quinta-feira, 26 de julho de 2012

Desculpas

Os Red Wings eram especialistas em hóquei, agora são especialistas em desculpas (ou explicações, ou justificativas. ou seja, deu merda)

Não vou me repetir, só lembrá-los que há tempos a gerência não faz uma transação de impacto, e só escutamos desculpas.

No mercado de agentes-livres e no dia-limite nos últimos anos? "Estão pedindo muito, não vamos pagar a mais. Vamos guardar o espaço no teto salarial para a próxima chance".


E não aconteceram trocas, e não vieram agentes-livres. Ah, mas nós fomos atrás de jogadores!

"Tentamos contratar Ryan Suter, mas ele preferiu jogar com Zach Parise. Foi pela amizade, não pelo dinheiro". Sim, porque se ele estivesse interessado em dinheiro, aí ele assinaria com... Bom, ele ainda iria para Minnesota, porque a oferta deles foi maior.

"Ah, não devemos nos preocupar por Parise ter ido para o Wild, ou Nash ter ido para os Rangers. Nossa prioridade é a defesa". Que bom, porque já contratamos zero defensor. Suter, Matt Carle, Sami Salo, Jason Garrison, Dennis Wideman. Ninguém para Detroit.

Aí aparece gente falando que os Wings não assinaram ninguém porque ano que vem tem que renovar os contratos de Valtteri Filppula, e Dan Cleary, e Damien Brunner, e Gustav Nyquist, e Drew Miller, Jan Mursak, Ian White, Jakub Kindl, Brendan Smith e James Howard.

Com tantos contratos vencendo, Ken Holland não iria contratar ninguém pra atrapalhar o teto salarial do ano que vem.

Um dos caras que diziam que queriam um contrato longo era Alex Semin, que acaba de assinar com o Carolina Hurricanes por uma temporada (UMA TEMPORADA!!!!!) e $7 milhões. E a mídia de Detroit já vem dizer que $7 milhões era muito caro. Não, não é. Não quando seu time está $13 milhões abaixo do teto. E os Wings não estavam interessados.

Então, vamos recapitular:

-Não contratamos um atacante, porque estamos preocupados com a defesa. Mas não assinamos nenhum defensor
-O grande defensor não nos deixou na mão por dinheiro, mas nossa oferta era menor mesmo assim
-Desde 2009, saíram Hossa, Kopecky, Samuelsson jovem, Rafalski, Draper, Osgood, Lidstrom, Stuart e Hudler, duas vezes
-Chegaram Bertuzzi, Williams, Eaves, Miller, May (quem lembrava dele?), Salei, White, e um monte de moleque que só serve pra 3ª linha
-Também tivemos trocas, "Leino por Tollefsen" (???) e "Commodore e uma escolha de 1ª rodada por Kyle Quincey"

E Holland deixou Hudler ir embora por $750 mil, e agora espera por Shane Doan, que já visitou Nova York, Philadelphia e Montreal, mas quer continuar em Phoenix. Ou seja, somos no mínimo a 5ª opção.

Não me entendam mal, os Red Wings continuam sendo grandes. Mas a gerência pensa muito pequeno.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Dois anos de Kyle Quincey

Red Wings e Quincey fecharam a renovação de contrato do defensor, por mais duas temporadas, com impacto médio no teto de $3,775 milhões. Quincey é o sexto defensor do time, que hoje está aproximadamente $13 milhões abaixo do teto salarial (projetado para $70,2 milhões, mas vai mudar, e a temporada só vai começar em março. yay!).

sábado, 14 de julho de 2012

Atenção, creuzebek

Já vai começar a baixaria. Como todo mundo sabe, o atual Acordo Coletivo de Trabalho (CBA, na sigla em inglês) entre NHL (leia-se: Liga e donos de times) e Sindicato dos Jogadores (NHLPA) acaba em setembro, então um  novo Acordo tem que ser negociado até lá.

O primeiro encontro formal entre as partes foi hoje, e a NHL já apresentou sua proposta. Aqui vão os principais pontos, com alguns comentários.

