Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Oficial: Brian Rafalski se aposenta

Confirmado pelo time, Brian Rafalski e Ken Holland darão uma entrevista coletiva amanhã para "discutir o futuro do jogador na franquia", e uma galeria com fotos de Rafalski como um Red Wingo já foi postada no site oficial do clube.

Rafalski encerra a carreira aos 37 anos, depois de 833 jogos disputados e 515 pontos anotados (79 gols, 436 assistências) na NHL. Foram onze temporadas na América do Norte, depois de não ter sido recrutado e jogar quatro temporadas na Europa. Rafalski jogou sete temporadas no New Jersey Devils, ganhando as Copas de 2000 e 2003, antes de jogar em Detroit por quatro anos e ganhar a Copa Stanley de 2008. O defensor também ganhou a medalha de prata na(s) Olimpíada(s) duas vezes pela seleção dos Estados Unidos.

A contratação de Rafalski foi uma das grandes sacadas de Holland na gerência da equipe, sendo anunciada horas depois da saída de Mathieu Schneider do time, numa "substituição" que rendeu ótimos frutos à franquia. Brian Rafalski complementou Nicklas Lidstrom e juntos eles formaram o melhor par de defesa da liga, principalmente em vantagem numérica. Com seu chute de direita se opondo à canhota de Lidstrom, os jogadores frequentemente trocavam de posição e confundiam a defesa, e Rafalski segurava o disco na zona ofensiva como ninguém.

Nos últimos dois anos o defensor teve problemas nas costas e no joelho, e seu corpo não aguentaria mais uma temporada. O último momento de Rafalski foi um erro crasso de cobertura no terceiro gols do San Jose Sharks no Jogo 7 de semanas atrás, mas não é disso que iremos nos lembrar.

Enquanto alguns se lembrarão do gol no Jogo 5 das Finais de 2008, eu prefiro fingir que aquele jogo não aconteceu e lembrar do gol de empate contra Edmonton com menos de um segundo, ou do passe mais-que-perfeito para Drew Miller marcar contra Tampa Bay. São dois lances que, dentre outras várias jogadas nos últimos quatro anos, fazem com que a torcida o veja como o melhor defensor ofensivo que Detroit teve na última década.

Brian Rafalski, apesar de todos os xingamentos que lhe direcionei, obrigado pelos seus serviços, e a torcida dos Red Wings lhe deseja sucesso no que quiser fazer.

(e vou falar sobre potenciais substitutos em outra postagem, acho uma sacanagem com Rafalski falar nisso agora)

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Adeus?

Várias fontes indicam que o defensor Brian Rafalski estaria se aposentando, com o anúncio oficial provavelmente vindo nesta terça ou quarta-feira.

O contrato de Rafalski vai até a temporada que vem, e com a suposta aposentadoria o jogador abriria mão de seus $6 milhões. Como o contrato foi assinado (três meses) antes de Rafalski completar 35 anos de idade, seu nome não conta no teto salarial.

Atualização²: nada oficial ainda, e a coletiva de despedida, se acontecer, deve acontecer quarta-feira (amanhã deve ser divulgada, aí dá para confirmar.

Mas se Rafalski e seu empresário não atendem ligações, e o time não libera nenhuma notícia, o site da NHL já dá como certa a aposentadoria. Enquanto isso, prefiro ficar quieto. Não tem motivo para pressa, e economizo letras para o caso de Rafalski se vestir de vermelho ano que vem.

(Mas ele não vai vestir)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Lidstrom, agentes-livres, assistentes, Thrashers e mais um monte de coisa

Depois de um pequeno luto (que não, ainda não acabou), escrevi minha matéria para TheSlot.com.br sobre o que ocorreu na série contra os Sharks, e como as três vitórias que quase fizeram história nos levaram a uma depressão de proporções gigantescas, e como isso valeu a pena.

Como eu disse lá, essa série me derrubou como há tempos não acontecia. Ano passado a raiva escondeu a decepção, e 2009 me senti orgulhoso por quase ser campeão duas vezes seguidas, e em 2007 os Ducks foram tão mal-intencionados que apagaram qualquer sensação que a torcida podia ter. Neste ano, após o baque que durou 12 horas e o orgulho que durou mais algumas, vieram duas certezas nada boas: a) os Red Wings não vão ganhar a Copa e b) não vou ver esse time jogar até outubro. A única vez que isso foi pior foi em 2006, e só pela injustiça que foi ver Steve Yzerman pendurar os patins sem uma taça prateada em sua última foto.

