Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Lidstrom fora. Óbvio

Mais uma vez os problemas de Detroit vem a rodo. Sem Pavel Datsyuk e Jonathan Ericsson, hoje o time não vai contar com Nicklas Lidstrom e Kyle Quincey (pois é).

Foi chamado para os Wings o defensor Doug Janik. No ataque a novidade é a mudança na 3ª linha, agora com Johan Franzén (afogando Darren Helm).

Filppula-Zetterberg-Hudler
Cleary-Abdelkader-Bertuzzi (DEUS DO CÉU)
Miller-Helm-Franzen
Holmstrom-Emmerton-Mursak

A defesa não sei como estará, mas tem Kindl, Smith e Janik. Commodore, cadê você??

Se tem alguma prova que Ken Holland deveria ter feito alguma coisa ontem, tá aí.

O goleiro vai ser Joey MacDonald.

Go Griffins!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Resumo do dia-limite

Vancouver adicionou o bom atacante defensivo Sami Pahlsson. Nashville adicionou o bom central defensivo (de 1,96m) Paul Gaustad. San Jose adicionou os matadores de penalidade TJ Galiardi e Daniel Winnik.

Detroit adicionou Kyle Quincey.

Não me levem a mal, não estou na turma do "ah meu deus o céu vai acabar não conseguimos Gaustad e Pahlsson e Bobby Orr e Rick Nash e Barry Bonds", mas... ainda falta alguma coisa.

Os Wings foram eliminados duas vezes seguidas pelo mesmo time, jogando do mesmo jeito (posse de disco), sendo neutralizado da mesma forma (jogo físico). Podemos dizer que com um artilheiro nato ou um cara também físico poderíamos ter ganho alguma dessas séries. Mas os principais adversários da Conferência melhoraram, e os Wings não.

Quincey é bom? Sim, pelo menos acima da média. Mas a defesa de Detroit está entre as melhores da liga, e os problemas que tem partem do comando técnico, e não dos defensores. Os Red Wings melhoraram (e olha que nem tanto) o que já era o melhor aspecto do time.

Já o ataque, com números relativamente modestos [disfarçados por 1) a defesa que mais faz gols na liga e 2) linhas de baixo que tentam acordar o resto do time] continua a mesma coisa, e temos que continuar torcendo por algum sinal de consistência de Johan Franzén, Henrik Zetterberg, Valtteri Filppula, Todd Bertuzzi e Dan Cleary.

O saldo dos Red Wings no dia-limite é simples: trocamos Mike Commodore+Sebastian Piche+escolha de 1ª rodada por Kyle Quincey+escolha condicional de 7ª rodada. E além dessa troca que simplesmente não me agrada, ela não trata da maior deficiência de Detroit, o ataque.

Detroit está entre os melhores da NHL? Claro que sim. Poderia estar melhor? Obviamente. Mas se alguém tem credibilidade é Ken Holland, e temos que acreditar que ele fez o possível para reforçar a equipe, mas como muitos dizem nesta hora, Detroit não iria vender o estábulo para comprar um cavalo.

Claro que é preocupante quando seu time não adiciona nenhum talento em três anos, mas... Não sei. Vou esperar para ver.

Que?

Os Red Wings acabam de enviar Mike Commodore para Tampa Bay. Por quem? Sei lá.

Cenas nas próximas postagens (já que envio isso por e-mail e não posso editar depois).

Olha, consegui editar. Então, Commodore por uma escolha condicional de 7ª rodada (sem detalhes aidna sobre qual a condição).

Troca mais esquisita da história. Profundidade defensiva, cadê? (com Ericsson fora um mês com o pulso quebrado)

ATUALIZAÇÃO: aí está a profundidade. Mike Commodore para Tampa por uma escolha de 7ª rodada.  Brendan Smith convocado de Grand Rapids.

Bem-vindo, Smith.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Brincando na véspera

Véspera do dia-limite de trocas.

É unanimidade entre os torcedores dos Red Wings que o time carece de um atacante matador, algo que Johan Franzen às vezes é, mas só às vezes, e é por isso que nós perdemos a paciência com ele frequentemente.

Não é mais apenas especulação o status de Rick Nash: negociável. O capitão do Columbus Blue Jackets é o décimo maior goleador da NHL desde o locaute, com 221 gols, está no segundo dos oito anos de seu contrato que lhe paga US$ 7,8 milhões por temporada e tem uma cláusula que o permite vetar trocas, mas seu empresário já adiantou uma lista de times de grandes mercados para onde Nash aceitaria ser negociado.

Vamos considerar que Detroit é um desses mercados. Também vamos ignorar a rivalidade entre Blue Jackets e Red Wings (da parte deles, claro) e aceitar que a gerência de Columbus negociaria Nash com os Red Wings.

Pelo que se especula em relação a outros times, o preço de Nash, adaptando ao Detroit, seria algo como Valtteri Filppula, Brendan Smith e a escolha de primeira rodada.

Você trocaria?

E se fosse Filppula, Gustav Nyquist, Thomas McCollum e a escolha de segunda rodada, já que não temos a de primeira, você faria o negócio?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Wings-Avs

Lembra quando só de pensar em enfrentar Denver o dia já ficava melhor? Agora quem se empolga é só o coitado do Adrian Dater, que deu piti com a saída de Kyle Quincey na última semana. Seu grande argumento:

"Alguns apontaram os Wings como vencedores dessa troca, mas eu não me engano facilmente. Eles cometeram o enorme erro de recrutar Landon Ferraro ao invés de Ryan O'Reilly em 2009 (quase consigo imaginar os olheiros de Colorado comemorando essa escolha) [...] O fato é, eu escolheria Vancouver sobre Detroit numa série de playoffs".

