segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Se é pra perder, perca desse jeito

Não é vergonha nenhuma perder para o Chicago Blackhawks nessa temporada, todos os adversários perderam por enquanto. O importante, numa temporada curta, é anotar o maior número de pontos possível, e pelo menos isso os Red Wings conseguiram, perdendo na prorrogação na noite deste domingo.

As coisas parecem começar a melhorar, mas não muito. Tirando o desastre que foi o primeiro jogo do ano, a defesa cedeu apenas nove gols nos quatro últimos jogos. O problema é o ataque, que só marcou onze gols nessas partidas.

Além do ataque, o que dizer dos times especiais, que só marcaram 2 gols em 26 oportunidades com um homem a mais (7,69%, 28º na liga), e sofreram 8 gols em 25 chances com um homem a menos (68%, 29º na liga)? Scotty Bowman costumava dizer que as posições dos times especiais não deveriam somar mais que 10. Hoje somamos 57. Seria mais fácil fazer gols em power-play se o time chutasse a gol, mas parece que todo mundo desenvolveu alguma alergia a isso.

O único jogador que mostrou serviço em todos os jogos foi Jim Howard, mas ainda assim tem menos de 90% de defesas e mais de 3 gols sofridos em média. Na defesa, o defensor mais consistente vem sendo Brian Lashoff, e isso dá náuseas na torcida.

Se podemos apontar alguma grande diferença do time para os últimos anos (além das óbvias ausências de Nicklas Lidstrom e Tomas Holmstrom, ainda que o power-play esteja horrível desde 2010), é a quantidade de chutes. Vejamos:

2007-08: 34.4 chutes a favor/jogo, 23.5 chutes contra/jogo (+10.9)
2008-09: 36.2 cf/j, 27.7 cc/j (+8.5)
2009-10: 33.4 cf/j, 29.4 cc/j (+4)
2010-11: 33.6 cf/j, 30.7 cc/j (+2.9)
2011-12: 32.2 cf/j, 27 cc/j (+5.2)
2012-13: 30.6 cf/j, 30.8 cc/j (-0.2)

Ou seja, não só faz tempo que a equipe não chuta tão pouco a gol, mas também está negativo pela primeira vez desde que a NHL começou a disponibilizar a estatística, em 1997-98 (o "pior" ano foi 2003, quando o saldo ficou positivo em +1).

O ataque parou de chutar e a defesa parou de marcar. Babcock, ao trabalho.

sábado, 26 de janeiro de 2013

O retorno dos reis

Enfim, temos um time de hóquei.

Não foram 60 minutos de esforço ininterrupto, exceto da parte de Jimmy Howard, em mais uma noite tremenda. O time sofreu no primeiro período e em alguns minutos do segundo, curiosamente após abrir 2-0 no placar.

Dois gols em 42 segundos, 2-0 quando o relógio mostrava 0:55 do segundo período. Um gol em vantagem numérica de Damien Brunner, que cada vez mais enche os nossos olhos, e o primeiro gol de joelho de Todd Bertuzzi, logo em sua estreia.

Os Wings sofreram um apagão e permitiram o empate, graças à indisciplina e aos minutos em desvantagem numérica que se sucediam. Sofreram um gol com dois jogadores a menos no gelo e outro segundos após expirar mais uma penalidade.

A liderança foi retomada diante da genialidade de Pavel Datsyuk, em um daqueles passes de backhand que você consegue desenhar na cabeça mesmo sem ter visto nada. Henrik Zetterberg marcou seu primeiro gol como capitão do time.

Mais tarde, Datsyuk marcaria em vantagem numérica e, no terceiro período, daria outro passe perfeito para Bertuzzi matar o jogo.

As novas combinações ofensivas de Mike Babcock produziram o resultado desejado. Bertuzzi, com Datsyuk e Filppula, somaram três gols e cinco assistências. Zetterberg ao lado de Franzen e Brunner produziram dois gols e duas assistências.

