Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Suécia Red Wings

Saio da caverna para trazer o que acontece em Estocolmo, Michigan.


O defensor Niklas Kronwall assinou extensão de contrato por mais sete temporadas, com impacto de $4,5 milhões no teto salarial. Kronwall tem cláusula de não-troca até o quinto ano, depois listando dez times para onde aceitaria ser trocado.


Enquanto isso, após a demoҫão de Fabbian Brunnstrom para Grand Rapids, o Griffin Gustav Nyquist, 22 anos e grande destaque da pré-temporada, foi convocado para integrar o elenco vermelho.


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domingo, 30 de outubro de 2011

Improdutividade

Nos últimos oito dias, os Red Wings disputaram quatro jogos e perderam todos, contra Washington Capitals (tinha vencido todos os jogos), Columbus Blue Jackets (não tinha vencido nenhum), San Jose Sharks (quatro vitórias em sete) e Minnesota Wild (três vitórias em nove).

Depois de começar a campanha com cinco vitórias seguidas, o time está em queda livre. Cresce a pressão (pelo menos da torcida) para que a gerência faça alguma coisa diferente. Uma troca, por exemplo.

Um retrato do time nos últimos quatro jogos:
Pavel Datsyuk :: 3 assistências, -6, 21 chutes
Henrik Zetterberg :: 1 gol, -6, 17 chutes
Dan Cleary :: -5, 6 chutes
Johan Franzen :: -3, 7 chutes
Valtteri Filppula :: -2, 6 chutes
Jiri Hudler :: -3, 0 chutes
Todd Bertuzzi :: 1 assistência, -1, 3 chutes
Darren Helm :: 1 gol, +1, 5 chutes
Justin Abdelkader :: 1 assistência, -1, 9 chutes
Tomas Holmstrom :: 1 gol, -1, 4 chutes

Somando os dez principais atacantes do time, temos 3 gols, 5 assistências, -27 e 78 chutes. Não vai ganhar de ninguém produzindo com tanta vontade.

Mike Babcock tem misturado as linhas de todas as maneiras durante os jogos. Nenhuma funcionou. A última tentativa foi reunir Franzen com Datsyuk e Zetterberg, mas o placar contra o Wild mostra quanto sucesso eles conseguiram juntos.

O Detroit precisa de um novo Brendan Shanahan. Em meados dos anos 1990, a gerência puxou o gatilho para uma troca que mudou os rumos do time, trazendo um dos maiores atacantes de todos os tempos em troca de um pacotão bem valioso (Paul Coffey, Keith Primeau e o caralho a quatro).

É claro que na NHL atual não há jogadores como Shanahan, mas os Wings precisam de um atacante diferenciado, alguém que chute todos os discos que receber e marque 40 gols por temporada. Nem Zetterberg, nem Franzen, nem Datsyuk serão esse atacante. Há duas temporadas nenhum deles chega sequer à marca de 30 gols.

Reunir Datsyuk e Zetterberg na primeira linha sempre deu certo para o Detroit, mas neste ano não tem funcionado, especialmente porque não há ninguém jogando ao lado deles. Cleary, repetindo, é atacante de linha 3.

Vou voltar neste assunto mais vezes durante a temporada. Por enquanto vale pela discussão aqui no blog.

Como atualização, segue a informação de que Fabian Brunnstrom foi colocado na Desistência, possivelmente para ser rebaixado para o Grand Rapids Griffins. O "atacante top seis", como se referiu Babcock outro dia mesmo.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Inversão de papéis

"Muito bem, rapazes, aproveitem a noite."

O Columbus Blue Jackets não vencia um jogo no tempo normal desde 19 de março, há 220 dias.

Primeira vitória na temporada, em casa, contra os Red Wings, com dois novatos (Ryan Johansen e John Moore) marcando o primeiro gol de suas carreiras. Os Blue Jackets agradecem pela noite em que eles foram *muito* melhores do começo ao fim e não entregaram o resultado nos segundos finais.