Calma aê, então quer dizer que Denver ganhou essa troca porque Detroit escolheu o jogador errado no draft de 2009? E o jornalista (há controvérsias) que cobre os Avs acha que Vancouver ganha de Detroit numa série de sete jogos? Aliás, sobre isso:

"Vancouver mostrou hoje que são melhores que ainda são melhores que os Red Wings com uma vitória chave no gelo de Detroit. #WesternChamps"

Hmm... Detroit ganhou dos Canucks EM VANCOUVER no começo de fevereiro. Isso quer dizer que os Wings são melhores? E por que diabos um jornalista comemora o sucesso de um rival de divisão?

Isso sem contar com a implicância com Quincey ("Nunca tive problemas cobrindo Quincey, mas também nunca tive uma ligação com ele, e suspeito que não sou o único que pensa assim"), mesmo antes de Quincey dar entrevistas dizendo que os jogadores de Denver não se sentem seguros, e que ele levava um mala um pouco maior que o necessário nas últimas viagens do time.

O que Dater fez? Interpretou os comentários sobre "alguns dos jogadores" e se perguntou, "como será que O'Reilly e Matt Duchene se sentem, com seus contratos acabando"? Parabéns, Dater, seu enorme panaca, reclama de quem fala da boiada, depois sai e dá nome aos bois.

No fim das contas, Adrian Dater é um repórter triste por cobrir uma equipe sem presente e sem futuro, numa reconstrução que já dura uns bons cinco anos, e por isso vive do passado, ainda respira os ares dos anos 90, época em que, numa noite como a de hoje, a expectativa em Denver e em Michigan seria igual. Mas a verdade é que Detroit já superou aquela fase, e em Colorado provavelmente nem lembram que existe hóquei no gelo.

Pelo menos ele construiu alguma expectativa para o jogo de 22h de Brasília, em Detroit (último antes da mudança de horário, ainda bem). Primeiro jogo da nova sequência, vamos ver até onde isso vai.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tinha que acabar

O que acontece quando Pavel Datsyuk está fora, a vantagem numérica não funciona, Johan Franzén faz o pior jogo da carreira e forçam James Motherfucking Howard IV a fazer 40 defesas?

É assim que acaba a sequência de vitórias em casa, no empate na derrota por 4-3 para Vancouver, nos pênaltis.

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Joe Louis Arena, o ginásio construído às pressas e que por isso não tem uma cabine de imprensa decente, onde o gelo é rodeado pelas mesmas bordas desde 1979, rebatendo discos em ângulos esquisitos que apenas o camisa #5 conhece, onde o vestuário dos visitantes é tão bom quanto o de uma equipe de 2ª divisão do futebol carioca, onde os corredores tem as lembranças de todos os que levantaram o maior troféu dos esportes decorando os corredores, onde as arquibancadas servem para assistir hóquei, e não para desfilar.

É nesse ambiente intimidador que os Red Wings conquistaram 23 vitórias consecutivas, recorde que se mantinha desde 1929. Algumas vitórias feias, confiando mais no goleiro do que gostaríamos, mas esse recorde não veio dos times milionários dos anos 90, e sim de um time completo, profundo e, agora histórico.

No próximo jogo, contra Colorado, começamos a contagem novamente, desde o número 1.

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Datsyuk fora, quem você acha que vai segurar o time? Henrik Zetterberg, Franzén, Valtteri Filppula? Não, Darren Helm, Drew Miller e Justin Abdelkader.

Quem se importa se Helm marcou o primeiro gol de calcanhar (do taco) da história da NHL, e se Abdelkader fez o gol apenas para se redimir dos milhões de burradas que fez? Três pontos para Helm, gol da vitória (vamos chegar lá) para Abdelkader, gol do estreante Kyle Quincey. Foram esses caras que se destacaram hoje, e é por isso que Detroit perdeu.

Franzén, o Asno, teve um dos jogos mais horrorosos que já vi (não Brad Stuart, não superou o seu). Ou segurava o disco por muito tempo (e perdia) ou por pouco tempo (e passava com pressa, e errava). Atacante com medo de chutar é brincadeira, e agora esse seu hábito está passando para o resto do time (imagino que ele tenha sido contagiado por Jiri Hudler). Poucos caras me fazem mudar tanto de ideia quanto Franzén, mas isso é porque poucos caras me dão tanta raiva quanto Franzén. Ele está lá para ser grande, abrir caminho para a rede adversária e chutar, de qualquer jeito. Hoje ele faz uma dessas coisas, e nem isso faz tão bem. O melhor momento dele foi segurar o disco nas bordas por três segundos para não deixar os Canucks tirarem seu goleiro.

Agora me diga, você tem uma linha (20-43-8) simplesmente voando, e outra sonâmbula (93-40-44). Com uma vantagem de um gol, no último minuto, quem você põe no gelo? Ok, a "primeira" linha estava no gelo por cause de um icing (que custo a crer ter sido bem marcado), mas que seja, por que o Pônei estava no gelo quando o icing aconteceu? Não sei o quanto Helm e Abdelkader estavam cansados, mas nesta situação, neste jogo, Franzén não deveria estar nem perto do gelo.

Claro que não culpo a derrota em um lance. Ora, com Howard fazendo 40 defesas, nota-se que foram muitos os lances que levaram à derrota. Também no ataque, com uma estatística brilhante: no 1º período, quando o time teve três vantagens numéricas (seis minutos com um homem a mais), Detroit chutou a gol quatro vezes. Quatro. 4!

