quinta-feira, 31 de maio de 2012

Man of the hour

Poderia ter sido ano passado. Poderia ter sido ano que vem. Poderia ter sido em 1999, se Mitch Albom não trouxesse as montanhas e as loiras de Vasteras em um caminhão de mudança. Deveria ser só em 2020, mas foi hoje.

Foi hoje que Nicklas Lidstrom anunciou que aposenta os patins, 23 anos depois de ser recrutado, depois de 20 temporadas, 7 troféus Norris, 4 Copas Stanleys e mais elogios do que alguém pode contar. Foi mais tempo do que ele imaginava ao iniciar a carreira, em 1991, e menos do que gostaria de jogar.

No fim das contas, o tempo e o cansaço vencem, o corpo enferruja e apenas pensar em mais uma temporada acaba sendo demais. O Humano Perfeito, por tanto tempo enganando relógios e calendários, não conseguiu escapar.

E como soube escapar. Em todas as temporadas disputou mais de 70 jogos, só teve uma lesão significativa na carreira (a que acaba de ser divulgada, uma fratura no tornozelo que foi disfarçada de hematoma nos últimos meses). Ganhou o primeiro Norris aos 31 anos, o último aos 40. Ganhou o Conn Smythe naquele que foi provavelmente o time mais brilhante já montado. Não ter vencido o troféu Hart durante a carreira é provavelmente a maior injustiça da história da Liga.

Lidstrom sempre disse que não seria um Chris Chelios, que deixaria o esporte antes que o esporte o deixasse. Deixa o hóquei para ir para a Suécia, hoje provavelmente seu segundo lar, para cuidar de seus quatro filhos e ajudar a esposa, a quem agradeceu carinhosamente por ser a mãe que é. Deixa para trás o número 5 a ser pendurado no Panteão que é o teto da Joe Louis Arena, deixa uma avenida com seu nome em Novi, e deixa lembranças em quem o viu jogar.

O sueco agradeceu os treinadores que o ajudaram, seus assistentes, as lendas Wingianas que sempre visitam a Joe, ex-companheiros de anos '90, '00, '10. Agradeceu médicos, Mike Illitch, Al Sobotka, o rapaz que enche as garrafas d'água, a senhora que faz o almoço, os funcionários do ginásio, jornalistas, os fãs, sua família.

Mas nós temos que agradecer. Pelas milhares de vezes que não deu um tranco, mas roubou um disco. Que não tocou no adversário, mas o forçou na direção da parede. Que enfrentou Jarome Iginla, ou Alexander Ovechkin, que terminaram o jogo sem chutar a gol. Por saber quando subir ao ataque, quando ficar na defesa, pelos passes geniais que levavam ao gol ou os passes de dois metros que acalmavam o time. Pelo gol em Dan Cloutier, pelo hat-trick aos 40 anos, por jogar após uma cirurgia que nenhum homem deveria enfrentar, por continuar o que Steve Yzerman começou e liderar a melhor franquia dos esportes americanos.

Ele, que sempre deu orgulho à torcida dos Red Wings, hoje se mostrou um orgulhoso cidadão de Detroit. Se mostrou orgulhoso do que conquistou, ainda que os troféus nunca fossem seu maior objetivo. E é por orgulho que se aposenta, por não poder mais ser quem sempre foi, por ter jogado hóquei de uma maneira tão brilhante que nem mesmo ele próprio consegue chegar perto.

É o fim de uma era, e a encerro como comecei a temporada: "Porque o homem do momento dá seu aceno final"...

Obrigado, Sr. Lidstrom. Muito obrigado.

NOHS

O fim do mundo.

Às 12:07h de Brasília o mundo acabou. Deus se aposentou.


quarta-feira, 30 de maio de 2012

Veta Dilma. Veta a aposentadoria.


A imagem ao lado virou clássica.

A tradução perfeita da dúvida. Não é da angústia, da frustração ou da tristeza.

Durante aqueles segundos que Lidstrom estava em na tela de nossos computadores e televisores, todos nós, como ele, pensamos: "aposenta ou continua?".

