, Chris Osgood jogou em 8 partidas de Março a Abril. Foi melhor do que o goleiro considerado titular, Dominik Hasek, em gols sofridos e porcentagem de defesas. Quando Hasek foi mal nos primeiros jogos da pós-temporada, foi fácil colocar Osgood em seu lugar.

Em 2009-10, Chris Osgood jogou em 2 partidas de Março a Abril. Foi muito pior do que o goleiro antes considerado reserva, Jimmy Howard, em todas as estatísticas. Com Howard padecendo frente a um time apático, é ridículo colocar Osgood em seu lugar.

Sim, Osgood tem três Copas Stanley, duas como titular. Sim, jogou em dois Jogos das Estrelas, tem 396 vitórias na carreira (10º na história da Liga) e é o 3º goleiro em atividade em número de shutouts.

E daí? Essa foi sua primeira temporada na carreira com mais derrotas do que vitórias. Foi a segunda temporada seguida em que teve mais de 3 gols sofridos por jogo e pegou menos de 89% dos chutes. Isso não é número de goleiro profissional.

Imagina então colocá-lo agora ou, como querem alguns, num jogo 5, caso o de hoje seja uma derrota. Colocar um goleiro de 37 anos que está jogando feito um boneco de posto de gasolina num jogo 5 de playoffs, não dá. Nos últimos 30 meses, em 4 ele teve bons números. Por acaso, isso foi durante os playoffs, mas eu não consigo acreditar que ele tem um "interruptor" que pode ligar quando chega em Abril.

Jimmy Howard é nosso goleiro, para o bem ou para o mal. "Mas ele não tem experiência!". Ah, cala a boca... Assim como todo jovem desempregado, Howard só vai adquirir experiência se trabalhar, caramba. Foi ele que nos trouxe até os playoffs, foi o jogador mais importante durante a temporada, e não merece ser arrancado de seu lugar por cause de três jogos onde a defesa errou mais vezes do que em todo o mês de Março.

Jimmy Howard é nosso goleiro. Que continue no gol. Se ganharmos a série e depois a Copa, ótimo. Senão... p*rra, em Janeiro já estávamos nos conformando com uma escolha top 10 no recrutamento.

Hoje só amanhã

O blogueiro do dia seguinte chegou! Aquele que até hoje não conseguiu assistir a um jogo ao vivo sequer e está sempre fugindo da Inet para evitar spoilers.

O jogo 3, que aconteceu ontem à tarde, eu só terminei de assistir há dez minutos.

Então vamos ao que de pior aconteceu no jogo do qual você já se esqueceu...

Em que pese o fato de ter que correr atrás no placar, o gol sofrido aos 29 segundos não foi de todo mal. Isso forçou os Red Wings a apertarem o da direita desde o começo do jogo. Nos playoffs é assim, dedicação total do primeiro ao último turno.

Mas que fique claro que você pode perder a vida, ou ainda pior, a Copa Stanley em 29 segundos.

O primeiro período foi o único realmente dominado pelo Detroit. Apesar das chances (e do gol) que o Phoenix teve no começo, foram praticamente 20 minutos de um time só.

Os Wings empataram em vantagem numérica, numa blitz ofensiva que não poderia terminar de outra maneira. Isso é que é vantagem numérica, pena que nunca mais se repetiu ao longo do jogo.

Curioso notar que Brad Stuart estava lá no ataque para fazer a jogada que resultou no gol de Valtteri Filppula. Ou seja, até um defensor brucutu é melhor do que Jason Williams...

O grande e único momento do segundo período aconteceu ao 1:52, quando Shane Doan se esborrachou nas bordas. Muita gente torceu pela sua morte, mas ele apenas se machucou. Foi a última vez que o Capitão Coiote apareceu no jogo.

Ainda no segundo período, e por todo o restante do jogo, os Coyotes tomaram conta, principalmente porque sua defesa participou ativamente das ações, até mesmo ofensivas.

Quando parecia que o jogo iria para o seu período derradeiro empatado, Niklas Kronwall errou o passe na defesa, os Coyotes atacaram e um chute ridículo gerou um rebote ridículo de Jimmy Howard. Os rebotes sempre foram o maior defeito do goleiro, que parecia ter melhorado.

Nunca pareceu que os Red Wings empatariam o jogo no terceiro período, mas a um gol de distância isso soava plenamente possível. Na disputa de faceoff no ataque, Pavel Datsyuk queimou a largada, sendo substituído por Johan Franzen no cara-a-cara. Sim, essa é a regra mais ridícula da NHL e ninguém entende como funciona. Franzen perdeu o faceoff, os Coyotes partiram feito o papaléguas, fizeram uma jogada muito vistosa e o disco foi parar no fundo da rede.

Até aquele momento, Ilya Bryzgalov não havia feito nenhuma defesa difícil, o que só aconteceu nos segundos finais.

E enquanto eu pensava que Franzen era a maior decepção do time na série, ele marcou o gol que devolveu a esperança. Agora sua nota subiu, sendo promovido a maior decepção ao lado de Datsyuk e Tomas Holstrom, ou seja, a linha 1. Não fizeram nada até hoje.

Ah, o gol de Franzen foi marcado com Henrik Zetterberg (melhor do time no jogo, em todos os jogos, em todos os playoffs e pra sempre) e Todd Bertuzzi no gelo.

Bom, então os Wings poderiam empatar o jogo, mesmo sem jogar para tanto. Mas Wayne Gretzky dizia e toda a torcida do Ceará sabe que você perde 100% dos chutes que não chuta.

Aí Kronwall tinha o disco no ataque, podia chutar, não chutou, o disco foi perdido, Ericsson se mandou do gelo na hora errada, Nicklas Lidstrom entrou numa fria e Howard se fudeu, sofrendo um gol muito defensável.