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Essa é a hora que alguém vem nos comentários (ou não já que ninguém mais lê isso aqui) e fala que estou exagerando, que os Wings fizeram algo que nunca será repetido, que sou pessimista e tal. Claro, vamos fingir que tudo está perfeito, que ficamos felizes quando vemos um adversário no banco de penalidades, que Franzén vai anotar um hat-trick por semana e Howard vai ter a vida tranquila com 20 chutes contra toda noite.

Todos sabemos que muitas das vitórias foram "feias", que os rivais pedem por um asterisco no recorde porque ganhamos muitas decisões de pênaltis (aliás, nada contra ter a sequência de vitórias encerrada, só gostaria que fosse no jogo de verdade), e que o time tem graves problemas nas equipes especiais, além de uma repulsa inexplicável ao simples ato de chutar.

A hora de reclamar é essa, em fevereiro e não em abril, após uma derrota que, no fim das contas, ainda nos deixa um ponto a frente dos Canucks na conferência.

Nas paredes dos vestiários da Joe Louis Arena, palco dos anfitriões mais dominantes da história da NHL, está uma placa onde se lê: "De quem muito recebe, muito se espera". Ninguém acredita numa campanha perfeita, mas em Detroit, sempre se espera um time perfeito.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Wings vs. Canucks

Hoje é dia de hóquei, bebê. (qual é, tava na hora de fazer uma brincadeira besta dessas)

NHL na ESPN, Detroit recebe Vancouver valendo a liderança da Conferência Oeste, com a reestreia de Kyle Quincey com a camisa vermelha. 22h30, e todos estão convidados para o live chatdurante o jogo.



Ah, e o contrato de Todd Bertuzzi é de $2,075 milhões/ano. Agora sim.

Bertuzzi e os Canucks

Falta a confirmação oficial, mas tudo leva a crer que Todd Bertuzzi assinou uma extensão de contrato, por mais duas temporadas e com salário de $2,25 milhões/ano.

Não considero esse contrato absurdo, mas com certeza é um pouco alto demais. Não é no ataque que Bertuzzi vai fazer valer a pena, mas o veterano encontrou em Detroit uma capacidade defensiva que nunca mostrou, e é um mentor para alguns dos garotos. O jogador também é recompensado por vitórias que vieram diretamente de suas mãos, por meio de spin-o-ramas e investidas a 2km/h, nas disputas de pênaltis.

Bertuzzi tem 37 anos e esse deve ser seu último contrato como jogador de hóquei, quem sabe por isso Ken Holland tenha adicionado meio milhão por ano, algo que ajude o Tuzzi a se estabelecer após a aposentadoria (e algo que ninguém comenta em Detroit, onde o caso Steve Moore sempre é deixado de lado -- Bertuzzi em algum momento vai ter que pagar alguma coisa, ainda que o advogado de Moore se recuse a fazer acordos e exija $30 milhões de Bertuzzi).

Hoje Bertuzzi enfrenta seu antigo time, que em nada lembra os Canucks de antigamente, nem nas cores nem no elenco, 22h30 de Brasília, em Detroit e na ESPN.

Os jogadores de Vancouver passaram os últimos dias falando que querem quebrar a sequência de vitórias dos Wings, mas todos sabem o verdadeiro sentido deste jogo. Vancouver está dois pontos atrás de Detroit na classificação, com um jogo a menos. Esse é o típico jogo de quatro pontos, quem sabe mais importante para Detroit que para Vancouver, afinal a campanha dos Red Wings fora de casa está abaixo dos 50% de aproveitamento, e os Red Wings querem a vantagem de jogar em casa nos playoffs.

Jogo com cara de pós-temporada, em casa, 22h30 de Brasília, com transmissão da ESPN, e live chat aqui no blog. Venham, divirtam-se e boa sorte.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Quincey...

O Humberto já disse, Kyle Quincey voltará a vestir a Roda Alada, ao custo de uma escolha de primeira rodada e do prospecto Sebastien Piche.

A lembrança que tenho de Quincey é vaga demais para dar uma opinião decente, afinal só me lembro dele chorar por não ganhar o anel de campeão em 2008 (o que me serviu para escrever uma das minhas postagens preferidas no blog). O Beto falou que uma escolha de 1ª rodada é pagar caro demais pelo defensor, mas vamos levar algumas coisas em conta:

  • No mercado inflacionado de hoje, uma escolha de 1ª rodada compra um defensor de 2ª linha (Quincey chega para a 3ª linha, mas a culpa não é dele que temos Lidstrom-Kronwall-Stuart-White --- por enquanto);
  • Não podemos tratar uma 1ª escolha de Detroit como qualquer outra 1ª escolha. A escolha de Detroit vai cair entre a 25ª e a 30ª no geral, então é quase como uma escolha de 2ª rodada;
  • Nós sabemos que Ken Holland ia trocar essa 1ª escolha na noite do recrutamento, e eu prefiro "Kyle Quincey" a "2ª e 3ª escolhas de Ottawa"; e
  • O Betão tá maluco e acha que Quincey não é uma melhora sobre Jonathan Ericsson, Jakub Kindl ou Mike Commodore.
Não, Quincey não era meu alvo ideal, mas não vou falar que esse foi o "primeiro erro de Ken Holland" (cara... Derian Hatcher, Cory Cross[!!], Ty Conklin [pqp, como esqueceu isso?]). Na verdade, sou muito mais Quincey que Pavel Kubina, e Holland já disse que vai continuar explorando opções para o ataque.