Bom, esta é a noite que pode anteceder o fim do mundo. Esqueça o calendário inca, o 21/12/12 (ou 12/21/12).

Esta é a noite que pode anteceder a mais que especulada -- e dignamente merecida -- aposentadoria de Norris Lidstrom. Definitivamente, um dos quatro melhores jogadores de defesa da história, ao lado de Bobby Orr, Paul Coffey e Ray Bourque.

Pelo menos esta é a noite em que todos os noticiosos dizem para você bradar aos quatro ventos seu amor secreto e esquecer a ressaca moral, pois o mundo acabaria amanhã.

Acabaria, mas não acabará.

Nada justificaria a intensíssima movimentação da diretoria do Detroit nesse mercado de free agency.

Lembram? "Konstantinov tinha o Wings; Lidstrom tem o Detroit". Agora, ou vai ou racha.

Talvez este seja o post com menor prazo de validade do blog, pois amanhã ao meio dia (Brasília), o mundo acabará - dizem todos os terroristas do universo, em matérias pagas pelo Bettman para desviar o foco da NBA.

Espero que eu esteja certo em, pelo menos duas coisas neste texto:
  1. Ele fica;
  2. Seremos campeões.
Se não...

Sem palavras

Abrir o Kukla's Korner e encontrar isso aqui?

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"Fontes" dizem que amanhã é o dia.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Ainda sobre Franzén

Subestimei nossos nobres leitores, que se apressaram a dizer que a comparação com jogadores de impacto salarial similares não é válida, já que seu contrato segue por mais 38 temporadas.

Logicamente, só poderemos mesmo avaliar Johan Franzén em 2094. Além disso, não vejo ninguém falando "Caramba, o Franzén vai perder um gol igualzinho em 2019". Ou seja, temos que levar em conta o presente, seja sua produção em relação ao impacto salarial (o lógico, já que isso é o que influencia o elenco) ou, para aqueles que aparentemente são netos de Mike Ilitch (na boa, que diferença faz que ele ganha mais?) e estão de olho na herança, com seu salário real.

O CapGeek não tem função de comparar por salários, então vi time por time e separei alguns (surpreendentemente poucos) jogadores comparáveis a Franzén, tanto por salário quanto por idade (motivos explicados no post anterior).

Similares a Johan Franzén, salário de $5,25 milhões, 29 gols e 56 pontos, temos:

-Martin Havlat (SJ), 7 gols e 27 pontos
-Ryan Malone (TB), 20 gols e 48 pontos
-Mike Ribeiro (DAL), 18 gols e 63 pontos
-Tim Conolly (TOR), 13 gols e 35 pontos
-Brian Gionta (MTL), 8 gols e 15 pontos

Franzén lidera este grupo em gols, é o segundo em pontos. Basicamente, é o melhor cara que você pode conseguir a $5 milhões na casa dos 30 e poucos anos. (e olhem para o resto da lista. como gerentes-gerais podem errar tanto assim?)

Olhem, não estou defendendo Johan Franzén. Quem lê o blog sabe o quanto sou crítico dele, como sua preguiça, falta de vontade e apatia em geral me dão raiva. Só entendam uma coisa: preguiçoso e tudo mais, Franzén liderou o time em gols na temporada regular e ganha, em relação ao que tem na liga, exatamente o que tem que ganhar.

O fato é que hoje ele é o melhor chutador que temos, e o terceiro melhor jogador ofensivo. Isso nos mostra mais sobre a inércia da gerência e da falta de profundidade do time do que sobre o camisa #93. Johan Franzén não ajudou o time, mas os quase $6 milhões sobrando no teto salarial apenas atrapalharam.

Profundidade, essa é a palavra. E o jeito de atingi-la não é trocar o 3º melhor por um novo 3º melhor. É ter a coragem de trocar o 6º, 8º e 14º melhores por um novo 3º melhor. No fim das contas, é melhor ter Franzén como o 5ª melhor atacante que como o mais novo membro do Columbus Blue Jackets.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O curioso caso de Johan Franzen

Já está na hora de começar a falar de hóquei. E qual o melhor cara pra debater do que o Red Wing mais polarizante dos últimos tempos?