A torcida cantou "Todd Bertuzzi" por várias vezes no terceiro período, mas apesar de todas as tentativas, os companheiros não conseguiram ajudá-lo a marcar o que seria o primeiro hat trick de sua carreira em Detroit.

Momento Guilherme Calciolari, mas sem fanatismo: Darren Helm faz uma baita diferença. O time de matar penalidades é muito melhor quando ele está no gelo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Derrota e lesão. Mais uma

Ontem os Red Wings jogaram por meio período e assistiram por dois períodos, perdendo para o Dallas Stars por 2-1.

O placar foi mais próximo do que deveria ser, com o único gol vermelhor saindo aos 19:56 do 3º período, e James Howard fazendo defesas e mais defesas e mais defesas e mais defesas. E mais defesas.

O grupo defensivo segue muito desentrosado, algo que tende a acontecer quando metade dos jogadores é recém-chegada não tem uma pré-temporada decente para se preparar. Mesmo assim, ainda é assustador saber que Kyle Quincey esteve no gelo em 6 dos 11 gols sofridos pelos Wings até agora, e que o atacante Drew Miller estava no gelo em 7 gols cedidos.

No ataque, o único destaque é Damien "Doug Funnie" Brunner, que anotou seu primeiro gol pra valer na NHL. Ele e Henrik Zetterberg são quase os únicos atacantes que se encontram no gelo. Seu companheiro de linha Pavel Datsyuk, perdeu discos a torto e a direito, matando penalidades a serviço de Dallas. Por falar em power-plays desperdiçados, os Red Wings já tiveram 15 chances no ano e não aproveiratam nenhuma. Ai.

Mas como esse ano é divertido, vamos falar de lesão. Ian WHite sofreu um corte acima do joelho e ficará afastado de duas a três semanas. A lista de contundidos hoje tem:

Jonas Gustavsson (virilha), Carlo Colaiacovo (ombro), Jakub Kindl (virilha), Jonathan Ericsson (ombro), White (joelho), Mikael Samuelsson (virilha), Darren Helm (costas) e Jan Mursak (ombro).

Pelo menos o novo exame realizado em Todd Bertuzzi não apontou nada de errado, afastando a hipótese do atacante ter mononucleose. O atleta já está liberado para jogar.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Um gol simbólico

Aos 14:06 do segundo período, o defensor Ian White marcou o primeiro gol dos Red Wings na temporada 2013.

O gol de Brian Lashoff, que abriu o placar? Nada contra o veterano defensor do Grand Rapids Griffins, que fez boa partida e surpreendeu a todos, mas ele é jogador dos Griffins, não um Red Wing.

Então o primeiro gol de um jogador do Detroit saiu depois de mais de uma hora e meia de hóquei, daí o título do post.

Os Wings desperdiçaram uma vantagem de 2-0 no placar, sofreram dois gols em desvantagem numérica, (já são cinco em dois jogos) e tiveram que arrancar uma vitória na disputa de pênaltis, graças a um drible espetacular de Damien Brunner.

Jimmy Howard, aquele que não defende breakaway, também seria um ótimo título para este post.

Para a primeira partida dos Red Wings na Joe Louis Arena em muito tempo, o time contará com Gustav Nyquist, convocado para o lugar do contundido Mikael Samuelsson, e Kent Huskins, veterano defensor contratado para substituir Carlo Colaiacovo, defensor de vidro que sempre está machucado, mas que por algum motivo foi contratado.

Huskins tem 33 anos, disputou as últimas seis temporadas por Anaheim Ducks, San Jose Sharks e St. Louis Blues e soma 299 jogos na carreira. Como diria o Tiririca, pior do que está, não fica.

domingo, 20 de janeiro de 2013

Uma derrota simbólica

Perder para o St. Louis Blues, em St. Louis, no primeiro jogo da temporada, não é um sinal do apocalipse que se aproxima. Afinal de contas, os Blues, pasme!, estão entre os favoritos a conquistar a Copa Stanley, segundo a imprensa especializada.

