Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

sábado, 30 de abril de 2011

Título alterado por motivação educacional

Os Wings simplesmente jogaram fora a porcaria do jogo 1.

Estava na mão deles, mas deixaram a vitória escapar.

Se perderem a merda da série, será por causa do jogo 1.

Malditos!

Mas vamos falar do jogo, agora com mais calma e ainda com sono.

Os Wings não jogaram mal, longe disso. Aliás, foram cinco jogos nos playoffs com atuações que me agradaram, de fato.

Só que ontem o jogo estava na mãoe os Sharks, mesmo chutando uma barbaridade, não ameaçaram Jimmy Howard com tanto perigo assim. E Howard estava lá, parando chute após chute. Se o seu goleiro é o seu melhor jogador, não é bom sinal, mas você deve se valer disso para roubar o jogo.

Os Wings não roubaram. E pra aproveitar o termo, eles foram roubados pela arbitragem, mas deixa isso pra lá.

Faltou marcar um segundo gol, como acontecia contra o Phoenix Coyotes. Lembra que na primeira fase a maior parte do tempo o Detroit liderou por dois ou três gols? Faltou isso. Os Wings josémourinharam o segundo período todo e parte do terceiro e desperdiçaram oportunidades claras de gol.

Elogios ao time de matar penalidades, críticas ao time de vantagem numérica.

E putaquepariu, nós ficamos três meses sem jogar e os Sharks emendaram o jogo 6 no jogo 1, e ainda assim perdemos a partida. No ano passado, fomos eliminados em 5 com a sensação de que poderíamos ter vencido. O jogo de ontem já deixou o mesmo gosto.

Calciolari tinha razão ao afirmar que não gosta de Zetterberg e Datsyuk juntos na mesma linha. Com Hank ao seu lado, Pavel parecia um pião, rodando pra lá e pra cá, sem nenhuma efetividade. Não produziu nada, exceto o passe pro gol de Lidstrom. E Hank visivelmente estava fora de ritmo, assim como Franzen, nulo no jogo.

Aliás, do lado dos Sharks também os Heatleys e Thorntons não pegaram na bola, mas eles têm Pavelski, o melhor jogador do mundo de todos os tempos.

Babcock precisa separar Zetterberg e Datsyuk e atacar os Sharks no domingo à tarde. O tal de Niemi é muito fraco. Se os Wings chutarem a gol, vencem.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Round 2, Game 1. Confiança tem de sobra

Ao fim do quarto jogo contra Phoenix, na tradicional enxurrada de gente que não tem nada a ver com o jogo pra dentro do gelo, um repórter notou que James Howard estava sério. Perguntou ao goleiro qual era o motivo, e a resposta de Howard foi simples: "Vou sorrir em junho".

Howard não estava nervoso, ou bravo. Era apenas um soldado no batalhão Michigander, que sabia que aquela batalha estava ganha mas a guerra estava longe do fim. James é um Red Wing, não um Predator (que faz festa por passar da primeira rodada) ou um Canuck (que pareciam ter ganho a Copa ao evitar o colapso histórico). James sabe que aquela vitória foi apenas mais uma.

Para começar a nova série, agora com Henrik Zetterberg à sua disposição, o aniversariante Mike Babcock mexeu no time. Para as voltas de Zetterberg e Johan Franzén, foram sacados do time Kris Draper e Mike Modano. E, ao menos no começo do jogo, Pavel Datsyuk e Hank estarão na mesma linha. Hoje o time treinou assim:

Zetterberg-Datsyuk-Holmstrom
Hudler-Filppula-Franzén
Cleary-Abdelkader-Bertuzzi
Miller-Helm-Eaves

Lidstrom-Stuart
Ericsson-Rafalski
Kronwall-Salei

Howard (MacDonald)

Apesar do Circo Voador ser uma coisa linda de se ver, acho que prefiro ver Hank e Pavel separados. Quando junto com o sueco, Datsyuk às vezes parece querer dar espaço demais ao companheiro, segurando o disco por menos tempo e chutando menos. Acho que gosto mais de ver duas linhas muito boas, mas não sou eu quem vai discutir com o Tio Mike.

Mais uma batalha hoje, 23hs de Brasília. Quatro se passaram, faltam 12. Deixem para sorrir em junho.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Lidstrom, Pavel, Spielberg e vodka

Nicklas Lidstrom, o melhor defensor de sua geração e entre os dois melhores da história (Bobby Orr não faria tanto sucesso hoje quanto Lidstrom faria nos anos 70. pronto), completa hoje 41 anos, com corpo de 25 e sabedoria de mil anos. Nessa temporada Lidstrom concorre aos prêmios Norris (melhor defensor) e Lady Byng (habilidade aliada ao jogo limpo), e com certeza ainda tem alguns anos de ótimo hóquei a jogar (ele não sabe, especialistas falam em dois anos, eu digo trinta).

Dessa vez, Pavel Datsyuk não foi indicado ao troféu Byng. Lidstrom chegou a brincar com o central, dizendo que lamentava pegar sua vaga, mas Datsyuk apenas lhe deu um abraço. Apesar do longo período lesionado, Datsyuk ainda foi indicado ao troféu Selke, dado ao atacante que melhor joga defensivamente. Pavel levou o prêmio nas últimas três temporadas, e pode se tornar o segundo jogador na história a ganhar o troféu quatro vezes seguidas. Ele não vai ganhar esse ano pois perdeu muitos jogos, mas apenas ser indicado já é uma baita conquista.

Datsyuk e Lidstrom vão liderar o time contra os Sharks, em série que começa amanhã à noite. Depois da piada que foi a arbitragem ano passado, essa é a única coisa que me preocupa. Afinal, a NHL quer acabar com as tradições, e o próximo passo pode ser fazer algum amarelão ganhar alguma coisa. E estou tentando não me preocupar com a looooooonga folga entre rodadas, e estou com uma sensação ruim para o primeiro jogo. Putz, odeio playoff, da confiança ao receio em aproximadamente 100 caracteres.

Para acabar com o nervosismo, recebi um e-mail com o seguinte assunto: "RED WINGS AND ABSOLUT VODKA TO HOST PLAYOFF VIEWING PARTIES THIS WEEKEND"

Ainda vou passar um mês de abril em Michigan... ah, eu vou.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

San Jose (2) vs Detroit (3)

Segunda rodada

Sim, isso é um filme de verdade

Sharks Estatísticas Red Wings
105 Pontos 104
48 Vitórias 47
25 Derrotas 25
9 OT/SO 10
2.96 Gols pró/jogo 3.13
2.54 Gols contra/jogo 2.89
23.5 PP (%) 22.3
79.6 PK (%) 82.3

Calendário

29 de abril, sexta-feira, 23hs (fora)
1º de maio, domingo, 16hs (fora)
4 de maio, quarta-feira, 21hs (casa)
6 de maio, sexta-feira, 20hs (casa)
*8 de maio, domingo, 21hs (fora)
*10 de maio, terça-feira, a ser definido (casa)
*12 de maio, quinta-feira, a ser definido (fora)

Histórico em temporada regular
  • Total: 49 vitórias de Detroit, 22 vitórias de San Jose, 4 empates
  • Desde o locaute: 13 vitórias de Detroit, 11 vitórias de San Jose
  • Em 2010-11: uma vitória de Detroit, três vitórias de San Jose
  • Séries de playoffs: duas vitórias de Detroit (1995 e 2007), duas vitórias de San Jose (1994 e 2010)
Palpites


Pierre Lebrun, ESPN. Wings em 7
Damien Cox, Toronto Star. Sharks em 7
Tim Wharnsby, CBC. Wings em 7
Dave Gross, Postmedia News. Wings em 6
Bucky Gleason, Buffalo News. Sharks em 6
Jornalista-sem-nome, The Hockey News. Wings em 6
zeh. Wings em 6 ou 7.
Humberto.Wings em 6
Guilherme. Wings em 6

terça-feira, 26 de abril de 2011

Adeus, Al

Quando fui para Detroit, fiz tudo correndo. Cheguei num dia, o jogo era no outro, e depois fui embora. Minha meta para a próxima vez?