Só digo uma coisa: mereça o anel, Kyle.

Bem-vindo de volta

Kyle Quincey.

Até quando os Red Wings têm novidade, essa novidade está estampada na capa do jornal de ontem.

O defensor, que saiu dos Wings em outubro de 2008 via Desistência, porque a gerência preferiu renovar o contrato de Chris Chelios e proteger Derek Meech, retornou a Detroit em troca de uma escolha de primeira rodada. Um preço muitíssimo alto, todo mundo vai dizer.

Quincey praticamente não jogou em Detroit, exceto nos playoffs de 2007, em que entrou para cobrir algumas contusões e foi relativamente bem.

O defensor de 26 anos teve uma temporada em Los Angeles e três no Colorado, antes de ser trocado para o Tampa Bay na tarde de hoje. Sim, Tampa Bay, que o despachou dois segundos depois para o Detroit.

Quincey não é o defensor que vai deixar os Red Wings mais favoritos ao título, não é um grande upgrade sobre Jakub Kindl ou Mike Commodore, está no último ano de contrato (com $ 3,25 milhões de impacto no teto salarial) e, por tudo isso, não vale uma escolha de primeira rodada.

Estou decepcionado com Ken Holland.

Cherry batendo nos Wings

O que faz deste blog, e desta comunidade de torcedores dos Red Wings no Brasil, é a participação dos leitores. Os comentários nos posts, os tópicos no facebook, os chats em jogos ao vivo.

Fabio Monteiro, nosso amigo de Taguatinga, traduziu um texto de Gregg Krupa, publicado no The Detroit News. Vale a leitura. E muito obrigado, Fabio.


Detroit, pela terceira vez em seis semanas, Don Cherry, de olho, de novo.

Cherry gastou mais ou menos metade do segmento "Coach's Corner" do "Hockey Night in Canada" no último sábado falando sobre a aversão do Red Wings em brigar. Ele direcionou seus comentários aos que dizem que os Wings são bons o bastante para não brigar e, ainda assim, vencer as partidas.

No final de Janeiro, enquanto o Red Wings jogava contra o Maple Leafs em Toronto, Chery afirmou que o time de Detroit não ganharia a Copa Stanley se não brigasse mais. Mais recentemente, ele criticou "esses jornalistas de impressos" por fazerem afirmações contrárias ao seu raciocínio.

"Estou de saco cheio de ouvir sobre Detroit", disse Cherry no sábado, renovando seus ataques. Ele remedou, ironicamente, os que acreditam nos Wings. "Detroit não briga. Veja como são bons. Kenny Holland e Babcock preferem outro caminho".

Aos berros, Cherry disse: "Detroit não briga em nada. Eles não são durões!"

Aparentemente, Cherry acredita que o número de penalidades por brigas é o significado de agressividade. "Você sabe qual é o time número um da liga em brigas? New York Rangers", disse. "E onde eles estão na tabela?"

Os Rangers têm a terceira melhor campanha da NHL, duas posições atrás dos líderes, os Red Wings. Cherry também mencionou os Bruins, que ocupam a sexta posição, 12 pontos atrás dos Wings.

Os Rangers lideram o ranking da NHL com 46 brigas. Os Bruins aparecem em segundo, com 42.

Eu concordo com muito do que diz Cherry, geralmente.

E quanto a performance?

Se Donald S. Cherry fosse o responsável pela segurança dos jogadores, poderíamos ter menos concussões e outras contusões na NHL. Seu "código" para jogar com honra é algo que todos os jogadores deveriam aprender. E muito mais.

Mas eu discordo fortemente que briga é sinônimo de agressividade, e que todos os jogadores canadenses são mais agressivos que todos os europeus.

Depois do pronunciamento de Cherry, eu escrevi que enquanto os Wings brigaram menos nos últimos anos que antigamente, isso não afetou sua performance. Os Wings sempre eram os últimos — ou próximo disso — desde que conquistaram a primeira das últimas quatro Copas Stanley, na temporada 1996-97.

Até aquele ponto da temporada, em 30 de Janeiro, os Wings tinham sete brigas.

Eles brigaram quatro vezes nos três jogos seguintes, e depois disso outras duas vezes até agora. Com 13 brigas, estão empatados com os Canadiens na última posição de brigas da NHL, uma briga atrás do Tamba Bay Lightning e do Carolina Hurricanes, e três atrás de Predators, Islanders e Coyotes.

Agora, agressividade certamente é Justin Abdelkader não recuando diante de alguém maior e mais experiente em brigas, como ele fez no último domingo, contra o Sharks.

Além disso, agressividade também é Abdelkader dar um forte tranco que acabou resultando na briga.

Agressividade é Daniel Cleary jogar por dois meses com uma contusão no joelho, antes de finalmente se tratar e tentar voltar a jogar hoje a noite. É Henrik Zetterberg jogar contra Predators e Sharks enquanto faz tratamento para resolver uma contusão na coluna. É Jimmy Howard colocando uma tala no dedo indicador para que pudesse voltar ao jogo. Agressividade é Joey MacDonald conseguir se firmar no elenco do Red Wings, aos 32 anos, após figurar por anos na AHL, e detonar na NHL.

Brigando para vencer?

Cherry mistura seu erro aos palpites em relação aos playoffs, baseado em brigas. "Teremos New York e Boston Bruins em uma semifinal, Detroit e Vancouver na outra", disse.