Antes do fim, Mike Babcock misturou as linhas ofensivas, uma medida de desespero sem fundamento algum.

Aliás, a palavra de ordem para o jogo 4 é essa: desespero. Mas no bom sentido. Os Wings precisam jogar para matar, senão vão morrer em casa.

Que vençam o jogo e que seja ao vivo. Chega de pílula do dia seguinte.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Deus abençoe James Blunt.

Querido diário, hoje abri a pasta "Baladinhas" do iTunes e a primeira música que tocou foi: So Long, Jimmy, do profeta James Blunt.


Era pra ser um momento daqueles... daqueles que machucam o coração; e de fato machucou. Nunca na historiografia musical do mundo pop, rock, folk, rebolation e tal ninguém escreveu uma música tão apropriada para o momento.

- Devo analisar os trechos, meus queridos jovens do meu Brasil varonil?
- Por favor, tio zeh.
- Ok, lá vai, com direito a traduções.


I just can't believe that it's over./ We were chilling out on the sofa.
- Eu não acredito que acabou. A gente já tava se acostumando com você, pequeno gafanhoto.

Does everyone have a different take?/ Do you seem real but I seem fake?/ Does everyone get hypnotized by your fire?
- Todo mundo exagera dizendo que você é o cara certo? Você é profissional e eu sou um torcedor chato? Ou você só da uma de gostosão, que nem o melhor goleiro do mundo (Legace).

I'm just so relieved that it's over./ We were hanging out going nowhere,
- Eu estou aliviado de que acabou. A gente estava indo pra lugar nenhum.

Did you burn that bridge yourself,/ Or did the voodoo magic help?
- Você cagou o pau sozinho ou foi o Gary Bettman que te pegou de jeito com o voodoo?

Are you just cool and I'm just baked?/ Does everyone get mesmerized by your fire?
- Você é fodão ou eu que sou cricri? Todo mundo se encanta com teus espasmos de "goleiro"?

So long, Jimmy, so long./ Though you only stayed a moment,/ We all know that you're the one.
- Adeus, Jimmy, adeus! Vai timbora, carniça nojenta. Você vem com esses peitos moles pensando que é moça... A gente já tá te sacando.

So long, Jimmy, so long./ Sure we're glad for the experience,/ We miss you now you've gone./
- Adeus, Jimmy, adeus! Claro que a gente agradece a preferência, mas o Red Wings precisa de goleiro de verdade. A gente vai sentir saudade (até parece).

We're just swimming in your soul 'cause,/ We all wish we wrote this song./ Life goes on.
- E o fantasma dessa eliminação vai te perseguir pelo resto da carreira. A gente queria que você fosse o cara... A vida continua.

Eu gosto do Jimmy, não gosto do que ele está fazendo.

E, senhoras e senhores, quando o Red Wings estiver a um jogo da eliminação TODOS, ABSOLUTAMENTE TODOS vocês vão pensar: "bem que o tio zeh falou".

Go Wings!

Red Wings 2 - 4 Coyotes

Não vi e não quero ver.

Só sei que Lidstrom e Rafalski somaram -5 e Howard ficou descontente consigo mesmo.

O que importa é: se não ganhar amanhã, já era.

domingo, 18 de abril de 2010

Hudler de volta? Não importa: 15 para as 12

Se quiser, Jiri Hudler pode voltar aos Red Wings ano que vem, de acordo com o chefão do Dynamo Moscow. Então, que ele volte com o time campeão.

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Phoenix acha que entende de pós-temporada. Com o jogo físico (leia-se "sujo"), uma "tradição" carregada de outro país e cobras de plástico, acham que conhecem pós temporada. Mas nunca passaram nem de uma primeira rodada.

Esse time dos Coyotes vai aprender hoje o que são os playoffs. Só se conhece a "temporada de verdade" quando se entra na Joe Louis Arena. Chegando ao ginásio, com as ruas circundadas de bandeiras de "Welcome to Hockeytown", entrando pela entrada ao lado dos portões de Gordie Howe, entrando naqueles vestiários e sentindo o teto tremer com peso de uma cidade inteira.

Só se conhece os playoffs quando se entra naquele mar vermelho, que na verdade é vermelho e branco, com o dourado da Suécia combinando, e esse mar não é estratégia de marketing, é pura paixão por qualquer um que estiver usando a Roda Alada no peito.

Entrando no ginásio, Shane Doan vai olhar para cima e se sentir indigno da camisa número 19. Hoje os Coyotes vão descobrir o que são playoffs. Às 16hs de Brasília, nosso amigo Al desce do teto.
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Let's go Red Wings!

E agora, zeh-tterberg?

Eu sei que estão todos com a cabeça no jogo 3, mas eu só assisti ao jogo 2 nesta bela manhã de domingo e me sinto no direito de escrever o mais fiel, verdadeiro, conciso e objetivo relato sobre a partida.

E como são belas as manhãs de domingo em que os Red Wings vencem os jogos disputados nas noites de sexta-feira!

Pra mim, o jogo era "ao vivo". E eu torci como se fosse.

O primeiro período é para ser esquecido, quando eu temi pelo pior. Pensava que aquele jogo era uma das piores exibições dos Wings a que eu assisti nos playoffs em toda a minha vida.

Pavel Datsyuk passou de ladrão de discos a roubado; Niklas Kronwall entrou com a nádega direita para a galeria dos cinco momentos mais vergonhosos da história do Detroit; Dan Cleary voou para lá e para cá a cada tranco de Shane Doan.

Ainda não entendo como o time sofreu apenas um gol nesse período, tendo jogado 20 minutos em desvantagem numérica — eu não vi por uma vez sequer cinco jogadores de vermelho no gelo.