1º - Reduzir a porcentagem das rendas relacionadas ao hóquei (HRR) destinada aos jogadores para 46% (dos atuais 57%)

Para entender, é bom ler meu artigo na TheSlot.com.br explicando como é calculado o teto salarial. Se você é preguiçoso, resumo: soma-se tudo o que foi arrecadado com a NHL (venda de ingressos, camisas, bonés, contratos de TV etc), e os jogadores tem direito a uma porcentagem dessa receita.

Esse é o modo básico utilizado também na NFL e na NBA, ligas que passaram por breves locautes em suas últimas rodadas de negociações. Ambas conseguiram reduzir essa porcentagem para atletas para 50%, então todos sabiam que a NHL iria brigar por um número similar.

Ainda não temos detalhes, mas informações dão conta que a Liga também pretende modificar a base de cálculo, ou seja, redefinir o que caracteriza HRR, o que obviamente reduziria esse montante. Assim, a proposta é basicamente uma fatia menor de um bolo menor.

Para os donos: Óbvio, mais lucro. Várias franquias alegam estar perdendo dinheiro, e a despesa mais fácil de cortar são os salários de jogadores. A proposta nada mais é do que uma maneira dos donos se protegerem de si mesmos e de planejamentos mal feitos. Eles tentaram isso oito anos atrás, repetiram os erros e precisam tentar corrigir de novo.

Para os jogadores: "Fuck you", franquias. São os jogadores que fazem qualquer esporte, e é para eles que o dinheiro tem que ir. Os empregados não deveriam ter que pagar pelas burradas cometidas por seus empregadores, e atletas são ao mesmo tempo funcionários e produtos.

Tomem por exemplo o proprietário do Minnesota Wild, Craig Leipold, que em abril disse que a franquia passava por problemas financeiros, ainda que tivesse melhores patrocínios e as arquibancadas estivessem cheias. "O problema não é a entrada, mas sim os gastos. E os maiores gastos são com os salários". Quatro meses depois, o time de Leipold contratou os dois melhores agentes-livres por $196 milhões de dólares.

Isso sem considerar o novo contrato com a rede NBC, que paga à Liga $200 milhões por temporada (enquanto o antigo contrato era de graça), além de outras novas fontes de renda (aumento no número de pacotes GameCenter, por exemplo).

Os proprietários tem que escolher, ou (a) se declaram pobres e se comportam como tal ou (b) continuam gastando horrores ($5,25M/ano por Dennis Wideman, proposta de $7,5M/ano para Shane Doan) e calam a boca. Não pode ser os dois.

2º - Dez temporadas antes do jogador se tornar agente-livre irrestrito (UFA)

Forma de vincular o jogador à franquia por mais tempo. Pelo antigo acordo (o pré-locaute), a maioria dos jogadores se tornava UFA pela primeira vez aos 31 anos de idade. O acordo expirado permitiu que isso ocorresse aos 27 anos.

Isso mexe um pouco com a estrutura financeira dos times, mas afeta principalmente os atletas. Via de regra, as negociações contratuais antes do jogador virar UFA acabam resultando em contratos abaixo do valor do mercado, afinal outras equipes não irão interferir e inflacionar o salário do jogador. Assim, a primeira oportunidade como UFA é efetivamente a primeira chance de ganhar algum dinheiro, com esses contratos normalmente muito acima de um valor razoável.

Para os donos: Manter o vínculo o maior tempo possível por um salário o mais barato possível, esse é o grande propósito da proposta.

Para os jogadores: não é um problema para jogadores norte-americanos, mas pode abalar as relações com europeus, principalmente russos, cada vez mais atraídos pela KHL local. O atleta teria que se virar por 10 anos até receber um aumento real de salário, enquanto a liga russa pode oferecer dinheiro fácil e livre de impostos.

Outro efeito colateral pode ser a cópia do modelo utilizado por muitas equipes da liga de beisebol, que também utiliza o tempo de carreira como base para ditar os salários. As equipes podem ficar receosas em lançar garotos promissores muito cedo e os perderem para o mercado a longo prazo. Muitos bons jogadores chegariam à NHL apenas acima dos 20 anos, acabando com a febre de adolescentes que toma conta da liga.

