Contagem regressiva para a Copa.

 Contagem regressiva para a Copa.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O elenco

Nos preparando para o início da temporada, sábado às 23hs em St. Louis, vamos agora falar sobre os jogadores que vestem a camisa vermelha.

O time está praticamente com lotação esgotada. São três goleiros, sete defensores e quinze atacantes, o que supera o limite de 23 homens que um time pode ter.

Os goleiros

#35 Jim Howard
#50 Jonas Gustavsson
#31 Joey MacDonald (contundido)

Os goleiros ficaram em casa treinando durante o locaute, nenhum jogou profissionalmente. Howard foi em 2012 um dos melhores goleiros da NHL (5º em vitórias e shutouts, 6º em média de gols sofridos e 10% em porcentagem de defesas), e vai tentar manter o mesmo ritmo, dessa vez em seu último ano de contrato.

Gustavsson veio para ser um reserva útil para Howard. Teve uma temporada decente ano passado, com 17 vitórias em 42 jogos por Toronto, com mais de 90% de porcentagem de defesas. MacDonald está no elenco apenas para aproveitar o departamento médico, afastado desde o ano passado por problemas nas costas. Não faz sentido carregar três goleiros, e provavelmente ele continua na lista de contundidos até estar recuperado o bastante para ser mandado para a AHL.

Na AHL, Petr Mrazek tomou as rédeas após o começo turbulento de Thomas McCollum, e levou os Griffins ao topo da tabela. Mrazek foi selecionado para o Jogo das Estrelas da AHL.

A defesa

#28 Carlo Colaiacovo
#52 Jonathan Ericsson
#4 Jakub Kindl
#55 Niklas Kronwall
#27 Kyle Quincey
#2 Brendan Smith
#18 Ian White

Pela primeira vez em duas décadas sem Nicklas Lidstrom, a defesa espera que o esforço coletivo dos jogadores compense o fato de não ter chegado nenhum grande nome.

Kronwall, que ainda está aprendendo, é o mais confiável do grupo. Bom tanto defensiva quanto ofensivamente, é o único defensor com mais de 30 anos no elenco. O outro sueco do grupo é Ericsson, que silenciosamente conquistou a confiança da comissão técnica (mas não da torcida) na última temporada, com um bom jogo defensivo e efetivas participações ao matar penalidades.

White, Quincey e Colaiacovo são competentes, mas inconstantes. White começou o ano passado muito bem, mas caiu vertiginosamente de nível no fim da temporada. Quincey chegou e não chamou muita atenção, o que na verdade é muito bom. Colaiacovo já começa a temporada um pouco baleado, e sua saúde é a grande incógnita.

Smith e Kindl são os garotos, de quem se esperam coisas bem diferentes. Smith deve ter um papel essencial na reestruturação da equipe, podendo ser o próximo grande defensor de Detroit. Kindl, já a algum tempo com os Red Wings, precisa mostrar serviço, seja para subir degraus dentro do time ou para ser usado como moeda de troca.

Numa temporada curta, a quantidade excessiva de jogos em pouco tempo pode resultar em lesões, e preocupa que, no grupo defensivo, apenas Kronwall tenha jogado as 82 partidas na última temporada, e só Quincey e White disputaram mais de 70 jogos. Em Grand Rapids, Brian Lashoff é o nome que pode aparecer em caso de urgência. Lashoff é um defensor parecido com Brad Stuart, mais focado na defesa e com um jogo bem seguro.

(os Red Wings consideram se beneficiar da Emenda feita ao Acordo Coletivo [sim, levaram três dias para mudar alguma coisa], sob a qual qualquer equipe pode dispensar um jogador com salário médio maior que $3 milhões. O New York Rangers pretendem se desfazer de Wade Redden, que está enterrado na AHL nos dois últimos anos)

O ataque

#8 Justin Abdelkader
#44 Todd Bertuzzi
#24 Damien Brunner
#11 Dan(ny) Cleary
#13 Pavel Datsyuk #25 Cory Emmerton
#51 Valtteri Filppula
#93 Johan Franzén
#43 Darren Helm
#20 Drew Miller
#39 Jan Mursak
#37 Mikael Samuelsson
#22 Jordin Tootoo
#40 Henrik Zetterberg
 #17 Patrick Eaves (contundido)

Datsyuk, Zetterberg, Franzén, Filppula e Helm. Esses são os confiáveis, aqueles com que se pode contar. Datsyuk foi para a Rússia e teve 36 pontos em 31 jogos. Filppula foi para a Finlândia, onde jogou com seu irmão e anotou 15 pontos em 16 jogos antes de se machucar. Helm e Franzén ficaram nos Estados Unidos treinando, onde Helm se machucou fazendo musculação.

