quarta-feira, 11 de abril de 2012

Não foi só falta de sorte

Vamos tirar algumas lições do jogo 1, uma dura e triste derrota para começar muito mal os playoffs 2012.

O time como um todo precisa arriscar mais. Ganha o jogo quem marca mais gols, não quem dá mais piruetas com o disco. Os Wings marcaram dois gols aproveitando rebotes, mas nem com o seu próprio exemplo passaram a chutar mais.

Apesar de ter marcado dois gols em vantagem numérica, ainda assim jogar em 5-contra-4 foi um horror. O único que tentou algo diferente foi Kyle Quincey e daí surgiu o gol de Tomas Holmstrom.

Os 32-13 em chutes nos 40 minutos finais mostram que esse time pode vencer, mas não jogando desse jeito. Se existe sorte, ela esteve do lado dos Predators, especialmente no terceiro período. Quantas vezes o disco ficou pererecando próximo ao gol de Pekka Rinne e o goleiro conseguiu defendê-lo de alguma forma estranha, ou um patinador conseguiu desviá-lo, sabe-se lá como?

Mike Babcock preferiu Cory Emmerton a Gustav Nyquist. Tudo isso para nove turnos e menos de três minutos de gelo. Emmerton é um quarta linha, Nyquist pode fazer algumas aparições entre os melhores atacantes do time. Não vai mudar muita coisa, mas é uma outra opção ofensiva a mais. De quartas linhas esse time já está cheio.

Exceção feita a Jimmy Howard, apenas um jogador dos Red Wings esteve no gelo em todos os três gols: o defensor (?) Brad Stuart. Nenhum outro esteve sequer em dois gols.

No fim do jogo, a escrotidão imperou, com Shea Weber atacando Zetterberg, inclusive socando sua cabeça contra as bordas. Não creio que a liga vá punir o capitão dos Preds por um lance ocorrido depois dos 60 minutos.

Os dois times menos penalizados de toda a temporada se enfrentaram e os juízes inventaram 34 minutos de punições. Que merda.




Os Wings foram superiores no segundo período, mas o máximo que conseguiram foi empatar em 1-1 durante os 20 minutos intermediários, o que significa que eles perdem o jogo por 2-1.

Culpa de um gol de sorte dos Predators. Um chute de lugar nenhum desviou em alguém de forma que passou por cima do ombro (da mão do taco!) de Howard. Algo que não vai acontecer de novo neste século.

A novidade do segundo período é que funcionou o time de vantagem numérica, mas para isso foi preciso que um defensor do outro time errasse na frente do goleiro para o disco sobrar para Henrik Zetterberg, depois que um jogador dos Wings errou o passe que iniciou a jogada. Uma coletânea de erros que resultou no gol.

E somente assim para marcar em PP. Na outra oportunidade, ficaram circulando o disco, impressionado a todos com suas habilidades de patinação.

O Detroit jogou todo o período, e vai ficar o restante do jogo, sem Darren Helm, que cortou o pulso. Ele não tentou se matar, mas temo pelo que o Calciolari vá fazer se for confirmado que Helm não jogará mais nos playoffs. Neste momento, ele está no hospital (o Helm, claro, o Calciolari eu não sei onde está).




Fim do primeiro período. Já podemos parar de putaria e começar a jogar hóquei?


Os Red Wings vão para o intervalo no lucro, perdendo apenas por 1-0, gol contra de Brad Stuart. Aquela outra cagada ensaiada felizmente terminou na trave, senão o prejuízo seria muito maior. Não fosse Jimmy Howard, que fez boas defesas, também estaríamos liquidados a essa altura.

Imagino que os Wings tenham cometido mais penalidades no primeiro período do que em toda a temporada regular. Fruto do rigor dos árbitros, que apitaram pra tudo. Felizmente, o time de matar penalidades foi perfeito, anulando até 74 segundos com dois homens a menos no gelo, o momento mais tenso até agora.

Por outro lado, o time de vantagem numérica é o pior que eu já vi nos Wings em mais de dez anos acompanhando a equipe. Não vou pesquisar, mas o aproveitamento durante a temporada regular deve corroborar com o que eu afirmo. Esses caras não conseguem criar uma jogada decente, nem no gol chutam. Jogadores como Jiri Hudler prendem demais o disco, mas a ineficiência é geral, envolve todos os dez atletas que participam da vantagem numérica.

Três parágrafos, dois sobre times especiais. A especialidade dos Wings é o 5-contra-5, então precisamos de mais tempo assim no segundo período. E que nossas armas ofensivas (?) despertem para o jogo. É a Copa, caramba.

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