Os Wings começaram o jogo perdendo por 1-0, com gol sofrido aos 21 segundos em rebote de Ty Conklin. Foi a única falha do goleiro no jogo, mas depois de deixar o time em desvantagem antes mesmo da partida começar, talvez já fosse o suficiente para definir o resultado.

Independentemente da falha de Conklin, os Wings fizeram sua pior atuação na temporada, contra um time que ainda não tinha marcado mais ou sofrido menos do que três gols em um jogo.

O gol de Darren Helm no primeiro período ajudou a manter a média recente do time em um gol por jogo, uma bela porcaria.

Mike Babcock mexeu nas linhas ofensivas, tentando todas as combinações possíveis, mas nada funcionou. A verdade é que depois do jogo de hoje ele terá que dar um "reset" nas linhas de ataque e começar a montá-las outra vez.

Os Wings voltam ao gelo na sexta-feira, para enfrentar o San Jose Sharks, em Detroit.

domingo, 23 de outubro de 2011

Goleados na capital

Em toda a história da NHL, foi apenas a segunda vez que dois times com campanha perfeita e pelo menos cinco vitórias se enfrentaram. Naquele que foi o seu jogo mais difícil na temporada, os Red Wings foram goleados por 7-1 pelos Capitals, em partida decidida pelos times especiais e pelos goleiros, ainda que o resultado tenha sido enganoso.

Terceiro período à parte, porque obviamente abandonei o jogo depois do 5-1, os Wings dominaram o jogo no 5-contra-5, embora o placar, nesta situação, estivesse 3-0 para os Capitals após o quinto gol. Só no primeiro período a equipe teve um chute de Ian White na trave no primeiro lance do jogo, uma tentativa frustrada de Pavel Datsyuk ao tentar marcar driblando o goleiro (se fosse alguém menos habilidoso, seria gol) e uma chance perdida de Dan Cleary sozinho contra o goleiro.

Depois disso, uma sucessão de cagadas. Primeiro Todd Bertuzzi, que cometeu uma penalidade diante de um icing, ao atingir com força excessiva o adversário nas bordas. Gol dos Capitals em vantagem numérica. Em seguida Cory Emmerton, errando um passe dentro da zona defensiva que resultou no segundo gol.

Com 3-1 no placar, depois de um gol pra cada lado em vantagem numérica (o dos Wings marcado em 5-contra-3 por Niklas Kronwall), Ty Conklin levou um frango absurdo ao deixar o disco passar por debaixo de seu corpo faltando menos de oito segundos para o fim do segundo período. E o estopim foi a displicência de Brad Stuart no quinto gol, no terceiro período. O suficiente para desistir do jogo, eles e eu.

Poderia ter sido diferente se os Wings tivessem aproveitado a outra chance de dois homens de vantagem, logo após o gol de Kronwall. Talvez eles aprendam a se comportar em vantagem numérica assistindo aos Capitals, que faziam o disco correr com muita velocidade, sempre encontrando alguém livre para chutar.

O próximo jogo será na terça-feira, contra os Blue Jackets, em Detroit.

sábado, 22 de outubro de 2011

Moleza e dureza

Desde meados dos anos 1970 os Red Wings não começavam uma temporada com cinco vitórias nos cinco primeiros jogos.

Os jogos contra Ottawa Senators, Colorado Avalanche, Vancouver Canucks, Minnesota Wild e Columbus Blue Jackets, espaçados ao longo de 15 dias serviram como uma continuação da pré-temporada, com o time se preparando para a maratona a partir de novembro. Foram vitórias contra quatro adversários que vão disputar as primeiras escolhas do recrutamento e uma contra um time em ressaca pela derrota na final da Copa Stanley.

A temporada 2011-12 dos Red Wings começará hoje, contra o Washington Capitals, em Washington.

Os Capitals venceram seus seis primeiros jogos e, portanto, a NHL terá apenas um time invicto amanhã de manhã.

Que seja o nosso.

Com Ty Conklin no gol, Nicklas Lidstrom alcançando a marca de 1.500 jogos na carreira e Fabian Brunnstrom estreando.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Centrais demais

Um assunto em que eu pensei durante o último jogo, que já faz tanto tempo que não me lembro contra quem foi: o elenco dos Red Wings têm centrais em excesso.

