Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Contratos

O defensor Jonathan Ericsson renovou seu contrato, e será um Red Wing por mais três anos, custando $3,25 milhões (e muitos gols sofridos) por temporada.

Patrick Eaves (três anos, $1,25 milhão por ano) e Drew Miller (dois anos, $855 mil por ano) também renovaram.

O defensor Mike Commodore agora vai jogar de vermelho, contrato de um ano por $1 milhão.

Primeiro de julho: o natal magro de 2011

Dia 1º de julho, 13hs de Brasília, as franquias da NHL podem oferecer contratos a jogadores sem vínculo. Desde a temporada mágica de 2001-2002, isso foi o que os Red Wings conseguiram no mercado de agentes-livres (os mais importantes, claro):

2001: Luc Robitaille, Brett Hull, Dominik Hasek (trocado 30 de junho, mas vocês entenderam)
2002: Mathieu Schneider, Curtis Joseph (lembram quando ele era bom?)
2003: Dominik Hasek
2005: Chris Osgood, Andreas Lilja (ele foi útil, vai), Mikael Samuelsson (putz)
2006: Dominik Hasek (todo ano ímpar?), Danny Markov
2007: Brian Rafalski, Dallas Drake
2008: Marian Hossa, Ty Conklin
2009: Todd Bertuzzi, Patrick Eaves
2010: Mike Modano, Ruslan Salei (que ano bom, né?)

E em 2011, o que vai acontecer? Provavelmente, pra estragar a lista acima de vez, nada. Por que? Alguns motivos simples...

Mercado fraco

Em ordem de pontuação na última temporada, esses são os "melhores" atacantes disponíveis: Teemu Selanne (se aposenta ou fica nos Patos), Brad Richards ($$$), Ville Leino (aaaahh), Erik Cole (o quarto "melhor" teve só 52 pontos... quer que continue?) e uma galera idosa.

Na defesa, os melhores (em ordem de pontos/jogo): James Wisniewski (teve seus direitos trocados para Columbus), , Tomas Kaberle (e aí?), Anton Babchuk (o terceiro maior pontuador entre defensores anotou 35 pontos), dois velhos (Roman Hamrlik e Bryan McCabe) e Ian White (26 pontos, vou parar por aqui).

O óbvio: as opções são mínimas, poucos jogadores bons. E como sabemos, em qualquer mercado o que domina é a lei da oferta e procura. A oferta de jogadores confiáveis é mínima, enquanto a procura...

Alta demanda


O teto salarial para a próxima temporada foi fixado em $64,3 milhões. Em relação à temporada 2010-11, é um aumento de quase $5 milhões, o suficiente para mesmo os times mais "gastões" contratarem mais um bom jogador, ou dois medianos.

Como já disse, a definição do teto salarial também implica na definição do piso, ou seja, o mínimo que cada franquia é obrigada a gastar com salários. Por uma estupidez do atual acordo coletivo, a diferença entre teto e piso é estabelecida por números absolutos (seria muito melhor algo proporcional), e o piso salarial fica fixado em $48,3 milhões.

No momento, sete times (Dal, NYR, NYI, Wpg, Col, Pho e Fla) tem menos de $40 milhões comprometidos em salários. Denver ($15M), Phoenix ($17M) e Florida ($22M!!!) estão muito abaixo deste piso.

O que isso quer dizer? O espaço a mais dá aos gastões a chance de contratar gente, e o piso alto força times menores a contratar gente. Esses times menores, por serem menos atrativos para os jogadores (quem vai querer assinar com os Panthers?), muitas vezes tem que pagar salários acima do valor de mercado para contratar seus jogadores (Florida assinou Tomas Kopecky - aquele - por $3M), e isso acaba inflacionando o valor de jogadores sem contrato (se Kopecky ganha $3M, quanto merece Patrick Eaves?).

Como alternativa para esses salários absurdos, times menores também podem assinar jogadores por menos do que irão lhe pagar. Como isso?

Fim do acordo coletivo de trabalho

O acordo coletivo firmado após o locaute expira ao fim da temporada.

Até ano passado, times podiam fixar contratos com salário-base, completado por bônus de desempenho. Esses bônus só podem ser firmados para jogadores em seu primeiro contrato ou mais velhos que 35 anos (Mike Modano, por exemplo, tinha bônus que só seriam pagos dependendo da quantidade de jogos disputados), e só contavam no teto salarial caso essas metas fossem alcançadas. Além disso, caso o valor dos bônus ultrapassasse o teto salarial (num limite de 7,5%), esse excedente contaria contra o teto salarial da temporada seguinte.