Então entrou em ação o "Fator Joseph Climber" no segundo período.

Henrik Zetterberg empatou o jogo em vantagem numérica, em uma tabela com Valtteri Filppula. Trinta e oito segundos depois, os Coyotes recuperaram a liderança, após cagada monstruosa de Jimmy Howard — não foi falha de comunicação com a defesa, foi precipitação pura e simples.

Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, abatido, mas não os Red Wings.

Um minuto e 15 segundos depois, Pavel Datsyuk marcou seu primeiro gol em 15 jogos nos playoffs, depois de uma bela assistência de Johan Franzen que fez você se perguntar — sim, você se perguntou — como é que ele fez isso. Mas a defesa errou novamente, os Coyotes conseguiram outro gol e voltaram ao topo.

Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, sem vontade de cantar uma bela canção, mas por Yzerman estes são os Red Wings!

Todd Bertuzzi levou um tranco de Ed Jovanovski no meio do gelo, mas instantes antes fez o passe para Filppula disparar em contra-ataque. Quando o finlandês pegou o disco, você sabia que ele iria parar dentro do gol — sim, você sabia que ele iria driblar para a mão esquerda.

O terceiro gol dos Wings em alguns minutinhos causou um apagão nos Coyotes. O Detroit poderia ter aproveitado as várias oportunidades que se seguiram para matar o jogo. Em um longo turno, mesmo em 5-contra-5, atacavam como se estivessem com dois homens a mais.

Um período para ficar gravado e guardado na prateleira dos grandes momentos.

No começo do terceiro período, Justin Abdelkader recuperou o disco, patinou em direção ao gol e fez um belo movimento para aniquiliar Ilya Bryzgalov. Abdelkader, o homem que marcou gol nos jogos 1 e 2 da Copa Stanley 2009 me fez lembrar os grandes jogadores do hóquei. Não era mesmo Gordie Howe ali naquele lance? Adeus, JW29.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas e ele, logo ele, Doan, o Capitão Coiote, empatou o jogo em mais um tiro no escuro da defesa vermelha-e-branca.

Qualquer um de nós ficaria chateado, desmotivado, abatido, mas lembre-se que estamos falando dos Red Wings!

Zetterberg deu o disco para Bertuzzi e se posicionou em frente ao gol. O chute do camisa 44 foi rebatido por Bryzgalov e lá estava o Sr. Playoffs para marcar o gol da vitória.

A galeria de troféus dos Red Wings deveria se chamar "Salão Henrik Zetterberg".

Filppula ainda marcou o sexto gol, em vantagem numérica, e Zetterberg completou seu hat trick com a rede vazia.

Agora entendo por que Dave Tippett escalou seu melhor par defensivo (Jovanovski-Michalek) para combater a linha de Zetterberg, deixando para o segundo par (Aucoin-Lepisto) a missão de parar o trio ldierado por Datsyuk.

E com base nessa informação, deveríamos esperar e cobrar mais de Franzen-Datsyuk-Holmstrom.

E para não falar que não falei daquele que sempre falamos, esse foi o melhor jogo da vida de Bertuzzi com a nossa camisa. Depois que ele se envolveu fisicamente em meados do segundo período, passou a dominar como nos velhos tempos.

Dá-lhe Red Wings!

sábado, 17 de abril de 2010

Coyotes 4 - 7 Red Wings


A defesa falhou (muito). O ataque apagou (pouco). Foram 13 chutes por período, mas que diferença nesses 13 chutes. Sinceramente, no primeiro período, tive a sensação que foram só uns quatro.

Entre marcações erradas da arbitragem (mais um Wing sangrando sem penalidade para Phoenix) e subidas erradas dos defensores (Rafalski e Ericsson, principalmente), Filppula e Zetterberg salvaram a pátria.

Entre defesas de Howard e Bryzgalov e trancos sujos de Shane Doan, lá estava Justin Abdelkader, garantindo seu lugar no elenco pelos próximos 2 anos. Valeu Jason Williams, bom te conhecer (na verdade, não foi).

Onze gols no jogo, 5 deles num espaço de 3:58 minutos no 2º período. Buscamos o empate em três oportunidades. Marcamos três gols nos dez últimos minutos de jogo. Não tivemos uma vantagem numérica em 35 minutos, mas fizemos gols nas duas extremidades dessa sequência.

Time de pós-temporada é assim. Não é um time do Arizona que vai nos parar. Com mais um polvo atirado no gelo no meio do deserto, está toda a tradção que acompanha a maior franquia de hóquei nas duas últimas décadas.

E, falando sério, Henrik Zetterberg em playoffs é história sendo feita a cada segundo. Sensacional.

Jogo 3 no domingo à tarde, de volta para casa com a série empatada. Let's go Red Wings!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Força: 16 para as 12

Shane Doan, o atual inimigo número 1 de Detroit (e da Suécia, e do Brasil). Justin Abdelkader, o terceiro Red Wing em número de trancos apesar de jogar apenas 50 jogos. Se os Coyotes ganharam o primeiro à força, vamos jogar com habilidade E força no jogo 2.

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Mudanças à vista, o time de hoje é:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Bertuzzi
Cleary-Helm-Miller
Draper-Abdelkader-Eaves

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Ericsson-Lilja

Howard no gol.

Com essa terceira linha, Mike Babcock mostra a todo mundo que atacar é exclusividade das duas de cima. Colocando Dan, Darren e Drew (a primeira linha tri-dimensional do mundo) nesta posição, o que se espera é uma linha mais trombadora (ainda que leve) e de passe mais rápido, tudo para fugir da voracidade dos Coiotes.