"E Vancouver, você não acha eles não estão agressivos agora? Eles têm (Maxim) Lapierre, (Dale) Weise, (Aaron) Volpatti, (Byron) Bitz", relatou Cherry, sobre o Canucks que, algumas vezes, briga.

"De alguma forma, eles têm um time valente. Boston não vai incomodá-los mais. E é por isso que eu digo (que não aguento mais) quando eu ouço essas coisas sobre Detroit, seus talentos, os europeus e etc", disse Cherry.

"Com certeza eles exploram habilidades", disse o parceiro de transmissão de Cherry, Ron MacLean, sobre o Red Wings. "Na verdade, eles dizem que preferem escolher caras habilidosos e com bom controle do puck do que outras qualidades"

"O que estou dizendo" Cherry explodiu, ainda indignado, "E os outros três times? Eles estão embalados. Seus atletas podem jogar. Se você tem esses caras (que brigam), o time pode jogar. E New York, Boston e Vancouver estão no topo de brigas".

"Você tem que ser durão para jogar esse esporte. Briga faz parte do jogo. Sempre fará", finalizou Cherry.

E isso é algo que eu concordo inteiramente com Cherry. Briga faz parte do jogo, e deve fazer.

Mas os Red Wings brigam. A menor quantidade de brigas, comparativamente, não vai privá-los da conquistar o título essa temporada.

E certamente não significa que não são durões.

Datsyuk fora

Foi realizada uma artroscopia no joelho do central Pavel Datsyuk, que vai ficar afastado por pelo menos duas semanas. O jogador passou por uma ressonância ontem, e foi encontrado um fragmento de uma antiga fratura, que começou a incomodar o russo na última partida.

A cirurgia de Datsyuk coincide com a volta de Dan Cleary, que teve seu joelho drenado nas últimas semanas, e James Howard, ainda se recuperando de uma fratura no dedo indicador.

Ken Holland já disse que a lesão de Datsyuk não influencia a estratégia do time em relação ao dia-limite de trocas, afinal nenhum jogador disponível tem o mesmo impacto do atacante. Por ora Holland não irá convocar ninguém de Grand Rapids, e na partida de hoje o time jogará assim:

Franzén-Zetterberg-Bertuzzi
Hudler-Filppula-Cleary
Miller-Helm-Abdelkader
Holmstrom-Emmerton-Mursak

Lidstrom-White
Kronwall-Stuart
Ericsson-Kindl

Howard (MacDonald)

Jogo em Chicago, 23hs de Brasília.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Helm e mais uma vitória

Então os Red Wings venceram todos os seis jogos em casa, contrariando a minha previsão, de que perderiam em algum momento nesses 12 dias.

A sequência de vitórias na Joe Louis Arena já está em 23.

E hoje Darren Helm acrescentou a sua lista pessoal de melhores momentos mais um daqueles de assistir de pé. O gol da vitória dos Red Wings começou na zona neutra, quando ele disputou um disco perdido, e terminou no seu taco, num chute certeiro.

Próximo jogo em Chicago, na terça-feira, depois contra Vancouver, na quinta, e Colorado, no sábado.

Colorado, dia 25, 25 vitórias, Darren McCarty... uhn...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Futuro defensor dos Wings

Atualizado: o miserável foi para os Flyers, por uma escolha de segunda rodada, outra de quarta e um inútil da AHL. Puta que pariu, se os Wings fizeram uma oferta por ele, e a oferta não foi melhor que isso aí, o que diabos Holland ofereceu?!


A notícia do dia: os Red Wings fizeram uma oferta pelo defensor Pavel Kubina.

O tcheco de 34 anos atualmente está no Tampa Bay Lightning, onde foi campeão em 2004. Com 1,93m e 117 Kg, é um jumento que chuta com a mão direita, algo que o elenco dos Wings não têm, além de Ian White e Jan Mursak.

Kubina tem mais de 953 jogos na carreira, com 110 gols e 382 pontos, acumulando -99. Pode jogar 20 minutos por noite, mas em Detroit seria o companheiro de Jonathan Ericsson no terceiro par, além de se encaixar perfeitamente na segunda linha de vantagem numérica.

O gerente geral do Tampa Bay já solicitou ao defensor, que tem uma cláusula que o proíbe de ser negociado, que submeta uma lista de cinco times para os quais aceitaria ser trocado. Até lá, ele está barrado do time.

Kubina é o tipo de defensor que Holland sempre busca no dia-limite de trocas. Vamos nos lembrar de Chris Chelios (ok, este muito melhor que qualquer outro), Mathieu Schneider e, mais recentemente, Brad Stuart.

Não tenho dúvidas de que os Red Wings estarão nesta lista e que Ken Holland trocará uma escolha de segunda rodada, outra de terceira e um Jakub Kindl da vida pelo Kubina. Eu aceito.

Sem olhar para o teclado

Se eu pudesse escrevia isso aqui sem olhar para o teclado, mas não estou na folha salarial dos Red Wings.


Sete minutos de jogo, Pavel Datsyuk cai no gelo e passa deitado para Todd Bertuzzi, que coloca Johan Franzén na cara do gol. Detroit na frente.

Depois, faltando 6 segundos para o final e com o placar empatado, Nick Lidstrom passa de costas para Hank Zetterberg, que sem olhar passa para Datsyuk, que envergonha Weber/Suter/Rinne e faz o gol da vitória -- a 22ª seguida na Joe Louis Arena.