Porém, por esta ser a última temporada do atual acordo coletivo de trabalho, bônus não podem superar o teto salarial, e serão pagos mesmo que não alcançados. Ou seja, num exemplo tosco: os Islanders podem contratar o Humberto pelo salário mínimo de $550 mil, e colocar uma cláusula que lhe dê $8 milhões caso ele alcance 280 gols no ano, e esses $8M vão contar no teto salarial mesmo que o Humberto só faça 100 gols.

Mas esta não é a única influência do fim do acordo coletivo no mercado deste ano. O atual acordo tem muitos problemas (a "caução" paga pelos jogadores - explicada no texto da Slot -, a diferença absoluta entre piso e teto salarial), e as negociações do novo acordo darão certo trabalho.

Lembrem-se que, quando o teto salarial foi instituído (para diminuir o gasto das franquias com salários), os Red Wings foram obrigados a limar quase metade de sua folha salarial. É quase certeza que o próximo acordo trará outra redução dos salários, portanto os agentes-livres deste ano querem aproveitar a última chance de faturar alto. Para acertar com jogadores nesses termos, muitos times estão recorrendo aos contratos longos que reduzem o impacto no teto salarial (Christian Erhoff acaba de assinar contrato de 10 anos com Buffalo).

Para Detroit, isso é outra complicação. Entre os longos contratos de Henrik Zetterberg, Johan Franzén e Pavel Datsyuk e a necessidade de renovar os contratos de Niklas Kronwall e Brad Stuart (acabam após este ano), além de encontrar um substituto para Nicklas Lidstrom, os Red Wings não podem se comprometer a mais contratos caros e longos.

Assim, a situação dos Red Wings é difícil. Com poucas boas opções, muitos possíveis destinos para essas opções, implicando em exigências salariais mais altas que o desejável, o que aumenta as exigências salariais de seus próprios jogadores (Eaves, Jonathan Ericsson, Drew Miller), tendo de encontrar um substituto para seu segundo melhor defensor, os Wings se encontram com muito espaço no teto salarial e poucos jogadores que valem o que pedem.

Ken Holland já disse que não pretende pagar salários muito acima do mercado em qualquer contratação, o que já amarra suas mãos. Mas somos Red Wings, e In Kenny We Trust.

Feliz Natal (e fiquem ligados para notícias amanhã).

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Recrutamento 2011

2ª rodada (35ª escolha), Tomas Jurco, RW

A primeira escolha dos Wings veio de uma troca com os Senators (nossa 1ª escolha, a 24ª, pelas 35ª e 48ª de Ottawa). No começo da segunda rodada, o primeiro selecionado dos Wings foi o eslovaco Tomas Jurco, um dos jogadores mais habilidosos deste ano. Com 1,87m e 87kg, Jurco estava "rankeado" entre os 30 nos melhores índices especializados em prospectos, e os Wings deram sorte de encontrá-lo disponível tão tarde.

Habilidoso (sucesso instantâneo no Youtube), rápido e de bom chute, o calcanhar-de-aquiles de Jurco é sua inconsistência, já que pode dominar uam partida e desaparecer na próxima. Além disso, apesar de seu bom tamanho, às vezes acaba se escondendo do jogo, jogando muito longe do gol. A idéia é trabalhar esses aspectos de seu jogo, mas olheiros garantem que pode jogar entre adultos daqui a no máximo uma temporada.

2ª rodada (48ª escolha), Xavier Ouellet, D

O primeiro defensor escolhido também veio das escolhas trocadas com Ottawa. O francês de 1,83m e 81kg é a típica escolha de Detroit, um jogador que é descartado por outras equipes por seu tamanho mas atrai os Red Wings por sua inteligência, competitividade, agilidade e trabalho duro.

Ouellet também é conhecido por trabalhar bem com qualquer treinador, aceitando qualquer papel que lhe deem e sendo efetivo em qualquer situação. Também é paciente e não força as jogadas, utilizando seu bom passe para ajudar sua equipe na transição.