Perder por 6-0, chutar apenas 14 vezes ao gol, sofrer quatro gols em desvantagem numérica e até mesmo um em vantagem numérica também não é um sinal do apocalipse. Afinal de contas, os Red Wings, chore!, não têm mais Nicklas Lidstrom e sem ele a vida será dura.

A temporada também. Pobre Jimmy Howard. A sofrível defesa permitiu até contra-ataque em desvantagem numérica. Os Wings tinham quatro patinadores, os Blues cinco, e inexplicavelmente um atacante adversário teve tranquilidade para finalizar sozinho contra Howard.

Isso sem falar nos "chutões" da defesa dos Blues que chegavam aos seus atacantes sem que qualquer dos nossos defensores conseguisse interceptá-los. E tome mais gols.

Muito prazer, Vladimir Tarasenko. Quem sabe o seu gol, que deixou Kyle Quincey feito Klye Qnicuey, mude a nossa perspectiva do que seria a temporada 2013. Porque com essa defesa e essa segunda linha de ataque, fudeu.

O próximo jogo será na segunda-feira, contra o Columbus Blue Jackets, em Columbus.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Bertuzzi afastado

Ah, Red Wings como eu senti falta de falar de problemas de saúde. Não apenas relacionados ao hóquei, mas também uma cirurgia nos países baixos de Lidstrom, a apendicite de Ericsson e, agora a mononucleose de Todd Bertuzzi.

Em vez de tirar sarro de Bertuzzi por estar com a chamada "doença do beijo", vou falar que a mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr, que todo mundo já ouviu falar em House. Mas pra ser mais direto, Bertuzzi vai passar por exames, mas vai ficar afastado - literalmente, já que a doença é contagiosa (apesar de duvidar que algum Wings queira beijar esse cara) - entre 10 dias e um mês.

Com isso, o time ganha uma folga para decidir como diminuir o elenco, já que algum atacante vai ter que sair quando todos estiverem saudáveis.

Falando em saudável, Patrick Eaves está recuperado da concussão, mas ainda não joga esta noite. Jan Mursak vai para o jogo, e o time deve ser:

Zetterberg-Datsyuk-Brunner
Franzén-Filppula-Samuelsssssssssson
Miller-Yabadelkader-Cleary
Mursak-Emmerton-Tootootootootootootoo

A defesa segue como havíamos anunciado.

Hoje começa. Já devia ter começado faz tempo.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

O elenco, parte II

Seria mais fácil ter esperado até hoje para publicar o texto de ontem. O limite para fechar o elenco para o início da temporada 2013 foi hoje às 18hs de Brasília, e o time vai com:

Abdelkader, Bertuzzi, Brunner, Cleary, Datsyuk, Eaves, Emmerton, Filppula, Franzén, Miller, Mursak, Samuelsson, Tootoo, Zetterberg.

Colaiacovo, Ericsson, Kindl, Kronwall, Quincey, Smith, White.

Howard, Gustavsson.

Joey MacDonald e Darren Helm começam a temporada na lista de contundidos. O goleiro deve ser mandado para Grand Rapids quando se recuperar, enquanto o central vai assumir sua habitual posição na 3ª linha, quando voltar depois da primeira semana.

Como vocês perceberam, Patrick Eaves faz parte do elenco principal, pois finalmente foi liberado pelos médicos para jogar. Eaves havia sofrido uma concussão ao bloquear um chute em novembro de 2011. Ele também quebrou o maxilar, mas isso já está curado faz tempo.

Se nada mudar até lá, a volta de Helm vai causar alguma mudança no elenco, pois vai fazer o time ultrapassar o limite de 23 jogadores. Damien Brunner é o único jogador que pode ser mandado para a AHL sem passar pela desistência, mas o time confia muito nele e lhe deu um lugar na 1ª linha. Jan Mursak e Cory Emmerton são candidatos, mas nada garante que não seriam pegos por outro time na desistência.