Somando as três primeiras linhas do time, são sete centrais entre os nove atacantes (Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg na linha 1, Valtteri Filppula, Johan Franzen e Jiri Hudler na linha 2, Darren Helm e Justin Abdelkader na linha 3).

Franzen e Hudler chegaram a Detroit como centrais, mas atuam há tanto tempo nas pontas que já nem nos lembramos mais disso.

Muitos centrais, poucos pontas. É um problema que também aflige o Pittsburgh Penguins, por exemplo. Assim como no time deles, no nosso os melhores atacantes são todos da mesma posição.

Eu não sei no que isso implica, na prática. Imagino que seria pior ter pontas em excesso e carência de centrais.

Sei que, graças à concentração de centrais nas três primeiras linhas, Cory Emmerton é o único outro central do elenco para ocupar a quarta linha. E é por isso que Fabian Brunnstrom ainda não viu a cor da bola na temporada.

Ainda que venha jogando razoavelmente bem, Emmerton seria o primeiro nome na lista para dar lugar à experiência Brunnstrom. Mas não há quem escalar em seu lugar.

domingo, 16 de outubro de 2011

Wings em 4

Quatro em quatro: é o retrospecto dos Red Wings na temporada e o meu retrospecto no NHL GameCenter. Será que dá para assistir aos 82 jogos? Duvido, ainda mais agora com horário de verão.

E vamos ao jogo.

Jimmy Howard. Péssimos 85,7% de defesas numa noite em que não foi ameaçado e nada poderia ter feito nos dois gols sofridos. Número enganoso, esse. Howard sofreu o primeiro gol porque não viu o disco, em sua trajetória cercada por seus próprios companheiros, e levou o segundo porque Pavel Datsyuk, acostumado a roubar discos, foi roubado e permitiu o passe para a frente da rede, onde um jogador do Wild esperava pela chance de se consagrar.

Com a liderança por dois gols no começo do segundo período, o Wild adotou o esquema 1-2-2, uma espécie de "duas linhas de quatro", como no futebol, com todo mundo atrás e salve-se quem puder.

Os Wings chutaram 41 vezes a gol, mas poderiam ter sido 82 ou 164 chutes. Eu senti falta disso no jogo. Coisas boas acontecem quando você chuta, vide o gol de Jiri Hudler, em que Jakub Kindl simplesmente mandou o borrachudo em direção ao goleiro. No hóquei é assim, discos desviam em atacantes, discos desviam em defensores, discos desviam nas bordas, no goleiro, no pipoqueiro e acabam dentro do gol. Quarente e um chutes são muitos chutes, mas neste jogo, acredite, os Wings chutaram pouco.

Ian White marcou o gol da persistência, gol que mudou totalmente o rumo do jogo. Até ali os Wings dominavam mas não ameaçavam. Depois do primeiro gol o time se instalou dentro da zona ofensiva e ficou claro que era questão de tempo para o empate.

Na prorrogação, Johan Franzen marcou o gol da vitória em vantagem numérica, o primeiro gol do time em PP e no OT. Funcionou a estratégia de enfiar Tomas Holmstrom no 4-contra-3 para perturbar o goleiro adversário. Vale dizer que a penalidade não existiu. Credite o ponto extra ao juiz.

Apesar da campanha perfeita e das boas atuações, estou sentindo falta de um atacante matador na linha 1 para jogar com Datsyuk e Henrik Zetterberg. Esse nome não é Dan Cleary, que tem cara de linha 3. Também queria que Fabian Brunnstrom finalmente fosse escalado, mas Mike Babcock ao mesmo tempo em que diz que o cara pode ser um top-6, não o coloca no gelo.

Próximo jogo apenas na sexta-feira, contra o Columbus Blue Jackets, em Detroit. Cinco em cinco, claro.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

82 vitórias, lá vamos nós

Três jogos, três vitórias.

Dez gols marcados por dez jogadores diferentes. Dezessete jogadores com no mínimo um ponto.