2ª rodada (55ª escolha), Ryan Sproul, D

Sproul é o primeiro "grandalhão" escolhido neste ano, com 1,91 e 84kg. Apesar do tamanho, seu forte é o jogo ofensivo, principalmente com um potente chute de direita (algo que sempre faz falta em Detroit) e visão de jogo. Se move bem para um cara desse tamanho, tanto lateralmente quanto em velocidade. Seu jogo defensivo ainda sofre, especialmente porque seu crescimento (dez centímetros em dois anos) não foi acompanhado de ganho de massa.

Parece ser uma daquelas escolhas que dão muito certo ou muito errado, mas se continuar sua rápida evolução ele pode ser um bom jogador de NHL, nem que seja apenas como um especialista em vantagem numérica (ainda que olheiros digam que hoje ele é um defensor muitas vezes melhor do que era ano passado).

3ª rodada (85ª escolha), Alan Quine, C

O único baixinho recrutado pelos Wings neste ano, Quine dividiu a última temporada entre duas equipes, e se estabeleceu como um jogador completo, apesar de ser relativamente pequeno (1,80m, 83kg). O central joga em todas as situações numéricas, tem boa velocidade e um chute rápido. Precisa ganhar um pouco de corpo para competir com gente grande, mas mesmo assim não tem medo de enfrentar o tráfego em volta da rede.

4ª rodada (115ª escolha), Marek Tvrdon, RW

Mais um eslovaco selecionado, Tvrdon é uma das escolhas mais arriscadas deste ano, tendo jogado apenas doze partidas no começo da temporada antes de lesionar o ombro e ter de passar por uma cirurgia. O atacante é o típico power-forward versão Red Wing, com mãos habilidosas num corpo de 1,88m e 95kg. É uma daquelas escolhas que podem consagrar o conjunto de olheiros de Detroit.

5ª rodada (145ª escolha), Philippe Hudon, C/RW

Parente distante de um bi-campeão de Copa Stanley (1930 e '31, mas você entendeu), Hudon é um franco-canadense de tamanho considerável (1,83m e 89kg) que também se considera um power-forward, e diz que seu papel é ditar o jogo, se decidir rapidamente entre um chute e um passe, mas também dar trancos e limpar a zona para os mais habilidosos.

Versátil, o agora atacante começou jogando na defesa, migrou para o centro e encontrou um bom lugar do lado direito, conseguindo usar seu tamanho da forma ideal. Hudon é bem melhor do que a típica 145ª escolha, e só foi escolhido tão tarde por ter decidido sair do Canadá para jogar hóquei universitário, o que acabou o escondendo um pouco.

5ª rodada (146ª escolha), Mattias Backman, D

Alto (1,88m) e mirrado (77kg), Backman era um dos maiores pontuadores entre jogadores de defesa na liga sub-20 sueco, e disputou 11 partidas na liga adulta. É um defensor móvel que sabe distribuir o disco.

É difícil encontrar alguma coisa sobre Backman, mas foi Hakan Andersson que o escolheu, então tudo bem.

6ª rodada (175ª escolha), Richard Nedomlel, D

Numa turma de recrutados mais alta que o comum em Detroit, Nedomlel é o mais alto (1,93m). Na última temporada, o tcheco acumulou 107 minutos de penalidade com apenas 10 assistências em 60 jogos, e isso (além do garoto ter seu próprio canal no site hockeyfights.com) já mostra o que devemos esperar do defensor. Se conseguir firmar seu jogo e esfriar a cabeça, pode se tornar uma boa presença física na defesa.

7ª rodada (205ª escolha), Alexei Marchenko, D

O russo não tem nem perfil no site da NHL, onde acharam esse cara? Marchenko chuta com a direita e é a primeira escolha de draft russa dos Red Wings desde 2004. O defensor é outro especialista ofensivo (!), mas pode render bons frutos, principalmente numa vaga de pouca expectativa como a 7ª rodada. Ele poderia ter sido recrutado no ano passado, mas uma lesão acabou com suas chances. Agora com 19 anos, finalmente foi escolhido.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sete vezes Lidstrom

Nicklas Lidstrom e troféu Norris. Incrível.

Aos 41 anos de idade, Lidstrom leva pela sétima vez o troféu James Norris, dado ao "jogador de defesa que, ao longo da temporada, mais demonstrou suas habilidades na posição". Para resumir, dado ao melhor defensor da Liga. Para resumir mais ainda, dado a Nicklas Lidstrom.

Nick Norris superou Shea Weber (Nashville) e Zdeno Chara (Boston), na votação mais acirrada dos últimos anos, apenas nove pontos a frente de Weber (736 a 727). Lidstrom agora é o segundo maior vencedor do prêmio, empatado com Doug Harvey com sete troféus, atrás apenas de Bobby Orr.