Voracidade que inclui os torcedores, como o que nos agraciou nos últimos dias. Opa, ele não é torcedor de Phoenix? E ainda que nos ensinar o que é um "mar branco"? Pois bem, o mar branco da Jobing Arena parece o Papai Noel com o nariz sangrando, mas vamos deixar para lá... Brincadeiras à parte, vamos nos comportar. E lembrem da 1ª regra anti-troll: não alimente o maldito.

É hoje, 23hs de Brasília.

Let's go Red Wings!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Doan em quem doer

Depois da derrota no jogo 1, o inimigo já tem um rosto.



Shane Doan mudou a história da partida, virando o momentum cada vez mais a favor dos Coyotes com seus trancos, penetrando na cabeça dos jogadores do Detroit.

Não foi coincidência a queda de rendimento dos Red Wings ao longo do tempo. Doan arrombou a porta e botou todos os seus amigos pra dentro. E aí não teve mais volta.

O Capitão Coiote cumpriu o seu papel de agitador, merecendo uma nota dez com louvor. E é bom que ele se preocupe com isso, porque assim o Phoenix tem um atacante a menos para infernizar a vida de Andreas Lilja e Jonathan Ericsson.

Em determinado momento, Brad Stuart se aproximou para conversar com Doan. Ele pode ter dito desde "eu vou te matar" a "irmãozinho, por gentileza, pega leve!", mas a melhor vingança para a agressividade do adversário seria o gol marcado em vantagem numérica.

Os Red Wings não aproveitaram as suas oportunidades, ao contrário dos Coyotes, que converteram as três primeiras chances.

A dúvida, durante o jogo, era se os Red Wings conseguiriam matar pelo menos uma penalidade.

No lance do gol da derrota, foi Doan quem interferiu com Darren Helm, impedindo o central da apagada terceira linha de bloquear o chute.

Segundo informações de Mickey Redmond, os Red Wings sofreram apenas sete gols em desvantagem numérica nos 29 jogos anteriores e não sofriam três gols de PP no mesmo jogo desde a abertura da temporada na Suécia.

Ou seja, deu tudo errado. O Detroit jogou mal e errou muito. Aquele time que fez a melhor campanha pós-Olimpíadas não é o mesmo que jogou na quarta-feira.

Culpa de Doan.

Eu quero Hasek de volta.

O que acontece quando um time perde, jovens mancebos do meu Brasil varonil?


Em quem colocamos a culpa? No ataque? No meio de campo? Na defesa? No goleiro? No Sobotka?

Esta pergunta feita aos usuários do blog teria uma resposta unanime: "Todos são culpados, tio zeh. Todos. Inclusive você".

Entretanto, há umas temporadas, essa história era diferente. A culpa era toda e absoluta de Dominik Hasek. Lembram disso? Em 2007-08 ele foi o único culpado do susto que tivemos ainda na primeira rodada, esta mesmo que estamos começando com o pé errado.

Em 2007 Hasek jogou quatro partidas, perdendo as duas últimas da sua carreira como um Red Wing (se jogou depois não importa) e São Osgood WASgood foi Good do primeiro ao último segundo daquelas finais. Literalmente ao último segundo.

- Tio zeh, mas há diferenças entre aquela e esta temporada, não é?
- Claro. E muitas, pequenos gafanhotos!

Naquela temporada, Ozzie tinha ido bem na fase classificatória. A pressão sobre ele era nula. Ele não tinha sido campeão na temporada anterior à anterior. Ele era apenas um goleiro reserva de um dos melhores que já jogou o esporte.

Nesta temporada, infelizmente, os papéis se inverteram. Utilizaram Jimmy Howard como titular a temporada inteira e não deixaram que o Babyface ocupasse o posto que lhe é de direito.

Faltam, então, três jogos para que Ozzie faça sua estréia na corrida pela Copa? Talvez, mas eu não arriscaria. Temo que Howard sofra da síndrome de Legace (melhor goleiro da história(!)) e faça feio nas finais.

Sinto muito, entre Osgood e Howard no PlayOff, vou de Osgood em 16 vitórias, nem que sejam necessários mais 27 jogos.

zeh.

P.S.: Este post não culpa Jimmy Howard pela derrota. Apenas quero dizer que, se as coisas continuarem a dar errado no PK, PP e tal e tal, eu acredito que Osgood pode fazer o que fez e trazer o caneco pra gente.

Coyotes 3 - 2 Red Wings

Os times especiais perderam o jogo.

3 gols sofridos em desvantagem numérica. 1 de 6 no powerplay. 38 defesas do goleiro adversário. Droga...

Falando do time

Primeiro período foi uma beleza, jogo rápido e todo mundo acordado. A partir do 2º período, o time voltou a ser aquele de Novembro. Passes errados, desvantagem numérica estática, atacantes adversários na frente de Howard e powerplay impotente.

Sério, por que diabos Datsyuk segura o disco por 30 segundos numa vantagem numérica? Tenta alguma coisa além de dançar pra lá e pra cá, meu filho! E aprende que, nos playoffs, só roubar o disco não serve pra nada.

E pelamordedeus, alguém tira o Williams de lá. Agora, além de inoperante em 5-contra-5, ele também mata o power-play. Se passar para ele, pode ter certeza que o disco vai sair da zona ofensiva. Sempre. Yabadaba, é com você.

E voltamos àquela maldita mania que os defensores tem de subir na hora errada. Stuart, Lilja, Rafalki umas 5 vezes. Fica lá atrás, caramba.

O adversário

Créditos a quem merece. Seguindo a cartilha "Como ganhar dos Wings nos playoffs", os Coyotes jogaram uma partida física do início ao fim, sem nos deixar respirar. Jogando no limite (e por vezes atravessando) da legalidade, Shane Doan e companhia trucidaram Detroit no 2º e 3º períodos.