Dois shutouts seguidos com dois goleiros diferentes, 121 minutos e 31 segundos sem sofrer gol.

No jogo desta noite contra os atuais campeões do Oeste, vitória por 2-0, shutout de James Howard e gols de Justin Abdelkader e Valtteri Filppula.

Senhoras e senhores, os Detroit Red Wings versão 2011-2012.

O time é maravilhoso

No seu retorno à Joe Louis Arena, os Red Wings se aproveitaram do cansaço do Vancouver Canucks, que disputou a terceira partida em quatro noites, sendo a segunda em noites seguidas, para vencer seu terceiro jogo na temporada e prosseguir com 100% de aproveitamento.

Não é provável que o time vença as outras 79, assim como também não é provável que eu assista a todos os jogos do time na temporada, mas seguiremos juntos. Três em três.

O time sem ritmo, o Detroit, foi dominado no primeiro período pelo time cansado, o Vancouver, mas graças a Jimmy Howard o 0-0 permaneceu no placar. É ótimo ver o seu goleiro defendendo bem e trazendo segurança, mas ele não pode ser o melhor jogador do time. Hoje Howard foi o melhor, com sobras.

No segundo período, com gols de Justin Abdelkader e Valtteri Filppula, os Wings decidiram o jogo, para depois passar o tempo tentando marcar em vantagem numérica (ainda virgem na temporada) e defendendo o shutout de Howard, o segundo do time em dois jogos, algo que não acontecia desde 2006.

Ainda é muito cedo para afirmar, mas a equipe se firmou com a configuração de linhas atual, com Henrik Zetterberg e Pavel Datsyuk reunidos e a segunda linha contando com o renovado Jiri Hudler. Tanto que Patrick Eaves, que chegou a ser testado como atacante de segunda linha na pré-temporada, continua barrado, enquanto Fabian Brunnstrom, que jogou tão bem a ponto de conseguir um contrato, ainda não fez sua estreia oficial.

O próximo jogo será no sábado, em Minnesota, contra o Wild, às 21h.

domingo, 9 de outubro de 2011

O mundo continua maravilhoso

Na noite em que Peter Forsberg foi eternizado no teto da Pepsi Arena, um outro sueco continuou o seu domínio sobre Denver, ajudando a derrubar as não tão verdadeiras palavras do camisa #21, que declarara, momentos antes do jogo, que o melhor momento de sua carreira foi "sempre derrotar os Red Wings".

Entre 1996 e 2002, os Avs derrotaram os Red Wings em três dos cinco confrontos de playoffs em que se enfrentaram, o que está muito longe de ser "sempre". Durante a temporada regular, o retrospecto foi favorável aos Wings, com muitas vitórias de vantagem. Em matérias de Copas Stanley, não tem nem conversa, e nos últimos anos, entre idas e vindas de Forsberg, os Wings continuaram grandes e os Avs foram humilhados periodicamente.

O maior algoz do Avalanche tem sido Johan Franzen, que ontem marcou o gol da vitória dos Wings. Henrik Zetterberg e Pavel Datsyuk (rede vazia) marcaram os outros gols, com Ty Conklin provando que o Detroit tem um goleiro reserva confiável ao conquistar o primeiro shutout do time na temporada.

Foi um jogo muito melhor que o de estreia e os Wings não relaxaram em momento algum, até porque por mais da metade do jogo o placar esteve empatado e durante outros tantos minutos a vantagem era de apenas um gol.

Durou apenas quatro períodos na temporada o divórcio entre Datsyuk e Zetterberg. Mike Babcock reuniu seus dois melhores atacantes, com Dan Cleary, a partir do segundo período. Se contra o Ottawa as linhas inferiores é que carregaram o time, desta vez as linhas superiores marcaram todos os gols. Da segunda linha, com Franzen, Valtteri Filppula e Jiri Hudler, nasceu o primeiro gol, e da primeira linha os demais.

Começar a temporada com duas vitórias é muito bom.