Chegar, passar numa feira de rua, ir a uma banca de peixes. Lá, comprar um cefalópode, informando ao vendedor qual é o meu assento para a partida daquela noite. Com base nessa informação, e observando minha vergonhosa forma física, o peixeiro me indicaria o melhor tamanho de polvo, para que eu acertasse o mascote no gelo sem problemas.

No jogo, de preferência no começo de maio, sentado na arquibancada (provavelmente ao lado dos caras do The Triple Deke), eu esperaria o melhor momento. Então, com o quinto jogo da série contra o Avalanche empatado em 3-3, Nicklas Lidstrom (eterno, vocês sabem) faria o gol da vitória, faltando três minutos para o fim do último período, nos dando a vitória na série. Eu pularia, cairia, machucaria meu tornozelo sem perceber na hora, e tiraria um polvo pré-fervido de dentro da calça (fazer o que?). Dois passos à frente, para pegar impulso, e logo eu faria parte de uma tradição cinquentenária, restando apenas minha mão lambuzada e uma ótima história para contar.

O sonho é diferente da realidade. Na vida real, policiais subiriam os degraus da arquibancada e me levariam a algum canto obscuro da Joe Louis Arena, me dariam uma multa de $500 dólares e uma ordem para me apresentar num tribunal. Meses depois, um juiz me confirmaria a multa, me condenaria a pagar custas processuais, e eu estaria fichado nos registros policiais do estado de Michigan, por conduta desordeira. Certamente, ao tentar renovar o visto, este me seria negado.

Já contei a história do torcedor que foi preso no primeiro jogo da série contra os Coyotes. Pois ele não foi o primeiro, um torcedor já havia sido em 21 de março por arremessar um polvo no gelo. Ninguém falou disso à época, e com certeza só falaram disso agora por causa do segundo torcedor. O primeiro "criminoso" compareceu à audiência hoje, e se declarou inocente, dizendo que vai defender a tradição até o fim. O julgamento será em julho.

Quando foi revelada a primeira história, o policial disse que a NHL havia dado a ordem durante o jogo, mas agora não dá para falar isso. A ordem foi dada, no mínimo, em março. E o pior, a gerência dos Wings com certeza sabia disso (será que prendem alguém na Joe Louis Arena sem avisar Mike Ilitch?) e não noticiou o fato. Ou seja, Iltich sabia que torcedores podiam ser multados, e dane-se.

Ao que parece, a NHL encorajou Detroit a aplicar um antigo dispositivo legal. A cidade de Detroit aceitou, afinal $500 dólares aqui e ali não fazem mal aos cofres públicos. E a franquia dos Red Wings se calou, aceitou que Gary Bettman e o município (por sinal, o prefeito de Detroit jogava cestobol) acabassem com uma tradição de meio século. E enquanto isso, os Red Wings e a NHL lucram com a venda de polvos de pelúcia e camisetas do Al, e o mascote continua descendo na apresentação dos jogadores.

A liga, a cidade, a franquia, todos errados. E quem paga por isso, não só financeiramente, é a torcida. Como sempre.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Assistindo

A melhor parte de ter varrido os Coyotes? Poder ir viajar no feriado e não perder nenhum jogo.

Enquanto Detroit descansa e procura ovos de páscoa, podemos ver os outros times jogando. E assim temos certeza que vamos ganhar esse bagulho.

Canucks amarelando para entrar na história, contra um time Índio que entrou nos playoffs pela porta dos fundos. San Jose (Antii Niemi ganhou uma Copa? mesmo?) tentando se complicar contra os fracos Kings, enquanto os Predators, que só tem Rinne (que passou vergonha) e Weber (que não amarra o patim de Lidstrom), assam alguns Patos. E o Leste é fraco, sempre.

Já a parte ruim da varrida: muuuito tempo de folga. Os Red Wings levaram 81 jogos (e um terço) para começar a jogar sério, e quando engrenam uma série matadora lá vem uma folga de uns dez dias, que servem para recuperar Johan Franzén e Hank Zetterberg mas esfriam Pavel Datsyuk e James Howard. E não, Darren Helm não esfria.

E nas notícias que não são mais notícias, Nicklas Lidstrom foi indicado ao Troféu Norris pela milésima vez na carreira. Seus adversários são Zdeno Chara (pelo tamanho) e Shea Weber (pelo tamanho). Se os jornalistas eleitores entenderem alguma coisa de hóquei, Lidstrom fatura o sétimo troféu da carreira.

Continuamos aguardando nosso adversário, dando risada dos Penguins (jogo passando agora, e o time de vantagem numérica é uma das coisas mais nojentas que vi nos últimos tempos).

Os jogos dos Red Wings

Os Red Wings atropelaram os Coyotes na primeira fase. Foram apenas quatro jogos, não houve prorrogação e exceção feita ao primeiro período do jogo 1, o Detroit dominou completamente.

Os Wings jogaram muito bem, passando uma confiança absurda para a torcida, ao mesmo tempo em que os Coyotes jogaram muito mal, especialmente Ilya Bryzgalov, que deixou passar tudo.

A medida da facilidade está no tempo de gelo de Nicklas Lidstrom: apenas 19:34 por jogo. O capitão foi o quinto defensor em tempo de gelo do time, atrás até de Jonathan Ericsson (por 12 segundos apenas, mas ainda assim teve menos tempo). Mike Babcock poupou o seu jogador mais valioso, principalmente nas situações de desvantagem numérica.

Da forma como os Wings dominaram, realmente não era necessário mandar Lidstrom pro gelo em todos os momentos. Veja a comparação.

Dos 240 minutos de jogo, os Wings lideraram por 143 minutos, ou 59,8% do tempo. E não foi liderança de apenas um gol, não. Por 46% da série, a equipe liderou por dois ou três gols. Pra que incomodar Lidstrom nesta situação?

Os jogos estiveram empatados por 58 minutos (24,3%) e os Coyotes lideraram por 38 minutos (15,9%). Entre os jogos 2 e 3, os Coyotes estiveram atrás do placar em cerca de 89,5% do tempo de jogo e, no restante do tempo, as partidas estavam empatadas.

É provável que, na segunda fase, diante de um adversário mais competitivo, Babcock precise de Lidstrom. E aí o capitão estará descansado e pronto para praticar seu melhor hóquei.