Zetterberg foi jogar na Suíça, com o novo contratado Brunner no EV Zug. Os dois se entenderam rapidamente, e Brunner foi o 2º melhor jogador de NHL na Europa durante o locaute, com 57 pontos (25 gols, 32 assistências) em 33 jogos, enquanto Zetterberg anotou 32 pontos em 23 jogos.

Cleary e Bertuzzi são jogadores que tem que mostrar serviço para segurar seus lugares no elenco. Com a chegada de Brunner e Samuelsson, a possível volta de Eaves, que foi liberado para treinar com contato, e o crescimento de Gustav Nyquist, Tomas Tatar e Riley Sheahan em Grand Rapids, os veteranos podem estar mesmo a ponto de perder seus espaços.

As linhas de baixo são as que tem a maior confusão sobre quem joga ou não. Miller (15 gols e 30 pontos em 23 jogos) e Mursak (19 gols e 47 pontos em 30 jogos) arrebentaram em suas respectivas ligas durante a paralisação, e chegam a Detroit mais confiantes. Tootoo chegou para ser o agitador do time e ameaça a vaga de Abdelkader, que precisa ser mais efetivo. Emmerton parece correr por fora, mas ainda se aproveita do fato de não poder ser enviado para a AHL sem passar pela desistência.

(para confundir mais ainda, os Red Wings contaram com o veterano Mike Knuble, 40 anos, durante os treinos dessa semana. sua última temporada foi fraquíssima, mas antes disso havia anotado mais de 21 gols em todos os campeonatos desde 2003. hoje, sem contar os contundidos Eaves [que está melhorando] e MacDonald [que vai ser colocado na desistência assim que sair da lista de contundidos], o elenco está no limite de 23 jogadores)

As linhas

Como já dissemos, a ideia inicial de Babcock, que vai mudar tudo depois de 5 minutos, é que o time jogue com:

Datsyuk-Zetterberg-Brunner
Franzén-Filppula-Samuelsson
Bertuzzi-Helm-Cleary
Miller-Abdelkader-Tootoo

Muito se falou sobre as ausências de Nyquist e Tatar no elenco principal. A verdade é que os Wings continuam preferindo manter seus prospectos jogando 20 minutos por noite na AHL a segurá-los em Detroit para ficar no banco ou na 4ª linha. Nyquist e Tatar são jogadores principalmente ofensivos e Babcock não vai trazer algum deles para assumir um papel defensivo nas linhas de baixo. Assim, a disputa deles era com Brunner por alguma vaga nas linhas de cima, mas o desempenho de Brunner com Samuelsson falou mais alto.

Dificilmente Nyquist e Tatar verão algum tempo de gelo sem uma ou duas contusões sérias ou trocas no time de Detroit. Mursak e Emmerton estão no elenco da NHL para suprir qualquer necessidade, seja por lesão de alguém nas linhas de baixo ou se Bertuzzi ou Cleary subirem de linha quando alguém de lá se machucar.

Lesões serão uma parte interessante dessa temporada. Não estranhem se Babcock poupar algum jogador de vez em quando, e com lesões idiotas que podem acontecer. Helm machucou as costas na sala musculação, Samuelsson lesionou a virilha num treinamento simples. Lesões musculares podem ser algo comum, com o tempo de preparação tendo sido tão curto.

Kronwall-Ericsson
Quincey-Smith
White-Colaiacovo

Agora é que vocês jogam tomates em Babcock e Ken Holland. Ericsson na 1ª linha? É, Ericsson na 1ª linha, e isso não é tão chocante. Tentem não ser malucos e achar que ele está lá para suprir a falta de Lidstrom. Ericsson sobe para substituir Brad Stuart, que vocês devem lembrar que estava no gelo em 120% dos gols sofridos por Detroit nos últimos playoffs. De uma hora para a outra, Ericsson se tornou o defensor mais defensivo dos Red Wings, e se continuar o que começou no fim da temporada passada pode ter um bom papel.

O resto da defesa mostra uma deficiência que pode custar caro, a falta de força e jogo físico (e não seria uma eventual contratação de Wade Redden que resolveria esse problema). Com o excesso de atacantes e a falta de defensores, e uma folga de $8 milhões na folha salarial, dessa vez finalmente a gerência pode fazer algo no dia-limite de trocas. Mas por enquanto, senhoras e senhores, este é o seu Detroit Red Wings.

3 comentários:

Philippe disse...

o que me deixa extremamente preocupado é os jogos contra times que apelam no jogo fisico (sharks). Fora isso acho que o babcock ja começa cultivar a ideia de que podemos levar 10 gols por jogo mais temos que fazer 12 .

Gustavo disse...

Volta Lilja.

Humberto Fernandes disse...

Lilja não!!! :D

Acho que vão pegar o Redden no mercado.

E o Ericsson foi um dos destaques nos playoffs. Se mantiver o ritmo, estaremos bem servidos na defesa.