Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A temporada

O papo em Detroit agora já é sobre quem sai, quem fica, quem vem e afins. A relativa proximidade da próxima temporada quase que nos obriga a falar do que passou, então, vamos lá.

Números

Foram 82 jogos de temporada regular, 44 vitórias e 38 derrotas (14 delas em tempo extra). Continuamos a sequência de campeonatos com no mínimo 100 pontos, apesar da escrita das 50 vitórias ter acabado.

Nos playoffs, uma vitória em 7 jogos contra o Phoenix Coyotes e a despedida na derrota por 4-1 para o San Jose Sharks.

Temporada estranha

Essa foi a temporada mais esquisita em muito tempo. Afinal, faz tempo que a temporada regular não nos servia para nada além de definir o Troféu dos Presidentes. Muitos fatores contribuíram para um ano conturbado, onde manchetes como "Será que não iremos aos playoffs" ou "Pior fase desde 19xx" eram comuns.

Existem muitas desculpas para a queda de rendimento da equipe, desde lesões (apenas 4 jogadores não se machucaram ao longo da temporada), cansaço e similares, mas a verdade é que o teto salarial finalmente nos vitimou, e um time não tão profundo como em anos anteriores penou para se aguentar durante 75% da temporada.

Apenas por um mês pudemos ver o time completo (apenas sem Maltby), e foram um mês que nos deu muito orgulho. Março de 2010 foi o melhor mês de março desde o locaute, com uma escalada impressionante na classificação. E fica claro que a temporada foi esquisita quando uma "escalada impressionante" nos deixa apenas em 5ª na conferência.

Garotada

É inegável, essa foi a primeira de algumas temporadas de transição para o time. Jim Howard, Jonathan Ericsson, Darren Helm e Justin Abdelkader foram os primeiros a subir de Grand Rapids, e se preparem para, nos próximos dois ou três anos, ouvirem muitas vezes o nome de Mattias Ritola, Jakub Kindl, Tomas Tatár e Brendan Smith. Além disso, as jovens aquisições Patrick Eaves e Drew Miller se tornaram peças importantíssimas do time.

É difícil pensar nisso, mas é fato que daqui a pouco tempo nomes consagrados como Lidstrom, Osgood, Draper, Maltby, Holmstrom e até mesmo Rafalski não serão mais vistos em Detroit. Assim, essa temporada maluca deixa de ser tão horrível. A garotada foi forçada a jogar bem, o famoso "batismo de fogo", e foi muito útil ao time.

Lesões

Helm de fora dos três primeiros jogos, Johan Franzén se machuca no terceiro, e a partir daí foi um desfile de jogadores em direção ao departamento médico. Considerando que Kirk Maltby esteve ausente após as Olimpíadas, passamos a temporada inteira com o time incompleto, incluindo a fase bisonha de Dezembro/Janeiro, quando até 9 jogadores titulares estiveram de fora. Apenas Lidstrom, Bertuzzi, Stuart e Howard não se machucaram ao longo do ano.

(vocês tem noção do que é isso? sem um time 100% por 6 meses, chegamos em 5º na Conferência, passamos de 100 pontos, chegamos à segunda rodada dos playoffs, e ainda falamos que a temporada foi um desastre. estamos muito mal-acostumados...)

E na pós-temporada?

Algumas teorias: os juízes nos odeiam, os Sharks foram melhores, a liga nos odeia, o time se desgastou na escalada de Março, faltou personalidade, faltou sorte...

Como bom aluno de Direito, digo que ninguém está certo e ninguém está errado. Sinceramente, foi tudo isso junto. Sobre os playoffs, só tenho uma coisa a dizer: ainda bem que não fomos varridos...


Esse foi o resumo mais resumido que consegui fazer, nos próximos dias quero falar um pouco sobre cada posição. E tem algumas coisas rolando no time, contratos para prospectos inclusive, mas nada que valha uma postagem por enquanto. Daqui a pouco nosso capitão Humberto parece com a tabelinha de salários e fica mais fácil acompanhar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Lá e de volta outra vez

Entre mortos e feridos, as últimas de Detroit:

Jiri Hudler assinou contrato por dois anos e US$ 2,875 milhões. É o valor definido pela arbitragem no ano passado, antes de ele se mandar para a Rússia.

Daniel Larsson, terceiro nome na hierarquia dos goleiros, abandonou a organização e voltou para casa. Será o goleiro titular do time onde Stefan Liv jogava — outro que nos deixou. Larsson fez duas temporadas com o Grand Rapids Griffins.

Nicklas Lidstrom ainda não definiu o seu futuro, mas deve assinar por algum valor entre US$ 5 e 6 milhões.

Todd Bertuzzi vai renovar.

Tomas Holmstrom também, mas as partes ainda não chegaram a um consenso sobre o valor.

Steve Yzerman será anunciado hoje como o novo gerente geral do Tampa Bay Lightning. Ou seja, ao fim do dia, teremos um segundo time na NHL. Alguém não vai torcer pelo Capitão?

Valeu, Stevie


Como anunciado pelo Humberto, Steve Yzerman é o novo Gerente-Geral do Tampa Bay Lightning.

Racionalmente, o que isso significa? Nada. É só mais "terno" indo embora, um "terno" que esteve nos bastidores apenas pelos últimos 4 anos.

Mas nós sabemos, é impossível pensar em Yzerman apenas racionalmente. Os 23 anos, 21 temporadas, 19 delas como Capitão, nos impedem de separar razão e emoção.

Como já disse algumas vezes, não tenho muitas lembranças de Stevie, até porque comecei a acompanhar o time um pouco tarde. A primeira pós-temporada que vi foi a de 2002, quando vi nosso líder praticamente usando o taco como muleta para se levantar a cada vez que ia ao chão.