3º - Primeiro contrato com duração de cinco anos, aos invés dos três anos atuais

Na verdade essa proposta foi apresentada como a 5ª, mas está ligada à anterior. Hoje todos os primeiros contratos tem duração de três temporadas, podendo ser menor caso o jogador assine com mais de 22 anos. A proposta também visa manter o atleta por mais tempo com salário reduzido.

Os atuais três anos cobrem a fase inicial de desenvolvimento do jogador, e normalmente atingem um ano de atividade em ligas juvenis e dois anos em ligas profissionais (NHL ou AHL), e o jogador já recebe um aumento em seu novo contrato. Os propostos cinco anos fariam com que um jogador que já está jogando profissionalmente há algum tempo continue recebendo como juvenil.

Para os donos: Mais uma vez, a idéia é reduzir o custo pelo maior tempo possível.

Para os jogadores: também pode afastar jogadores europeus. O atleta recebe salário de juvenil por cinco anos, depois continua com salário baixo por mais cinco? Não, obrigado.

Mas essa proposta (ou algo próximo disso) tem alguma chance de passar, afinal os representantes da NHLPA são veteranos que podem não pensar nos mais jovens.

4º - Limitação de duração dos contratos, por no máximo cinco temporadas

Essa é uma proposta boa para a liga como um todo, evitando que metade dos atletas fiquem vinculados ao mesmo time pela vida toda. Também faz com que o dia-limite de trocas e o 1º de julho voltem a ser interessantes.

A NHLPA deve fazer uma contraproposta em torno de oito anos de contrato, mas cinco temporadas me parecem mais razoáveis. E essa duração é condizente com a regra estipulada nos casos como o de Ilya Kovalchuk, já que apenas os cinco anos mais "caros" do contrato são levados em conta para cálculo do impacto no teto salarial.

Para os donos: Mais uma maneira de se proteger, mas dessa vez com um bom propósito. Ninguém quer ver uma franquia afundando porque deu um contrato de 15 anos a um goleiro feito de vidro (valeu, Islanders), e também incentiva a movimentação de jogadores.

Para os jogadores: Eles vão chiar porque "querem mais segurança" e não querem ficar mudando de time toda hora. Besteira.

Isso faz com que os atletas simplesmente não tenham tempo de se acomodar. Não tem como assinar um contrato longo e ficar recebendo como estrela enquanto marca 30 pontos por temporada. O jogador teria que renovar contrato pelo menos três vezes na carreira, e jogadores acomodados não teriam mais lugar.

 5º - Acabar com a arbitragem para agentes-livres irrestritos (RFA)

Proposta mais polêmica, depois da redução dos salários. A arbitragem é a única vantagem que o atleta tem quando agente-livre restrito (aquele jogador sem contrato que ainda tem vínculo com sua franquia).

No sistema atual, nos casos em que time e RFA não chegam a um acordo quanto ao novo contrato, time ou jogador podem levar o caso à arbitragem, e o árbitro é quem decide o valor do novo contrato. Após estipulado o valor, a franquia pode (a) acatar a decisão e assinar por aquele valor ou (b) rejeitar a decisão, tornando o atleta UFA.

O fim da arbitragem tiraria esse poder do jogador, que não teria opção. Ou assina pelo contrato oferecido pelo time, ou não joga na NHL, simples assim.

Para os donos: Hahahahahahah.

Para os jogadores: Você é um jogador promissor, e é recrutado por Columbus. Você assina contrato aos 20 anos. Aos 25 anos, depois de ganhar o troféu Calder, um Hart, um Maurice Richard e dois Conn Smythe, os Blue Jackets te oferecem um aumento de 10% até os 30 anos. Você rejeita, porque não é burro, mas não tem arbitragem para te ajudar. Então você foge pra KHL pra receber $30 milhões de rublos livres de impostos, ou desiste de jogar hóquei e vira stripper.

Sério, essa é a proposta mais absurda que existe.