O próximo jogo será em Detroit, na quinta-feira, contra o Vancouver Canucks.

sábado, 8 de outubro de 2011

O mundo é maravilhoso

Às 20h01 de ontem, eu parei para me perguntar como é que sobrevivi sem NHL GameCenter Live durante os últimos anos. Assistir aos Red Wings por menos de R$ 40,00 por mês é um prazer imensurável.

A estreia foi das melhores, ainda que o time enfrentasse um bando de garotos. O time pegou o ritmo no meio do primeiro período e viu cinco jogadores diferentes marcarem gols (Todd Bertuzzi, Nicklas Lidstrom, Cory Emmerton, Jiri Hudler e Ian White).

Mike Babcock afirmou que os jogadores das linhas inferiores atuaram melhor que os das linhas superiores. De fato, dois gols foram marcados com a linha 3 no gelo (Bertuzzi-Abdelkader-Helm) e dois com a linha 4 (Holmstrom-Emmerton-Miller), evidenciando a profundidade do time, que não contou com Patrick Eaves e Fabian Brunnstrom, barrados.

Depois os Wings sofreram três gols seguidos do Ottawa, que vão pesar na conta de Jimmy Howard, dono de boa atuação. Dois desses gols foram acidentais, discos que desviaram no meio do caminho. O time já vencia por uma mão cheia, na primeira noite da temporada, não ia se matar para evitar um gol.

Hoje os Wings enfrentam o Avalanche em Denver, na noite de aposentadoria da camisa #21 de Peter Forsberg.

Os Red Wings estão de volta. E eu tenho GameCenter.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Faltam 82

A corrida pela Copa #12 começa contra quem não tem nada ver com uma Copa. Em Detroit, casa dos Lions invictos, dos Tigers finalistas da Conferência Americana e dos Pistons em greve (aeee), os Red Wings enfrentam os Senators no início da jornada para um título que, ao contrário desses outros, não surpreenderá ninguém.

Hudler, Datsyuk, Cleary
Filppula, Zetterberg, Franzén
Abdelkader, Helm, Bertuzzi
Miller, Emmerton, Holmstrom

Lidstrom, White
Kronwall, Stuart
Ericsson, Kindl

Howard no gol.

Esses são seus soldados, aqueles que colocarão os ossos e músculos em risco para nos dar a alegria final daqui a oito meses.

Começa hoje, 20hs de Brasília. Boa viagem.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Prévia musical

A espera me deixou louco
Finalmente chegou, estou acabado - Corduroy

Esquece a derrota para os Sharks, ou Tomas Jurco e Ryan Sproul, esquece Ryan Johnson e garotos que vão levar meia década para se vestir de vermelho. Os próximos 82 jogos valem de verdade, pelo menos tanto quanto podem valer os 82 jogos que antecedem a verdadeira temporada em Michigan. 2011-12, aqui vamos nós.

Ela sonha em cores, ela sonha em vermelho
Não encontra um “Zetterman” – Better Man

Com versos malucos e desconexos que vou distorcer até que sirvam a meu propósito, é assim a prévia da temporada. Só pra entender: em novembro vou ao show de uma das minhas bandas favoritas, Pearl Jam. O que isso tem a ver com hóquei?

Pois eu só sou fã dos caras por causa dos Red Wings, mais especificamente por causa de um comentário no Abel to Yzerman em outubro de 2009, brincando com a letra de Better Man. Ou seja, nada a ver com hóquei, mas dane-se.

Eu só quero gritar “Olá!” – Elderly Woman Behind the Counter on a Small Town

Saem Brian Rafalski e Ruslan Salei (mais a seguir), entram Ian White e Mike Commodore. Não sou óbvio para relacionar o “olá” aos recém-chegados, prefiro me ater a como White e Commodore são a resposta a quem dizia que os Wings são um time “mole” e sem vigor físico (assim como o Pearl Jam fez tantas músicas com nome simples – Black, Alive, Porch, Go – e escreveu a música sobre a Mulher Idosa Atrás do Balcão Numa Cidadezinha).