O que me leva ao primeiro ponto desta postagem com introdução estranhamente longa (por sinal, esse post é comprido pacas):

Nicklas Lidstrom

O defensor vai, mais uma vez, passar as primeiras semanas das férias conversando com Ken Holland, Mike Babcock e, principalmente, sua família, para avaliar se vale ou não a pena continuar jogando profissionalmente. O capitão sabe que seu jogo continua em alto nível (ver indicação ao troféu Lidstrom Norris), e que o time ainda é um dos melhores da Liga (sete jogos decididos por um gol), restando como variável apenas sua capacidade de continuar afastado da família.

Lidstrom, sua esposa e seus dois filhos mais novos continuam em Michigan (a cidade onde ele mora, Novi, recentemente rebatizou uma rua com seu nome), enquanto o filho mais velho está com avós na Suécia, jogando hóquei juvenil. O jogador nunca escondeu a vontade de voltar para casa (embora cause estranheza que 20 anos num lugar não o transforme em “casa”) com a família e iniciar uma carreira como treinador de equipes juniores. A questão é quando essa mudança irá acontecer, e a cada ano isso fica mais próximo.

O que a torcida espera é que Lidstrom continue vestindo vermelho pelo menos por mais uma temporada. O melhor amigo de Nicklas é o atacante Tomas Holmstrom (sim, química dentro e fora do gelo), cujo contrato termina ao fim da próxima temporada. Não me surpreenderia ver Lids e Homer abandonando a Joe Louis Arena juntos, com Holmstrom continuando nos Estados Unidos (o jogador já disse que vai entrar com pedido de naturalização) e Lidstrom voltando para a Suécia (com Holland e Mike Ilitch pressionando para que Nicklas continue desempenhando alguma função na organização).

De qualquer forma, a decisão de Nicklas Lidstrom não tem efeito prático algum até dia 1º de julho, quando abre-se o mercado de agentes-livres, e Lidstrom já disse que vai avisar Holland de seu futuro antes deste dia.

Mas não é apenas Lidstrom que deve decidir seu futuro. Outros três jogadores podem encerrar a carreira ao fim desta temporada, Kris Draper, Chris Osgood e Mike Modano.

Modano parece ser o mais consciente de seu futuro (quem diria?). Ele diz não se arrepender de ter assinado com Detroit para esta temporada, mas admite que sua lesão bizarra o desanimou para o restante do ano. Em quase toda entrevista ele fala sobre “buscar algo que não está mais lá”, e a aposentadoria parece ser quase um fato. Provavelmente o jogador vai voltar para Dallas e trabalhar para os Stars.

Draper está dividido, como quase todo jogador fica neste momento. Depois de ficar alguns meses afastado por lesão, Draper voltou e foi muito efetivo, muitas vezes sendo o maior catalisador de energia da linha que formava com Darren Helm e Patrick Eaves. O atacante fala como quem quer voltar, mas compreende que quem sabe o melhor que pode fazer pela equipe é se afastar e dar espaço para a nova geração, e com certeza terá emprego garantido quando decidir que não dá mais.

Osgood quer voltar, e diz que a cirurgia na virilha por que passou no meio da temporada o deixou em melhores condições que nas últimas temporadas. Seu salário ano passado foi de $1,1 milhão, e o goleiro vai ter que aceitar um corte no salário para se manter na equipe. Além disso, a diretoria vai decidir se banca o veteraníssimo Osgood, com algumas temporadas seguidas com baixo rendimento, ou o não tão veterano Joey MacDonald, que se provou um reserva competente durante o ano. E o mercado de goleiros sem contrato tem boas opções caso o time queira rejuvenescer debaixo das traves.

Os três parecem ter duas opções, Detroit ou aposentadoria. Mas eles não são os únicos agentes-livres do time, alguns jogadores mais jovens também tem contratos expirando.

Um deles é Patrick Eaves, que ganhou $750 mil na última temporada. Eaves anotou 20 pontos no ano, 13 deles por meio de gols, foi o segundo grande matador de penalidades do time e tem uma química muito boa com Darren Helm. Provavelmente pode conseguir um contrato mais substancioso em outra equipe, além de um aumento no tempo de gelo, mas os Wings vão tentar segurá-lo por um preço razoável.

Situação parecida é a de Drew Miller, com os mesmos 27 anos de Eaves e a mesma capacidade defensiva, mas com menos intimidade com o disco. Assim como Eaves, deve receber uma oferta moderada de Detroit, mas pode ganhar mais dinheiro em outro lugar.

Na defesa, o contrato de Jonathan Ericsson termina, e alguns relatos recentes causam estranheza: Ericsson recebeu, durante a temporada, uma proposta de extensão de contrato por mais de um ano, com salário de mais de $2 milhões por ano, e a rejeitou. Não sei quem estava mais chapado na hora, Holland (por ter feito a oferta) ou Ericsson (por rejeitar), mas fica claro que a opinião do comando da franquia sobre o defensor é bem mais agradável que a da torcida. O sueco não é mais tão garoto (27 anos), e pode querer garantir seu ganha-pão agora. Sua situação é similar à de Eaves e Miller, com o salário sendo o grande fator na hora da renovação, e não é tão impossível que ele encha a carteira, afinal Brett Lebda assinou em Toronto por $1,25 milhão ano passado.