Foram quatro os destaques do time no confronto contra os Coyotes, embora não se possa falar mal de ninguém.
- Pavel Datsyuk, com dois gols, seis pontos, saldo +6 e 20:02 por jogo, liderou o time ofensivamente;
- Niklas Kronwall, um gol, três pontos, saldo +6, 13 trancos e 22:25 por jogo, foi o principal defensor;
- Jimmy Howard, 91,5% de defesas, 2,5 gols sofridos por jogo, herói dos jogos 1 e 3, fez o que se espera de um goleiro titular;
- Darren Helm, um gol, três pontos, 11 trancos em apenas 12:50 de jogo, fez valer cada turno no gelo, arrancou gols com seus trancos.

Na segunda fase, os Wings podem enfrentar o San Jose Sharks, o Chicago Blackhawks ou o Nashville Predators. Diante das combinações possíveis, há duas chances de enfrentar os Preds e uma de enfrentar cada um dos outros dois.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O jogo de Mike Modano

Não deixe de ler e ouvir o post musical do zeh logo abaixo. Mas primeiro saiba o que aconteceu na madrugada, no jogo 4 entre Red Wings e Coyotes, o último do confronto que nunca existiu.

Minutos antes do jogo, Johan Franzen foi cortado da partida e Mike Modano entrou em seu lugar. Só os Wings têm um Modano na reserva para substituir um jogador machucado. Em um de seus primeiros turnos, Modano deu a assistência para Tomas Holstrom dar a assistência para Pavel Datsyuk dar a assistência de volta para o gol de Holmstrom. Os Wings se especializaram em abrir o placar logo no começo do jogo para fazer os Coyotes correrem atrás.

Com discos que desviaram em Jonathan Ericsson e Nicklas Lidstrom, traindo Jimmy Howard, o Phoenix virou o jogo, em uma rara liderança na série — se não me engano, a segunda, depois do 1-0 no jogo 1, mas não vou pesquisar.

O empate foi arrancado no tranco sensacional de Darren Helm em Keith Yandle, atrás do gol. Disco recuperado, Helm passou para Patrick Eaves marcar. Deus? Nada, ele é o capeta!

Os Coyotes ainda lideraram por 3-2 durante pouco mais de três minutos no segundo período, até o empate de Niklas Kronwall em vantagem numérica.

A noite toda os Wings buscaram a vitória, nunca abrindo mão da vontade de varrer o confronto e ter uns dias de folga para descansar suas estrelas e recuperar as outras. Henrik Zetterberg ainda não jogou nos playoffs. O time não arrefeceu nem quando estava atrás no placar.

Tinha cara de prorrogação, mas Dan Cleary marcou um gol sem ângulo que não pode ser descrito como "sem querer" ou "achou um gol". Cleary tinha o disco e olhou exatamente onde chutaria para contar com a ajuda de Ilya Bryzgalov na tarefa de entrar com o borrachudo. Deu certo e esse foi o gol da vitória do jogo 4.

Modano não foi o artilheiro nem o goleador da noite, não marcou o gol da vitória, não liderou o time em +/- e teve um dos menores tempos de gelo. Mas nos playoffs a atitude é o que importa, e não reclamar por ficar na reserva mesmo tendo mais de 1.670 jogos na carreira, somando temporada regular e playoffs, é o que se espera de alguém que pode ser dono de um jogo. Está lá no título do post.

Essa é pra você, Bettman!

Antes do jogo, o melhor time da NHL (pelo menos pra gente) estava cantando uma música dedicada ao maior câncer da Liga: Gary Bettman.

Ele faz o que quer com o esporte e todo mundo baixa a cabeça.

Não duvido que o sete a dois que o BHawks enfiou no CNucks ontem tenha sido sob sua batuta.

Duvidava também que o Wings fosse varrer o Yotes esta noite.

Porém, sabendo que estamos além destas picuinhas, lembrei que já fizemos diferente do que ele quer. Por que hoje seria diferente?

Então, aqui vai a música que tocava no vestiário às 23:15h:


Me First and The Gimme Gimmes - Leaving On A Jet Plane

All my bags are packed, I'm ready to go
Todo o material tá na mala e tô pronto pra vazar.
I'm standing here outside your door
Já tô aqui do lado de fora da porta
I hate to wake you up to say goodbye
Mas vou ter de te acordar e dizer: "Adeus, Coyotes. Adeus, Glendale".
But the dawn is breaking, it's early morn'
Mas a Copa Stanley tá surgindo e logo estaremos lá.
the taxi 's waiting, he's blowing his horn,
Babcock quer voltar, já tá reclamando
Already I'm so lonesome I could die
E essa série tá tão fraca que quase tô desistindo.

So kiss me and smile for me
Então tchau e até mais ver
tell me that you'll wait for me
Diga que você vai fazer o que puder
hold me like you'll never let me go
pra fazer de conta que você pode me segurar.

'Cause I'm leaving on a jetplane,
Porque eu tô vazando no jatinho,
don't know when I'll be back again,
E em Glendale eu não piso de novo,
oh babe I hate to go
Oh, Yotes, vocês se lascaram.
I hate to go...
Se lascaram bonito...

There's so many times I've let you down
Nos jogos 1, 2 e 3 eu joguei demais
so many times I've played around
No jogo 3 eu até te humilhei
but now you know that they don't mean a thing
Mas agora já era, vocês foram varridos.
Every place I go, I'll think of you
Todo playoff vão mencionar essa série
Every song I sing, I'll sing for you
E toda vez vocês serão desmoralizados
When I come back I'll wear your weddingring
E quando eu voltar vai ser com a Copa Stanley.

So kiss me and smile for me
Então tchau e até mais ver
tell me that you'll wait for me
Diga que você vai fazer o que puder
hold me like you'll never let me go
E faça de conta que você pode me segurar.

'Cause I'm leaving on a jetplane,
Porque eu tô vazando no jatinho,
don't know when I'll be back again,
E em Glendale eu não piso de novo,
oh babe I hate to go
Oh, Yotes, vocês se lascaram.
I hate to go...
Se lascaram bonito...

Detroit 4-0 Phoenix

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Round 1, Game 4. Adeus, Phoenix

Em 28 de abril de 1996, o Detroit Red Wings venceu o Winnipeg Jets por 4-1, fechando a primeira rodada dos playoffs com 4 a 2 na série. Depois dessa temporada, os Jets fizeram as malas e foram para Arizona, no meio do deserto, numa tentativa Bettmaniana de popularizar o hóquei nos Estados Unidos.

Quase quinze anos depois, os Phoenix Coyotes podem estar fazendo sua última partida em casa, na frente da torcida de Detroit. Não sei se os Coyotes ainda estarão em Glendale na próxima temporada, só sei que não estarão lá domingo que vem. Se a arbitragem deixar, varrida. Senão, e os Wings não venceram as zebras mais uma vez, a série acaba sexta-feira.

De qualquer forma, que os torcedores dos Coyotes (todos os vinte e seis) se divirtam esta noite, assistindo o melhor time do mundo.

Para Detroit, é só mais uma parada no caminho para a terra prometida. Faltam 13 vitórias.


Atualização: Modano joga. Franzén fora.

Melhor jogo?

O Jogo 3 foi o melhor dos Wings na série. Pronto, falei.

Fomos brilhantes? Não. Foi fácil? Não. Meu argumento, facilmente constestável, é simples. Detroit não matou os Coyotes, mas também não lhes deu vida.

Em vez de jogar 35 minutos brilhantes e matar a torcida do coração nos outros 25, os Wings jogaram com tranquilidade, marcaram os gols que precisaram marcar e não sofreram com momentos de muita pressão. Mesmo no 2º período, quando o Winnipeg Coyotes tentou forçar alguma coisa, Detroit não parecia desesperado, nem a torcida.