Para o jogo de amanhã, o time estará sem Helm (costas), Todd Bertuzzi (gripado e com dores musculares) e Jakub Kindl (virilha).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O elenco

Nos preparando para o início da temporada, sábado às 23hs em St. Louis, vamos agora falar sobre os jogadores que vestem a camisa vermelha.

O time está praticamente com lotação esgotada. São três goleiros, sete defensores e quinze atacantes, o que supera o limite de 23 homens que um time pode ter.

Os goleiros

#35 Jim Howard
#50 Jonas Gustavsson
#31 Joey MacDonald (contundido)

Os goleiros ficaram em casa treinando durante o locaute, nenhum jogou profissionalmente. Howard foi em 2012 um dos melhores goleiros da NHL (5º em vitórias e shutouts, 6º em média de gols sofridos e 10% em porcentagem de defesas), e vai tentar manter o mesmo ritmo, dessa vez em seu último ano de contrato.

Gustavsson veio para ser um reserva útil para Howard. Teve uma temporada decente ano passado, com 17 vitórias em 42 jogos por Toronto, com mais de 90% de porcentagem de defesas. MacDonald está no elenco apenas para aproveitar o departamento médico, afastado desde o ano passado por problemas nas costas. Não faz sentido carregar três goleiros, e provavelmente ele continua na lista de contundidos até estar recuperado o bastante para ser mandado para a AHL.

Na AHL, Petr Mrazek tomou as rédeas após o começo turbulento de Thomas McCollum, e levou os Griffins ao topo da tabela. Mrazek foi selecionado para o Jogo das Estrelas da AHL.

A defesa

#28 Carlo Colaiacovo
#52 Jonathan Ericsson
#4 Jakub Kindl
#55 Niklas Kronwall
#27 Kyle Quincey
#2 Brendan Smith
#18 Ian White

Pela primeira vez em duas décadas sem Nicklas Lidstrom, a defesa espera que o esforço coletivo dos jogadores compense o fato de não ter chegado nenhum grande nome.

Kronwall, que ainda está aprendendo, é o mais confiável do grupo. Bom tanto defensiva quanto ofensivamente, é o único defensor com mais de 30 anos no elenco. O outro sueco do grupo é Ericsson, que silenciosamente conquistou a confiança da comissão técnica (mas não da torcida) na última temporada, com um bom jogo defensivo e efetivas participações ao matar penalidades.

White, Quincey e Colaiacovo são competentes, mas inconstantes. White começou o ano passado muito bem, mas caiu vertiginosamente de nível no fim da temporada. Quincey chegou e não chamou muita atenção, o que na verdade é muito bom. Colaiacovo já começa a temporada um pouco baleado, e sua saúde é a grande incógnita.

Smith e Kindl são os garotos, de quem se esperam coisas bem diferentes. Smith deve ter um papel essencial na reestruturação da equipe, podendo ser o próximo grande defensor de Detroit. Kindl, já a algum tempo com os Red Wings, precisa mostrar serviço, seja para subir degraus dentro do time ou para ser usado como moeda de troca.

Numa temporada curta, a quantidade excessiva de jogos em pouco tempo pode resultar em lesões, e preocupa que, no grupo defensivo, apenas Kronwall tenha jogado as 82 partidas na última temporada, e só Quincey e White disputaram mais de 70 jogos. Em Grand Rapids, Brian Lashoff é o nome que pode aparecer em caso de urgência. Lashoff é um defensor parecido com Brad Stuart, mais focado na defesa e com um jogo bem seguro.