Um que deve ir embora é Ruslan Salei, que passou a segunda metade da temporada se revezando entre Michigan e Califórnia, onde mora sua esposa que acabou de ter mais um filho (na boa, parece que ela teve uns 15 rebentos ao longo desse ano). Salei jogou decentemente, cumprindo seu papel de “Andreas Lilja” (ou seja, não fede nem cheira) por um salário menos que o do Epaminondas. O jogador deve ir embora, impressão que se confirma ao ouvir Mike Babcock dizer a Jakub Kindl que o garoto deve se preparar para ser presença constante na escalação.

Quem não sabe o que vai acontecer é Joey MacDonald, contratado para ser reserva em Grand Rapids e mentor dos prospectos Jordan Pearce e Thomas McCollum, mas que acabou jogando com os Wings em 15 partidas na temporada, muitas vezes fazendo boas aspirações. Mas, no fim das contas, MacDonald já tem 31 anos e é difícil imaginar que vá se estabelecer na Liga agora.

Resumindo, os Red Wings tem 15 jogadores contratados para a próxima temporada, com salário total de $47 milhões. O teto salarial deve subir para algo em torno de $62 milhões, dando um espaço de $15 milhões para Holland manobrar (dos quais no mínimo $6 milhões para Lidstrom, se tudo der certo). Dez atacantes tem contrato, e Babcock praticamente garantiu que Jan Mursak tem lugar na equipe. Na defesa são quatro certezas, e apenas James Howard está certo no gol. Ou seja, no mínimo dois atacantes, três defensores (incluindo Lidstrom) e um goleiro por $15 milhões. In Holland we trust.

De qualquer forma, se Lidstrom continuar no time, o núcleo da equipe será o mesmo das últimas temporadas, e muitos concordam que algumas mudanças podem ser úteis para sacudir o elenco e dar mais velocidade/força ao time. Os dois jogadores mais citados em conversas sobre trocas são Valtteri Filppula e Jiri Hudler. O primeiro não vai embora (se Babcock decidir juntar Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg o time fica sem um central de segunda linha), e o segundo não vai atrair propostas melhores que uma escolha de 3ª rodada no recrutamento (alto salário/baixa produção/panaca/só deu um tranco o ano todo, e foi em Dan Cleary). Durante a temporada se especulou em Zach Bogosian, do Atlanta Thrashers (mais sobre os Thrashers daqui a pouco) por Hudler e Ericsson, mas isso não faz mais o mínimo sentido.

Mas não é só no gelo que ocorrem mudanças. O assistente Brad McCrimmon, responsável pela defesa e pelo time de desvantagem numérica desde 2009, não renovou o contrato e está oficialmente fora da franquia. Mike Babcock vai compilar uma lista de possíveis candidatos à posição e uma decisão deve ser feita nas próximas semanas. O responsável pelo ataque e power-play, Paul MacLean, também tem contrato que expira agora, mas deve ficar no time.

Mas o assunto das férias (dane-se que a temporada ainda não acabou) (mas boa sorte, Stevie) é a provável mudança dos Thrashers para Winnipeg. Além de mostrar mais uma vez que Gary Bettman é um panaca (eu votaria pela contração, e não realocação), a (provável) mudança causará um novo alinhamento nas conferências e divisões da liga. Não faria o mínimo sentido o time de Winnipeg ficar na conferência Leste, e a franquia deve ser encaminhada para a divisão Noroeste, com o Wild ou os Stars (caso Denver vá para a divisão do Pacífico) adentrando a divisão Central.

Assim, três times seriam candidatos a ir do Oeste para o Leste, Nashville Predators, Columbus Blue Jackets e os Red Wings. Jackets e Wings são os únicos times da conferência Oeste que estão na zona horária do leste norte-americano, mas o maior candidato a se mudar é Nashville, que fariam uma troca simples com o ex-Thrashers e entrariam na divisão Sudeste, já com rivalidades prontas contra Carolina e os times da Flórida. O cartola de Detroit Jimmy Devellano diz que os Red Wings só apoiaram o locaute porque a liga garantiu uma preferência pela franquia quando o próximo realinhamento acontecesse. Quem acreditou nessa promessa é a mulher do pato.