Se eu nunca soubesse de outras histórias sobre este jogador, já saberia o grande homem que foi.

Não se sintam divididos, não fiquem bravos com o Capitão. Lembrem de tudo que ele fez, lembrem que, mesmo que vocês não saibam, Yzerman foi o motivo pelo qual todos nós começamos a torcer por esse time.

E numa outra nota pessoal, poucos momentos neste último ano foram tão gratificantes quanto os que passei traduzindo colunas de Mitch Albom sobre Stevie. Procurando aquelas que seriam publicadas aqui, senti a dor de cada derrota e, finalmente, a alegria da vitória. Vocês podem ler os textos aqui.

E nada de comentários tipo "Yzerman não é mais um Red Wing". Steve Yzerman sempre será um Red Wing, sempre será O Red Wing. Torço por ele, que tenha sucesso nessa nova empreitada, e embora saiba que ele vai ser obrigado a usar um crachá do Tampa Bay, ele sempre vai ter as portas abertas em Detroit.

Obrigado, Capitão.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Adiando... Por enquanto, Nick

Já está na hora de falar da temporada que passou, né? Provavelmente sim, e nem posso dizer que fiquei tão traumatizado, mas ainda não é a hora. Em vez de falar do que passou, tentarei imaginar o que vem pela frente.

Nicklas Lidstrom fica ou não? Não quero dar a resposta, apenas lançar alguns pontos na mesa e ver o que vocês acham.

O que sabemos:

  • os rumores de "Lidstrom vai embora" existem desde 1999;
  • Lidstrom viajou algumas vezes para a Suécia com seus filhos, e sempre fez questão de dizer que aquela era a casa deles;
  • no início da temporada passada ele disse que, se estivesse motivado e bem fisicamente, continuaria jogando;
  • seu filho mais velho está matriculado em uma escola de Vasteras; e
  • ele disse recentemente que ainda não sente ter realizado tudo o que pode.
Basicamente, é isso. O que isso nos diz? Nada.

Sinceramente, é compreensível que um pai queira seus filhos estudando na Suécia. PQP, é a Suécia! Mas depois de 16 anos em Detroit, mantê-los por mais dois numa escola americana não é nada.

Eu não faço idéia do que vai acontecer. Espero que fique por dois anos ganhando US$5 milhões em cada, mas não sei. Só tenho uma certeza: se Lidstrom tivesse ganho o ouro olímpico ou a Copa Stanley este ano, seria agora um homem aposentado.

E aí, o que acham?

sexta-feira, 14 de maio de 2010

(postado nas "férias")

  • Philadelphia virou a série contra Boston após estar perdendo por 3-0 (e estar perdendo por 3-0 no jogo 7, também). Sabe quem está lá? Ville Leino
  • Os dois finalistas do Leste tiveram 7 pontos a menos do que o 8º colocado do Oeste. Philadelphia, que tem o mando durante a final, só se classificou nos pênaltis no último dia da temporada
  • Essa liga é ridícula

Lucas Tavares, de Botucatu, São Paulo, me mande um e-mail (guilherme.zeppelin@gmail.com). Você ganhou a promoção de pós-olimpíada, acertando quem lideraria o time em pontos nos últimos 21 jogos da temporada regular (os 22 pontos de Zetterberg), já que ninguém acertou a pontuação do time.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Muito obrigado

A temporada 2009-10 não foi muito positiva para o Detroit Red Wings. Salvo pelo período entre março e abril, ainda na temporada regular, o time teve mais baixos do que altos.

Para o blog Red Wings Brasil, no entanto, o ano foi vitorioso, a começar pela "contratação" de Guilherme Calciolari, que contribuiu freneticamente para manter o blog sempre atualizado, trabalhando em um ritmo que os veteranos da casa nunca conseguiram fazer.

O blog também esteve envolvido no evento Herm to Hockeytown, uma façanha sem precedentes. É um orgulho pra nós, especialmente para o Guilherme, que conheceu a Joe Louis Arena.

Mais postagens e mais divulgação levaram ao aumento do número de visitantes e leitores do blog.

Os leitores não imaginam o quanto admiramos o retorno que eles nos proporcionam ao comentarem as bobagens que escrevemos. O combustível que alimenta este blog são os comentários de vocês. Não temos como retribuir pelo comprometimento dos leitores com o blog porque eu infelizmente não tenho dinheiro para comprar uma camisa oficial dos Red Wings para cada um.

Só nos resta agradecer e a lista é longa.

MUITO OBRIGADO a Everton, Nicolas, Vinicius Villatore, Fábio Monteiro, Lique RedWings, Daniel dos Santos, Gustavo Nicola, Guilherme Favero, Leandro, Felipe Marques, Philippe, Leandro Bombachi, Bruno, Brazilian Caniac, Theo, Luis Felipe, Matheus Rocha, David, Tuti, Dudu, Fernnando e a todos os anônimos e leitores esporádicos. Muito obrigado mesmo. E desculpas se seu nome não está aqui (após o sinal, diga seu nome que eu incluirei aqui).

Deixo um conselho muito precioso para todo mundo: saia da frente do computador e vá aproveitar a vida. São cinco meses até outubro, porra. Volte aqui só de vez em quando para ver as notícias dos Wings.

Valeu, galera. Um abraço!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Palavras

Preparem-se para alguns meses de palavras. Sem ação, sem gelo, sem Libertadores, sem copa Stanley (lágrimas).

