terça-feira, 24 de abril de 2012

Título dispensado.

A pergunta que não quer calar foi feita por Drummond: "E agora, José?".

Agora que a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu e a noite esfriou, podemos traduzir os sentimentos e sensações dos playoffs em palavras menos hiperbólicas, eufemísticas e ufanistas.

Ansiedade tornou-se angústia; Raiva tornou-se alívio; Vergonha tornou-se certeza; Decepção virou normal.

Eu já disse a diferença que faço entre Detroit e Red Wings, mas vale repetir: Detroit é um time; Red Wings é uma equipe. E a estes dou mais um: Wings.

Faz tempo que o Detroit deixou de ser o Red Wings e, para "nOOOOOOssa" tristeza, o Red Wings tem deixado de poder ser o Wings.

O Wings é o que a gente viu pela última vez em 2008; é a meca do hockey no gelo; é o ideal de coletivo de todos os times de todos os esportes; é a Regina Duarte da TV brasileira dos anos 70. Acima de tudo, o Wings é o Wings do "GO WINGS!".

O Wings é nosso primeiro amor do colégio, não existe mais e, muito provavelmente, nunca voltará.

Porém, claro, viveremos aventuras, viveremos altos e baixos, viveremos aventuras e, eventualmente, encontraremos um novo amor que nos faça suspirar e ver o mundo mais belo. Esse amor virá do futuro; não o buscaremos no passado.

A julgar pela série que, graças a Deus, acabou em cinco jogos, vimos que no Detroit tem faltado três coisas, basicamente:
  1. Experiência;
  2. Liderança;
  3. Sujeira;
  4. Respeito.
Experiência é: Brett Hull,  Dominik Hasek, Darren McCarty, Dallas Drake, Steve Duchesne;
Liderança é: Steve Yzerman, Igor Larionov, Brendan Shanahan, Chris Chelios, Kris Draper;
Sujeira é o uso disso a seu favor. É saber como jogar. É bater quando necessário. É apanhar se preciso. É se impor no gelo. É ganhar a Copa.

Respeito é mostrar que todos são um e um não é nada.

Sabe qual a principal diferença entre o Lidstrom da temporada de 2011-12 e o Konstantinov em 97-98?

A resposta está neste texto. Konstantinov tinha o Wings; Lidstrom tem o Detroit.

Vocês acham, realmente, que um time que se confia em Todd Bertuzzi como algoz de Shea Weber merece passar da primeira fase? Antes uma concussão no Zetterberg e ele jogar como o Franzen jogou em 2008 do que uma briga do Bertuzzi e uma mera ilusão.

Não, senhoras e senhores, o Detroit jamais será campeão. 

Nós somos como o Tom Hanks: estamos tentando desvendar O Código Da Vinci, enquanto estamos À Espera de Um Milagre, como um Náufrago em estado Terminal. Entretanto, deveríamos estar fazendo o Resgate do Soldado Ryan, como Matadores de Velhinhas.

"E agora, José?". 

Agora é esperar a próxima temporada pra ver se continuaremos contando histórias mirabolantes de como foi a temporada, à la Forest Gump.

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Depois de escrever o título deste post percebi que ele faz mais sentido do que o que eu quis dá-lo. O título que dispensei foi o deste texto, mas vejo que dispensado foi o desta temporada.

Até a próxima temporada. Seja o que Deus quiser.

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P.S.: Na minha opinião, sabe quem foi o melhor jogador no jogo 5? Gustav Nyquist. Por que? Por, durante alguns segundos, ter querido dominar o disco como se estivesse jogando com crianças. Pelo menos ele tentou fazer algo diferente do resto do time.

7 comentários:

Leandro Bombachi disse...

Excelente texto que representa bem o que é o Detroit hoje em dia.

Gustavo disse...

E agora, zeh???? Qume poderá nos defender??????

zeh disse...

Ninguém, meu caro. Ninguém.

Eduardo Costa disse...

''O Wings é nosso primeiro amor do colégio, não existe mais e, muito provavelmente, nunca voltará.''

Show, zeh!

Everton disse...

Excelente !

Hotwinger72 disse...

Não concordo com o texto. Passamos uma fase ruim de 99 a 2001 e de 2003 a 2007. Mr Ilitch tem uma visão de vencedor. Lógico que devia ter iniciado o período de transição no ano passado. Mas vamos recuperar. O Vlady jogou só até 97 e não 98. Infelizmente é hora de perdermos nosso capitão. E também Tomas Holmstrom. Anotem. 2014 Stanley Cup Champions. Mas vamos sofrer ainda um pouco em 2013.

zeh disse...

Hotwinger, eu sei que o Vlad jogou até 97.

Se você ler novamente poderá entender o que eu quis dizer, mas vou explicar aqui:
"Sabe qual a principal diferença entre o Lidstrom da temporada de 2011-12 e o Konstantinov em 97-98?' (...)'Konstantinov tinha o Wings; Lidstrom tem o Detroit."

Deve ser entendido assim:
"Se o Lidstrom tivesse sofrido um acidente final da temporada passada e ficado inválido, assim como aconteceu com o Konstantinov em 97-98, ele não sentiria a emoção que o 16 sentiu, pois naquela temporada jogavam os Wings e nesta o Detroit".

E NUNCA será hora de PERDER um capitão, mas SEMPRE poderá ser o momento de SUBSTITUIR um capitão.

Yzerman deixou o Lidstrom. Lidstrom deixa uma dúvida.

E não concordo com você quando diz que "Passamos uma fase ruim de 99 a 2001 e de 2003 a 2007".

Realmente não considero que um time que leva 4/11 Copas está em uma fase ruim. Não é porque foram desclassificados que estão em uma fase ruim, mesmo porque não são obrigados a serem campeões todos os anos.

Fase ruim foi entre 57-58 e 93-94. Aí sim fim uma fase ruim.

Mas é isso. Cada um com seu cada qual e eu com a razão!

RÁ!