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O que são essas propostas? Só isso, propostas. São pontos de partida, de onde sairá a contraproposta da NHLPA. Faltam dois meses para o fim do atual CBA (15/09), e muita coisa vai acontecer até lá. Esses cinco pontos, mais a distribuição de rendas, realinhamento e outros assuntos serão debatidos por horas a fio, e esperamos chegar a uma conclusão.

Não há como negar, a vantagem é dos proprietários. Eles são bilionários, que podem cruzar os braços, declarar "locaute" e ficar muito bem sem pagar salários, partindo para alguma outra brincadeira de gente grande. Os jogadores, alguns milionários, outros nem tanto, teriam que sair do país para ganhar a vida com o esporte, não tem tanta bala na agulha para arrastarem discussões por muito tempo, e em algum momento vão ceder.

Mas dessa vez um locaute seria diferente. Embora Gary Bettman esteja do lado dos proprietários, é seu interesse prioritário que a temporada comece pontualmente. O último locaute foi um tiro no peito da NHL, que vem lentamente se recuperando desde então. Uma nova paralisação seria um tiro na cabeça, sem chance de recuperação, uma humilhação que acabaria com a liga de uma vez.

Além disso, hoje a mídia que cobre hóquei é muito mais bem informada, e os torcedores não são ignorantes. Da última vez, donos de times conseguiram colocar a torcida contra os jogadores, "aqueles milionários mercenários que brigam por meio milhão a mais ou a menos". Não hoje, com centenas de blogs especializados, que nos últimos oito anos acompanharam os proprietários se afogando nos mesmos erros. Dessa vez ninguém vai ser pego de surpresa, e os olhares estarão voltados para os homens de terno, e não de uniforme.

Não queremos nos tornar um blog de política. Não queremos usar as palavras "locaute" ou "paralisação" ou coisa assim. Em setembro, queremos falar que o training camp começa dia X, e não que a temporada começa no Clássico de Inverno.

Começou mais uma batalha entre bilionários vs. milionários. Que termine logo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Acomodação

Volto a escrever, depois de uma semana corrida com prova da OAB e tudo mais. E nada aconteceu. Nada.

Quer dizer, algo aconteceu. Nos comentários, começaram a dizer que "não precisamos de mais um jogador, só tapar alguns buracos". Que podemos esperar até o dia-limite, fazer uma troca e reforçar o time.

Ah, meu deus, Ken Holland convenceu vocês. Não pensem que ele não pensa nisso. Já começou a dar declarações do tipo "vamos ver o que acontece nos próximos dois meses". Mano, como assim?

Esse é o verão mais importante dos últimos anos em Detroit. Nicklas Lidstrom se aposentou, Brad Stuart foi embora, e de uma hora pra outra a defesa virou um buraco. Jiri Hudler também deu adeus (de novo), e o time perdeu o segundo artilheiro também.

E Holland não fez nada. Absolutamente nada, mais uma vez. Não me entendam mal, eu estou entre os que não odiaram as transações até agora.

Jonas Gustavsson? Talentoso, sueco, com cara de Red Wing, não deu certo em outros lugares mas pode funcionar aqui. Se Jim Bedard conseguiu consertar James Howard, por que não Gustavsson?

Mikael Samuelsson? Eu prefiro pagar $3 milhões nele que $3,75 milhões em Jiri Hudler. Samuelsson não tem medo de tráfego, e não tem medo de chutar. Lembra das três ou quatro vezes por jogo que Hudler te fazia gritar "Chuta, porra" para o monitor? Pois Samuelsson chuta, e de vez em quando acerta. (e pra constar, Detroit ofereceu $3,25 para Hudler, e o puto recusou por causa de meio milhão. é a segunda vez que Hudler larga Detroit por causa de dinheiro, e dessa vez por meio milhão. vai te catar, Hudler)


E Jordin Tootoo... Ok, essa me confundiu também. Tootoo, com sua cara de Derp, o número 22, as fotos na banheira tipo Hudler, e aqueles malditos apitos de trem que usavam em Nashville ("tu tuuu". muito inteligente)... Aí vi essa foto, e alguns vídeos seus no youtube, e percebi o quanto ele é um panaca, e o quanto odeio quando temos que jogar contra ele.