Começando:

  • Mike Babcock disse que o time vai ser montado dentro de casa, ou seja, esperem ver Jakub Kindl e Mattias Ritola, mas nenhuma maravilha entre os agentes-livres
  • Niklas Lidstrom está avaliando as possibilidades de se aposentar. Um de seus filhos já está matriculado em uma escola de Vasteras, mas não entrem em pânico: o garoto também está matriculado emDetroit, Lidstrom está apenas se preparando para tudo. Ele e Ken Holland vão conversar antes de 1º de Julho para não atrapalhar possíveis aquisições
  • Kirk Maltby pode vestir outra camisa ano que vem. Com sua saída de Detroit quase certa por conta da volta de Jiri Hudler, Maltby considera aposentadoria ou outro time, mas ainda não se decidiu
Por enquanto é só isso. Até Outubro daqui a pouco.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Último post musical da temporada.

Infelizmente, queridos amigos, é com grande pesar que uso uma frase do The Hives: Hate to say I told you so... Do believe I told you so.

Eu avisei, a gente não iria longe. Depois do desastre da temporada regular, quando a duas semanas do seu fim não sabíamos se entraríamos nas finais... saímos delas; de cabeça erguida, como bem disse o betão nas suas palavras abaixo.

Sim, somos uma família aqui, com ramificações por todo o mundo. Então, vamos à tradução do dia.

Ah, por favor só ouçam a segunda música depois de lerem o post todo.

The Slackers - I'd Rather Die Happy




Cliquem na estrofe acima, você vai ver que foi terça-feira.



Repita a ação.



zehtradamus. Hahaha! Alguém escreveu isso em algum comentário. Hahaha!


So, I wrote myself a letter/ And I sent it off to you/ To make myself feel better/ I tried to tell the truth


I wrote a song for Jesus Christ/ And one for Noah's Ark/ I sang a song for morning light/ And I still sat in the dark

Sim, eu escrevi várias vezes e publiquei aqui, dizendo a verdade (esculhambando o time).
Rezei? Acreditam que sim? Sábado eu pensei... "bem que a gente podia ganhar hoje, né?".
Cantei pra ser feliz, mas fiquei no escuro. Ô timezinho pra me fazer raiva.


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Até outubro. Nossa! Eu realmente não me cansei de dizer isso nestes Playoffs.
Boas férias, galera. Boas longas férias! Hahaha!

Antes do adeus, o meu abraço

O blogueiro do dia seguinte está de volta. Sem saber o resultado, assisti ao jogo 5 na noite de domingo como se fosse ao vivo. Vibro, xingo, reclamo e comemoro ignorando que tudo aquilo que estou vendo já se passou há 24 horas.

Não precisa ser torcedor dos Red Wings ou dos Sharks para se empolgar com o jogo. O primeiro período foi fantástico porque as duas equipes jogaram com uma intensidade impressionante. Os Sharks foram superiores, especialmente porque tiveram duas vantagens numéricas, mas Jimmy Howard fez 15 defesas e manteve o 0-0. A atuação dos Wings agradou, mesmo com o time pressionado em alguns momentos e não tendo oportunidades tão claras de gol.

Nada de Patrick Eaves, nem Jason Williams ou Mattias Ritola. Mike Babcock é um homem prevenido. Consciente da situação de Brad Stuart, jogando no sacrifício, o treinador optou por escalar sete defensores, incluindo Brett Lebda no time. Assim, se Stuart não conseguisse ficar no gelo por muito tempo, os Wings não ficariam limitados a cinco defensores.

No começo do segundo período, o Detroit abriu o placar. Todd Bertuzzi e Henrik Zetterberg lutaram pelo disco nas bordas, Johan Franzen arrancou o taco das mãos de Joe Thornton e Brian Rafalski chutou com perfeição. Com a assistência no gol de Rafalski, Franzen pontuou pelo 12.º jogo seguido, estabelecendo o recorde da franquia. Talvez os Sharks não merecessem perder até aquele momento, mas os Wings mereciam ganhar pela determinação e entrega dos jogadores.

Não demorou muito para que os Sharks empatassem, fazendo justiça no placar. Com Stuart no banco de penalidades, os donos da casa marcaram em vantagem numérica com Thornton.

Faltando cerca de nove minutos para o fim do segundo período, os Red Wings encaixaram uma sequência de bons ataques, primeiro com a linha de Pavel Datsyuk, depois com a linha de Zetterberg. Foi o momento em que o time mais ameaçou os Sharks até então na partida. Logo a seguir, os Wings desperdiçaram duas vantagens numéricas consecutivas, parando sempre em Evgeni Nabokov.

O domínio do Detroit no segundo período foi tamanho que o time teve os últimos 12 chutes do período, com uma vantagem de 14-3 ao longo dos 20 minutos.

O segundo período acabou e a Cinderela virou abóbora. Em menos de três minutos no terceiro período, os Sharks já haviam chutado o dobro do que fizeram em todo o período anterior. Em uma dessas, desperdiçaram a cobrança de um pênalti fantasma.

Em todo o confronto, os Wings foram goleados por 6-2 considerando apenas os terceiros períodos.

A temporada dos Red Wings acabou quando faltavam 13:01 para o fim do jogo. Os Sharks ganharam o faceoff ofensivo, Dany Heatley chutou pra fora, Rafalski teve o disco atrás da rede e, de alguma forma, ele foi parar no taco de Patrick Marleau, de frente para o gol.

Os minutos finais do jogo foram eletrizantes. Os Red Wings lutaram pela sobrevivência com todas as suas forças, mas do outro lado não estava um time qualquer.

O Detroit perdeu a série porque não aproveitou as oportunidades que teve ao longo dos jogos. Acontece.

Algumas vezes eu escrevi aqui que um time é tão bom quanto seu último resultado. O Detroit perdeu, mas me deixou orgulhoso. Se os Wings fossem eliminados depois dos jogos 2 ou 3, eu ficaria extremamente frustrado, mas não é este o caso. O esforço do jogo 5 vai ficar na retina.