Bom, esse post mastodôntico foi basicamente tudo o que aconteceu desde quinta-feira passada. Já falei o que tinha falar na TheSlot.com.br e quero deixar essa série para trás, e nunca vou perdoar Brian Rafalski pela barbeiragem no terceiro gol dos Sharks, especialmente se aquele gol sinalizar que Nicklas Lidstrom vai se aposentar sem ser campeão mais uma vez. Ah, e Cleary e Todd Bertuzzi estão melhorando das concussões que sofreram naquele Jogo 7.

Qualquer novidade estará aqui, vocês já sabem. Let’s Go Red Wings, nem que seja no campo de golfe.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Valeu

No fim das contas, valeu, porque os Red Wings não podem ser varridos nunca, por time nenhum. Valeu muito ter vencido três jogos seguidos e levado o confronto até o jogo 7, até o último disparo da buzina do HP Pavillion. Isso nos dá orgulho. Daqui a pouco irei viajar vestindo a camisa dos Red Wings, porque é este o sentimento, orgulhoso por ser um Red Wing.

Na memória vai ficar o quão perto estivemos de vencer a série, especialmente nos jogos 1 e 3; na história, ficarão duas eliminações consecutivas para o San Jose Sharks, que teremos que descontar em algum momento no futuro.

Mas não era pra tudo isso, afinal. Por que eu estava tão tenso ontem à noite antes do jogo? Caramba, ainda era segunda fase, ainda estamos no meio de maio. Se os Wings vencessem, chegariam à metade do caminho até a Copa Stanley. Ainda que a emoção fosse de quem disputava o título, o jogo de ontem, na prática, não valia nada, ainda faltariam mais dois adversários e oito vitórias para chegar lá. Claro que nossas chances de ser campeão seriam bem maiores se tivéssemos vencido ontem...

Eu tenho uma explicação. Entre tantas coisas que os Red Wings já fizeram, não está incluído virar um confronto em que perdiam por 3-0. Na verdade, entra tantas coisas que os Red Wings já fizeram, está incluído perder um confronto em que venciam por 3-0. O que todos nós gostaríamos é que a história fosse feita, e que cada vez que alguém citasse a improvável virada de 0-3 para 4-3, mencionasse os Red Wings de 2011.

Não foi desta vez.

Obs: essa postagem é do Humberto, porque o Blogger tá maluco. E não vou conseguir falar muito dessa série, então esperem minha opinião na próxima edição de TheSlot.com.br

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Só 1

É isso. Uma semana atrás, estávamos a uma derrota das férias. Continuamos assim, mas a outra alternativa é bem mais atrativa. A vitória que nos falta é a vitória que nos dará mais algumas semanas de hóquei, a vitória que vai nos manter na Costa Oeste para enfrentar o Vancouver Canucks.

Uma semana atrás, ao ser perguntado se achava que o placar da série era reversível, James Howard se perguntou, depois de outros times já terem realizado o feito, "por que não nós?". Recentemente Dan Cleary assumiu que nao se permitiu pensar em quatro derrotas seguidas, que imaginar isso seria desanimador. Uma vitória de cada vez, isso sim, é possível.

Descontando o jogo de rede vazia do jogo passado, todos os jogos da série foram decididos por um gol. Mais uma vez, será apenas um gol de diferença? Não sei, só sei do seguinte: se o primeiro gol da noite for dos Red Wings, a série acabou. Alguém acha, mesmo em San Jose, que os Sharks tem o que é preciso para virar um jogo nessa altura do campeonato? E se o primeiro gol for de San Jose, que levou a virada nas duas últimas partidas, será que eles ainda conseguem segurar uma liderança?

Essas perguntas serão respondidas hoje à noite. Matar ou morrer, Parte 4. 22hs de Brasília, na ESPN HD (e na ESPN assim que o cestobol acabar). Um gol, uma vitória, uma série. Let's Go Red Wings!

terça-feira, 10 de maio de 2011

!!!

Só 1

Ontem Nashville jogou em casa, perdendo a série por 3-2, e foi eliminado. Não se enganem, isso pode acontecer. Ou alguém se esquece da brilhante (sarcasmo, meu filho) campanha dos Wings na Joe Louis Arena? No mínimo, as duas vitórias serviram pra calar a boca dos Arautos do Apocalipse. Os Red Wings são bons, os Red Wings são muito bons.

O primeiro parágrafo foi nojento, uma grande mentira exceto pela última frase. O primeiro parágrafo serviu apenas para diminuir nosso entusiasmo. As vitórias nos Jogos 4 e 5 não significam uma vitória no Jogo 6. E a simples existência desta partida de terça-feira não implica num jogo na quinta. Ainda não ganhamos nada, não se esqueçam disso.

Mike Babcock não esqueceu. Pavel Datsyuk não esqueceu, nem Nicklas Lidstrom, que não quer pensar em aposentadoria amanhã, nem Mike Modano, que quer justificar sua vinda, nem James Howard, que ganhou a confiança tão difícil de ser conquistada pelo cara abaixo das traves em Detroit. As duas vitórias anteriores não querem dizer nada se hoje não vier mais uma.