No Jogo 1 foi um buraco cavado cedo, no Jogo 2 acharam que só teria dois períodos. No Jogo 3, uma atuação regular, no bom sentido da palavra. É o ideal? Na pós-temporada, sim.

E agora vamos para o Jogo 4. Ontem acompanhamos o quarto jogo entre Vancouver e Chicago na ESPN, série que Vancouver liderava por 3-0. Assim como no quarto jogo de nossa série contra os Sharks ano passado, o time que liderava a série se encontrou atrás no placar e decidiu que não valia a pena gastar energia em 20 minutos. Ano passado, 7-1 para Detroit, e ontem, 7-2 para Chicago.

Digo isto porque, apesar de estar confiante para hoje, vou entender se perdermos esse jogo. Afinal, se em dois lances por acaso Phoenix conseguir abrir uma pequena vantagem, não tem porque se matar para reverter o resultado, já que a liderança ainda será nossa.

Mas... Quero ver varrida. Polvo combina com vassoura. Quero despachar os Coyotes, para fora dos playoffs e fora do Arizona. Datsyuk e Franzén, que não treinaram ontem, devem jogar. Ainda bem, pois pós-temporada sem Mula não é pós-temporada, e Detroit sem Datsyuk não é Red Wings.

E quanto ao "capeta Darren Helm"? Já dizia meu amigo fã de Black Sabbath: esse papo de deus é coisa do diabo.

Let's Go Red Wings.

terça-feira, 19 de abril de 2011

O jogo de Darren Helm

Não importa qual a cor que você está vestindo. Se não for branco com vermelho e uma roda com asa no centro, sua vida será mais miserável durante os próximos 60 minutos.

Ed Jovanovski mandou dizer que discorda de Guilherme Calciolari, o homem que definiu a alcunha de Deus para Darren Helm. Para JovoCop, Helm não se parece em nada com o homem que supostamente criou o universo e prometeu um lugar no paraíso para todas as boas almas depois deste período entre uma Copa Stanley e outra também conhecido como vida. Helm é o capeta. Em um dos jogos, seu tranco tirou Jovanovski do restante da partida. Ontem, o defensor dos Coyotes passeava tranquilamente para dominar o disco quando foi batido facilmente pelo encapetado 43 e os Wings marcaram seu primeiro gol na noite.

Poucos segundos depois, já estava 2-0. Em menos de três minutos. Nas duas horas seguintes, entrou no ar o Jimmy Howard show. O goleiro foi o melhor jogador no gelo e garantiu a vitória fazendo um caminhão de defesas.

Mas o jogo 3 não foi o jogo de Howard, o que seria muito óbvio. Como foi muito óbvio Calciolari definir o jogo 2 como o de Pavel Datsyuk. Claro que não! Depois de levar mais de 20 pontos na testa e retornar ao gelo, o jogo 2 só poderia ser de Johan Franzen. É o tipo de atitude que o time precisa ter nos playoffs.

Então o jogo 3 ficará oficialmente conhecido como o jogo de Darren Helm. O Capeta, não o Deus.

E no jogo 4, na quarta-feira, a gente fecha a série. E dá licença que eu tenho que ir trabalhar.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Round 1, Game 3. Na estrada, mas em casa

Acreditem. Um jornalista do Arizona fez um pedido para os nativos de Detroit que estão em Phoenix, e o pedido é simples: se você quiser ir no jogo desta noite, vá de branco. Isso faz parte de uma "tradição" (pode ser tradição se começou quando o time estava em Winnipeg?) da franquia faz tempo, e torcedores de Detroit entendem tradições (por sinal, dois polvos no gelo sábado, nenhum torcedor preso). Mas por que esse pedido?

"Não queremos que o pessoal de fora pense que não podemos lotar o ginásio em jogos de playoff. Depois de tudo que passamos - de ameaças de saída do time a falências - a última coisa que precisamos é passar mais vergonha na frente do país todo".

E esse pedido não é uma vergonha? Whatever, Red Wings usam vermelho e dane-se, não importa se as arquibancadas todas brancas pareçam assim. Se Phoenix é mais um dos lugares repletos de torcedores de Detroit (além da Flórida e Califórnia, principalmente), fazer o que.

Sem Zetterberg e Modano, com Datsyuk e Franzén, hoje, 23h30 de Brasília. 14 vitórias pela frente. Let's Go Red Wings.

O jogo de Pavel Datsyuk? (AVISO: Pessimismo desnecessário)

Por muito menos, o primeiro jogo da série será conhecido como "o jogo de Todd Bertuzzi", então a lógica seria que o Jogo 2 fosse chamado de "o jogo de Pavel Datsyuk", com o russo anotando um gol, três assistências e 30 mil "caraca, o que foi isso???".

Com uma primeira metade de partida sensacional, esse post deveria ser sobre alegria, amizade, cerveja e churrasco num domingo à tarde. Mas com a segunda metade, está mais para amigos falsos de ressaca e com azia.

Primeiro lugar: a arbitragem foi horrível. Depois de o placar ficar 4-0 para Detroit, foram marcadas nove penalidades, sete destas para os Wings. E eu reclamo, mas não sei porque ainda reclamo. A NHL ainda é dona dos Coyotes. E a NHL emprega os juízes. Se isso não tem ligação, estou louco.

Segundo lugar: exceto as interferências-fantasmas de Tomas Holmstrom, os juízes ainda não conseguem inventar penalidades para o time que está com o disco. Por algum motivo, quem sabe para se poupar para o próximo jogo (por sinal, dois dias entre os Jogos 1 e 2, na mesma cidade, e um dia de intervalo entre os Jogos 2 e 3, em cidades diferentes. qual é, NHL?), desde o ano passado Detroit para de jogar incisivamente quando tem a liderança, o que nos custou muitas viradas.

Entendo querer descansar durante o jogo. São dois meses de pós-temporada, qualquer energia economizada em abril vai fazer a diferença no fim de maio. Mas sem o disco, perseguindo o adversário, o juiz inventa uma penalidade a qualquer leve encostão (Helm em Jovanovski, por exemplo). Algo contra segurar o disco na zona ofensiva por mais de 3 segundos, ou tentar criar alguma coisa diferente? Ou pelo menos, quando a liderança de quatro gols se torna uma vantagem de apenas um tento, volte a jogar com vontade. Vou ser um panaca aqui e dizer que os Coyotes não empataram porque não deu tempo.

Eu falei para mim mesmo que não ia xingar os Wings, o que importa é a vitória e não como foi conseguida. E depois da segunda metade do Jogo 1, e da primeira metade do Jogo 2, fica claro que Detroit tem mesmo um interruptor, o que é ao mesmo tempo muito bom e muito ruim. Pelo menos uma derrota nesses playoffs virá porque o time se acomodou no começo e apertou o botão tarde demais.

Enquanto isso não acontece, vamos continuar matando cachorro velho no deserto, hoje 23h30 de Brasília (saco), liderados por um mago e dois monstros.

Faltavam 15. E agora?

sábado, 16 de abril de 2011

Será que vai ser sempre assim?

- Tio zeh! Você por aqui? Vamos falar de quê?

- Bom pequenos mancebos do meu Brasil varonil, tenho quatro assuntos e vou falar do menos para o mais importante.