A arbitragem

Não sei se vocês sabem, mas os Coyotes já terão um novo proprietário na temporada que vem. Por enquanto, ainda é da NHL. Por enquanto, ainda são os torcedores dos outros 29 times que financiam a cambada do deserto.

Os juízes foram mal em muitos momentos. Penalidades erradas para os dois lados, algumas com rigor excessivo e outras sem o rigor necessário. Mas temos que dizer:

-3º gol de Phoenix. Zetterberg perde o faceoff e um Coyote se choca propositadamente com Darren Helm, o responsável por cobrir Derek Morris, que chuta e faz o gol. Uma interferência não marcada e um gol sofrido no mesmo lance.

-5 pontos. Foi o necessário para consertar o lábio superior de Nicklas Lidstrom. Os juízes disseram que foi o taco de Valtteri Filppula que fez isso. Como assim? Os Coyotes estavam com um homem a menos, e a penalidade double-minor nos daria 2 homens a mais por 1:20 minuto e 1 a mais pelos 2:40 restantes.

Mas acho que ontem à noite nem com 5-contra-2 por 10 minutos a gente faria um gol...

Jim

Não Jimmy, não James, ontem ele foi simplesmete Jim. Simplesmente Jim fez algumas boas defesas, não jogou muito assustado apesar de estar com essa cara nas tomadas mais próximas, mas o 3º gol foi fraco. Sem ninguém na frente de Simplemente Jim, sem desculpas.

Jogo 2 amanhã, 23hs.

(e se alguém quiser alguma coisa mais coerente, vejam o comentário do Nicolas)

PS: "kd a torcida de Detroit em PhX?"

Tá aqui.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Game 1, Round One. 16 para as 12

Barba por fazer. Polvos fervidos. Injeções de cortisona. Prorrogações intermináveis e heróis improváveis. Playoffs, meus amigos.

ImageHost.org

16 a 28 jogos. Não menos do que isso.

A busca pelo Cálice Sagrado começa hoje. O cálice de Lord Stanley, que já foi propriedade do Capitão. Também já foi erguido por Deus, que deu a seus amigos a oportunidade de nele tomar o pão líquido.

O cálice foi visto pela última vez nas mãos sujas de uma criança indigna, a ela entregue por um troll que vive nas colinas amaldiçoadas de Nova Iorque. Cabe agora a Rei Arthur Babcock e Sir Lidstrom liderarem seus guerreiros na busca pelo maior e melhor troféu esportivo no mundo.

E a jornada começa no mais improvável dos lugares, num deserto onde ninguém conhece hóquei no gelo. Há até quem duvide que eles conheçam gelo. Num ambiente hostil onde 12 mil torcedores (só?) vão tentar silenciar a mais fantástica torcida da NHL.

É hoje, é agora, 23hs, na Jobing Arena. Falem à vontade, "Wingos" perdidos nesse hemisfério esquecido. Let's go Red Wings!

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quem?

Quem vai jogar?

A escalação do jogo 1 é a mesma do fim da temporada:

Franzén-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Bertuzzi
Cleary-Helm-Eaves
Draper-Miller-Williams

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Ericsson-Lilja

James Howard no gol.

Justin Abdelkader e Brad May já foram convocados de Grand Rapids e mais alguns são esperados nos próximos dias, mas ninguém joga amanhã (mas é bom Jason Williams mostrar serviço, Yaba só está esperando).

Quem tem que carregar o time?

A pergunta surgiu no podcast The Obstructed View, e as respostas foram Howard, Lidstrom e Franzén.

Como em qualquer série de playoffs, o goleiro é importante, por isso James vai ter que aparecer (por sinal, todo mundo (inclusive eu) fala do Bryzgalov, mas os números de Howard são melhores que os do Coiote).

Mas a minha resposta é Pavel Datsyuk. Para começar, ele é sempre um jogador estranho nos playoffs. Em apenas duas edições ele esteve próximo de 1 ponto por jogo, e o time precisa dele. Nesta série contra Phoenix, o vejo como principal jogador.

Os Coyotes tem um "ataque" razoavelmente profundo, mas nada que nossas quatro fortes linhas não possam conter. Assim, não vejo tanta pressão para cima de James. Por outro lado, a defesa de Phoenix é a força do time, por isso vejo Datsyuk como o homem da série. Se ele jogar como sabe, torcer e contorcer a defesa, dar bons passes para a "Mula-versão-playoffs" e chutar mais do que o normal, Pavel pode ganhar a série para nós.

(Mas Howard, jogue bem!)

Quem tem uma cobra no jardim?

Alguns "tuiteiros" e blogueiros dos Coyotes inventaram uma brincadeira para arremessar cobras no gelo (entendeu, né? a gente tem o polvo, playoffs... Arizona, deserto, cobras...). A brincadeira cresceu e apareceu até na TV, e o time pediu para a torcida não jogar nada no gelo., sob pena de expulsão e até banimento do ginásio (tudo bem ser banido, daqui a pouco o time vai embora).

E lembre da regra com Al e nossos polvos: pode ser arremessado uma vez no jogo, na segunda vez o time da casa é penalizado por atraso de jogo e fica com um homem a menos por dois minutos.

Ou seja: tem algum leitor em Phoenix? Se tiver, jogue uma cobra, de preferência viva, no gelo da Jobing Arena. Obrigado.

Quem torce para Phoenix?

Aparentemente, só 8 pessoas. Os mesmos blogueiros do tópico acima escreveram "requerimentos de adoção" para torcedores do St. Louis Blues torcerem para Phoenix.

O argumento? "Fuck Detroit".

