Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O melhor do ano (ou A Postagem Que Deveria Ter Sido Feita Mês Passado)

Se eu for esperar o Modano se decidir, a próxima postagem só vai sair dia 33 de agosto. E não quero falar do que acontece pela liga, como o contrato de Ilya Kovalchuk com os Devils, de 17 anos e valor aproximado de 102 milhões de dólares.

Como não tenho nada pra fazer da vida, aí vai uma lista estúpida dos momentos que me marcaram nesta temporada que acabou faz muito tempo. Não pesquisei bulhufas, afinal se é marcante eu tenho que lembrar, caramba. Sem ordem específica, vamos lá:

Sou muito macho (temporada regular)

Por muitas vezes na temporada eu questionei a vontade dos jogadores, principalmente naquele fase bizarra de Novembro. Mas Patrick Eaves mostrou que vontade não faltava. Num jogo no mês de xxxxx, contra o Carolina Hurricanes, Eaves matou uma penalidade como eu nunca tinha visto. Primeiro veio um chute, e Eaves se jogou na frente do disco bloqueando-o com o peito. Depois de cair e perder o taco, veio outro chute, e Eaves bloqueou de novo com o peito.

Sou muito macho (playoffs)

Jim Howard nunca foi unanimidade entre a torcida, mesmo com algumas centenas de jogos tendo que defender uma baciada de chutes. Porém, nos dias seguintes à vitória no Jogo 4 contra Phoenix, ficou difícil encontrar quem não gostasse dele. Além de conseguir seu primeiro shutout em pós-temporada, James Motherfucking Howard fez uma defesa sem máscara que lhe vai render mais alguns dólares na próxima negociação de contrato.

O Jogo do Ano (temporada regular)

Henrik Zetterberg olhou o calendário errado. Num jogo ainda ano passado ele se comportou como se fosse 3ª prorrogação de Jogo 7, e marcou 5 pontos (3 gols) contra os Super-Patos.

O Jogo do Ano (playoff)

Johan Franzén não teve só o jogo do ano, foi um dos grandes jogos da história da franquia. (Acho que) foram 6 pontos num jogo, 4 deles em gols, 3 dos gols em um período, que também teve um gol "tirado" que creditaram ao Bertuzzi. Graaaande Mula!!!

Olimpíadas

Num ano de Copa do Mundo, o maior evento esportivo foi a Olímpiada de Inverno. A SporTV teve uma cobertura muito boa do hóquei no gelo apesar do Gê Cardoso e fomos brindados com duas partidas históricas entre Canadá e Estados Unidos.

O Jogo dos Números

Na partida contra o Tampa Bay Lightning, vitória por 3 a 0. Naquela partida, algumas marcas foram alcançadas: Jim Howard teve seu 1º shutout, Mike Babcock ganhou sua 300ª partida na carreira e Henrik Zetterberg foi a milésima contusão na temporada.

Os Gols de Quartzo Suíço

Os jogos da piscada. Numa viagem pelo Canadá em Março, Brian Rafalski e Zetterberg nos salvaram em jogos muito emocionantes. Num jogo que estávamos perdendo, Rafalski empatou com 0.3 segundo no relógio. No jogo seguinte, placar empatado quando Zetterberg faz o gol da vitória faltando 0.3 segundo no relógio. Hóquei>>>futebol.

H2H

O Red Wings Brasil foi o convidado especial do maior evento já organizado por uma torcida de hóquei na história. Enquanto a torcida de Montreal cria scripts para colocar os Canadiens no Jogo das Estrelas, os Wings espalhados por aí levaram a sério o slogan Hockeytown: No Limits.

Quando Jimmy foi James e Helm foi Deus

Jim e Darren viveram seus grandes momentos mais ou menos na mesma época, no começo de 2010, entre o jogo de Ano Novo e a viagem pela costa Oeste. O ponto alto foi a partida contra os Los Angeles Kings, quando James fez 51 defesas em 52 chutes e Helm fez o gol da vitória com só 17 segundos de ainda no relógio.

E para vocês, quais foram os momentos marcantes da temporada?

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Curtas

  • Dizem por aí que Derek Meech assinou contrato de um ano, 500 mil dólares, com Detroit. Não quer dizer muita coisa, talvez que vai demorar um pouco para contratar o 7º defensor, ou até que não vai trazer ninguém;
  • mas o defensor Andreas Lilja pode voltar, caso ninguém o procure. Depois de receber 1,25 milhão na temporada passada, Lilja pode assinar caso aceite um milhão ou menos;
  • Kirk Maltby ainda está disponível, e busca um contrato exclusivo de NHL. Se não receber ofertas, os Wings vão oferecer um contrato two-way, com salário menor na AHL, e dar ao veterano a chance de ganhar uma vaga no time no training camp; e
  • aparentemente a oferta de Detroit a Mike Modano é de 1,25 milhão por ano.
É só isso, a offseason é cansativa e eu quero hockey de novo na TV no computador. Por sinal, acabei de ganhar a Copa Stanley no Eastside Hockey Manager.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Finalmente, sobre Modano

Eu falei pouco sobre Mike Modano, quem sabe um ou dois parágrafos. Primeiro, não falei nada pois tudo parecia ser apenas uma brincadeira, uma coisa singela de "o bom filho à casa torna" ou coisa que o valha. Porém, de uma hora para outra, lá estava Mike Mo no Comerica Park, ao lado de seu pai, Ken Holland, Mike Ilitch e Mike Babcock.