E White e Commodore tem a cara de Wings. Projetos de reconstrução, como Dan Cleary, Todd Bertuzzi e Patrick Eaves, gente talentosa que passou por mais times e problemas do que deveria. Os defensores vão trazer força para a defesa, com mais um baixinho com trancos duros ou um corpo grande para cuidar da frente do goleiro. Todos pediram, aqui estão.

Às vezes percebo que só serei tão bom quanto você deixar – Hail Hail

Claro que White e Commodore não suprirão a saída de um defensor do nível de Rafalski. A defesa toda vai ter que melhorar se quiser ter números respeitáveis, e a produção de Rafalski será substituída por todo mundo.

Essa é a chance de finalmente Niklas Kronwall e Brad Stuart, ambos no último ano de seus contratos, se provarem defensores de primeira linha. Ambos continuarão formando a segunda linha da defesa, mas devem acumular minutos de primeira (a idéia é balancear 20 minutos para cada linha por noite), e Kronwall será o novo parceiro de Nicklas Lidstrom na vantagem numérica, com Stuart agora sendo o principal defensor responsável em matar penalidades.

Outros que deverão elevar seus jogos são os garotos Jakub Kindl e Jonathan Ericsson. Ericsson agora é pago como um defensor estabelecido na Liga, o que está longe de ser verdade, e deve aproveitar as chances para garantir a confiança do time e da torcida.

Já sinto sua falta, sempre sinto sua falta – Smile

Salei já não era um Red Wing quando perdeu a vida, mas o defensor deixou sua marca no elenco. Seja com Pavel Datsyuk vestindo a camisa número 24 durante a temporada ou com Kindl lembrando como era treinar com o veterano (Salei costumava dar passes errados para Kindl conseguir dominar qualquer borracha que viesse), Salei será lembrado por algum tempo no vestiário. É difícil não se emocionar ao ler que, ao saber do acidente aéreo, Kindl mandou uma mensagem de texto para Salei, perguntando se este estava no vôo. A resposta nunca veio.

O que eu escolher, é isso que sou – Inside Job

Liberdade poética para a tradução da letra, aqui é só confiança. E quem é o jogador menos confiante nos Red Wings? Se você disse “Johan Franzén”, acertou. Franzén é chamado de Mula porque Steve Yzerman disse que ele poderia levar o time nas costas. Pena que o outro aspecto das mulas, aquele que empaca e deixa qualquer louco também acontece.

Franzén teve um jogo de cinco gols contra os Senators em fevereiro, depois teve só mais dois gols na temporada, além de um desinteresse explícito em muitas partidas. Quando quer, o sueco é um dos maiores goleadores da Liga, só falta essa vontade.

Release, Even Flow, Black

Porque sim.

Não podia respirar, estava preso
Mão na minha cara, empurrado no chão – Rearviewmirror

Não sei se Eddie Vedder é amigo de Ed Jovanovski, mas sei que a letra de Rearviewmirror é um desabafo de Jovanovksi sobre Darren Helm. Helm continuou elevando seu status quase lendário de pós-temporada na série contra Phoenix, pressionando defensores e basicamente perturbando qualquer adversário.

E a melhor parte: antes uma força totalmente defensiva, Helm agora consegue transformar os erros dos oponentes em algo positivo para Detroit. Seja resolvendo sozinho ou distribuindo o jogo, o jovem canadense aprendeu a diminuir a velocidade na hora certa, criando problemas para as defesas de todas as formas possíveis. Velocidade, marcação e garra são as marcas do central que, para muitos, pode terminar a temporada na 2ª linha e nos pesadelos das defesas.

Rastejei na terra, agora estou no alto
2010, veja pegar fogo - Do The Evolution

Ok, o ano está errado. Mas Todd Bertuzzi foi (merecidamente) tratado como escória por toda a liga antes de chegar em Detroit e se transformar. Antes um atacante de força entre os melhores do esporte, Bertuzzi mudou seu estilo de jogo e agora é um jogador ainda competente, longe da elite mas bem mais completo.