O capitão dos Red Wings disputou todos os jogos da temporada, terminando como o segundo maior pontuador entre os defensores com 62 pontos (16 gols, 46 assistências).

Detroit está numa sequência de 20 temporadas consecutivas chegando aos playoffs, desde que Lidstrom estreou, em 1991-92.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Lidstrom de volta, teto definido, assistentes indefinidos e mais umas besteiras

Ufa! Nicklas Lidstrom assinou contrato para a temporada 2011-12, pelo mesmo valor do seu último acordo, $6,2 milhões. O vencedor de seis troféus Norris como melhor defensor da liga (e indicado para mais um nessa quarta-feira) vai jogar sua 20ª temporada como um Red Wing.

Alguns acham que Lidstrom poderia ter aceitado uma redução de salário para ajudar a situação da franquia ante ao teto salarial, afinal está um ano mais velho, e eu até entendo essa forma de pensar. Porém, Lidstrom é um dos três jogadores mais importantes da história da equipe (ao lado de Gordie Howe e Steve Yzerman), e não seria justo pedir que desse um desconto. Nick não é um Chris Chelios, sempre deixou claro que não continuaria jogando apenas por jogar. Lidstrom sempre se cobrou muito, e se vai voltar é porque sabe que terá mais uma temporada em alto nível, e assim não vejo problemas em manter seu salário como está.

Só pra constar, esses foram os defensores com salário acima de $6,2 milhões no último ano: Duncan Keith, Chris Pronger, Zdeno Chara, Dion Phaneuf, Dan Boyle, Kimmo Timonen (!), Brian Campbell (!!), Jay Bouwmeester (!!!!) e Wade Redden (pqp). Alguém aí trocaria Lidstrom por um desses? É, eu também não.

De qualquer forma, não seria necessário um grande desconto de Nick. A Associação de Jogadores decidiu aplicar os 5% de inflação sobre a projeção de renda da liga na próxima temporada, fazendo com que o teto salarial do próximo ano fique próximo a $64 mihões (para quem não lembra, eu expliquei como é calculado o teto salarial na TheSlot.com.br).

A situação de Detroit é a seguinte: 16 jogadores assinados (um goleiro, quatro defensores e onze atacantes -- contando com Jan Mursak, que já tem lugar garantido no time) e aproximadamente $16 milhões para gastar. As necessidades seriam um goleiro reserva (os Wings querem explorar o mercado antes de oferecer uam vaga a Chris Osgood), dois ou três defensores (inclusive assinar com Jonathan Ericsson, e existe a chance de Brendan Smith ganhar uma chance no elenco) e dois ou três atacantes (tentando renovar com Patrick Eaves e Drew Miller, enquanto Kris Draper fica na mesma situação de Osgood). Para complicar tudo, o defensor Doug Janik e o atacante Cory Emmerton precisariam passar pela Desistência para jogar na AHL, e vão tentar ganhar espaço no training camp.

O imprescindível é um goleiro reserva competente, e no mínimo um defensor de alto nível (que flutue entre primeira e segunda linhas) para substituir o aposentado Brian Rafalski. Mike Babcock também quer um atacante de segunda linha, mas o mercado de atacantes está bem fraco e jogadores "comuns" podem acabar custando muito caro.

Além das mudanças no gelo, será interessante acompanhar a transição no banco, já que os dois treinadores assistentes decidiram tomar outros rumos em suas carreiras. Paul MacLean conseguiu a vaga de treinador principal do Ottawa Senators, enquanto Brad McCrimmon foi comandar algum time de nome impronunciável na KHL. Dizendo o óbvio, é bem mais difícil encontrar dois assistentes do que só um, principalmente enquanto alguns times não tem técnico principal. A idéia era ter o comando do time definido até antes do recrutamento, nesta sexta-feira, mas provavelmente isso não irá acontecer.

Aliás, está complicado saber quem os Wings podem visar neste recrutamento. Enquanto cinco ou seis jogadores são candidatos a figurar entre os três primeiros selecionados, daí para frente muitos dizem que esta é uma das classes de prospectos mais profundas dos últimos anos, comparada à turma de 2003 que hoje faz sucesso na NHL. Os Red Wings tem a 24ª escolha, mas ninguém ficará surpreso com alguma movimentação que dê ao time duas escolhas na segunda rodada (como foi feito em 2009, quando Landon Ferraro e Tomas Tatar foram selecionados no segundo round).