Johan Franzén, 32 anos, sete temporadas, impacto no teto salarial de $3,954 milhões, 1,91m e 100kg.

Recrutado aos 23 anos para ser um central defensivo, Franzén foi para Detroit sem passar por Grand Rapids, e depois de três temporadas decentes teve uma das melhores pós-temporadas da história da franquia, quebrando recordes e mais recordes, Franzén foi alçado a condição de atacante de força de 1ª linha, com um salário condizente com a expectativa.

Franzén foi escolhido sobre Marian Hossa, como recompensa pelos ótimos números em playoffs e, convenhamos, por ter sido recrutado pelos Wings. Claro, suas estatísticas em temporada regular nunca foram sensacionais até ali (84 pontos em 221 jogos até 2007-08), mas todo mundo tinha certeza que ele tinha o potencial para algo em torno de 40 gols por ano.

Em 2008-09 ele chegou próximo, com 34 gols em 71 jogos, e no ano seguinte uma lesão no joelho o segurou com 10 gols em 27 jogos. Mais uma vez, a certeza que o homem chamado de "Mula", quando saudável, poderia se tornar um verdadeiro artilheiro.

Duas temporadas depois, sem passar de 29 gols e 56 pontos, Franzén se tornou a grande decepção do elenco, ainda que tenha liderado o time em gols nos dois anos. Pior, perdeu seu grande trunfo de abril/maio/junho, com apenas três gols em 13 jogos (e no ano anterior, descontando um jogo em que marcou 5 gols porque o adversário não se importou, 1 gol em 11 jogos).

No fim das contas, hoje Franzén superou Jonathan Ericsson e Jiri Hudler e é facilmente o jogador mais xingado em Detroit. Enquanto marcava gols e roubava séries era fácil ignorar seu jogo simplista e mais adequado a alguém de 1,75m e 70kg. Agora não mais, e até Mike Babcock já disse que "Se você quer jogar com o gelo aberto, vá jogar em outra liga".

Mas estamos sendo duros demais com Franzén? Franzén é a personificação dos Red Wings 2012 em sua preguiça e contentamento com pouco, mas será que também é a representação maior para uma torcida que,  temos que admitir, enxerga seu time melhor do que realmente é?

Vamos voltar ao começo do texto: 32 anos, impacto salarial de $3,954 milhões. O que isso nos diz, além de nos lembrar que Marian Hossa foi só $1 milhão mais caro? Que Franzén não é um Alexander Ovechkin ou um Rick Nash ou um Ilya Kovalchuk. Franzén é Franzén, e é o artilheiro dos Red Wings, e isso é uma merda.

O site CapGeek (melhor fonte para assuntos econômicos na NHL) tem uma lista de salários comparáveis aos de Franzén, de onde vamos descontar os mais jovens (que são pagos por potencial) e veteranos (que recebem por contribuições passadas. Com quem podemos comparar Johan Franzén, 32 anos, 29 gols e 57 pontos?

Brad Boyes (8 gols, 23 pontos), Patrick Sharp (33 e 69), Nik Antropov (15 e 35), Brenden Morrow (11 e 26) e RJ Umberger (20 e 40). Fora Sharp (dois anos mais novo), qual desses você gostaria de ter vestindo a camisa vermelha? Talvez só Morrow, mas por razões defensivas. $4 milhões hoje pagam um bom atacante de 2ª linha, ou um bom terceiro componente de uma 1ª linha ao lado de companheiros melhores que ele.

Nos Red Wings, quem é melhor que ele? Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg. Daqui um ano, talvez, Gustav Nyquist. Coloque Franzén numa linha com Datsyuk e Zetterberg, e seu central de 2ª linha se torna Valtteri Filppula (que mostrou este ano que não é central, ou seja, o central de 2ª linha seria... Darren Helm). Pronto, tá aí meio parágrafo pra mostrar que a profundidade na Joe Louis Arena não existe mais.