No fim das contas, basta pensarmos em como a temporada começou e em tudo o que passamos de outubro a maio para ver que valeu a pena.

RED WINGS, PORRA!

domingo, 9 de maio de 2010

Sharks 2 -1 Red Wings

Na série, SJ 4-1 DET

Acontece. Sendo justo, os Sharks são um bom time, e essa série merecia 7 jogos. Foi provavelmente a série de 5 jogos mais acirrada dos últimos anos.

Amanhã falo mais alguma coisa. Por enquanto, obrigado a todo mundo. Obrigado aos companheiros de blog, aos comentaristas e aos leitores tímidos também. Foi minha primeira temporada por aqui, e vocês fizeram dela um ano muito especial, por mais duro que seja ver acabar assim.

Valeu, e em 2010-11, Let's go Red Wings!

sábado, 8 de maio de 2010

Jogo 7²

Tem que ganhar. Esqueça os juízes, esqueça as temporadas passadas, esqueça a torcida de cor estranha em volta do gelo.

Tem que ganhar. Não sei se vai jogar o Eaves, o Ritola ou o Williams. Não sei se vai jogar Stuart, Lebda ou os dois.

Tem que ganhar.

Não sei se o Howard vai pegar 48 chutes e vamos ganhar de 1-0 ou se vai deixar entrar 5 discos e vamos ganhar de 6-5 na sétima prorrogação.

Jogo 5 agora, e TEM-QUE-GANHAR.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Post extra.

Não. Minha participação insistente (a la Calciolari) não é porque eu tenho certeza de que vamos fazer o impossível (que diante do que já aconteceu essa temporada é possível).


Ainda sustento meu post anterior: 1 a 0 com gol do Jason Williams short handed.

Este post é apenas porque ele merece.

Johan Franzen jogou o Playoff de 2007-08 quase todo com um coágulo na cabeça e quebrou recordes e mais recordes. Entrou, de fato, para a história de um time que - quase - considerou trocá-lo.

Ontem ele fez quase tudo de novo. Talvez até tenha feito melhor.


Não. Ele não substituirá Howe, Yzerman ou Lidstrom na lista mundial dos fãs do Red Wings (nem Holmstrom na minha lista de ídolos no hockey). Ele, slimplesmente, deve ser considerado ao lado de todos aqueles que representam o que é ser um "Red Winger"

O contrato secreto.

Eu disse e aconteceu.

O que ninguém sabe é que desde 2003, depois da última varrida sobre o Red Wings, foi firmado um contrato entre o time de Detroit e a Liga, para que não fossemos varridos.

Ontem foi a prova disso, ou você acha que o Sharks, realmente, queriam jogar?

"Vamo negada, ganhem aí do placar que for. Depois de amanhã vocês caem fora e a gente segue".

Será? Depois de ontem eu acredito, porque não, em uma varrida. Que tal?

Próximo jogo será um belíssimo SO do Howard, com o Wings ganhando de 1 a 0 com gol shorthanded do... sei lá... Jason Williams? Haha! Se é pra ser impossível, que seja mesmo.

Um abraço e curtam suas 48 horas de felicidade.

Go Wings!
Salve Jânio. Vassoura neles!


P.S.: O título da página é só para homenagear o monstro que é Johan Franzen (quando quer e o time ajuda).

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Coice na vassoura

Você já assistiu a um jogo através de apresentação de slides? Eu já, várias vezes.

A maior parte do primeiro período do jogo 7 eu assisti assim, vendo fotos de Johan Franzen para lá e para cá. Um, dois, três (chapéus!), quatro. Franzen fez quatro gols em 5:36, vencendo o jogo para os Red Wings. Nunca antes na história deste time alguém fez quatro gols em tão pouco tempo.

É irônico que o zeh tenha previsto isso. "Daqui a pouco vocês vão esgoelar-se gritando GOOOOOL atrás de GOOOOOL". Verdade.

Uma pena que eu não tenha visto como o time jogou, mas pelas palavras de Nicklas Lidstrom, era um time desesperado. Era o jogo 7, afinal. Alguém diria que os Sharks simplesmente passaram a vez? Com 3-0 na série e o jogo 5 em casa, seria normal abrir mão do jogo 4.

Justamente no jogo em que não precisamos de mais gols, os Sharks resolveram nos ajudar ao marcar um gol contra.

Durante o intervalo, a NHL revisou e transferiu o primeiro gol de Franzen para Todd Bertuzzi, mas eu não vou mudar uma vírgula do que escrevi acima. Se eu estivesse na Joe Louis Arena, exigiria meu boné de volta.

Também no intervalo foi anunciada a contusão de Brad Stuart e a saída de Evgeni Nabokov.

Foi neste momento que eu soube que Franzen foi o terceiro jogador dos Red Wings a marcar um hat trick em um único período. Os outros dois foram Ted Lindsay (1955) e Darren McCarty (2002). Coincidentemente, eles são os três maiores jogadores de hóquei de todos os tempos.

O segundo período começou com o gol em vantagem numérica de Brian Rafalski, ampliando a liderança para 6-0. Daí em diante, deu sono, porque com o placar decidido os Sharks não se esforçaram. O gol de Dany Heatley foi marcado em 5-contra-3 no último minuto do período.

O que foi aquilo no terceiro período? Joe Thornton atingindo Tomas Holmstrom, depois Nicklas Lidstrom. Será que os Sharks precisam mesmo mandar alguma mensagem com 3-1 na série? Será que eles têm medo? Será?

O quarto gol de Franzen fez dele o recordista de gols em um único jogo de playoff na história dos Red Wings (empatado com outros dois das antigas) e o recordista de pontos (seis). Nas últimas três campanhas, Franzen escreveu seu nome algumas vezes no livro de recordes da equipe nas páginas sobre os playoffs.