Sim! Estou de volta pra dizer que depois de uma temporada regular completa sem postar (praticamente) estou feliz pelo que estou vendo.

Feliz porque o Todd Bertuzzi está com uma atitude bem bacana.

É exatamente a mesma atitude que vi em Dallas James Drake nos playoffs de 07-08, quando levantou sua primeira e única Copa Stanley, tendo jogado 22 partidas e assinalando um gol e três assistências*.

Não estou comparando Drake e Bertuzzi. Longe de mim fazer um absurdo desses. Dallas foi muito melhor que Todd é.

Feliz porque o Johan Franzen é muito mais torcedor que jogador do Detroit Red Wings.

No futebol é fácil você ver jogadores admitirem que torcem por um time: Rogério Ceni pelo São Paulo, Iarley pelo Ceará, Ronaldo Angelim pelo Ibis (na verdade é pelo Fortaleza, mas é a mesma coisa).

No hockey, posso estar enganado, mas dá pra contar nos dedos.

Na tarde de hoje Franzen provou que seu coração não permitirá assinar contrato com mais nenhum time. Pelo menos não deveria.

Depois de papocar a cara nas bordas (numa jogada limpa) e tomar 21 pontos na testa, ele voltou para o gelo com um O.B. no buraco da venta e com vontade, muita vontade. Tanta vontade que o Babcock ficou puto.

- Ei, Mula! Não vai botar uma viseira, uma máscara ou o caralho que for?
- Nem fodendo! Eu sou uma mula selvagem. Corcel Negro perde é feio pra mim.
- Então falou.

Absurdo ver aquilo. Era como se tivessem cutucado onça com vara curta. Preparem-se para o que vem por aí.

Fez gol? Não. Precisava? Não?

A torcida gritando "FRAN-ZEN" no final do seu primeiro shift de volta foi melhor que qualquer hattrick.

Feliz porque Pavel deixou de ser o amarelão que o Humberto sempre exclama, bateu no peito e disse: "Eu sou melhor que o Datsyuk e o Zetterberg juntos".

Só duvida quem não o viu jogar nesta tarde.

Ao ver o gol comentei escrevi exatamente a seguinte frase: "WTF? The shot was part of the deke?". E de fato foi.

Eu já vi esse cara fazer coisas incríveis, como um gol "discosta" do slot, entender um passe insano do Zetta e destruir goleiros como se fossem nada, mas fazer um drible para chutar no mesmo movimento? Haha! Sei não.

E o que dizer sobre a assistência no gol do Helm?

O gol só não foi dele porque o disco não subiu uns dois dedinhos a mais. Ia ser caixa.

Mas o importante nem é isso, é ele ter a tranquilidade para armar uma jogada para ele mesmo e ainda tentar fazer uma coisa improvável quase dar certo; por entre as pernas dele próprio? Malditos dois dedinhos a menos.

E hoje eu pus no twitter: Eu gostaria que o Datsyuk jogasse todos os jogos metade do que ele estava jogando hoje.

*Um gol e três assistências foi o que marcou Pavel no jogo 2 contra o Coyotes.

Por ultimo e não menos importante: Feliz porque o Red Wings continua sendo o mesmo time de sempre; aquele time que joga um período e meio e só.

- Feliz com isso, tio zeh?
- Claro. Teve época que eles não estavam jogando nem isso.

Ao terminar o primeiro período eu disse que me preocupava, vide exemplo do jogo anterior, o fato do Detroit jogar muito durante pouco tempo.

No jogo um foi um período e meio entre o segundo e o terceiro. No jogo dois foi entre o primeiro e o segundo.

Parecia que eu estava adivinhando. Mas não era adivinhação, era conhecimento de causa. Não é feitiçaria, é tecnologia. Mais ou menos por aí.

O salvação é que enquanto o time jogou o time não jogou, deu aula.

E, como é sabido, ninguém joga pedras em árvores que não dão frutos.

Os juízes... ah, os juízes... Pênaltis inexistentes e três gols dos Yotes em Powerplay. C'est la vie.

Mas, como eu bem digo: nada é tão ruim que não possa ser piorado.

E eu estou feliz pelas coisas estarem como estão.

Wings em seis.

Round 1, Game 2. Só mais 15

Voe Al, voe
Ontem foi aniversário. Em 15 de abril de 1952, 59 anos atrás, nasceu a tradição do polvo no gelo em Detroit, história que todos conhecem mas vou contar de novo. Na época, os playoffs consistiam de apenas duas rodadas, ou seja, para ganhar a Copa eram necessárias oito vitórias. Pensando nos oito tentáculos do polvo, os irmãos Cusimano levaram um animal (morto e levemente fervido, para não espalhar muita sujeira) para o antigo Olympia Stadium, e arremessaram o polvo no gelo. Os Red Wings varreram as duas séris daquele ano, ganhando a Copa Stanley, e assim nasceu uma tradição.

De lá para cá, já vimos polvos sendo arremessados em jogos dos Wings fora de Detroit, como em Phoenix ou Columbus, recentemente. Virou costume também o responsável pelo gelo da Joe Louis Arena, Al Sobotka, pegar um dos polvos arremessados após o hino nacional e girá-lo no ar, prática recriminada pela NHL, que diz que os restos de cefalópode podem estragar o gelo ou machucar algum jogador.

Agora o cerco fechou. No primeiro jogo desta rodada, um torcedor foi preso e multado em $500 por jogar um polvo no gelo, e um policial da cidade disse que as ordens foram dadas pela NHL, durante o jogo. Agora quem jogar um polvo no gelo se arisca ao mesmo destino. Ridículo, Gary Bettman continua com síndrome de Lula (sem trocadilhos) e acha que a NHL nasceu quando ele entrou no comando. VSF, Buttman.

O jogo de hoje (14hs de Brasília) vale muito pelos playoffs, mas também define o futuro do polvo Al. Se ninguém jogar um polvo no gelo hoje, a tradição vai ficar por um fio. Por isso, duvido que não vejamos uns 10 animais no gelo, seja após o hino, após um gol ou ao fim da partida.

Playoffs, primeira rodada, Jogo 2. Faltam 15 vitórias, e essa é pelo Al.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Todd-Ber-tuz-zi (clap-clap-clapclapclap)

Perdida no meio dos gritos e assobios e palmas para Todd Bertuzzi, a melhor parte de sua briga com Rostislav Klesla foi: ele soube quando brigar.

Quando os jogadores trombaram no meio do gelo, mais próximo à zona defensiva dos Wings, houve uma faísca, e todos sabiam que alguma coisa ia rolar. Mas depois do choque, enquanto Tuzzi e Klesla trocavam leves empurrões, um Red Wing controlou o disco e foi para o ataque. Os olhos da torcida ficaram perdidos, "olho para o ataque ou olho para a briga"? Uns 5 segundos depois, quando o disco se perdeu e deu a volta por trás do gol, Bertuzzi e Klesla se engalfinharam.

Não vamos discutir quem ganhou a briga (até porque nem foi uma briga decente, já que Todd se deixou derrubar logo no começo). Mas vamos lembrar que Bertuzzi esperou a conclusão da jogada, esperou um Coyote tocar o disco, analisou o gelo em meio segundo e percebeu que uma atitude impensada poderia paralisar o jogo num lance de gol ou algo parecido. Mais do que os gols na prorrogação ano passado, mais do que as duas brigas da semana passada, foi nesse momento, enquanto Todd pensava "não vou atrapalhar este time", que a torcida finalmente percebeu que Todd Bertuzzi é, definitivamente, um Red Wing.