E deixei para o final só pela estranheza dessa história (e também para ver se alguém está lendo isso mesmo), mas nos últimos dias uma história ronda Detroit e muita gente não está gostando. O empresário de Jaromir Jagr contatou algumas equipes (Montreal, Pittsburgh, NY Rangers, Washington e, claro, Detroit), oferecendo os serviços do jogador para quem quiser. Jagr não joga na NHL desde 2008, e já tem 39 anos, e a idéia de ter outro dos grandes das últimas décadas vestindo uma camisa vermelha é intrigante, mas entre idade, preço (não, ele não vai aceitar salário mínimo - $500 mil) e um ego que rivaliza com o de Sergei Fedorov, não sei o que pensar desse boato que não é apenas boato.

Foi isso que aconteceu na última semana, que encerrou o primeiro buraco negro de notícias no ano da NHL (o outro é em agosto, quando o mercado está novamente vazio e ninguém ainda treina). Quarta-feira tem a cerimônia dos prêmios da temporada, com Lidstrom concorrendo a três troféus (Norris, Byng e Messier) e Datsyuk disputando o Selke (que ele não vai ganhar, por causa de sua lesão); sexta-feira e sábado ocorre o recrutamento (primeira rodada na sexta-feira, as outras no sábado); e na sexta-feira que vem abre o mercado de agentes-livres.

Qualquer notícia importante nós publicaremos, claro.

Lidstrom assina por um ano

Varias fontes dizem que Nicklas Lidstrom assinou contrato, por mais um ano. Pierre Lebrun (espn.com) diz que o salario e de $6,2 milhoes.

Mais tarde traremos mais detalhes.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Tudo sobre o realinhamento

Mais uma postagem sobre o "nada". Resumindo, o Atlanta Thrashers foi realocado para Winnipeg, alterando o mapa da NHL. A Liga usa uma configuração específica, dividindo conferências e divisões, com o objetivo de diminuir as viagens e suas respectivas despesas. Para que esse isso continue fazendo sentido, um realinhamento se fará necessário, com algumas equipes sendo transferidas de divisão e conferência.

Já esclarecendo, e o motivo deste post ser sobre nada: qualquer mudança deve ser aprovada pela Mesa de Governantes, um comitê formado por representantes de cada franquia, seja da parte financeira (algum dono de time) ou gerencial (alguém ligado à parte esportiva; caso dos Red Wings, que são representados por Jimmy Devellano). As propostas devem ser encaminhadas à mesa até o dia 1º de Janeiro, e por isso nenhuma mudança se dará na temporada 2011-12. Ou seja, por uma temporada, Winnipeg (representado no mapa pela letra W -- já falarei sobre isso) vai pertencer à Conferência Leste, ainda na Divisão Sudeste. Não faz o mínimo sentido, mas o calendário já está quase pronto e não há tempo hábil para recomeçar sua "construção".

Na temporada 2012-13, aí sim, mudanças occorrerão. A única certeza: Winnipeg irá para o Oeste, entrando na Divisão Noroeste. Como a NHL preza pela simetria, alguma franquia do Noroeste será encaminhada para outra Divisão, provavelmente a Central. Para essa mudança, os candidatos são Minnesota ou Colorado (outra teoria é que Vancouver iria para o Pacífico, com Dallas entrando na Central). De qualquer forma, alguma franquia da Central irá para o Leste, e é aí que as coisas ficam interessantes.

As únicas equipes situadas na zona horária do Leste norte-americano são o Detroit Red Wings e o Columbus Blue Jackets. Isso garantiria que uma das duas iria para o Leste, até nos lembramos que o Nashville Predators teria uma rivalidade natural com qualquer franquia do Sudeste, aumentando a lista para três candidatos. Cada um tem alguns aspectos, aqui resumidos:

-Os Red Wings conta com uma promessa de Gary Bettman. Em 2004, para que os Red Wings apoiassem o locaute, Bettman garantiu à Devellano que, em caso de uma expansão da Liga para o Oeste (tempos pré-crise, Portland, Seattle e Kansas City desejavam franquias), Detroit teria uma preferência para ir ao Leste. Veja bem, a garantia era em caso de expansão, e não realinhamento. Mesmo assim, Detroit está obviamente no Leste num sentido geográfico, mas aparentemente isso não quer dizer nada. Conta contra Detroit a enorme torcida que se encontra espalhada pelos Estados Unidos. A presença dos Red Wings garante arquibancadas lotadas em locais que normalmente não se dão bem na bilheteria, como Phoenix, Columbus, Anaheim e Denver, e isso acaba sendo um fator negativo para a mudança.