Perdoem-me por publicar um relato de jogo tão curto, mas é que eu não comento jogo de temporada regular.

Sábado, jogo 7.

Red Wings 7 - 1 Sharks (fora o baile)

Porque diabos esperar até ficar 0-3 na série para aniquilar os tubarões? Admito, eu disse que os Sharks não iriam se esforçar tanto se estivessem atrás do placar, já que estariam tranquilos com a liderança na série.

Pois bem, eles não estão tranquilos, as 11 penalidades no 3º período (41 minutos) mostraram isso. O melhor é que, até o segundo intervalo, os Wings tinham menos chutes e menos vantagens numéricas, e mesmo assim lideravam por 6 a 1.

Tudo isso por causa de um animal nos playoffs. Deus do céu, Johan Franzén é o cara. Seus 6 pontos em uma só partida de pós-temporada são um recorde na história da franquia, ultrapassando os 5 de Steve Yzerman e Norm Ullman. Foram 4 gols de Franzén, que ainda teve um depois creditado a Todd Bertuzzi.

Achei que uma vitória hoje só valeria uma vitória, mas não: os Sharks agora se lembram de todas as decepções do passado e com certeza já passou por suas cabeças que podem fazer história do jeito errado.

E sim, é cedo para falar qualquer coisa, e amanhã vou voltar ao normal (depressivo), mas essa foi uma exibição de gala, que infelizmente pode ter vindo tarde demais.

Essa não é uma postagem

Lê o que o zeh escreveu. Mas lembrem disso:

Bom, não é assim uma Brastemp...

...mas tem gente que compra a idéia de que o Red Wings é imbatível.


A idéia do time imbatível foi abatida em pleno voo. E não era um rasante arriscado, daqueles que poderiam expulsar Maverick da força aérea americana, mas um cruzeiro a uns 500 mil pés, do tipo que rasga os céus deixando um trilho de fumaça por onde passou.

Voando àquela altura nada nos faria mal. Estávamos inatingíveis por quaisquer percalços que porventura surgissem na atmosfera terrestre. Apenas uma pane de equipamento poderia fazer com que nos defenestrássemos sonho abaixo.

Pois eis que, sem mais nem menos, as turbinas pifaram. Hoje, meus queridos, estamos alcançando a marca dos 50 mil pés. Agora só nos resta rezar, torcer e esperar para que as asas vermelhas dos anjos de Detroit tomem o manche da nossa máquina (hoje a vapor) e permitam que ela voe sem fim pelos céus tempestuosos até mais uma escala para levantar a Copa Stanley.

Chega de poética de banheiro de bar e vamos ao português claro: apertem os cintos, o piloto sumiu. É ganhar essa merda ou papocar com linha e carretel.

Hoje é o segundo dos quatro "jogos sete" deste série e nada me surpreenderá uma vitória acachapante que nos deixará deverasmente emputecidos, imaginando: "será que essa merda desse time de merda não poderia jogar contra esses merdas tanto quanto jogou na merda desse jogo? Que merda!"

Pois é. Daqui a pouco vocês vão esgoelar-se gritando GOOOOOL atrás de GOOOOOL, como na decisão das quartas contra o Phoenix. Vão encher os posts do blog com mensagens emputecidamente felizes. E vão tomar no cu, de verde e amarelo, porquê essa merda desse time não vai jogar merda nenhuma no jogo seguinte.

E, desta temporada para a próxima, carregaremos uma certeza: a única coisa perfeita no Red Wings são os cabelos do Babcock.

Se as turbinas não voltarem a funcionar, espero que nosso Sansão ainda tenha sua peruca mágica para nos proteger.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Notícia (de verdade)

Alguém poderia achar que todo dia de pós-temporada acontece alguma coisa. Eu achava isso, até porque ano passado 48 jogadores dos Wings se machucaram em Abril/Maio/Junho.

Mas agora, algumas notícias (ou não, nem sei mais definir o que é ou não é):

-confirmado que Patrick Eaves não joga amanhã, com uma lesão no cotovelo
-seu substituto natural, Jason Williams, não treinou com a linha das últimas partidas
-em seu lugar estava Mattias Ritola, mas Babcock não confirma quem joga
-Darren Helm, Dan Cleary e Brian Rafalski não treinaram, mas estão confirmados para o jogo 4

Sobre o jogo de ontem.. saco. Mais uma vez, repetindo o feito da temporada inteira, uma liderança de dois gols jogada fora. Não entendo porque Babcock recua o time no final, essa nunca foi a vocação do time.

A série acabou? Provavelmente. Só dois times na história viraram séries 0-3. Minha idéia inicial é "por favor, não sejam varridos", portanto quero ganhar o Jogo 4. Mas é óbvio, depois disso, vou querer ganhar o Jogo 5. No final, Wings em 7 e moral pra enfrentar qualquer um.

Williams não fez a parte dele, Jonathan Ericsson também, Jim(my) Howard também não. Você, torcedor, faça a sua: Acredite.

Mais um post musical.

Outra vez me deparei com uma canção, que não é samba, mas mostra que a gente dançou.



Boa sorte -- Vanessa da Mata & Ben Harper


- É só isso. Não tem mais jeito. Acabou, boa sorte.

Precisa comentar?


- Não tenho o que dizer. São só palavras. E o que eu sinto, não mudará.

Mesmo porque já estava dizendo há muito tempo e duvido que o Detroit ganhe 4 seguidas.


- Tudo o que quer me dar é demais é pesado. Não há paz. Tudo o que quer de mim. Irreais expectativas desleais.