Como é que é? Ano passado, numa temporada desastrosa, a Jobing Arena recebeu em média 14 mil pessoas por partida. neste ano, com uma boa corrida para a pós-temporada, a média é de 12 mil pessoas nas arquibancadas. Torcida boa é isso aí, né? Não vai no ginásio e pede ajuda de outros times... Patético.

E aí, quem vai ser o jogador-chave do time nesta série, e quem vai jogar a cobra (opa) no gelo?

domingo, 11 de abril de 2010

Phoenix (4) vs. Detroit (5)

Primeira rodada
ImageHost.org

Coyotes Estatísticas Red Wings
107 Pontos 102
50 Vitórias 44
25 Derrotas 24
7 OT/SO 14
2.57 Gols pró/jogo 2.72
2.39 Gols contra/jogo 2.52
14.6 PP (%) 19.2
84.5 PK (%) 83.9


Histórico contra Phoenix em temporada regular:
  • Desde 1996-97: 30 vitórias, 9 empates, 16 derrotas. 184 gols marcados, 147 sofridos
  • Desde o locaute: 15 vitórias, 5 derrotas. 78 gols marcados, 53 sofridos
  • Nesta temporada: 2 vitórias, 2 derrotas (as 2 na prorrogação). 13 gols marcados, 11 sofridos.
Opinião

Eric Duhatschek, Globe and Mail. Coyotes em 7
Pierre LeBrun, ESPN.com. Wings em 6
Ray Ferraro, TSN. Wings em 6
Ross McKeon, Yahoo. Wings em 6
Mark Spector, Sportsnet.ca. Wings em 5
Bob Duff, NBCSports. Wings em 6
Bob McKenzie, TSN. Wings em 5
Craig Custance, Sporting News. Wings em 7
zeh. Wings em 4 ou 5
Humberto. Wings em 5
Guilherme. Wings em 6

Histórias

Lá e de volta outra vez!

Uma semana fora de casa, uma semana de poucas notícias sobre o que realmente importa (Red Wings) e o que não importa nem um pouco (o resto do mundo).

Acabei de assistir a dois vídeos que merecem ser compartilhados, registrados, divulgados, eternizados aqui.

São mais dois episódios não-oficiais da série lançada pela NHL.
É um episódio oficial, lançado pela NHL, e outro não-oficial, inspirado na série.

No primeiro, Herm to Hockeytown.




No segundo, Steve Yzerman.



Se você não conhece os detalhes dessas histórias, você não é deste planeta. E isso é tudo.

sábado, 10 de abril de 2010

Três dígitos e um troféu

São dez temporadas consecutivas alcançando a marca centenária em pontos, e isso num ano muito ruim para o time.

Desde a(s) Olimpíada(s) Detroit conquistou 80% dos pontos disputados (32 de 40), e hoje ocupa a 5ª colocação no Oeste. Tem gente fazendo contas malucas e dizendo que só podemos chegar em 7º, mas tenho preguiça de procurar confrontos diretos e afins.

O jogo de ontem, contra Columbus, mostrou mais uma vez que James Howard é/foi um dos caras mais importantes no ano, se não o mais importante. Foram 22 defesas durante o jogo e só 1 gol sofrido em 4 cobranças de pênaltis, muitas dessas defesas muito difíceis (e ainda deu sorte com a trave), ao contrário de Steve mason, que defendeu 45 chutes, a maioria sem levar perigo.

Vitória por 1-0 nos pênaltis, a segunda dessa forma em 2 semanas. E alguém acha que Howard não merece o troféu Calder?

  • 12º em jogos disputados (62)
  • 9º em vitórias (36)
  • 5º em gols sofridos por jogo (2.27) (3º entre os goleiros que começaram no mínimo 50 jogos)
  • 5º em porcentagem de chutes defendidos (92,4%) (3º entre os goleiros que começaram no mínimo 50 jogos)
O troféu é dado ao melhor calouro da temporada, dentro de alguns requisitos (número máximo de partidas em temporadas anteriores e idade, por exemplo). James Howard hoje tem 26 anos, por pouco entrando na categoria calouro, já que estes deveriam ter 25 anos até Setembro do ano passado.

A idade é o único argumento que pesa contra Howard na disputa. Ele foi mais consistente do que Tyler Myers (BUF) ou Matt Duchene (DEN), e muito mais importante para seu time do que os outros citados. Não é exagero nenhum dizer que estaríamos fora dos playoffs se não fosse por Jim.

E para quem quiser dizer que Howard foi bem por causa de Lidstrom ou Rafalski, lembrem que também temos Ericsson, Lebda e Meech. Além disso, Myers e Duchene tiveram Ryan Miller e Craig Anderson segurando suas equipes.

(e um cara já tentou dizer que Tuuukkka Rask (BOS) mereceria o prêmio, apesar de só ter jogado 44 partidas. não)

E por enquanto não falei nada sobre Vezina, mas até que ele poderia ser indicado... vou parar por aqui.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Atchim!...

Que saco... vamos lá, muita coisa pra falar:

Detroit 4-3 Columbus

Mais uma vitória, três gols marcados em 1:30 minuto, mais um bom jogo de Tomas Holmstrom e da terceira linha (Cleary-Helm-Eaves, "2 Corvettes e 1 Panzer"), mais um jogo que James Howard brilhou (esqueça as estatísticas, ele pegou muito). Nesse momento estamos em 5º na conferência.

Tomas Holmstrom

Homer foi indicado pelo time ao prêmio Masterson, dado ao jogador que mais demonstra "determinação, perseverança e espírito esportivo" na Liga. Cada time indica um jogador, e daí os jornalistas escolhem os finalistas e o vencedor.

Parabéns a Homer, determinação e perseverança são com ele mesmo, mas acho estranho que Andreas Lilja não tenha sido o indicado.