-Os Blue Jackets também estão no Leste "geográfico e horário", e também pleiteam a mudança, apesar de ter força política menor que a de Detroit. Pode contar a seu favor o fato de ser um time que não tem uma renda muito alta (ou seja, a Mesa pode levar em consideração a enorme diferença com despesas aéreas), além de ser um time pouco competitivo (uma troca Thrashers-Jackets não mudaria muita coisa).

-Os Predators, com uma localização que teoricamente deveria atrapalhar a mudança (está na zona horária central), tem dois fatores importantes. O primeiro é a posição geográfica: apesar de estar mais ao oeste que Detroit ou Columbus, está bem próximo da Flórida e da Carolina do Norte, o que criaria rivalidades instantâneas com três franquias. O outro é a força política, já que o Gerente-Geral de Nashville foi, ao lado do Buffalo Sabres, um dos grandes líderes por trás do locaute, o que já dá uma boa imagem perante o comando da NHL. Apesar disso, Nashville não tem pretensões de mudar de conferência, pois acha que já criou bons rivais. O Gerente dos Predators já disse que, se Detroit continuar no Oeste, não tem problemas em ficar lá.

Todos os três tem suas razões, e cabe à Mesa de Governantes decidir. Ainda há certa nebulosidade sobre quantos votos são necessários para aprovar qualquer medida, já que alguns dizem maioria absoluta (50% + 1) e outros dizem dois terços, além da dúvida sobre o voto dos Coyotes (que são, hoje, propriedade da Liga).

Numa perspectiva Red Winga, os prognósticos não são dos melhores. É difícil imaginar que a Liga permitiria que sua franquia mais representativa no Oeste seja realinhada, deixando o Chicago Blackhawks como o único representante dos Seis Originais na conferência. Anaheim, Denver, Los Angeles e outras equipes com pequenas torcidas não votariam pela saída do time que sempre lota suas arenas. Também é difícil ver as franquias do Leste votando pela chegada de um time que chega à pós-temporada com tanta facilidade. Será que as instáveis franquias do Leste, com enorme força política (Toronto, Montreal, NY Rangers) votariam pela entrada de Detroit, o que significa basicamente uma vaga de playoff a menos todo ano? E será que as cidade próximas (Buffalo e Ottawa, por exemplo) aceitariam alguém para brigar por seus dólares?

Não acho que Detroit vá para algum lugar dessa vez, e dificilmente vai para o Leste num futuro próximo. Posso estar errado (e espero estar), mas parece que vamos ter que continuar convivendo com jogos começando meia-noite e meia em dezembro quando estivermos em San Jose ou Vancouver.

Caso eu esteja errado, Mike Ilitch está tão a fim de ir para o Leste que até aceitaria ficar no Sudeste (enfrentar os Yzermans, Ovechkin e re-editar final de Copa contra Carolina? beleza). Se nashville mudar, também vai para a Sudeste, mas uma mudança de Columbus bagunçaria as coisas e nem sei como organizar o Leste neste caso.

Bom, vocês devem ter percebido que eu repeti "time de Winnipeg" várias vezes. Isso é porque eles ainda não tem nome. O grupo dono da franquia ainda não se decidiu, mas os favoritos são Winnipeg Jets (o nome da antiga franquia da cidade, depois vendida e transformada em Phoenix Coyotes) e Manitoba Moose (que representaria toda a província, e já foi o nome da franquia da AHL na cidade).

Pela lógica, o time não poderia se chamar Jets, pois o nome foi comprado junto com os hoje Coyotes (diferente dos Whalers e Nordiques, caso em que o nome do time não foi negociado quando as franquias foram para Carolina e Quebec, respectivamente). Mas hoje os Coyotes são de propriedade da própria Liga, que já disponibilizou o nome "Jets" à nova equipe, sem custo algum.