Ótimo! Precisamos de um panaca. Precisamos de um retardado. Precisamos de alguém que dê trancos depois do apito, que pule no goleiro adversário, que dê socos quando o juiz não está vendo. Fomos campeões com as linhas de baixo com Aaron Downey, Dallas Drake, Doug Brown, Joe Kocur, Tomas Sandstrom, e claro, Kirk Maltby e Darren McCarty. Hoje o time tem Darren Helm, Patrick Eaves, Drew Miller, Cory Emmerton, Jan Mursak e Justin Abdelkader. Muito rostinhos jovens e bonitinhos, e precisamos de alguém com sangue quente.

Então é isso, não odiei as contratações que fizemos. Mas odiei as que não fizemos. Zach Parise e Ryan Suter não foram para Minnesota por causa de dinheiro, mas mesmo que o problema fosse dinheiro... Minnesota vai pagar $98 milhões, Holland ofereceu $90.

Parise e Suter não são os melhores da liga, mas é o que tinha disponível. E se você tem que substituir o melhor defensor da história, e seu defensor nº 3, você não tem que oferecer tudo pelo melhor defensor no mercado? Tudo mesmo? Ora, ofereça $100 milhões, mesmo que não valha tudo isso. Aí sim ele vai ter que pensar em dinheiro ou qualquer outra coisa. Os Red Wings estão $17 milhões abaixo do teto salarial, e o dono é bilionário (o cara pagou $214 milhões num jogador da mesma posição que seu melhor rebatedor nos Tigers. dinheiro não é problema).

Quem sabe Holland esteja acomodado. Com o status de "franquia original", com as Copas conquistadas recentemente, com as estrelas que (ainda) estão aqui. Porque é só isso que ele está oferecendo, tentando conquistar todo mundo pelo coração e não pela carteira. E também acomodado com o título de "melhor executivo" da NHL, ainda que não tenha feito nada desde 2008 para poder se gabar.

2008? Maravilha, perde Mathieu Schneider e logo depois assina com Brian Rafalski. Perde Kyle Calder, ganha Drake. Dia-limite, traz Stuart para fechar a defesa.

2009? Veio Marian Hossa, mas Holland não teve nada a ver com isso. A história já é conhecida: o gerente estava abastecendo o carro, quando recebeu uma ligação do empresário de Hossa, dizendo que o jogador assinaria por uma temporada. Mais tarde naquele ano, Holland preferiu manter Johan Franzén (132 pontos desde então) e não Hossa (185 pontos no período).

Em 2010, além de perder Hossa, o time perdeu Samuelsson (por causa de Hudler, que forçou um novo contrato na arbitragem e impossibilitou a equipe de segurar o sueco) e Hudler (porra), esse para a KHL. Vieram Todd Bertuzzi (!), Patrick Eaves (!!) e Jason Williams (!!!). Em 2011 vieram apenas Mike Modano e Ruslan Salei, jogadores sem impacto nenhum.

2012, Brian Rafalski se aposenta, Holland encontra um Ian White a preço de banana, e também assina com Mike Commodore. Commodore depois vira moeda de troca, indo para Tampa Bay junto com uma escolha de 1ª rodada, pelo refugo Kyle Quincey, que tem um final de temporada ruim. O time termina a temporada $5 milhões abaixo do teto salarial.

E sempre o mesmo papo, "que os jogadores pedem muito", que "o outro time também tem que querer trocar" e "gostamos do nosso time" (ainda que eliminado cedo nos playoffs três vezes seguidas), e blá-blá-blá. Com Suter e Parise em Minnesota, e Matt Carle e Sami Salo em Tampa Bay (perder jogador pra Minnesota até dá pra entender, mas Tampa Bay??), só restaram Alexander Semin e Shane Doan de decentes no mercado. Mas Holland não conversa com o empresário de Semin há uma semana, e Doan pode não sair de Phoenix.