Durante essa semana foram frequentes as entrevistas com Mike Modano. Começou dizendo que, chegando à final, se aposentaria. Agora o tom já mudou, e diz que pendura os patins de qualquer forma. E já garantiu que seu corpo e mente lhe disseram que não dá mais. Não me levem a mal, adoro histórias de "vamos ganhar a Copa por esse cara". No começo da temporada, Modano deveria ser esse cara. Ele era o filho pródigo, retornando ao gelo em que conheceu o hóquei, e ele deveria ser o primeiro cara a receber o troféu das mãos de Nick Lidstrom.

Não mais. Entre a falta de disposição de Modano e a entrega de Bertuzzi, fica claro que o Tuzzi é o cara. Quem sabe a melhor coisa que aconteceu com ele tenha sido o tranco mal-dado em Ryan Johnson, dos Blackhawks. Num encontrão duro e desajeitado (axila na orelha?), Bertuzzi joguo duro e, para a surpresa de muitos (e quem sabe dele mesmo), não foi suspenso ou teve que pagar multa. Naquela hora, Bertuzzi percebeu que, apesar de constantemente estar do lado errado de marcações de falta, na maioria das vezes apenas pela sua (não merecida) reputação, ele ainda pode ser um fator físico, uma força no sentido estrito da palavra, e isso lhe torna muito mais valioso do que seus 40 e poucos pontos poderiam indicar.

E nós nos lembramos de caras assim. Darren McCarty, Dallas Drake, Doug Brown e tantos outros caras que, mais pelo coração do que pelo taco, mereceram o respeito que apenas a Cidade do Hóquei pode proporcionar.

Todd-Ber-tuz-zi (clap-clap-clapclapclap). Se junte ao coro.

Faltavam 16, agora não. Amanhã isso diminui.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Dia a dia adia

Oficialmente, os Wings declaram que Henrik Zetterberg está "dia a dia", o que significa que ele poderia voltar a qualquer momento. Poderia ter voltado ontem, poderia voltar hoje, talvez pudesse patinar agora ou antes do jogo 2.

Mas o jornalista Ansar Khan garante que, nos bastidores, os Wings já descartaram a participação de Zetterberg durante cinco jogos. O sonho da gerência é que o time não precise de seu jogador mais valioso em playoffs nesta primeira fase, o que é perfeitamente possível. Dá pra ganhar dos Coyotes sem Zetterberg.

Melhor assim. O ideal é que ele volte nas melhores condições para liderar o time rumo a uma longa corrida nos playoffs a partir da segunda fase.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O jogo de Todd Bertuzzi

Se a primeira impressão é a que fica, o futuro dos Red Wings nos playoffs é sombrio.

O time sofreu um gol logo no começo do jogo, em uma jogada em que os atacantes dos Coyotes envolveram a defesa dos Wings. Kyle Turris finalizou livre contra Jimmy Howard.

Os Coyotes têm uma campanha ainda melhor que a nossa quando marcam o primeiro gol e estão entre os melhores da liga nessa estatística.

Os melhores momentos dos Wings no jogo vieram em desvantagem numérica, tanto defensivamente, quando mataram 90 segundos com dois homens a menos, quanto ofensivamente, nas arrancadas de Darren Helm. No 5-contra-5 e na única vantagem numérica, só Pavel Datsyuk apareceu.

O primeiro período foi muito ruim. E pra vencer jogos nos playoffs, é preciso ser muito bom. Os Wings estiveram bem longe disso.


Bem-vindo aos playoffs, Red Wings.

Mas não tão rápido, porque o começo do segundo período foi tão trágico quanto todo o primeiro. Não fosse por Howard e suas três defesas difíceis, o resultado do jogo seria outro.

A mágica de Datsyuk empatou o jogo em um gol de viradinha. Fosse qualquer outro jogador, o disco teria parado na cadeira 212 da Joe Louis Arena.

Digno de nota o coro de "Todd Bertuzzi" entoado pela torcida depois da briga do camisa 44 contra Rostislav Klesla.

Um passe errado de Keith Yandle levou ao gol de Johan Franzen,  que deu um coice perfeito para virar o jogo. E em vantagem numérica, Brian Rafalski disparou de primeira, um chute que Bryzgalov não viu porque Dan Cleary estava lá fazendo o seu trabalho à frente do goleiro.

Um goleiro que faça as defesas necessárias quando o time não vai bem é tudo o que os Wings precisam nos playoffs. E Howard foi esse tipo de goleiro nos primeiros 40 minutos.


O terceiro período existiu apenas para o entretenimento dos torcedores.

E para que eles cantassem "Todd Bertuzzi" de novo.

Pra mim é o suficiente. O jogo 1 ficará conhecido como "o jogo de Todd Bertuzzi", ainda que Howard e os matadores de penalidades tenham sido mais importantes.

Os Wings abrem o confronto com vitória mesmo sem Henrik Zetterberg, seu melhor jogador de playoffs.

Round 1, Game 1. Faltam 16

Contagem regressiva para o levantamento de prata. Tem gente no twitter feliz e cantando e pulando e comendo picolé e ganhando outro por causa do palitinho premiado.

Enquanto isso, cá estamos, odiando os playoffs. Convenhamos, nós torcedores dos Red Wings somos um pé no saco. Sendo campeões, apenas cumprimos obrigação. Senão, mesmo que apenas por um segundo, por um goleiro sortudo que pegou um chute que nosso capitão teria acertado se pudesse contar com ambos os testículos naquele momento, ficamos frustrados e queremos matar todo mundo (Brad McCrimmon, você é o primeiro).

O importante é tentar esquecer o stress. E stress não é nervosismo, afinal confiamos em nosso time. Só não confiamos em juízes, comissários, oponentes mal-intencionados e comissários que possuem um boneco de vudu no formato de Ken Holland. Vamos tentar esquecer tudo isso, e aproveitar a viagem para a terra prometida.

Começa em casa, hoje, 20hs de Brasília. Polvos, barbas, prorrogações e fios de cabelo arrancados. Pós-temporada, meus amigos. 16 vitórias, nada mais.

É hoje

A torcida (todos os 12) de Chicago ficou sabendo que o time estava classificado no último dia, no último minuto da temporada regular.

Já a torcida de Detroit ficou sabendo que estaria nesta pós-temporada em 1997.

Hoje tem jogo, hoje tem polvo, hoje tem playoff. Em casa, os Detroit Red Wings enfrentam os Phoenix Coyotes.

  • Henrik Zetterberg não joga. Com problemas no joelho, o central/ala não joga hoje e provavelmente fica de fora até semana que vem. Os médicos do time disseram que, em situações normais, Hank ficaria de fora entre duas e três semanas. Que o time jogue bem sem ele para não apressar seu retorno;
  • Niklas Kronwall treinou ontem entre os titulares, mas sua presença ainda não é certa (ou seja, não deve jogar);
  • Detroit convocou muita gente de Grand Rapids para integrar o elenco para os playoffs, entre eles o goleiro Jordan Pearce, os defensores Doug Janik, Derek Meech e Brendan Smith, e os atacantes Jan Mursak, Cory Emmerton, Ilari Filppula e Tomas Tatár;
  • ontem o ataque treinou com as seguintes linhas, que devem ser usadas pelo menos no começo do Jogo 1: Franzén-Datsyuk-Holmstrom, Cleary-Abdelkader-Bertuzzi, Hudler-Filppula-Modano, Draper Helm-Eaves;
  • a defesa foi com: Lidstrom-Stuart, Ericsson-Rafalski, (Kronwall)Kindl-Salei;
  • James Howard será o titular, e na reserva teremos Joe MacDonald.
Por enquanto é isso, qualquer novidade tento colocar nos comentários. Está chegando a hora, Let's Go Red Wings.

terça-feira, 12 de abril de 2011

E então... #Medo?