(os Red Wings consideram se beneficiar da Emenda feita ao Acordo Coletivo [sim, levaram três dias para mudar alguma coisa], sob a qual qualquer equipe pode dispensar um jogador com salário médio maior que $3 milhões. O New York Rangers pretendem se desfazer de Wade Redden, que está enterrado na AHL nos dois últimos anos)

O ataque

#8 Justin Abdelkader
#44 Todd Bertuzzi
#24 Damien Brunner
#11 Dan(ny) Cleary
#13 Pavel Datsyuk #25 Cory Emmerton
#51 Valtteri Filppula
#93 Johan Franzén
#43 Darren Helm
#20 Drew Miller
#39 Jan Mursak
#37 Mikael Samuelsson
#22 Jordin Tootoo
#40 Henrik Zetterberg
 #17 Patrick Eaves (contundido)

Datsyuk, Zetterberg, Franzén, Filppula e Helm. Esses são os confiáveis, aqueles com que se pode contar. Datsyuk foi para a Rússia e teve 36 pontos em 31 jogos. Filppula foi para a Finlândia, onde jogou com seu irmão e anotou 15 pontos em 16 jogos antes de se machucar. Helm e Franzén ficaram nos Estados Unidos treinando, onde Helm se machucou fazendo musculação.

Zetterberg foi jogar na Suíça, com o novo contratado Brunner no EV Zug. Os dois se entenderam rapidamente, e Brunner foi o 2º melhor jogador de NHL na Europa durante o locaute, com 57 pontos (25 gols, 32 assistências) em 33 jogos, enquanto Zetterberg anotou 32 pontos em 23 jogos.

Cleary e Bertuzzi são jogadores que tem que mostrar serviço para segurar seus lugares no elenco. Com a chegada de Brunner e Samuelsson, a possível volta de Eaves, que foi liberado para treinar com contato, e o crescimento de Gustav Nyquist, Tomas Tatar e Riley Sheahan em Grand Rapids, os veteranos podem estar mesmo a ponto de perder seus espaços.

As linhas de baixo são as que tem a maior confusão sobre quem joga ou não. Miller (15 gols e 30 pontos em 23 jogos) e Mursak (19 gols e 47 pontos em 30 jogos) arrebentaram em suas respectivas ligas durante a paralisação, e chegam a Detroit mais confiantes. Tootoo chegou para ser o agitador do time e ameaça a vaga de Abdelkader, que precisa ser mais efetivo. Emmerton parece correr por fora, mas ainda se aproveita do fato de não poder ser enviado para a AHL sem passar pela desistência.

(para confundir mais ainda, os Red Wings contaram com o veterano Mike Knuble, 40 anos, durante os treinos dessa semana. sua última temporada foi fraquíssima, mas antes disso havia anotado mais de 21 gols em todos os campeonatos desde 2003. hoje, sem contar os contundidos Eaves [que está melhorando] e MacDonald [que vai ser colocado na desistência assim que sair da lista de contundidos], o elenco está no limite de 23 jogadores)

As linhas

Como já dissemos, a ideia inicial de Babcock, que vai mudar tudo depois de 5 minutos, é que o time jogue com:

Datsyuk-Zetterberg-Brunner
Franzén-Filppula-Samuelsson
Bertuzzi-Helm-Cleary
Miller-Abdelkader-Tootoo

Muito se falou sobre as ausências de Nyquist e Tatar no elenco principal. A verdade é que os Wings continuam preferindo manter seus prospectos jogando 20 minutos por noite na AHL a segurá-los em Detroit para ficar no banco ou na 4ª linha. Nyquist e Tatar são jogadores principalmente ofensivos e Babcock não vai trazer algum deles para assumir um papel defensivo nas linhas de baixo. Assim, a disputa deles era com Brunner por alguma vaga nas linhas de cima, mas o desempenho de Brunner com Samuelsson falou mais alto.

Dificilmente Nyquist e Tatar verão algum tempo de gelo sem uma ou duas contusões sérias ou trocas no time de Detroit. Mursak e Emmerton estão no elenco da NHL para suprir qualquer necessidade, seja por lesão de alguém nas linhas de baixo ou se Bertuzzi ou Cleary subirem de linha quando alguém de lá se machucar.

Lesões serão uma parte interessante dessa temporada. Não estranhem se Babcock poupar algum jogador de vez em quando, e com lesões idiotas que podem acontecer. Helm machucou as costas na sala musculação, Samuelsson lesionou a virilha num treinamento simples. Lesões musculares podem ser algo comum, com o tempo de preparação tendo sido tão curto.