E ela virá. Mais uma vitória, para jogar mais um jogo. O que importa é hoje, nada mais. 21hs de Brasília, o jogo mais importante do ano, mais uma vez. Ao vivo, pela ESPN, é matar ou morrer.



[tirei o live chat, que ainda pode ser acessado aqui. pra quem participou, obrigado. pra quem não particiou, da proxima vez se junte à galera, que chegou a ser de 22 pessoas. emocionante digitar "GOL" e ver a tela pipocando em português. mais uma vez, obrigado]

Datsyuk deve jogar, Franzén é dúvida fora. E Kronwall matou mais um

Pavel Datsyuk treinou hoje e deve estar na escalação desta noite. O central está com o pulso machucado (por isso não disputou faceoffs jogo passado), mas deve jogar.

Já Johan Franzén, há tempos com uma lesão no tornozelo esquerdo, não treinou e dificilmente entra no Jogo 6. A contusão se agravou quando o exemple de capitão Joe Thornton empurrou o pé de Franzén contra as bordas no 2º período do quinto jogo, e após o lance Franzén não pisou mais no gelo.


Case Franzén não jogue, o provável é que Mike Modano entre em seu lugar Confirmado: Johan Franzén não joga, Mike Modano na escalação.

Pelo lado dos Sharks, o panaca Ryane Clowe não viajou para Detroit e está fora da partida. Ainda não foi divulgada a razão da ausência, mas vale lembrar que Niklas Kronwall atropelou o atacante no quinto jogo (depois de Clowe brigar com Justin Abdelkader no fim do Jogo 4 e dizer que queria enfrentar Kronwall no gelo).

O Jogo 6 é às 21 de Brasília, com transmissão da ESPN. Postagem do jogo (com live chat) pouco antes. Let's Go Red Wings! (clap-clap-clapclapclap)

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Jogo 6 na ESPN

Confirmado: a sexta partida da serie entre Detroit e San Jose sera transmitida na ESPN e ESPN HD.

Amanha, 21hs, com live chat aqui no blog.

Ate que enfim!

Mensagens subliminares.

Alguém ainda duvida de mim? Espero que sim. Até eu estou duvidando.


Vencer os jogos quatro e cinco já era certo. Eu disse isso aqui.

Só que uns detalhes me chamaram atenção e estão -- quase -- me fazendo mudar de opinião: os placares.

Nos jogos um e dois, os Charques diziam: "Ei! Vou garantir meus dois pra vocês garantirem seu um em casa, ok?"

Nos jogos três e quatro, os Wings disseram: "Não precisa. A série vai acabar quatro a três".

No jogo cinco, reafirmamos: "Quatro a três pra gente, hein? Não esqueçam".

Ok; a esta altura do campeonato nós nos agarramos a qualquer coisa que nos faça acreditar ir mais longe, nem que seja uma numerologia torpe.

O apocalíptico Humberto está ficando cada vez mais perto do fim do mundo. O genético Guilherme vai na mesma onda. E eu vou ficando na minha.

Admito: ontem parei de acompanhar o jogo quando o Seu José fez três a um.

Quando vi o placar final eu pensei... "Porra... Se tava três a um no jogo e ganhamos por quatro a três, porque não na série...?"

Quem sabe, né? Jimmy Howard tá fazendo o papel dele. Até mais do que esse time tem merecido.

Quem quiser acreditar que acredite. Junte-se a mim.

domingo, 8 de maio de 2011

!!!

Só 1

Não foi perfeito, mas ninguém achou que iria ser. De um jeito ou de outro, os Red Wings sobreviveram ao Jogo 4, com uma vitória apertada que dá mais moral do que qualquer goleada. O contrário do quarto jogo do ano passado, desta vez os Sharks tentaram de verdade ganhar a partida, mas Detroit conseguiu pará-los.

Não precisa de goleada, de gols bonitos ou uma atuação dominante. Mais uma vez, só precisa de um gol de diferença, com uma defesa a mais de James, um chute desviado a mais de Homer ou uma raquetada a mais do capitão. Mais uma vez, só precisamos de uma vitória.


Matar ou morrer, 21hs de Brasília. Let's Go Red Wings!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

!!!

Só 1

Estar perdendo por 3 jogos é horrível. Você sabe que uma virada é quase impossível, mas se sente culpado por abandonar seu time. Você fica com raiva pelos primeiros três jogos, mas sabe que os jogos foram decididos por detalhes. E a pior parte, os Arautos do Apocalipse, gente que não se contenta em dizer "perdemos a série" (faz sentido) e prefere dizer "precisamos de mudanças logo senão ficaremos em último ano passado e o Babcock é burro e o Lidstrom é um incompetente" (NÃO faz).