Não quero assustar ninguém, nem demonstrar que eu talvez esteja um pouco receoso com o confronto que se inicia amanhã.

Mas entre Ilya Bryzgalov e Jimmy Howard, quem é que escolheria o camisa #35 dos Red Wings como goleiro do seu time em uma pelada? Eu não.

E ainda que a defesa dos Coyotes esteja repleta de derrotados (Keith Yandle, Derek Morris, Rostislav Klesla, Adrian Aucoin, Michal Rozsival e Ed Jovanovski), é um belo sexteto para combater fisicamente os atacantes dos Wings e bloquear seus chutes que nunca chegarão à luva de Bryzgalov. Sem contar que qualquer um deles é muito melhor que Jonathan Ericsson.

Para quem não se lembra, do outro lado estará Shane Doan, o nosso maior carrasco nos playoffs do ano passado. Doan se machucou e perdeu vários jogos naquela série, não sei nem quando ele saiu e nem se voltou, e também não vou procurar, mas derrubou o time dos Wings inteiro como se fossem pinos de boliche enquanto esteve saudável. O marcador Phoenix Coyotes do lado direito da página vai levar ao inferno de Doan para quem quiser relembrar como foi.

Eu já falei que os Coyotes terminaram a temporada com +123, a quarta maior marca de +/- da liga?
Os Wings somaram +26.

Começa amanhã. E eu não faço ideia de quando termina. GO WINGS!

domingo, 10 de abril de 2011

Detroit (3) vs. Phoenix (6)

Primeira rodada


Red Wings Estatísticas Coyotes
104 Pontos 99
47 Vitórias 43
25 Derrotas 26
10 OT/SO 13
3.13 Gols pró/jogo 2.76
2.89 Gols contra/jogo 2.68
22.3 PP (%) 15.9
82.3 PK (%) 78.4

Calendário

13 de abril, quarta-feira, 20h (casa)
16 de abril, sábado, 14h (casa)
18 de abril, segunda-feira, 23h30 (fora)
20 de abril, quarta-feira, 23h30 (fora)
*22 de abril, sexta-feira, 20h (casa)
*24 de abril, domingo, a ser definido (fora)
*27 de abril, quarta-feira, a ser definido (casa)

Histórico em temporada regular
  • Total: 32 vitórias de Detroit, 18 vitórias de Phoenix, 9 empates
  • Desde o locaute: 17 vitórias de Detroit, 7 vitórias de Phoenix
  • Em 2010-11: duas vitórias para cada time
  • Séries de playoffs: duas vitórias de Detroit (1998 e 2010)
Palpites

Scott Burnside, ESPN.com. Wings em 7
Craig Custance, Sporting News. Coyotes em 7
Alguém, The Hockey News. Wings em 5
Bob Duff, NBCSports.com. Wings em 6
Damien Cox, Toronto Star. Wings em 6
Tim Wharnsby, CBC.ca. Wings em 7
zeh. Wings em 6.
Humberto. Wings em 6
Guilherme. Wings em 5

Ufa...

Detroit 4-3 Chicago. Contra os 'Hawks, o United Center e os juízes (nem com o Franzén sangrando eles marcam penalidade), vitória e hóquei de Detroit de verdade, como conhecemos.

Agora Chicago precisa que Dallas não ganhe seu jogo (hoje 19hs) para chegar aos playoffs.

E o interruptor?


Torcida que xingou, inclusive eu? Shut the fuck up.

O caminho para a Copa #12 passa pelo deserto. Wings vs Coyotes.

Let's Go Red Wings.

Dor de cabeça

Pra começar a dor de cabeça, a ridícula derrota na sexta-feira. 4-2 a favor dos Blackhawks, e ainda não sei como não apareceu uma manchete "Jimmy Howard mata três no vestiário".

Agora Detroit está confirmado na 3ª colocação do Oeste, e hoje à tarde, dependendo do que acontecer contra os 'Hawks (13h30 de Brasília, fora de casa), descobrimos quem será o adversário.

É aí que aumenta a dor de cabeça. Com uma vitória, os Wings enfrentam Phoenix na primeira rodada, e deixam Chicago dependendo do resultado do jogo de Dallas à noite.

Já com uma derrota no tempo normal o adversário seria Nashville. E uma derrota nos pênaltis cria um empate entre Nashville, Chicago e Phoenix que eu nem quero tentar resolver.

Resumindo: se ganharmos, é Phoenix. Se perdermos antes dos pênaltis, é Nashville.

Está na hora de escolher adversário? Se for, prefiro ganhar hoje e enfrentar os Coyotes (eu sei que vocês também tem medo dos Predators).

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tópicos

Chris Osgood disse que não sabe se vai poder jogar nessa temporada, mas que gostaria de poder jogar domingo para entrar no ritmo da pós-temporada. Também falou que ano que vem estará bem.

1. Ele está louco, não sabe se vai poder jogar daqui dois meses mas quer jogar daqui dois dias.

2. Ele acha que vai ser o reserva de Jim Howard nos playoffs, apesar de não pisar no gelo desde 1998 e Joe MacDonald estar jogando muito bem.

3. Ele quer voltar ano que vem. Resta saber se Ken Holland o quer de volta.

Holland disse que, caso Howard sofra alguma lesão, a primeira opção seria Joe Mac (e aí, Ozzie?), e depois seria feita uma escolha entre Osgood e Jordan Pearce (e aí, Ozzie??).

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Niklas Kronwall não joga neste fim de temporada, mas Mike Babcock disse que isso é mais por precaução, já que Kronwall não é daqueles caras que sabe poupar energias e poderia detonar o ombro de uma vez a qualquer momento.

Opa, calma aí, eu disse "ombro"? "Upper-body", me desculpem. Até Kronner, que não é possível que não saiba o que está machucado, disse que a "a lesão é no upper-body, como andam falando por aí". Sério, ele falou isso. Estamos em abril, minha gente.

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Pra quem quer saber, um outro investidor (Tom Gores) comprou os Pistons, e não faço idéia do que isso significa para os Wings ou para a Joe Louis Arena. O dono dos Wings, Mike Ilitch, quer construir uma nova arena para o time do hóquei, no centro da cidade, e por um tempo se especulou que os Pistons poderiam se juntar aos Wings na construção e utilização do ginásio (NÃO). Agora não sei, acho que cada um fica no seu canto e pronto.

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Então Detroit pode eliminar Chicago caso ganhe os dois últimos jogos e Dallas ganhe seu último jogo. Por que não falei disso na outra postagem?

1. Levamos uma cacetada do Carolina Hurricanes. Falando sério, alguém acha que estou louco por achar que esse time desmotivado dos Wings dificilmente ganha duas seguidas dos 'Hawks, que estão loucos para alcançar a pós-temporada?

