Wings em 4
Quatro em quatro: é o retrospecto dos Red Wings na temporada e o meu retrospecto no NHL GameCenter. Será que dá para assistir aos 82 jogos? Duvido, ainda mais agora com horário de verão.
E vamos ao jogo.
Jimmy Howard. Péssimos 85,7% de defesas numa noite em que não foi ameaçado e nada poderia ter feito nos dois gols sofridos. Número enganoso, esse. Howard sofreu o primeiro gol porque não viu o disco, em sua trajetória cercada por seus próprios companheiros, e levou o segundo porque Pavel Datsyuk, acostumado a roubar discos, foi roubado e permitiu o passe para a frente da rede, onde um jogador do Wild esperava pela chance de se consagrar.
Com a liderança por dois gols no começo do segundo período, o Wild adotou o esquema 1-2-2, uma espécie de "duas linhas de quatro", como no futebol, com todo mundo atrás e salve-se quem puder.
Os Wings chutaram 41 vezes a gol, mas poderiam ter sido 82 ou 164 chutes. Eu senti falta disso no jogo. Coisas boas acontecem quando você chuta, vide o gol de Jiri Hudler, em que Jakub Kindl simplesmente mandou o borrachudo em direção ao goleiro. No hóquei é assim, discos desviam em atacantes, discos desviam em defensores, discos desviam nas bordas, no goleiro, no pipoqueiro e acabam dentro do gol. Quarente e um chutes são muitos chutes, mas neste jogo, acredite, os Wings chutaram pouco.
Ian White marcou o gol da persistência, gol que mudou totalmente o rumo do jogo. Até ali os Wings dominavam mas não ameaçavam. Depois do primeiro gol o time se instalou dentro da zona ofensiva e ficou claro que era questão de tempo para o empate.
Na prorrogação, Johan Franzen marcou o gol da vitória em vantagem numérica, o primeiro gol do time em PP e no OT. Funcionou a estratégia de enfiar Tomas Holmstrom no 4-contra-3 para perturbar o goleiro adversário. Vale dizer que a penalidade não existiu. Credite o ponto extra ao juiz.
Apesar da campanha perfeita e das boas atuações, estou sentindo falta de um atacante matador na linha 1 para jogar com Datsyuk e Henrik Zetterberg. Esse nome não é Dan Cleary, que tem cara de linha 3. Também queria que Fabian Brunnstrom finalmente fosse escalado, mas Mike Babcock ao mesmo tempo em que diz que o cara pode ser um top-6, não o coloca no gelo.
Próximo jogo apenas na sexta-feira, contra o Columbus Blue Jackets, em Detroit. Cinco em cinco, claro.
Um comentário:
"Esse nome não é Dan Cleary, que tem cara de linha 3."
Fato¹³¹²³¹³¹³
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