No início de uma difícil sequência (os próximos adversários são San Jose, Chicago e Vancouver [quinta-feira na ESPN]), os Red Wings conseguem uma vitória para ganhar ainda mais moral e confiança. Mais importante, acabar com o jogo aos 59:54 não deu nenhum ponto aos Predators, o que ajuda a aumentar a distância para os perseguidores na classificação.

22, e contando.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Seguindo a vida

Claro, hoje pode vir a 22ª vitória seguida na Joe Louis Arena, mas o recorde já foi estabelecido e podemos falar de outros assuntos, nem todos eles agradáveis.

O primeiro é tosco mas com um contraponto bom, e veste a camisa 29. Ty Conklin não dá certo, está definitivamente ultrapassado e se tudo der certo nunca mais vestirá a camisa vermelha (e provavelmente nenhuma outra na NHL). Mas tudo bem, já que Joey MacDonald se mostra um reserva mais do que competente, cara importantíssimo nas partidas que decretaram o recorde Detroitiano.

Claro que ano passado MacDonald também foi um cara bem útil até levar 7 gols dos Blues ano passado, mas vamos esquecer esse detalhe, ok?

Outro assunto ruim é Patrick Eaves, o jovem e útil atacante que foi atingido por um disco e fraturou a mandíbula no ano passado. A mandíbula de Eaves finalmente está inteira novamente, mas o impacto do disco causou uma concussão que incomoda o jogador diariamente, e sua volta nesta temporada é dúvida. Concussão é assunto sério que ultrapassa o hóquei, então torcemos pela recuperação de Patrick.

E não sei se é ruim ou não, mas Henrik Zetterberg é dúvida para o jogo desta noite (recebemos os Predators, 22h30 de Brasília). O central estava tendo seu costumeiro mês-sempre-bom de fevereiro, mas teve dores no joelho e ontem foi anunciado que não jogaria a partida de hoje. Tomas Tatar foi chamado de Grand Rapids mas pode nem jogar, já que Hank treinou hoje e pode ser que jogue.

Fora isso, nada acontece, mesmo com apenas dez dias nos separando do dia-limite de trocas. Muitos nomes são mencionados (Ryan Smyth, Teemu Selanne, Paul Gaustad, Tim Tebow), meus preferidos são sonhos impossíveis (Rick Nash, Zach Parise, Steve Yzerman dos anos 80), e todos sabemos que Ken Holland vai ligar para todos os Gerentes e empresários possíveis e imagináveis para ver quem está disponível (para depois provavelmente ficar quieto e esperar até julho para fazer alguma coisa).

Vos deixo (!!!) com uma informação risível: apesar da sequência de 21 vitórias em casa, Detroit teria que ganhar doze dos próximos catorze jogos para bater o recorde de vitórias em casa em uma temporada (36 em  1996).

Putz grila.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Novo Recorde.


Cidade do Hóquei

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Kronwalled

Esquentando para o jogo de hoje, um top 10 de trancos de Niklas Kronwall, republicado pelo Kukla's Korner.

http://www.kuklaskorner.com/index.php/hockey/comments/video-_top_10_kronwall_hits/

Se não me engano, são dois desta temporada (Daniel Briere e Ales Hemsky). O meu favorito ficou em segundo lugar.
O primeiro colocado, se fosse hoje, renderia uma suspensão de 3 meses pra ele...

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

História


Anaheim Ducks, 5-0
Colorado Avalanche, 5-2
Edmonton Oilers, 3-0
Dallas Stars, 5-2
Calgary Flames, 5-3
Nashville Predators, 4-1
Tampa Bay Lightning, 4-2
Phoenix Coyotes, 5-2
Winnipeg Jets, 7-1
Los Angeles Kings, 8-2
St. Louis Blues, 3-2
St. Louis Blues, 3-0
Phoenix Coyotes, 3-2
Chicago Blackhawks, 3-2
Buffalo Sabres, 5-0
Columbus Blue Jackets, 3-2
St. Louis Blues, 3-1
Edmonton Oilers, 4-2
Anaheim Ducks, 2-1
Philadelphia Flyers, 4-3

sábado, 11 de fevereiro de 2012

19 vitórias seguidas na Joe

Este post não poderia ter outro título: 19 vitórias seguidas na Joe Louis Arena. Não vou listar todos os times que perderam para os Red Wings em Detroit porque isso será feito depois do jogo de domingo, quando derrotarmos os Flyers, alcançando o recorde da NHL de 20 vitórias seguidas em casa.

Na vitória sobre o Anaheim, Tomas Holmstrom completou 1.000 jogos na carreira, todos com os Red Wings. Ele se tornou o sexto na história da franquia a alcançar a marca, o quadragésimo oitavo em toda a NHL a estabelecer o número com o mesmo time.

Homer foi recrutado há duzentos anos, na posição depois da última, patina pior do que qualquer um de nós aqui, mas é um lutador, um cara com esplêndida coordenação olho-taco. É o sujeito que impede que Nicklas Lidstrom seja o maior goleador da história da liga, porque está sempre tomando os seus gols ao desviar os chutes a um centímetro do nariz dos goleiros.

Ele já esteve na linha 4, já esteve na linha 1, sempre está na vantagem numérica e apanha mais que carne no espeto em dia de churrasco. Essa deveria ser a sua última temporada, pensando racionalmente, porque temos uns meninos prontos para jogar.

O jogo de ontem também definiu quem é o goleiro reserva do Detroit. Joey MacDonald está segurando a onda na ausência de Jimmy Howard, o que é um alívio pra nós, para o próprio Jimmy e para a gerência, que não vai precisar de um goleiro reserva no dia-limite de trocas.