"Black Aces"

Black Aces são aqueles jogadores que ficaram em Grand Rapids durante a temporada e reforçam os Wings nos playoffs, quando não há limite salarial ou de número de jogadores. Esse anos serão sete: Justin Abdelkader, Brad May, Mattias Ritola, Jan Mursak (atacantes), Doug Janik, Jakub Kindl (defensores) e Daniel Larsson (goleiro).

Provavelmente apenas Yabadelkader e May verão algum tempo de jogo, mas sempre tem uma boa surpresa nesse meio.

Eu Sou Hockeytown

Quer aparecer no vídeo oficial de pós-temporada dos Wings? Mande um vídeo de até 10 segundos para cá e você terá sua chance. No link estão os detalhes, mas basicamente você deve falar "I am (nome), I am (cidade), I am Hockeytown".

Participem.

Helm é Deus

Não tive chance de falar ainda, mas Darren Helm está com o nariz quebrado. Isso aconteceu em sua primeira participação no jogo de domingo (onde ele marcou um gol), e Helm comentou apenas que "se está quebrado, está quebrado".

quarta-feira, 7 de abril de 2010

(crie seu título)

Jogo daqui a pouco, em casa, contra Columbus. Os Jaquetas Jeans tem muitos jogadores de AHL no elenco e não é certeza que Rick Nash joga.

Detroit vai com:

Franzen-Datsyuk-Holmstrom
Filppula-Zetterberg-Bertuzzi
Cleary-Helm-Eaves
Draper-Miller-Williams

Lidstrom-Rafalski
Kronwall-Stuart
Ericsson-Lilja

Howard no gol.

Amanhã tem algum post útil, é um saco escrever com o nariz escorrendo no teclado (exagerei, mas que é ruim, é).

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Brincando de azarão

Alguém acha mesmo que Detroit vai ser azarão na pós-temporada? Não importa se ganhamos menos do que 50 partidas ou se não fizermos 100 pontos (precisamos de 4 dos últimos 6 para isso), os Wings vem de duas Finais consecutivas, três finais de conferência seguidas e numa sequência de 19 anos nos playoffs. Isso lá é azarão?

Mas para deixar as coisas mais divertidas, vamos nos lembrar que o mando de gelo na primeira rodada é impossível, que com certeza seremos cabeças-de-chave entre 5º e 8º. Time bom não escolhe adversário, mas vamos fingir que sim. Quem podemos enfrentar? São quatro possibilidades:

San Jose Sharks

-O ataque é o melhor da Liga, a defesa é a melhor.
-Joe Thornton é conhecido por sumir nas horas importantes (53 pontos em 76 jogos de playoff), e só tem 11 pontos em 16 jogos contra Detroit desde 2006. Porém...
-...nunca teve Dany Heatley a seu lado. Heatley tem 35 pontos em 34 jogos de pós-temporada na carreira.
-No gol está Evgeni Nabokov, que parece sumir nos momentos importantes. Ele é uma mãe contra Detroit, tem só 88,5% de defesas contra os Wings desde 2006.
-Contra os Wings nesta temporada: 1 vitória (nos pênaltis), 1 derrota na prorrogação e 2 derrotas no tempo normal.

Chicago Blackhawks

- melhor ataque, melhor defesa.
-Considerando apenas pós-olimpíada, é a 11ª pior defesa da Liga.
-O goleiro Cristobal Huet, salário de US$5,625 milões por ano, tem 89,5% de defesas na temporada, 83,3% nos últimos 6 jogos, e perdeu a vaga para Antti Niemi.
-Contra os Wings nesta temporada: 2 vitórias em tempo normal, 1 vitória nos pênaltis, 2 derrotas (falta mais um jogo). As duas vitórias aconteceram quando Detroit estava com metade do elenco no hospital.

Vancouver Canucks

- melhor ataque, 12ª melhor (?) defesa.
-O goleiro titular é Roberto Luongo, numa fase ruim desde março.
-Tem os irmãos Henrik e Daniel Sedin (ambos com mais de 1,3 ponto por jogo).
-Contra os Wings nesta temporada: 1 vitória, 1 derrota na prorrogação, 2 derrotas no tempo normal.

Phoenix Coyotes

- pior ataque da Liga, melhor defesa.
-O goleiro, Ilya Bryzgalov, tem 93,7% de defesas em 16 jogos de pós-temporada. Ele lidera a Liga em shutouts, e está entre os 8 melhores em termos de gols sofridos e porcentagem de defesas.
-O time é propriedade da NHL, para evitar a sua falência, até que alguém o compre.
-Apenas dois jogadores (Shane Doan e Matthew Lombardi) tem mais de 50 pontos no ano.
-Tem a 3ª melhor campanha pós-olimpíada.
-Contra os Wings nesta temporada: 2 vitórias (ambas na prorrogação) e 2 derrotas.

Conclusão: repito, não quero escolher adversário, mas me sentiria melhor enfrentando Sharks ou Blackhawks de cara, logo na primeira fase. Em primeiro lugar, quero batê-los antes que eles ganhem um série e achem que não são amarelões, e eu segundo lugar, Henrik/Daniel e Bryzgalov/Bettman me assustam mais do que Thornton/Heatley ou Hossa/Kane.

E vocês, o que acham?

Eterno (continuação não autorizada).

Se me perguntassem quem é o jogador que mais admiro no Detroit Red Wings, entre muito antes, antes, hoje e depois, com certeza não diria Gordie Howe, Ted Lindsay, Alex Delvecchio, Steve Yzerman, Bob Probert, Konstantinov, Igor Larionov, Mike Vernon, Crhis Osgood, Nicklas Lidstrom ou Andreas Lilja.