As coisas ficaram interessantes quando começou aparecer no twitter que apenas os Wings haviam contatado Modano. Logo após, toda a franquia Red Wing começou a puxar saco de Modano como nunca antes fez com um agente-livre. Matérias publicadas no site oficial, declarações do homem que treinou Modano 20 anos atrás, declarações de Holland, Babcock, Lidstrom e Al, o polvo, elogiando o veterano.

Foi mais ou menos por aí que Modano deu a declaração que pode assombrá-lo pelos próximos meses: "Detroit ou aposentadoria". Nesse momento, a torcida se dividiu em duas facções:

  1. Pró-Modano: esses adoraram a possibilidade de mais um veterano na equipe (claro, dependendo do salário), algo similar aos Wings pré-teto salarial, quando veteranos querendo uma última chance de ganhar a Copa Stanley vinham fazer uma turnê de despedida no estado do Michigan.
  2. Anti-Modano: estes se prenderam as estatísticas e ao fato do jogador ter sido deixado de lado em Dallas. Lembraram-se que Modano perdeu o C na camisa e questionaram sua capacidade atual. Começaram a defender o garoto Mattias Ritola, um prospecto bem comum que tinha sido ignorado por muitos até agora.
Enquanto as facções se enfrentavam, algo mudou. Do nada, San Jose e Minnesota quiseram os serviços do jogador, e alguns dizem que Anaheim também se interessou. Um funcionário dos Sharks, ao ser perguntado se o time havia ligado para Modano ou o contrário, não quis responder, ou seja, basicamente disse que Modano ligou para San Jose. O central ainda deu entrevistas dizendo que o termo "Detroit ou aposentadoria" pode ter sido muito forte.

Por fora de tudo isso, há o fato de Modano ser casado com a aspirante a atriz/modelo/arroz-de-festa Willa Ford, que não quer ficar longe do marido mas também não quer sair da California, onde está seu mercado de trabalho.

Toda essa confusão, aliada ao baixo salário que os Wings podem oferecer, à nostalgia de Modano em relação à Minnesota e à chance de ganhar uma Copa Stanley perto da esposa em San Jose, enroscaram todas as negociações. Detroit está amarrado, não sabendo quanto pode oferecer aos agentes-livres irrestritos Darren Helm e Justin Abdelkader, além de ficar no aguardo para trazer ou não um defensor nº 7.

Juntando a bagunça, temos Mike Modano, um central que, admito, nunca acompanhei. Nunca me importei com ele, só sabia que era nosso freguês e pronto. Com toda essa enrolação e, principalmente, a história do "Detroit ou asilo", Modano corre o risco de deixar de ser neutro e se tornar persona non grata em seu estado natal.

Essa postagem pode se tornar inútil em algumas horas se Modano tomar uma decisão, mas eu duvido. Assim, respondam:

sexta-feira, 9 de julho de 2010

RIP, Monster.



Na última segunda-feira, 5, um dos nossos ídolos faleceu.

Bob Probert sofreu um ataque cardíaco fulminante, aos 45 anos de idade.
Seu pai faleceu aos 41, da mesma causa.

Como tantos outros ídolos, esperamos que ele esteja em bom lugar e que nós saibamos honrar o que ele fez pela nossa equipe, afinal foi ele quem ensinou Joe Kocur a brigar.

Homenagens póstumas são péssimas, pois não tem muito sentido. Todavia, embora não sendo tão citado, Probert foi, sim, um dos maiores a jogar o jogo e a brigar a briga.

Descanse em paz, Bob.
Você merece.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Brian Burke, o comediante

Brian Burke, Gerente-Geral do Toronto Maple Leafs, chega num barzinho com sua camisa listrada anos 80, uma calça cáqui e tênis brancos, e anuncia:

"Brett Lebda, dois anos de contrato, US$1,450 milhões por ano".


Podem parar de rir. Então, Lebda assinou pelo dobro do valor do contrato de Patrick Eaves...


Não vão parar? Ok. Tchau, Lebda! Obrigado pelo que fez, e muito obrigado por ir embora!

O 17 voltou

Adicione aos cálculos o salário de US$ 750 mil de Patrick Eaves.

O camisa 17, autor de 12 gols e 22 pontos na temporada passada, recebeu aumento de 50% como prêmio pelos serviços prestados. Eaves era nome certo no time de matar penalidades e fez ótima dupla com Darren Helm.

Com Miller (US$ 650 mil) e Eaves, os Wings vão completando o elenco, gastando pouquíssimo para manter a competitividade.