Dizem que os Wings estão conversando com Teemu Selanne. Sinceramente, não gosto da ideia. Selanne ainda é um bom jogador, mas preferia alguém mais novo. Além do mais, o cara é ex-pato e ex-Avalixo.

E eu gosto cada vez mais de Todd Bertuzzi. Aliás, esta é a temporada em que ele conquistou de vez a torcida do Detroit. Não se ouve mais aquele papo de penalidade, burrice, blablablá, são gols decisivos e dedicação ao time.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Winter Classic é para os fracos

Quem é bom tem o Hockeytown Winter Festival (Festival de Inverno de Hockeytown).

O evento principal todos sabem: de 110 a 115 mil pessoas testemunhando o duelo entre Detroit Red Wings e Toronto Maple Leafs, dia 1ºde janeiro.

Detroit e Toronto, dois dos Seis Originais, com a história mais equilibrada possível. Desde o primeiro confronto em 1927, são 275 vitórias dos Wings contra 276 dos Leafs, e em confrontos de playoff são 13 séries para os canadenses e 12 para os norte-americanos.

O jogo acontece no Michigan Stadium, em Ann Arbor, cidade universitária a 56 kilometros de Detroit. Mas o local que você vai ouvir não é Michigan Stadium, e sim Big House. Sim, pois tudo será superlativo. A NHL pretende bater o recorde de público em um jogo de hóquei, que hoje pertence a Michigan-Michigan State, também no Michigan Stadium, com quase 105 mil espectadores.

Também é superlativa a quantidade de eventos que antecedem o jogo principal, desde o meio de dezembro. No estádio do Detroit Tigers, o Comerica Park, acontecerão o Jogo de Veteranos, o Great Lakes Invitational e uma partida da AHL.

A AHL vai apresentar o jogo entre os Grand Rapids Griffins e Toronto Marlies, franquias filiadas às da NHL. O Great Lakes Invitational é um torneio entre equipes universitárias (Michigan, Michigan State, Michigan Tech e Western Michigan), e um rinque menor estará disponível para quem quiser patinar entre as bases do CoPa. A OHL também vai sediar partidas lá (Windsor-Saginaw, Plymouth-London).

A expectativa fica por conta do Jogo de Veteranos. Kris Draper já disse que ele e Kirk Maltby vão participar. Será que a Grind line será completada por Darren McCarty ou Joey Kocur? Draper também deu a idéia de usar um goleiro por período - Mike Vernon, Chris Osgood e Dominik Hasek. Marty Howe já disse que seu pai Gordie deve fazer uma aparição no gelo, e outro que já praticamente confirmou presença é Brendan Shanahan.

Os Maple Leafs devem contar com Mats Sundin e Wendel Clarke, entre outros. Os Leafs Clarke e Tie Domi estavam entre os grandes rivais pugilísticos de Bob Probert, falecido no ano passado. Os Wings devem fazer alguma homenagem a Probert, mas o grande mistério é sobre a presença ou não de Steve Yzerman no gelo. Stevie já disse que agora não planeja participar, mas Draper vai se esforçar para convencê-lo. Será que os joelhos do Capitão aguentam alguns turnos ao lado de Howe, Ted Lindsay e Mark Delvecchio, na que seria a linha mais sensacional da história?

Esta será a primeira vez que o Clássico de Inverno terá uma equipe canadense. Provavelmente a NBC só aceitou os Leafs após ver como a audiência da final da Copa Stanley foi boa, mesmo com Vancouver na disputa. Detroit e Toronto são uma grande rivalidade histórica e estão a apenas 370 kilometros de distância, garantindo que as arquibancadas fiquem lotadas pelas duas torcidas.

Aliás, conseguir lugar na arquibancada será uma tarefa hercúlea. Os primeiros ingressos serão vendidos a donos de carnês de temporada em Detroit e Toronto, além dos donos de carnê de jogos de futebol da Universidade de Michigan. Considere os ex-alunos e patrocinadores, e com todo mundo podendo comprar quase uma dezena de ingressos, a situação pode ficar complicada, com cadeiras longe do gelo sendo vendidas inicialmente a  aproximadamente US$100.

A boa notícia para quem quiser ir (é pra você mesmo, cara) é que a Universidade de Michigan vai liberar a venda de bebidas alcoólicas no campus no dia do jogo, o que não é permitido durante o ano letivo. A universidade vai receber $3 milhões pelo aluguel do espaço, fornecendo apenas parte da equipe de segurança.

E a boa notícia para todo mundo é que Mike Babcock está convencido que Nicklas Lidstrom vai jogar a próxima temporada, nem que se aposente dia 2 de janeiro. Segundo Babcock, "o time é bom, Nick é muito bom". Tomas Holmstrom quer participar do jogo, só falta convencer seu melhor amigo.

Como nos últimos Clássicos de Inverno, a estrada para o Festival de Inverno deve servir de enredo para a série-documentário 24/7, da HBO, que segue as equipes participantes nos meses que antecedem a partida. Babcock não gosta da idéia (alguém está surpreso?), e o time não costuma divulgar muito do que acontece internamente. Mas aqueles que assistiram a série Detroit Red Wings: The Season, na ESPN em 2003, se lembrar de como é interessante acompanhar o dia-a-dia da franquia (quem se lembra de Ken Holland  trocando Sean Avery?).

De qualquer forma, preparem-se para o evento mais sensacional que o hóquei no gelo já viu. Em Hockeytown, claro.

Não, Holland...

Não aceite, Ken Holland.

Eles acham que vão levar nosso melhor jogador pagando tão pouco?!