Ocorre que a Liga pode disponibilizar o nome, mas não a história do time. Por exemplo, o recorde de gols marcados por um calouro é de Teemu Selanne, que marcou 76 pelos Winnipeg Jets. Mesmo que o novo time use este nome, este recorde ainda pertencerá aos Coyotes, enquanto o recordista dos Jets seria Ilya Kovalchuk, com a marca alcançada com a camisa dos Thrashers. Essa história perdida parece não agradar os donos do time de Winnipeg, e ainda vai levar um tempo para sabermos o nome. A expectativa é que dia 24 de junho, no recrutamento, os draftados de Winnipeg já saibam onde estão entrando.

(e em Detroit, nada acontece. Lidstrom ainda não se decidiu, Draper e Osgood querem voltar, Modano pode jogar em outro time. qualquer coisa a gente avisa)

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Substituto de Rafalski, futuro de Lidstrom e assistentes

Pra começar: poucas postagens ultimamente porque simplesmente nada acontece. Este post, por exemplo, é um enorme "nada".

E provavelmente vamos continuar num "nada" até no mínimo 16 de junho, quando o comando da franquia vai se reunir para decidir a estratégia para o recrutamento e algumas outras coisas (futuro de Chris Osgood, Kris Draper, Jonathan Ericsson, Drew Miller, Patrick Eaves e Joey MacDonald; possibilidade de alguma troca - Jiri Hudler ou Valtteri Fillpula?).

Ainda assim, qualquer decisão sobre elenco fica no aguardo da decisão maior, a de Nicklas Lidstrom. O importante é que a decisão seja feita antes de 1º de junho, dia em que abre o mercado de agentes-livres, mas a palavra deve sair até antes do recrutamento (24 de junho) ou da cerimônia de entrega dos prêmios (22 de junho). Ken Holland está esperançoso, enquanto Mike Babcock conta com qualquer informação (sua esposa viu Lidstrom se exercitando feito doido na academia) para se entusiasmar.

Se tudo correr bem e Lidstrom continuar vestido de vermelho, Holland já disse que não vai atrás de nenhum agente-livre-irrestrito (como Shea Weber, Keith Yandle ou Drew Doughty), e que não busca um substituto para o agora aposentado Brian Rafalski. Para Kenny, a saída de Rafalski é a oportunidade para Niklas Kronwall se confirmar como o defensor nº 2 do time, portanto o que busca é um nº 3 para herdar a posição de Kronwall.

O mercado de defensores não é dos melhores este ano, com poucas boas opções, ainda mais considerando que seus times vão querer mantê-los (principalmente os jovens Joni Pitkanen - Car, James Wisniewski - Mtl, Ian White - SJ, além dos Canucks Bieksa e Erhoff). Devem sobrar veteranos querendo ganhar um último bom contrato e alguns com valor questionável (Tomas Kaberle pelo desempenho, Andrei Markov pelas condições físicas). A pequena oferta vai inflacionar os salários pedidos pelos agentes-livres, e outro fator que vai influenciar qualquer contratação é o término do atual Acordo Coletivo de Trabalho após a temporada 2011-12, e o time não quer se compromenter com mais um jogador caro, pela incerteza das condições quando da próxima negociação.

Isso vai resolvido em julho e não tem porque se matar pensando nisso agora. Mas estou pensando mesmo assim, afinal essas férias deveriam servir apenas para ajustar alguns aspectos do time, mas a saída de Rafalski e do assistente Brian McCrimmon, além da possível saída do assistente Paul MacLean, adiantaram a esperada reconstrução em um ou dois anos. McCrimmon já assinou para ser treinador na KHL, e MacLean visa uma vaga de treinador principal, já tendo sido entrevistado pelo Ottawa Senators.

Os próximos assistentes de Detroit só devem ser definidos quando todas as vagas de treinador principal forem preenchidas, e o que "sobrar" vai ser avaliado por Babcock, que já conversou por alto com alguns possíveis candidatos.

A única notícia realmente relevante é a confirmação da ida do Atlanta Thrashers para Winnipeg, o que vai provocar um novo alinhamento nas divisões da liga. O sonho é que Detroit finalmente vá para o Leste, mas parece que Nashville (pela fácil rivalidade com Carolina e os times Flórida) ou Columbus (para gastar menos dinheiro com transporte e aumentar a chance de ser competitivo) tem mais chances. O realinhamento não vai acontecer para a próxima temporada, pois o calendário está quase fechado, mas em 2012-13, se tiver temporada, a configuração da NHL será outra.

Esse foi o "nada" que aconteceu na última semana, e qualquer notícia importante será postada imediatamente. Ah, e vai Boston.