Resumindo, há no mínimo três anos o time de Detroit só piora, e Holland não faz nada para remediar a situação. O dinheiro das pizzas se acumula no bolso de Mike Ilitch, enquanto o time cai pelas tabelas, e a torcida se convence que pode ser melhor esperar até o dia-limite por alguma troca. Estamos esperando há tempo demais, e hoje estamos abaixo do piso salarial (!!!!!!!!!!!).

Como sempre, ressalto que isso pode mudar a qualquer momento, com uma boa contratação ou uma troca de impacto. Infelizmente, ninguém mais acredita nisso.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Minnesota. Minne-fucking-sota

Detroit havia oferecido $90 milhões por treze temporadas de Ryan Suter, ninguém sabe quanto foi proposto para Zach Parise. Os dois assinaram com o Minnesota Wilds pelos mesmos treze anos e $98 milhões. Mas eles dizem que não foi por dinheiro.

Parise cresceu em Minnesota, enquanto seu pai jogava nos antigos North Stars. Ele conheceu Suter em um treinamento do time de desenvolvimento norte-americano, e tendo a mesma idade eles sempre estiveram juntos nas seleções do país. Só Detroit ou Minnesota poderia acomodar os dois jogadores, e Parise voltou para a casa.

Isso não quer dizer nada sobre os Red Wings. A escolha não foi por dinheiro ou por franquia, foi apenas pela vida que eles querem levar. O que vai dizer alguma coisa sobre os Red Wings é a próxima semana, as abordagens em cima de Matt Carle, Alexander Semin, Shane Doan, tentar ou não tentar trocas por Bobby Ryan, Rick Nash ou Keith Yandle.

Ken Holland não perdeu essa batalha, foi a cidade de Minnesota que ganhou.

Sim, a cidade, não o time. Parise e Suter serão o que Marian Gaborik e Brent Burns já foram, nomes grandes num time pequeno. "Ah, mas a garotada tem potencial e esse é o time do futuro", vocês dizem. Besteira, "time do futuro" sempre tem alguém, um Edmonton Oilers, um New York Islanders ou, quase sempre, um Florida Panthers. Escolher entre o "time do futuro" e o "time de sempre" não deveria ser difícil, mas não dá para culpar os jogadores.

(exceto Parise. tenho certeza que Suter queria se vestir de vermelho, mas Parise o convenceu. vai se ferrar, Parise)

Se fosse em Pittsburgh, Chicago ou San Jose, estaríamos ferrados. Minnesota? Divirtam-se, caras, vão comer uma pizza e reunir as famílias e se aposentar juntos. E em maio, vão jogar golfe enquanto meu time compete pelo que realmente vale.

É hoje?

A novela mexicana continua, e pode ser que talvez pode ser que quem sabe tenha uma chance de ver se Ryan Suter e Zach Parise se decidem hoje.


Ninguém sabe o que vai acontecer, até porque nessas horas aparecem "fontes" de qualquer lugar. Até onde se sabe, os possíveis destinos são Minnesota, Detroit ou Pittsburgh. Os rumores sempre deram conta que Parise iria para Pittsburgh ou Minnesota, e Suter viria para Detroit. Mas ontem à noite Parise falou que conversaria com Suter, que adoraria que jogassem no mesmo time e isso influenciaria sua decisão.

Daí podemos pensar em alguma teoria maluca: Parise queria ir para um time, mas aceitaria ir para outro. Suter também tem uma preferência, mas também pode mudar de ideia. No fim das contas, se eles odiarem alguma das opções, vão jogar juntos na outra. Quem são esses times ninguém sabe, e cada um presume de acordo com seu otimismo ou pessimismo.

Veremos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

O dia que o blog vira blog

O blog Red Wings Brasil é um blog, mas não é. Tentamos ser objetivos e tudo mais. Mas tem hora que é difícil, e o blog vira um lugar pra falar qualquer besteira que pode não dar em nada. Ou seja, um blog.