É difícil, quase impossível, vencer a série? É. É difícil, quase impossível, vencer o Jogo 4? Não. Caramba, não jogamos porcaria nenhuma fora de casa e perdemos por pouco. Um jogo de cada vez, o Jogo 4, é o que importa. Um jogo, uma noite. Esta noite.


Detroit Red Wings vs San Jose Sharks, 20hs de Brasília. Matar ou morrer.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Meu lugar é exatamente entre genéticos e apocalípticos. E o seu?

Não, o mundo não acabará em 2012. Ricardo Teixeira não permitiria que a Copa de 2014 não fosse no Brasil.


Não, a temporada do Red Wings não terminará amanhã. Por mais que este seja o desejo do Gary Bettman.

Não, o Detroit não passará para a próxima fase. Embora esta seja a certeza de muitos de vocês.

Do lado da gênese está Guilherme Calciolari, que conseguiu desenterrar o patch верьте (que não vai adiantar porra nenhuma se cada jogador não Верьте себе).

Do lado do apocalipse está o Humberto Fernandes, que sempre foi assim e sempre será. Acredito que até hoje ele não tenha perdoado Osgood por não ter pegado o rebote na última tacada da Stanley Cup de 2008.

Entre esses extremos estou eu. Talvez sozinho. A julgar pelos comentários nos posts anteriores.

Perguntas e respostas:
1. O jogo de amanhã será um divisor de águas? Não.
2. O Red Wings vai virar a série? Não.
3. O Red Wings vai levar de 4 a 1? Não.

Amanhã dá Red Wings. Em um daqueles jogos sofridos que acabam com o "final feliz". As aspas não são por citação, são porque os finais de jogos que o Detroit ganha nunca são felizes (salvo aquele sete a zero no Avalanche no jogo sete).

A única garantia tomada com a vitória no jogo quatro será a vitória no jogo cinco.

Esta série vai acabar em seis jogos. Red Wings ganhará os jogos quatro e cinco. Jogo seis é do Sharks.

A realidade está entre o céu e o inferno. Entre Guilherme e Humberto. Entre mim e você.

Resta saber quem acredita no meu palpite, crença e ponto de vista.

Ah! Pode comemorar a vitória de amanhã e a seguinte, viu?
Afinal, o Detroit não ganha do San Jose há quantos jogos? 14?

P.S.: Este post deveria ter um P.S.: que não é este. Quem sabe escreva depois das duas vitórias que vêm por aí.


E agora?

Toronto Maple Leafs, 1942
New York Islanders, 1975
Boston Red Sox, 2004
Philadelphia Flyers, 2010

Esses são os times que conseguiram vencer séries melhor-de-sete após estar perdendo por 3 a 0. É isso.

E aí, será que dá. Acho que sim. Eu tenho que acreditar que sim.

É hora de queimar os cartuchos? Hell yeah. Na razão ou na emoção, confie. E só digo isso, porque o jogo me tirou as palavras.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Eliminado ao vivo

PRORROGAÇÃO
Viu? Mais uma. Os Wings sempre perdem na prorrogação. A diferença é que desta vez eles ainda jogaram um monte de gols no lixo.

TERCEIRO PERÍODO
Puta merda, tudo que passa pela cabeça agora é que, no ano passado, os Sharks perdiam o jogo 3 por 3-1, empataram e venceram na prorrogação.

A história se repete, com os Wings tentando preservar uma liderança no placar faltando dez minutos para acabar o jogo. E verdade seja dita, Jimmy Howard tem sido um goleiro muito bom, mas ainda não é capaz de segurar um jogo sozinho.

Depois do gol, os Wings voltaram a atacar, mas na hora errada. Renunciaram ao jogo e sofreram as consequências.

Essa porra desse time, e estou falando dos Sharks, ganhou todos os seus quatro jogos que foram para a prorrogação nestes playoffs.

E os Wings perderam todas as prorrogações em playoffs que disputaram na história.

SEGUNDO PERÍODO
O segundo período também já se foi, e os Wings continuam por cima, desta vez também no placar.

Foram 40 minutos jogados, sem um minuto de apagão, exceção feita aos milésimos de segundo em que o time esteve em desvantagem numérica. Nesta situação, é gol certo dos Sharks, e rápido.

Helm fez a jogada do segundo gol, marcado por Patrick Eaves, e Zetterberg deu o passe para o gol da virada, de Pavel Datsyuk, em vantagem numérica.

E insisto em dizer que o Antti Niemi é um goleiro nível Osgood, no máximo.

Tome polvo no gelo, que não tem multa que quebre uma tradição.

Mais 20 minutos para voltar para a série.