Um infarto? Um derrame? Uma crise nervosa daquelas de matar a mãe? Tem jeito não, companheiro. A situação está, no mínimo, periclitante. E eu não acredito. Quer dizer, agora tenho certeza que consegui convencer os leitores deste blog.


- Mesmo que se segure quero que se cure dessa pessoa que o aconselha.
Há um desencontro, veja por esse ponto: há tantas pessoas especiais.

Ah, e se por acaso fizerem o impossível, não achem que vou comemorar o título (já disse e repito). Esse time não presta. E dispenso pedidos de perdão, mas tem gente que ainda vai gostar de ganhar o jogo quatro e não dormir cedo pra ver o cinco.

- Now we're falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling...
- Falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling...
- Falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling, falling...

Na queda, do chão não passa.


Até outubro, macacada!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Fotos, filme e adeus

Para quem está perdendo a série por 2-0, o jogo 3 tem a mesma importância do jogo 7.

Se você perde o jogo, está eliminado. Se você ganha, vai disputar outro jogo 7.

Eu não tenho palavras para descrever o que aconteceu no primeiro período. Simplesmente porque eu não sei o que aconteceu. Com a minha conexão banda curta, consegui ver apenas algumas fotos.

Na primeira foto estava Henrik Zetterberg, desviando um disco com o patim para dentro do gol. Soube depois que o árbitro anulou o gol, com toda a razão.

A foto seguinte, coincidentemente, era parecida com a primeira, porém com Tomas Holmstrom marcando um gol com o patim. Desta vez, o gol valeu, mas eu não ficaria enfurecido se o árbitro novamente anulasse. Gol, no hóquei, é com o taco, não com o pé.

A terceira foto mostrava um imbecil de branco com a mão no disco dentro da área. Não era o goleiro. Foi marcado um pênalti a favor do Detroit, que Zetterberg desperdiçou. O sueco fez um belo movimento, mas foi parado por Evgeni Nabokov. Não sei qual é a regra, mas imagino que o pênalti tenha que ser cobrado por algum jogador que esteja no gelo no momento. Só isso explica a opção por Zetterberg e não por Pavel Datsyuk.

Dan Cleary estava na quarta foto e eu gostei de vê-lo. Se os Red Wings pretendem vencer o confronto, precisam contar com a produção de pelo menos três linhas de ataque. Cleary é um dos jogadores que andam devendo em matéria de gols.

A última foto estava fora de foco, mas deu pra ver que Nicklas Lidstrom foi superado por um mero mortal. Jimmy Howard deveria ter defendido aquele chute.

A conexão ficou menos curta e foi possível assistir ao segundo período na íntegra.

Os Red Wings recuperaram a liderença por dois gols logo no começo, o que foi importante para cortar o potencial momentum a favor dos Sharks. Sem gracinhas em Detroit, tubarões. Zetterberg marcou seu sétimo gol nos playoffs em um lance de sorte. Com tanta gente à frente de Nabokov, o jogador chutou o disco para que ele desviasse em alguém. Funcionou.

Aliás, essa era a estratégia: enfiar alguém na área e chutar o disco pra cima dele, buscando o desvio. Nabokov adora sofrer gol assim. Os Wings podem fazer isso com Holmstrom, Todd Bertuzzi e Cleary, um pra cada linha de ataque (a quarta não conta).

Em um lance que deixou a Joe Louis Arena em silêncio, Darren Helm bloqueou um chute com as mãos e caiu no gelo. Antes de ser socorrido, levantou-se e patinou rumo ao vestiário. Parece sacanagem, mas logo a seguir os Red Wings foram penalizados (pela quarta vez seguida no jogo) e tiveram que matar a vantagem numérica dos Sharks sem sua principal dupla "ofensiva" (Helm e Patrick Eaves). Nota: o jogador dos Sharks claramente se jogou ao menor esbarrão de Jonathan Ericsson.

Uma característica "inédita" deste time dos Wings é a disposição para dar trancos. Já foi assim no jogo 2, também apareceu por diversas vezes na segunda metade do confronto contra o Phoenix Coyotes. Os jogadores estão finalizando seus trancos. Está próximo das bordas, o adversário já rifou o disco e você não tem nada pra fazer? Acerte-o. Você não tem nada a perder e pode ganhar de diversas formas. O cara pode ficar irritado, pode cometer uma penalidade, pode errar o passe na iminência de escapar do tranco. E você ainda fica bem na fita com a torcida.

Os Sharks vieram para o terceiro período com fome. Entraram para matar e pressionaram os Red Wings a ponto de parecer que o gol sairia no lance a seguir. Várias vezes não saiu, graças a Howard ou a
algum defensor que salvou a pele do time.

Até que Joe Thornton marcou um gol de viradinha, que é muito bonito para quem faz e uma vergonha para quem sofre. Deixar um atacante dar a volta atrás da rede e marcar um gol é o cúmulo da passividade. Neste lance eu vi o quanto estou decepcionado e irritado com Johan Franzen. Quem foi que deu cem anos de contrato pra ele?!

Tubarão duro em asa mole tanto bate até que fura. O empate era questão de tempo, mas não precisava sair em uma falha de Howard. O chute sem ângulo passou por entre as pernas do goleiro. E agora, culpar Howard ou o resto do time, que se acovardou e sumiu do jogo no terceiro período?

O terceiro período, por sinal, tem sido a forca dos Wings no confronto. O jogo 3 estava nas mãos e eles jogaram fora a vitória.

Na prorrogação, e eu odeio prorrogação, o 4-contra-3 a favor dos Wings virou um 1-contra-2 quando o milésimo chute a duzentos pés de altitude gerou o contra-ataque do gol da derrota. Howard foi muito agressivo ao sair do gol, deixando a rede aberta.