Restam US$ 3,7 milhões para Ken Holland assinar com Helm, Justin Abdelkader e Derek Meech. O elenco já tem 12 atacantes, 6 defensores e 2 goleiros contratados, ou seja, são justamente três as vagas abertas. Se Mike Modano ou o defensor experiente para o terceiro par for contratado, alguém vai rodar.

Mas deixemos de lado as especulações para celebrar a permanência de Miller e Eaves por dois trocados.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Contratos

Matemática é um saco, mas calcular folha salarial é divertido. A não ser para os torcedores dos Wings, para quem os cálculos de teto salarial podem causar tontura e desmaios.

Para começar, hoje Drew Miller acordou um novo contrato, com duração de 1 ano e valendo $650 mil. Com um impacto leve na folha salarial, pode ter sido um bom contrato, embora uma eventual contratação de Mike Modano ainda possa tirar Miller de Detroit.

Ainda sobre Modano, hoje ele está em Detroit, onde se reuniu com Ken Holland e Mike Babcock, e também para ver um jogo dos Tigers da MLB. Comenta-se que outros três times, inclusive Chicago, estariam dispostos a contar com o veterano central.

ATUALIZADO: Modano disse que é "Detroit ou nada". Holland já garantiu que Modano viria para ser o central da terceira linha, e é nessa posição que Modano quer estar.

Holland falou um pouco sobre os outros RFAs. Patrick Eaves e Derek Meech estão próximos de assinar contratos com um ano de duração. Meech inclusive se increveu para a arbitragem, mas é difícil que a audiência realmente aconteça. Ainda não há previsão para o anúncio de renovação de Justin Abdelkader e Darren Helm, que deverão assinar contratos de longa duração (3 ou 4 anos).

Hoje, com 19 jogadores assinados (incluindo Kindl e Ritola), ainda temos US$4,408 milhões até atingir o teto salarial. Até o último dia da pré-temporada o time pode ficar até 10% acima do teto, portanto mudanças são possíveis até lá.

sábado, 3 de julho de 2010

Tudo laranja

O gerente geral Ken Holland assiste a tudo que acontece no mercado de agentes livres sentado em uma de suas luxuosas cadeiras.

Com pouco espaço no teto salarial, o arquiteto não pode reforçar o Detroit Red Wings com jogadores de ponta, o que acontecia invariavelmente no passado cada vez mais distante.

A nova realidade permite aos Wings buscar apenas jogadores para completar o elenco, depois de vários dias de compras das outras equipes.

Você lamenta por isso? Eu não. Fico cada vez mais feliz com a ausência de movimentação do Detroit no mercado. Odiaria pagar caro por um jogador mediano, porque é disso que é feito o 1.º de julho: jogadores "mais ou menos" sendo vendidos pelos "olhos da cara".

Não enchem os dedos de uma das mãos o número de jogadores disponíveis que eu gostaria de ter no meu time.

Até agora, Holland tem feito tudo certo, desde a proposta de US$ 1 milhão por um ano para Andreas Lilja, devidamente recusada pelo empresário do jogador, até a oferta a Mike Modano.

O veterano central rompeu relações com o Dallas Stars e não pretende se aposentar. Modano, natural de Michigan, declarou recentemente que só recebeu uma proposta até agora, justamente a dos Red Wings. Nada mal.

Seu último salário na NHL foi de US$ 2,5 milhões. Por metade disso, eu aprovaria sua contratação, mesmo com o jogador prestes a completar 40 anos de idade.

Ainda sobre o mercado, duas informações. Os Wings trouxeram de volta o goleiro Joey MacDonald, reforço para o Grand Rapids Griffins. E Holland tem US$ 50 mil a menos no teto salarial porque os Wings estouraram o limite da temporada passada.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Dia sossegado em Detroit

Como esperado, nada aconteceu no primeiro dia para assinar agentes-livres.

Ken Holland falou sobre três de nossos ex-jogadores, Andreas Lilja, Brett Lebda e Kirk Maltby:

"Eu falei que o melhor, para eles e para nós, é que eles testem o mercado. Se ainda estiverem livres na semana que vem, pode ser que conversemos. Isso não significa que vão ser trazidos de volta"
Notem que Jason Williams nem foi mencionado, mais uma prova que Holland prefere contratar o Felipe Melo do que o Wilamis. Holland também falou que pretende estender os contratos de Jim Howard e Jonathan Ericsson.

Sobre os RFAs (Helm, Abdelkader, Eaves e Miller), Holland espera que todos assinem, mas entende que seus empresários estejam ocupados com jogadores mais importantes. Disse que até semana que vem tudo deve estar resolvido.

Não adianta ficar pensando que os Wings não fizeram nada no mercado. Assim como ano passado com Zetterberg e Franzén, nossos "reforços" vieram bem mais cedo: Jiri Hudler e Nicklas Lidstrom.

E comentando um comentário da postagem anterior, fui atrás de fatos sobre Evgeny Ryasensky. O defensor russo disse a um jornal local que participaria do training camp dos Wings e assinaria um contrato. Acontece que só ele sabia disso, e Jim Nill disse que o empresário do jogador "usou" o nome de Detroit para anunciar ao mundo que Ryasensky está disponível.