Bertuzzi vai atuar na linha de Helm e Justin Abdelkader, a nova edição da linha dos "Dois garotos e um bode velho". Ao contrário da primeira versão, onde Brett Hull ensinava tudo para Datsyuk e Boyd Devereaux (depois com Zetterberg), agora são Helm e Abdelkader os resposáveis por carregar a linha, quem sabe animando Bertuzzi a correr um pouco mais. De qualquer forma, o Tuzzi finalmente encontrou seu lugar na liga.

Escute meu nome, dê uma boa olhada
Hoje pode ser o dia - Porch

Fabbian Brunnstrom e Cory Emmerton, lembrem desses nomes. Brunnstrom passou no teste da pré-temporada e contou com a sorte quando Jan Mursak se machucou. O atacante sueco assinou contrato para essa temporada no valor de $600 mil, e vai ter algum tempo para mostrar serviço (Mursak fica de fora até o fim de 2011).


Já Emmerton nunca foi dos prospectos mais promissores, mas não pode ser enviado para a AHL sem passar pela Desistência. O central batalhou duro em setembro e conseguiu segurar seu lugar no elenco principal, e provevelmente ficaria mesmo se Mursak estivesse saudável. Emmerton nunca vai chegar perto de ser uma estrela, mas é decente na defesa e não desiste das jogadas, coisas que qualquer torcedor gosta.

Assim que soube que ficaria na NHL, Emmerton entrou no carro, pegou o celular e ligou para parentes e amigos. Brunnstrom ainda teve que ir no shopping comprar um celular de Michigan. Nada garante que eles estarão em Detroit em janeiro, resta a eles continuar mostrando serviço.

Me lembro claramente de perturbar o garoto,
Parecia um panaca inofensivo - Jeremy

Panaca foi o melhor que consegui para descrever o "little fuck" que era Jeremy, e ninguém sabe se tantas críticas vão soltar os leões. Só sei que ninguém no elenco é tão criticado quanto Jonathan Ericsson ou Jiri Hudler.

Cada um recebe quase $3 milhões, mas nenhum merece mais que o vale-transporte. Hudler é o grande candidato a ser trocado durante a temporada, ainda que não valha mais que um sace de cenouras. Para reencontrar seu bom jogo (seja para ficar nos Wings ou apenas aumentar sua cotação para trocas) Hudler vai começar a temporada na linha de Datsyuk, a única maneira que encontrou para pontuar no ano passado.

Já Ericsson... não importa o que a gente pensa dele, o contrato dele tem cláusula que impede trocas. Pois é.

Eu a vi na areia molhada,
E eu sei que askdjsalfkjsalafasda
Yajhskdaksdadad - Yellow Ledbetter

Pra começar: quem falar que sabe a letra de Yellow Ledbetter é um mentiroso. Assim como quem falar que entendo o que Tomas Holmstrom fala, o dialeto conhecido como suenglês. E se Ledbetter começa e termina da mesma forma (sensacional, aliás), Holmstrom chega a sua provável última temporada como começou em 1996, na quarta linha, apanhando de todo mundo.

Homer está no último ano de seu contrato, e poucos imaginam que renove para o próximo ano. Assim, aproveitem as últimas chances de ver o rei do crease fazendo seu trabalho. O cone-mor vai continuar na unidade de vantagem numérica, mas não esperem muito dele em 5-contra-5 (pelo contrário, a inexistência de defesa em seu jogo pode até tirá-lo de alguns jogos).

E eu procuro uma voz em minha cabeça,
Nada... vou fazer isso sozinho - State of Love and Trust

"Hey-na-na-na-na-hey, that's something" Quem faz tudo sozinho em Detroit é Pavel Datsyuk. Se o disco está com o defensor, Datsyuk vai roubá-lo, humilhar três adversários, tirar sarro do goleiro, dançar James Brown e fazer o gol.

O camisa 13 finalmente foi reconhecido na última temporada, roubando a cena nos playoffs e comandando a grande corrida para empatar a série contra os Sharks. Antes conhecido fora de Detroit apenas pelo jogo defensivo e dribles desconcertantes, agora Datsyuk é considerado um dos melhores jogadores da NHL (terceiro na lista da TSN) e se prepara para a grande temporada de sua vida.