PRIMEIRO PERÍODO
O melhor período dos playoffs é bom o bastante para nós?

No placar, empate em 1-1, mas os Red Wings atropelaram os Sharks, literalmente. Em certo momento, eram 15 trancos contra dois. Em outro momento, Dany Heatley foi partido ao meio por Niklas Kronwall, em um dos trancos mais bonitos que eu já vi.

Mas sempre tem uma penalidade por taco alto que separa os Wings da glória absoluta, desta vez cometida por Darren Helm. E lá vão os Sharks marcar em vantagem numérica.

Helm se redimiu sofrendo a penalidade que resultou no gol de empate, marcado por Nicklas Lidstrom, depois de um passe brilhante de Henrik Zetterberg. Não deixe de ver esse gol.

20 minutos, 1-1.

Vício eterno de uma mente com lembranças

Até que ponto nossos palpites são palpáveis?

Até que ponto nossas crenças são críveis?
Até que ponto nossos pontos de vista são visíveis?

Será que essa história de que o Red Wings é o melhor time da NHL não é coisa do passado?
Será que essa história de que o Red Wings é o favorito a ganhar a série, qualquer que seja, não é coisa do passado?

"Wings em seis ou sete jogos".

Ler esta frase, para muitos leitores assíduos e visitantes esporádicos do nosso blog, parece que perdemos a fé, que não acreditamos no time ou, até mesmo, que estamos torcendo pelo outro. Ler esta frase revolta.

Saibam vocês que isso deveria tranquilizá-los, afinal o San Jose Sharks nunca foi um time fácil de bater.

Os primeiros dois jogos mostram que eles são "batíveis", mas o que a gente vê, mas costuma não enxergar, é o que realmente deve preocupar.

Será que essa história de que o Red Wings é o melhor time da NHL não é coisa do passado?
Será que essa história de que o Red Wings é o favorito a ganhar a série, qualquer que seja, não é coisa do passado?

Antes de mais nada o Detroit tem de acostumar-se a fazer algo que não costuma há, pelo menos, uma década: ganhar jogos.

E quando falo "ganhar jogos" não significa Jimmy Howard ser melhor do que será em um ou dois anos.
E quando falo "ganhar jogos" não significa Johan Franzen marcar mais gols que ele mesmo.

"Ganhar jogos" significa não fazer seis gols e tomar cinco. Principalmente se esses cinco forem em três minutos no terceiro período, depois de ter tomado um no primeiro e um no segundo.
"Ganhar jogos" significa começar jogando, continuar jogando e terminar jogando.

Até aqui o Red Wings não jogo uma partida completa. De cabo a rabo. Do primeiro ao décimo. Da Avestruz à Vaca.

Até que ponto nossos palpites são palpáveis?
Até que ponto nossas crenças são críveis?
Até que ponto nossos pontos de vista são visíveis?

Será que essa história de que o Red Wings é o melhor time da NHL não é coisa do passado?
Será que essa história de que o Red Wings é o favorito a ganhar a série, qualquer que seja, não é coisa do passado?

Hoje o Red Wings jogará como ainda não jogou nos playoffs. Para melhor. Palpite.
Hoje o Red Wings terá uma atitude diferente, especialmente porque o goleiro deles é Antti Nieme, que é bom, mas não é três. Crença.
O Red Wings só precisa ser melhor que um time na Liga: o Detroit. O seu maior adversário. Ponto de vista.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Ele lê o blog

Tio Mike é leitor assíduo do Red Wings Brasil. As linhas usadas no treino de hoje: Franzén-Datsyuk-Holmstrom, Cleary-Zetterberg-Bertuzzi. Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg separados, como devia ser desde o começo. Se Datsyuk estava voando sozinho na primeira linha, pra que bagunçar as coisas?

Esperamos que não seja tarde demais, e também que a provável volta de Kris Draper (no lugar de Drew Miller) bote fogo novamente nas linhas de baixo. (Também esperamos que Zetterberg esteja com mais ritmo de jogo e que Johan Franzén tenha, pelo menos, 80% de condições físicas, o que não parece por enquanto).

O time completo no treino de hoje:

Mula-Pavel-Homer
Cleary-Zetta-Tuzzi
Hudler-Flip-Yabadelkader
Draper-Helm-Eaves (Kris Draper "se confirmou" na escalação, mas Babcock faz mistério)

Lidstrom-Stuart
Ericsson-Kindl (Brian Rafalski não treinou, mas vai para o jogo amanhã)
Kronwall-Salei

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Cadê?

Cadê o Datsyuk da primeira rodada? Escondido atrás de Hank Zetterberg. Cadê o Helm da primeira rodada? Escondido atrás do esquema de Mike Babcock. Cadê o James Howard da primeira rodada? Tá ali, sozinho, o coitado, tendo que aguentar gelo na cara, com os defensores covardes assistindo.