Ryan Nugent-Hopkins, Jordan Eberle e duas escolhas de primeira rodada? Só isso por Drew Miller?

Lembre-se, Holland, que Miller é o cara que marcou gols em todos os quatro jogos contra os Oilers, sendo três deles gols que nos deram a vitória.

Ele vale mais do que dois jogadores jovens e duas boas escolhas.

Wings, 18 em 18. Que a sequência continue. E que Holland não aceite trocá-lo.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

A linha 3 é a linha 1

Então, de repente, os Red Wings se tornaram o time da linha 3. Ninguém faz mais gols que Drew Miller, ou dá mais assistências que Darren Helm, ou combina os dois como Dan Cleary.

Na atual sequência de jogos contra times canadenses, na qual o Detroit venceu duas e perdeu duas, todas fora de casa, não há rastro dos principais jogadores do time na descrição dos gols.

Pavel Datsyuk, Johan Franzen, Henrik Zetterberg, Nicklas Lidstrom e Niklas Kronwall, possivelmente os cinco melhores jogadores do time, não marcaram sequer um gol nos últimos quatro jogos. Pior ainda, Datsyuk e Lidstrom não conseguiram nem assistências.

Enquanto isso, Miller (3 gols), Helm (4 assistências) e Cleary (1 gol, 3 assistências) se destacam como os artilheiros do time na viagem pelo Canadá.

Será que só eu acho estranho abrir o boxscore e encontrar um monte de Helm e Cleary e Miller e nada de Datsyuk ou Lidstrom ou Franzen?

Dos nomes de maior destaque, salvam-se Jiri Hudler (4 gols), Valtteri Filppula (1 gol, 2 assistências) e Todd Bertuzzi (2 gols).

É muito bom contar com pontuação secundária e, neste caso, terciária (!). Na prática, é a realização da tal profundidade, primeiro mandamento do manual de como ser gerente geral de um time de hóquei no gelo.

Nos playoffs, um gol de Helm pode decidir um jogo a nosso favor, mas geralmente depois que Datsyuk e Franzen já tiverem marcado os seus.

E, até lá, Jimmy Howard já estará de volta, depois do merecido descanso proporcionado pelo dedo quebrado, que vai afastá-lo por bem mais que dois jogos. Já se fala em um mês.

Na segunda-feira, os Red Wings visitam os Coyotes em Phoenix, depois voltam para casa para uma sequência de seis jogos seguidos na Joe Louis Arena, onde estão invictos há 17 partidas. Sem Howard, provavelmente não levaremos a invencibilidade adiante.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma vitória a mais, um goleiro a menos

Ontem os Wings bateram os Canucks por 4-3 (nos pênaltis) em Vancouver, afirmando sua posição como líder da Conferência.

O problema é que James MFing Howard III quebrou um dedo e está de fora, no mínimo, pelos próimos dois jogos. James vai ser avaliado quando voltar a Detroit, e rumores dão conta que o goleiro pode perder duas semanas.

O problema maior é que o goleiro reserva é Ty Conklin. (precisa falar mais? ok, precisa) A torcida não confia em Conklin, Mike Babcock não confia em Conklin, a esposa dele não confia em Conklin. Joey MacDonald foi chamado de Grand Rapids, e não tenho certeza de quem vai ser o titular.

Pelo menos vai ser um teste, uma experiência para descobrir se os Wings tem a mesma profundidade no gol quanto em outras posições (não tem) ou se precisam ir atrás de um goleiro até dia 27 (aham).

Oremos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Wings vs. Canucks

Algum dia eu vou entender por que os Canucks (gíria [razoavelmente pejorativa, aliás] para "canadense") tem como símbolo uma baleia. Sério, é como se os Red Wings tivessem como símbolo um cotonete verde.

Também vou entender a fixação da mídia Michigander com o (Livonia Native) Ryan Kesler, já que sempre que falar do jogador (que nasceu em Livonia) eles falam que (o natural de Livonia) Kesler é de Livonia (Native Ryan Kesler). Deve estar na certidão de nascimento dele (num cartório em Livonia), sei lá.

Detroit vs Vancouver, 1h da manhã em Brasília, e ao vivo na ESPN. Estou indo dormir agora e colocando uns três ou quatro despertadores pra ver se acordo. Pra quem estiver com o estoque de Red Bull cheio e quiser ficar aqui direto até o jogo, divirtam-se:

Vamos todos dormir...

...e acordar 1h da manhã para ver os Red Wings chegando em Vancouver, num jogo que tem tudo para não deixar ninguém pregar o olho, na tela da ESPN.

Da última vez que esses times se enfrentaram, Niklas Kronwall deu uma leve trucidada em Ryan Kesler ("Livonia native", claro), Jannik Hansek fez um gol após literalmente jogar James Howard para dentro do gol, resultando numa quase briga em mais um daqueles momentos em que pensamos "por que só em Detroit o goleiro tem que se defender sozinho?", e todos os sinais apontam um jogo razoavelmente bélico nesta madrugada.

Se não bastasse isso, Detroit e Vancouver são os líderes da Conferência Oeste, com os Wings três pontos a frente com um jogo a mais disputado.Nos últimos seis confrontos entre si, cada um tem três vitórias, com dois jogos indo além do tempo normal. Em seus últimos 10 jogos, Vancouver tem 7 vitórias e Detroit tem 8.

Se isso não é o bastante para te manter acordado, eu não sei o que é. As almas regadas a Red Bull podem se reunir aqui no blog, com o tradicional live chat de seis pessoas.

Boa noite.