Por que ir para casa? - Why Go

Porque ganhar em casa é bem mais fácil. Nos dois últimos anos os Wings foram eliminados pelos Shaks, começando perdendo por 0-2 nos dois anos. Não é assim que funciona em pós-temporada. Hóquei é o único esporte que oferece uma vantagem real para o time da casa, com o mandante mandando suas linhas para o gelo depois, e começar como visitante, caindo para um buraco de dois jogos de diferença...Não é assim que funciona em playoffs.

Pegue agora, antes que seja tarde
Todo mundo, carrega, vamos lá - Got Some

E é só isso que importa. Mal-acostumados como somos, vemos a temporada regular apenas como uma pré-temporada estendida, onde o único objetivo a buscar é o apoio da torcida quando os playoffs chegarem. Por que é disso que os Red Wings são feitos. De uma torcida apaixonada sonhando com uma taça de prata, o prêmio máximo, todos sonhando em ver aquela relíquia passando de mão em mão, dos calouros aos veteranos, passando pelo jogador mediano que se supera e pelos homens que se contentam a fazer o trabalho que ninguém vê.

7 de outubro começa a temporada regular. Até que enfim.

Oh, ah... Eu estou vivo!

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Adeus, jogos-que-não-valem-bulhufas

E acabou a pré-temporada, 4 vitórias e 4 derrotas, contra times que utilizaram, em maioria, elencos de jogadores estabelecidos.

As informações importantes: Jan Mursak fora até o Natal; Pavel Datsyuk, Mike Commodore, Dan Cleary e Brad Stuart são dúvidas para a estréia do dia 7; Brendan Smith suspenso por cinco jogos de temporada regular. E depois de cortes e afins, esses são os Red Wings (e os números do uniforme) de hoje:

Goleiros. James Howard (35) e Ty Conklin (29)

Defnsores. Nicklas Lidstrom (5), Niklas Kronwall (55), Brad Stuart (23), Ian White (18), Jonathan Ericsson (52), Jakub Kindl (46) e Mike Commodore (22)

Atacantes: Pavel Datsyuk (13), Henrik Zetterberg (40), Johan Franzén (93), Valtteri Filppula (51), Dan Cleary (11), Todd Bertuzzi (44), Tomas Holmstrom (96), Darren Helm (43), Patrick Eaves (17), Justin Abdelkader (8), Jiri Hudler (26), Drew Miller (20), Jan Mursak (39) e Cory Emmerton (48)

Com os cortes de elenco, enviando a garotada para Grand Rapids, o time fica com esses dois goleiros, sete defensores e 14 atacantes. São 23 jogadores, que integrariam o grupo em circunstâncias normais, mas com a lesão de Mursak uma vaga se abriu até o fim de dezembro.

Quem deve pegar essa vaga é Fabbian Brunnstrom, que participou da pré-temporada em experiência e se mostrou bem para a comissão técnica. A não ser que algo muito bizarro aconteça, um contrato entre Brunnstrom e Red Wings deve ser anunciado nos próximos dias.

Outra coisa que se estabeleceu é a "fila" para ser chamado dos Griffins em caso de necessidade. Entre os defensores a  vantagem parece ser de Brendan Smith, que mostrou ainda não estar pronto para a NHL, mas está tecnicamente acima de gente como Doug Janik. O problema é que, assim que convocado para Detroit, Smith terá que cumprir seus cinco jogos de suspensão. Assim, em caso de emergência o chamado deve ser Janik.

Entre os atacantes um azarão se colocou à frente dos outros. Gustav Nyquist teve uma pré-temporada sensacional, culminando no último jogo (dois gols e uma assistência) onde jogou melhor que muitos dos profissionais. O ótimo desempenho de Nyquist o colocou à frente de Tomas Tatar, o que não significa que Tatar tenha ido mal. Não vai demorar para vermos Nyquist e Tatar no gelo com a Roda Alada.

É a nova geração de Red Wings surgindo, enquanto a atual (e a anterior, por que não?) continua brilhando. Os Red Wings não se reconstroem, os Red Wings se recarregam.