Kronwall-Ericsson
Quincey-Smith
White-Colaiacovo

Agora é que vocês jogam tomates em Babcock e Ken Holland. Ericsson na 1ª linha? É, Ericsson na 1ª linha, e isso não é tão chocante. Tentem não ser malucos e achar que ele está lá para suprir a falta de Lidstrom. Ericsson sobe para substituir Brad Stuart, que vocês devem lembrar que estava no gelo em 120% dos gols sofridos por Detroit nos últimos playoffs. De uma hora para a outra, Ericsson se tornou o defensor mais defensivo dos Red Wings, e se continuar o que começou no fim da temporada passada pode ter um bom papel.

O resto da defesa mostra uma deficiência que pode custar caro, a falta de força e jogo físico (e não seria uma eventual contratação de Wade Redden que resolveria esse problema). Com o excesso de atacantes e a falta de defensores, e uma folga de $8 milhões na folha salarial, dessa vez finalmente a gerência pode fazer algo no dia-limite de trocas. Mas por enquanto, senhoras e senhores, este é o seu Detroit Red Wings.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O calendário

Com a confirmação do fim do locaute, após o novo Acordo ser confirmado por proprietários e atletas, foi finalmente liberado o calendário da temporada. Originalmente, cada time jogaria 82 partidas em 183 dias, ou um jogo a cada 2,23 dias. Agora, com 48 jogos em 98 dias, cada equipe joga um jogo a cada 2,04 dias.


Assim, a tabela dos Red Wings inclui doze vezes jogos em noite seguidas, compreendendo 24 jogos, somando metade dos jogos da equipe no ano. Por quatro vezes os Wings jogarão com menos de 24 horas entre partidas.

Lembrando que os duelos serão apenas contra times da conferência Oeste. Os Red Wings vão enfrentar St. Louis e Columbus cinco vezes, Chicago e Nashville quatro vezes, e os times de fora da divisão três vezes cada.

A maior sequência de jogos em casa será de 9 a 15 de fevereiro, com quatro partidas. De 22 a 28 de fevereiro, e de 12 a 20 de abril, acontecem as sequências fora de casa mais longas, também com quatro jogos. Em março também tem a porção idiota do calendário: Detroit joga três partidas no oeste canadense, depois volta para casa para um jogo, e vai de novo para o oeste americano.

Detroit abre sua temporada no próximo sábado, dia 19, em St. Louis. Depois de um jogo em Columbus dia 21, os Red Wings voltam à Joe Louis Arena dia 22 de janeiro. O encerramento da temporada regular será dia 27 de abril, em Dallas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A temporada

Em oito dias vai começar a temporada 2012-13. O negócio foi tão repentino que as prévias vão ser mais curtas, mas que seja.

Como já dissemos, a temporada regular terá 48 partidas. Cada time vai enfrentar dois rivais de divisão quatro vezes, dois rivais de divisão cinco vezes, e os outros times da conferência três vezes.

Vamos começar a xingar a Liga: por que 48 jogos? Por que o número diferente de jogos dentro da divisão? Pense na nossa querida divisão Central. Quatro dos cinco melhores times do Oeste na última temporada, St. Louis, Detroit, Chicago e Nashville, ao lado de um time de AHL em Columbus. Quem pegar os Blue Jackets mais uma vez já pode contar com com dois pontos a mais no fim do ano. Que beleza, hein?

E por falar na Central, o alto número de jogos dentro da divisão pode prejudicar os membros dessa divisão. Enquanto essas boas equipes se metem numa briga de foice no escuro, Vancouver e Los Angeles se divirtem em divisões patéticas e Minnesota com dois jogadores atropela os inúteis Colorado, Calgary e Edmonton.

