quinta-feira, 26 de julho de 2012

Desculpas

Os Red Wings eram especialistas em hóquei, agora são especialistas em desculpas (ou explicações, ou justificativas. ou seja, deu merda)

Não vou me repetir, só lembrá-los que há tempos a gerência não faz uma transação de impacto, e só escutamos desculpas.

No mercado de agentes-livres e no dia-limite nos últimos anos? "Estão pedindo muito, não vamos pagar a mais. Vamos guardar o espaço no teto salarial para a próxima chance".


E não aconteceram trocas, e não vieram agentes-livres. Ah, mas nós fomos atrás de jogadores!

"Tentamos contratar Ryan Suter, mas ele preferiu jogar com Zach Parise. Foi pela amizade, não pelo dinheiro". Sim, porque se ele estivesse interessado em dinheiro, aí ele assinaria com... Bom, ele ainda iria para Minnesota, porque a oferta deles foi maior.

"Ah, não devemos nos preocupar por Parise ter ido para o Wild, ou Nash ter ido para os Rangers. Nossa prioridade é a defesa". Que bom, porque já contratamos zero defensor. Suter, Matt Carle, Sami Salo, Jason Garrison, Dennis Wideman. Ninguém para Detroit.

Aí aparece gente falando que os Wings não assinaram ninguém porque ano que vem tem que renovar os contratos de Valtteri Filppula, e Dan Cleary, e Damien Brunner, e Gustav Nyquist, e Drew Miller, Jan Mursak, Ian White, Jakub Kindl, Brendan Smith e James Howard.

Com tantos contratos vencendo, Ken Holland não iria contratar ninguém pra atrapalhar o teto salarial do ano que vem.

Um dos caras que diziam que queriam um contrato longo era Alex Semin, que acaba de assinar com o Carolina Hurricanes por uma temporada (UMA TEMPORADA!!!!!) e $7 milhões. E a mídia de Detroit já vem dizer que $7 milhões era muito caro. Não, não é. Não quando seu time está $13 milhões abaixo do teto. E os Wings não estavam interessados.

Então, vamos recapitular:

-Não contratamos um atacante, porque estamos preocupados com a defesa. Mas não assinamos nenhum defensor
-O grande defensor não nos deixou na mão por dinheiro, mas nossa oferta era menor mesmo assim
-Desde 2009, saíram Hossa, Kopecky, Samuelsson jovem, Rafalski, Draper, Osgood, Lidstrom, Stuart e Hudler, duas vezes
-Chegaram Bertuzzi, Williams, Eaves, Miller, May (quem lembrava dele?), Salei, White, e um monte de moleque que só serve pra 3ª linha
-Também tivemos trocas, "Leino por Tollefsen" (???) e "Commodore e uma escolha de 1ª rodada por Kyle Quincey"

E Holland deixou Hudler ir embora por $750 mil, e agora espera por Shane Doan, que já visitou Nova York, Philadelphia e Montreal, mas quer continuar em Phoenix. Ou seja, somos no mínimo a 5ª opção.

Não me entendam mal, os Red Wings continuam sendo grandes. Mas a gerência pensa muito pequeno.

4 comentários:

Leo disse...

Será ...SERÁ, que o Cap vai cair tanto que Holland já está segundo os USD para pagar mais barato na frente?

Estou viajando, ou não?

Renato - Red Wings disse...

Concordo plenamente com a matéria. O Datsyuk, por exemplo, tem todo seu potencial limitado ao jogar com Franzen e Bertuzzi na linha 1. Faltam jogadores de nível no time, seja na linha defensiva ou ofensiva.

Renato - Red Wings disse...

Mas ficar no "será", no "talvez", ..., é pouco para o time da grandeza dos Wings, a considerar também que o time está com $ 13 milhões abaixo do teto salarial.

Renato - Red Wings disse...

80 anos de Red Wings!

Após a compra do time pelo magnata James Norris Senior em 1932, o time de hockey da NHL da cidade de Detroit, então chamado de Falcons, passou a ser chamado de Red Wings. Seu símbolo também mudou, passando a ser o mais imponente da NHL, com referências à indústria automobilística daquela cidade.
Pois é, este ano fazemos 80 anos de Red Wings e sua roda alada como símbolo. Estranho que até o momento esse fato não tenha sido destacado sequer no site do própio time de Hockeytown.