2. Sinceramente, não ligo pro que acontece com outros times agora. Acho até que prefiro, numa combinação de resultados que não sei se pode acontecer, enfrentar Chicago novamente nos playoffs. Seria sensacional jogar contra nossos potenciais grandes rivais (falta mais uma série de playoff para reafirmar essa rivalidade) seis vezes seguidas.

3. "To be the man you got to beat the man". Para ser o cara você tem que ganhar do Cara. Podemos eliminar Chicago domingo ou daqui duas semanas, eu não me importo. Só sei que é muito mais legal ser campeão ganhando do campeão, não importa quanto isso ocorra.

4. E o motivo de verdade, é que não quero e não vou pensar em outras equipes. Detroit já tem problemas demais (no gol, na defesa, no ataque, nos times especiais, na vontade). Nosso time é talentoso e ganha de quem quiser, onde quiser, quando quiser. Só falta querer, e enquanto eu não ver essa vontade vou me concentrar apenas no lado vermelho do gelo, não importa se do outro lado estiverem os Blackhawks ou a seleção eslovaca feminina.

5. Posto isso, claro que vou gritar um sonoro (?) "Chupa, Hossa" se ganharmos as duas no fim de semana.

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Jogo hoje em casa, 20h30 de Brasília. Let's Go Red Wings.

Zetterberg?

Ninguém sabe o que aconteceu. Já falaram em tornozelo, joelho, coxa, barba, e agora está num genérico "lower-body injury". Fato é que Henrik Zetterberg está de fora dos jogos de hoje e domingo, e é dúvida para o começo da pós-temporada.

Sobre a confusão sobre o que está realmente lesionado, prefiro não saber. Quer saber, adoraria saber para poder culpar a contusão, mas prefiro que não seja divulgado. Até 2009 as lesões eram passadas para a mídia, mas os gerentes-gerais (inclusive Ken Hollad) pediram para que essa informação pudesse ser guardada, resguardando a saúde de recém-retornados de lesão (acho que todos lembram do pinguim Gary Roberts dando um soco na cabeça de Johan Franzén em 2008, ou Max Talbot dando uma tacada proposital no pé de Pavel Datsyuk em 2009).

Não quero ser pessimista, mas serei, e adorarei queimar a língua: essa lesão do Hank está me lembrando demais daquela do Datsyuk, que quebrou o pé ao bloquear um chute na final de conferência em '09. A lesão foi no Jogo 2 da série, e sua volta foi anunciada para o Jogo 4. Datsyuk acabou voltando apenas no Jogo 5 da Final da Copa (porra, Datsyuk).

Zetterberg disse que no início dos playoffs seu status é dia-a-dia, que a gente sabe que não quer dizer bulhufas. Do jeito que estamos jogando, sem defesa nem ataque, ocasionalmente sem goleiro, fica complicado pensar em ir muito longe na pós-temporada.

E o ombro de Niklas Kronwall, você sabe como está? Eu também não.

Em notícias menos importantes, Mike Modano está quase decidindo sua carreira. Numa entrevista, o central-transformado-em-ala-e-depois-em-central-de-novo-e-vai-entender-o-que-o-Babcock-quer-da-vida disse que, caso os Wings cheguem à final da Copa (hahaha), com ou sem título (toc-toc-toc), ele deve se despedir dos rinques. Fará falta em Detroit?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mudanҫas

Mas nao mudancas boas. Perdemos de novo (o que não é uma graaande mudanҫa), dessa vez para Carolina.

A mudanҫa maior é que, antigamente (temporada passada), lesões ocorriam principalmente em vitórias. Mas ontem perdemos o jogo e Henrik Zetterberg, que machucou o tornozelo e só volta nos playoffs.

Que seja só um descanso, espero.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O número mais importante

O título da Divisão Central, a segunda posição na Conferência Oeste, os 102 pontos e 46 vitórias não têm a menor importância diante do número que vem a seguir. E não me refiro às 16 vitórias necessárias para a conquista da Copa Stanley.

Faltando três jogos para o fim da temporada regular, o capitão Nicklas Lidstrom está com saldo -1. Sinal vermelho em Detroit. Em 19 temporadas na carreira, Lidstrom nunca, jamais e em tempo algum teve saldo negativo. Sua menor marca foi +7, registrada em 1992-93.

Nesses jogos finais, os Red Wings precisam elevar o saldo do defensor para o campo positivo, evitando que essa mancha que cobre os jogadores mais incompetentes acerte de raspão o maior jogador de hóquei de todos os tempos.

Em toda a NHL, ninguém tem saldo superior ao de Lidstrom desde 1991-92, ano em que fez sua estreia na liga. De lá pra cá, acumula +430, anos-luz à frente do segundo colocado, Scott Stevens, com +282 no mesmo período. Em toda a história, Lidstrom é o 11.º na categoria.

Eu não vou me perdoar se Lidstrom terminar com saldo inferior a zero. E nesta última semana de temporada regular, vamos acompanhar o que realmente importa.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Que me desculpem os novatos...

E quando digo novatos, quero dizer "aqueles que conheceram hoquei agora e ainda acham que briga só existe pela briga".

Depois da cacetada sofrida ante aos Blues, o jogo de sábado, contra os Predators, seria para exorcizar o fantasma. Claro que ninguém faz exorcismo levando 0-3 no comeҫo do jogo, principalmente de um time que já se acostumou a nos bater em todos os sentidos. Então vem Todd Bertuzzi, o Anticristo da NHL, exorcizar com os punhos.

Parece apropriado que, após a segunda briga de Bertuzzi na noite, algo como um "hoje não, Nashville", os gols tenham saido da molecada, com Kindl e Yabadelkader. Virada, 4-3, e Pekka Rinne finalmente pareceu humano.

E domingo fizemos nossa obrigação, ganhamos do Wild e garantimos a Divisão Central pela nona vez em dez anos. Chegando os playoffs, chegando os Wings.

sábado, 2 de abril de 2011

Pavel para o Hart

Incrível como quem vota nos troféus da NHL nunca lê direito as descrições dos prêmios (ver Mike Green ganhando o Norris).

Um dos troféus mais legais dos esportes é o Troféu Hart, que não é dado ao jogador mais valioso da liga, e sim ao mais valioso para seu time. E é assim que indico Pavel Datsyuk para o troféu Hart 2010-11. Por que?

Dats jogou 52 das 77 partidas dos Wings nesta temporada, anotando 57 pontos (22 gols, 35 assistências). Se analisarmos os jogos com Datsyuk e sem o central, temos o seguinte aproveitamento:

  • Com Datsyuk. 75% de aproveitamento (em 82 jogos, seriam 123 pontos ganhos)
  • Sem Datsyuk. 56% de aproveitamento (em 82 jogos, seriam 92 pontos)
Com 123 pontos, uma franquia termina a temporada como a melhor da liga. Com 92 pontos você fica fora da pós-temporada. Além disso, segundo consta, Detroit sofre meio gol a menos nas partidas com o russo na escalação. Volta logo, Pavel.

(mas não volte hoje à tarde, por favor, já que o jogo é contra os Predators [normalmente um time organizado, metódico e limpo {menos o Jordin Tootoo}, bem comandado por Barry Trotz], que aparentemente tem uma permissão para jogar sujo sempre que enfretam os Wings) (ah, e Jim Howard volta ao gol)