Os números e o futuro (parte II)
| # | Jogador | G+ |
| 55 | N. KRONWALL | 5 |
| 51 | V. FILPPULA | 4 |
| 26 | J. HUDLER | 4 |
| 40 | H. ZETTERBERG | 4 |
| 5 | N. LIDSTROM | 4 |
| 27 | K. QUINCEY | 3 |
| 13 | P. DATSYUK | 3 |
| 96 | T. HOLMSTROM | 3 |
| 23 | B. STUART | 2 |
| 52 | J. ERICSSON | 2 |
| 18 | I. WHITE | 2 |
| 20 | D. MILLER | 2 |
| 93 | J. FRANZEN | 2 |
| 48 | C. EMMERTON | 2 |
| 44 | T. BERTUZZI | 1 |
| 11 | D. CLEARY | 1 |
| 14 | G. NYQUIST | 1 |
| 8 | J. ABDELKADER | 0 |
| 43 | D. HELM | 0 |
À parte a liderança de Niklas Kronwall, no gelo em cinco dos nove gols marcados pelos Red Wings, destaca-se a presença da linha Jiri Hudler, Henrik Zetterberg e Valtteri Filppula, responsáveis por praticamente metade dos gols do time. No entanto, em situações de 5-contra-5, a linha marcou apenas um gol, sendo os outros três anotados em vantagem numérica.
Pavel Datsyuk aparece na parte de cima, mas a sua linha com Johan Franzen e Todd Bertuzzi rendeu apenas um gol. Os outros dois foram marcados em 4-contra-4 e em vantagem numérica com atacante extra.
Em resumo, em situações de 5-contra-5, quando deveriam levar vantagem, os Wings fracassaram totalmente. Os questionados Bertuzzi, Dan Cleary e Justin Abdelkader aparecem entre os últimos últimos.
Mas vejamos a distribuição de gols por minutos no gelo para saber de quem os Red Wings não podiam esperar nada de bom.
| # | Jogador | G+/TOI |
| 48 | C. EMMERTON | 12:56 |
| 96 | T. HOLMSTROM | 16:20 |
| 26 | J. HUDLER | 21:06 |
| 55 | N. KRONWALL | 22:32 |
| 51 | V. FILPPULA | 24:10 |
| 27 | K. QUINCEY | 27:28 |
| 20 | D. MILLER | 28:49 |
| 40 | H. ZETTERBERG | 28:52 |
| 5 | N. LIDSTROM | 29:39 |
| 14 | G. NYQUIST | 35:27 |
| 13 | P. DATSYUK | 35:28 |
| 93 | J. FRANZEN | 40:18 |
| 18 | I. WHITE | 46:25 |
| 23 | B. STUART | 48:25 |
| 52 | J. ERICSSON | 49:34 |
| 44 | T. BERTUZZI | 61:35 |
| 11 | D. CLEARY | 75:53 |
* em minutos:segundos
Cory Emmerton não é a aposta para o Troféu Hart, sua liderança é justificada pelo pouco tempo de gelo e pelos gols marcados pela linha 4 no jogo 2. Tomas Holmstrom se beneficiou disso também.
Preocupante é ler a lista e encontrar Datsyuk depois de dez outros nomes. O russo gastou 35 minutos, em média, para estar no gelo em gols marcados. Franzen foi ainda pior, com 40 minutos. Ou seja, nossos principais atacantes não entregaram aquilo que era esperado.
Bertuzzi e Cleary, para variar, se destoam dos demais em matéria de ruindade.
A conclusão a que vamos chegar aqui:
Apesar de esforçado, com trancos e demonstração de raça, Cleary foi uma merda defensiva e ofensivamente. Com ele no gelo, o time levou gols aos montes e não produziu nada, o que prova que ser rápido e dar trancos não significa porra nenhuma. Por outro lado, deve ser levado em consideração que o jogador estava machucado. De qualquer forma, Cleary não merece o salário de US$ 2,8 milhões que vai receber na próxima temporada. E a rescisão contratual deveria ser estudada.
Franzen fracassou, como o time em geral, mas era ele quem deveria marcar os gols. Foi pra isso que Ken Holland renovou seu contrato por 200 temporadas e quase US$ 4 milhões por ano, no maior erro de sua gestão. Uma precipitação que vai nos custar caro. Ainda assim, Franzen vai continuar em Detroit, mas eu preferia vê-lo em um papel menor, até porque seus números defensivos foram melhores que os ofensivos.
Apelidado de "novo Stuart", Kyle Quincey também frustrou a torcida, mas deve ter seu contrato renovado pelo Detroit. O cara é meio maluco e esse time precisa de alguém assim, que assuma riscos, que faça algo diferente, que saia da mesmice detroitiana. Agora que Holland já queimou uma escolha de primeira rodada por ele, que dê uma segunda segunda chance (isso mesmo) para o defensor. O certo teria sido não fazer a troca, mas agora é tarde. Por algo em torno de US$ 3 milhões, vai valer a pena. Sinto que ele ainda vai ser importante para o time.