Um avião de Mike Ilitch foi para Madison, Wisconsin hoje de manhã. Só quem viu isso foi o povo maluco que segue os aviões do grupo dono dos Red Wings por sites de tráfico aéreo. Lembrem-se que Ilitch e Chris Chelios planejavam se encontrar com Ryan Suter em sua fazenda em Madison. O  avião volta no fim da tarde;

Isso pode não dizer nada, mas com o futuro imediato da franquia sendo decidido nesta semana... Stress, muito stress.

Atualização: A proposta inicial foi de $80 milhões por 13 temporadas. Agora é de $90 milhões.

Os Red Wings haviam feito proposta por Sami Salo, que foi para Tampa Bay dia 1º.

Atualização 2: O empresário de Suter disse que hoje não sai a decisão.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Trocas

Elas não aconteceram, mas podem ter certeza que virão.

O goleiro Joey MacDonald pediu para ser trocado, para algum time que possa mantê-lo no elenco da NHL. MacDonald está atrás de Jim Howard e Jonas Gustavsson na lista de goleiros, e provavelmente seria mandado para Grand Rapids. De lá, dificilmente sairia, pois teria que passar pela Desistência, e mesmo que fosse "pego" ainda teria metade do salário paga por Detroit.

Além disso, não tem como manter o time como está. Mesmo sem fechar com Justin Abdelkader, o elenco já conta com 15 atacantes, e todo mundo espera a decisão sobre a "nova grande estrela" ou coisa parecida.

A "NGE" era para ser Zach Parise (pelo menos é o que todo torcedor de Detroit - e Minnesota, Pittsburgh e Tóquio) espera, ou o plano B com Alexander Semin. Mas com um primeiro dia de mercado aberto pouco movimentado, com todos esperando os grandes nomes se acertarem para abrir a porteira, os Red Wings foram atrás de peças complementares e se estocaram de atacantes.

A resposta é simples: se sobram uns atacantes e falta O Atacante, façamos uma troca. Os nomes que estão circulando são Bobby Ryan (ANA) e Rick Nash (CBS), inclusive com jornalistas de Columbus dizendo que a diretoria dos Jackets pode engolir o orgulho e trocar sua grande estrela para seu suposto maior rival pelo preço certo.

Mas antes de xingar Ken Holland (que substituiu Jiri Hudler por Mikael Samuelsson, mais versátil e mais barato; trouxe Jordin Tootoo para ser a peste que falta nas linhas de baixo; e chamou mais um "projeto" em forma de Gustavsson), lembrem-se que os Red Wings ainda não saíram de mãos vazias. Parise e Ryan Suter ainda estão livres (o atacante parece estar mais longe, mas muitos dizem que Detroit é o favorito para receber o defensor), e muita coisa vai rolar nesse mercado.

domingo, 1 de julho de 2012

Dia 1

Alívio, é a palavra que define o primeiro dia do mercado de agentes-livres até o momento. (era, até Holland fuder tudo logo depois).

Felizmente os Red Wings não contrataram as aberrações Dustin Penner (LAK) e Alexei Ponikarovsky (WIN), o defensor de vidro Sami Salo (TBL), o não-defensor Filip Kuba (FLA), o filho da puta Bryan Allen (ANA) e os atacantes 'velho-gagá' Ryan Smyth (EDM) e Ray Whitney (DAL).

Ou seja, Ken Holland diminuiu em sete os motivos pelos quais eu o xingaria por toda a temporada 2012-13.

A única contratação dos Red Wings foi o goleiro Jonas Gustavsson. O sueco de 27 anos estava no Toronto Maple Leafs, onde disputou três temporadas, com 39 vitórias em 107 jogos, 90,0% de defesas e 2,98 gols sofridos por partida.

O contrato de Gustavsson é de dois anos, por US$ 1,5 milhão/ano. É muito para o que o "Monstro" produzia em Toronto, mas não serão esses US$ 500 mil a mais que farão alguma diferença no orçamento dos Wings, que estão bastante abaixo do teto salarial.

Na primeira entrevista como jogador do Detroit, Gustavsson já falou aquele monte de coisas que a gente gosta de ouvir, como não pensar duas vezes em assinar com os Wings ao receber a oferta e estar no lugar certo para continuar aprendendo.