(cadê minha internet, que ficou fora o domingo inteiro?)

Detroit esteve perdendo séries de playoff por 0-2 em 26 vezes na história. Foram 5 séries ganhas e 21 perdidas. No geral, em 106 jogos 3 disputados, são 53 vitórias e 53 derrotas. A última virada foi contra os Canucks em 2002 (levantamos a Copa), mas nas duas últimas oportunidades fomos derrotados pelos Patos (2003) e Sharks (2010).

Em 2002 perdemos os dois primeiros jogos em casa, vencendo o Jogo 3 num chute despretensioso que passou pelo projeto de goleiro Dan "Bola de Praia" Cloutier. Antti Niemi é um goleiro tão competente quanto Cloutier (ou seja, não), e os Wings não jogaram bulhufa nos primeiros jogos e só perderam por um gol de diferença.

Mas tem que chutar, tem que trabalhar, tem que correr. Dizem que você só está com problemas quando perde em casa. É imperativo, Jogo 3 é vencer ou vencer. Então vamos vencer.

Mais do mesmo

Chegamos ao mesmo ponto em que estivemos na temporada passada, perdendo por 2-0 para o San Jose Sharks.

E como é que esta série vai terminar? Da mesma forma que terminou no ano passado. Porque nós somos os Coyotes dos Sharks. A mesma facilidade que nós tivemos contra o Phoenix os Sharks têm contra nós. Porque eles são muito mais rápidos e muito mais agressivos.

Os jogadores dos Wings não conseguem sequer segurar um taco na mão, vide momento cômico no segundo período.O treinador dos Wings não sabe quem mandar ao gelo, tanto que a linha 1 teve três atacantes diferentes ao lado de Datsyuk e Zetterberg e ainda assim não funcionou.

O Detroit tem sido o time de um jogador só, justamente seu goleiro. Jimmy Howard tem cumprido o seu papel, mas lá na frente não tem ninguém pra chutar no gol, nem durante quatro minutos seguidos de vantagem numérica. Também não tem ninguém para defendê-lo dos banhos de gelo que os atacantes dos Sharks invariavelmente dão no goleiro.

E mataram o Osama Bin Laden.

domingo, 1 de maio de 2011

Mais ou menos esperado

Quando damos palpites para uma série de playoff, nos esquecemos de um pequeno detalhe: ao dizer "Red Wings em 6", queremos dizer "vamos ganhar quatro jogos e perder dois". "Vamos perder dois".

Os Wings ficaram parados por 9 dias, uma folga boa para descansar, mas longa o bastante para enferrujar os jogadores. O jogo foi fora de casa, contra um time forte, e uma derrota seria normal. Pelo menos foi o que imaginei, que o Jogo 1 serviria para Detroit recuperar o ritmo de jogo para vencer os próximos três jogos, e depois fechar em casa no Jogo 6.

Considerando esses fatores, posso dizer que quase contava com a derrota. Mas imaginei outro fator, um que não aconteceu. Achei que James Howard também estaria fora de ritmo, e que Detroit não teria chance nesse jogo. Admitam, vocês também não acharam que Howard seria capaz de parar 44 chutes depois dessas quase-férias. E seria muito mais fácil aceitar a derrota se James tivesse jogado mal. Howard roubou o lugar de Pavel Datsyuk como o destaque dos Wings nos playoffs (mas todo torcedor do time está esperando algum jogo ruim do goleiro para as próximas partidas, e eu adoraria que ele fosse mal ao mesmo tempo que o resto do time. Desperdiçamos uma baita atuação de Howard e espero que isso não traga problemas no futuro).

Mas o que o goleiro fez, os jogadores de linha não fizeram. Muitos dizem que o time não foi exatamente mal, do que discordo completamente. Muitos dizem que os juízes entregaram o jogo para os Sharks, mas não acho que podemos reclamar de quatro minutos de penalidade mal dados (aliás, a penalidade double-minor para Justin Abdelkader na prorrogação foi bem-marcada) quando o time passou o resto do tempo como se estivesse com um homem a menos.

Sem desculpas, sem explicações. Foi um jogo ruim, e mesmo em nosso jogo ruim os Sharks precisaram da prorrogação (graças a Howard, senão o jogo teria terminado no 2º período) para nos bater. Agora é esquecer o Jogo 1, jogar com mais vontade (faltando meio minuto para o fim do 3º período, os jogadores de Detroit se contentaram com o empate e começaram a passar para trás até chegar à zona defensiva. quis matar quinze naquela hora) e separar Datsyuk e Zetterberg. Jogo 2 é domingo, 16hs de Brasília.

Let's Go Red Wings.