Se a pergunta é "o que podemos conseguir por Johan Franzén?", vocês não vão gostar da resposta. Porque não vale a pena trocá-lo por alguém que não marque pelo menos 60 pontos numa temporada, e hoje nenhum time faria essa troca. Odeio ver o cara que chamávamos de Mula parado na linha azul esperando o disco chegar nele, mas ele não vai a lugar nenhum (literal e figurativamente).

Que venham outros para a 1ª linha, porque na 2ª o Franzén cairia muito bem.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Os números e o futuro (parte III)

Esta é a terceira parte da análise sobre os Red Wings no confronto contra os Predators. A primeira tratou dos números defensivos e a segunda dos ofensivos.

Os times especiais são o assunto da terceira parte.

Os Red Wings tiveram um aproveitamento em vantagem numérica de 17,4%, superior ao da temporada regular (16,1%), mas ainda assim muito ruim. Foram quatro gols marcados em 23 oportunidades. O fraco desempenho em 5-contra-4 foi um dos fatores determinantes para a eliminação. Se os Wings tivessem criado mais e aproveitado as chances, a série poderia ter sido mais longa, quem sabe com um final diferente.



# Jogador PP PP/J
5 N. LIDSTROM 25:50 5:10
40 H. ZETTERBERG 22:58 4:36
13 P. DATSYUK 20:49 4:10
55 N. KRONWALL 19:52 3:58
96 T. HOLMSTROM 19:38 3:56
18 I. WHITE 14:45 2:57
93 J. FRANZEN 13:58 2:48
26 J. HUDLER 13:13 2:39
51 V. FILPPULA 13:07 2:37
27 K. QUINCEY 9:21 1:52
44 T. BERTUZZI 1:22 0:16
11 D. CLEARY 0:44 0:09
8 J. ABDELKADER 0:38 0:08
52 J. ERICSSON 0:17 0:03
23 B. STUART 0:09 0:02


* TOI em minutos:segundos


O principal quinteto dos Wings em vantagem numérica é o mesmo de sempre: Tomas Holmstrom à frente do goleiro, Pavel Datsyuk e Henrik Zetterberg no ataque, Nicklas Lidstrom e Niklas Kronwall na linha azul. A sobrecarga não funcionou, assim como não funcionou o 5-contra-4 de uma forma geral. Poucos chutes a gol, quase nenhum perigo ao adversário.

Curioso que uma das justificativas para a aquisição de Kyle Quincey era a possibilidade de utilizá-lo em vantagem numérica. Ele até esteve no gelo em dois dos quatro gols marcados assim, mas seu tempo de gelo foi muito reduzido.

Com Zetterberg, Jiri Hudler e Valtteri Filppula, os Wings marcaram três dos seus quatro gols em PP.

Todd Bertuzzi e Dan Cleary foram descartados em vantagem numérica, o que diminui ainda mais seus papéis no time. Os três últimos entraram por acaso. Gustav Nyquist, a grata surpresa dos Griffins, não jogou um segundo sequer em PP.

Se com um homem a mais o time foi muito mal, com um (ou dois) a menos a equipe se superou. Das 22 vezes em que estiveram em desvantagem numérica, os Red Wings escaparam em 20, aproveitamento de 90,9%, muito melhor que na temporada regular (81,8%).



# Jogador SH SH/J
23 B. STUART 22:31 4:30
52 J. ERICSSON 17:00 3:24
55 N. KRONWALL 16:26 3:17
20 D. MILLER 14:12 2:50
13 P. DATSYUK 13:56 2:47
11 D. CLEARY 13:20 2:40
27 K. QUINCEY 9:47 1:57
8 J. ABDELKADER 9:05 1:49
40 H. ZETTERBERG 8:57 1:47
51 V. FILPPULA 4:44 0:57
18 I. WHITE 4:34 0:55
43 D. HELM 1:10 1:10
48 C. EMMERTON 0:25 0:05
93 J. FRANZEN 0:02 0:01



Os Wings estiveram sem Darren Helm desde o jogo 1 e jamais utilizaram Lidstrom nesta situação, para diminuir os riscos de perder o capitão por alguma contusão.