Os Red Wings tem problemas, e vamos nos aprofundar nisso nos próximos dias. Mas o que podemos adiantar é que o time tem que mais consistente. Nos últimos anos Detroit foi um time de momento, em geral um momento bom no começo e uma acomodação depois (exceto em 2010, em que o elenco chegou a ter 9 contundidos ao mesmo tempo, mas esquentou no fim da temporada. Vejamos os números dos Red Wings após 48 jogos, desde o locaute de 2004:

Temporada V-D-OT Pontos Posição
2011-12 32-15-1 65
2010-11 29-13-6 64
2009-10 24-16-8 56
2008-09 31-10-7 69
2007-08 34-10-4 72
2006-07 30-13-5 65
2005-06 32-13-3 67

Ou seja, Detroit normalmente arregaça na primeira parte da temporada, que dessa vez vai ser a única parte da temporada. No ano passado, o 8º classificado no Oeste teve 95 pontos (em 164 disputados), o que se traduz em 55,6 pontos numa temporada de 48 jogos. Ou seja, para garantir uma vaga nos playoffs, o time tem que fazer algo em torno de 58 pontos, o que em 48 jogos significa algo em torno de 26 a 29 vitórias no tempo normal (mais uma ou outra derrota na prorrogação).

Nos últimos anos essa pontuação foi atingido foi certa facilidade, mas claro que existem diferenças. A mais sutil é a ausência de duelos contra equipes do Leste, que normalmente garantem alguns pontos a mais. A mais clara é a ausência de Nicklas Lidstrom na defesa, o que já representa uma queda significativa no setor defensivo em relação à ultima década (o que falaremos depois).

Com uma temporada curta assim, cresce a cobrança por regularidade e consistência. Uma ou duas semanas ruins podem tirar qualquer time da corrida, por isso o mais importante vai ser manter o foco.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"Linhas, Babcock?"

Sim, gafanhoto, linhas.

Mike Babcock deve ter pensado em trinta mil combinações nos últimos meses, e quando os treinamentos oficiais começarem no fim de semana, o time vai começar assim:

Datsyuk-Zetterberg-Brunner
Franzén-Filppula-Samuelsson
Bertuzzi-Helm-Cleary
Miller-Abdelkader-Tootoo
(Mursak-Emmerton)
(Eaves machucado)

Kronwall-Ericsson
Quincey-Smith
White-Colaiacovo
(Kindl)

Babcock afirmou que Datsyuk-Zetterberg e Franzén-Filppula vão trabalhar sempre juntos, com o outro elemento dentro de uma rotação. Também elogiou os atacantes Tomas Tatar, Gustav Nyquist, Riley Sheahan e Joakim Andersson, de Grand Rapids, que segundo ele já estão prontos para jogar.

De volta ao trabalho

A NHL vai voltar, e disso todo mundo já sabe. Vamos tentar tomar algum ritmo decente de postagens aqui, depois de algum tempo enferrujados, mas temos que começar falando do tal do novo Acordo Coletivo de Trabalho que foi assinado.

O novo CBA

Resumindo a bagunça toda:

  • O acordo tem duração mínima de oito anos, quando qualquer uma das partes pode encerrá-lo. Senão, a duração é de dez anos;
  • Atletas e franquias vão dividir a Renda Relacionada ao Hóquei (HRR) em 50% para cada lado;
  • O teto salarial para a temporada 2013 é de $70,2 milhões de dólares, e o piso é de $44 milhões;
  • Para a temporada 2013-2014, o teto é de $64,3 milhões, e o piso de $44 milhões;
  • Cada equipe pode dispensar dois jogadores, em junho de 2013 e 2014, que não contarão contra o teto salarial (cláusula de anistia);
  • A duração máxima de um contrato é a renovação por oito anos. Numa nova equipe, o limite fica em sete anos;
  • Durante um contrato, não pode haver variação salarial maior de 35% de um ano para o outro. O salário mais baixo daquele contrato não pode ser menor que metade do valor do salário mais alto;
  • Em casos de arbitragem, a franquia só pode abrir mão do atleta em casos que o árbitro decidir por um salário maior que $3,5 milhões;
  • Franquias que se beneficiarem com contratos de longa duração (sete anos ou mais) serão penalizadas caso o jogador se aposente ou saia da NHL antes do término do contrato;
  • Nas trocas, as equipes podem "reter" o impacto salarial de jogadores envolvidos. A equipe pode trocar um jogador e continuar absorvendo até metade de seu salário em relação ao teto, desde que isso não supere 15% do teto;
  • A divisão de renda para as franquias mais pobres abrange mais equipes, e separa uma quantia maior.
Esse é o básico do Acordo, e não quero mais falar sobre isso. A não ser sobre as dispensas da cláusula de anistia, isso vai ser divertido. O que importa é saber o que vai acontecer nessa meia temporada.