Como muitos já sabem, talvez dissesse Kris Draper, Dan Cleary ou
Kyle Quincey. Com certeza diria outros dois nomes, Emmannuel Fernadez Legace III (que já não cabe mais) e Darren McCarty.

Quando falo de admiração não estou falando de alguém que fez mais pontos, gols ou assistências em playoffs; de alguém que pode ser negociado a peso de ouro para trazer um jogador que todo mundo quer; de alguém que toda criança quer ser quando crescer.

Admiração vem de ver um profissional cortar as mangas da camisa para jogar. Vem de estar presente nos jogos mais importantes e fazer a diferença. Vem de destruir um oponente de forma lícita e ilícita, continuar no jogo mesmo merecendo ser banido do esporte e marcar o gol da vitória na prorrogação e abrir caminho para o campeonato.

Admiração vem de ver um ser humano que errou, entregando-se às drogas, que teve uma segunda chance e aproveitou, jogando ao lado de outros monstros sagrados do esporte (falo de Dallas James Drake).

Admiração vem de ver uma criança que usa uma máscara de mais velho e responsável, mas que sabe que pode fazer "palhaçada", como amarrar a Copa Stanley na traseira de sua Harley e passear pelas ruas de Detroit na madrugada (imagem meramente ilustrativa).

Admiração vem de reconhecer tudo o que Big Mac fez pelo Detroit Red Wings. E vice-versa.



domingo, 4 de abril de 2010

Post desnecessário

Não vi nada dos jogos do fim de semana.

Perdemos dos Predators na prorrogação e perdemos dos Flyers no tempo normal.

A primeira derrota quebrou a sequência de vitórias consecutivas (sete). A segunda derrota foi a primeira (!) em 60 minutos desde 9 de março.

O jogo de domingo marcou, também, pela presença de Chris Osgood. Não dava pra exigir muito dele, que não aparecia desde mil novecentos e antigamente.

Agora a campanha dos Red Wings pós-Olimpíadas é de 13-3-2, com 28 pontos conquistados em 36 possíveis, aproveitamento de 78%.

Ah, já estamos classificados para os playoffs.

E uma boa semana a todos, que eu viajo amanhã (a trabalho) e só retorno no sábado.

sábado, 3 de abril de 2010

O fim de semana

Dois jogos no fim de semana, vou estar viajando para o casamento do meu irmão, então aqui está o resumo.

Sábado em Detroit, 15hs de Brasília, Wings contra Predators

-James Howard no gol
-Dan Cleary ainda fora
-uma vitória nos põe a frente de Nashville, na 5ª posição

Domingo na Philadelphia, 13h30 de Brasília, Wings contra Flyers

-quem faz esse calendário? Menos de 24hs entre os jogos, depois são dois dias de folga
-Chris Osgood no gol
-Cleary pode voltar, ou não

Let's go Red Wings!

H2H: Novos velhos amigos

A postagem é curta para poder ser bilíngue. (se o Humberto não me demitir agora, nunca mais) Essa é a última parte das memórias do Herm to Hockeytown.

"Amigo" é uma palavra complicada, alguns usam para descrever conhecidos há uma hora enquanto oustros esperam anos para utilizar esse termo. Considerando "amizade" como a capacidade simples de entender aquilo que o outro está sentindo, é comum chamar torcedores da mesma equipe de "amigo".

É assim que nós, torcedores do Red Wings, nos chamamos. Seja "amigos falsos" ou "amigos imaginários" (tenho certeza que Trevor Thompson estranhou quando falei disso no pré-jogo), nos chamamos assim há um bom tempo. E, mais do que me levar à Detroit ou ajudar as crianças, o Herm to Hockeytown teve o grande mérito de concretizar essa amizade à distância.

Pense nisso: eu nunca vi o Humberto ou o Zeh. Nunca tinha visto algum membro do Abel to Yzerman. Mesmo assim, passamos da barreira esportiva em alguns momentos para falar de aniversários de namoradas, demissões inesperadas ou casos nada a ver. A comunidade Red Wing pelo mundo, especialmente no H2H, quebrou todas as teorias sobre como a internet isola as pessoas. Com uma simples olhada num crachá, ficava fácil cumprimentar e abraçar companheiros de "blogosfera".

Por isso, em vez de agradecer a cada um dos que ajudaram, vou simplesmente agradecer aos meus amigos, estejam eles no ABC paulista, Minas Gerais, Fortaleza, Curitiba, na Noruega (oi, Andy) ou espalhados pelos Estados Unidos. Valeu pessoal, a amizade é vermelha (e tem uma asa num pneu).

H2H: New old friends
It's a short post 'cause it's bilingual. That's the last part of the H2H memoirs.

"Friend" is a complicated word. Some use it for people known some hours ago, while some others wait for years before saying it. If we consider "friendship" the ability to understand each other's feelings, it's not wrong to call another fan of your team a "friend".

That's how we, Red Wings fans, call each other. "Fake friends", "imaginary friends" (which I'm sure Trever Thompson didn't get when I said it), we use that word for quite some time. And, more than taking me to Detroit or helping the kids, H2H solidified this long-distance friendship.

Think about it: I've never seen Humberto or Zeh. Had never seen another reader of Abel to Yzerman. Still, we crossed the sports line to talk about relationships, work and stuff like that. The Red Wing community around the world, specially with H2H, broke all theories about how the internet isolates people. With one quick look at the nametag, it was easy to say hello and give a big hug on our friends of blogosphere.

That's why, instead of thanking everyone individually, I'll just thank my friends, doesn't matter if they're in Sao Paulo, Minas Gerais, Fortaleza, Curitiba, Norway (hi Andy), or spread out around the United States. Thanks, guys, friendship is Red (and it has a wing on a wheel).