É um reserva melhor que Ty Conklin e Joey MacDonald, por um preço razoável. Estamos de acordo.



ATUALIZAÇÃO 1:

Retiro tudo o que disse. Os Wings acabaram de anunciar Mikael Samuelsson. Que MERDA.

Dois anos, US$ 3 milhões/ano e cláusula vetando trocas. Este é o contrato que nós vamos passar as duas próximas temporadas xingando.

Samuelsson, 35 anos, estava no Florida Panthers. Entre 2005-06 e 2008-09, disputou quatro temporadas pelo Detroit. Não era muito querido pela torcida, que adorou quando o atacante não teve seu contrato renovado.

É um atacante para 15 gols e 40 pontos na temporada.


ATUALIZAÇÃO 2:

Vou deletar o post. Os Wings assinaram com Jordin Tootoo! Porra nenhuma de 'alívio'... que noite de merda, contratando um monte de porcaria.

Tootoo é o primeiro não-sueco a assinar com o Detroit hoje. Aos 29 anos, o ex-Nashville não sabe chutar, não sabe passar, não sabe patinar... enfim, é um analfabeto completo.

Três anos de contrato a US$ 1,9 milhão/ano. E agora, qual vamos xingar mais?

Cancelando minha assinatura do NHL GameCenter em 5... 4... 3...

1º de julho

Chegou o grande dia. Ou não. Feriado do "Dia do Canadá", onde a maioria dos canadenses nem sabe onde acontecem os desfiles, porque todo mundo fica na frente da TV assistindo três gordinhos de terno falando sobre hóquei por dezessete horas seguidas. E não tem nada mais canadense do que isso.

Aqui não temos tanta sorte, por isso não vou conseguir acompanhar tudo o que acontece, mas quando conseguir vamos atualizar qualquer coisa interessante que possa acontecer, lembrando que a janela de negociações abre às 13hs de Brasília. Aliás...

5:00 - O MLive.com diz que Mike Ilitch e Chris Chelios vão se encontrar com Ryan Suter em sua fazenda em Madison, Wisconsin.

O empresário de Suter havia dito que não vê necessidade em reuniões pessoais, mas os Red Wings estão realmente dispostos a tudo (como enviar o dono do time, que por acaso é o 205º homem mais rico do mundo, para a casa do defensor, junto com um outro defensor que saiu de um time rival para ter sucesso em Detroit, que aliás jogou com o tio de Suter em Chicago).

5:00 - A mesma notícia traz que Ken Holland estaria indo para Toronto, para se encontrar com Zach Parise e seus empresários.

Ou seja, os Red Wings realmente querem esses dois. Ainda assim, em Detroit estarão Jim Nill e Ryan Martin, que seriam gerentes-gerais em qualquer lugar, para negociar com os planos B, C, D e F.

10:00 - Bob McKenzie, do TSN, diz que Parise pode não se tornar agente-livre. O gerente-geral de New Jersey também está em Toronto, onde fez uma última oferta pelo seu capitão, e espera uma resposta ainda antes da abertura do mercado.

11:00 - Notícias dizem que Parise busca receber entre $10-$12 milhões nos dois primeiros anos de contrato, incluindo alguns bônus. Isso também significa alguns anos bem baratos no fim do contrato para abater um pouco do valor no teto salarial.

Lembra do dono bilionário? Pra isso que serve.

11:00 - Shane Doan vai entrar no mercado, mas não vai assinar com ninguém até dia 9 de julho, para que Phoenix possa se organizar financeiramente.

11:30 - Craig Custance diz que Jonas Gustavsson interessa Detroit, para ser reserva de James Howard.

11:30 - Parise vai mesmo para o mercado, rejeitou a última proposta dos Devils.

12:30 - Ryan Smyth renovou com os Oilers, para a nossa alegria. Nada de velho gagá em Detroit.

13:37 - Tem um sujeito dizendo que o goleiro Jonas Gustavsson, o "Monstro", assinou com os Red Wings.

13:38 - Confirmado: Jonas Gustavsson será dos Red Wings por dois anos. Contrato de US$ 1,5 milhão/ano.