Os Wings mereceram perder e perderam porque foram medíocres.

Até a próxima temporada.

Obrigado.

Eu só tenho de agradecê-lo.


Ele é único. Incomparável. Inatingível. Inalcançável. Inconfundível.

Ele é o imprestável Jason Williams.

Jogar fora um ataque na prorrogação de um jogo decisivo? Só Jason Williams.

E aí? Preparados para o jogo 7?
O próximo jogo do Detroit com um 7 vai ser 7 de outubro.

Depois não digam que eu não avisei.

Sem choro, 12 para as 12

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Não sei onde li isto ontem:
"A arbitragem precisa melhorar. Os Red Wings precisam melhorar. Mike Babcock só pode controlar uma dessas coisas"
O que precisa melhorar? Os faceoffs, os chutes e, principalmente, a mentalidade.

Não ter medo de ser penalizado, mas estar ciente das consequências. Saber que, até que alguém perca um jogo em casa, a série está igual.

Para o jogo de hoje, 20h30, Patrick Eaves ainda de fora, Jason Williams ainda dentro. Podemos não gostar dele, mas ele vai estar de vermelho.

Daqui a pouco, com Rodas Aladas no peito e o chapéus de alumínio na cabeça, os Red Wings jogam 60 minutos que valem pelos últimos 7 meses.

12 para as 12, mas agora é 1 de cada vez.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

No Pacaembu e no HP Pavilion

(post longo e sem sentido)

A arbitragem está em crise. Em todo esporte, em todo lugar. No domingo, acompanhei dois eventos: a final do Campeonato Paulista e o Jogo 2 da série entre San Jose e Detroit.

No futebol, um juiz horrível, com erros para todos os lados, que comprometeu e muito o resultado. O jogo foi marcado por uma confusão, que se iniciou com um jogador cai-cai (Neymar, do Santos) que não recebeu cartão amarelo por se jogar pela 18ª vez em 15 minutos. Depois disso, quatro expulsos (três santistas), um pênalti não marcado (para o Santos) e um gol absurdamente anulado (do Santo André).

No fim do jogo, apesar do técnico do ABC reclamar da arbitragem, a conclusão foi simples: o juiz foi tão, mas tão mal, que ninguém poderia reclamar. Como falar que foi "roubado" se o adversário terminou o jogo com dois homens a menos? Como reclamar de pênalti se o juiz anulou o gol que lhe tiraria o título?

À noite, em San Jose, um dos jogos mais ridiculamente apitados da história recente da NHL. Não é apenas a legião do chapéu-de-papel-alumínio (torcida de Detroit) que questiona a arbitragem. Hoje, li várias colunas falando sobre a atuação dos juízes, a maioria delas escrita por gente de fora do estado do Michigan. Críticas à arbitragem vieram até mesmo de Denver.

Os Red Wings tiveram, em média, 8.8 minutos de penalidade por partida na temporada regular. Nos playoffs, a média é de ridículos 13.9 minutos. Dos times que passaram à segunda rodada dos playoffs, apenas o Boston Bruins tem um aumento comparável.

E os Sharks? 14.1 durante a temporada, 8.2 nos playoffs. Ninguém tem uma diminuição tão próxima disso.

E aí, os Wings estão mesmo cometendo mais faltas? Talvez, mas não o bastante para explicar essa aberração. E, ao contrário da final do Paulista, as penalidades não se equivalem. O que vemos por enquanto é uma arbitragem, por qualquer motivo que seja, que vê Detroit com maus olhos.

Mas nada chega perto do que foi ontem. Os jogadores de San Jose pareciam jogadores de futebol, dobrando o joelho ao menor toque do adversário. Pior que isso, os juízes aceitavam aquela palhaçada e penalizavam Detroit. Ainda pior do que isso, algumas faltas não tinham a mínima relação com o que foi marcado. Todd Bertuzzi foi marcado por holding (segurar o adversário) num lance em que o empurrou.

E é claro, o prejuízo não é apenas ficar com um homem a menos por 2 minutos. A defesa se cansa, o time não pode atacar, alguém pode se machucar bloqueando chutes. Além disso, os jogadores relaxam a marcação para evitar um apito. Alguém duvida que Kronwall ainda não esmigalhou Pavelski por causa disso?

Porém...

Isso não é justificativa. O que eu disse até agora foi: os juízes são ruins. Não disse que fomos roubados, que nos odeiam (o que é verdade), apenas disse que eles precisam de óculos e Gardenal.

Com isso, só posso esperar que, em algum lugar do futuro, sejamos beneficiados com algum erro. E que, até lá, os Wings aprendam a conviver com a frustração e matar as penalidades, corretas ou não.

Em 5-contra-5, a série está viva. Em 5-contra-5, Howard é mais confiável do que Nabokov. Em 5-contra-5, estaríamos liderando a disputa. Que os próximos jogos confirmem isso.

P.S.: para os leitores paulistas: mais alguém lembra do Crosby quando vê o Neymar jogando?

Inferiores e indisciplinados

Vamos combinar algo entre nós: os Sharks são melhores. É simples e fica muito mais fácil conviver com isso quando você aceita a realidade.

Eles atacam melhor e defendem melhor. O time de vantagem numérica deles é mortal, já o nosso... o time de matar penalidades deles é eficiente, já o nosso... eles são mais altos, mais fortes, mais rápidos e ganham todos os faceoffs... o taco do jogador deles não quebra, já do nosso...

Os Wings equilibram o jogo e têm alguma chance quando os Sharks sofrem com seus apagões. E disso (apagão) nós entendemos muito bem. Quando eles estão com o momentum a favor, não temos a menor chance de segurá-los.

Mas vamos ao jogo.