O time de desvantagem numérica foi liderado por Brad Stuart, que evidentemente estava no gelo nos dois gols marcados pelos Predators em PP. Mas o maior destaque dos Wings foi Jonathan Ericsson, que aparentemente aprendeu a utilizar seu tamanho para cobrir espaços e impedir gols.

Entre os atacantes, Drew Miller, Datsyuk e Cleary foram os mais acionados, até com alguma sobrecarga, sendo que o camisa 11 também estava no gelo nos dois gols sofridos.

Por fim, o tempo de gelo por partida, em média, de cada jogador, considerando todas as situações de jogo.



# Jogador TOI TOI/J
5 N. LIDSTROM 118:35 23:43
40 H. ZETTERBERG 115:26 23:05
55 N. KRONWALL 112:41 22:32
13 P. DATSYUK 106:25 21:17
52 J. ERICSSON 99:07 19:49
23 B. STUART 96:50 19:22
51 V. FILPPULA 96:41 19:20
18 I. WHITE 92:50 18:34
26 J. HUDLER 84:24 16:53
27 K. QUINCEY 82:23 16:29
93 J. FRANZEN 80:35 16:07
11 D. CLEARY 75:53 15:11
8 J. ABDELKADER 62:3712:31
44 T. BERTUZZI 61:35 12:19
20 D. MILLER 57:38 11:32
96 T. HOLMSTROM 49:01 9:48
14 G. NYQUIST 35:27 8:52
48 C. EMMERTON 25:51 5:10
43 D. HELM 3:08 3:08



Nenhuma surpresa ao encontrar Lidstrom como o dono do maior tempo de gelo do time, sinal de que os Wings precisam dele por mais uma temporada.

A notória ascensão de Ericsson se refletiu em seu tempo de gelo, o terceiro maior entre os defensores. Em uma das partidas, ele foi o jogador que mais minutos disputou em todo o time.

Quincey, que não foi aproveitado em PP, nem em PK, se tornou basicamente um defensor de 5-contra-5, um desperdício de escolha de primeira rodada.

No ataque, é notável a dependência de Zetterberg, Datsyuk e Filppula, ainda que o finlandês tenha sido improdutivo durante toda a série.

Aquele que deveria ser o goleador do time, Johan Franzen teve apenas o quinto tempo de gelo entre os atacantes, atrás até de Hudler, que foi muito mais eficiente.

Alguém pode me explicar por que renovaram o contrato de Bertuzzi para mais duas temporadas? Mais de US$ 2 milhões para um oitavo atacante, que não joga nem em PP, nem em PK?!


Às avaliações:
Foi apenas por um confronto, mas Ericsson justificou o seu contrato inflacionado assinado na última temporada. O defensor jogou com uma confiança proporcional a sua altura, foi extremamente eficiente em desvantagem numérica e se tornou o terceiro defensor do time em tempo de gelo. Na próxima temporada, será ele, não Quincey, o substituto de Stuart. Ainda seremos fãs do Big E.

Holmstrom marcou um gol em vantagem numérica, bem ao seu estilo, mas chegou a hora de dizer adeus e ir curtir a vida na Suécia. De nada adiantou plantá-lo à frente do goleiro, porque os Wings foram incapazes de chutar os discos que ele, em outros tempos, desviaria para dentro do gol. Menos de dez minutos de gelo por partida, sendo mais de três minutos em vantagem numérica, ou seja, não fosse por sua especialidade, seria tão aproveitado quanto Cory Emmerton. Portanto, adeus, Homer. Por favor, não volte.

Os dois últimos gols dos Wings nos playoffs foram marcados por Hudler, aquele que é uma das maiores incógnitas do time. O atacante "montanha-russa", cheio de altos e baixos. Eu o manteria em Detroit, por algo próximo de US$ 3 milhões, pra jogar na segunda ou terceira linha ofensiva, mas não sem antes obrigá-lo a adaptar seu jogo, tornar-se um finalizador. Apenas seis chutes em cinco jogos? Envergonhe-se, Hudler.