A temporada
O papo em Detroit agora já é sobre quem sai, quem fica, quem vem e afins. A relativa proximidade da próxima temporada quase que nos obriga a falar do que passou, então, vamos lá.
Números
Foram 82 jogos de temporada regular, 44 vitórias e 38 derrotas (14 delas em tempo extra). Continuamos a sequência de campeonatos com no mínimo 100 pontos, apesar da escrita das 50 vitórias ter acabado.
Nos playoffs, uma vitória em 7 jogos contra o Phoenix Coyotes e a despedida na derrota por 4-1 para o San Jose Sharks.
Temporada estranha
Essa foi a temporada mais esquisita em muito tempo. Afinal, faz tempo que a temporada regular não nos servia para nada além de definir o Troféu dos Presidentes. Muitos fatores contribuíram para um ano conturbado, onde manchetes como "Será que não iremos aos playoffs" ou "Pior fase desde 19xx" eram comuns.
Existem muitas desculpas para a queda de rendimento da equipe, desde lesões (apenas 4 jogadores não se machucaram ao longo da temporada), cansaço e similares, mas a verdade é que o teto salarial finalmente nos vitimou, e um time não tão profundo como em anos anteriores penou para se aguentar durante 75% da temporada.
Apenas por um mês pudemos ver o time completo (apenas sem Maltby), e foram um mês que nos deu muito orgulho. Março de 2010 foi o melhor mês de março desde o locaute, com uma escalada impressionante na classificação. E fica claro que a temporada foi esquisita quando uma "escalada impressionante" nos deixa apenas em 5ª na conferência.
Garotada
É inegável, essa foi a primeira de algumas temporadas de transição para o time. Jim Howard, Jonathan Ericsson, Darren Helm e Justin Abdelkader foram os primeiros a subir de Grand Rapids, e se preparem para, nos próximos dois ou três anos, ouvirem muitas vezes o nome de Mattias Ritola, Jakub Kindl, Tomas Tatár e Brendan Smith. Além disso, as jovens aquisições Patrick Eaves e Drew Miller se tornaram peças importantíssimas do time.
É difícil pensar nisso, mas é fato que daqui a pouco tempo nomes consagrados como Lidstrom, Osgood, Draper, Maltby, Holmstrom e até mesmo Rafalski não serão mais vistos em Detroit. Assim, essa temporada maluca deixa de ser tão horrível. A garotada foi forçada a jogar bem, o famoso "batismo de fogo", e foi muito útil ao time.
Lesões
Helm de fora dos três primeiros jogos, Johan Franzén se machuca no terceiro, e a partir daí foi um desfile de jogadores em direção ao departamento médico. Considerando que Kirk Maltby esteve ausente após as Olimpíadas, passamos a temporada inteira com o time incompleto, incluindo a fase bisonha de Dezembro/Janeiro, quando até 9 jogadores titulares estiveram de fora. Apenas Lidstrom, Bertuzzi, Stuart e Howard não se machucaram ao longo do ano.
(vocês tem noção do que é isso? sem um time 100% por 6 meses, chegamos em 5º na Conferência, passamos de 100 pontos, chegamos à segunda rodada dos playoffs, e ainda falamos que a temporada foi um desastre. estamos muito mal-acostumados...)
E na pós-temporada?
Algumas teorias: os juízes nos odeiam, os Sharks foram melhores, a liga nos odeia, o time se desgastou na escalada de Março, faltou personalidade, faltou sorte...
Como bom aluno de Direito, digo que ninguém está certo e ninguém está errado. Sinceramente, foi tudo isso junto. Sobre os playoffs, só tenho uma coisa a dizer: ainda bem que não fomos varridos...
Esse foi o resumo mais resumido que consegui fazer, nos próximos dias quero falar um pouco sobre cada posição. E tem algumas coisas rolando no time, contratos para prospectos inclusive, mas nada que valha uma postagem por enquanto. Daqui a pouco nosso capitão Humberto parece com a tabelinha de salários e fica mais fácil acompanhar.