Quando Joe Thornton errou o passe na linha azul ofensiva e Pavel Datsyuk dominou o disco, quem não se levantou? Alguém não pensou, de verdade, que aquele disco acabaria dentro da rede? Juro que passou pela minha cabeça algo como "seria muito bom se o Datsyuk marcasse agora". E ele de fato marcou, depois de passar no meio de dois adversários e chutar.

Foi o sexto gol de Datsyuk nos playoffs. No ano passado, ele marcou apenas um. O russo tem jogado muito melhor de uns jogos pra cá, voltando a fazer suas apresentações solo com o taco, ofuscando até Henrik Zetterberg, que era o jogador mais valioso do time na campanha.

A vantagem no placar foi dizimada pelos dois gols dos Sharks em apenas 91 segundos, o primeiro deles em vantagem numérica (Justin Abdelkader, interferência com o goleiro). Essa virada dos Sharks e os três gols do jogo 1 me lembraram os playoffs de 2008, quando, contra o Nashville Predators na primeira fase, o Detroit tinha a indecente mania de sofrer gols no atacado em poucos segundos. Sofrido o primeiro gol, o segundo era questão de instantes. Neste ano tem sido muito diferente.

Não parecia que os Red Wings marcariam em vantagem numérica, mas Tomas Holmstrom desviou o chute de Brian Rafalski. Holmstrom adora fazer gol em Evgeni Nabokov.

Se contra o Phoenix Coyotes no segundo período residia o perigo, contra os Sharks o drama é o primeiro. Pelo menos o Detroit escapou com o empate.

O segundo período começou com apenas quatro patinadores de cada lado. De novo os Red Wings marcaram o primeiro gol, desta vez com Nicklas Lidstrom, imediatamente após o fim de uma vantagem numérica de 47 segundos.

O gol assustou os Sharks. Eles criaram algumas boas oportunidades e desperdiçaram duas vantagens numéricas, parando sempre na luva de Jimmy Howard, mas passaram os 20 minutos sem se achar no gelo, sem dominar como no período anterior.

E mais: defensivamente falando, os Coyotes eram muito melhores que os Sharks. Em dois jogos contra o San Jose, parece que os Wings marcaram mais gols do que na série inteira contra o Phoenix.

A vantagem para o terceiro período era boa, mas não dá pra ganhar um jogo quando você passa 5min56s dos últimos 20 minutos com um ou dois jogadores a menos no gelo.

A indisciplina custou aos Red Wings o jogo 2. Dez vantagens numéricas tiveram os Sharks. É claro que algumas delas foram tão falsas quanto nota de R$ 3,00 — as duas de Todd Bertuzzi, por exemplo —, mas isso não importa. Os Wings só venceram jogos nos playoffs quando não sofreram gol em vantagem numérica.

O quarto gol de Joe Paveslki na série empatou o jogo em 3-3, quando os Sharks estavam em 5-contra-3. O primeiro gol de Joe Thornton nos playoffs virou o placar, logo após Lidstrom ver o seu taco se partir em dois na linha azul, permitindo o contra-ataque.

Veja bem como é... até o Super-Homem erra. Sem o taco na mão, naquela altura do jogo, ele deveria ter se jogado no meio das pernas de Dany Heatley e impedido o avanço do atacante. Mas Lidstrom joga limpo e provavelmente isso nunca passou pela sua cabeça.

Howard isento dos gols, Bertuzzi isento das penalidades, Datsyuk e Stuart aclamados por suas ótimas atuações.

Nos jogos 3 e 4 em Detroit, os Red Wings vão precisar de muito mais do que mostraram em San Jose. E essa é a grande dúvida, saber se eles podem mostrar mais contra um time claramente superior.

domingo, 2 de maio de 2010

Sharks 4 - 3 Red Wings

Os adversários: Joe Pavelski e os júizes. Certo, os Red Wings não são santos e mereceram algumas delas, mas que zebrada é essa? Dá pra saber que o jogo foi mal apitado quando até os relativamente imparciais locutores da rádio criticam a arbitragem.

Voltando para casa precisando ganhar os dois jogos. Hora de Zetterberg aparecer na série, e Datsyuk não pode sumir.

Não vou comentar muito do jogo, afinal só escutei. Mas não tem como jogar decentemente quando se fica metade do jogo com um (ou dois) a menos.

Atrasado. 12 para as 12

Só um computador em casa, e quase não uso de fim de semana, sempre tem alguém usando e eu perco parte do jogo. Por isso não gosto de jogos em Domingos.

Mas já estamos ganhando, 1 a 0, gol de Pavel Datsyuk.

Matem os Sharks. Empatem fora de casa. Isso seria um bom Domingo.

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sábado, 1 de maio de 2010

Aaaaaaaahhh

Sim, esse é o pior título de postagem da última década. Mas é o que acontece quando o intervalo do Jogo 1 para o Jogo 2 é maior do que o intervalo entre a primeira e a segunda rodada.

O único assunto importante do dia foi a ausência de Patrick Eaves nos treinos. Eaves sente dores no braço desde a série contra Phoenix e não pode se recuperar porque Bettman é um imbecil, e ganhou uma folga hoje.

Mike Babcock espera poder contar com "Larry" para o Jogo 2 hoje amanhã, mas caso o mundo seja cruel e o atacante fique de fora, Jason Williams entra em seu lugar na 3ª linha.

Numa notícia mais inútil, a imprensa de San Jose detonou os shows realizados pelos Eagles neste fim-de-semana. Não sei se isso me deixa feliz ou mais P da vida ainda.

(acabei de notar que hoje é dia 1º de Maio. Como estamos nos playoffs e ninguém dá a mínima para a temporada regular, não teremos o Resumo do mês de Abril)