A temporada 2013

Essa temporada torta e idiota vai ter 48 jogos, e as datas mais importantes são:
  • A temporada regular deve começar em 19 de janeiro, e parece que termina entre o fim de abril e o começo de maio. A ideia é que a última data possível para a final da Copa Stanley seja 28 de junho;
  • O dia-limite para trocas deve ser no começo de abril; e
  • Cada time vai enfrentar dois rivais de divisão 4 vezes, dois rivais de divisão cinco vezes, e cada rival de conferência três vezes.
Essa liga é idiota². Por que 48 jogos, e não 46 ou 50? Por que número desigual de jogos dentro da divisão? Ah, Bettman...
 
Os Red Wings

Todo mundo faz questão de lembrar que Detroit começará sua primeira temporada em duas décadas sem Nicklas Lidstrom. O também sueco Henrik Zetterberg deve ser anunciado como o novo capitão em breve.

Sem espaço no time, Tomas Holmstrom também vai se aposentar, fato que vai ganhar um destaque maior neste blog do que este simples parágrafo.

A nova era dos Red Wings começa com dúvidas na defesa e no ataque, e mais uma vez entramos numa temporada sem saber o que esperar. Como tem muita coisa para falar, vamos aos tópicos mais uma vez:
  • Jogando na Finlândia durante o locaute, Valtteri Filppula torceu o joelho em novembro e não deve começar a temporada em totais condições;
  • O novo defensor Carlo Colaiacovo também se lesionou, no começo de janeiro, jogando na Suíça. Dessa vez foi o ombro, mas Colaiacovo tem um histórico de lesões que preocupa, nunca tendo disputado mais de 70 jogos em uma temporada;
  • Patrick Eaves ainda não se recuperou da concussão, e continua tentando voltar para a equipe;
  • Sem Eaves, hoje os Red Wings tem 15 atacantes (contando Damien Brunner, que arrebentou a liga Suíça ao lado de Zetterberg); e
  • A defesa tem 7 jogadores (o novo nº 1 Niklas Kronwall, os irregulares Kyle Quincey, Jonathan Ericsson, o sempre-lesionado Colaiacovo, e os novatos Jakub Kindl e Brendan Smith). E Mike Babcock tentou convencer Lidstrom a voltar para essa temporada, mas não conseguiu. Legal, né?
 Por enquanto é só. Nos próximos dias vamos relembrar o que aconteceu de maio até aqui, quem saiu, quem chegou e quem vai ser importante nesses quatro meses de temporada.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A NHL voltou

Eu não visitava o meu próprio blog desde, sei lá, o último post "jurídico" do Calciolari, a minha fonte sobre os avanços e retrocessos das negociações entre NHL e NHLPA.

No entanto, desde ontem temos motivos para visitar o Red Wings Brasil. Aliás, esta segunda-feira não é a mais bela do ano? Agora sabemos que os Red Wings estarão de volta em 12 dias!

Os nossos jogadores que estavam do outro lado do mundo estão retornando a Detroit, a gerência vai escolher Henrik Zetterberg nosso novo capitão, Tomas Holmstrom vai anunciar sua aposentadoria, a garotada de Grand Rapids será convocada para o time de cima...

Enfim, hóquei.